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[:pt]É grave, mas pode haver esperança[:en]It is serious, but there can be hope[:]

29 mar

[:pt]Enquanto a Europa experimenta a 3ª. onda, o número de infectados e a gravidade da doença torna a pandemia uma crise humanitária no brasil, a esperança é aumentar a taxa de vacinação.

Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen reconhece que o bloco dos 27 países membros “não está onde queria” com a imunização, e disse que os esforços devem acelerar, apesar das 2 bilhões de doses contratadas, para uma população de 450 milhões, as taxas ainda estão abaixo de 10% o que é muito pouco pelo esforço já feito.

Enquanto Itália, Alemanha e França vacinação 10,3% fora do bloco o Reino Unido já chegou a 36,5%, no Brasil perto de 13% já receberam a primeira dose, os dados oficiais são de 15.503.373 para a primeira dose, enquanto 4.699.784 para a segunda dose, num total de mais de 20 milhões, mas a taxa de infecção e mortalidade cresce, se pensarmos que 12,5 milhões já tiveram covid-19 pode-se dizer que em número há uma pequena vantagem.

Porém não é bem assim, seria necessário que metade da população tivesse já a primeira dose, mas olhando o caso mais otimista que são os 38% do Reino Unido, vemos que o caminho a percorrer é grande.

A esperança vem dos dois institutos que desenvolvem a vacina no Brasil, o Butantã de São Paulo e a FioCruz do Rio de Janeiro, acredita-se que poderão estar vacinando em abril já as pessoas com mais de 60 anos, isto levaria a uma taxa de pouco mais de 20% no mês, sem contar os contratos externos que podem aumentar muito este número, chegando a uma taxa otimista de 35%.

Isto porque a promessa de 57.179.258 doses caiu para 47.329.258 doses, entre as que diminuíram o número estão a Pfizer e a de Oxford, mas com a promessa de vacinas vindas do exterior esta taxa poderá atingir a meta esperada em maio para 47 657 058 pouco abaixo da planejada.

A taxa somente irá ultrapassar a planejada no mês de agosto onde se espera mais de 82 milhões de doses em vez das 35 milhões planejadas, assim somente em setembro pode-se esperar uma queda nas infecções e mortes, espera-se que o sistema de saúde em pane consiga chegar lá.

A esperança continua sendo o crescimento de vacinas disponíveis no mercado.[:en]While Europe is experiencing the 3rd. wave, the number of infected and the severity of the disease makes the pandemic a humanitarian crisis in Brazil, the hope is to increase the rate of vaccination.

In Europe, the president of the European Commission, Ursula von der Leyen recognizes that the bloc of the 27 member countries “is not where it wanted” with immunization, and said that efforts should accelerate, despite the 2 billion doses contracted, for a population of 450 million, rates are still below 10%, which is very little due to the effort already made.

While Italy, Germany and France vaccination 10.3% outside the block the United Kingdom has already reached 36.5%, in Brazil close to 13% have already received the first dose, the official data is 15,503,373 for the first dose, while 4,699,784 for the second dose, in a total of more than 20 million, but the rate of infection and mortality grows, if we think that 12.5 million have already had covid-19 it can be said that in number there is a small advantage.

However, it is not so, it would be necessary that half of the population already had the first dose, but looking at the most optimistic case, which is the 38% of the United Kingdom, we see that the way to go is great.

The hope comes from the two institutes that develop the vaccine in Brazil, Butantã in São Paulo and FioCruz in Rio de Janeiro, it is believed that people over 60 years of age may be vaccinating in April, this would lead to a rate of just over 20% in the month, not counting the external contracts that can increase this number a lot, reaching an optimistic rate of 35%.

This is because the promise of 57,179,258 doses fell to 47,329,258 doses, among which the number decreased are Pfizer and Oxford, but with the promise of vaccines coming from abroad this rate could reach the goal expected in May for 47 657 058 just below the plan.

The rate will only exceed that planned in the month of August where more than 82 million doses are expected instead of the planned 35 million, so only in September can a drop in infections and deaths be expected, the health system is expected in trouble to get there.

The hope remains the growth of vaccines available on the market.

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[:pt]A proximidade em Ricoeur e no papa Francisco[:en]The proximity in Ricoeur and Pope Francis[:]

23 mar

[:pt]A citação de Paul Ricoeur na encíclica papal Fratelli Tutti é de uma dimensão filosófica e teológica que poucos ainda compreenderam, ao separar sócios de próximos, inspirado nas categorias de Ricoeur o papa dialoga com a contemporaneidade tanto com a filosofia como com a teologia e abre um caminho novo para um fraternalismo concreto.

Embora o pendor de teor utópico que a palavra Fraternidade (o nome da encíclica é Fratelli lembremos) toma dimensão nova ao transcorrer a leitura de Socius et Prochain de Ricoeur.

Pode-se dizer que desenvolve uma verdadeira cultura da proximidade, ou seja, não são os amigos daquele grupo que estou ligado, daqueles que compartilham certa “identidade”, a encíclica também esclarece estes falsos conceitos de identidade que nos isolam dos próximos.

A menção que faz de Ricoeur merece nota: “a caridade reúne as duas dimensões – a mítica e a institucional –, pois implica um caminho eficaz de transformação da história que exige incorporar tudo: instituições, direito, técnica, experiência, contribuições profissionais, análise científica, procedimentos administrativos” (FT §164), e assim incorpora realidades humanas no mítico.

Pode-se dizer que é um realismo realista de uma utopia de um mundo melhor possível, que não se reduz a um sentimentalismo religioso pouco eficaz que ameaça certas concepções que tanto a mística como a boa filosofia contemplam, ir de encontro ao Outro, a proximidade.

Outro ponto essencial da encíclica é o mal uso da categoria identidade, dirá a Encíclica que “quando agarram a uma identidade que os separa dos outros” e está no capítulo III que fala justamente do pensar

E alerta a Encíclica: “Existem periferias que estão próximas de nós, no centro duma cidade ou na própria família”. (FT §97), e novamente em Paul Ricoeur encontramos: “o vizinho é a própria conduta de se fazer presente (…) a ciência do vizinho é imediatamente bloqueada por uma práxis do vizinho: não temos um vizinho; Sou o próximo vizinho de alguém” (Ricoeur, 1968).

É a incompreensão desta categoria que leva a má filosofia a não entender o que significa o outro e o dar-se e isto pode ser visto em toda história da filosofia nas diferenças concepções de identidade, o conceito está em Stuart Hall e também de Heidegger é que identidade é o grau de compreensão que cada um tem da própria cultura, mas o tema é polêmico e voltaremos a ele.

 

RICOEUR, Paul “O socius e o próximo”, in História e Verdade, trad. F. A. Ribeiro (Companhia Editora Forense: Rio de Janeiro, 1968),

PAPA FRANCISCO, Carta Encíclica Fratelli Tutti (FT), Vaticano, outubro de 2020. Disponível em:

Fratelli tutti (3 de outubro de 2020) | Francisco (vatican.va)[:en]Paul Ricoeur’s quote in the papal encyclical Fratelli Tutti is of a philosophical and theological dimension that few still understood, by separating partners from close ones, inspired by Ricoeur’s categories, the pope dialogues with contemporaneity both with philosophy and with theology and opens a new path for concrete fraternalism.

Although the tendency of Utopian content that the word Fraternity (the name of the encyclical is Fratelli, remember) takes on a new dimension when reading Socius et Prochain de Ricoeur.

It can be said that it develops a true culture of proximity, that is, it is not the friends of that group that I am connected with, of those who share a certain “identity”, the encyclical also clarifies these false concepts of identity that isolate us from others.

Ricoeur’s mention deserves note: “charity brings together the two dimensions – the mythical and the institutional – as it implies an effective way of transforming history that requires incorporating everything: institutions, law, technique, experience, professional contributions, analysis scientific, administrative procedures ”(FT §164), and thus incorporates human realities in the mythical.

It can be said that it is a realistic realism of a utopia of a better possible world, which cannot be reduced to an ineffective religious sentimentality that threatens certain conceptions that both mystique and good philosophy contemplate, going against the Other, proximity .

Another essential point of the encyclical is the misuse of the identity category, the Encyclical will say that “when they cling to an identity that separates them from others” and it is in Chapter III that speaks precisely of thinking

And the Encyclical alerts: “There are peripheries that are close to us, in the center of a city or in the family itself”. (FT §97), and again in Paul Ricoeur we find: “the neighbor is the very conduct of being present (…) the neighbor’s science is immediately blocked by a neighbor’s praxis: we do not have a neighbor; I am the next someone’s neighbor “(Ricoeur, 1968).

It is the misunderstanding of this category that leads bad philosophy to not understand what the other means and to give and this can be seen in the whole history of philosophy in the different conceptions of identity, the concept is in Stuart Hall and also Heidegger’s that identity is the degree of understanding that each one has of their own culture, but the topic is controversial and we will return to it.

Ricoeur, Paul “O socius e o próximo”, in História e Verdade, trad. F. A. Ribeiro (Companhia Editora Forense: Rio de Janeiro, 1968),

Pope Francis. (2020) Carta Encíclica Fratelli Tutti (FT), Vatican. Available in:

Fratelli tutti (3 October 2020) | Francis (vatican.va)

 

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[:pt]Vacinas e lockdown urgentes[:en]Urgent vaccines and lockdown in Brazil[:]

22 mar

[:pt]

Voo chegou as 17h30 em Guarulhos.

Entramos numa fase critica da pandemia no Brasil, mesmo o estado economicamente mais avançado já dá sinais de seu esgotamento hospitalar e já há uma ameaça de uma crise humanitária em curso.

Agora falar sobre soluções que não aconteceram, propostas que não foram a frente, os hospitais de campanha que sumiram, e a crise de oxigênio no Amazonas não adiante, para salvar vidas é preciso agir com firmeza e rapidez: vacinação e lockdown.

Uma leve esperança vem do consórcio Covax Facility, liderado pela OMS, desembarcou em Guarulhos, na Grande São Paulo, 1.022.400 doses de imunizantes no dia de ontem (foto), e há uma perspectiva de mais de 42 milhões de doses ainda neste ano, é a vacina AstraZeneca/Oxford, fabricada pelo SK Bioscience da Coreia do Sul, a mesma fabricada pela Fiocruz já com registro definitivo pela Anvisa (a Associação de Vigilância Sanitária do Brasil).

Já as 8 milhões da AstraZeneca que virão do Instituto Serum da India irão atrasar (chegaram 2 milhões apenas).

Já a Coronavac do Butatan disponibilizou 24,6 milhões de doses da vacina para todo o país, o cronograma até o final de abril prevê 46 milhões de doses, de onde virão as que faltam?

A Anvisa já concedeu o registro definitivo para a vacina Pfizer, o que autoriza sua importação, mas o imunizante ainda não está disponível em solo brasileiro, com a prorrogação da extensão do lockdown o Ceará assinou contrato para a compra direta da vacina russa Sputnik V, o estado quer adquirir 5,8 milhões de doses desta vacina.

O laboratório União Química tem direitos de produção da Sputnik V no Brasil, mas a Anvisa cobra a entrega de dados para uso emergencial, os dados publicados no periódico cientifico The Lancet, indicam que a eficácia desta vacina é de 91%.

O governo assinou contrato para adquirir 100 milhões de doses do imunizantes da Pfizer, e mais 38 milhões restantes da Janssen, que, entretanto, não tem ainda registro definitivo.

Diversos relatórios e dados científicos mostram que a combinação de lockdown com a vacinação é necessária, o sucesso do Reino Unido e Portugal, onde o número de internações caiu drasticamente, enquanto o resto da Europa começa a enfrentar uma 3ª. onda.

Embora seja difícil é preciso ter esperança na vacinação e não abrandar as medidas de isolamento social.[:en]We have entered a critical phase of the pandemic in Brazil, even the most economically advanced state is already showing signs of hospital exhaustion and there is already a threat of an ongoing humanitarian crisis.

Flight arrives 17h30  International Airport in Guarulhos, Brazil.

A slight hope comes from the consortium Covax Facility, led by the WHO, landed in Guarulhos, Greater São Paulo, 1,022,400 doses of immunizers yesterday, and there is a prospect of more than 42 million doses this year, is the AstraZeneca/Oxford vaccine, manufactured by SK Bioscience of South Korea, the same one manufactured by Fiocruz with a definitive registration by Anvisa (the Brazilian Health Surveillance Association).

AstraZeneca´s 8 million that will come from the Serum Institute of India will be delayed (only 2 million arrive).

But the Coronavac from Butatan made available 24.6 million doses of the vaccine for the whole country, the schedule until the end of April foresees 46 million doses, where will the missing ones come from?

Anvisa has already granted the definitive registration for the Pfizer vaccine, which authorizes its importation, but the immunizer is not yet available on Brazilian soil, with the extension of the lockdown extension, Ceará State signed a contract for the direct purchase of the Russian Sputnik V vaccine, the state wants to acquire 5.8 million doses of this vaccine.

The União Química laboratory has production rights for Sputnik V in Brazil, but Anvisa charges the delivery of data for emergency use, the data published in the scientific journal The Lancet, indicate that the effectiveness of this vaccine is 91%.

The government has signed a contract to purchase 100 million doses of Pfizer immunizers, and the remaining 38 million from Janssen, which, however, does not yet have a definitive registry.

Several reports and scientific data show that a combination of lockdown with vaccination is necessary, the success of the United Kingdom and Portugal, where the number of hospitalizations has dropped dramatically, while the rest of Europe is facing a 3rd. wave.

Although it is difficult, it is necessary to have hope for vaccination and not to slow down measures of social isolation in Brazil.

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[:pt]Dar uma “alma” a Terra[:en]Give a “soul” to the Earth[:]

18 mar

[:pt]A ideia de dar ao homem de nosso tempo uma cidadania planetária, vivemos o tempo da mundialização ou da globalização, e isto implica em direitos, só terá sustentabilidade se na contrapartida este caminho apontar também para uma “alma” terrena onde todos se vejam como codependentes entre si, a pandemia já deveria ter despertado isto, mas ainda não aconteceu.

Diz Chardin no livro que estamos analisando: “o homem de nossa época passará ainda um período de grande ilusão, imaginando que, chegado a um melhor conhecimento de si mesmo e do Mundo, não tem mais necessidade de Religião” (Chardin, 1958) e isto piora quando vemos a noite de Deus que paira sobre a humanidade, confusa entre ideologias e fundamentalismos.

Via o imperativo que “da evolução universal Deus emerge nas nossas consciências”, e via que era preciso superar “a religião entendida como simples apaziguamento das nossas dificuldades, um ‘opio’. Sua verdadeira função é de sustentar e estimular o progresso da Vida” e notem que os sistemas propostos contra ela não foram capazes de se mostrarem eficientes nesta direção.

Explica que a função religiosa é “nascida da ´hominização´, e ligada a esta só pode continuamente com o Homem mesmo”, e perguntará: “Não é isto que podemos constatar em nossa vida?  Em que momento, na Noosfera, existiu uma necessidade mais urgente de procurar, de encontrar uma Fé, uma Esperança para dar um sentido, uma alma ao imenso organismo que nós construímos?

Dava a entender que este processo de hominização, como ponto alto da complexificação do Cosmos, sua forma “mais avançada” se encontra “personalizada”, e ela faz surgir uma dupla condição necessária para o futuro: super-animar a Pessoa (anima e alma tem a mesma origem etimológica), mas sem a destruir, e uma convergência universal “deve ainda possuir (eminentemente) a qualidade de uma Pessoa”, invertemos de propósito, pelos eventos atuais.

Chardin imaginava que a pessoa cresceria junto com esta “super-anima” (aqui no sentido de alma) mas vemos que a Pessoa ficou em segundo plano, ou como preferem existencialistas mais atuais, o Ser e o Ser-com-o-Outro, que deveria ter evoluído junto com a super-anima, mas não ocorreu.

Nos escritos de Pequim datados de 1937, ele especula sobre esta energia humana motora de tantos avanços e esta força de “ser-mais” sob uma forma mais primitiva e mais selvagem: a Guerra.

Acreditava que virá o tempo em que “aqueles que triunfam dos mistérios da Matéria e da Vida” ao contrário de ser usada para a guerra, dos exércitos e frotas, “dobrar esta outra potência que a máquina tornará livre, e uma maré irresistível de energias disponíveis levará aos círculos mais progressivos da Noosfera”.

Como uma primeira conclusão, os textos ainda irão a frente, afirma: “O amor, assim como o pensamento, está sempre em pleno crescimento na Noosfera. Torna-se cada dia mais flagrante o excesso de suas energias em relação às necessidades cada mais restritas da propagação humana.”

 

CHARDIN, T. Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil, 1958.[:en]The idea of giving the man of our time a planetary citizenship, we live in a time of globalization or globalization, and this implies rights, it will only be sustainable if in return this path also points to an earthly “soul” where everyone sees themselves as codependents among themselves, the pandemic should have sparked this, but not yet.

Says Chardin in the book we are analyzing: “the man of our time will still go through a period of great illusion, imagining that, having reached a better knowledge of himself and the world, he no longer needs Religion” (Chardin, 1958) and this gets worse when we see the night of God hanging over humanity, confused between ideologies and fundamentalisms.

He saw the imperative that “from universal evolution God emerges in our consciences”, and he saw that it was necessary to overcome “religion understood as a simple appeasement of our difficulties, nothing ‘opium’. Its real function is to sustain and stimulate the progress of Life”and note that the systems proposed against it have not been able to prove effective in this direction.

He explains that the religious function is “born of ´hominization´, and linked to it can only be continually with the Man himself”, and he will ask: “Isn´t this what we can verify in our life? When, in the Noosphere, was there a more urgent need to seek, to find a Faith, a Hope to give meaning, a soul to the immense organism that we built?

It implied that this process of hominization, as the highlight of the complexification of the Cosmos, its “more advanced” form is “personalized”, and it raises a double necessary condition for the future: to super-animate the Person (anima-soul and animation has the same etymological origin), but without destroying it, and a universal convergence “must still (eminently) have the quality of a Person”, we purposely invert, due to current events.

Chardin imagined that the person would grow up with this “super-anima” (here in the sense of the animation) but we see that the Person was in the background, or as most current existentialists prefer, the Being and the Being-with-the-Other, that should have evolved along with the super-anima, but it didn’t.

In the 1937 Beijing writings, he speculates about this human energy that drives so many advances and this “being-more” force in a more primitive and more savage form: the War.

He believed that the time will come when “those who triumph over the mysteries of Matter and Life” as opposed to being used for war, armies and fleets, “doubling this other power that the machine will make free, and an irresistible tide of energies available will lead to the most progressive circles in the Noosphere”.

As a first conclusion, the texts will still go ahead, he says: “Love, like thought, is always in full growth in the Noosphere. The excess of their energies in relation to the increasingly restricted needs of human propagation is becoming more flagrant every day”.

Chardin, T. (1958) Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil.

 

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[:pt]A cura, a alma e a lei[:en]Healing, the soul and the law[:]

16 mar

[:pt]A pandemia segue um percurso ainda mais perigoso que é a produção de novas variantes ou novas cepas, toda humanidade quer a cura, mesmo os chamados negacionistas, todos sofremos e porque a cura não vem, o que falta para a ciência, ou para a compreensão do vírus que não acontece, na verdade temos outras doenças que são comorbidades sociais: fome, miséria, ignorância e intolerância que não dão trégua também, e a doença da alma humana da qual não se fala ou apenas da “religiosa”.

Ah sempre foi assim, não temos outra solução, falamos no post anterior sobre a próxima pandemia, se não nos curarmos é claro, há um caso diferente e emblemático.

Em 1977, Ali Maow Maalin, um cozinheiro de um hospital na Somália, pegou varíola, ele não sabia, mas era a última pessoa do mundo a contrair naturalmente a doença, ela infectou 1 bilhão de pessoas e matou 300 milhões no século 20, quando ficou curado entrou para a história, a varíola foi considerada erradicada, duas coisas foram necessárias: a vacina e gerenciar a doença.

O gerenciamento deve ser global e a OMS deve ter um papel essencial nesta luta, identificar os focos e agir com rapidez e firmeza para evitar que doenças infecciosas se alastre.

A doença que impede isto é a doença da alma, estamos quase sempre em polos de radicalização e não permitimos um avanço fraterno e geral de todos os países e em todos os países pela OMS, este problema da “alma” humana não será resolvido apenas pela lei, política e repressão, é preciso educar.

As religiões poderiam ter um papel essencial nisto, criados para tornar a família humana filha de um só Pai e assim todos seus filhos, limitados que somos diante de doenças sanitárias e sociais, não se realiza porque a alma humana segue doente, e só a “lei” não resolve é preciso mudar a mentalidade, só a radicalização produziremos mais ditaduras e menos fraternidade.

Na passagem Bíblia que Jesus cura um paralítico, e ele sai levando a cama, os judeus dizem que não era permitido carregar a cama no sábado (João 5,10-13) e Jesus já havia perdoado seus pecados, isto é curado sua alma, e nós permanecemos doentes do pecado e da mentalidade.

Teilhard Chardin escreveu “Construire la terre” (Ed. Soleil, 1958) onde fala da “alma comum”, voltaremos ao tema.[:en]The pandemic follows an even more dangerous path, which is the production of new variants or new strains, all humanity wants a cure, even the so-called denialists, we all suffer and because the cure does not come, what is missing for science, or for understanding the virus that does not happen, in fact we have other diseases that are social comorbidities: hunger, misery, ignorance and intolerance that do not give respite too, and the disease of the soul that is not talked about.

Ah it was always like that, we have no other solution, we talked in the previous post about the next pandemic, if we do not cure ourselves, of course, there is a different and emblematic case.

In 1977, Ali Maow Maalin, who was a hospital cook in Somalia, caught smallpox, he didn’t know, but he was the last person in the world to naturally contract the disease, she infected 1 billion people and killed 300 million in the 20th century, when he was cured he went down in history, smallpox was considered eradicated, two things were needed: the vaccine and managing the disease.

Management must be global and WHO must play an essential role in this struggle, identify outbreaks and act quickly and firmly to prevent infectious diseases from spreading.

The disease that prevents this is the disease of the soul, we are almost always in radicalization poles and we do not allow a fraternal and general advance of all countries and in all countries by WHO, this problem of the human “soul” will not be solved only by law, politics and repression, it is necessary to educate.

Religions could play an essential role in this, created to make the human family the daughter of one Father and thus all his children, limited as we are in the face of sanitary and social diseases, cannot be fulfilled because the human soul remains ill, and only “law ”does not solve the need to change the mentality, only radicalization will produce more dictatorships and less fraternity.

n the Bible passage that Jesus heals a paralytic, and he goes out taking the bed, the Jews say that it was not allowed to carry the bed on the Sabbath (John 5: 10-13) and Jesus had already forgiven his sins, that is, healed his soul, and we remain sick with sin and new mentality.

Teilhard Chardin wrote “Construire la terre” (Ed. Soleil, 1958) where he speaks of the “common soul”, we will return to the theme.

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[:pt]O futuro imprevisível da pandemia[:en]The unpredictable future of the pandemic[:]

15 mar

[:pt]Fica cada vez mais claro que o futuro da pandemia pode ser distante do que todos imaginam, o número de variantes do vírus, os cientistas começam a identificar as pequenas variações que ele faz em seu código genético, e durante anos os epidemiologistas diziam que devíamos nos preparar para uma próxima pandemia, se não o fizemos antes, agora mais que nunca deve ser feito.

Enquanto isto a epidemia não dá sinais de arrefecimento, apesar do número cair, na Europa por exemplo, houve um aumento considerável nesta semana, de cada 100 infecções registradas no mundo, 41 são da Europa, o caso brasileiro já revelamos é trágico devido aos recordes de infecções e mortes superiores aos dados do ano passado.

Os estudos sobre as variantes constatam também uma alteração no seu código genético que assusta pois a cada transmissão as alterações do código genético podem influenciar na eficiência da vacina (já explicamos os índices de eficácia que dependem do “tipo” de vacina), ou seja, pode acontecer que a próxima epidemia seja do próprio coronavírus em uma de suas mutações.

O que fazer por enquanto, aumentar a vacina e combiná-la com lockdown, é um fato cultural que será difícil no Brasil e as restrições são altamente impopulares, mas não há outra coisa a fazer, e é preciso combiná-la com aumento nas taxas de vacinação.

Outro problema é a crise humanitária que pode ocorrer, limitar a circulação de pessoas significa limitar o comércio, o consumo de bens etc., que teve no ano de 2020 um fato positivo, pois a pouca circulação de veículos e uso de energias não renováveis, fez a emissão de CO2 cair em média 6% em todo planeta, e alguns sinais de reabilitação da natureza surgiram, presença de golfinhos próximos a costa, que significa abundância de peixes, melhoria nos níveis de poluição das grandes cidades.

Porém é importante dizer que o número de mortes cresce que havia começado a diminuir, volta a patamares muito preocupantes, e novos repiques voltam a acontecer devido as variantes do virus.

A economia também deve ser um fator preocupante porque já há sinais em muitos países de problemas sociais, desempregos, índices de miserabilidade e as questões correlatas: distribuição de renda e empobrecimento.

Podemos aprender com esta cruel lição, mas ainda a maioria das pessoas pouco se preocupa com aquilo que não o afetou diretamente ainda, mas aos poucos afetará a todos.[:en]It is becoming increasingly clear that the future of the pandemic may be far from what everyone imagines, the number of variants of the virus, scientists are beginning to identify the small variations it makes in its genetic code, and for years epidemiologists have said that we should be prepare for a next pandemic, if we haven’t done it before, now more than ever should be done.

Meanwhile, the epidemic shows no signs of cooling, despite the number dropping, in Europe for example, there was a considerable increase this week, of every 100 infections registered in the world, 41 are from Europe, the Brazilian case we have already revealed is tragic due to the records infections and deaths higher than last year’s data.

The studies on the variants also find a change in its genetic code that is frightening because with each transmission, changes in the genetic code can influence the efficiency of the vaccine (we have already explained the efficacy rates that depend on the “type” of the vaccine), that is it may happen that the next epidemic is the coronavirus itself in one of its mutations.

What to do for now, increase the vaccine and combine it with lockdown, is a cultural fact that will be difficult in Brazil and the restrictions are highly unpopular, but there is nothing else to do, and it needs to be combined with increased rates. vaccination.

Another problem is the humanitarian crisis that can occur, limiting the movement of people means limiting trade, consumption of goods, etc., which in 2020 had a positive fact, since the little circulation of vehicles and the use of non-renewable energies, it caused CO2 emissions to drop by an average of 6% across the planet, and some signs of nature rehabilitation appeared, the presence of dolphins close to the coast, which means an abundance of fish, improved levels of pollution in large cities.

However, it is important to say that the number of deaths grows that had started to decrease, returns to very worrying levels, and new bouts happen again due to the virus variants.

The economy must also be a worrying factor because there are already signs in many countries of social problems, unemployment, poverty levels and related issues: income distribution and impoverishment.

We can learn from this cruel lesson, but still most people care little about what hasn’t directly affected them yet, but it will gradually affect everyone.

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[:pt]Notícia boa, ruim e pós-trauma pandêmico[:en]Good news, bad and post-pandemic trauma[:]

01 mar

[:pt]A notícia boa é que a pandemia diminui no mundo todo, a má é que no Brasil pelo menos 7 estados com uma piora maior que os dados de 2020, é preocupante, porém o que já se começa a pensar é o que virá depois, nossa visão de mundo foi alterada e precisamos caminhar em nova via.

São eventos que acontecem individualmente quando sofremos um grave acidente, uma ruptura em relações pessoais, ou algo que cria um trauma, segundo David Trickey, psiquiatra e membro do Conselho de Trauma do Reino Unido, a ruptura do trauma é uma “construção de significado”.

Esclarece o psiquiatra: “a maneira como você se vê, a maneira como você vê o mundo e a maneira como você vê as outras pessoas” ficam abaladas pela reviravolta de um evento, surge uma lacuna em seu “sistema de orientação” e um simples estresse cotidiano transforma-se em trauma se são mediados por sentimentos fortes e prolongados de impotência e apreensão.

Será preciso olhar para a saúde mental das pessoas, estender nosso limite de tolerância e atenção, é neste momento que intolerâncias e práticas de pessimismo latente ou simplesmente de pouca

De que se trata este sistema de orientação e significado, todos possuímos uma espécie de “GPS pessoal”, ligado ao trabalho, a realização humana e suas necessidades, enfim a autoestima e a relação com os outros, tratamos demoradamente o assunto na semana passada.

A resiliência mental é uma espécie de bálsamo que movimenta nossa máquina cognitiva e nos faz seguir em frente ao estresse e se fica perto de um esgotamento cria um trauma psíquico, tão grave quando um trauma físico.

Lembrar as lições desta crise pandêmica e construir significados novos é mais difícil que ser apenas “otimistas”, porém a penúltima grande epidemia da crise espanhola mostrou que ela foi esquecida e as lições que podíamos tirar não foram tiradas.

Martin Bayly, um cientista social da London School of Economics (LSE), citado em reportagem da BBC, foi revisitar arquivos sobre a gripe espanhola no Reino Unido onde morreram 250 mil pessoas, e não conseguiu encontrar nenhuma evidência de homenagem pública, disse na reportagem “A ausência de memoriais fez com que desaparecesse da memória pública, na escrita da história”.

Isto afeta nossa preparação para crises futuras, quando ocorreu a pandemia de 1957 (a gripe asiática matou um milhão de pessoas), vários analistas destacaram conforme relato de Bayly “falhamos completamente em aprender as lições de 1918”, mas também a lição moral porque estávamos em meio a guerra.

Criar uma significação a partir de uma narrativa social, seria um passo importante destaca a reportagem, e um dos esforços no Reino Unido será o de lembrar a NHS (National Health Service) no caso brasileiro o SUS (Sistema Único de Saúde), além disto pensar em memórias e outros modos de lembrar e historiar esta crise serão alertas e preparação para o futuro.[:en]The good news is that the pandemic is decreasing worldwide, the bad thing is that in Brazil at least 7 states with a worse worsening than the data from 2020, it is worrying, but what is already beginning to be thought is what will come next, our worldview has changed and we need to take a new path.

These are events that happen individually when we have a serious accident, a rupture in personal relationships, or something that creates trauma, according to David Trickey, a psychiatrist and member of the UK Trauma Council, the trauma rupture is a “construction of meaning” .

The psychiatrist explains: “the way you see yourself, the way you see the world and the way you see other people” are shaken by the turn of an event, a gap in your “guidance system” and a simple everyday stress turns into trauma if they are mediated by strong and prolonged feelings of helplessness and apprehension.

It will be necessary to look at people’s mental health, to extend our limit of tolerance and attention, it is at this moment that intolerances and practices of latent or simply little pessimism

What is this guidance and meaning system about, we all have a kind of “personal GPS”, connected to work, human fulfillment and their needs, in short self-esteem and the relationship with others, we dealt with the subject in the past week.

Mental resilience is a kind of balm that moves our cognitive machine and makes us move on from stress and if it gets close to exhaustion it creates a psychic trauma, as serious as a physical trauma.

Remembering the lessons of this pandemic crisis and building new meanings is more difficult than just being “optimistic”, but the penultimate great epidemic of the Spanish crisis has shown that it has been forgotten and the lessons we could learn have not been learned.

Martin Bayly, a social scientist at the London School of Economics (LSE), quoted in a BBC report, went to revisit files on Spanish flu in the UK where 250,000 people died, and could not find any evidence of public homage, he said in the report “The absence of memorials made it disappear from public memory, when writing history”.

This affects our preparedness for future crises, when the 1957 pandemic occurred (the Asian flu killed one million people), several analysts pointed out, according to Bayly’s report, “we completely failed to learn the lessons of 1918”, but also the moral lesson why we were in the middle of war.

Creating a meaning from a social narrative would be an important step, highlights the report, and one of the efforts in the United Kingdom will be to remember the NHS (National Health Service) in the Brazilian case the SUS (Unified Health System), in addition to this thinking about memories and other ways of remembering and recounting this crisis will be alert and preparation for the future.

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[:pt]Vacinas: Eficácia e Eficiência[:en]Vaccine: Efficacy and Efficiency[:]

25 jan

[:pt]A eficácia da vacina depende basicamente da ação que ela consegue ter ao vírus em pessoas e populações concretas, quanto a idade, ao tipo físico e o desenvolvimento orgânico de cada pessoa e determinadas comorbidades, doenças que colaboram com o processo infeccioso.

O fato e uma vacina ter eficácia de 90% por exemplo para que ela seja eficiente seria necessário vacinar pelo menos 56% da população, onde o desenvolvimento do vírus ficaria limitado ao contágio e as taxas infeciosas iriam caindo até chegar ao fim da pandemia em determinado período, e também o tempo de vacinação é importante e dele depende a disponibilidade da vacina para uma porcentagem da população dependente a sua eficácia.

O problema é que os países ricos estão dispondo de insumos para produzir a vacina, então eles poderão ter maior probabilidade de combater a pandemia, os países mais pobres além desta disponibilidade, que depende da agilidade das ações governamentais, precisam de ter recursos para compras insumos para produzir vacinas no próprio país ou comprarem as vacinas.

Há uma disputa de mercado e também no plano político, a própria OMS afirmou que poderá ocorrer um problema moral se os países mais pobres tiverem dificuldades para obter a vacina e/ou os insumos para produzi-la.

Também é um problema de eficiência a capacidade do sistema hospitalar e a organização do sistema de saúde, o Brasil tem uma boa organização pública no sistema do SUS, porém há uma urgência das ações do estado, a volta da doença para uma fase crítica não foi prevista e assim há um grande problema de eficiência na resposta a doença, a falta de oxigênio em Manaus foi isto.

Há por último um problema cultural, que é a compreensão que ainda não saímos da Pandemia e qualquer medida que favoreça o fim do isolamento é preocupante e isto tem levado a um esgotamento da capacidade hospitalar de responder a nova fase crítica da Pandemia.

É responsabilidade de todas as forças políticas e públicas alertar que a Pandemia está longe do fim, e a vacina ainda que seja uma esperança dependerá da eficácia e eficiência de sua aplicação.

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The effectiveness of the vaccine basically depends on the action that it can take on the virus in specific people and populations, as for the age, the physical type and the organic development of each person and certain comorbidities, diseases that collaborate with the infectious process.

The fact that a vaccine is 90% effective, for example, for it to be efficient, it would be necessary to vaccinate at least 56% of the population, where the development of the virus would be limited to contagion and infectious rates would drop until the end of the pandemic in a given period, and also the vaccination time is important and the availability of the vaccine for a percentage of the population dependent on its effectiveness depends on it.

The problem is that rich countries are having inputs to produce the vaccine, so they may be more likely to fight the pandemic, the poorer countries beyond this availability, which depends on the agility of governmental actions, need to have resources for purchasing inputs. to produce vaccines in their own country or buy vaccines.

There is a market dispute and also at the political level, WHO itself said that a moral problem could occur if the poorest countries have difficulties in obtaining the vaccine and / or the inputs to produce it.

The capacity of the hospital system and the organization of the health system is also an efficiency problem, Brazil has a good public organization in the SUS system, however there is an urgency for the state’s actions, the return of the disease to a critical phase was not so there is a big problem of efficiency in the response to the disease, the lack of oxygen in Manaus was this.

Finally, there is a cultural problem, which is the understanding that we have not yet emerged from Pandemic and any measure that favors the end of isolation is worrying and this has led to an exhaustion of the hospital’s capacity to respond to the new critical phase of Pandemic.

 

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[:pt]O que esperar de 2021[:en]What to expect in 2021[:]

31 dez

[:pt]A julgar pelo ano que encerra é melhor não fazer previsões, porém estar preparado para surpresas positivas ou negativas, falamos de resiliência em 2020 e isto significa estar preparado para situações adversas, de stress e de privações, claro mantendo sempre esperanças de melhoras.

Assisti o filme O sol da meia noite e alguns pensamentos sobre um possível futuro sombrio me vieram a mente, mas agora com um toque de humanismo e até de otimismo, ele é baseado no livro Good Morning, Midnight (2016).

O livro de Lily Brooks-Dalton será publicado este ano em português pela Editora Morro Branco, que adquiriu os direitos de publicação.

Embora a crítica não elogie, no mínimo é muito boa a atuação do ator George Clooney e o diálogo entre ficção e humanismo no filme é muito bem feito, deverá ter indicações ao Oscar. 

A mistura de ficção científica com sentimentos parece inadequada, esta é uma das principais críticas, penso que em se tratando de uma crise profunda em nosso planeta é adequada esta mistura, a segunda crítica principal é o tipo de enredo, sem dúvida muito diferente, as vezes perdemos a sequência e precisamos pensar um pouco, neste ponto é curioso o sucesso no Netflix, talvez as pessoas tenham aprendido a gostar disto, reflexão é bom e nos leva a questões.

O filme me levou a pensar em 2021 pois é uma atitude resiliente, de minha parte, pensar se o pior acontecer o que eu poderei fazer de positivo para me ajudar e ajudar as pessoas.

Que venha a vacina, que iniciemos um processo de retomada da vida, porém esperamos que a nova normalidade seja mais humana, com um olhar mais empático aos que nos rodeiam, e que tenhamos mais solidariedade entre as pessoas, então a pandemia nos terá ensinado algo.

Porém é preciso mudar atitudes, comportamentos e mentalidades, não bastam gestos afirmativos de pessoas bem intencionadas e altruístas, é preciso levar mais a sério aquilo que podemos nos ajudar como humanidade, como sociedade e como pessoa.

Que venha 2021, com vacina e com muita solidariedade e se for necessário com muita resiliência.[:en]Judging by the year that ends, it is better not to make predictions, but be prepared for positive or negative surprises, we talk about resilience in 2020 and this means being prepared for adverse situations, stress and deprivation, of course always hoping for improvements.

I watched the movie The Midnight Sun and some thoughts about a possible dark future came to mind, it is based on the Lily Brook-Dalton and just like the film (which is on Netflix) they are very successful, although the critic does not praise, at least the performance of actor George Clooney is commendable, and there is a perfect combination of optimism and fiction.

I watched the movie The Midnight Sun and some thoughts about a possible dark future came to mind, but now with a touch of humanism and even optimism, it is based on the book Good Morning, Midnight (2016), written by Lily Brooks-Dalton.

The mixture of science fiction with feelings seems inadequate, this is one of the main criticisms, I think that in the case of a deep crisis on our planet this mixture is adequate, the second main criticism is the type of plot, undoubtedly very different, the Sometimes we lose the sequence and we need to think a little, at this point, success on Netflix is ​​curious, maybe people have learned to like this, reflection is good and leads us to questions.

The film led me to think about 2021 because it is a resilient attitude, on my part, to think if the worst happens, what can I do positive to help myself and help people.

Let the vaccine come, let us start a process of resuming life, but we hope that the new normality will be more human, with a more empathic look to those around us, and that we will have more solidarity among people, then the pandemic will have taught us something.

However, it is necessary to change attitudes, behaviors and mentalities, affirmative gestures by well-intentioned and altruistic people are not enough, we need to take more seriously what we can help us as humanity, as a society and as a person.

That this year come the vaccine, with a vaccine and a lot of solidarity and if necessary with a lot of resilience.

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[:pt]Descaminhos e veredas[:en]Routes and paths[:]

01 dez

[:pt]Enquanto o Ocidente padece com a covid-19, o oriente em meio a crise continua dando sinais de vitalidade e fortaleza, formaram um bloco de 15 países tendo a China, Coréia do Sul, Nova Zelândia, Japão e Austrália a frente, chamado de RCEP (Parceria Econômica Regional Abrangente, em inglês RCEP) foi assinado num encontro de cúpula regional em Hanói em 15/11, embora a conferência tenha sido online.

Um dos objetivos é reduzir progressivamente as tarefas em áreas essenciais nos próximos anos, além dos países que faziam parte do tratado asiático ASEAN, juntam-se Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietná, o bloco tem metade da população mundial e quase 40% do PIB de todo planeta.

Além da pandemia o ocidente digladia-se com polarizações, crises com direitos de minorias e raciais, um degradante ambiente moral, no qual a corrupção é apenas uma parte de todo uma engrenagem estrutural em torno dela, com uma presença cada vez maior de migrantes de todo o planeta, mas em especial os árabes que tem uma cultura bastante diferente.

A zona do Euro terá que reforçar os laços para sair da crise econômica imposta pela pandemia, a saída da Inglaterra que finaliza em dezembro, ainda tem efeitos imprevisíveis também para a Inglaterra, mas o governo conservador de   conseguiu se impor em meio a pandemia e prepara a primeira vacinação em massa no ocidente.

Na América Latina, o passo dado por Bolsonaro do Brasil e Fernandez da Argentina de fazer a primeira reunião bilateral não deixa de ser um alento, mas a chamada a uma cooperação das forças armadas mote do governo brasileiro e o pedido de colaboração na questão ambiental apesar do toque diplomático representam também uma provocação naquilo que os presidentes acreditam.

O governo eleito da Bolívia, partidário do deposto Evo Morales, tenta romper o isolamento convidando o líder oposicionista da Venezuela, mas usou na festa de libertação do estado de Potosí, a bandeira boliviana e a Whipala, símbolo da congregação dos povos indígenas.

O aceno para uma cooperação e formação de um bloco coeso do Mercosul está difícil de sair do papel para medidas concretas onde a cooperação, o respeito a diversidade política e cultural, e a cooperação além fronteiras seja um passo dado como no Oriente ou na ainda frágil União Europeia, acordos das Américas, como era a proposta do Nafta, se forem avante com Joe Biden devem ser um processo muito lento.

O ocidente vive uma crise, porém vive de fatos passados, o período colonial da Europa, a hegemonia política dos EUA e a América Latina cheia de riqueza cultural, ecológica e com promessas de um futuro pan-americano ficam apenas no sonho de muitos idealistas.[:en]While the West suffers from covid-19, the east in the midst of the crisis continues to show signs of vitality and strength, formed a bloc of 15 countries with China, South Korea, New Zealand, Japan and Australia ahead, called RCEP (Regional Comprehensive Economic Partnership) was signed at a regional summit in Hanoi on 11/15, although the conference was online.

One of the objectives is to progressively reduce tasks in key areas in the coming years, in addition to the countries that were part of the Asian ASEAN treaty, Brunei, Cambodia, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, Philippines, Singapore, Thailand, Vietnam, bloc has half the world population and almost 40% of the GDP of the entire planet.

In addition to the pandemic, the West is struggling with polarizations, crises with minority and racial rights, a degrading moral environment, in which corruption is only part of the whole structural gear around it, with an increasing presence of migrants from the whole planet, but especially the Arabs, who have a very different culture.

The Eurozone will have to strengthen ties to get out of the economic crisis imposed by the pandemic, the departure from England that ends in December, still has unpredictable effects also for England, but the conservative government has managed to impose itself in the midst of the pandemic and prepares the first mass vaccination in the west.

In Latin America, the step taken by Bolsonaro from Brazil and Fernandez from Argentina to hold the first bilateral meeting is still encouraging, but the call for cooperation from the Brazilian government’s armed forces and the request for collaboration on the environmental issue despite of the diplomatic touch also represent a provocation in what the presidents believe.

The elected government of Bolivia, supporter of the deposed Evo Morales, tries to break the isolation by inviting the opposition leader of Venezuela, but used the Bolivian flag and Whipala, symbol of the indigenous peoples’ congregation, in the liberation party of the state of Potosi.

The call for cooperation and the formation of a cohesive Mercosur bloc is difficult to leave the paper for concrete measures where cooperation, respect for political and cultural diversity, and cooperation across borders is a step taken as in the East or in the still fragile European Union, agreements of the Americas, as was the proposal of NAFTA, if they go forward with Joe Biden they must be a very slow process[:]