RSS
 

Kenosis, transparência e valores

23 Jun

O diálogo é, portanto um caminho para a transparência, tanto entre pessoas comoKenosis no sentido social, e na medida em que fazemos a mais profunda também realizamos uma kenosis, que no sentido místico é o esvaziamento da própria vontade para a aceitação do desejo divino, mas se consideramos o divino presente no Outro, a kenosis é própria de um profundo diálogo.

O esvaziamento não pressupõe um abandono de valores: dignidade, integridade, ética e moral, mas sim um abandono de conceitos, ou melhor, dos nossos pré-conceitos, que só não tem quem deixou de pensar e que muitas vezes são confundidos com valores.

No ambiente social, podemos dizer que ocorre uma fusão de horizontes, onde uma utopia se torna possível, e, com isto caminhos sociais se abrem e perspectivas novas se apresentam os preconceitos muitas vezes não estão na utopia, porque justamente elas se situam num horizonte as vezes distante e as vezes próximos, é o virtual, no sentido de futuro possível.

Também em termos Bíblicos, em Mateus encontramos a transparência ligada aos valores: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!” (Mt 26-28), os que destroem valores e matam a esperança, tentando destruir nossa essência.

Em tempos de transparência é, sobretudo um profundo equívoco imaginar que podemos enganar e iludir os homens, pois a verdade aparecerá logo ali na frente, ainda que hajam pós-verdades e leitura distorcida de fatos muito claros: corrupção, mentiras e politicagem.

 

Identidade, diálogo e transparência

22 Jun

 

Três elementos que parecem distintos estão em profunda conexão numDiálogoParentesis tempo mundializado, o que se reflete na incompreensão da emergência de certa forma de nacionalismo, vejam as eleições dos EUA e França, o Brexit na Inglaterra, mas que no aspecto positivo do diálogo é exatamente a compreensão de que culturas têm raízes em sociedades originárias.

A confusão que podemos ver no Brexit agora que os primeiros acordos começam a ser negociados, é que do ponto de vista econômico é um elemento complicador enquanto no aspecto da imigração e relacionamento entre nações é um fato de tensão muito elevado.

Identidade significa ter consciência de identidade, e já fizemos em vários posts a análise que é preciso para esta consciência o diálogo com o diferente, já que diálogo com iguais é monólogo, pode-se dizer que quanto mais profundo é o diálogo com o Outro, mais se tem consciência da própria identidade.

A transparência é o elemento complicador, por isso dissemos acima que há “certo tipo de nacionalismo” que vê apenas os pares e nunca o diferente, é um tipo de fechamento que não conduz a maior identidade porque não é transparente e autentico consigo e com o Outro.

É necessário distorcer fatos, trabalhar com o relativismo da verdade e principalmente quase sempre recorrer ao preconceito, e tudo isto leva a uma ausência de transparência tanto no campo individual quanto no social, o que se deseja é moldar a sociedade a um espelho nacional, inconcebível numa era já mundializada, com pessoas andando por todo globo.

O que assistimos coma falta de transparência é uma inevitável polarização em preconceitos e ideologias, o que é concebível numa fase inicial do diálogo, mas impossível de construir relações num tempo que exige relações cada vez mais alargadas e abertas.

Pode-se fazer o discurso que o conflito é necessário, mas aonde ele deverá caminhar, para o fechamento em grupos e bolhas, pois a fragilidade deste discurso é evidente, claro que é possível que num ponto do diálogo os ânimos fiquem acalorados, sem a fusão de horizontes e um caminhar para frente um epoché (colocar entre parênteses), abrir os ouvidos para a escuta do Outro.

 

IoT e a segurança de dados

21 Jun

Muitos aspectos de segurança de dados foram desenvolvidos, mas há uma máxima daIoTSecurity computação que afirma que nenhum sistema é totalmente seguro, e se prevemos um crescimento exponencial das conexões com a internet das Coisas (IoT – Internet of Things), é um fato que o problema de segurança tenha também um crescimento nesta proporção.

Enquanto o mundo da IoT já chegou (smartphones, relógios, TVs, carros, óculos e outros aparelhos, nos de pode dizer que há uma plataforma IoT realmente segura e com operacionalidades simples.

Para os especialistas, um desses recursos básicos de segurança é a criptografia de dados, mas ela deverá estar agregada ao tratamento de Big Data, já que este para o volume de dados atuais já é praticamente indispensável, com a IoT será compulsório.

Os dispositivos IoT transacionam toneladas de dados, a criptografia já é um aspecto óbvio destes dados porém, ainda é raramente usada, menos ainda se pensamos de ponta a ponta, isto é, do produtor ao consumidor de dados, e então neste aspecto a IoT é mais sombria.

Com os avanços na computação quântica, a criptografia poderá também não ser suficiente para proteger dados vitais, pois computadores quânticos podem descobrir as chaves criptográficas ainda mais rapidamente, e os algoritmos ainda que eficiente agora, não há dado totalmente seguros,  as chaves dos criptogramas com uso de computação quântica serão mais rapidamente abertas, e enquanto a maioria dos hackers não tem acesso a esse nível de computação podemos estar seguros, mas por quanto tempo ?

É preciso começar desde já a repensar dois assuntos, o tratamento de dados por BigData e as chaves criptográficas a prova de computação quântica antes que estes recursos estejam nas mãos dos hackers.

Privacidade de dados, muitas vezes vitais para determinados sistemas, estão e estarão em cheque cada vez mais.  

 

Esfera pública: transparência e utopia

20 Jun

O termo “esfera pública”, popularizado pelos conceitos desenvolvidos porTransparencia Jünger Habermas (1929- ), em especial no livro publicado em 1962, “Mudança estrutural da esfera pública”, que é uma tradução para a palavra alemã, Öffentlichkeit, substantivação do adjetivo öffentlich (público). “Publicidade”, que é usado de certa forma também como “tornar público” Publizität é por sua vez um termo empregado no sentido de tornar público certos debates judiciais.

O tema volta a ter atualidade não apenas pela situação do Brasil, mas o uso de “publicização” feitas tanto na campanha de Trump como de Marie Le Pen, além dos inúmeros e já incontáveis casos de denúncias de corrupção no Brasil e outros países da América Latina e do planeta.

A ideia geral de Habermas, grosso modo, é que a publicidade crítica é subvertida pela publicidade/propaganda, onde a opinião pública passa a ser objeto de manipulação tanto dos meios de comunicação de massa como por parte das políticas partidárias e administrativas, mas o termo não deve ser confundido com as dificuldades público/privadas do estado.

Posteriormente Habermas relativizou o termo, pois as experiências políticas e sociais que desmentiram uma total despolitização da esfera pública mostram também fatos curiosos como uma certa volta ao nacionalismo, e a questão da transparência pública é questionada.

O que fez que posteriormente Habermas desenvolvesse a ideia da ação comunicativa, consagrada no livro (em algumas edições como a inglesa em dois Volumes) “The theory of communicative action”, publicados em 1984, mas o que negligenciado que também ali foi necessário um reparo, colocando a questão da “nova intransparência”, onde ao mesmo tempo que admite o esgotamento utópico, vê um horizonte onde há alguma fusão entre o pensamento utópico e a consciência histórica.

Habermas cita os cenários utópicos da idade Média: “Thomas Morus e sua Utopia, Campanella com Cidade do Sol, Bacon com sua Nova Atlantis”, sua atualização nos tempos  modernos por “Robert Owen e Saint Simon, Fourier e Proudhon rejeitavam o utopismo violento”, e há uma atualização com “Ernst Bloch e Karl Mannheim” que na visão de Habermas “purificaram o o termo ´utopia’ “, mas negligencia a análise feita de Manheim por  Paul Ricoeur em cursos feitos na Universidade de Chicago em 1975, que depois virou livro: “A ideologia e a utopia”.

A análise de Ricoeur mostra que distorção ideológica se baseia no fato de considerar apenas a estrutura simbólica da vida social, em geral vista sobre a perspectiva da justificações e identificações de grupos sociais, embora necessária, não é suficiente para fazer projeções para o futuro, onde o uso de inovações e agentes sociais transformadores são necessários.

HABERMAS, J. A nova intransparência. In: Novos Estudos CEBRAP, nº 18, set. São Paulo: Ed. Brasileira de Ciências Ltda, 1987.

 

Entre o público e o privado: a transparência

19 Jun

O termo parece um slogan de propaganda político, e de fato pode ser, a ideia que tudoSociedadeTransp pode ser revelado e o controle de aparatos, principalmente presidenciais, sobre o que pode e deve ser divulgado pode ao contrário do que anunciam muitos, estar fortalecendo serviços feitos às sobras, o desaparecimento da privacidade, o colapso da confiança e aspectos cruciais para manter a democracia e o controle econômico.

O livro de Byung-Chul Han é uma denúncia que o ideal da transparência pode ser tão falso quanto as piores utopias e mitologias modernas: a desconfiança de todos e a falta de privacidade por uma “homogeneização” da interpretação dos fatos.

Qualquer pessoa com instrumentos adequados pode obter informação sobre praticamente qualquer assunto, desde que disponha de instrumentos e muitas vezes força econômica para fazê-lo, e isto já revela uma das possíveis manipulações.

Grupos poderosos, grupos perigosos e principalmente políticos mal-intencionados podem usar a informação disponível para fazer uso inadequado da informação disponível.

Depois de publicar A Sociedade da Transparência, A Sociedade do Cansaço e A Agonia de Eros do filósofo germano-coreano Byung-Chul Han entra em outra seara.

Sociedade da Transparência é uma tradução de Miguel Serras Pereira direta do texto alemão Transparenzgesellschaft, no original, de Byung-Chul Han. Em Portugal o livro foi publicado em Setembro de 2014, na colecção Antropos, da editora Relógio D’Água.

Byung-Chul Han denuncia neste livro: “A Sociedade da Transparência” (Editora Espelho d´Agua, 2014) é que a transparência total é um ideal falso, e segundo o autor a mais forte e perigosa das mitologias contemporâneas, revela sua ingenuidade e estranheza “quando chegou na Alemanha: De filosofia não sabia nada. Soube quem eram Husserl e Heidegger quando cheguei a Heidelberg” (HAN, 2014).

Critica o que chama de “transparência é desprovida de transcendência” (idem, p. 59): “A sociedade positiva evita toda a modalidade de jogo da negatividade, uma vez que esta detém a comunicação. O seu valor mede-se exclusivamente em termos de quantidade e de velocidade da troca de informação. A massa da comunicação aumenta também o seu valor econômico. Os vereditos negativos toldam a comunicação (HAN, 2014, p. 19).

Qual o remédio, há informações que devem permanecer privativas, mas quais ? quem as controlará ? eis as questões que devem ser respondidas.

Han, B.C. A Sociedade da Transparência. Lisboa: Relógio D’Água, 2014.

 

Escatologia em tempos de crise

16 Jun

Quando o império Romano dava sinais de decadência, muitas pessoas se desesperaramReinoDeDeus e diziam o fim está próximo, também no final da idade média, no período da peste negra os sentimentos eram iguais, toda cultura e todo processo civilizatório tem uma escatologia, quer dizer, o que aconteceu no seu fim, que não quer dizer necessariamente o “fim do mundo”.

Na escatologia cristã o Reino de Deus está próximo (Mt 3,2) e mesmo sua presença entre os homens (Mt 12,28) é uma escatologia dizem os teólogos e exegetas, do “já”e também do “ainda não”, já porque Jesus-Deus veio habitar entre os homens, ou seja entrou na história, mas não ainda porque é preciso que um conjunto de fatos históricos se desenrolem para que o homem tenha “vida plena”, que significa tão somente condições mínimas de dignidade.

O tempo presente é lugar dos homens, é preciso portanto consciência histórica, mas aquela romântica de Dilthey, já postamos isto, é romântica no sentido que apenas condições ideais e não factuais para que a consciência histórica nos impulsione a construir uma vida digna.

Na escatologia cristã, para aqueles que não atingem a profundidade dos acontecimentos históricos, o Reino de Deus vai crescendo sem que o homem saiba como (Mc 4,26-27), mas as contradições da vida cotidiana interpelam a ausência de profundidade, ou a consciência mais romântica que apesar de crê que os fatos “são vontade de Deus”, acrescento na história, não podem olhar numa lógica histórica porque creem “idealmente” deslocados de sentido.

Em face a lei judaica, Jesus agirmou a liberdade e o a dignidade humana (Mc 2,27: Mt 12,8-12; lc 11,37-42), em face ao sistema “religioso” ele afirma que todos são filhos de Deus (Mt 12,6; 12,12-13; 24,1-2) e inclui a TODOS (Mt 8,5-10, Mc 7,24-30), mas talvez o que todos devam ler em relação a política com mais atenção são os direitos de TODOS os homens (Jo 19,11); Lc 22,25-26; sem dúvida sem excluir os pobres, mas guarda a fraternidade em lugar sério em (Mt 6,9; Mc 14,37), e com questionamentos profundos (Mt 27,49; Mc 15,34).

É por isso que será condenado a morte, porque quer colocar o homem além das estruturas e sistemas puramente humanos, os detentores de poderes políticos e religiosos não podiam e não podem aceitar um não-poder que é feito por Amor, com Humildade e sem hipocrisia; quem quiser segui-lo tome sua cruz, mas terá o Reino dos Céus já aqui, mas não ainda.

 

Substância do universo: o corpo sagrado

15 Jun

Ao contrário do que se supõe, substância é aquilo que há de permanente nas AlfaOmegacoisas que mudam e, portanto, o fundamento de todo acidente, e tudo está em mudança no universo então qual a substância primordial, qual a gênese de todo universo ?

As interpretações podem se dividir em três correntes: há aqueles que reconhecem apenas uma substância (monistas) destacam-se Spinoza e Leibniz, os que reconhecem duas substâncias (dualistas) que é fundamento do idealismo moderno, ou a mais comum que são os pluralistas, as correntes “puras” que vem do platonismo e do aristotelismo.

Tudo que existe é ser para monistas e pluralistas, então o ser é constituído de uma pluralidade de elementos que o fundam como substâncias, mas para estes elas podem ser hierarquizadas ontologicamente, para monistas há somente uma hierarquia que é a monada inicial, na interpretação de Spinoza e Leibniz ela é Deus, na concepção da ciência moderna, um corpúsculo de concentração eletromagnética onde ocorreu o Big Bang.

Há quem conteste o Big Bang, o filósofo Nick Bostrom de Oxford afirmou que “A probabilidade de estarmos vivendo dentro de uma simulação é próxima de 100%”, algo parecido ao Matrix, mas negar a substancialidade do universo é negar uma evidencia apodítica (aquela que se aceitar sem demonstração).

O filósofo Franz Brentano, recuperou uma categoria da escolástica chamada intencionalidade, para definir o que é consciência como aquilo que é dirigido a algo, seu aluno Edmund Husserl usou isto para definir consciência como algo intencional.

Se pensamos assim, mas importante que existir o universo, e ele ter sua substancialidade (o seu corpus), é que algo ou alguém teve intencionalidade deste primeiro objeto, ou seja, o criou de maneira “consciente” e chame-o como quiser, ele é um Ser, pois existe.

Se admitirmos sua materialidade, mesmo a luz pode ser observada em sua influência num corpo gravitacional (veja nosso post sobre a observação da Nasa), mesmo as existências do homem podem ser demonstradas em sua evolução agora sabemos de mais de 300 mil anos, temos que admitir a substancialidade e considerar como plausível a ideia da mônada inicial, então há um “corpo” formado deste Ser original consciente.

Teilhard Chardin, paleontólogo e padre jesuíta, considerava todo o universo o Corpo de Cristo, mais que um corpo místico, um corpo cósmico substancial, se de alguma coisa é feita este universo, ela está guardada na sua fonte e consciência primária inicial;

As evidências apodíticas que precisamos para admitir um Corpus Divino, alfa e ômega, princípio e fim, talvez precise pouco para ser admitido, mas na falta deste pouco ainda resta aquilo que chamamos de fé, nunca cega e nem contrária a razão.

 

MIT explica Blockchain

14 Jun

O famoso instituto americano MIT explicou em seu site, de maneira objetiva umBlockChain2 conjunto de tecnologias para o dinheiro digital, de maneira objetiva e clara, eis um resumo das questões respondidas, a primeira é claro é o que significa o termo.

Em um nível alto, a tecnologia blockchain permite que uma rede de computadores concordem em intervalos regulares sobre o verdadeiro estado de um livro gerencial distribuído”, diz o professor adjunto do MIT Sloan, Christian Catalini, especialista em tecnologias de cadeias de blocos e crypto-currency. “Esses livros contabilísticos podem conter diferentes tipos de dados compartilhados, como registros de transações, atributos de transações, credenciais ou outras informações. O livro de contas é muitas vezes protegido através de uma mistura inteligente de criptografia e teoria de jogos, e não exige nós confiáveis como redes tradicionais. Isto é o que permite que bitcoin transfira valor em todo o mundo sem recorrer a intermediários tradicionais, como os bancos “.
O prof. Christian Catalani do Instituto acrescentou: “A tecnologia é particularmente útil quando você combina um contabilidade distribuída junto com uma crypto-token.”

A segunda questão também óbvia e´a ligação entre BlockChain e BitCoin, em um artigo recentemente publicado ele afirma: Catalini explica por que os líderes empresariais devem ser entusiastas do Blockchain e pode economizar dinheiro e pode aumentar conforme a forma como os negócios são conduzidos.

Cada empresa e organização se envolve em vários tipos de transações todos os dias e cada uma dessas transações requer verificação.

Em muitos casos, essa verificação é fácil. Você conhece seus clientes, seus clientes, seus colegas e seus parceiros de negócios. Tendo trabalhado com eles e seus produtos, dados ou informações, você tem uma boa ideia de seu valor e confiabilidade.

“Mas de vez em quando, há um problema, e quando surge um problema, muitas vezes temos que realizar algum tipo de auditoria”, diz Catalini. “Podem ser auditores reais entrando em uma empresa. Mas em muitos outros casos, você está executando algum tipo de processo para se certificar de que a pessoa que reivindica ter essas credenciais tinha essas credenciais ou a empresa que vendeu a mercadoria possuía a certificação. Quando fazemos isso, é um processo oneroso e intensivo em mão-de-obra para a sociedade. O mercado diminui e você deve incorrer em custos adicionais para combinar a demanda e a oferta “.

“A razão pela qual os ledgers distribuídos se tornam tão úteis nesses casos é porque, se você gravou esses atributos, agora você precisa verificar com segurança em uma cadeia de blocos, você sempre pode voltar e encaminhá-los sem nenhum custo”,

O artigo e o paper são mais longos e claros é claro, mas o objetivo aqui era reduzir um pouco as questões técnicas e e explicar as ferramentas BlockChain.

 

 

Observada a relatividade no espaço

13 Jun

Em raro fenômeno observado em telescópios, cientistas do  Space Telescope Science Institute, em Baltimore, Maryland, observaram a posição de uma estrela distante girar ligeiramente, enquanto sua luz se inclinava em torno de um anã branca na linha de visão de observadores na Terra, fenômeno causado pela Teoria Geral da Relatividade, o resultado foi publicado na revista Nature.

Usando o telescópio espacial Hubble observou a dobra leve devido à gravidade de uma estrela anã branca próxima, liderada por Kailash Sahu, um astrônomo no Space Telescope Science Institute, em Baltimore, vendo que sua luz se inclinava em torno de um anã branca, calculando a quantidade de distorção foi possivel aos pesquisadores calcular diretamente a massa da anã branca que é 67% a do Sol.

A equipe de Sahu estudou uma anã branca conhecida como Stein 2051 B, na constelação Camelopardalis, ela está  a 17 anos-luz da Terra, sendo a 6ª. anã branca mais próxima da terra.

Em oito observações entre outubro de 2013 e outubro de 2015, a estrela observada por Sahuparecia mudar ligeiramente e para trás, seu deslocamento era pequeno o equivalente a uma pessoa em Londres assistindo uma formiga rastejar em uma moeda em Moscou, mas foi o suficiente para confirmar que a gravidade de Stein 2051 B estava dobrando a luz da estrela de fundo.
Em 1919, o astrônomo britânico Arthur Eddington e seu time observaram a luz dobrando ao redor do Sol durante um eclipse solar total, confirmando a teoria de Einstein.

Desde então, os pesquisadores viram a luz de galáxias distantes se dobrando em torno da gravidade das galáxias intervenientes, mas o novo trabalho é a primeira vez que alguém observou um único objeto – a anã branca – aparentemente faz com que uma estrela de fundo mude.
A equipe do Sahu já iniciou outro projeto para procurar este fenômeno usando Proxima Centauri, que a 4 anos-luz, sendo a estrela mais próxima da Terra.

 

 

Elo perdido ou novo homo sapiens ?

12 Jun

Em artigo publicado na Nature de 7 de junho, um novo esqueleto de um humanoide,HommoSapiens o fato de ser um homo sapiens é controverso, sugere que a uma raça de humanídeos viveu no Norte da África, região onde é o Marrocos, há mais de 315 mil anos atrás.

Isto muda a concepção anterior que afirmava o surgimento do homo sapiens cerca de 100 mil anos atrás, as medidas foram feitas por equipamentos de laser em diversos institutos da europa, incluindo a Alemanha, onde o estudo no Max Planck Institute se originou.

Jean-Jacques Hublin, autor do artigo da Nature e diretor diretor Instituto para Antropologia Evolucionária em Leipzig, explicou:” Até agora, o conhecimento comum era que nossa espécie surgiu provavelmente, bastante rapidamente, em algum lugar do ´Jardim do Éden´ que se localizava provavelmente na África subsaariana”, mas agora completou: “Eu diria que o Jardim do Éden na África é provavelmente a África – e é um grande e grande jardim”, indicando uma área mais extensa para o surgimento do homem.

Hublin visitou o sitio arqueológico de Jebel Irhoud pela primeira vez na década de 1990, mas não tinha tempo nem dinheiro para escavar até 2004, depois de ter se filiado a Sociedade Max Planck Society, alugou um trator para remover cerca de 200 metros cúbicos de rocha que bloqueavam o acesso a parte mais profunda do sitio.

Inicialmente, uma liderada pelo cientista arqueológico Daniel Richter e o arqueólogo Shannon McPherron, também no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, dataram do site e todos os restos humanos encontraram entre 280.000 e 350.000 anos usando dois métodos diferentes, mas depois outros países também fizeram medidas usando métodos com uso de laser e a data aproximada é de 315 mil anos.

Hublin diz que sua equipe tentou e não conseguiu obter DNA dos ossos de Jebel Irhoud.

Esta análise genômica poderia ter estabelecido claramente se os restos moram na linhagem que leva a humanos modernos, mas tudo indica que pode ser um elo mais que humanóides claramente identificados com a raça humana, podendo ser o elo perdido entre nós e os primeiros primatas.