Warning: Declaration of wp_option_choose_color_scheme::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/choose-color-scheme.php on line 39

Warning: Use of undefined constant wp_cumulus_widget - assumed 'wp_cumulus_widget' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/plugins/wp-cumulus/wp-cumulus.php on line 375
Neurociência « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
RSS
 

Arquivo para a ‘Neurociência’ Categoria

[:pt]Empatia forçada e verdadeira[:en]Overworked and true empathy [:]

23 fev

[:pt]O fato de sorrir sempre e ter necessidade de se mostrar feliz pode ser altruísmo e até mesmo heroísmo de muitas pessoas, o que deveria nos dar confiança e empatia deveria ser a transparência, que nem sempre é empática.
Claro isto não significa ser mal-educado ou grosseiro, nem desvio de personalidade, mas o alívio do dualismo interior diante da verdade, mesmo quando ela não é simpática, faz a pessoa ter maior coerência interna, que não se confunde com identidade.
Identidade pode ser pessoal, em grupo ou cultural, algumas vezes é confundida com ser conivente ou conveniente, mas na raiz isto é falsidade, portanto a empatia tem seu lugar diante da verdade e do ser, nem sempre da ética social que dita regras de conveniência e “legalidade”, o que passou a ser chamado de politicamente correto, mas bem poderia ser politicamente conveniente.
Desde a década de 30 se fala do brasileiro como o “homem cordial”, embora haja uma grande distância antropológica e histórica da politicamente correto, não seria isto apenas a atualização.
Empatia então deveria ser bom humor no sentido de capacidade de com serenidade entrar em problemas e questões polêmicas e com forte possibilidade de polarização, o mundo hoje precisa disto, e, portanto, confundi-la com hipocrisia, sorriso fácil ou apenas tolerância pode ser “cordial”, podendo não ser um sentimento verdadeiro.
Na verdade fazer ao outro o que gostaríamos que fosse feito para nós, não é o sistema empático, o que a neurociência mostra é que temos um conjunto de neurônios chamados neurônios-espelho que diz que imitar o outro é uma forma empática muito natural, que não é só a de fazer algo ao outro pelo simples fato que gostaríamos que fosse feito a nós, no fundo estamos “pedindo” algo que queremos, é saber como o Outro QUER que seja algo feito a ele, isto sim é empático.
A empatia significa o dom que todos tem, de poder sentir o que o outro sente, assim falar de Outro é a verdadeira forma tanto de encontrar um dom inato da humanidade, a neurociência revela, como também tornar esta verdade explícita, existimos e sentimos o Outro, só o negamos assumindo um falso eu, pois temos como “habilidade” natural a empatia, e só por um treino constante de negar-se ou por algum condicionamento social, perdemos a empatia.

A pandemia tornou muita gente amarga, insatisfeita e de certa forma acentuou o individualismo, em O sócio e o próximo (Le socius et le prochain), Paul Ricoeur explica esta diferença de relação.
Não há, portanto, eu verdadeiro sem o Outro, sem a empatia com o Outro, natural e não forçada, que feita assim é uma encenação e o Outro sentirá, a empatia é assim ontológica, parte do Ser.
A jovem Tati Fukamati explica num vídeo sua descoberta da empatia na neurociência, é uma boa iniciação para aqueles que desejam ser mais empáticos.

 [:en]Always smiling and needing to be happy can be altruism and even heroism of many people, which should give us confidence and empathy should be transparency, which is not always empathic. Of course, this does not mean being rude or rude, nor deviation from personality, but the relief of inner dualism in the face of truth, even when it is not sympathetic, makes one have greater internal coherence, which is not confused with identity.
Identity may be personal, group or cultural, sometimes confused with being conniving or convenient, but at the root this is falsehood, so empathy has its place in the face of truth and being, not always the social ethics that dictate rules of convenience. and “legality,” which has come to be called politically correct, but could well be politically convenient.
Since the 1930s, the Brazilian has been spoken of as the “cordial man”, although there is a great anthropological and historical distance from the politically correct, this would not be just the update.
Empathy should then be a good mood in the sense that the ability to calmly get into controversial issues and issues with a strong possibility of polarization, the world today needs this, and therefore confusing it with hypocrisy, easy smile or just tolerance can be “ cordial ”and may not be a true feeling.

The pandemic has made many people bitter, dissatisfied and in a way accentuated individualism, in The partner and the next (Le socius et le prochain), Paul Ricoeur explains this difference in relationship.

In fact, doing to the other what we would like it to do for us, is not the empathic system, what neuroscience shows is that we have a set of neurons called mirror neurons that say that imitating the other is a more natural empathic form than To do something to another simply because we would like it done to us, deep down we are “asking” for something we want.

Empathy means the gift that everyone has to be able to feel what the other feels, so to speak of the Other is the true way of both finding an innate gift of humanity, neuroscience reveals, as well as making this truth explicit, we exist and feel the Other.
We only deny it by denying the self that has empathy as a natural “skill”, just by a constant denial training. There is, therefore, no true self without the Other, without the empathy with the Other, natural and not forced, which is thus made a staging and the Other will feel, empathy is thus ontological, part of Being.
The vídeo of  TedX by psyquiatrist Helen Riess is very interesting:https://www.youtube.com/watch?time_continue=23&v=baHrcC8B4WM

 [:]

 

[:pt]Consciência e verdade[:en]Conciousness and truth[:]

23 jun

[:pt]Um dos truques mais comuns é dizer uma meia-verdade, uma mentirinha sem maldade ou aquilo que suaviza nossa consciência quando sabemos que estamos fazendo o que está errado, não se trata do politicamente correto, pois em muitos casos pode-se dizer aquele político “bom” se corrompeu, tornou-se ditador ou é incapaz de diálogo.

Uma frase conhecida de William Shakespeare é “Sabemos o que somos, mas ainda não sabemos o que podemos chegar a ser”, que é uma frase tão interessante quanto “To be or not to be”, porque significa que podemos Ser além do ser atual, assim há um devir, assim not to be and I will be.  

A esfera interior na qual saciamos vazios emocionais, frustrações ou ansiedades, por exemplo na bebida ou na comida, estamos preenchendo o vazio saciando temporariamente, mas ele voltará de tempos em tempos.

A relação com a filosofia é ampla, desde Platão que definiu o mito da caverna como passar do mundo das sombras, onde nos vemos como projeções no fundo da caverna para uma esfera elevada, autêntica e onde há verdadeira liberdade, e o medo das meias-verdades some.

A verdadeira consciência não é nem um despertar, nem uma iluminação, mas um “desvelar” tirar o véu, e o primeiro passo é que a consciência seja consciência de algo, onde encontrei limites ou um NÃO inesperado, não só uma dor, mas um obstáculo à primeira vista intransponível.

A psicologia Gesltat, com forte influência da hermenêutica, define como dar-se conta de algo (awareness) e encontramos correspondente na filosofia japonesa, por exemplo, como “satori”, tirar as camadas superficiais para encontrar o núcleo de algo.

Os três passos para adentrar estas camadas são: despertar para nossa zona mais profunda, no aspecto emocional, nossos medos, angústias e inquietações, o segundo requer o que acontece no seu exterior, o contexto, as pessoas e situações que invisto sem resultados, e o terceiro, bem mais complexo sabe o que sente, o que acontece em seu exterior, mas há preconceitos, barreiras e algo que o faz se defender e não passar de certos limites.

Exerça uma mudança, não basta encontrar os pontos fortes, é justamente nos pontos fracos que suas defesas estão fragilizadas, e, elas estão articuladas com seus enganos e vivências.[:en]One of the most common tricks is to say a half-truth, a lie without malice or that which softens our conscience when we know that we are doing what is wrong, it is not a matter of politics because in many cases it is difficult to say that “good” politician if corrupted.

A well-known phrase from William Shakespeare is “We know what we are, but we still don’t know what we can become”, which is as interesting a phrase as “To be or not to be”, because it means that we can be beyond being current , so there is a becoming, so “not to be and I will be”.

The inner sphere in which we satiate emotional voids, frustrations or anxieties, for example in drink or food, we are filling the void by temporarily satiating, but it will come back.

The relationship with philosophy is broad, since Plato who defined the myth of the cave as passing from the world of shadows, where we see ourselves as projections at the bottom of the cave to a high, authentic sphere and where there is true freedom, and the fear of the half- truths disappear.

True consciousness is neither an awakening nor an enlightenment, but an “unveiling” to remove the veil, and the first step is that consciousness is awareness of something, where I found limits or an unexpected NO, not only a pain, but a obstacle at first insurmountable sight.

Gesltat psychology, with a strong influence of hermeneutics, defines how to be aware of something (awareness) and we find a correspondent in Japanese philosophy, for example, as “satori”, to remove the superficial layers to find the nucleus of something.

The three steps to enter these layers are: to awaken to our deepest zone, in the emotional aspect, our fears, anxieties and concerns, the second requires what happens outside, the context, the people and situations that I invest without results, and the third, much more complex, knows what he feels, what happens outside, but there are prejudices, barriers and something that makes him defend himself and not go beyond certain limits.

Make a change, it is not enough to find the strengths, it is precisely in the weaknesses that your defenses are weakened, and they are articulated with your mistakes and experiences.

 [:]

 

[:pt]Equilíbrio e calma em tempos de crise[:en]Balance and calm in times of crisis [:]

08 maio

[:pt]Visto o agravamento da crise pandêmica no Brasil e alguns países das Américas, a chegada do frio neste hemisfério e o esgotamento do Sistema de Saúde, sem o #LockOut preventivo, teremos que fazer agora uma intervenção emergencial, com as consequências que ela traz.
É preciso nesta situação uma disciplina que culturalmente não temos, uma consciência que nem sempre se entende bem o que é, só há a consciência de algo, e neste caso é a saúde pública e os cuidados extremamente necessários e urgentes para que a curva inicie um processo de recuo.
Aquelas pessoas que têm alguma espiritualidade, que conseguem nesta situação equilíbrio precisam ajudar o conjunto da população, defender os médicos, enfermeiros e pessoal de apoio que trabalham na saúde (motoristas, secretários, socorristas etc.) para ter condições de trabalho.
Existem diversas formas de encontrar o equilíbrio pessoal, exercícios físicos e respiratórios, leitura, música e relaxamento, porém o estado da alma é que conta mais, e na turbulência do perigo de uma pandemia, é essencial encontrar uma forma de espiritualidade, de pensamentos e de Ser.
Para os cristãos que creem na existência de um Deus onipotente e soberano sobre todas as coisas que regem suas vidas, sabe que a atitude interior é de passividade, de tolerância e de um profundo Amor a todos que o cercam, e nesta pandemia ter atitudes de proteção a todos.
O consolo de suas almas, para espiritualidades cristãs verdadeiras, é a crença no Amor de Deus.
Está escrito pelo evangelista João (Jo 14,1-2): “não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também [Jesus]. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós”, e sua morada terrena agora é refúgio.[:en]Given the worsening of the pandemic crisis in Brazil and some countries in the Americas, the arrival of the cold in this hemisphere and the exhaustion of the Health System, without the preventive #LockOut (in Brazil), we will now have to make an emergency intervention, with the consequences that it brings.
In this situation, we need a discipline that we do not have culturally, an awareness that is not always well understood, there is only awareness of something, and in this case it is public health and the extremely necessary and urgent care for the curve to start a retreat process.
Those people who have some spirituality, who achieve balance in this situation need to help the population as a whole, defend the doctors, nurses and support staff working in health (drivers, secretaries, rescuers, etc.) to have working conditions.
There are several ways to find personal balance, physical and breathing exercises, reading, music and relaxation, but it is the state of the soul that counts most, and in the turbulence of the danger of a pandemic, it is essential to find a form of spirituality, thoughts and to be.
For Christians who believe in the existence of an omnipotent and sovereign God over all the things that govern their lives, he knows that the inner attitude is one of passivity, tolerance and a deep Love for all those around him, and in this pandemic having attitudes of protection for all.
The comfort of their souls, for true Christian spiritualities, is the belief in the Love of God. It is written by the evangelist John (Jn 14,1-2): “Do not let your heart be disturbed. You have faith in God, have faith in me too [Jesus]. In my Father’s house there are many addresses. If not, I would have told you. I will prepare a place for you ”, and his earthly #StayAthome is now a refuge.[:]

 

[:pt]O medo entre a filosofia e a realidade[:en]Fear between philosophy and reality[:]

06 maio

[:pt]É preciso diferenciar medo, angústia e ansiedade, aqueles que culpavam o mundo “virtual” (o virtual vem de virtus que é a raiz também de virtude) devem perceber na pandemia que não estavam corretos, é a situação de inapropriação que leva ao medo.

Também a angústia, outro sentimento típico nesta pandemia, é um sentimento ligado a não pertença ou não compreensão da realidade que se vive, pode-se dizer que é quase o contrário do medo já este gera uma impropriedade, isto é, não enfrentamos o problema ou o adiamos ou saímos pela positividade, assim ou aceleramos a vida, como um correr do “perigo”, ou somos otimistas, “isto passa” como se diz aos pequenos.

Deixamos a ansiedade para o fim, ela é o final de um ciclo, fizemos um post muito tempo atrás para explicar que não era correto atribuí-la a tecnologia a ela, há um livro chamado Ansiedade da Informação (Wurman, 1989) que trata o tema, entretanto, na psicologia ela é o final deste ciclo: medo, angústia (liga a um sistema de crenças ou outro) que chega a ansiedade e pode levar à síndrome do pânico ou à de Burnout, que realimenta o ciclo com o medo.

A primeira questão portanto é tratar o medo com a impropriedade combatendo-o com a-propriação, isto é, entender o que o causa, torná-lo consciente e com isto a etapa seguinte da angústia possa ser bloqueada, porque não fugiremos da realidade, a ideia de esconder ou ignorar os fatos é que realimenta este ciclo.

Não precisamos ser especialistas ou médico no caso da pandemia, para entender que algumas medidas são necessárias, que sem elas entramos uma angústia e isto sim pode levar ao stress do pânico, conscientes enfrentamos até mesmo o problema da internação ou das dificuldades sociais causadas pelo isolamento.

Também isto explica porque algumas pessoas que fazem apenas um raciocínio primário, caem no lugar comum de encontrar inimigos fictícios (a inapropriação os leva a angústia por estarem sem respostas) e na última etapa quando as fatalidades chegam, os levam ao pânico ou a síndrome de Burnout, assim faz todo sentido algumas claques que saem as ruas pedindo o fim do “isolamento”,  já é o pânico no estágio primário.

Como são as crenças e sistemas que levam a última etapa, trato o problema religioso, que nada tem a ver com espiritualidades que buscam o equilíbrio, e até mesmo em sugestões de psicólogos você vai encontrar tais como, faça uma autoanálise e tenha autocontrole, uma boa espiritualidade ajuda, um fanatismo religioso prejudica e acelera este processo.[:en]It is necessary to differentiate between fear, anguish and anxiety, those who blamed the “virtual” world (the virtual comes from virtus which is the root of the virtuous) must realize in the pandemic that they were not correct.

Anguish, another typical feeling in this pandemic, is a feeling linked to not belonging or not understanding the reality we are experiencing, it can be said that it is almost the opposite of fear, since it generates impropriety, that is, we do not face the problem or we postpone it or leave it by positivity, that is, we speed up life, like running from “danger”, being optimistic.

We left anxiety for the end, it is the end of a cycle, we made a post a long time ago to explain that it was not correct to attribute technology to it, there is a book called Information Anxiety (Wurman, 1989) that deals with the topic, however, in psychology it is the end of this cycle: fear, anguish (links to a system of beliefs and systems) that reaches anxiety and can lead to panic and Burnout syndrome, which feeds the cycle with fear. http://marcosmucheroni.pro.br/blog/?p=6199#.XrF_E25FzIU

The first question, therefore, is to treat the fear that is impropriety with ownership, that is, to understand what causes it, to make it conscious and with this the next stage of anguish can be blocked, because we will not escape from reality, the idea of ​​hiding or ignoring facts is what fuels this cycle.

We don’t need to be specialists or in the case of medical pandemics, to understand that some measures are necessary, that without them we get into anguish and this can lead to panic stress, aware that we even face the problem of hospitalization and the social difficulties caused by isolation .

This also explains why people who do only primary reasoning fall into finding fictitious enemies (inappropriate that leads them to the anguish of being unanswered) and in the last stage when the fatalities arrive they lead to panic or the Burnout syndrome, so it makes sense that some cheerleaders who go out on the streets asking for an end to “isolation”, is panic.

As it is the beliefs and systems that take the last step, I treat the religious problem, which has nothing to do with spiritualities that seek balance, and even in suggestions from psychologists you will find do self-analysis and have self-control, good spirituality helps, religious fanaticism harms and accelerates the process.[:]

 

[:pt]Além do idealismo, novas lógicas e pandemia[:en]Beyond idealism, new logic and pandemic[:]

29 abr

[:pt]A simplificação de Kant levou a formulações abstratas tão complicadas que seria impróprio chamá-las de complexas já que ele pretendia a simplificação, porém a tentativa de reduzir 12 categorias e 3 três ideias centrais: a psicológica (alma), a cosmológica (o mundo como totalidade) e a teológica (de Deus).
Isto irá produzir um construto engenhoso, racional mas muito complicado que são os três juízos que ligariam Sujeitos (A) a predicados (B), os juízos: analíticos, sintéticos a priori e a posteriori, a ideia de juízos a priori foi a mais polêmica, porque vê a mente como tendo uma memória nata.
Edmund Husserl e Gottlob Frége que tinham forte formação lógica aritmética se debruçaram sobre este tema kantiano imaginando que a lógica não podia ser reformulada a partir da ação, isto é, não mudamos nossa mente porque nossa maneira de agir se modifica, nisto se baseia todos os que ao verem a mudança na lógica da vida cotidiana provocada pela pandemia, imaginam que a mente e a lógica da vida não mudarão.
O afastamento de Husserl da lógica Matemática para o mundo das experiências, sob forte influência de Franz Brentano que trabalhava a intencionalidade (veja o post anterior o outro eidos), o fez formular um novo mundo das experiências, desde as emoções humanas até a total vida do mundo (Lebenswelt).
Enquanto as Investigações Lógicas datam de 1900 e 1901, a sua ideia de intencionalidade formulada em sua fenomenologia como a volta às coisas mesmas, ou como elas se apresentam a consciência através da redução fenomenológica, o seu epoché, que é o de colocar nossos conceitos e pensamentos entre parênteses, uma discordância clara do cogito cartesiano.
No seu retorno ao eidos grego, promoverá a variação eidética, que pode ser explicada como a partir do epoché fenomenológico (colocar entre parêntesis conceitos) produz uma variação eidética sobre a ideia que tínhamos da coisa (conceitos, pensamentos ou objetos) e ela pode produzir ao final novos “horizontes”, categoria fundamental para o diálogo sobre o novo.
Nosso fenômeno pandêmico produziu um epoché, um novo olhar sobre uma virose mortal, tivemos que produzir uma variação eidética, o que pensamos dessa “gripezinha”, e isto deverá produzir novos “horizontes” sobre os conceitos de como viver o dia a dia: atitudes sanitárias, solidariedade econômica e reformulação total da vida em família: espaços, tempo, alimentação e relações e uso da tecnologia.
Os idealistas continuam a imaginar que tudo voltará a ser como antes, não fizeram o epoché, vivem da “lógica”. [:en]Kant’s simplification led to abstract formulations so complicated that it would be inappropriate to call them complex since he intended the opposite, but the attempt to reduce 12 categories and three central ideas: the psychological (soul), the cosmological (the world as a whole) ) and the theological (of God).
This will produce an ingenious, rational but very complicated construct, which are the three judgments that would link Subject (A) to predicates (B), the judgments: analytical, synthetic a priori and a posteriori, the idea of a priori judgments was the most controversial because it sees the mind as having a natural memory.
Edmund Husserl and Gottlob Frége, who had a strong arithmetical logic formation, looked at this Kantian theme, imagining that logic could not be reformulated based on action, that is, we do not change our mind because our way of acting changes, this is based on all who seeing the change in the logic of everyday life caused by the pandemic, they imagine that the mind does not change.
Husserl’s departure from mathematical logic to the world of experiences, under the strong influence of Franz Brentano who worked on intentionality (see the previous post, the other eidos), made him formulate a new world of experiences, from human emotions to total life of the world (Lebenswelt).
While the Logical Investigations date back to 1900 and 1901, their idea of intentionality formulated in their phenomenology as the return to things themselves, or how they appear to consciousness through phenomenological reduction, their epoché, which is to place our concepts and thoughts in parentheses, a clear disagreement with the Cartesian cogito.
On its return to the Greek eidos, it will promote eidetic variation, which can be explained as from the phenomenological epoché (putting concepts in parentheses) it produces an eidetic variation on the idea we had of the thing (concepts, thoughts or objects) and it can produce in the end new “horizons”, a fundamental category for the dialogue about the new.
Our pandemic phenomenon produced an “colletive” epoché, a new look at a deadly virus, we had to produce an eidetic variation, what we think of this “little flu”, and this should produce new “horizons” about the concepts of how to live the day to day: attitudes health, economic solidarity and total reformulation of family life: spaces, time, food and relationships and the use of technology.
Idealists continue to imagine that everything will be as it was before, they did not do the epoché pandemic.[:]

 

[:pt]Enternecer[:en]Tender[:]

23 mar

[:pt]Em tempos de #FicarEmCasa, uma boa leitura é indicada, ou ver um bom filme, mas nada de grandes dramas, sensacionalismo ou violência, as leituras que recomendo também que sejam para nos acalmar, nos pacificar e tornar a convivência próxima possível, numa palavra: enternecer.
Um dos livros indico para aproveitar o aconchego do lar, “O prazer de ficar em casa” (só tem em português e infelizmente está esgotado, best seller sem querer), onde a autora brasileira Leticia Ferreira Braga, sem saber os eventos atuais, escreveu em 2007, como melhorar a autoestima e o autoconhecimento, como organizar um consumo mais consciente e explorar os recursos naturais, o esforço para tornar o ambiente que vive mais agradável e também prático, sem luxo e simples.
Para quem gosta de pensar mais fundo, já indicamos e comentamos aqui diversas vezes, “A sociedade do cansaço” de Byung Chul Han, o coreano-alemão sabia que a humanidade caminhava a passos largos para um ativismo e tecnologismo exagerado (ele exagera também quanto ao uso da tecnologia que pode ser um bom recurso na situação atual), porém seu pensamento sobre a dificuldade de contemplação do homem moderno é uma boa reflexão, é preciso enternecer.
Pequenos hábitos de rotina no ambiente doméstico ajudam, fazer melhor a limpeza, até recomendável para o coronavírus, mas cuidado com o toc, evitar assuntos chatos e polêmicos, rir das próprias dificuldades, incluindo as limitações pessoais e dos familiares, enfim enternecer.
Se pudesse resumir uma atitude necessária para o ambiente familiar ficar senão aconchegante suportável é fazer o que não é agradável tornar-se, o que é duro suportável, o que é difícil tornar se possível de realizar, enfim suavizar-se e rever hábitos rudes e bruscos.
É quase uma reeducação cultural, ou fazemos isto ou a casa explode e explodimos junto.[:en]In times of #StayAtHome, a good reading is indicated, or watching a good movie, but no big dramas, sensationalism or violence, the readings that I also recommend that are to calm us down, pacify us and make coexistence possible, in a word Tenderize or Eternalizing.
One of the books I recommend to enjoy the warmth of home, “The pleasure of staying at home” (only in Portuguese and unfortunately sold out, best seller unintentionally), where Brazilian author Leticia Ferreira Braga, without knowing the current events, wrote in 2007, how to improve self-esteem and self-knowledge, how to organize more conscious consumption and explore natural resources, the effort to make the environment that lives more pleasant and also practical, without luxury and simple.
For those who like to think more deeply, we have already indicated and commented here several times, Byung Chul Han’s “The society of tiredness”, the Korean-German knew that humanity was striding towards an exaggerated activism and technologism (he also exaggerates how much the use of technology that can be a good resource in the current situation), but his thinking about the difficulty of contemplating modern man is a good reflection, it is necessary to be touched.
Small routine habits in the domestic environment help, make cleaning better, even recommended for the coronavirus, but be careful with the toc, avoid boring and controversial subjects, laugh at your own difficulties, including personal and family limitations, in short.
If I could sum up a necessary attitude for the family environment to be but cozy, bearable is to do what is not pleasant to become, what is hard to bear, what is difficult to make possible, to finally soften and review rude habits and abrupt.
It is almost a cultural re-education, either we do this or the house explodes and we explode togethe[:]

 

[:pt]O vírus e suas lições[:en]The virus and its lessons[:]

18 mar

[:pt]De repente a sociedade que não podia parar, a “sociedade do cansaço” do ritmo alucinante, dos espetáculos diários, tem que retomar uma visão que já não conhece mais, parar ou ao menos diminuir o ritmo, ficar em casa, conviver com os familiares que são quase estranhos.
O fato é que o universo, a natureza e nela a natureza humana tem suas leis, e estas podem ser além de um Big Bang, podemos estar dentro de uma bolha e cujas leis vem de “fora” dela.
Vi uma hashtag disparar e me surpreendi primeiro, mas depois fui aos poucos entendendo, principalmente jovens usavam #stayfuckatHome como resposta a “StayAtHome, claro não é fácil para quem nunca teve este hábito cultivado, agora ter que enfrentá-lo.
Não consegui com as ferramentas mensurar ambas as hashtags, mas o universo conspira e nos leva a parar e a ficar em casa, pois eventos são cancelados, não há o que fazer na rua, mesmo o comércio dá seus sinais de parada, e é claro que continuam a pensar no lado econômico.
Bom devemos salvar a economia, mesmo que isto signifique uma rápida explosão de um vírus, enfim o universo deu sua lição, não é a economia que vive para o homem, mas o homem que vive para que haja economia, e se ela tem suas próprias leis, que elas não contrariem a natureza e o homem, parece que temos um cheque mate.
As lições para o universo online são duplas, por um lado o presencial retoma um curso que nunca deveria ter saído, o mundo relacional presencial e os círculos fraternais e de outro a necessidade de relações que são públicas ou privadas terem ferramentas online adequadas.
O conflito existe nas duas pontas, nem fazemos as relações presenciais satisfatórias, são fugidias, autoritárias ou o que é pior indiferentes, e nem sabemos como nos comportar no mundo online (o virtual existe antes da internet e do universo digital), e sempre os que criticam usam mal e não compreendem a “lógica” deste universo que pede relações diferentes das presenciais.
Agora temos que marcar reuniões online, usar chats e vídeos e finalmente iremos além da pregação religiosa e ideológica para relações não-presenciais que sejam de fato “relação”, por que virtual vem do latim “virtus” que é parecido a “potencial” quer dizer devemos “cultivar” o virtual para se tornar de fato relação real (virtude vem de virtus), o presencial não garante a “relação”.
A grande lição, haverá muitas outras, é que devemos compartilhar e codividir responsabilidades para superar a crise pandêmica, que já é social e econômica, e depende da atitude de cada um.[:en]Suddenly the society that couldn’t stop, the “tiredness society” of the mind-boggling rhythm, of daily shows, has to resume a vision that you don’t know anymore, stop or at least slow down, stay at home, live with family members that are almost weird.
The fact is that the universe, nature and in it human nature has its laws, and these can be beyond a Big Bang, we can be inside a bubble and whose laws come from “outside” it.
I saw a hashtag go off and was surprised first, but then I gradually understood, mainly young people used #stayfuckatHome in response to “StayAtHome, of course it is not easy for those who never had this cultivated habit, now having to face it.
I was unable to measure both hashtags with the tools, but the universe conspires and makes us stop and stay at home, because events are canceled, there is nothing to do on the street, even the shops give their stop signs, and of course who continue to think on the economic side.
Well we must save the economy, even if it means a rapid explosion of a virus, in short the universe has taught its lesson, it is not the economy that lives for man, but the man who lives for there to be economy, and if it has its own laws, that they do not contradict nature and man, it seems that we have a checkmate.
The lessons for the online universe are twofold, on the one hand, face-to-face resumes a course that should never have left, the face-to-face relational world and fraternal circles and on the other the need for relationships that are public or private to have adequate online tools.
Conflict exists at both ends, nor do we make satisfactory face-to-face relationships, are elusive, authoritarian or worse, indifferent, and we don’t even know how to behave in the online world (the virtual exists before the internet and the digital universe), and always who criticize use it badly and do not understand the “logic” of this universe that asks for relations different from those in person.
Now we have to schedule online meetings, use chats and videos and finally we will go beyond religious and ideological preaching to non-face-to-face relationships that are in fact “relationship”, because virtual comes from the Latin “virtus” which is similar to “potential” either saying we must “cultivate” the virtual to become a real relationship (virtue comes from virtus), the face-to-face does not guarantee the “relationship”.
The great lesson, there will be many others, is that we must share and share responsibilities to overcome the pandemic crisis, which is already social and economic, and depends on the attitude of each one.[:]

 

[:pt]Sensatez e causa pública[:en]Sensibility and public cause[:]

16 mar

[:pt]A saúde é causa pública, quase todos concordam, mas ao propor medidas protetivas muita gente, ao não ver os casos explodirem e o número de infectados crescer não entendem o porque e fazem delas uma piada ou desdém, foi assim em países que depois acordaram, é o caso da Itália cujo número de mortes explodiu ontem, Espanha e Portugal, onde o movimento nas ruas sumiu e muitos produtos no mercado também.
A Itália registrou 368 mortes, um crescimento de 25% apenas neste domingo, e o número de infectados passou para 3690 neste fim de semana, a Espanha e Portugal o número de pessoas que decidiu ficar em casa praticamente paralisou o país e para que isto seja possível, as famílias fizeram estoques, então supermercados diminuíram as ofertas, quem não se preveniu pode ficar sem alguns produtos.
Diversas autoridades se pronunciaram sobre os efeitos, há um vídeo verdadeiro de uma reunião que houve no Incor, e um falso atribuído a universidade de Stanford, também é falso que Cuba tenha enviado vacina a China, um fake falso e ridículo é que limão e vitamina C combate o vírus.
A politização do tema é também pouca preocupação com a população, todos devemos combater pois em breve a explosão do corona vírus vai acontecer no Brasil, o que muitos especialistas se preocupam é a capacidade do Sistema de Saúde responder, isto no mundo todo e também no Brasil, com a proteção a curva será menos acentuada e o sistema terá capacidade de resposta, o gráfico acima explora com e sem as medidas protetivas.
O Vídeo mais completo sobre o assunto, porque trata também do aspecto cultural e comportamento no combate a uma pandemia, é o da profa. Dra. Claudia Feitosa Santana, da USP:
https://www.youtube.com/watch?v=bEIvwCCMsEY[:en]Health is a public cause, almost everyone agrees, but when proposing protective measures, many people, not seeing the cases explode and the number of infected people growing, do not understand why and make them a joke or disdain, it was like that in countries that later woke up, this is the case of Italy, whose number of deaths exploded yesterday, Spain and Portugal where the movement on the streets disappeared and many products on the market as well.
Italy recorded 368 deaths, an increase of 25% just this Sunday, and the number of infected people went to 3690 this weekend, Spain and Portugal the number of people who decided to stay at home practically paralyzed the country and for this to be as possible, families have stocked up in supermarkets, they have reduced offers, those who have not been prevented may be left without some products.
Several authorities have commented on the effects, there is a real video of a meeting that took place at Incor (Heart Institute), and a fake attributed to Stanford University, it is also false that Cuba sent vaccine to China, a fake and ridiculous fake is that lemon and vitamin C fights the virus.
The politicization of the issue is also of little concern for the population, we must all fight because soon the explosion of the coronavirus will happen in Brazil, what many experts are concerned about is the capacity of the Health System to respond, all over the world and also in Brazil , with protection the curve will be less steep and the system will have a response capacity, the graph above explores with and without protective measures.
The most complete video on the subject, because it also deals with the cultural aspect and behavior in combating a pandemic, is that of the profa. Dr. Claudia Feitosa Santana, from University of São Paulo, Brazil (is possible setting to English):
https://www.youtube.com/watch?v=bEIvwCCMsEY[:]

 

[:pt]Complexidade humana, finitude e psicologia[:en]Infinity and human complexity[:]

03 mar

[:pt]Nada mais débil que desejar prender o homem que torna-lo refém de ideias ou de métodos estáticos, assim não há tese e antítese, mas ser e não ser, Husserl afirmava que “pelo fato de conceber ideias, o homem se torna um homem novo, que, vivendo na finitude, se orienta para o polo do infinito”, mas ideia aqui aquele é o eidos da Grécia antiga.
Este conceito vem de uma raiz proto-indo-europeia “weid”, “ver”, origem das palavras, εἶδος (eidos) e ἰδέα (ideia), segundo o Dicionário “American Heritage Dictionary” , e sua origem pré-socrática está ligada a investigação sobre o que são as coisas em sua essência, e assim aparece a ideia de substância, como o que uma coisa é independente de suas mudanças de “forma”.
Edmund Husserl antevendo que resultaria a filosofia idealista que se fixou nas formas e que não enxergou mais a essência, afirmava “os filósofos, na atualidade, são muito aficionados a crítica em vez de estudar as coisas por dentro”, é devido a este fato que nos fixamos nas formas, e nos efeitos sem nunca nos remeter as coisas e as essenciais.
Assim se estabeleceu sua filosofia fenomenológica, é preciso retornar “às coisas mesmas”, em uma famosa expressão de Husserl, e sua fenomenologia é este caminho de volta as coisas, ao mundo da experiência vivida ou do “lebenswelt” (mundo-da-vida) que é o contrário do mundo das ideias, desde Parmênides, passando por Platão, até Kant e Hegel.
A fenomenologia nasceu da psicologia social de Franz Brentano recuperou a ideia de intencionalidade, vinda do conceito ontológico de consciência, sendo ela própria o que põe em relevo o ponto mais importante desta vivência, ou seja, a intenção elucida a estrutura do que é consciente.
O que se esconde então em toda vivência, é a intenção do que se é consciente, e se toda consciência só faz sentido como consciência de algo, a psicologia trata do que não é consciente ou não está acessível neste nível.[:en]Nothing weaker than wanting to arrest the man who makes him a hostage of ideas or static methods, so there is no thesis and antithesis, but to be and not to be, Husserl stated that “by conceiving ideas, man becomes a new man , who, living in finitude, is oriented towards the pole of infinity ”, but the idea here is the eidos of ancient Greece.

This concept comes from a Proto-Indo-European root “weid”, “see”, origin of the words, εἶδος (eidos) and ἰδέα (idea), according to the “American Heritage Dictionary”, and its pre-Socratic origin is linked the investigation of what things are in essence, and thus the idea of ​​substance appears, as what a thing is independent of its changes in “shape”.

Edmund Husserl foreseeing that the idealistic philosophy that became fixed in forms and that no longer saw the essence would result, affirmed “philosophers, at present, are very fond of criticism instead of studying things from the inside”, it is due to this fact that we fixate on forms and effects without ever referring to the essentials and things.

This is how his phenomenological philosophy was established, it is necessary to return “to the very things”, in a famous expression by Husserl, and his phenomenology is this way back to things, to the world of lived experience or the “lebenswelt” (world-of-life) ) which is the opposite of the world of ideas, from Parmenides, through Plato, to Kant and Hegel.

Phenomenology was born from the social psychology of Franz Brentano recovered the idea of ​​intentionality, coming from the ontological concept of consciousness, which itself highlights the most important point of this experience, that is, the intention clarifies the structure of what is conscious.

What is hidden in every experience, then, is the intention of what is conscious, and if all consciousness only makes sense as awareness of something, psychology deals with what is not conscious.[:]

 

[:pt]Inteligência humana além da artificial[:en]Human intelligence beyond artificial intelligence. [:]

15 jul

[:pt]Até muito recentemente acreditava-se que um determinado tipo de inteligência era preponderando a outros, o famoso teste de QI, por exemplo, determinava a inteligência de uma pessoa em números, o que caiu um pouco em descrédito, depois veio a fase da inteligência emocional, ela existe porque estamos em tempo de stress.
Com os avanços da inteligência artificial, apressadamente se discute nem sempre com critérios razoáveis, os avanços da inteligência artificial e o ponto de singularidade, ponto no qual as máquinas ultrapassarão em Inteligência o homem, mas o que é essa tal inteligência, pouco se responde, os especialistas dão respostas prontas, mas …
Devido a fatores conjunturais, sociais e culturais desenvolve-se um tipo de inteligência que é a lógica, capacidade de memória e grande talento para lidar com a matemática e lógica em geral, pode-se encontrar solução de problemas complexos, dizem os neurocientistas que ela está fortemente ligada ao lado direito do cérebro.
O segundo tipo é a inteligência motora, artistas e esportivas desenvolvem grandes talentos com uma expressão corporal e noção de espaço, distância e profundidade muito aguçadas, podem realizar movimentos complexos, graciosos e aguçados, como o nome diz está relacionada a capacidade motora.
Pessoas com boa capacidade de expressão escrita e oral tem um tipo de inteligência chamada de linguística, além da expressão tem um grau de atenção e sensibilidade para atender aos pontos de vistas alheios, é visível sua utilidade no mundo atual.
Pessoas com grande capacidade de imaginar e desenhar tanto no 2D como no 3D possuem um enorme talento para a arte gráfica, é a inteligência espacial, assim como a inteligência linguística tem grande sensibilidade e criatividade, porem seu universo é próprio e a interação com os demais se faz justamente por sua visão espacial.
A inteligência musical é aquela que nos faz enxergar pelos “sons”, são pessoas com uma grande facilidade para escutar músicas ou sons em geral e identificar diferentes padrões e notas musicais.
Dois tipos pouco comuns são as inteligências intra e interpessoal, sendo as estatísticas elas são as mais raras entre as pessoas e no entanto as mais próximos de nosso “ser”, a inteligência intrapessoal tem uma enorme facilidade para entender o que as pessoas pensam, sentem e desejam, enquanto a intra tem uma forte componente de “liderança” pois são pessoas capazes de causar grande admiração nos outros, e com inteligência especial ativa mobilizam e consegue se colocar em ação e colocar os outros para acompanha-la.
Claro isto é tão esquemático quanto outras classificações, mas é justamente pelo esquema que se pensa que a inteligência artificial poderia estar relacionada a isto, na verdade a inteligência humana é bem complexa enquanto a artificial é bem esquemática, mesmo sendo um esquema complexo.
O TED de Daniel Levitin já ultrapassou 14 milhões de vistas, e tem um ponto de vista interessante de um neurocientista:
https://www.ted.com/talks/daniel_levitin_how_to_stay_calm_when_you_know_you_ll_be_stressed#t-2216[:en]Until very recently it was believed that a certain type of intelligence was preponderating to others, the famous IQ test, for example, determined the intelligence of a person in numbers, which fell a bit into disrepute, then came the phase of emotional intelligence , it exists because we are in time of stress.
With the advances of artificial intelligence, the advances of artificial intelligence and the point of singularity, at which point machines will go beyond Intelligence in man, but what is this intelligence, is little questioned, the specialists give answers ready, but …
Due to conjunctural, social and cultural factors, a type of intelligence is developed that is logic, memory capacity and great talent to deal with mathematics and logic in general, one can find solution of complex problems, say the neuroscientists that she is strongly attached to the right side of the brain.
The second type is motor intelligence, artists and athletes develop great talents with a body expression and notion of space, distance and depth very sharp, can perform complex, graceful and sharp movements, as the name says is related to motor ability.
People with good written and oral ability have a type of intelligence called linguistics, in addition to the expression has a degree of attention and sensitivity to meet the views of others, is visible its usefulness in today’s world.
People with great ability to imagine and draw both in 2D and 3D have a great talent for graphic art, it is space intelligence, just as linguistic intelligence has great sensitivity and creativity, but its universe is itself and the interaction with others is done precisely by his spatial vision.
Musical intelligence is one that makes us see through the “sounds”, are people with a great facility to listen to music or sounds in general and identify different patterns and musical notes.
Two types uncommon are intra and interpersonal intelligences, and statistics are the rarest among people and yet the closest to our “being,” intrapersonal intelligence has an enormous facility to understand what people think, feel and desire, while the intra has a strong component of “leadership” because they are people capable of causing great admiration in others, and with special active intelligence mobilize and get to take action and put others to accompany it.
Of course this is as schematic as other classifications, but it is precisely by the scheme that artificial intelligence is thought to be related to this, in fact human intelligence is quite complex while the artificial one is very schematic, even though it is a complex scheme.
The TED by Daniel Levitin has already surpassed 14 million views, and has an interesting point of view of a neuroscientist:
https://www.ted.com/talks/daniel_levitin_how_to_stay_calm_when_you_know_you_ll_be_stressed#t-2216[:]