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Arquivo para a ‘Museologia’ Categoria

O belo e a dor do samaritano

13 Out

O filósofo coreano-alemão Byung-Chul Han reivindica a ferida na participaçãoapieta do Belo, nada mais significativo do que A Pietá de Michelangelo, um economista italiano anuncia no seu livro “A ferida do outro”, que as relações de mercado as relações além de serem interpessoais, são também uma fonte de alegria e “benção” para o homem, e poderíamos dizer de beleza também, apesar de ser “ferida”.
A beleza se situa na reciprocidade, e não se trata de devolver o “valor” conforme o que foi pago, a sociedade onde a medida é apenas um valor matemático, o “wound” e a “benção” são dois polos inexplicáveis, que caracterizam as relações interpessoais e são também, uma fonte de felicidade, alegria e beleza para o homem, mas não deixam de passar pela “dor”.
A palavra wound, em português ferimento, é interessante porque wonderfull é maravilhoso, bem que poderíamos criar o vocábulo wounderfull, para o além-da-ferida do outro.
Uma criança que nasce é uma dor, as dores do parto, a cultura do polido e a imunologia, termo de Sloterdijk que é usando também por Chul Han, são irrealidades que estas sim podem levar a uma dor irracional, a da indiferença e a do desprezo pelo dolorido e pelo excluído.
Não basta dar uma “medalha” a professora heroína que lutou até a morte para salvar as crianças, é preciso que a cultura, o belo e a ideologia economicista valorizem as relações, o afeto e o apreço pelos que sofrem virar as costas ao sofrimento é o princípio da exclusão.
A parábola bíblica do samaritano (bom é um eufemismo para dizer que os samaritanos eram maus) havia um homem ferido numa estrada passaram diversas pessoas, inclusive sacerdotes e seguiram adiante, o samaritano que é podemos dizer um tipo “comum” parou e o socorreu, não era nem um religioso e nem um “engajado”.

É possível nesta releitura ver Maria como uma samaritana com Jesus na Pietá.

Ligo esta parábola com outra em que o rei preparou uma festa e os convidados não vieram, o banquete de Platão e a mesa de diversas liturgias e cosmologias são referencias a relação entre os homens, no lugar dos convidados o rei mandou que fossem as “periferias” e convidassem o povo comum para vir ao banquete (Mt 22,1-14).
Não se preparam para o verdadeiro banquete os que se afastam da dor, criam o ambiente polido e imunológico, onde os que sofrem e que são excluídos não participam, a verdadeira festa é aquela de quem lutou com sacrifícios e solidariedade para que todos participem.
L. BRUNI, La ferita dell’altro. Economia e relazioni umane, Il Margine, Trento 2007.

 

A salvação do Belo

11 Out

Leio a versão espanhola de mais um bom livro do coreano-alemãoaBalloon Byung-Chul Han, sem dúvida um tema urgente em tempos de feiura e de certa confusão entre a arte e o mau gosto.

Comenta obras de Jeff Koon, que chama se soteriologica, porque promete uma redenção diferente da redenção cristã, mas talhada entre a positividade e o hedonismo, a positividade que chama de o “mundo do polido” (página 16) dando como exemplo a escultura Balloon Vênus (foto), entre outras.
Para entendermos o que é positividade, o autor exemplifica a obra de Andy Wharol que mesmo se declarando partidário de uma superfície “bela e acetinada” (pag. 14), sua obra não deixa de ter a negatividade, por exemplo, em “Morte e desastre”,
Comenta através de Roland Barthes (a obra citada é Mitologias) relembrando o modelo tátil do carro Citröen , que lembra também a interatividade das mídias, porém procura enfatizar que o tátil é é o mais desmistificador dos sentidos, enquanto a visão é o mais “mágico”.
Comenta que ao chamar de “Batismo” uma exposição que faz contraste coma  cultura cristã, a obra de Jeff Koons exerce uma sacralização do lido e impecável” (pag. 17), e apesar de parecer algo “novo” é idealista e procura esconder a “ferida”, essencial para a arte conforme afirma Gadamer citado por Chul Han, de onde surge o apelo para  “mudar a vida” (pag. 17).
O autor afirma “hoje não só se volta o polido ao belo, mas também o feio” (pag. 19).
Sobre a diferença entre erotismo e hedonismo, o autor recorre a obra de G. Baittaile “o erotismo”, onde percebia que o feio é a dissolução dos limites e a liberação, lembre-se que o autor tem uma obra específica sobre o tema: “A agonia do eros”.
O perfeccionismo idealista é aparentemente pacificador e “belo”, mas é conservador porque deixa de apontar aquilo que pode e deve ser mudado, é a “ferida” que salva a arte.
HAN, Byung-Chul. La salvación de lo bello. Barcelona: Herder Editorial, 2015.

 

O belo e o líquido

05 Set

A ideia que há uma liquefação da estética na modernidade é tão moderna quanto os conceitosFalsoBelo de liberdade, estado e principalmente: sujeitos e objetos.

Nesta morte da estética, já escreveram alguns autores, o belo é mera exposição do sensível da ideia nas obras de arte, e seria a partir delas que estaria resolvida a contradição, criada na modernidade, entre sujeito e objeto, assim uma obra de arte seria: “o primeiro elo intermediário entre o que é meramente exterior, sensível e passageiros e o puro pensar” talvez fosse este menos líquido, seria “científico”.

Hegel reconhecia na filosofia kantiana um “avanço em relação a outras teorias estéticas”, uma vez que, segundo o filósofo ápice do idealismo, a possibilidade de unificação entre espírito e natureza de daria pela arte, mas recusa-a ao perceber que conduziria a um dualismo insuperável entre sujeito e objeto, em uma síntese meio rude diríamos: “o demônio idealista”.

Mas não supera este “demônio”, dito por Hegel assim: ““… o belo artístico foi reconhecido como um dos meios que resolve e reconduz a uma unidade aquela contraposição e contradição entre o espírito que repousa em si mesmo abstratamente e a natureza. […] a filosofia kantiana sentiu este ponto de unificação em sua necessidade, como também o reconheceu e o representou de modo determinado.” (HEGEL, 2001, p.74)

O livro do filósofo germano-coreano Byung-Chul Han, Die Errettung des Schönen (A salvação do Belo) (Fischer Verlag, 2015, sem tradução para o português) dá um novo fio condutor para a questão do belo, com aquilo que já chamou em outros livros de “falta de negatividade de nossa era”.

Usa em sua linguagem as ideias do “positivo” e “negativo”, para designar o super consumo, quer seja de mercadorias, de informação e de capital, prefere antes a diversidade que a alteridade, antes a diferença que o distinto, e assim no estético o liso ao rugoso, e estética é para Han uma apologia ao liso, o polido, o pornográfico e não o erótico (no sentido do eros).

A subjetividade é confusamente lisa, sem interioridade e dificuldades (sem sofrimento já o dissemos), submete-se a um simplismo que quer tudo aplainar e polir, terapias para superar o medo, a angústia, o culto religioso é o repetitivo e a pura “doutrinação”, leitura sem nenhuma hermenêutica e cheia de exegese antiga e superada, palestras deve divertir e não ensinar, meios de comunicação são confudidos com os seus fins (que é para-comunicação) .

Os liquefeitos é que liquefazem tudo, para ficarem segundo sua lisura, sua feiura e sua ausência de negatividade e contradição, é mais que idealismo é “puro idealismo”, corpos que parecem bonecos, rostos sem expressão ou de expressão única, ausência da mímesis, voltaremos a ela, mas aqui basta o repetitivo, imitativo, mera representação, falsa receptividade, ato de se assemelhar, e no fundo a-presentação do eu (não alter).

 

HAN, B.C. Die Errettung des Schönen (A salvação do Belo), DE: Fischer Verlag, 2015.

HEGEL, George W. Cursos de estética. São Paulo: Edusp, 2001.

 

O teorema de Gödel e a computação

22 Ago

A prova que Kurt Gödel formalizou para a teoria dos números deveria ser seguida por um documento que demonstrasse que o mesmo método de aplicasse a grandes sistemas axiomáticos formais em outros contextos, a abordagem moderna feita pela Máquina de Turing (é importante dizer que foi feita quase simultaneamente por Emil Post), que é uma prova mais geral e que toca o problema proposto por David Hilbert originalmente, que foi abordado por Gödel.

A prova agora escrita em linguagem de sistemas, de Gödel aplicava-se a formalizaçãoGodelTuring particular da teoria dos números e procurou demonstrar que servia a sistemas axiomáticos formais, mas um conceito que não poderia ser determinado pelo documento original de Gödel, devido à falta de definição matemática de um procedimento efetivo de um algoritmo computacional, ou aquilo que Turing chamou de Máquina de Estado Finito.

Depois que Alan Turing conseguiu determinar o procedimento efetivo, inventando um computador idealmente idealizado, agora chamado de máquina de Turing (também feito de forma independente por Emil Post), tornou-se possível avançar de forma mais geral.
O requisito fundamental de Hilbert para um sistema matemático formal era que havia um critério objetivo para decidir se uma prova estava escrita na linguagem do sistema. Em outras palavras, existe uma prova mais moderna seja ela a máquina de Turing, seja um algoritmo, ou um programa de computador, feito  para verificação de provas.

Assim a definição moderna e compacta do sistema axiomático formal como um conjunto de asserções recursivelmente enumerável é uma conseqüência imediata de um programa que trabalhe com um grande conjunto de teorema, que pela quantidade de axiomas, se tratados humanamente, levariam uma quantidade astronomica de tempo, algumas proposta foram feitas mais cedo em LISP (Levin, 1974) e mais recentemente por Gregory Chaitin (1982) ao propor que a Teoria da Informação de Algoritmos se propõe a trabalhar sobre objetos individuais em vez de conjuntos e distribuições de probabilidades propostos por Claude Shannon e Norbert Wiener. Assim a questão correta seria (Chaitin, 1982) quantos bits são necessários para calcular um objeto individual ?

A teoria da informação algorítmica se concentra em objetos individuais, em vez de nos conjuntos e distribuições de probabilidade considerados na teoria da informação de Claude Shannon e Norbert Wiener. Quantos bits é necessário para definir como calcular um objeto individual? Estes problemas levaram a teoria da Computabilidade.

A chamada teoria da computabilidade, também chamada de teoria da recursão, é um ramo da lógica matemática que foi originado na década de 30 com o estudo das funções computáveis e dos graus de Turing, foram estudadas por Kolmogorov, Chaitin, Levin, Martin-Löf e Solomonoff, ainda há inúmeros trabalhos sobre a questão.

A questão da completude, ou a classe NP-completo, é o subconjunto dos problemas NP da complexidade computacional,  verifica de que modo que todo problema em NP pode reduzir, com uma redução de tempo polinomial, a um dos problemas NP-completo, verificando se o problema é computável, na prática, se o algoritmo existe.

 

Histórias desconhecidas da computação

21 Ago

Charles Babbage construiu duas máquinas chamadas Analytical Engine e Diferential Engine,MEMEX estas máquinas, suas sistematizações e pensamentos não teriam chegadas até nós não fosse o trabalho paciente de Ada de Lovelace (1815-1852), filha de Lord Byron que compilou e organizou o trabalho deste pioneiro, tornando-o compreensível aos matemáticos da época.

Mais tarde David Hilbert (1862-1943) listou 23 problemas matemáticos sem soluções, dos quais um deles era organizar um sistema algébrico de modo a resolver a questão da computabilidade de problemas por algoritmos, Kurt Gödel pensando neste problema cria um paradoxo sobre a completude de sistemas, afirmando que não poderá provar tendo a prova por uma asserção dentro do sistema, então problemas de consistência debilitam tais sistemas.

Assim era necessária que a lógica além de ser construída com boas propriedades: tivesse consistência (ausência de contradições), completude (qualquer proposição  seria ou verdade ou falsa de forma exclusiva) e o sistemas fossem decidíveis (existência dum método permitindo estabelecer se uma fórmula qualquer  determinasse se a formula era verdadeira ou falsa).

Esta última propriedade foi chamada por Hilbert como o “entcheidungsproblem”, ou problema da “decisão”.

Alan Turing e Claude Shannon trabalhando em maquinas de codificação (para mensagens do governo americano) e decodificação (uma máquina chamada Enigma foi capturado do exercito de Hitler), como ambos os projetos eram secretos, se encontram em refeições e intervalos do trabalho, conforme indica o livro de James Gleick e conversam sobre o problema proposto por Hilbert e não solucionado por Gödel, um documento secreto prova esta passagem de Turing, que era inglês, pela Bell Laboratories, onde trabalhou em decifrar o código da máquina Enigma.

Durante o trabalho de Claude Shannon no laboratório de Vannevar Bush, este sugeriu a ele a Álgebra de Boole.

Shannon neste período trabalhou como monitor no MIT no laboratório de Vannevar Bush, que havia proposto uma máquina “de leitura” chamada de MEMEX (apareceu na revista TIME – foto) não era propriamente um computador, mas uma máquina para cruzar informações de livros (a máquina do seu laboratório era para traçar gráficos estatísticos).

Mais tarde usando o modelo do matemático Alonzo Church que finalizou o projeto de Alain Turing , e a chamada Máquina de Turing é na verdade baseada no modelo de Turing/Church.

O modelo de Norbert Wiener eram máquinas de modelos eletrônicos de feedback, embora seja ele que fundou a Cibernética, a ideia era de criar modelos para movimentos e transformá-los em modelos de solução de problemas, eram contemporâneo de Vannevar Bush do MIT.

 

Os hologramas chegaram

15 Ago

Embora sejam recentes e ainda há muita tecnologia para que se tornemAoHologram realidades “aumentadas” em nosso cotidiano, os hologramas chegaram pelo caminho que é o mais rápido de ser antecipado, o mundo da arte.

Em muitos ambientes recentes são necessários headseats para mesclar o holograma com o mundo real, e criar o que ficou conhecido como realidade aumentada, em outros usam-se espelhos ou projeções 2D para enganar nosso cérebro e ver as figuras em pleno ar, mas agora o salto para o futuro foi audacioso.

Segundo o artista Joanie Lemercier, imaginou a técnica pensamento nos filmes Minority Report e a saga Star Wars, para dar vida ao “no-logram”, a visão que tem da realidade aumentada, e fazer com que os visitantes de suas “instalações” curtam o conteúdo em sua própria perspectiva sem depender de equipamentos específicos, e por enquanto, são projeções geométricas e formas produzidas em sensoriamento (por exemplo, de um corpo humano ou de uma peça artística), formas geométricas e com movimentações dinâmicas para entreter o público,.

Mas ele utiliza tecnologias de monitoramento “tradicionais”, como análise de imagens e sensores de profundidade para fazer formas sejam projetadas adequadamente.

Enquanto o cenário da indústria segue em sofisticação, este cenário mais simples parece ser mais efetivo uma vez que recorre a tecnologias existentes, e ao criar formas praticamente humanas (veja uma das projeções feitas por Lemercier), parece mais efetivo.

O próprio artista já prevê que num futuro bem próximo, ele pensa em usar gás comprimido e névoas com partículas finas de água para exibir projeções num ambiente ecologicamente inofensivo, e que estarão simulando impressões volumétricas em ambientes imersivos.

 

 

Sistemas peritos, confiança e fé

10 Ago

Toda a teoria de Giddens, revista em alguns aspectos nos posts anteriores,almoco_1932 é condicionada a estruturação e ao que chama de sistemas peritos, mas estes por sua vez estão fundamentados naquilo que chama de confiança também já explicada nos posts, com ressaltas a questão da fé.

Os sistemas peritos, conforme vistos por Giddens são o mais importante mecanismo de desencaixe, descritos assim:  “sistemas de excelência técnica ou competência profissional que organizam grandes áreas dos ambientes material e social em que vivemos hoje”. Apesar da maioria das pessoas leigas consultarem, apenas periodicamente, profissionais mas todos eles sob grande suspeita, por isto tantas teorias novas e tantos “sistemas alternativos”.

Embora o autor admita que a fé: “a confiança é inevitavelmente, em parte, um artigo de ” (Giddens, 1991, pag. 39), porém acrescenta: “há um elemento pragmático na , baseado na experiência que estes sistemas [peritos] geralmente funcionam como se espera que eles o façam” (idem).

Admite por último que embora fé e confiança “estejam intimamente ligadas” faz uma distinção entre as duas e se fundamentará para isto a distinção que Luhmann faz em faz em sua obra sobre confiança Trust and Power (Chichester: Wiley, 1979), o resto fica muito vago.

É importante dizer que esta fé não é propriedade exclusiva das cosmogonias ocidentais, na verdade todas religiões mesmo as não ocidentais terão alguma forma de fé, que isto sim é necessário distinguir de crença como crença em um só Deus (religiões monoteístas), em muitos Deuses (politeístas), onde não só humanos mas também animais, plantas, rochas, características naturais possuem “alma” sem diferenciá-las do mundo físico.

A fé é uma adesão a alguma hipotese que a pessoa aceita sem nenhuma prova racional e isto está na origem etimológica do latim fide, aqui razão não tem o significado moderno, mas o de raciocínio feito na mente, assim ela não seria cega, mas apenas antes de qualquer raciocínio, um epoché moderno, ou seja, tem uma forma de razão que é aceitar coisas além de nossos pré-conceitos.

Significa em última análise um passo a frente não no escuro, mas no mistério e ainda mais importane que isto é encontrá-lo avante, significa sair do limite do “sistema”.

A maioria das pessoas dá este passo por se encontrar (aparentemente) diante de um abismo, de um vazio, porém poderia fazê-lo conscientemente (assim não é totalmente cego) se acreditasse no que vem pela frente, tipo faça e tenha fé que tudo está bem, como a foto clássica de trabalhadores numa viga suspensa no que seria hoje, o RCA Rockefeller Center, tirada no dia 20 de setembro de 1932 e publicada no New herald Tribune em 2 de outubro daquele ano.

 

Um grande Iceberg se separa da Antártica

24 Jul

Um dos dez maiores se desprendeu da Antártida, o continente gelado do polo sul, a ponto Antarcticade fazer com que este continente modifique sua geografia perdendo uma das pontas, garantiu Adrian Luckman, professor da Universidade de Swansea e principal investigador do projeto Midas, que monitora esta plataforma desde 2014.

Segundo Luckman “O iceberg é um dos maiores registrados e seu progresso futuro é difícil de prever”, e acrescentou que esta ilha de gelo,  “poderá continuar reunido em um único pedaço, mas é mais provável que se separe em fragmentos. Parte do gelo pode continuar na área durante décadas e partes do iceberg podem flutuar para o Norte e entrar em águas mais quentes”.

O iceberg pesa mais de um trilhão de toneladas, e mede 5.800 quilômetros quadrados (área que é, por exemplo, quatro vezes maior que a cidade de São Paulo ou equivalente ao Distrito Federal), se soltou da plataforma de gelo Larsen C da Antártida, entre o dias 10 e 12 de julho de 2017, segundo os pesquisadores Universidades de Swansea e de Aberystwyth, no País de Gales, e do Instituto de Pesquisa Antártico Britânico (BAS, na sigla em inglês), o site do projeto Midas entretanto não afirma que seja devido ao aquecimento global, esta prova “científica” é um pouco mais complexa.

O evento, ainda que tenha ocorrido algo semelhante em 2013, torna mais inquestionável o aquecimento do planeta e as consequências que podem ser devastadoras ao longo dos anos se continuarmos em desequilíbrios climáticos, como os incêndios registrados na Europa e frio no sul da America Latina, como vivemos na semana passada.

É bom lembrar que o governo Trump rompeu unilateralmente os acordos sobre o clima, e apesar de toda pressão, em especial a Europeia, continua reticentes contra as evidências de que devemos tornar o planeta sustentável, e que podemos caminhar para uma enorme catástrofe climática com consequências na vida de todo o planeta

 

A república Romana

20 Jul

Os romanos inicialmente acreditavam que a origem do rei era divina e ImperioRomanoestabeleceram a Monarquia, mas depois no 509 a.C., derrubaram o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, e fundaram a República Romana estabelecendo dois magistrados como governo.

O início da República, a sociedade romana era dividida em quatro classes: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos, em geral povos que eram derrotados em guerras.

Dentre estas guerras, destaca-se os  mais de 100 anos contra Cartago, as Guerras Púnicas e em seguida, as guerras na Península Ibérica (conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental.

Os territórios ocupados eram transformados em províncias, elas eram obrigadas a pagar impostos ao governo de Roma e aos poucos, o exército romano transformou-se em um grupo imbatível.

Sua organização militar era formada por três tipos de pessoas:
– Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana
– Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados)
– Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)

O exército construiu estradas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas, eram especialistas em montar fortificações.

A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões.

As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas, mas já nos anos IV d.C. apresentava sinais de decadência.

 

A sociedade grega antes de Sócrates

17 Jul

Deve-se entender Platão e Aristóteles e com eles toda a formação clássica do AcropoleOcidente, dos quais somos herdeiros em três aspectos didaticamente separados: o sociológico,

O aspecto sociológico, que diz respeito aos elementos da sociedade política criada pelo homem, diferentemente do período romano, onde o poder militar aparece com destaque, o princípios tanto em Platão (que dialoga com Socrates) como Aristóteles, seu discipulo, o aspecto filosófico se destaca, e o terceiro, importante, é o histórico.

A sociedade grega entre XII a.C à VIII a.C, chamado Homérico pois é o período escreveu Ilíada e Odisseia, houve a criação de diversas comunidades gentílicas, com uma forma de organização rural, mas com estruturas políticas nascentes.

Eupátridas nome da  pequena classe dominante, o termo grego significa ‘’bem-nascido’’, se responsabilizavam por tomar decisões políticas e por coordenar instituições e organizar os instrumentos a serem usados nos trabalhos, mesmo nas terras e guerras

Haviam ainda os Georgoi, ou “pequenos agricultores” e os Thetas, ou “marginais”, que eram recrutados em colheitas e construções, mas os escravos ainda eram em pequeno número.

Criaram-se as fratrias, no intuito de estabelecer a preservação das terras, mas e o “poder” e no período de Platão (427-347 a.C.) começa a ser estabelecida a ideia que deve-se formar os cidadãos e que os filósofos seriam os melhores para governar as cidades-estado.

O período subsequente nasce a escola peripatética ou o Liceu de Aristoteles (384 a.C  -322 a.C.) que vai estabelecer o conceito de Pólis e uma doutrina para ela: a Política, mas não se deve separar estes estudo do seu escrito “Ética a Nicômaco”.

A pólis tinha o poder num local mais alto, determinado acrópole, e depois palácios e templos.

No aspecto doutrinário-filósofico, pode-se analisar o Estado como foi concebido na antiguidade: a República de Platão e a Política de Aristóteles.