RSS
 

Arquivo para a ‘Uncategorized’ Categoria

O que devemos fazer

13 Dez

A aporia dos gregos, a impropriedade (eu traduzo como irrazoabilidade) de Heidegger, o medo e a fragilidade de Martha Nussbaum, podem todos serem compostos em um suco que ajude a olhar para frente o momento atual, com serenidade e esperança.
Antes do advento do nascimento de Jesus, o Natal tem este significado simbólico mais profundo, esperamos uma “salvação” e ela deve ser concreta, João Batista pregava no deserto e a multidão que o seguia tinha apreensão e angustia, perguntavam-lhe: “Que devemos fazer?” João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” (Lucas, 3,11).
Iam para lá também cobradores de impostos, os corruptos de hoje que sujam toda a saúde financeira do estado, este é o protesto na França, e parece que também Teresa Mey no Reino Unido começa a dar sinais de fraquezas, a virada conservadora mostra sua impotência.
O que devemos fazer, não perder a solidariedade, a fraternidade, e que o espírito do advento do natal nos ajude naquilo que deve “advir” e virá, mas é preciso mentes e corações fortes.
O sentimento de morte, e até de certo abatimento nos corações desejosos do futuro podem estar presentes, mas não devem significar rendição nem paralisia, mas sim Aporia.
É preciso estar aberto ao novo, e desenvolver a solidariedade denunciando a violência e os abusos sociais, o prêmio Nobel o médico Denis Mukwege que socorre vitimas de abusos no Congo e que denuncia a violência ignorada pelo ocidente que acontece em seus pais, junto com Nadia Murad ativista contra o abuso sexual de mulheres, que foi ela própria vítima de violência dos
Denis Mukwege elogio o bom uso das novas mídias para denunciar estes fatos que a grande imprensa ignora ou torna-os menos graves do que são, assim a mudança digital, a inteligência artificial, a informação e a comunicação estão aí não para atrapalhar, mas para ajudar isto.
Os exemplos de Denis Mukwege e Nadia Murad nos servem para vencer o medo e seguir em frente, as mudanças que todos esperam virão com nosso empenho sereno e decidido.

 

A verdade que realmente liberta

23 Nov

É comum se instrumentalizar a verdade para favorecer nossa opinião, nossa “doxa”, um certo exagero ou um pequeno detalhe mentiroso, ou mesmo uma distorção dos fatos, isto nada tem a ver com a episteme ou com a busca sincera da verdade.
A verdade que liberta, portanto, jamais é instrumentalizada, ela é uma abertura ao outro, um escutar atento além de nossos pré-conceitos, nunca é unilateral, é capaz de penetrar no círculo hermenêutico, nas razões além de nossos egos e vaidades.
Assim a pós-verdade e a ignorância da “opinião” ou a doxa que contribui com ela e cria verdadeiras torcidas, de certa forma todas religiões fundamentalistas de uma forma ou outra, só pode ser superada com o diálogo a luz dos fatos, a aceitação mutua de pré-conceitos e a abertura para novos aspectos que surgem a partir da fusão de horizontes, eis o círculo hermenêutico que Heidegger e Gadamer procuraram explicar como método de chegar a verdade.
Ela é, portanto, ontológica, isto é nada tem a ver com a lógica formal, seja ela positivistas, neo-positivista ou puramente idealista, é uma lógica do Ser que admite o Outro, e sua visão de mundo e seus valores.
Estudiosos, exegetas e fundamentalistas pouco ou quase nada dizem do fato que Jesus nasceu, por isto o Natal é uma comemoração especial, e veio ontologicamente com seu Ser dar testemunho da verdade, pouco ou nada tem a verdade com a verdade lógica ou legalista de nossos dias, em João 18,37 ele afirma: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”, e diz isto contrariando os fariseus e Pilatos, os fundamentalistas e a Lei no sentido stricto.

 

Potência e poder

27 Jul

Emponderamento é a palavra da moda, porém ao contrário de significar mais potencialização significa apenas mais poder e vontade de poder apenas.

Na filosofia quem mais o explorou foi Nietzsche que embora jamais tenda dado uma definição formal deste conceito é possível compreendê-lo como aquela vontade que todos temos de realização, ambição e esforço para alcançar a posição mais alta possível na vida.

Ainda que isto possa ser e em muitos casos foi confundida com potência, em alemão “Der Wille zur Macht“, a vontade de poder é a tradução que aqui usamos para Nietsche.

Significa que ainda restava em Nietzsche um resto de idealismo vindo da cultura grega, já que é possível uma leitura de potência como “virtus”, o virtual vindo do círculo virtuoso do exercício da potência sem nenhum idealismo, a semente é virtualmente a árvore e realizará sua potência de produzir frutos permanecendo como árvore.

Significa também que há um virtus irrealizável, que é a semente não querer ser árvore, e não é a possibilidade de sua negação, quer dizer o grão que morre e apodrece para dar origem a árvore, esta é a virtus verdadeira, mas o grão de trigo que desejaria ser outra coisa.

A passagem bíblica em que Jesus faz o milagre dos pães e pede que os discípulos recolham todas as migalhas, porque certamente logo aquele povo ia sentir fome de novo, há também a saída de Jesus para outro canto, porque após o milagre queriam proclamá-lo rei.

Lê-se em João 6,15 “Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte”.

 

Retiro, deserto e epoché

20 Jul

Estando em Portugal, participo a partir deste fim de semana de um “retiro doutoral”, em um centro cultural, no coração do bairro Alfama de Lisboa.

Como é expressão comum nas ruas lisboetas, “vem a calhar”, também as leituras de Byung Chul Han me ajudaram, ele propõe “a demora contemplativa pressupõe que as coisas duram”.

A vita activa é aquela que é dominada em absoluto pelo trabalho e por uma vertiginosa acumulação de capital encerrada nos puros limites da dialética da produção e do consumo.

O homo laborans vê-se inevitavelmente vedado ao tempo do descanso, do lazer, meso as formas atuais associadas ao descanso ou ao entretenimento passivo, não são senão panaceias que não integram o mais profundo do “ser”.

Há uma noção aristotélica (a chamada bios theoretikos) fundada na reflexão e na análise estética do mundo, talvez esta seja mais apropriada que outras análises que opõe apenas o sistemático e frenético “laborans” o “ócio criativo” e outros remédios.

É preciso um “vazio essencial”, um verdadeiro “arethé” (um círculo virtuoso, uma excelência não uma simples especialização) para se chegar a a-letheia, o desvelamento da verdade e da realidade, é preciso um verdadeiro “epoché”.

Diz-se do epoché moderno, o cogito da razão não suspendeu o ego, foi Husserl que foi além da chamada “evidência da cogitatio” ao generalizar a suspensão de juízo, e dizer que é preciso “ir a coisa por ela mesma”, isto é quase um “desenraizar”, que Heidegger e outros existencialistas modernos vão negar.

O objeto intencional de Husserl oscila entre o caráter imanente do noema e o que transcende o próprio noema, assim é um terceiro conceito de transcendência superado o teocêntrico e o egocêntrico.

O Husserl paduro da parte I de A Crise da Humanidade Européia e a Filosofia (“Die Krisis des europäischen Menschentums und die Philosophie”) – conferência proferida em 1935 no Kulturbund de Viena, vai criticar a forma cultural particular inventada pelos gregos, uma espécie de “radicalidade” que lhe é própria e que se vincula as metas finitas (circunstanciais e episódicas) outro de visar o sentido originário das ideias do “Bem”, do “Justo”, do “Belo”, mas que nunca se separou de formas “ideais” e duais: o ser é e o não ser não é.

A negatividade proposta por Byung Chul e outros (Gadamer por exemplo), não é nem a negação positivista e menos ainda a negação dialética hegeliana, vinculadas ao pensar grego, é uma negação dentro do “epoché” para fazer emergir o “novo” … do nada.

Quem não consegue ir ao deserto, nem faz retiro e nem faz transcendência, não abandona o ego, não vai ao deserto, apenas “transcende” e afirma o nihilismo.  

 

Exegese, hermenêutica e ingenuidade

21 Jun

Os exegetas acreditam ter encontrado a verdade e assim esperam ter a última palavra sobre determinado assunto, se alguém os contesta dizem que é por arrogância e não por falsidade, os hermeneutas são aqueles que acreditam que é sempre possível uma nova interpretação, uma vez que toda verdade é contextualizada e o ingênuo acredita só no que “sente”.
A exegese é uma interpretação profunda de um texto bíblico, jurídico ou literário, ainda que possa ter elementos de profundidade como todo saber, tem práticas implícitas e intuitivas como qualquer outra forma de conhecimento.
Já a hermenêutica é um ramo da filosofia que desenvolve uma teoria da interpretação, mas também pode ser vista como a “arte da interpretação” e também se refere a prática e a intuição, nisto se funde com os outros saberes, com a diferença que admite a interpretação e não tem como pressuposto ser a última palavra em um diálogo, como prevê o círculo hermenêutico.
A ideia que os sentidos são o fundamento da verdade é bem antiga, mas é ingénua porque toda verdade deve ser contextualizada, depois deve ser analisada e interpretada também a luz da vivência pessoal de cada um, e finalmente confrontada com a história, não a romântica da analítica ou pragmática da história, mas principalmente do que é avanço, do que é irreversível e especial do que é contextual.
Entenda contextual por cultura, a estrutura social e tradicional de um povo em determinado momento da história, também envolve aspectos políticos, e pode haver fatores de disrupção que tanto pode ser causado por uma grande mudança social quanto por uma mudança tecnológica ou estrutural de determinado processo social.
Também os exegetas se aceitam o círculo hermenêutico, que parte justamente de pré-conceitos podem interagir com a hermenêutica, mas sabem que a simples interação pode tirá-los da verdade absoluta e isto não significa cair no relativismo e sim no diálogo.

 

Objetos reais e virtuais

19 Jun

Foi a realidade mista que esclareceu o que são objetos reais e virtuais, os próprios autores Paul Milgram e Fumio Kishino que colocaram luzes não só na taxonomia dos ambientes virtuais e imersivos, mas principalmente na questão do real e do virtual.

Trataram a questão de distinção entre real e virtual em três aspectos, o que pode ser visto na figura ao lado que é uma versão modificada da Figura 2 do artigo do Milgram e Fumio, com modificações com a introdução do conceito de artefactos.

O primeiro aspecto é a diferença entre objetos reais e virtuais, que estão a esquerda da figura, os objetos reais possuem existência objetiva real, enquanto os virtuais existem em essência ou efeito, mas não formalmente, porém é deles que se tira a in-formação, o que são em essência.

Para que um objeto real seja visualizado, ele pode ser observado diretamente ou pode ser amostrado (antes de Shannon o ter imaginado) e ressintetizado por meio de algum artefacto.

A segunda distinção é retirada, pelos autores de um trabalho de Naimark (1991), que é a questão da qualidade das imagens refletidas num aspecto chamado de realidade refletida, grandes esforços foram feita para isto que é a visualização direta em ar ou vidro, de um objeto real, ou a chamada de “realidade não mediada”, hoje tornada realidade na Brigham Young University.

O ponto de vista dos autores, e também o nosso é que não é só porque a imagem “pareça real” ela possa estar representando o real e sua in-formação e, portanto, a terminologia empregada deve ser cuidadosa ao explicitar esta diferença.

Esclarecida a “representação”, a terceira distinção é entre imagens reais e virtuais, para isto voltamos ao campo da ótica e “definimos operacionalmente uma imagem real como qualquer imagem que tenha alguma luminosidade no local em que ela parece estar localizada”, isto inclui a visualização direta do objeto real, assim como a imagem projetada no artefacto (os autores dizem no ecrã, mas o conceito pode ser estendido).

Assim a imagem virtual pode ser definida como o modo inverso da imagem que não possui luminosidade no local em que aparece, e, portanto, isto pode incluir exemplos de hologramas e imagens espelhadas como sugerem o autor, no entanto, escapa-lhe o fato que a própria visão humana espelha e inverte as imagens, então o que é real se precisamos dos olhos?

Também a questão da luminosidade é interessante, as sombras e as projeções que podem ser pensadas desde as pinturas rupestres até o mito da caverna de Platão, ali já era o virtual.

Naimark, M. Elements of realspace imaging. Apple Multimedia Lab Technical Report, 1991.

 

O mito de Sísifo

24 Abr

Já era um mito e poderia ser esquecido, não fosse o livro de Albert Camus sobre o assunto no qual provoca a filosofia de seu tempo que descreve como tendo uma tentativa de lidar com o sentimento do absurdo, Heidegger, Jaspers, Shestov, Kierkegaard e Husserl.

Seria fácil contradizer Camus pelo próprio mito, uma proximidade ao niilismo no seu pensamento, sua morte trágica num acidente de carro, entretanto, seu pensamento é sério e deve ser levado a sério, como o foi por muitos autores.

O mito de Sísifo, é de um personagem da filosofia grega, que tendo desafiado os deuses é condenado a empurrar uma pedra montanha a cima, e quando ela rola para baixo, deve repetir continuamente o seu esforço de empurrá-la morro acima.

O mito de Sísifo deve ser levado a sério porque nele vive hoje boa parte da humanidade, que resignadamente realizada sua pesada tarefa diária embora às vezes duvide de seu sentido.

Para Camus o mundo não é o absurdo, o absurdo acontece quando “o meu apetite para o absoluto e a unidade” completa a “impossibilidade de reduzir o mundo a um princípio racional e razoável.”, assim reconhecer o absurdo do homem poderia levá-lo a viver de modo intenso.

Sem um sentido na vida, não existem valores. “O que conta não é a melhor vida, mas a maioria dos que a vivem”, nem regras morais ou éticas, “Tudo é permitido” como seria lema mais tarde das revoltas juvenis de 1968, é proibido proibir.

Assim o raciocínio de Camus não é um desproposito ou irracionalidade, é preciso ter a força do poeta pensador brasileiro Guimarães Rosa, que contrariando a lógica, sem ser ilógico, afirmou: “Tudo é e não é” (ROSA, 1968, 12), no seu livro Grande Sertão: veredas.

A força da essência do é é tão forte e presente que pode criar um ente, o finito, o nada.

CAMUS, A. O mito de sífico. Veja o pdf.

 

Carona para Deus e corrupção aqui não

26 Mar

Conforme prometido (post) comprei o livro de Ricardo Araújo Pereira, o português que anda fazendo sucesso, agora com o Reaccionário com dois cês,  pulei e fui directo para duas histórias do índice: Quando Deus entrou no meu carro (pg. 76) e Corrupção não entra aqui (pg. 31).

Não gosto de leituras transversais, mas o livro de Ricardo Araújo é uma série de contos que podiam muito bem caber num blog, mas ele não ganharia dinheiro nenhum com isto, já estou imitando ele que faz ironia e piada com tudo, mas com muita criatividade.

Estes dois contos me chamaram a atenção pela proximidade com o Brasil, o primeiro conta que estavam num engarrafamento e viu Deus acenando para táxis quase lotados (deve ser de quanto era mais jovem) e pediu para os pais que não eram “crentes” darem carona para Deus.

Para um jovem torcedor do Benfica, deus era Eusébio e o conto vai por ai afora, ele falando da emoção que guardou por muitos anos do carro do pai que depois comprou e depois fez os filhos sentarem no banco que havia sentado ”deus”, quer dizer Eusébio, celebre jogador da selecção portuguesa dos anos 60, a semelhança com o Brasil dispensa comentários.

O segundo conto, pois li nesta ordem, conta um caso de corrupção que envolveu a Alemanha, ele explicando que o executivo deste caso foi punido na Alemanha, apesar do corruptor aqui ter se negado a entrar na história, seriam a compra de dois submarinos, e diz ironicamente, que “em Portugal as pessoas não tem a decência de participar na dança da corrupção”, e novamente o paralelo com o Brasil é evidente, inclusive no caso da “eficácia alemã”, pensei que só o brasil pensava no 7 x 1, existe a versão portuguesa disto.

Não sei quanta coisa mais herdamos deles, mas que há uma semelhança paternal, sem dúvida há, está tudo com dois cês porque começo a aceitar a paternidade portuguesa, expliquei aos portugueses a minha rejeição, mas devia ter ficado quieto e aceitado o paternal afecto.

 

Portugal atual

21 Mar

Em sua quarta década de democracia, Portugal tem um dos governos mais populares Marcelo Rebelo de Souza, professor catedrático em Direito na Universidade de Lisboa, grande comunicador que ficou popular por seus comentários políticos no canal televisivo TVI, onde era líder de audiência.

Rebelo teve na eleição de 2015, com 52% dos votos vencendo em todos os 18 distritos continentais e nas duas regiões de administração autônoma.

Embora líder do Partido Social Democrata (PSD) de inclinação conservadora, ele é de uma ala mais a esquerda de seu partido, sendo preocupado com os quase um terço da população pobre, um desastre em um país europeu.

É importante destacar que em Portugal o voto não é obrigatório e dos quase 10 milhões de eleitores, votaram apenas 4,7 milhões de eleitores, ou seja quase a metade.

O regime político atual em Portugal é conhecido como uma república democrática semipresidencialista com quatro órgãos de soberania: o presidente da república, a assembleia da república, o governo e os tribunais.

Como o governo de centro-direita não tinha maioria para formar o governo, um grande bloco de esquerda foi formado e assumiu o governo, chamado pelos portugueses de “gerigonça”, aos poucos vão aparecendo resultados otimistas.

Foi formado um governo com Antonio Costa a frente, a promessa diante da grave crise financeira foi a de recuperar o déficit social português e acelerar o crescimento, sem comprometer o equilíbrio econômico-financeiro,

A defesa da saúde pública, com a contratação de mais 1.100 médicos, 170 técnicos de laboratório e 1.900 enfermeiros; o crescimento de 6,9%, nos gastos na Educação, com o acréscimo de mais de 3.000 professores à rede de escolas públicas; a redução do desemprego para 9% contra 12,7% em 2015.

A receita para o Brasil não será a mesma, lá com dificuldades consegue dialogar, aqui seria impensável um presidente de centro-esquerda com um governo (aqui uma coalisão de ministérios) de esquerda.  

 

Portugal revisto por um brasileiro

20 Mar

Devíamos estudar mais Portugal devido sua influência na cultura brasileira, mas sabemos os fatos que influenciaram o Brasil: sua dependência da Inglaterra, a busca de “um caminho para as índias”, embora a história possa ser bem diferente e a nossa dependência/independência de Portugal feito por D. Pedro I.

O pouco que sei, Portugal foi marcada pela presença dos Romanos ao longo de mais de 600 anos finalmente pelos Mouros durante cerca de 800 anos, história compartilhada com a Espanha ao longo destes mais de mil anos.

Portugal foi reconhecido como um reino independente em 1143 pelo Rei Afonso I e, com a ajuda dos militares cristãos e foi feito o Tratado de Zamora, celebrado entre D. Afonso VII de Leão e Castela (a Espanha de então) e D. Afonso Henriques que era primo de Afonso VII de Leão e Castela, no mapa de 1150 era ainda menor que hoje (foto).

O nome Portugal veio do condado Portucalense, nascido entre os rios Minho e Douro, quem conhece isto já sabe bastante,

A estabilização as fronteiras em 1297 tornou Portugal o país europeu com as fronteiras mais antigas, também formou nos anos posteriores o primeiro Império global da história, com posses na África, na América do Sul, na Ásia e Oceania.

Uma crise de sucessão em 1580, resultou uma União Ibérica com a Espanha devido principalmente a ofensiva holandesa (inclusive no Brasil), período em que o reino perdeu muito de seu status e riqueza, somente volta a ser independente em 1640 com a dinástica de Bragança, muito conhecida dos brasileiros, mas foi o período em que perdeu sua maior colônia, o Brasil.

Novamente depois deste período deixamos de conhecer a história de Portugal, por motivos óbvios, mas em 1820 os portugueses aprovaram sua primeira constituição,

Em 1926 Portugal teve um golpe de estado iniciando uma ditadura, a partir de 1961 iniciou uma série de guerras coloniais que terminaram em 1974 (revolução dos cravos), quando um governo militar terminou o período salazarista, em 1975 todas posses na África tornaram-se independentes.  O ditador faleceu em 1970, mas Marcelo Caetano continuou seu regime até 1974.

A constituição e 1976 definiu Portugal como uma república semipresidencialista, e em 1986 começou a modernização e a inserção do país no espaço europeu com a inserção na Comunidade Econômica Europeia (CEE).

A história recente de Portugal, sua grave crise e a aliança que governa hoje, já falamos em outro post da “gerigonça” veremos depois.