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[:pt]Amor, dor e lógica divina[:en]Love and divine logic[:]

26 mar

[:pt]Somente aqueles que são capazes de ultrapassar os limites da dor, do ódio e do desprezo podem se aproximar de um amor divino, é preciso ultrapassar a lógica dualista da luta do bem contra o mal, a deo-lógica é aquela que sempre vai de encontro ao bem, o que os gregos chamavam de agathosyne, que vem de Agathon bondade num sentido de espírito elevado, e que é busca.

Há um terceiro incluído que caminha conosco. 

A dor é muitas vezes aquilo que mais fere a alma, mas pode ser também a que a alarga, nestes momentos de evolução da crise pandêmica no país enfrentamos a mais séria necessidade de buscar uma força além das medidas sanitárias, débeis é verdade, mas a defesa da vida deve continuar naqueles que se solidarizam com os que estão sendo afetados pelo vírus.

Só entendendo este sentido mais profundo da dor seremos capaz de abraça-la, de ter esperança e de olhar para um futuro onde não mais teremos que correr atrás do tempo perdido, mas nos preparemos e nos antecipemos para evitar crises humanitárias ainda piores, que poderão advir.

Há sempre uma terceira possibilidade e assim como a dor é uma passagem de um estado para outro, também o que pode surgir depois de muito sofrimento é uma novidade ainda maior, um salto de qualidade naquilo que somos como homens e como natureza, e superar o estágio atual.

Edgar Morin escreveu em seu livro recente É preciso mudar de via: lições do coronavírus, neste sentido também: “A utopia do melhor dos mundos deve dar lugar à esperança de um mundo melhor. Como toda grande crise, como toda grande infelicidade coletiva, nossa crise planetária desperta esperança.”

Pode-se assim entender melhor, tanto no sentido teológico quanto filosófico, numa passagem central da paixão de Jesus quando na cruz ele grita (Marcos 1,34): “Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:— “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, porque é nesta dor que o humano e o divino se fundem, emergindo uma nova realidade de morte e ressurreição, sim Deus morreu dizem os filósofos, porém há um terceiro incluído: depois ressuscitou, assim pode-se entender a passagem da morte para a vida.

Toda esta dor, esta “grande infelicidade coletiva” diz Morin desperta esperança, porque ela é de fato uma passagem, talvez a mais dolorosa que a humanidade passou, ainda que tivemos guerras odiosas, ainda que tenhamos conflitos de natureza social, étnico e religioso, há um sentimento de dor.

Só fará sentido toda esta dor se encontrarmos logo ali na frente uma outra forma de olhar para ela.[:en]Only those who are able to overcome the limits of pain, hatred and contempt can approach a divine love, it is necessary to overcome the dualistic logic of the struggle between good and evil, deo-logic is the one that always meets for good, what the Greeks called agathosyne, which comes from Agathon kindness in a high sense of spirit, and which is pursuit.

There is a third party included who walks with us.

Pain is often what hurts the soul the most, but it can also be the one that broadens it, in these moments of evolution of the pandemic crisis in the country, we face the most serious need to seek strength beyond sanitary measures, weak is true, but the The defense of life must continue in those who show solidarity with those affected by the virus.

Only by understanding this deeper sense of pain will we be able to embrace it, to have hope and to look to a future where we will no longer have to run after lost time, but prepare and anticipate ourselves to avoid even worse humanitarian crises, which may come.

There is always a third possibility and just as pain is a transition from one state to another, what can arise after much suffering is an even greater novelty, a leap in quality in what we are as men and as nature, and overcoming current stage.

Edgar Morin wrote in his recent book It is necessary to change the path: lessons from the coronavirus, in this sense as well: “The utopia of the best of all worlds must give way to the hope of a better world. Like every great crisis, like every great collective unhappiness, our planetary crisis awakens hope. ”

It can thus be better understood, both in the theological and philosophical sense, in a central passage of Jesus’ passion when on the cross he shouts (Mark 1,34): “. 34At three in the afternoon, Jesus cried out in a loud voice: – “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, Which means: “My God, my God, why have you forsaken me?”, Because it is in this pain that the human and the divine become merge, emerging a new reality of death and resurrection, yes God died say the philosophers, but there is a third included: after he rose, so you can understand the passage from death to life.

All this pain, this “great collective unhappiness” says Morin awakens hope, because it is indeed a passage, perhaps the most painful that humanity has gone through, even though we have had hateful wars, even though we have conflicts of a social, ethnic and religious nature, there is a feeling of pain.

All this pain will only make sense if we find another way of looking at it right there in front.

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[:pt]A crise civilizatória e o terceiro excluído[:en]The civilization crisis and the third excluded[:]

25 mar

[:pt]O fato que estamos presos ao dualismo, agora transformado em polarização política como se na natureza e na sociedade houvesse sempre apenas dois polos em conflito não havendo uma terceira (ou mesmo quarta e quinta opções) parece não ter sentido com o paradoxo lógico desenvolvido por Barsarab Nicolescu e encontre paralelo apenas nas física quântica (foto).

Não é verdade, o próprio texto de Barsarab que pede uma reforma da Educação e do Pensamento (Barsarab, 1999) indica que pode-se ver nesta mudança o centro de uma crise maior que as questões físicas ou lógicas, afirma Barsarab: “Uma coisa é certa: uma grande defasagem entre a mentalidade dos atores e as necessidades internas de desenvolvimento de um tipo de sociedade acompanha invariavelmente a queda de uma civilização”, ou dita de outra forma, mais ontológica, ente o Ser e o não-Ser há um estado Não-Ser-sendo que penetra em dualismos e paradoxos.

A carta de Barsarab que pede uma reforma da educação, Edgar Morin também pede e outros perceberam uma crise na modernidade como pensamento e educação, o teórico do Terceiro Incluído T, dá uma sentença preocupante: “O risco é enorme, porque a contínua expansão da civilização ocidental, em escala mundial, faria com que a queda dessa civilização fosse equivalente ao incêndio de todo o planeta, em nada comparável às duas primeiras guerras mundiais”. 

Existe ainda um pensamento linear e monodirecional onde a intencionalidade é sempre polarizar e criar um caminho “único” e monocromático, com o eterno perigo de autoritarismo e desvios de poder, para distensionar seria necessário um mundo mais aberto e onde todos fossem incluídos.

A educação deve caminhar e auxiliar este contexto, Barsarab diz em sua carta: “A harmonia entre mentalidades e saberes pressupõe que tais saberes sejam inteligíveis, compreensíveis. Mas será que essa compreensão pode ainda existir, na era do big bang disciplinar e da extrema especialização?”

A dura realidade da pandemia mostra que oscilamos entre uma verdadeira solidariedade e uma distensão para enfrentar a crise, e a polarização oportunista que quer tirar vantagem sobre as mortes e os desvios de uma crise sanitária mal gerenciada, em alguns países mais, mas em quase todos.

A sentença de Barsarab que parece dura não o é: “Existe alguma coisa entre e através das disciplinas e além de toda e qualquer disciplina? Do ponto de vista do pensamento clássico não existe nada, absolutamente nada. O espaço em questão é vazio, completamente vazio, como o vácuo da física clássica”, pois é no vazio, no epoché onde pode florescer uma verdadeira filosofia, também ela quando não é (a suspensão de juízo, os novos horizontes além dos pré-conceitos, etc.) é que ela é.

NICOLESCU, Basarab. O manifesto da transdisciplinaridade. Trad. Lúcia Pereira de Souza. São Paulo: Trion, 1999.[:en]The fact that we are stuck with dualism, now transformed into political polarization as if in nature and in society there were always only two poles in conflict without a third (or even fourth and fifth options) seems to make no sense with the logical paradox developed by Barsarab Nicolescu and find a parallel only in quantum physics (picture inside).

It is not true, Barsarab’s own text that calls for a Reform of Education and Thought (Barsarab, 1999) indicates that one can see in this change the center of a crisis greater than physical or logical issues, says Barsarab: “One thing it is certain: a great gap between the mentality of the actors and the internal development needs of a type of society invariably accompanies the fall of a civilization ”, or to put it another way, more ontological, between Being and Non-Being there is a Non-Being-being state that penetrates into dualisms and paradoxes.

Barsarab’s letter calling for an education reform, Edgar Morin also asks and others perceived a crisis in modernity as thought and education, the Third Included theorist T, gives a worrying sentence: “The risk is enormous, because the continuous expansion of Western civilization, on a world scale, would make the fall of that civilization equivalent to the fire of the entire planet, in no way comparable to the first two world wars ”.

There is also a linear and monodirectional thinking where the intention is always to polarize and create a “single” and monochromatic path, with the eternal danger of authoritarianism and deviations of power, in order to distend it would be necessary a more open world and where everyone is included. Education must walk and help this context, Barsarab says in his letter: “The harmony between mentalities and knowledge presupposes that such knowledge is intelligible, understandable. But can that understanding still exist, in the era of disciplinary big bang and extreme specialization? ”

The harsh reality of the pandemic shows that we oscillate between true solidarity and a relaxation to face the crisis, and the opportunistic polarization that wants to take advantage of the deaths and deviations from a poorly managed health crisis, in some more countries, but in almost all.

Barsarab’s sentence that seems harsh is not: “Is there anything between and across disciplines and beyond any and all disciplines? From the point of view of classical thought there is nothing, absolutely nothing.

The space in question is empty, completely empty, like the vacuum of “classical physics”, because it is in the void, in the epoché where a true philosophy can flourish, even when it is not (the suspension of judgment, the new horizons beyond the pre- concepts, etc.) is that it is .

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[:pt]O grão de trigo morre para dar vida[:en]The grain of wheat dies to give life[:]

19 mar

[:pt]Talvez o mistério cósmico mais profundo seja a morte e aparecimento de estrelas, planetas, cometas e tantos astros errantes no Universo, e também na vida microscópica é assim, o vírus precisa de uma célula para viver e ali pode causar morte ou vida, eis o mistério cósmico-pascal.

Chardin disse sobre o Universo que na escala do Cosmos: “só o fantástico tem a condição de ser verdadeiro”, as nebulosas são astros com simples composição de Hélio e Hidrogênio (são os elementos mais comuns no universo), quando um gás se contrai esquenta e a temperatura depende da densidade do gás, a queima do Hidrogênio vai causar uma fusão nuclear e surge um sol, se não for suficiente vão surgir as chamadas Anãs marrons, são mais planetas que estrelas.

Quando a estrela vai se esfriando e a densidade diminuir em 8 vezes a massa do sol, ela se torna uma Anã Branca, porém na medida seu combustível nuclear esquenta a temperatura de seu centro, as estrelas se expandem virando as chamadas Gigantes Vermelhas, entre as anãs brancas e as Gigantes Vermelhas estão as nebulosas planetárias que não são propriamente planetas.

Estes são apenas um dos enigmas espetaculares do Cosmos, ainda existem as estrelas de nêutrons, os buracos negros, os asteroides e cometas e agora os recém-descobertos planetas errantes que giram fora do círculo de seu astro principal e vagam pelo imenso universo.

E o que falar das diversas teorias sobre os buracos negros, as teorias mais aceitas é que o que restou da morte da estrela gera as estrelas de nêutrons enquanto se a massa for maior 3 vezes que o Sol gera um buraco negro, mas há outras teorias.

Morte e vida expressos na cosmologia cristã pode parecer distante, mas para Chardin não era, já que ele definia o universo como “cristocêntrico”, ou seja, todo ele vive um mistério pascal.

Assim a passagem bíblica, em especial em João 12,22-33, tem texto bem próximos destes enigmas quando Jesus diz que o Filho do Homem será glorificado (é interessante porque o Filho de Deus tem a dimensão humana na boca de Jesus), e se diz angustiado, e que “que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.”

E diz que veio glorificar o Pai, e isto quando aproxima sua morte de cruz, e diz quando for elevado da terra, atrairei todos a mim, indicando que o caminho da salvação existe, e todo universo vai neste rumo, assim o homem e nosso planeta também tenderá a isto, como via Chardin.

Em palavras mais simples, Jesus explica: se o grão de trigo não cair no solo e morrer, produz fruto.[:en]Perhaps the deepest cosmic mystery is the death and appearance of stars, planets, comets and so many wandering stars in the Universe, and also in microscopic life it is like this, the virus needs a cell to live and there it can cause death or life, this is the cosmic-paschal mystery.

Chardin said about the Universe that on the Cosmos scale: “only the fantastic has the condition to be true”, the nebulae are stars with a simple composition of Helium and Hydrogen (they are the most common elements in the universe), when a gas contracts it heats up and the temperature depends on the density of the gas, the burning of Hydrogen will cause a nuclear fusion and a sun will appear, if it is not enough the so-called brown Dwarfs will appear, they are more planets than stars.

When the star gets colder and the density decreases by 8 times the mass of the sun, it becomes a White Dwarf, however as its nuclear fuel heats the temperature of its center, the stars expand to become the so-called Red Giants, between the white dwarfs and the Red Giants are planetary nebulae that are not really planets.

These are just one of the spectacular puzzles of the Cosmos, there are still neutron stars, black holes, asteroids and comets and now the newly discovered wandering planets that spin outside the circle of their main star and roam the immense universe.

And what to talk about the various theories about black holes, the most accepted theories is that what remains of the star’s death generates the neutron stars while if the mass is greater than 3 times the Sun generates a black hole, but there are other theories .

Death and life expressed in Christian cosmology may seem distant, but for Chardin it was not, since he defined the universe as “Christocentric”, that is, he all lives a paschal mystery.

So the biblical passage, especially in John 12: 22-33, has a text very close to these enigmas when Jesus says that the Son of Man will be glorified (it is interesting because the Son of God has the human dimension in the mouth of Jesus), and he says he is distressed, and that “what shall I say? ‘Dad, deliver me from this hour?’ But it was precisely this hour that I came. ”

And he says he came to glorify the Father, and this when he approaches his death on the cross, and he says when he is lifted up from the earth, I will draw everyone to me, indicating that the path of salvation exists, and the whole universe goes in this direction, thus man and ours. planet will also tend to this, as via Chardin.

In simpler words, Jesus explains: if the grain of wheat does not fall into the soil and die, it produces fruit.

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[:pt]O futuro humano e a unidade[:en]The human future and unity[:]

11 mar

[:pt]Diversos pontos do pensamento de Teilhard Chardin são coincidentes com as novas correntes teológicas que surgem no meio religioso, em especial no católico porém Chardin abriu seu espírito ainda mais ao praticamente migrar para a China, o ambiente e a filosofia oriental o influenciou.

A sua originalidade está tanto na síntese evolutiva de sua visão, como vários aspectos de uma escatologia futurista que abrange todo o Cosmos e cuja convergência ele chama de “Omega”, que é uma força individualizada, porém não isolada, diferente de autores que param na crítica ao problema do individualismo contemporâneo sem entender que a individuação tende a este “ponto-Ômega” e é preciso crescer na consciência junto com o desenvolvimento cósmico.

futurística, que a evolução persegue e que atua no nível da consciência humana.

Alguns autores entendem a Cristosfera como recapitulação de tudo, dizem alguns teólogos, mas o processo evolutivo culmina como o homem, mas não termina com o homem, o universo, o homem e a mulher, a trajetória histórica, tudo respondem a um caminho para a Parusia do Senhor, e ela é inevitável e o ponto alto de uma escatologia cristã, e negar o final de tudo é negar o processo escatológico ou ao menos não o compreender em sua plenitude.

Assim afirma o U. Zilles sobre Chardin: “É o Cristo ressuscitado, que incorpora o mundo e a humanidade ao Corpo Místico, no acabamento do Cristo Total”, assim isto significa que a Terra e o Universo estarão preparados para a Parusia do Senhor, ou a volta de Cristo, na escatologia plena.

Como força de ação individualizada Ômega não está sujeito ao tempo e ao espaço (a física atual já mostrou estes conceitos como não absolutos), assim propriedades como autonomia, atualidade, a irreversibilidade e a transcendência não estão submetidas a ações temporais, e sim ao Ômega.

Chardin explica que os múltiplos fatores ecológicos, fisiológicos, psicológicos que aproxima e unem os seres vivos, especialmente os seres humanos e que especialmente as condições ambientais, físicas e espirituais são o prolongamento e a expressão, a um nível de energias da complexidade-consciência que elas podem levar uma maior aproximação do Ômega.

Eram assuntos pouco presentes no mundo eclesial cristão no seu tempo (Chardin faleceu em 1955), e suas teorias pareciam extravagantes demais, porém hoje se fala em diálogo inter-religioso, unidade dos cristãos, e uma maior aproximação de todos da família humana.

Diga -se de passagem que tudo está nas diversas passagens de Jesus (aproximação dos humildes, diálogo com pecadores públicos e por fim entrega nas mãos de maus religiosos e políticos do seu tempo), o que Chardin quer dizer é ainda além, que se entendermos a complexidade-consciência, ajudamos a humanidade a dar um salto de qualidade que nos aproxima mais do ponto Ômega.

A fenomenologia de Chardin é radical porque a Criação é o princípio dos fenômenos, e nela sempre opera o divino, presente nas ações e leis que regem os organismos e seres vivos: Deus está no nascimento e no crescimento e no fim de todas as coisas, […] não se mistura nem se confunde com o ser participado que sustenta, anima e liga” (RIDEU p. 271).

Assim olhar para os fenômenos do universo é olhar para a grandeza e o desenvolvimento humano, não por acaso cientistas buscam em cometas, astros e estrelas de todo cosmos sinais de vida e da origem da vida, ali se encontram também as marcas da Criação e do Criador.

 

ZILLES, U. Pierre Teilhard Chardin: fé e ciência. EDIPUCRS, 2001, pag. 59-60.

 

RIDEAU, E. O pensamento de Teilhard de Chardin, Ed. Duas Cidades, 1965, p. 271[:en]Several points of Teilhard Chardin’s thought coincide with the new theological currents that arise in the religious milieu, especially in the Catholic, but Chardin opened his spirit even more when he practically migrated to China, the environment and Eastern philosophy influenced him.

His originality is as much in the evolutionary synthesis of his vision, as in several aspects of a futuristic eschatology that covers the entire Cosmos and whose convergence he calls “Omega”, which is an individualized but not isolated force, different from authors who stop at criticism to the problem of contemporary individualism without understanding that individuation tends to this “Omega point” futuristic, evolution chases.

Some authors understand the Cristosphere as a recapitulation of everything, say some theologians, but the evolutionary process culminates like man, but it does not end with man, the universe, man and woman, the historical trajectory, everything responds to a path for the Parusia of the Lord, and it is inevitable and the highlight of a Christian eschatology, and to deny the end of everything is to deny the eschatological process or at least not fully understand it.

So says U. Zilles about Chardin: “It is the risen Christ, who incorporates the world and humanity into the Mystical Body, in the finish of the Total Christ”, so this means that the Earth and the Universe will be prepared for the Parusia of the Lord (or the return of Christ), in full eschatology.

As a force of individualized action Omega is not subject to time and space (current physics has already shown these concepts as not absolute), so properties such as autonomy, actuality, irreversibility and transcendence are not subject to temporal actions, but to Omega.

Chardin explains that the multiple ecological, physiological, psychological factors that bring living beings together, especially human beings, and that especially environmental, physical and spiritual conditions are extension and expression, at a level of complexity-consciousness energies that they can bring Omega closer together.

Let it be said in passing that everything is in the various passages of Jesus (approaching the humble, dialogue with public sinners and finally handing over to the hands of the bad religious and politicians of his time), what Chardin wants to say is even further, that if we understand complexity-awareness, we help humanity to make a leap in quality that brings us closer to the Omega point.

Chardin’s phenomenology is radical because Creation is the beginning of phenomena, and the divine always operates in it, present in the actions and laws that govern organisms and living beings: God is at birth and in growth and at the end of all things, […] It does not mix or be confused with the participatory that sustains, animates and connects.” (Rideu, p. 271).

Thus, looking at the phenomena of the universe is looking at greatness and human development. It is not by chance that scientists look for comets, stars and stars from all over the cosmos for signs of life and the origin of life. Creator.

 

Zilles, U. (2001) Pierre Teilhard de Chardin: Fé e Ciência (Chardin: faith and science). EDIPUCRS,  pag. 59-60.

 

Rideau, E. (1965) O pensamento de Chardin (Teilhard de Chardin’s thought), Ed. Duas Cidades, 1965, p. 271.

 

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[:pt]A noosfera: da matéria primária ao pensamento[:en]The noosphere: from primary matter to complexification.[:]

04 mar

[:pt]Teilhard Chardin descreve assim a complexificação a partir dos primeiros desenvolvimentos da vida, a passagem crítica da vida das células para uma vida ultracomplexa:

“Provavelmente jamais descobriremos (a não ser que, por sorte, a ciência de amanhã consiga reproduzir o fenômeno no laboratório) – a História por si só, em todo o caso, jamais descobrirá diretamente os vestígios materiais desta emersão – aparição – do microscópico para fora do molecular; do orgânico para fora do químico, do vivo para fora do pré-vivo.” (Chardin, 1965, p. 63)

Embora possa parecer que a natureza teria feito esta preparação sozinha, chama a atenção a originalidade essencial da célula produzindo algo inteiramente novo, e compondo uma multiplicidade orgânica num mínimo espaço, embora o processo possa ter levado anos, cada célula foi longamente prepara para ser algo original.

Será através de discretas, mas decisivas mutações que ocorreram durante milhares e milhões de anos, que a complexidade de células e seres vivos foram se formando sendo possível perceber “os irresistíveis desenvolvimentos que se ocultam nas mais frouxas lentidões, a extrema agitação que se dissimula sob o véu de repouso, o inteiramente novo que se insinua no íntimo da repetição monótona das mesmas coisas” (Chardin, 1965, p. 8).

Foi pela complexificação da vida que surgiu o humano, na origem Deus o fez de matérias inorgânicas, metaforicamente a Bíblia diz do barro, porém é certo que o universo nasceu antes.

Assim o mundo da physis (Chardin vê sua física no sentido grego da palavra) estaria ligada a biologia, e pensa:

“Poderíamos hesitar um só momento em reconhecer o parentesco evidente que liga, na sua composição e nos seus aspectos, o mundo dos proto-vivos ao mundo da física-química ? Quer dizer, não estaremos ainda, neste primeiro escalão da vida, senão no âmago, pelo menos na própria orla da ´matéria´?” (Chardin, 1965, p. 66)

Ao nascimento da vida humana, após bilhões de anos depois da formação do universo, uma grande e decisiva mutação ocorrerá, o nascimento do pensamento e da consciência, e do que Chardin chama de interiorização, que em termos religiosos significa a alma individual que é também ligada ao coletivo, o princípio da associação desde as primeiras células.

Ao pensamento e à consciência desenvolve-se a noção de pessoa, esta experiência foi dada graças ao desenvolvimento cerebral do homem, e aos desenvolvimentos do que Chardin chama de Noosfera, a última etapa depois da Biosfera, a criação e desenvolvimento da vida.

Desenvolver e explicar a cosmogênese chardaniana é um longo processo que nem mesmo em vida ele desenvolveu completamente, muitos avanços da astrofísica atual (muitas descobertas tentam explicar a origem da vida) ajudam a compreensão, o que importa é ressaltar que o panorama de evolução do próprio cosmos, não apenas a Terra, está ligado ao desenvolvimento da consciência e da capacidade humana de ligar-se a harmonia da vida.

CHARDIN, T. O fenômeno humano. BR, São Paulo : Herder, 1965.[:en]Teilhard Chardin thus describes the complexification from the first developments of life, the critical transition from the life of cells to an ultra-complex life:

“We will probably never find out (unless, luckily, the science of tomorrow manages to reproduce the phenomenon in the laboratory) – History alone, in any case, will never directly discover the material traces of this emergence – appearance – of microscopic out of the molecular; from the organic out of the chemical, from the living out of the pre-living. ” (Chardin, 1965, p. 63)

 

Although it may seem that nature would have done this preparation alone, it draws attention to the essential originality of the cell, producing something entirely new, and composing an organic multiplicity in a minimum space, although the process may have taken years, each cell has long been prepared to be something original.

It will be through discreet but decisive mutations that occurred for thousands and millions of years, that the complexity of cells and living beings began to be formed, making it possible to perceive “the irresistible developments that are hidden in the weakest slowness, the extreme agitation that is hidden under the resting veil, the entirely new that insinuates itself in the monotonous repetition of the same things ”(Chardin, 1965, p. 8).

It was through the complexification of life that the human emerged, in the beginning God made it from inorganic materials, metaphorically the Bible says about clay, but it is certain that the universe was born before.

So the world of physis (Chardin sees physics in the Greek sense of the word) would be linked to biology, and thinks:

“Could we hesitate for a moment to recognize the evident kinship that links, in its composition and aspects, the world of the proto-living to the world of physical chemistry? I mean, are we not yet, in this first stage of life, but at the core, at least on the very edge of ‘matter’? ” (Chardin, 1965, p. 66)

At the birth of human life, after billions of years after the formation of the universe, a great and decisive mutation will occur, the birth of thought and consciousness, and what Chardin calls interiorization, which in religious terms means the individual soul that is also linked to the collective, the principle of association from the first cells.

The thought and the conscience the notion of person develops, this experience was given thanks to the cerebral development of man, and to the developments of what Chardin calls the Noosphere, the last stage after the Biosphere, the creation and development of life.

Developing and explaining the Chardanian cosmogenesis is a long process that not even fully developed in life, many advances in current astrophysics (many discoveries try to explain the origin of life) help understanding, what is important to emphasize is that the evolution panorama cosmos, not just the Earth, is linked to the development of human consciousness and capacity to connect with the harmony of life.

Chardin, T. (1965). O fenomeno humano (Phenomenous Human). BR, São Paulo : Herder.[:]

 

[:pt]Tempo de mudança na esfera cósmica[:en]Time of change in the cosmic sphere[:]

02 mar

[:pt]Um tempo de mudança real é sempre um tempo em que a natureza e a própria vida se transformam criando uma cosmogênese mais profunda que se desenvolve também na consciência, já chegamos a Marte com nossos aparatos e nos aproximamos de Vênus, na vida terrena já sabemos como os dinossauros foram extintos e de fato foi um meteoro, estudos do cosmos avançam.

Isto acontece porque a vida está ligada a consciência, e em fenomenologia ela é sempre consciência de algo, mas não está separada da metafísica na qual a própria concepção de Ser, de Natureza e de Cosmos evoluem, também no aspecto espiritual.

Um dos teólogos que nunca desvinculou a evolução espiritual da evolução da “espécie” foi Teilhard Chardin (aqui usamos um termo aristotélico-darwiniano não para confundir, mas para explicar), para ele, entretanto seguir a trilha da Patrística (os santos sábios do início da igreja) e da Escolástica (Tomás de Aquino, Santo Anselmo e agora o recuperado e santo Duns Escoto), o que acontece é a complexificação da Natureza na sua hominização (O Fenômeno Humano).

Aqui iniciamos a explicação do que chamamos de mutação aórgica, que pode acontecer em nova escala neste momento presente, não por causa do vírus mas do universo e da Natureza (aqui em maiúscula para torna-la também sacra), afirma Chardin na terra jovem nascente: “nas rochas mais sólidas, é possível distinguir, em vaga simetria com a metamorfose dos seres vivos, uma perpétua transformação das espécies minerais” (Chardin, 1965, p. 51), isto num primeiro momento levou-o a ser condenado como “panteísta”, porém uma leitura mais atenta, ele explica o processo.

A pré-vida estava imersa (poderíamos dizer já em germe) no átomo, mas onde já há vida, localiza-a espectro de elementos químicos no qual seus elementos vão se diferenciando (o termo químico para isto é polimerização, formação de macromoléculas pela união das outras mais simples), esta pré-vida “sobre os abismos do passado, observemos sua cor, que vai mudando. De era para era, o tom aviva-se. Algo irá rebentar-se sobre a Terra, não mais nascente, mas juvenil: a vida! Eis a Vida!” (Chardin, 1965, p. 58), a Terra teria permanecido bastante fria para que pudessem forma e subsistir, á sua superfície, as cadeias de moléculas carbonadas (molécula orgânica).

A Terra era então aquosa e nela começa a se formar aqui e ali, seres minúsculos, e uma espantosa massa de matéria organizada surge a última (ou melhor a penúltima) camada na ordem do tempo, dos invólucros do nosso planeta: a Biosfera (Chardin, 1965, p. 63).]

Esta evolução do inorgânico ao orgânico é a mutação chamada de Aórgica, e ela continuará, um dia ela poderá mudar a face do planeta e isto é parte da evolução humana também.

Os perigos de mudanças existem, não apenas por um vírus que obriga a natureza humana se adaptar, mas um asteróide (a causa apontada pela extinção dos dinossauros) pode nos atingir, o asteróide temido Apophis (foto), formado por uma gigantesca rocha existe e está sendo observado por astrônomos, sua aproximação temida será em 2029, claro não é previsto que nos atinja.

CHARDIN, Pierre Teilhard de. O fenômeno humano. São Paulo : Herder, 1965. [:en]A time of real change is always a time when nature and life itself are transformed creating a deeper cosmogenesis that also develops in consciousness, we have already reached Mars with our apparatuses and we are approaching Venus in the cosmos, in earthly life already we know how the dinosaurs became extinct and in fact it was a meteor, studies of the cosmos are advancing.

This is because life is linked to consciousness, and in phenomenology it is always awareness of something, but it is not separate from the metaphysics in which the very conception of Being, Nature and Cosmos evolve, also in the spiritual aspect.

One of the theologians who never separated spiritual evolution from the evolution of the “species” was Teilhard Chardin (here we use an Aristotelian-Darwinian term not to confuse, but to explain), for him, however, following the path of Patrística (the wise saints at the beginning church) and Scholastics (Tomás de Aquino, Santo Anselmo and now the recovered and saint Duns Scotus), what happens is the complexification of Nature in its hominization (The Human Phenomenon).

Here we begin the explanation of what we call an aortic mutation, which can happen on a new scale at this present moment, not because of the virus but because of the universe but of Nature (capitalized here to make it also sacred), affirms Chardin in the nascent young land : “In the most solid rocks, it is possible to distinguish, in vague symmetry with the metamorphosis of living beings, a perpetual transformation of mineral species” (Chardin, 1965, p. 51), this at first led him to be condemned as “ pantheistic ”, but a more attentive reading, he explains the process.

The pre-life was immersed (we could say already in a germ) in the atom, but where there is already life, we find a spectrum of chemical elements in which its elements are differentiated (the chemical term for this is polymerization, formation of macromolecules by the union from the simpler ones), this pre-life “over the abyss of the past, let’s observe its color, which is changing. From age to age, the tone revives. Something will break out on Earth, no longer nascent, but youthful: life! This is Life! ” (Chardin, 1965, p. 58), the Earth would have remained quite cold so that the chains of carbonaceous molecules (organic molecule) could form and survive on its surface.

The Earth was then watery and tiny beings begin to form here and there, and an amazing mass of organized matter appears the last (or rather the penultimate) layer in the order of time, of the envelopes of our planet: the Biosphere (Chardin , 1965, p. 63).]

This evolution from the inorganic to the organic is the mutation called Aorganic, and it will continue, one day it will be able to change the face of the planet and this is part of human evolution as well.

The dangers of change exist, not only because of a virus that forces human nature to adapt, but an asteroid (the cause pointed out by the extinction of the dinosaurs) can reach us, the dreaded asteroid Apophis (photo), formed by a gigantic rock exists and is being observed by astronomers, its dreaded approach will be in 2029, of course it is not expected to reach us.

Chardin, T. (1965). O fenômeno humano. BR, São Paulo : Herder. (Human Phenomenon)

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[:pt]A crise ecológica e a mudança aórgica[:en]The crisis of Nature and aorgic transform[:]

10 dez

[:pt]A aparente morte do pensamento foi desenvolvida por Peter Sloterdijk, também está em outros escritos seus Se a Europa despertasse, A crítica da razão cínica e os 3 volumes das Esferas, porém uma raiz ali apontada não é plenamente desenvolvida a relação com a natureza, sua “aorgica”.

Rousseau já havia se debatido com os Iluministas ateus afirmando que o que há de mais injurioso “não é pensar (a Divindade) e sim pensar errado a seu respeito”, ele elaborou seu famoso discurso sobre a Profissão de fé do vigário Saboiano no qual expressa suas concepções religiosas.

Porém o importante é seu pensamento sobre a natureza “uma vontade move o universo e anima a natureza”, desde Aristóteles a relação com o homem é de vê-la como submissa a vontade humana tal é o paradoxo antropocêntrico, pois a Natureza está além e precede ao homem, que é parte dela e não seu senhor absoluto, embora como diz Teilhard Chardin é sua complexidade máxima.

Esta complexidade da natureza está desenvolvida por Edgar Morin, em seu Método I que é a Natureza da Natureza, porém o lugar do homem na natureza (o título de um dos livros de Chardin) é ainda incógnito e sabemos agora que se não a obedecermos, ela perece e nós também como consequência, por isto o antropocentrismo é um paradoxo, somos codependentes e coparticipes da Natureza, e ela dá sinais de agonia, também o cético Harari vê isto, e muitos especialistas.

Qual será a reação da natureza, ela poderá acontecer por um evento forte que mude todo o planeta, a chamada reação aórgica, o inorgânico sobre o orgânico, a terra mudaria totalmente e alguns místicos criaram uma imagem desta nova terra (acima), que chamo de “neogeia”, em referência a grande mutação da terra por sucessivos terremotos na pangeia, agora haveria uma reação em cadeia simultânea.

Devemos lembrar as fontes energéticas como as usinas nucleares, o maremoto seguido de tsunami no Japão (em março de 2011) mostrou que as usinas nucleares são um problema, desativá-las não é possível.

Harari ao falar do Homo Deus, seu segundo livro de sucesso, acredita que o homem faria isto, os religiosos (alguns claro), místicos e visionários sabem que algum evento aórgico pode ocorrer.[:en]The apparent death of thought was developed by Peter Sloterdijk, it is also in his other writings If Europe awakened, The critique of cynical reason and the 3 volumes of the Spheres, however a root pointed out there is not fully developed the relationship with nature, its “Aorgic”.

Rousseau had already debated with the atheistic Illuminists saying that what is most insulting “is not thinking (the Divinity) but thinking wrong about it”, he elaborated his famous speech on the profession of faith of the Savoyard vicar in which he expresses their religious conceptions.

However, the important thing is his thought about nature “a will moves the universe and animates nature”, since Aristotle’s relationship with man is to see her as submissive to the human will such is the anthropocentric paradox, because Nature is beyond and it precedes man, who is part of it and not its absolute master, although as Teilhard Chardin says it is its maximum complexity.

This complexity of nature is developed by Edgar Morin, in his Method I which is the Nature of Nature, but the place of man in nature (the title of one of Chardin’s books) is still incognito and we now know that if we do not obey it, it perishes and we also as a consequence, that is why anthropocentrism is a paradox, we are codependents and co-participants of Nature, and it shows signs of agony, also the skeptic Harari sees this, and many experts.

What will be the reaction of nature, it could happen due to a strong event that changes the whole planet, the so-called aortic reaction, the inorganic over the organic, the earth would totally change and some mystics created an image of this new earth (above), which I call of “newgea”, in reference to the great mutation of the earth by successive earthquakes in pangea, there would be a chain reaction.

We must remember Energy sources such as nuclear plants, the tsunami followed by the tsunami in Japan (march 2011) showed that nuclear plants are a problem, deactivating them is not possible.

Harari, speaking of Homo Deus, his second successful book, believes that man would do this, religious (some of course), mystics and visionaries know that an aorgic event can occur.

 

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[:pt]Olhar sem ver, ouvir sem entender[:en]Looking without seeing, listening without understanding[:]

10 jul

[:pt]A pressa, a vida agitada, a ansiedade nos tornaram insensíveis no dia a dia, no plano social reina a teimosa, onde o terceiro incluído não tem vez, segue a lógica do Verdade e Falso, que é válida para o mundo dos equipamentos digitais, mas não deveria ser na lógica do pensamento humano.

O terceiro incluído de Barsarab e Stefan Lupascu, está também nos princípios quânticos e aos poucos vai chegando aos dispositivos físicos digitais (agora quânticos), e já se realizaram algumas experiências avançadas de teletransporte (veja o artigo), que expande o conceito para o espaço, pode-se ir de A para B, sem passar pelo terceiro intermediário, que introduz a descontinuidade.

Mas a lógica social, humana e política continua binária, maniqueísta e leva paulatinamente a um confronto num momento que as forças sociais deveriam se unir pelo inimigo comum que é o vírus e as consequenciais que ele trará socialmente, lembramos que da gripe espanhola seguiu-se as duas guerras, apesar de inúmeros avisos de pensadores e filósofos sensatos, a místicos.

Como diz Morin (veja a palestra) parece que caminhamos como sonâmbulos às escuras, o processo que poderia corresponder a uma solidariedade mundial caminha ao contrário, queremos incluir mas excluímos, amamos só os iguais, o conhecimento tornou-se obscuro.

Seguem as palavras bíblicas, como está em Isaias (6: 9): “Havereis de ouvir, sem nada entender, havereis de olhar, sem nada ver … porque o coração deste povo se tornou insensível”, e mesmo em tempos de dificuldades mundiais parece que a insensatez perdura.

Diz o evangelista Mateus sobre seu tempo, mas que também serve para o momento atual (Mt 13: 16-17) Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram”, mas pode-se ainda abrir o ouvido e mudar a rota.

É tempo de conscientização mais profunda para quem deseja mudanças, e de ouvir de modo mais atendo os sinais dos tempos para os que creem e sabem o reino de Deus na terra há de vir.[:en]The rush, the hectic life, the anxiety made us insensitive on a daily basis, on the social plane the stubborn reigns, where the third party has no time, follows the logic of Truth and False, which is valid for the world of digital equipment, but it shouldn’t be in the logic of human thought. 

The third included by Barsarab and Stefan Lupascu, is also in the quantum principles and is gradually reaching digital physical devices (now quantum), and some advanced teleportation experiments have been carried out (see the article), which expands the concept to space , one can go from A to B, without going through the third intermediary, which introduces the discontinuity.

But the social, human and political logic remains binary, Manichean and gradually leads to a confrontation at a time when social forces should unite for the common enemy that is the virus and the consequences that it will bring socially, we remember that the Spanish flu followed both wars, despite countless warnings from wise thinkers and philosophers, to mystics.

As Morin says (see the lecture) it seems that we are walking like somnambulists in the dark, the process that could correspond to global solidarity is going the other way around, we want to include but exclude, we love only equals, knowledge has become obscure. 

The biblical words follow, as it is in Isaiah (6: 9): “You will hear, without understanding, you will look, without seeing … because the heart of this people has become desensitized”, and even in times of world difficulties it seems that folly endures.

Evangelist Matthew says of his time, but it also serves for the present moment (Mt 13: 16-17) “Happy are you, because your eyes see and your ears hear. Truly I tell you, many prophets and the righteous wished to see what you see, and did not see, wished to hear what you hear, and did not hear ”, but you can still open your ears and change the route.

It is a time of deeper awareness for those who want change, and to listen more attentively to the signs of the times for those who believe and know the kingdom of God on earth will come.

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[:pt]Simplificação, idealismo e pandemia[:en]Simplification, idealism and pandemic[:]

28 abr

[:pt]A ideia de que podemos simplificar fenômenos que são complexos parece um bom caminho, mas simplificar o que é por natureza complexo é ignorar o conjunto de fenômenos e interpretações que estão dentro do fenômeno que se deseja analisar, tenha ele a natureza que tiver, e principalmente se for a natureza humana, porque inclui a complexidade social/cultural.
É muito diferente da busca da essência, os pré-socráticos procuraram definir qual era o elemento essencial da natureza: fogo, ar, átomos, números, o Ser, e assim definiram as principais escolas pré-socráticas, ao perceber que se tratava de um fenômeno mais amplo Sócrates, que é lido por Platão divide em dois mundos: o mundo das Ideias e o mundo sensível, porém qualquer leitor atento não dirá que sua escola simplificou, apenas abriu caminho para uma complexidade maior.
O eidos de Platão e do pré-socrático Parmênides é diferente do idealismo moderno, porque nele existe tanto a conceito de forma, por exemplo, uma cadeira seja qual forma for ela tem seu Ser como sendo feita para sentar.
Do eidos grego  vem na etimologia a palavra ideia, hoje duas acepções aceitas, uma que é de um sinônimo de conceito, porém num sentido mais lato é pensado como expressão, tendo como princípio implícito a ideia de intencionalidade (*), e este conceito só foi retomado na filosofia moderna após Franz Brentano e seu aluno Edmund Husserl que aplicou-o a sua fenomenologia.
O idealismo moderno, cuja base fundamental é Kant, embora tenha uma parte comum ao eidos grego, que é a ideia que ao estudar a coisa temos uma projeção do saber sobre ela, reduzindo a ideia que este estudo seria o que caracteriza o objeto de estudo (objetividade), e assim introduz um tipo específico de subjetividade, abstraindo-o do Ser, esta abstração tem em Hegel o ápice.
Kant chegou a pensar que seria possível reduzir todo o pensamento a uns poucos conceitos, seria um grande facilitador para o estudo e para o pensamento, porém seu pensamento resultou numa complexidade ainda maior, e sua simplicidade caiu no dualismo sujeito x objeto, que padecemos.
Toda simplificação leva a algum tipo de subjetivismo ou objetivismo, mesmo em termos religiosos, ao estudar O Fenômeno Humano, Teilhard Chardin declarou que o Homem é a complexificação da natureza, difícil para teólogos e exegetas aceitar, mas lhes faço a pergunta: porque Jesus usou de parábolas para explicar coisas que aparentemente poderiam ser simples ? Porque não eram simples, Aquele que criou o complexo universo é simples só no Amor.
O idealismo é no fundo uma “doutrina” que contém a crença segundo a qual é o pensamento e não o mundo físico que está na origem de todas as coisas, ou seja, o mundo objetivo, o que descobrimos com a pandemia, e a física quântica já sabia e a cosmologia está aprofundando, é que a incerteza é parte do conhecimento, e nos deparamos cada dia com um novo fenômeno.
Afinal um dos pressupostos do idealismo kantiano era a submissão da natureza, ela se rebelou.
Esta é a novidade original que os idealistas não aceitam, e esta novidade nos deveria devolver a humildade, proclamada por todos, mas como idealismo fica presa a dualidade, o erro são os outros, nós sabíamos a verdade, não nem a ciência, nem a fé poderiam imaginar a complexidade do fenômeno que toda humanidade vive, o primeiro passo para enfrentar a pandemia é este: dependo do passo do Outro, e que possamos dar passos juntos, ainda parece difícil.
*Enciclopédia Britânica: Disponível em: https://www.britannica.com/topic/idea , Acesso em: 26/04/2020.[:en]The idea that we can simplify phenomena that are complex seems a good way, but to simplify what is by nature complex is to ignore the set of phenomena and interpretations that are within the phenomenon you want to analyze, whatever the nature.
It is very different from the search for essence, the pre-Socratics sought to define what was the essential element of nature: fire, air, atoms, numbers, the Being, and thus defined the main pre-Socratic schools, when realizing that it was a broader phenomenon Socrates, which is read by Plato divides into two worlds: the world of Ideas and the sensitive world, however any attentive reader will not say that his school has simplified, it only paved the way for greater complexity.
The eidos of Plato and the pre-Socratic Parmenides is different from modern idealism, because in it there is so much the concept of form, for example, a chair whatever form it has its Being as being made to sit.
The Greek eidos from which the etymology of the word idea comes, has two accepted meanings, one that is a synonym for concept, but in a broader sense it is thought of as an expression, with the implicit principle of the idea of intentionality (*), and this concept it was only taken up in modern philosophy by Franz Brentano and later in Husserl’s phenomenology, who was his student.
Modern idealism, whose fundamental basis is Kant, although it has a common part to the Greek eidos, which is the idea that when studying the thing we have a projection of knowledge on it, reducing the idea that this study would be what characterizes the object of study (objectivity), and thus introduces a specific type of subjectivity, abstracting it from Being, this abstraction has in Hegel the apex.
Kant came to think that it would be possible to reduce all thought to a few concepts, it would be a great facilitator for study and thought, but his thinking resulted in an even greater complexity, and his simplicity fell into the subject x object dualism, which we suffer.
Every simplification leads to some kind of subjectivism or objectivism, even in religious terms, when studying The Human Phenomenon, Teilhard Chardin declared that Man is the complexification of nature, difficult for theologians and exegetes to accept, but I ask you the question: why did Jesus use of parables to explain things that apparently could be simple¬, because it isn’t.
Idealism is basically a “doctrine” that contains the belief that it is thought and not the physical world that is at the origin of all things, that is, the objective world, which we discover with the pandemic, and physics quantum already knew and actual cosmology is deepening, is that uncertainty is part of knowledge, and we are faced every day with a new phenomenon.
After all, one of the assumptions of Kantian idealism was the submission of nature, she rebelled.
This is the original novelty that idealists do not accept, and this novelty should give us back the humility, proclaimed by all, but as idealism gets stuck in duality, the error is the others, we knew the truth, not even science, nor faith could imagine the complexity of the phenomenon that all humanity lives, the first step to face the pandemic is this: I depend on the step of the Other, and that we can take steps together, it still seems difficult.

*Encyclopædia Britannica, Available in: https://www.britannica.com/topic/idea , Access in: 04/26/2020.[:]

 

[:pt]O meio divino e o fenômeno humano[:en]The divine environment and the human phenomenon[:]

09 abr

[:pt]A cosmovisão de Chardin sobre o fenômeno humano vai desde a cosmogênese, a origem o universo e da vida até complexificação da natureza e o lugar do homem nela, o que a pandemia demonstra é que esta complexificação cresce e mesmo a ciência tem limites para lidar com ela, porém esta pandemia pode trazer novos horizontes, quando passar e claro precisa da ciência.
Entre suas várias obras, Teilhard Chardin faz um percurso singular entre O meio divino, escrito entre novembro de 1926 e março de 1927 e o Fenômeno Humano, escrito entre julho de 1938 e junho de 1940, que formam um “todo inseparável” diz também a edição que tenho do Editorial Presença de Lisboa, Portugal.
Singular porque transita do divino ao humano, como atestam os próprios nomes das obras, sem deslizes ou arroubos, mostra-nos a “necessidade da compenetração entre a ciência e religião igualmente afirmada por Einstein”, expressão de Helmut de Terra, amigo e admirador de Chardin.
Chardin inicia o meio divino percebendo “a confusão do pensamento religioso no nosso tempo” (pag. 41) e atesta que o homem de nosso tempo “vive com a consciência explícita de ser um átomo ou um cidadão do Universo” (idem).
A atualidade do texto é porque afirma o autor afirma no início de seu livro algo que tem muito a ver com nossos dias, um despertar coletivo que um belo dia “faz tomar cada indivíduo consciência das verdadeiras dimensões da vida, provoca necessariamente na massa humana um profundo choque religioso, quer para abater quer para exaltar” (ibidem).
Isto acontece porque o mundo é demasiado “belo: é a ele e só a ele que devem adorar” (pag. 42).
O que é então o “meio divino”, o mundo (no nosso caso exploramos as cosmovisões do universo) não será cada vez mais fascinante e não estaria e seria ele a “eclipsar o nosso Deus” (idem), e existe uma conexão, na visão de parte do cristianismo, entre a Deus e a matéria, a eucaristia, ela e só ela pode criar um verdadeiro sentido de nos religar ao divino, “eis o meu corpo e meu sangue” disse Jesus, e quem comer terá acesso a vida eterna.
Afirma Chardin “a tensão lentamente acumulada entre a Humanidade e Deus atingirá os limites fixados pelas possibilidades do Mundo, e então será o fim” (pag. 177) “… que devemos esperar não como uma catástrofe mas como uma ´saída´ para o mundo para a qual devemos colaborar com todas as nossas forças cristãs sem receio do mundo, porque os seus encantamentos já não poderiam prejudicar aqueles para quem ele se tornou, para além dele mesmo, o Corpo d´Aquele que é e d´Aquele que vem”.
CHARDIN, Teilhard. O meio divino: ensio sobre a vida interior. Lisboa: Editorial Presença, s/d.[:en]Chardin’s worldview on the human phenomenon ranges from cosmogenesis, the origin of the universe and of life to the complexification of nature and the place of man in it, what the pandemic shows is that this complexification grows and even science has limits to deal with it, however, this pandemic can bring new horizons, when it passes and of course it needs science.
Among his various works, Teilhard Chardin makes a singular journey between The divine environment, written between November 1926 and March 1927 and the Human Phenomenon, written between July 1938 and June 1940, which form an “inseparable whole” also says edition I have of Editorial Presença de Lisboa, Portugal.
Singular because it transits from the divine to the human, as the names of the works attest, without slips or ravages, it shows us the “need for the connection between science and religion equally affirmed by Einstein”, an expression by Helmut de Terra, friend and admirer of Chardin. Chardin initiates the divine environment by realizing “the confusion of religious thought in our time” (page 41) and attests that the man of our time “lives with the explicit awareness of being an atom or a citizen of the Universe” (idem).
The timeliness of the text is because the author affirms at the beginning of his book something that has a lot to do with our days, a collective awakening that a beautiful day “makes each individual aware of the true dimensions of life, necessarily provokes in the human mass a profound religious shock, both to slaughter and to exalt ”(ibidem).
This is because the world is too “beautiful: it is to him and only to him that they should worship” (p. 42). What is then the “divine environment”, the world (in our case we explore the universe’s worldviews) will not be more and more fascinating and it would not be and it would be “eclipsing our God” (idem), and there is a connection, in the view of part of Christianity, between God and matter, the Eucharist, she and she alone can create a real sense of reconnecting us to the divine, “this is my body and my blood” said Jesus, and those who eat will have access to eternal life.
Chardin says “the slowly accumulated tension between Humanity and God will reach the limits set by the possibilities of the World, and then it will be the end” (p. 177)… that we must wait not as a catastrophe but as an“ exit ”to the world to which we must collaborate with all our Christian forces without fear of the world, because his enchantments could no longer harm those for whom he became, in addition to himself, the Body of the One who is and the One who comes ”.
Chardin, Teilhard. (no year). O meio edivino: ensaio sobre a vida interior (The divine environment: I teach about the inner life). Lisbon: Editorial Presença.[:]