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Exegese, hermenêutica e ingenuidade

21 Jun

Os exegetas acreditam ter encontrado a verdade e assim esperam ter a última palavra sobre determinado assunto, se alguém os contesta dizem que é por arrogância e não por falsidade, os hermeneutas são aqueles que acreditam que é sempre possível uma nova interpretação, uma vez que toda verdade é contextualizada e o ingênuo acredita só no que “sente”.
A exegese é uma interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário, ainda que possa ter elementos de profundidade como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas como qualquer outra forma de conhecimento.
Já a hermenêutica é um ramo da filosofia que desenvolve uma teoria da interpretação, mas também pode ser vista como a “arte da interpretação” e também se refere a prática e a intuição, nisto se funde com os outros saberes, com a diferença que admite a interpretação e não tem como pressuposto ser a última palavra em um diálogo, como prevê o círculo hermenêutico.
A ideia que os sentidos são o fundamento da verdade é bem antiga, mas é ingénua porque toda verdade deve ser contextualizada, depois deve ser analisada e interpretada também a luz da vivência pessoal de cada um, e finalmente confrontada com a história, não a romântica da analítica ou pragmática da história, mas principalmente do que é avanço, do que é irreversível e especial do que é contextual.
Entenda contextual por cultura, a estrutura social e tradicional de um povo em determinado momento da história, também envolve aspectos políticos, e pode haver fatores de disrupção que tanto pode ser causado por uma grande mudança social quanto por uma mudança tecnológica ou estrutural de determinado processo social.
Também os exegetas se aceitam o círculo hermenêutico, que parte justamente de pré-conceitos podem interagir com a hermenêutica, mas sabem que a simples interação pode tirá-los da verdade absoluta e isto não significa cair no relativismo e sim no diálogo.

 

Tornar hologramas reais, rápidos e precisos

20 Jun

Já mencionamos aqui o desenvolvimento de hologramas no espaço sem a necessidade de dispositivos que recriem os artefactos, agora é possível fazê-los de modo ultrarrápido e muito precisos.

Os cientistas do Laboratório Americano Lawrence Livermore na California desenvolveram uma técnica que pode criar objetos complexos em segundos, podemos dizer usando teorema de amostragem de Shannon para a criação de imagens, agora sendo elas tridimensionais.

Esta técnica cria os objetos em camadas simultaneamente, os detalhes foram publicados na revista Science Advances em dezembro de 2017, há duas inovações realmente importantes ali, a possibilidade de criar imagens reais de modo ultrarrápido usando uma resina fotossensível recriando a impressão 3D com um poderoso laser que endurece esta resina tornando-a um plástico.

 

Isto também pode ser feito com metais usando feixe de elétrons e um pó de metais em vez da resina, a também não precisa dos inúmeros suportes necessários às impressoras 3D.

O engenheiro Maxim Shusteff, do LLNL, que lidera o estudo disse ao site New Atlas: “o fato que você pode fazer peças totalmente em 3D, tudo em uma única etapa realmente supera um problema na manufatura aditiva”, agora os hologramas podem retornar às peças materiais.

Outra opção seria a bio-impressão em tecido vivo: “Nós fizemos uma boa primeira tentativa”, disse Shusteff, “mas ainda não levamos isso ao limite de seu desempenho, então o espaço está aberto para nós e outros para demonstrar o que essa abordagem é capaz de fazer.”  bioprinting tecido vivo. “Nós fizemos uma boa primeira tentativa,” disse Shusteff, “

Se a impressão 3D já era anunciada como uma revolução, esta nova técnica promete acelerar ainda mais este processo

 

Objetos reais e virtuais

19 Jun

Foi a realidade mista que esclareceu o que são objetos reais e virtuais, os próprios autores Paul Milgram e Fumio Kishino que colocaram luzes não só na taxonomia dos ambientes virtuais e imersivos, mas principalmente na questão do real e do virtual.

Trataram a questão de distinção entre real e virtual em três aspectos, o que pode ser visto na figura ao lado que é uma versão modificada da Figura 2 do artigo do Milgram e Fumio, com modificações com a introdução do conceito de artefactos.

O primeiro aspecto é a diferença entre objetos reais e virtuais, que estão a esquerda da figura, os objetos reais possuem existência objetiva real, enquanto os virtuais existem em essência ou efeito, mas não formalmente, porém é deles que se tira a in-formação, o que são em essência.

Para que um objeto real seja visualizado, ele pode ser observado diretamente ou pode ser amostrado (antes de Shannon o ter imaginado) e ressintetizado por meio de algum artefacto.

A segunda distinção é retirada, pelos autores de um trabalho de Naimark (1991), que é a questão da qualidade das imagens refletidas num aspecto chamado de realidade refletida, grandes esforços foram feita para isto que é a visualização direta em ar ou vidro, de um objeto real, ou a chamada de “realidade não mediada”, hoje tornada realidade na Brigham Young University.

O ponto de vista dos autores, e também o nosso é que não é só porque a imagem “pareça real” ela possa estar representando o real e sua in-formação e, portanto, a terminologia empregada deve ser cuidadosa ao explicitar esta diferença.

Esclarecida a “representação”, a terceira distinção é entre imagens reais e virtuais, para isto voltamos ao campo da ótica e “definimos operacionalmente uma imagem real como qualquer imagem que tenha alguma luminosidade no local em que ela parece estar localizada”, isto inclui a visualização direta do objeto real, assim como a imagem projetada no artefacto (os autores dizem no ecrã, mas o conceito pode ser estendido).

Assim a imagem virtual pode ser definida como o modo inverso da imagem que não possui luminosidade no local em que aparece, e, portanto, isto pode incluir exemplos de hologramas e imagens espelhadas como sugerem o autor, no entanto, escapa-lhe o fato que a própria visão humana espelha e inverte as imagens, então o que é real se precisamos dos olhos?

Também a questão da luminosidade é interessante, as sombras e as projeções que podem ser pensadas desde as pinturas rupestres até o mito da caverna de Platão, ali já era o virtual.

Naimark, M. Elements of realspace imaging. Apple Multimedia Lab Technical Report, 1991.

 

Realidade Mista e o Virtual

18 Jun

Em um artigo intitulado “Uma taxonomia de telas visuais de realidade mista|, Paul Milgram e Fumio Kishino, publicado na Revista ACM Information System   cunharam o termo “Realidade Mista” e o aplicaram pela primeira vez.

O artigo destes pesquisadores é fundamental porque não se esquivaram da pergunta o que é realidade virtual, e responderam de forma simples e direta ao separar o conceito virtual do real, ao dizer que “esses dois termos constituem a base agora onipresente do termo Realidade Virtual”.

Neste universo a intenção não é tão complexa, mas a “intenção básica é que um mundo ´virtual´ seja sintetizado, por computador, para dar ao participante a impressão de que esse mundo não é realmente artificial, mas é “real”, e que o participante está “realmente” presente dentro desse mundo”, afirmam os autores no deste artigo.

Foi isto que os fez criar o termo realidade mista, ao conversarem com diferentes investigadores, perceberam que “lidar com questões como se objetos específicos ou cenas sendo exibidas são reais ou virtuais, se imagens de dados digitalizados devem ser consideradas reais ou virtuais. se um objeto real deve parecer “realista”, enquanto um virtual não precisa.”

A ideia da Realidade Mista situa-se entre Realidade Virtual (RV) e a Realidade Aumentada (RA), mas o importante desta ideia é o acesso ao dia a dia de pessoas comuns, os capacetes e dispositivos de realidade virtual provocam uma sensação de mal-estar em muitas pessoas, e a realidade mista permite o uso fácil e simples destes conceitos.

Resumindo realidade mista é uma forma de fundir o mundo real com o virtual para produzir novos ambientes e formas de visualização em que os objetos físicos e digitais coexistam e possam interagir no mundo real, em tempo real.

Em 2015, a Microsoft causou impacto no mercado ao lançar seu produto HoloLens, mas o que parecia uma grande estratégia rapidamente caiu no descrédito pois o custo era muito alto, agora empresas como Acer. Samsung, Asus, Lenovo e Dell estão fabricando seus headsets, e o ambiente “Visualizador de Realidade Mista” da Microsoft dá popularidade a estes produtos.

Milgram, P. e Kishino, F. IEICE Transactions on Information Systems, A taxonomy of Mixed Reality Visual Displays, Vol E77-D, No.12 December 1994.

 

Pequenas coisas fazem diferença?

15 Jun

A resposta é afirmativa, embora muitas vezes imaginemos que um pequeno ato de concórdia, de honestidade ou de esperança possam significar um ato ingênuo, não o mesmo quando pensamos no sentido físico, porém o pensamento cotidiano continua sendo o mecânico.

A física quântica e a teoria da complexidade demonstraram isto (o nome caos é também mal interpretado, pois é o fato que nem tudo é linear), porém parece mais “organizado”, mais “lógico” a lógica binária do sim e do não, e neste caso também não tem a ver com o mundo digital, apenas com o pensamento idealista.

Também a sabedoria bíblica, e os ensinamentos de Jesus refletiam isto, ao dizer do evangelista Marcos O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra” (Mc, 4:31-32), quem já viu um grão de mostarda e viu sua árvore sabe isto.

É mais fácil e mais tentador seguir a corrente, porém se com pequenos gestos diários fazemos a diferença isto muda aos poucos a cultura a nossa volta, e pode se espalhar a outras pessoas, a mesma forma que um círculo vicioso é difícil de romper, um círculo virtuoso transforma os hábitos e o meio em que estamos inseridos.

Isto é válido para a natureza, por exemplo para a preocupação ecológica e não raramente já vemos muitas pessoas terem preocupação com a seleção de lixos, com as árvores e com os animais, isto fará diferença ao longo dos anos, é uma nova cultura que se cria.

A questão da honestidade é um reflexo do mundo da corrupção, se retirarmos pequenos atos de corrupção diária poderemos ao longo dos anos tornar a corrupção algo realmente hediondo disse uma ativista: “será lembrada de modo tão terrível quanto a escravidão.”

É preciso aplicar e ser resiliente em pequenos atos de atitudes cotidianas de verdade e justiça.

 

Caos e pequenas coisas

14 Jun

Embora o caos sugira algo totalmente desorganizado, como teoria física e matemática ele significa sistemas dinâmicos altamente sensíveis e dependentes de suas condições iniciais, e a maioria dos sistemas como são complexos, dependem destas condições (veja o post anterior).
Na medida que o sistema evolui e se podemos pensar este sistema ao longo de muitos anos, o sistema que poderia mover-se “linearmente” vai sofrendo profundas alterações, e este tempo em que o sistema ao sofrer alterações torna-se imprevisível, é chamado período de estabilidade de Lyapunov (o fractal acima), por exemplo, este período calculado para o sol é de aproximadamente 50 milhões de anos, pode-se calcular para qualquer sistema dinâmico.
Neste ponto se unem teoria da complexidade, sistemas dinâmicos são complexos se vistos por longos períodos, sensibilidade das condições iniciais, elas podem determinar as mudanças nestes períodos de Lyapunov e teoria do Caos, todos os sistemas estão em constante organização e isto pode causar grandes instabilidades, dependendo do tempo.
Então pequenas coisas são instáveis ao longo de anos e dependendo das condições iniciais, que de início são pequenas coisas como uma batida de asa de borboleta.
O que podemos fazer ao longo dos anos então é aplicar estes conceitos a cultura humana, aos processos civilizatórios e as conversas e diálogos diários, pensando em sistemas humanos.
Pensando na natureza, no planeta e indiretamente na sociedade, é preciso não alterar o tratamento do solo, da água, das plantas e animais, para que possamos num futuro um pouco distante, agora já nem tanto, garantir a estabilidade do planeta, o plantio de alimentos e uma indispensável harmonia da natureza, em flores, frutos e beleza.
A teoria do caos portanto não é teoria da bagunça, é justamente a oposição a ela, se Francis Bacon e outros falavam em domínio da Natureza, não é menos importante sua máxima que dizia que “não se pode dominar a natureza, sem segui-la” que significa obedecer suas leis.

 

Pode uma batida de asa de borboleta causar um tornado ?

13 Jun

O chamado efeito borboleta, surgiu de um artigo de E. Lorenz em 1975 numa revista de previsão atmosférica e por isto ficou um longo tempo escondido como “fenômeno”.

A primeira questão é esta, existe mesmo este artigo, porque é tão pouco mencionado ainda mais no Brasil uma vez que o nome do país aparece no título: “Predictability: Does the Flap of a Butterfly’s Wings in Brazil Set off a Tornado in Texas?” (previsibilidade: pode a batida das asas de borboletas no Brasil causar um tornado no Texas?), sim o artigo existe.

As outras duas questões colocadas pelo próprio Lorenz são:  se uma única borboleta poderia gerar um tornado, as batidas de asas anteriores ou subsequentes também poderiam causar e os milhões de outras borboletas também, e, se elas poderiam causar também poderiam evitar.

O que Lorenz propôs em termos gerais +e que as perturbações minúsculas não aumentar nem diminuíam a frequência de eventos como tornados, a questão que ele coloca em seu artigo é que a influência imediata de uma única borboleta pode fazer a presença de um tornado evoluir em duas situações diferentes, podendo em alguma instância bem inicial decidir sua presença ou não.

Esse pequeno evento pode ser fundamental, encadeado a outros, capazes de modificar o regime dos ventos e a temperatura em uma vasta região, passariam horas e o encontro das massas de ar podem provocar uma forte chuva em áreas que antes se determinava sol.

Daí vem o que Poincaré enunciou em 1908 como “sensibilidade das condições iniciais”, mas é preciso dizer que a formulação de sistemas caóticos de Lorenz distanciou-se muito do que é chamado de sistemas não lineares em matemática, a partir da ideia que linear é o mais comum, enquanto instáveis ou caóticos são não convencionais.

A maioria dos sistemas são instáveis, e isto é fundamental, Heisenberg de quem falamos em nosso post anterior, afirmou: “a física quântica derrotou a causalidade e a certeza que os sistemas estáveis e previsíveis nos oferecem, é famosa sua frase: “A Física quântica forneceu a refutação definitiva do princípio de causalidade.”

Pequenas ações, em sistemas humanos, também podem causar diferenças enormes e levar os sistemas humanos a estabilidade ou não.

 

O todo e a parte

12 Jun

Uma questão essencial das pequenas coisas é não imaginá-las desvinculadas do todo, este é um problema complexo para o homem moderno, porque sua visão foi plasmada pelo idealismo para enxergar as coisas em pedaços, em partes isoladas, sem comporem um todo.

É assim para a filosofia, para as ciências, para as artes e até mesmo para a religião que vê Deus como a essência do “todo”, mas quase sempre segmenta-o de realidades humanas.

Um grande mestre e pensador sobre o tema, seu livro “A parte e o todo”, tem justamente este nome foi Werner Heisenberg (1901-1976).

O livro pode ser considerado sua autobiografia intelectual, onde faz diálogos com Einstein, Bohr, Planck, Dirac, Fermi, Pauli, Sommerfeld, Rutherford entre os nomes mais proeminentes da física de seu tempo, e também diálogos filosóficos com outros colegas.

Segundo diz o autor no prefácio: “A moderna física atômica lançou nova luz sobre problemas filosóficos, éticos e políticos. Talvez este livro possa contribuir para que os fundamentos dessa discussão sejam compreendidos pelo maior número de pessoas.”

É difícil resumir as ideias deste livro, segmenta-lo seria contradizer a própria proposta, porém o ganhador do prêmio Nobel da Física aos 31 anos (em 1932 portanto) pela formulação do princípio da Incerteza, afirmou sobre seu livro: “pretendi transmitir, inclusive aos que estão distantes da física atômica, uma impressão dos movimentos do pensamento (Denkbewegungen) que acompanharam a história do surgimento dessa ciência”.

A parte, por pequena que seja é essencial ao todo, a partir da moderna física atômica e quântica, e segmenta-la é realizar a fissão atômica, uma ruptura com a natureza e o homem.

 

O efeito borboleta e as pequenas coisas

11 Jun

Parecem que para mudar o mundo para mudar tudo devemos fazer coisas grandiosas, grandes projetos e na verdade não é bem assim, pequenas coisas podem fazer muita diferença, e a primeira coisa que podemos mudar somos nós mesmo, conforme a frase de Platão: “se quer mover o mundo o primeiro passo será mover-se a si mesmo”.
O efeito borboleta, pesquisado e defendido por Edward Norton Lorenz, que inclusive criou a figura ao lado, tem duplo sentido primeiro que ele descobriu que a batida da asa de uma borboleta poderia influenciar o clima, segundo que o gráfico que criou deste efeito (na física modelo de convecção do calor tem a forma das asas de uma borboleta.
Lorenz estava simulando modelos globais climáticos num computador, e executou outro modelo que retirando algumas casas depois da virgula o tempo de processamento seria menor e o resultado saia mais rápido, na prática mudou um pouco as condições do processo, e os resultados foram bastante divergentes.
Isto significa na prática que pequenas ações e intervenções em fenômenos podem ao longo de um percurso influenciá-los profundamente, o que nos dá esperança porque assim o pouco que fazemos de correto, de honesto e de inspiração ética pode no futuro mudar drasticamente as coisas, claro será preciso que outras pessoas façam pequenos atos.
Uma experiência pessoal foi perder uma pessoa querida por suicídio, me fez pensar muito imaginando o que poderia ter acontecido com aquela pessoa, depois de muito sofrimento uma psicóloga me explicou que não só sofrimentos e fatores sociais, mas também genéticos, físicos e emocionais poderia determinar a ação daquela pessoa.
Pensando no sentido positivo podemos fazer pequenos gestos, uma criança me pedia que jogasse bola com ela, estava apressado, parei e joguei uns cinco minutos com ela, ai o vizinho de um prédio que me viu com uma sacola na mão, me disse pode ir agora eu jogo com o miúdo (crianças em Portugal).
Também pensando no Brasil, o enorme sofrimento com todos acontecimentos sociais e políticos negativos, precisamos tentar enxergar pequenas ações que podem ser feitas, conscientizar as pessoas e ouvir quando alguém está muito convicto do seu ponto de vista.
Vejo que Portugal saiu da crise vencendo e recuperando o otimismo como povo, não perderam as esperanças, ainda que a crise tenha atingido muita gente e ainda hoje hajam reflexos, porém é perceptível a melhora.

 

Pode uma casa dividida sobreviver

08 Jun

A palavra é Bíblia, mas vale para muitos países em toda a Terra e para o próprio planeta como um todo, é preciso um mínimo de unidade para progredir e garantir o progresso a todos.

A unidade está comprometida e risco de guerras, além das intermitentes guerras na África, meio oriente e tensões em vários países da Europa, pode em algum momento romper como o vulcão da Guatemala e as consequências seriam imprevisíveis.

A tensão com Irá volta a acontecer, e também a Coréia do Norte ainda tem resquícios de ameaça, além das tensões sociais em toda America Latina.

Como reagir a tudo isto ? é preciso buscar pontos de unidade e diálogo, a guerra não tem vencedores todos perder, e claro, os poderosos e a indústria bélica a lucram.

A palavra Bíblica de Marcos 3,23-25 diz: “Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? e um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se”, e além da ideia do reino de Deus, que é evidente, há também uma palavra ao homem: unidade.

Unidade é uma palavra divina, é claro que ela está sempre sobre certa tensão: desigualdades, injustiças, exclusões, preconceitos são todas formas inerentes de divisões, mas mesmo nestes casos o diálogo é possível e fundamental, a ideia que só a violência destrói violência é bélica.

Olhando sobre as próximas eleições no Brasil é preciso buscar pontos de convergências, mais de uma dezena de candidatos é um absurdo em custo e em confusão para as pessoas simples, é preciso debater ideia e programas sob pena de aceitarmos um aventureiro ou ditador.

O diálogo pode ser duro e até áspero, mas é preciso se dobrar para não romper e construir frentes partidárias em torno de programas e propostas, e também ter esperança.