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[:pt]A Páscoa dos pães ázimos à eucaristia[:en]The Easter of Unleavened Bread to the Eucharist[:]

01 abr

[:pt]É verdade que a Pascoa comemorada pelos cristãos como a paixão, morte e ressureição de Jesus, já era comemorada com a passagem do povo hebreu da escravidão no Egito a sua terra prometida, hoje Israel, porém a festa é mais antiga.

Os dois sinais mais fortes do cristianismo é a morte de Jesus justamente no lugar do cordeiro que é sacrificado na festa judaica, lembrando o cordeiro que foi sacrificado por Abraão no lugar de seu filho, e sua ressurreição no dia de Páscoa, ou seja, a passagem para a vida eterna.

Porém a data é mais antiga, o calendário judaico é lunissolar, ou seja, se baseia nos ciclos do sol e da Lua, diferentemente do cristão que fica entre os equinócios do outono/primavera no hemisfério norte, e verão/outono no hemisfério sul.

A festa era comemorada ainda no exílio do povo judeu no Egito, calcula-se que a cerca de 3.500 anos, eles sacrificavam um cordeiro sadio, de um ano, numa data chamada de dia 14 de nissan, durante uma semana consumiam pão sem fermento e ervas amargas, e o sangue do animal era usado para marcar os umbrais das residências dos judeus, para que o anjo da morte que passaria não adentrasse aquelas casas.

Os pães consumidos neste período por serem sem fermento, são chamados pães ázimos que dão origem a festa que antecede a Páscoa, na sexta-feira o cordeiro é sacrificado, e deverá ser consumido antes do amanhecer e o que não for consumido deve ser queimado.

Jesus foi sacrificado justamente numa sexta-feira da Pascoa judaica e isto confirma o sinal profético previsto na bíblia, e na quinta-feira realiza a ceia com os pães ázimos, entretanto ao purificar e repartir o pão e o vinho, afirma: “este é meu corpo e meu sangue” instituindo a Eucaristia cristã, na qual acontece um evento aórgico, uma substância inorgânica torna-se orgânica e neste caso divino, eis a hóstia consagrada.

Os cristãos chamam de transubstanciação, porém todo nosso corpo, exceto a alma para os que creem, é também composto de substância inorgânica, e na escatologia cristã todo universo será transformado em corpo de Cristo, na visão de Teilhard Chardin sempre o foi, pois todo ele é seu corpo.

Assim pode-se dizer que o futuro do universo e da humanidade é tornar-se todo eucarístico.

Para os cristãos católicos, pelo menos no Brasil, é uma realidade triste, o lockdown proibiu a eucaristia no dia em que ela é celebrada, a quinta-feira santa. [:en]It is true that Easter celebrated by Christians as the passion, death and resurrection of Jesus, was already celebrated with the passage of the Hebrew people from slavery in Egypt to their promised land, today Israel, however the festival is older.

The two strongest signs of Christianity are the death of Jesus precisely in the place of the lamb that is sacrificed at the Jewish feast, remembering the lamb that was sacrificed by Abraham in the place of his son, and his resurrection on Easter day, that is, the passage to eternal life.

However, the date is older, the Jewish calendar is lunisolar, that is, it is based on the cycles of the sun and the moon, unlike the Christian who is between the autumn / spring equinoxes in the northern hemisphere, and summer / autumn in the southern hemisphere.

The feast was still celebrated in the exile of the Jewish people in Egypt, it is estimated that about 3,500 years ago, they sacrificed a healthy lamb, one year old, on a date called the 14th of nissan, for a week they consumed unleavened bread and bitter herbs, and the blood of the animal was used to mark the thresholds of the Jewish homes, so that the passing angel of death would not enter those houses.

The breads consumed in this period because they are unleavened, are called unleavened bread that give rise to the feast before Easter, on Friday the lamb is sacrificed, and should be eaten before dawn and what is not eaten must be burned.

Jesus was sacrificed just on a Easter Friday and this confirms the prophetic sign foreseen in the Bible, and on Thursday he performs the supper with unleavened bread, however, while purifying and sharing the bread and wine, he says: “this is my body and my blood ”instituting the Christian Eucharist, in which an aortic event takes place, an inorganic substance becomes organic and in this case divine, this is the consecrated host.

Christians call it transubstantiation, but our whole body, except the soul for those who believe, is also composed of inorganic substance, and in Christian eschatology the entire universe will be transformed into the body of Christ, in the view of Teilhard Chardin it has always been, because everything he is your body.

So it can be said that the future of the universe and humanity is to become all Eucharistic.

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[:pt]O futuro civilizatório[:en]The civilizing future[:]

31 mar

[:pt]Para muitos, já a Primeira Guerra Mundial constituiu o fim de uma civilização, embora a literatura muito popular na época era a coragem e o patriotismo, as mentes mais lúcidas viam o absurdo da guerra e entre eles estava Teilhard Chardin que perdeu dois irmãos e um amigo próximo Jean Boussac que seria um grande nome para a geologia francesa.

Porém Chardin acreditava no futuro, para ele existe uma “lei de complexidade e consciência”, a qual pode ser pensada nestes termos: “Perfeição espiritual (ou ´centralidade´ consciente) e síntese material (ou complexidade) nada mais são que os dois aspectos e as duas partes correlatas de um mesmo fenômeno”, assim não separa a nossa evolução histórica da espiritual.

Sua crença no futuro, foi claramente expressa numa entrevista inédita concedida a Marcel Brion em janeiro de 1952 e publicada na revista francesa “Les Nouvelles Littéraires”, nela esclarece a visão que transcende o mal e o sofrimento, acusação que era feita a ele como uma apostasia.

Nesta entrevista, afirmando que foi depois que trabalhou de maqueiro nas trincheiras da guerra, que cunhou definitivamente a palavra Noosfera: “Eu usei esse termo pela primeira vez em um dos meus primeiros ensaios sobre o Fenômeno Humano, mais ou menos em 1927, mas, efetivamente, a ideia de uma comunidade espiritual humana adjacente ao orgânico havia nascido em mim nas trincheiras: a ideia, quero dizer, de uma espécie de “megaunidade” biológica especial que constitui o invólucro pensante da terra. Essa é, para mim, a noosfera”.

Longe de uma crença na tecnização, diz Chardin: “Nem mecanização, portanto, nem identificação por fusão e perda de consciência, mas sim unificação por ultradeterminação laboriosa e amor” e esta sim poderá construir um futuro sustentável para a humanidade.

Indaga no final da entrevista: “o nascimento, ao nosso redor, de um tal ´neo-humanismo´ (ligado, no meu pensamento religioso, aos progressos da “caridade”) não é precisamente uma das características distintivas dos tempos que estamos atravessando?”

Brion, Marcel. Rencontre avec le Père Teilhard de Chardin, “Les Nouvelles Littéraires”, janeiro de 1951.[:en]For many authors, World War I was already the end of a civilization, although the most popular literature at the time was courage and patriotism, the most lucid minds saw the absurdity of the war and among them was Teilhard Chardin who lost two brothers and one close friend Jean Boussac who would be a great name for French geology.

However, Chardin believed in the future, for him there is a “law of complexity and conscience”, which can be thought of in these terms: “Spiritual perfection (or conscious ´centrality´) and material synthesis (or complexity) are nothing more than the two aspects and the two related parts of the same phenomenon ”, so it does not separate our historical and spiritual evolution.

His belief in the future was clearly expressed in an unprecedented interview given to Marcel Brion in January 1952 and published in the French magazine “Les Nouvelles Littéraires”, in which he clarifies the vision that transcends evil and suffering, an accusation that was made to him as a apostasy.

In this interview, stating that it was after he worked as a makeup artist in the trenches of war, that he definitely coined the word Noosphere: “I used that term for the first time in one of my first essays on the Human Phenomenon, more or less in 1927, but, indeed, the idea of ​​a human spiritual community adjacent to the organic had been born in me in the trenches: the idea, I mean, of a kind of special biological “mega unit” that constitutes the thinking envelope of the earth. This is, for me, the noosphere ”.

Far from a belief in technization, says Chardin: “Neither mechanization, therefore, nor identification by fusion and loss of consciousness, but unification through laborious ultra-determination and love” and this can build a sustainable future for humanity.

At the end of the interview, he asks: “Isn’t the birth, around us, of such ´neo-humanism´ (linked, in my religious thought, to the progress of“ charity ”) not precisely one of the distinguishing characteristics of the times that we are going through? ”

Brion, Marcel. Rencontre avec le Père Teilhard de Chardin, “Les Nouvelles Littéraires”, january of 1951,[:]

 

[:pt]Critica da razão inadequada[:en]Criticism of inadequate reason[:]

30 mar

[:pt]A filosofia ocidental vive numa razão inadequada, não pode ser racional ignorar a dor, a morte e as intempéries da natureza e da vida, a vida é morte e ressurreição e sem compreender uma não se compreende a outra, em plena pandemia observa-se que nem mesmo religiosos entenderam isto.

Na filosofia ocidental predomina o idealismo e sua lógica dualista, assim dor e felicidade se complementam, por isto é possível tanto sadismo com o próprio corpo, com as relações humanas, ainda que agora haja grande apelo a empatia, já discorremos sobre o “terceiro incluído” da física quântica e a lógica do ir-além do eu-tu.

Epicuro submetia a dor ao tetrapharmakon, a ideia que negá-la seria inútil então é buscar o melhor caminho para conviver com ela, é o terreno neurótico do certo e do errado, do bem e do mal, para atingir uma planície filosófica povoada como diria Espinosa, bons e maus encontros.

Os dois primeiros remédios de Epicuro referem-se ao intelecto, próprio do idealismo, desfazer todas as superstições e medos irracionais que causam angústia nos homens, a morte e a cólera dos deuses, por isto se repete a ladainha Deus é bom, ele o é, mas incompatível com o mal e isto não significa ausência de dor, mas sua transposição para um bem maior.

Os dois últimos remédios são uma “ética” hedonista, trata dos caráteres preventivos da dor e a obtenção do prazer, também eles não admitem a dor com uma contingência da vida, e nem tudo é inevitável, por exemplo a morte, e assim ela permanece presa a uma razão inadequada.

Também Camus tratou do tema, e tivemos oportunidade de fazer um post sobre o Mito de Sísifo, e seu ponto de partida é encontrar a felicidade onde é possível em tempos sombrios (as guerras).

Se admitirmos a dor, e realizar a passagem por ela encontraremos um terceiro ir-além ou o pensar para o além, sugerido por Emmanuel Lévinas, que significa mover-se cada vez mais para o estranho, para o mistério e para o infinito (outro tema de Lévinas) e já mencionamos aqui o Cosmos e a visão de Teilhard de Chardin sobre uma cosmovisão cristã.

Entramos na semana da Páscoa e com ela na cosmovisão cristã, o sacrifício de Cristo substitui o sacrifício do cordeiro feito por Abraão (nas três grandes religiões monoteístas: o Islã, o Judaísmo e o Cristianismo), assim a dor entra num novo significado a partir do qual é possível vida-pós-morte[:en]Western philosophy lives in an inadequate reason, it cannot be rational to ignore the pain, death and inclement weather of nature and life, life is death and resurrection and without understanding one does not understand the other, in the middle of a pandemic it is observed that not even religious understood this.

In Western philosophy, idealism and its dualistic logic predominate, so pain and happiness complement each other, that is why so much sadism is possible with one’s own body, with human relationships, although now there is a great appeal to empathy, we have already discussed the “third party included ”Of quantum physics and the logic of going beyond me-you.

Epicurus submitted the pain to the tetrapharmakon, the idea that to deny it would be useless so it is to seek the best way to live with it, it is the neurotic terrain of right and wrong, of good and evil, to reach a philosophical plain populated as I would say Espinosa, good and bad encounters.

Epicurus’ first two remedies refer to the intellect, proper to idealism, to undo all the irrational superstitions and fears that cause anguish in men, the death and anger of the gods, that is why the litany God is good, he is , but incompatible with evil and this does not mean the absence of pain, but its transposition to a greater good.

The last two remedies are a hedonistic “ethics”, it deals with the preventive characters of pain and the obtaining of pleasure, they also do not admit pain with a contingency of life, and not everything is inevitable, for example death, and so it remains improper reason.

Camus also addressed the issue, and we had the opportunity to make a post about the Myth of Sisyphus, and his starting point is to find happiness where it is possible in dark times (wars).

If we admit the pain, and go through it, we will find a third go-beyond or think towards the beyond, suggested by Emmanuel Lévinas, which means to move more and more towards the stranger, the mystery and the infinite (another Lévinas theme) and we have already mentioned here the Cosmos and Teilhard de Chardin’s vision of a Christian worldview.

We entered Easter week and with it in the Christian worldview, the sacrifice of Christ replaces the sacrifice of the lamb made by Abraham (in the three great monotheistic religions: Islam, Judaism and Christianity), so the pain enters a new meaning from of which afterlife is possible.

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[:pt]Amor, dor e lógica divina[:en]Love and divine logic[:]

26 mar

[:pt]Somente aqueles que são capazes de ultrapassar os limites da dor, do ódio e do desprezo podem se aproximar de um amor divino, é preciso ultrapassar a lógica dualista da luta do bem contra o mal, a deo-lógica é aquela que sempre vai de encontro ao bem, o que os gregos chamavam de agathosyne, que vem de Agathon bondade num sentido de espírito elevado, e que é busca.

Há um terceiro incluído que caminha conosco. 

A dor é muitas vezes aquilo que mais fere a alma, mas pode ser também a que a alarga, nestes momentos de evolução da crise pandêmica no país enfrentamos a mais séria necessidade de buscar uma força além das medidas sanitárias, débeis é verdade, mas a defesa da vida deve continuar naqueles que se solidarizam com os que estão sendo afetados pelo vírus.

Só entendendo este sentido mais profundo da dor seremos capaz de abraça-la, de ter esperança e de olhar para um futuro onde não mais teremos que correr atrás do tempo perdido, mas nos preparemos e nos antecipemos para evitar crises humanitárias ainda piores, que poderão advir.

Há sempre uma terceira possibilidade e assim como a dor é uma passagem de um estado para outro, também o que pode surgir depois de muito sofrimento é uma novidade ainda maior, um salto de qualidade naquilo que somos como homens e como natureza, e superar o estágio atual.

Edgar Morin escreveu em seu livro recente É preciso mudar de via: lições do coronavírus, neste sentido também: “A utopia do melhor dos mundos deve dar lugar à esperança de um mundo melhor. Como toda grande crise, como toda grande infelicidade coletiva, nossa crise planetária desperta esperança.”

Pode-se assim entender melhor, tanto no sentido teológico quanto filosófico, numa passagem central da paixão de Jesus quando na cruz ele grita (Marcos 1,34): “Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:— “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, porque é nesta dor que o humano e o divino se fundem, emergindo uma nova realidade de morte e ressurreição, sim Deus morreu dizem os filósofos, porém há um terceiro incluído: depois ressuscitou, assim pode-se entender a passagem da morte para a vida.

Toda esta dor, esta “grande infelicidade coletiva” diz Morin desperta esperança, porque ela é de fato uma passagem, talvez a mais dolorosa que a humanidade passou, ainda que tivemos guerras odiosas, ainda que tenhamos conflitos de natureza social, étnico e religioso, há um sentimento de dor.

Só fará sentido toda esta dor se encontrarmos logo ali na frente uma outra forma de olhar para ela.[:en]Only those who are able to overcome the limits of pain, hatred and contempt can approach a divine love, it is necessary to overcome the dualistic logic of the struggle between good and evil, deo-logic is the one that always meets for good, what the Greeks called agathosyne, which comes from Agathon kindness in a high sense of spirit, and which is pursuit.

There is a third party included who walks with us.

Pain is often what hurts the soul the most, but it can also be the one that broadens it, in these moments of evolution of the pandemic crisis in the country, we face the most serious need to seek strength beyond sanitary measures, weak is true, but the The defense of life must continue in those who show solidarity with those affected by the virus.

Only by understanding this deeper sense of pain will we be able to embrace it, to have hope and to look to a future where we will no longer have to run after lost time, but prepare and anticipate ourselves to avoid even worse humanitarian crises, which may come.

There is always a third possibility and just as pain is a transition from one state to another, what can arise after much suffering is an even greater novelty, a leap in quality in what we are as men and as nature, and overcoming current stage.

Edgar Morin wrote in his recent book It is necessary to change the path: lessons from the coronavirus, in this sense as well: “The utopia of the best of all worlds must give way to the hope of a better world. Like every great crisis, like every great collective unhappiness, our planetary crisis awakens hope. ”

It can thus be better understood, both in the theological and philosophical sense, in a central passage of Jesus’ passion when on the cross he shouts (Mark 1,34): “. 34At three in the afternoon, Jesus cried out in a loud voice: – “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, Which means: “My God, my God, why have you forsaken me?”, Because it is in this pain that the human and the divine become merge, emerging a new reality of death and resurrection, yes God died say the philosophers, but there is a third included: after he rose, so you can understand the passage from death to life.

All this pain, this “great collective unhappiness” says Morin awakens hope, because it is indeed a passage, perhaps the most painful that humanity has gone through, even though we have had hateful wars, even though we have conflicts of a social, ethnic and religious nature, there is a feeling of pain.

All this pain will only make sense if we find another way of looking at it right there in front.

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[:pt]A crise civilizatória e o terceiro excluído[:en]The civilization crisis and the third excluded[:]

25 mar

[:pt]O fato que estamos presos ao dualismo, agora transformado em polarização política como se na natureza e na sociedade houvesse sempre apenas dois polos em conflito não havendo uma terceira (ou mesmo quarta e quinta opções) parece não ter sentido com o paradoxo lógico desenvolvido por Barsarab Nicolescu e encontre paralelo apenas nas física quântica (foto).

Não é verdade, o próprio texto de Barsarab que pede uma reforma da Educação e do Pensamento (Barsarab, 1999) indica que pode-se ver nesta mudança o centro de uma crise maior que as questões físicas ou lógicas, afirma Barsarab: “Uma coisa é certa: uma grande defasagem entre a mentalidade dos atores e as necessidades internas de desenvolvimento de um tipo de sociedade acompanha invariavelmente a queda de uma civilização”, ou dita de outra forma, mais ontológica, ente o Ser e o não-Ser há um estado Não-Ser-sendo que penetra em dualismos e paradoxos.

A carta de Barsarab que pede uma reforma da educação, Edgar Morin também pede e outros perceberam uma crise na modernidade como pensamento e educação, o teórico do Terceiro Incluído T, dá uma sentença preocupante: “O risco é enorme, porque a contínua expansão da civilização ocidental, em escala mundial, faria com que a queda dessa civilização fosse equivalente ao incêndio de todo o planeta, em nada comparável às duas primeiras guerras mundiais”. 

Existe ainda um pensamento linear e monodirecional onde a intencionalidade é sempre polarizar e criar um caminho “único” e monocromático, com o eterno perigo de autoritarismo e desvios de poder, para distensionar seria necessário um mundo mais aberto e onde todos fossem incluídos.

A educação deve caminhar e auxiliar este contexto, Barsarab diz em sua carta: “A harmonia entre mentalidades e saberes pressupõe que tais saberes sejam inteligíveis, compreensíveis. Mas será que essa compreensão pode ainda existir, na era do big bang disciplinar e da extrema especialização?”

A dura realidade da pandemia mostra que oscilamos entre uma verdadeira solidariedade e uma distensão para enfrentar a crise, e a polarização oportunista que quer tirar vantagem sobre as mortes e os desvios de uma crise sanitária mal gerenciada, em alguns países mais, mas em quase todos.

A sentença de Barsarab que parece dura não o é: “Existe alguma coisa entre e através das disciplinas e além de toda e qualquer disciplina? Do ponto de vista do pensamento clássico não existe nada, absolutamente nada. O espaço em questão é vazio, completamente vazio, como o vácuo da física clássica”, pois é no vazio, no epoché onde pode florescer uma verdadeira filosofia, também ela quando não é (a suspensão de juízo, os novos horizontes além dos pré-conceitos, etc.) é que ela é.

NICOLESCU, Basarab. O manifesto da transdisciplinaridade. Trad. Lúcia Pereira de Souza. São Paulo: Trion, 1999.[:en]The fact that we are stuck with dualism, now transformed into political polarization as if in nature and in society there were always only two poles in conflict without a third (or even fourth and fifth options) seems to make no sense with the logical paradox developed by Barsarab Nicolescu and find a parallel only in quantum physics (picture inside).

It is not true, Barsarab’s own text that calls for a Reform of Education and Thought (Barsarab, 1999) indicates that one can see in this change the center of a crisis greater than physical or logical issues, says Barsarab: “One thing it is certain: a great gap between the mentality of the actors and the internal development needs of a type of society invariably accompanies the fall of a civilization ”, or to put it another way, more ontological, between Being and Non-Being there is a Non-Being-being state that penetrates into dualisms and paradoxes.

Barsarab’s letter calling for an education reform, Edgar Morin also asks and others perceived a crisis in modernity as thought and education, the Third Included theorist T, gives a worrying sentence: “The risk is enormous, because the continuous expansion of Western civilization, on a world scale, would make the fall of that civilization equivalent to the fire of the entire planet, in no way comparable to the first two world wars ”.

There is also a linear and monodirectional thinking where the intention is always to polarize and create a “single” and monochromatic path, with the eternal danger of authoritarianism and deviations of power, in order to distend it would be necessary a more open world and where everyone is included. Education must walk and help this context, Barsarab says in his letter: “The harmony between mentalities and knowledge presupposes that such knowledge is intelligible, understandable. But can that understanding still exist, in the era of disciplinary big bang and extreme specialization? ”

The harsh reality of the pandemic shows that we oscillate between true solidarity and a relaxation to face the crisis, and the opportunistic polarization that wants to take advantage of the deaths and deviations from a poorly managed health crisis, in some more countries, but in almost all.

Barsarab’s sentence that seems harsh is not: “Is there anything between and across disciplines and beyond any and all disciplines? From the point of view of classical thought there is nothing, absolutely nothing.

The space in question is empty, completely empty, like the vacuum of “classical physics”, because it is in the void, in the epoché where a true philosophy can flourish, even when it is not (the suspension of judgment, the new horizons beyond the pre- concepts, etc.) is that it is .

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[:pt]A questão da Identidade e sua atualidade[:en]The issue of Identity and its topicality[:]

24 mar

[:pt]A questão é tão fundamental que percorre a filosofia desde Parmênides, onde “o mesmo, pois, tanto é aprender (pensar) como também ser” (apud Heidegger, 1973) e para ele pensar e ser são pensados como o mesmo, ou seja, a identidade faz parte do ser, porém isto tem muito a ver com o momento atual.

Quando apelando a questões de identidade separamo-nos de pessoas de diferentes raças, credos ou gêneros não estamos senão tentando fortalecer aquilo que é um falso conceito de identidade porque tanto nega o próprio Ser, como tentativas de fortalecer determinado grupo sob uma pretensa identidade e negar aqueles que pouco tem a ver com a pertença aquele grupo ou raça.

Esse olhar para “coisas diferentes” e reconhecer nelas alguma co-pertinência (a pertença é só mais uma forma de dar identidade a um grupo ou raça isolada), devemos manifestar diferentemente o que deve ser apontado como mesmidade, ou seja, co-pernitência de grupos com cultura diversa.

O sentido lógico de pensar desta identidade é forte e tem presença em diversas culturas tanto porque os grupos querem se fortalecer através desta “identidade”, quanto seguem uma lógica binária e dualista onde A não pode ser B, ou são iguais e são o mesmo, ou são diferentes e são contraditórios, já apontamos em outros textos o terceiro incluído de Nicolescu Barsarab, na lógica.

Porém na onto-lógica o Ser é e pode não-Ser, onde existe um terceiro termo T que é ao mesmo tempo A e não-A, que até mesmo na realidade física já foi comprovado pela física quântica, o problema para a filosofia dualista é que isto envolve a complexidade.

Há um segundo modo de ver a questão dentro do pensar (noein) onde o mesmo é apresentado como Ser, como foi dito no início, nele duas coisas supostamente distintas, vêm-se uma na outra como co-pertinência, o que tornou possível algumas interpretações problemáticas na modernidade.

Heidegger aponta para ela, primeiro citando Parmênides e depois desenvolvendo “algo absoluta- mente diverso daquilo que ordinariamente conhecemos como a doutrina da metafísica, na qual a identidade faz parte do ser” (HEIDEGGER, 1973).

O que Heidegger faz é inverter a frase de Hegel: “a identidade faz parte do Ser”, para “(…) a unidade da identidade constitui um traço fundamental do ser do ente. Em toda parte, onde quer que mantenhamos relação com qualquer tipo de ente, somos interpelados pela identidade” (HEIDEGGER, 1973).

Indo ao fundo da filosofia moderna, onde Hegel é digno representante, pode-se dizer que há um deslocamento do Ser (sein) para o Ser-aí (Dasein) e talvez a complexidade encontre aí um ponto de apoio para os que desejam explicações simplistas, pode-se dizer há no ser um deslocamento

Porém é mais complexo, pois envolve aspecto existenciais como a “mundanidade”, a “facticidade” e a “linguagem”, sem eles caímos nas explicações simplista que só fortalecem a identidade como fator de diferença e exclusão do Outro, daquele que não é do meu círculo e caminhamos a intolerância.

HEIDEGGER, M. O princípio de identidade. In. Col. Os Pensadores. Trad. Ernildo Stein, Rio de Janeiro: Abril, 1973.[:en]The question is so fundamental that it runs through philosophy since Parmênides, where “the same, because it is both to learn (to think) and also to be” (apud Heidegger) and for him to think and be are thought as the same, that is, identity is part of being, but this has a lot to do with the current moment.

When appealing to questions of identity we separate ourselves from people of different races, creeds or genders, we are trying to strengthen what is a false concept of identity because it both denies Being itself, and attempts to strengthen a certain group under an alleged identity and deny those that have little to do with belonging to that group or race.

This look at “different things” and recognizing some co-pertinence in them (belonging is just another way of giving identity to an isolated group or race), we must manifest differently what should be pointed out as sameness, that is, co-permanence groups with a diverse culture.

The logical sense of thinking about this identity is strong and has a presence in different cultures, both because the groups want to be strengthened through this “identity”, as well as following a binary and dualistic logic where A cannot be B, or they are the same and are the same, or they are different and contradictory, we have already pointed out in other texts the third included by Nicolescu Barsarab, in logic.

But in onto-logic Being is and can be non-Being, where there is a third term T that is both A and non-A, which even in physical reality has already been proven by quantum physics, the problem for dualistic philosophy is that this involves complexity.

There is a second way of seeing the question within the thinking (noein) where it is presented as Being, as was said at the beginning, in it two supposedly different things, they see each other as co-pertinence, which made some possible problematic interpretations in modernity.

Heidegger points to it, first quoting Parmenides and then developing “something absolutely different from what we ordinarily know as the doctrine of metaphysics, in which identity is part of being” (HEIDEGGER, 1973).

What Heidegger does is invert Hegel’s phrase: “identity is part of Being”, for “(…) the unity of identity is a fundamental feature of the being of the being. Everywhere, wherever we have a relationship with any type of being, we are challenged by identity.” (HEIDEGGER, 1973).

What Heidegger does is invert Hegel’s phrase: “identity is part of Being”, for “(…) the unity of identity is a fundamental feature of the being of the being. Everywhere, wherever we have a relationship with any type of being, we are challenged by identity.”(HEIDEGGER, 1973).

Going to the bottom of modern philosophy, where Hegel is a worthy representative, it can be said that there is a shift from Being (sein) to Being-there (Dasein) and perhaps the complexity will find there a point of support for those who want simplistic explanations. , it can be said that there is no displacement

However, it is more complex, as it involves existential aspects such as “worldliness”, “facticity” and “language”, without them we fall into simplistic explanations that only strengthen identity as a factor of difference and exclusion from the Other.

Heidegger, M. (1973) The principle of identity. In.Thinkers Brazilian Collection. Abril ed. Brazil, Rio de Janeiro. [:]

 

[:pt]A proximidade em Ricoeur e no papa Francisco[:en]The proximity in Ricoeur and Pope Francis[:]

23 mar

[:pt]A citação de Paul Ricoeur na encíclica papal Fratelli Tutti é de uma dimensão filosófica e teológica que poucos ainda compreenderam, ao separar sócios de próximos, inspirado nas categorias de Ricoeur o papa dialoga com a contemporaneidade tanto com a filosofia como com a teologia e abre um caminho novo para um fraternalismo concreto.

Embora o pendor de teor utópico que a palavra Fraternidade (o nome da encíclica é Fratelli lembremos) toma dimensão nova ao transcorrer a leitura de Socius et Prochain de Ricoeur.

Pode-se dizer que desenvolve uma verdadeira cultura da proximidade, ou seja, não são os amigos daquele grupo que estou ligado, daqueles que compartilham certa “identidade”, a encíclica também esclarece estes falsos conceitos de identidade que nos isolam dos próximos.

A menção que faz de Ricoeur merece nota: “a caridade reúne as duas dimensões – a mítica e a institucional –, pois implica um caminho eficaz de transformação da história que exige incorporar tudo: instituições, direito, técnica, experiência, contribuições profissionais, análise científica, procedimentos administrativos” (FT §164), e assim incorpora realidades humanas no mítico.

Pode-se dizer que é um realismo realista de uma utopia de um mundo melhor possível, que não se reduz a um sentimentalismo religioso pouco eficaz que ameaça certas concepções que tanto a mística como a boa filosofia contemplam, ir de encontro ao Outro, a proximidade.

Outro ponto essencial da encíclica é o mal uso da categoria identidade, dirá a Encíclica que “quando agarram a uma identidade que os separa dos outros” e está no capítulo III que fala justamente do pensar

E alerta a Encíclica: “Existem periferias que estão próximas de nós, no centro duma cidade ou na própria família”. (FT §97), e novamente em Paul Ricoeur encontramos: “o vizinho é a própria conduta de se fazer presente (…) a ciência do vizinho é imediatamente bloqueada por uma práxis do vizinho: não temos um vizinho; Sou o próximo vizinho de alguém” (Ricoeur, 1968).

É a incompreensão desta categoria que leva a má filosofia a não entender o que significa o outro e o dar-se e isto pode ser visto em toda história da filosofia nas diferenças concepções de identidade, o conceito está em Stuart Hall e também de Heidegger é que identidade é o grau de compreensão que cada um tem da própria cultura, mas o tema é polêmico e voltaremos a ele.

 

RICOEUR, Paul “O socius e o próximo”, in História e Verdade, trad. F. A. Ribeiro (Companhia Editora Forense: Rio de Janeiro, 1968),

PAPA FRANCISCO, Carta Encíclica Fratelli Tutti (FT), Vaticano, outubro de 2020. Disponível em:

Fratelli tutti (3 de outubro de 2020) | Francisco (vatican.va)[:en]Paul Ricoeur’s quote in the papal encyclical Fratelli Tutti is of a philosophical and theological dimension that few still understood, by separating partners from close ones, inspired by Ricoeur’s categories, the pope dialogues with contemporaneity both with philosophy and with theology and opens a new path for concrete fraternalism.

Although the tendency of Utopian content that the word Fraternity (the name of the encyclical is Fratelli, remember) takes on a new dimension when reading Socius et Prochain de Ricoeur.

It can be said that it develops a true culture of proximity, that is, it is not the friends of that group that I am connected with, of those who share a certain “identity”, the encyclical also clarifies these false concepts of identity that isolate us from others.

Ricoeur’s mention deserves note: “charity brings together the two dimensions – the mythical and the institutional – as it implies an effective way of transforming history that requires incorporating everything: institutions, law, technique, experience, professional contributions, analysis scientific, administrative procedures ”(FT §164), and thus incorporates human realities in the mythical.

It can be said that it is a realistic realism of a utopia of a better possible world, which cannot be reduced to an ineffective religious sentimentality that threatens certain conceptions that both mystique and good philosophy contemplate, going against the Other, proximity .

Another essential point of the encyclical is the misuse of the identity category, the Encyclical will say that “when they cling to an identity that separates them from others” and it is in Chapter III that speaks precisely of thinking

And the Encyclical alerts: “There are peripheries that are close to us, in the center of a city or in the family itself”. (FT §97), and again in Paul Ricoeur we find: “the neighbor is the very conduct of being present (…) the neighbor’s science is immediately blocked by a neighbor’s praxis: we do not have a neighbor; I am the next someone’s neighbor “(Ricoeur, 1968).

It is the misunderstanding of this category that leads bad philosophy to not understand what the other means and to give and this can be seen in the whole history of philosophy in the different conceptions of identity, the concept is in Stuart Hall and also Heidegger’s that identity is the degree of understanding that each one has of their own culture, but the topic is controversial and we will return to it.

Ricoeur, Paul “O socius e o próximo”, in História e Verdade, trad. F. A. Ribeiro (Companhia Editora Forense: Rio de Janeiro, 1968),

Pope Francis. (2020) Carta Encíclica Fratelli Tutti (FT), Vatican. Available in:

Fratelli tutti (3 October 2020) | Francis (vatican.va)

 

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[:pt]O grão de trigo morre para dar vida[:en]The grain of wheat dies to give life[:]

19 mar

[:pt]Talvez o mistério cósmico mais profundo seja a morte e aparecimento de estrelas, planetas, cometas e tantos astros errantes no Universo, e também na vida microscópica é assim, o vírus precisa de uma célula para viver e ali pode causar morte ou vida, eis o mistério cósmico-pascal.

Chardin disse sobre o Universo que na escala do Cosmos: “só o fantástico tem a condição de ser verdadeiro”, as nebulosas são astros com simples composição de Hélio e Hidrogênio (são os elementos mais comuns no universo), quando um gás se contrai esquenta e a temperatura depende da densidade do gás, a queima do Hidrogênio vai causar uma fusão nuclear e surge um sol, se não for suficiente vão surgir as chamadas Anãs marrons, são mais planetas que estrelas.

Quando a estrela vai se esfriando e a densidade diminuir em 8 vezes a massa do sol, ela se torna uma Anã Branca, porém na medida seu combustível nuclear esquenta a temperatura de seu centro, as estrelas se expandem virando as chamadas Gigantes Vermelhas, entre as anãs brancas e as Gigantes Vermelhas estão as nebulosas planetárias que não são propriamente planetas.

Estes são apenas um dos enigmas espetaculares do Cosmos, ainda existem as estrelas de nêutrons, os buracos negros, os asteroides e cometas e agora os recém-descobertos planetas errantes que giram fora do círculo de seu astro principal e vagam pelo imenso universo.

E o que falar das diversas teorias sobre os buracos negros, as teorias mais aceitas é que o que restou da morte da estrela gera as estrelas de nêutrons enquanto se a massa for maior 3 vezes que o Sol gera um buraco negro, mas há outras teorias.

Morte e vida expressos na cosmologia cristã pode parecer distante, mas para Chardin não era, já que ele definia o universo como “cristocêntrico”, ou seja, todo ele vive um mistério pascal.

Assim a passagem bíblica, em especial em João 12,22-33, tem texto bem próximos destes enigmas quando Jesus diz que o Filho do Homem será glorificado (é interessante porque o Filho de Deus tem a dimensão humana na boca de Jesus), e se diz angustiado, e que “que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.”

E diz que veio glorificar o Pai, e isto quando aproxima sua morte de cruz, e diz quando for elevado da terra, atrairei todos a mim, indicando que o caminho da salvação existe, e todo universo vai neste rumo, assim o homem e nosso planeta também tenderá a isto, como via Chardin.

Em palavras mais simples, Jesus explica: se o grão de trigo não cair no solo e morrer, produz fruto.[:en]Perhaps the deepest cosmic mystery is the death and appearance of stars, planets, comets and so many wandering stars in the Universe, and also in microscopic life it is like this, the virus needs a cell to live and there it can cause death or life, this is the cosmic-paschal mystery.

Chardin said about the Universe that on the Cosmos scale: “only the fantastic has the condition to be true”, the nebulae are stars with a simple composition of Helium and Hydrogen (they are the most common elements in the universe), when a gas contracts it heats up and the temperature depends on the density of the gas, the burning of Hydrogen will cause a nuclear fusion and a sun will appear, if it is not enough the so-called brown Dwarfs will appear, they are more planets than stars.

When the star gets colder and the density decreases by 8 times the mass of the sun, it becomes a White Dwarf, however as its nuclear fuel heats the temperature of its center, the stars expand to become the so-called Red Giants, between the white dwarfs and the Red Giants are planetary nebulae that are not really planets.

These are just one of the spectacular puzzles of the Cosmos, there are still neutron stars, black holes, asteroids and comets and now the newly discovered wandering planets that spin outside the circle of their main star and roam the immense universe.

And what to talk about the various theories about black holes, the most accepted theories is that what remains of the star’s death generates the neutron stars while if the mass is greater than 3 times the Sun generates a black hole, but there are other theories .

Death and life expressed in Christian cosmology may seem distant, but for Chardin it was not, since he defined the universe as “Christocentric”, that is, he all lives a paschal mystery.

So the biblical passage, especially in John 12: 22-33, has a text very close to these enigmas when Jesus says that the Son of Man will be glorified (it is interesting because the Son of God has the human dimension in the mouth of Jesus), and he says he is distressed, and that “what shall I say? ‘Dad, deliver me from this hour?’ But it was precisely this hour that I came. ”

And he says he came to glorify the Father, and this when he approaches his death on the cross, and he says when he is lifted up from the earth, I will draw everyone to me, indicating that the path of salvation exists, and the whole universe goes in this direction, thus man and ours. planet will also tend to this, as via Chardin.

In simpler words, Jesus explains: if the grain of wheat does not fall into the soil and die, it produces fruit.

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[:pt]Dar uma “alma” a Terra[:en]Give a “soul” to the Earth[:]

18 mar

[:pt]A ideia de dar ao homem de nosso tempo uma cidadania planetária, vivemos o tempo da mundialização ou da globalização, e isto implica em direitos, só terá sustentabilidade se na contrapartida este caminho apontar também para uma “alma” terrena onde todos se vejam como codependentes entre si, a pandemia já deveria ter despertado isto, mas ainda não aconteceu.

Diz Chardin no livro que estamos analisando: “o homem de nossa época passará ainda um período de grande ilusão, imaginando que, chegado a um melhor conhecimento de si mesmo e do Mundo, não tem mais necessidade de Religião” (Chardin, 1958) e isto piora quando vemos a noite de Deus que paira sobre a humanidade, confusa entre ideologias e fundamentalismos.

Via o imperativo que “da evolução universal Deus emerge nas nossas consciências”, e via que era preciso superar “a religião entendida como simples apaziguamento das nossas dificuldades, um ‘opio’. Sua verdadeira função é de sustentar e estimular o progresso da Vida” e notem que os sistemas propostos contra ela não foram capazes de se mostrarem eficientes nesta direção.

Explica que a função religiosa é “nascida da ´hominização´, e ligada a esta só pode continuamente com o Homem mesmo”, e perguntará: “Não é isto que podemos constatar em nossa vida?  Em que momento, na Noosfera, existiu uma necessidade mais urgente de procurar, de encontrar uma Fé, uma Esperança para dar um sentido, uma alma ao imenso organismo que nós construímos?

Dava a entender que este processo de hominização, como ponto alto da complexificação do Cosmos, sua forma “mais avançada” se encontra “personalizada”, e ela faz surgir uma dupla condição necessária para o futuro: super-animar a Pessoa (anima e alma tem a mesma origem etimológica), mas sem a destruir, e uma convergência universal “deve ainda possuir (eminentemente) a qualidade de uma Pessoa”, invertemos de propósito, pelos eventos atuais.

Chardin imaginava que a pessoa cresceria junto com esta “super-anima” (aqui no sentido de alma) mas vemos que a Pessoa ficou em segundo plano, ou como preferem existencialistas mais atuais, o Ser e o Ser-com-o-Outro, que deveria ter evoluído junto com a super-anima, mas não ocorreu.

Nos escritos de Pequim datados de 1937, ele especula sobre esta energia humana motora de tantos avanços e esta força de “ser-mais” sob uma forma mais primitiva e mais selvagem: a Guerra.

Acreditava que virá o tempo em que “aqueles que triunfam dos mistérios da Matéria e da Vida” ao contrário de ser usada para a guerra, dos exércitos e frotas, “dobrar esta outra potência que a máquina tornará livre, e uma maré irresistível de energias disponíveis levará aos círculos mais progressivos da Noosfera”.

Como uma primeira conclusão, os textos ainda irão a frente, afirma: “O amor, assim como o pensamento, está sempre em pleno crescimento na Noosfera. Torna-se cada dia mais flagrante o excesso de suas energias em relação às necessidades cada mais restritas da propagação humana.”

 

CHARDIN, T. Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil, 1958.[:en]The idea of giving the man of our time a planetary citizenship, we live in a time of globalization or globalization, and this implies rights, it will only be sustainable if in return this path also points to an earthly “soul” where everyone sees themselves as codependents among themselves, the pandemic should have sparked this, but not yet.

Says Chardin in the book we are analyzing: “the man of our time will still go through a period of great illusion, imagining that, having reached a better knowledge of himself and the world, he no longer needs Religion” (Chardin, 1958) and this gets worse when we see the night of God hanging over humanity, confused between ideologies and fundamentalisms.

He saw the imperative that “from universal evolution God emerges in our consciences”, and he saw that it was necessary to overcome “religion understood as a simple appeasement of our difficulties, nothing ‘opium’. Its real function is to sustain and stimulate the progress of Life”and note that the systems proposed against it have not been able to prove effective in this direction.

He explains that the religious function is “born of ´hominization´, and linked to it can only be continually with the Man himself”, and he will ask: “Isn´t this what we can verify in our life? When, in the Noosphere, was there a more urgent need to seek, to find a Faith, a Hope to give meaning, a soul to the immense organism that we built?

It implied that this process of hominization, as the highlight of the complexification of the Cosmos, its “more advanced” form is “personalized”, and it raises a double necessary condition for the future: to super-animate the Person (anima-soul and animation has the same etymological origin), but without destroying it, and a universal convergence “must still (eminently) have the quality of a Person”, we purposely invert, due to current events.

Chardin imagined that the person would grow up with this “super-anima” (here in the sense of the animation) but we see that the Person was in the background, or as most current existentialists prefer, the Being and the Being-with-the-Other, that should have evolved along with the super-anima, but it didn’t.

In the 1937 Beijing writings, he speculates about this human energy that drives so many advances and this “being-more” force in a more primitive and more savage form: the War.

He believed that the time will come when “those who triumph over the mysteries of Matter and Life” as opposed to being used for war, armies and fleets, “doubling this other power that the machine will make free, and an irresistible tide of energies available will lead to the most progressive circles in the Noosphere”.

As a first conclusion, the texts will still go ahead, he says: “Love, like thought, is always in full growth in the Noosphere. The excess of their energies in relation to the increasingly restricted needs of human propagation is becoming more flagrant every day”.

Chardin, T. (1958) Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil.

 

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[:pt](Re)Construir a Terra[:en](Re) Building the Earth[:]

17 mar

[:pt]O texto de Chardin datado do final de sua vida na década de 30 (são vários extratos), compilado e publicado após sua morte em 1958, dizia apenas em Construir a Terra, porém não havia ainda o forte desiquilíbrio ambiental, o crescimento das usinas atômicas (a energia foi usada na guerra para bombas) e o perigo de um cataclismo global, ameaças hoje presentes, além do desiquilíbrio social.

Ele já sabia da crise da democracia e do crescimento de sistemas totalitários (fascismo e comunismo), definia sua crença no futuro em três vertentes: paixão pelo pessoal, pelo universal e pelo próprio futuro, e vendo o planeta como um organismo deu sua sentença: “cada célula pensa, pelo fato de ser livre, que está autorizada a erigir um centro para si mesma” (Chardin, 1958), porém constatou a dispersão deste falso liberalismo intelectual e social.

Vê, porém as contradições em diálogo, estas forças não tem o “poder meramente destrutivo, cada um dela contém fatores positivos … por menos que estes componentes conversem, cada um deles contém componentes positivos … cada um deles é o próprio mundo é o próprio mundo que se defende e quer chegar a luz”, claro é preciso evitar os conflitos de guerras e extremismos.

No sentido que dá ao “espírito da Terra”, este foi escrito unindo extratos de 1931, em viagem pelo Oceano Pacífico, definiu este espírito como “o sentido apaixonado do destino comum que arrasta, sempre mais para longe, a fração pensante da Vida”, e ela dá sentido à nossa consciência em círculos crescentes de famílias, de pátrias, das raças, descubra enfim que a única Unidade humana verdadeira, natural e real, é o Espírito da Terra”.

Edgar Morin em seu livro Terra Pátria criou um conceito similar como cidadania planetária, porém é preciso dar uma “alma comum” a esta ideia de um planeta como casa de todos.

Na cosmologia de Chardin, ele trabalha insistentemente neste tema em sua Noosfera (esta camada pensante que cria este espírito capaz de envolver todos), dirá que “o amor é a mais universal, a mais formidável e a mais misteriosa das energias cósmicas”, hoje com tantos polos e tantas forças em conflito é preciso reencontrar este ponto essencial de convergência.

No caminho da unidade, “às maravilhas de uma alma comum”, escreveu “estas breves e pálidas devem fazer compreender que formidável poder de alegria e de ação dorme ainda no seio da unidade humana”, redescobrir este valor e esta força cósmica, como a define, é o destino nosso.

Para desenvolver este pensamento no resto do livro, põe em primeiro plano: “às nossas preocupações uma organização e uma exploração sistemática de nosso universo compreendido como uma verdadeira pátria humana” e dirá em escrito de Pequim de 1937, quais as condições desta energia humana capaz de dirigir “as emoções coletivas” em direção a uma força comum, e capaz de repelir a pior das energias negativas: a guerra.

CHARDIN, T. Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil, 1958.[:en]Chardin’s text, dated at the medium of his life in the 30´s and compiled and published after 1958 (are several extracts), said only in Building the Earth, but there was still no strong environmental imbalance, the growth of atomic plants (nuclear energy was used in the war for bombs) and the danger of a global cataclysm, threats present today, in addition to social imbalance.

He already knew about the crisis of democracy and the growth of totalitarian systems (fascism and communism), defined his belief in the future in three ways: passion for the people, for the universal and for the future itself, and seeing the planet as an organism gave its sentence: “Each cell thinks, due to the fact that it is free, that it is authorized to erect a center for itself” (Chardin, 1958), however it verified the dispersion of this false intellectual and social liberalism.

See, however, the contradictions in dialogue, these forces do not have the “merely destructive power, each one of them contains positive factors… unless these components talk, each of them contains positive components… each of them is the world itself is the world itself that defends itself and wants to reach the light ”, of course it is necessary to avoid conflicts of wars and extremism.

In the sense it gives to the “spirit of the Earth”, it was written combining extracts from 1931, while traveling through the Pacific Ocean, defined this spirit as “the passionate sense of the common destiny that drags the thinking fraction of Life further and further away” , and it gives meaning to our conscience in growing circles of families, homelands, races, discover at last that the only true human unit, natural and real, is the Spirit of the Earth ”.

Edgar Morin in his book “Homeland” created a similar concept as planetary citizenship, but it is necessary to give a “common soul” to this idea of a planet as everyone’s home.

In Chardin’s cosmology, he works insistently on this theme in his Noosphere (this thinking layer that creates this spirit capable of involving everyone), he will say that “love is the most universal, the most formidable and the most mysterious of the cosmic energies”, today with so many poles and so many forces in conflict, it is necessary to rediscover this essential point of convergence.

On the path of unity, “to the wonders of a common soul”, he wrote “these brief and pale ones must make us understand that the formidable power of joy and action still lies within human unity”, to rediscover this value and this cosmic force, like the defines, it is our destiny.

To develop this thought in the rest of the book, he puts in the foreground: “to our concerns an organization and a systematic exploration of our universe understood as a true human homeland” and he will say in Beijing 1937 writing, what are the conditions of this human energy capable to direct “collective emotions” towards a common force, and capable of repelling the worst of the negative energies: war.

Chardin, T. (1958) Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil.

 

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