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A república Romana

20 Jul

Os romanos inicialmente acreditavam que a origem do rei era divina e ImperioRomanoestabeleceram a Monarquia, mas depois no 509 a.C., derrubaram o rei etrusco Tarquínio, o Soberbo, e fundaram a República Romana estabelecendo dois magistrados como governo.

O início da República, a sociedade romana era dividida em quatro classes: Patrícios, Clientes, Plebeus e Escravos, em geral povos que eram derrotados em guerras.

Dentre estas guerras, destaca-se os  mais de 100 anos contra Cartago, as Guerras Púnicas e em seguida, as guerras na Península Ibérica (conquista que levou mais de 200 anos), Gália e o Mediterrâneo Oriental.

Os territórios ocupados eram transformados em províncias, elas eram obrigadas a pagar impostos ao governo de Roma e aos poucos, o exército romano transformou-se em um grupo imbatível.

Sua organização militar era formada por três tipos de pessoas:
– Cidadãos de Roma, dos territórios, das colônias e das tribos latinas que também tinham cidadania romana
– Comunidades cujos membros não possuíam cidadania romana completa (não podiam votar nem ser votados)
– Aliados autônomos (faziam tratados de aliança com Roma)

O exército construiu estradas por toda a península itálica também contribuíram para explicar as conquistas romanas, eram especialistas em montar fortificações.

A disciplina militar era severa e a punição consistia em espancamentos e decapitações. Os soldados vencedores recebiam prêmios e honrarias e o general era homenageado, enquanto que os perdedores eram decapitados nas prisões.

As sucessivas conquistas provocaram, em Roma, grandes transformações sociais, econômicas e políticas, mas já nos anos IV d.C. apresentava sinais de decadência.

 

A política de Aristóteles

19 Jul

Ao contrário de Platão qual a formação deve ser o homem da República, o conjunto da oPolisGreekbra de Aristóteles vai além da política, ou a vê num sentido mais amplo, pois vai tratar quais assuntos humanos se desenvolvem dentro do espaço de uma cidade (a pólis).

Entre estes assuntos a Política era provavelmente aulas dadas a seus alunos no Liceu e que por eles foram registradas, também é possível que sejam reflexões do período em que foi preceptor de Alexandre da Macedônia, e seu pai Nicomaco (a quem escreveu uma ética) era médico do pai de Alexandre, Felipe II.

Aristóteles analisa profundamente as próprias cidades gregas, assim vai analisá-las e ver quais as constituições eram boas, e quais favoreciam a Eudaimonia (o ´eu (‘bom’) e ó ´daimōn´), algumas vezes traduzidas como “bem comum”, entretanto esta categoria é mais moderna, e junto a estes conceitos de sua filosofia política, outros três são igualmente importantes: o areté” (geralmente traduzido como “virtude” ou “excelência”) e “phronesis” (frequentemente traduzido como “sabedoria prática”), e a ética que define como este gênio bom é alcançado,

É aconselhável portanto ler-se a política junto a “Ética a Nicomoco”, para que os conceitos fiquem confusos, e indevidamente atualizados em categorias a-temporais.

Nos livros I a III da Política, temos a introdução ao tema, os livros IV, V e VI são sobre a prática política, a natureza de várias constituições e seus princípios, nos livros VII e VIII como se desenvolve a vida dos cidadãos e como a educação é importante para que se realizem os objetivos da cidade

 

A República ou Politeia

18 Jul

A principal obra de Platão foi escrita por volta de 380 a.C., é um discursoPoliteia desenvolvido em termos filosóficos, políticos e sociais.

Seu problema é a busca de uma fórmula que assegure harmonia à uma cidade, tentando desde aquele tempo desvencilhar de  interesses e disputas particulares, como queriam os sofistas.

Este diálogo se realiza na casa de Polemarco, irmão de Lísias e Eutidemos, filho do velho Céfalo, e ali se encontra os dois irmãos de Platão, Glauco e Adimanto; Nicerato, além do anfitrião Polemarco, Lísias, Céfalo e Trasímaco.

Trasímaco é o sofista, o método dialético de Platão é do diálogo e não da contenda, o sofista argumenta que a força é um direito, e que a justiça é garantida pelo mais forte, determina assim que o injusto pode transgredir suas regras, pode-se dizer então que elas não existem.

Os livros I e II são a primeira tentativa de definição do que seria realmente a aplicação da justiça perante a comunidade, no diálogo de Sócrates com Gláucon e Adimanto, explica que a justiça é superior a injustiça, e que só ela conduz a felicidade.

Assim dos livros II a V os diálogos evoluirão para afirmar quais são os princípios da justiça, ou seja, o que constitui a verdadeira justiça administrada à população, princípio de sua Republica.

Dos livros VI e VII evoluem os princípios do que são as necessidades da justiça em si, é onde aparece a famosa alegoria da Caverna, onde estão os procurando mostrar que a verdade pode ser atingida por meio do conhecimento, e portanto, a justiça depende do conhece-la, assim o mito é principalmente o fato que os homens “na caverna”, somente veem sombras.

Os livros VIII e IX, desenvolvem os temas sobre a decadência da cidade, que para Platão é devido a concentração do poder nas oligarquias e o surgimento da tirania.

O livro X faz uma crítica à poesia como meio educativo, isto não é secundário, mas fundamental para entender que o problema desde o princípio da modernidade, é este conflito defendido por Platão colocando-o na boca de Sócrates que a poesia deve ser substituída pela filosofia, meio educativo, diríamos hoje mais “objetiva”, mais real.

O restante do livro traz uma exortação à prática da justiça e demais virtudes, isto são apenas indicações para a leitura, que não é senão olhar nossas “raízes” profundas.

PLATÃO. A República, (pdf online).

 

A sociedade grega antes de Sócrates

17 Jul

Deve-se entender Platão e Aristóteles e com eles toda a formação clássica do AcropoleOcidente, dos quais somos herdeiros em três aspectos didaticamente separados: o sociológico,

O aspecto sociológico, que diz respeito aos elementos da sociedade política criada pelo homem, diferentemente do período romano, onde o poder militar aparece com destaque, o princípios tanto em Platão (que dialoga com Socrates) como Aristóteles, seu discipulo, o aspecto filosófico se destaca, e o terceiro, importante, é o histórico.

A sociedade grega entre XII a.C à VIII a.C, chamado Homérico pois é o período escreveu Ilíada e Odisseia, houve a criação de diversas comunidades gentílicas, com uma forma de organização rural, mas com estruturas políticas nascentes.

Eupátridas nome da  pequena classe dominante, o termo grego significa ‘’bem-nascido’’, se responsabilizavam por tomar decisões políticas e por coordenar instituições e organizar os instrumentos a serem usados nos trabalhos, mesmo nas terras e guerras

Haviam ainda os Georgoi, ou “pequenos agricultores” e os Thetas, ou “marginais”, que eram recrutados em colheitas e construções, mas os escravos ainda eram em pequeno número.

Criaram-se as fratrias, no intuito de estabelecer a preservação das terras, mas e o “poder” e no período de Platão (427-347 a.C.) começa a ser estabelecida a ideia que deve-se formar os cidadãos e que os filósofos seriam os melhores para governar as cidades-estado.

O período subsequente nasce a escola peripatética ou o Liceu de Aristoteles (384 a.C  -322 a.C.) que vai estabelecer o conceito de Pólis e uma doutrina para ela: a Política, mas não se deve separar estes estudo do seu escrito “Ética a Nicômaco”.

A pólis tinha o poder num local mais alto, determinado acrópole, e depois palácios e templos.

No aspecto doutrinário-filósofico, pode-se analisar o Estado como foi concebido na antiguidade: a República de Platão e a Política de Aristóteles.

 

Metáfora, parábola e tragédia

13 Jul

Em tempos de crise cultura e de valores, a coisa mais comum é o julgamento apressado sobre certo comportamento ou pessoa, mas nem tudo que parecer ser é o mesmo, é o caso, por exemplo, de combate aParábolas um preconceito que cai em outro tipo de julgamento.

Ao se determinar que determinada forma de comportamento ou relacionamento é mais politicamente correto, pode-se eliminar o convencional ou o tradicional, na história da humanidade sempre o relacionamento entre tradição e as novas “modas” populares sempre foi importante, é por este discernimento que não caímos em puro modismo ou em desastres.

Vivemos ainda os efeitos de um pós-guerra mundial, e de muitas guerras com foco religioso, cultural e aos poucos retornam também as ideológicas, de fato é uma crise de modelos.

Realiza-se hoje o que estava escrito nos tempos bíblicos sobre a profecia de “:Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível”, que é citado pelo evangelista Mateus 13,14-15, ao explicar por que Jesus falava em parábolas, mas qual a insensibilidade de hoje, é olhar o Outro sem preconceito, permitir que a diversidade possa estar presente na sociedade e respeitá-la.

Não se trata apenas pelo fato que temos problemas de imigração, mas que o mundo pelas TVs e pela Web se vê e tomamos contato com todo tipo de cultura e religiosidade do planeta, mas o respeito que devemos ter por todos ainda é diminuto, então só se pode falar em metáforas.

O livro de Paul Ricouer a metáfora viva parte da leitura da Poética de Aristóteles, livro que restou apenas uma parte do original, para dizer que sua construção é a base da literatura ocidental, onde podemos destacar a mímesis, o mito e a catarse como base, e como forma a tragédia, a catarse e a mímesis, talvez esta última a mais desconhecida.

Tanto nas tragédias de Sófocles, como nas epopéias de Homero, as artes miméticas se aproximam, a considerar que ambas representam seres superiores aos comuns. Aristófanes, autor de comédias, também imita pessoas agindo, fazendo o drama, podemos dizer assim que as parábolas bíblicas são também mímesis em trechos como: “o semeador saiu a semear”, “o administrador confiou os talentos a seus empregados”, e muitos outros.

Tanto como a parábola, e algumas formas de metáforas, a tragédia se identifica com a mímesis de qualidade superior à comédia assim pensava Aristóteles e mais tarde Nietszche, e  tem como objeto, ações de caráter elevado (modelo ético); como meio, linguagem ornamentada; como modo o diálogo e o espetáculo cênico; e inclui a catarse.

A tragédia de nossos dias, pode-se dizer é a incompreensão da tragédia como parte da mudança e da solução, apenas revoltar-se ou indignar-se não resolve, apenas paralisa.

RICOEUR, Paul. A metáfora viva. Trad. Dion Davi Macedo.São Paulo; Loyola, 2000.

 

Fenomenologia, o Outro e o Diálogo

11 Jul

A psicologia fenomenológica também usa várias concepções vindas da tradiçãoArendtPt filosófica, e imaginar que é puramente filosófico o que deriva da virada ontológica ou apenas uma linguagem psicológica, ambas não são verdades, pois pode tanto pode estar ligadas na teoria e a prática psicológica, como estar presente em vários campos, por exemplo, na comunicação.

Se deseja-se alcançar maior rigor e coerência no Ser ontológico, é preciso recorrer à concepção de homem desta proposta, explicitando-a. de modo claro para a fenomenologia, cada ser possui uma especificidade ontológica, o que implica diferentes formas explicar e visões de mundo (Weltanschauung de Heidegger), que implica num “dasein” assim escrito por Heidegger: “este ente que é em cada caso nós mesmos e que tem, entre outras características, a possibilidade de Ser” (Heidegger em O Ser e o Tempo).

Tudo que existe é ser, mas o homem é ontologicamente diferente de outros seres, sendo recebido, em sua humanidade num mundo de relações concretas, sem separar o seu ser natural de sua esfera espiritual, deve desenvolver atitudes e ações para sustentar a própria vida, pode-se dizer ele é um dasein que tem vários raios de possibilidades, então como encontrar seu próprio raio, eis onde se coloca a psicologia e o seu Ser mais profundo.

Por mais que busque a estabilidade e a segurança de diversas formas ao longo da história, o homem está sempre diante de questões existenciais que o desestabilizam e o colocam em movimento, o livro A condição humana de Hanna Arendt pode ajudar muito.

Singularidade e pluralidade convivem lado a lado na difícil tarefa de habitar o mundo e transformá-lo (Arendt, 2002), isto parece muito atual e paradigmático neste tempo global.

Enquanto Ser o que delimita uma ontologia, que se mostra na sua totalidade, a singularidade mostra uma estrutura humana que é compreendida como biopsicossocial e espiritual.

A dimensão biológica se expressa na corporeidade, à qual o homem está definitivamente atrelado enquanto vive, portanto não pode separá-la da sua “substancialidade”.

Esta substancialidade é a forma singular entre os demais da mesma espécie, sendo ao mesmo tempo limite e abertura para o mundo, através da percepção (Arendt, 2002

Já na perspectiva de Martin Buber (1923/2001), não é através da transcendência da realidade mundana que se chega ao nível espiritual, mas justamente estando imerso nesta, a partir da relação com o Outro.

Arendt, H. A vida do espírito: o pensar, o querer, o julgar (5a ed.). Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2002.

 

Nem ético nem moral: apenas mínimo

06 Jul

A pretensa construção de uma modernidade de Estado, conforme o próprio Hegel EticaMoraldeseja, a moral do Estado não é senão algo imoral, impensável até mesmo para o humanismo mais revolucionário que possa existir, o que elaboramos ao abandonar a moral pessoal foi a origem de um desastre ético e moral sem precedentes na história da moral, o mais profundo da crise cultural que vivemos é uma crise moral.

Pode parecer um discurso conservador, mas aqueles que releram Hegel a partir de Adorno, irão ver o que está por trás de uma pretensa ideia de um conjunto de instituições “imparciais”, alertava Theodor Wiesengrund Adorno (1903-1969), ao vislumbrar as arbitrariedades da República de Weimar, a luz de suas leituras de Kierkegaard e Nietzsche, elabora entre várias outras obras a MInima Moralia, que reunirá as suas experiências de exilado, onde são observados de modo particular as experiências pessoas na Alemanha antes do nazismo, e nos EUA de Rooselvet.

Não é nem uma a obra baseada em uma polêmica ou mitologia comercial fácil, como seria a contraposição entre duas grandes nações civilizatórias do ocidente, nem um caminho fácil de apresentar uma solução para a crise cultural e social que vivemos, mas vai ao seu cerne.

Aponta seu caminho como aquele que os filósofos “outrora chamavam vida, {e que então} reduziu-se à esfera do íntimo, e depois, do puro, e simples consumo, que não é senão um apêndice do processo de produção, sem autonomia e substância própria. Quem quiser aprender a verdade sobre a vida imediata, deve examinar sua forma ´alienada´, as potências objetivas que determinam a existência individual até nos recantos mais escondidos.” (ADORNO,  1951)

Desvela ao longo de seu trabalho que a autoconsciência preconizada por Hegel e institucionalizada no Estado Moderno, é arte de mostrar, debaixo da falsa aparência da ordem conformista, os mecanismos de controle, as “regras”, ou “métodos”, ou “estruturas ideológicas”, que estão sistematicamente eliminando a esfera da “consciência individual autônoma”, tão “ingenuamente” afirmada pela filosofia tradicional idealista.

Dirá sobre a autoconsciência, em Hegel, “era a verdade da certeza de si mesmo; nas palavras da Fenomenologia: “o reino nativo da verdade” … Hoje, self-conscious significa apenas a reflexão do eu como perplexidade, como percepção da impotência: saber que nada se é.” (ADORNO, 1951, p. 40)

Não sabemos mais o que a moral é, e nem somos mais capazes de elaborar uma “Mínima Moralia”, o roubo de bens públicos é quase uma regra, no dizer de Adorno até a consciência de-si está difusa: “Em muitos homens é já uma falta de vergonha dizer eu.” (idem).

Quem pensa que esta crise nasceu hoje, desconhece a história, e sem revê-la não saberemos como revertê-la para tornar a vida humana possível e saudável neste planeta.

ADORNO, T. W. Minima Moralia. Lisboa: Edições 70, 1951. (pdf)

 

Uma filosofia inesperada

03 Jul

Já falamos em um post da questão da intransparência levantada por Habermas NonTransparencyem um artigo, e também citamos brevemente o autor da Sociedade da Transparência, Byung-Chul Ham, mas agora ao receber o livro e abri-lo deparo-me com uma filosofia inesperada, profunda embora não acabada como todo discurso pós-moderno, mas heidegeriana e humanista.

Vê a questão da transparência por um ângulo novo, próprio de sua cultura oriental, desvela a questão com uma frase capital: “os eu se referem a transparência somente à corrupção e à liberdade de informação desconhecem a sua envergadura” (Han, 2017, p. 12).

Revela-a como violenta na página seguinte: “A coação da transparência nivela o próprio homem até acabar por torntornaelemento funcional de um sistema. Tal é a violência da transparência.” (pag. 13)

Revela logo a seguir porque somos vítimas deste novo anátema da modernidade: “a espontaneidade, o que é do registro de um acontecer e a liberdade, traços que constituem a vida em geral, nada comportam de transparência” (idem), e citando von Humboldt explica que: “ … e seria atentar contra a verdade histórica da sua origem e das suas transformações querermos desterrar dele a possibilidade destes fenômenos inexplicáveis” (Humbold apud Han, pag. 13).

Não deixa de apontar caminhos, que já traçamos aqui por diversas ocasiões da alteridade, mas apresenta-a numa roupagem nova, contrapondo à sociedade da transparência que não “permite lacunas de informação nem de visão”, explica que na língua alemã “lacuna” (Lücke) e a “sorte” (Glück), citando R. Sennet em seu “Respect in a World of Inequality”.

Faz uma nova frase repentinamente forte: “O amor sem lacuna na visão é pornografia”, tema que retornará e tema de outro livro seu “A agonia do eros”, outro tema certo deste tempo.

Mas não dá a isto uma explicação rasa, afirma que esta “sociedade positiva” afirmando que esta sociedade não é nem hermenêutica nem dialética, mas “uma sociedade que não admite do mesmo modo qualquer sentimento negativo” (pag.16), não faz esta afirmação porém é minha reflexão que tal é a função platônica do idealismo contemporâneo.

Afirma que esta sociedade positiva não é a causa, “mas a consequência de um fim da teoria (destaque do autor), no sentido autêntico, que s aproxima. A teoria não pode ser substituída sem mais pela ciência positiva” (pag. 17), em clara referencia aos apelos de praticidade da pragmática contemporânea.

Surge então neste plano, sem deixar de apontar o caminho que a política traça nesta perspectiva ideal-positiva, “A política é a ação estratégica (novamente  destaque do autor). E por esta razão, há uma esfera secreta que lhe é própria. Uma transparência total paralisa-a” (pag. 18).

Paro aqui a análise, porque não é possível em neste espaço apontar os novos caminhos que o autor trilha, mas apenas neste começo do primeiro capítulo vê-se a largueza de sua análise.

 

Twitter vai remunerar uso de Periscope

26 Jun

Uma reação do Periscope do Twitter, que permite transmissão de vídeos no microblog, aoTwitterLikeLogo concorrente Alphabet do Youtube que lançou transmissões de vídeo ao vivo para dispositivos móveis com usuários de mais de 10 mil seguidores, pode alavancar a remuneração em moeda digital com uso dos aplicativos.

Em 2015 quando o Twitter lançou o Periscope, o crescimento de transmissões foi progressivo, segundo a empresa o volume chegou a 77 milhões de horas de vídeos ao vivo nos três primeiros meses de 2017, volume alto, mas não há informações sobre visualizações.

O Alphabet do YouTube, da Alphabet, além do requisito de mais de 10 mil seguidores, expandiu sua própria oferta para ajudar os artistas on-line a ganhar dinheiro, mas o Twitter quer remunerar usuários comuns, porém a remuneração de fãs para os artistas apenas, entretanto a monetarização digital destes sistemas poderá incidir no uso da moeda digital, alavancando-a para outros serviços.

Como alavancar negócios ? Segundo o The Verge, o Periscope vai permitir que marcas sejam adicionadas aos corações personalizados do aplicativo nas transmissões em tempo real, ao lado dos corações multicoloridos normais que aparecem quando o espectador aperta o botão “like” usual.

A primeira franquia americana é a Fast and Furious, com “like” adicionando seu logotipo colorido “F8”, outras marcas poderão utilizar, o serviço por enquanto só nos EUA poderão chegar logo aqui e outros países.

 

Identidade, diálogo e transparência

22 Jun

 

Três elementos que parecem distintos estão em profunda conexão numDiálogoParentesis tempo mundializado, o que se reflete na incompreensão da emergência de certa forma de nacionalismo, vejam as eleições dos EUA e França, o Brexit na Inglaterra, mas que no aspecto positivo do diálogo é exatamente a compreensão de que culturas têm raízes em sociedades originárias.

A confusão que podemos ver no Brexit agora que os primeiros acordos começam a ser negociados, é que do ponto de vista econômico é um elemento complicador enquanto no aspecto da imigração e relacionamento entre nações é um fato de tensão muito elevado.

Identidade significa ter consciência de identidade, e já fizemos em vários posts a análise que é preciso para esta consciência o diálogo com o diferente, já que diálogo com iguais é monólogo, pode-se dizer que quanto mais profundo é o diálogo com o Outro, mais se tem consciência da própria identidade.

A transparência é o elemento complicador, por isso dissemos acima que há “certo tipo de nacionalismo” que vê apenas os pares e nunca o diferente, é um tipo de fechamento que não conduz a maior identidade porque não é transparente e autentico consigo e com o Outro.

É necessário distorcer fatos, trabalhar com o relativismo da verdade e principalmente quase sempre recorrer ao preconceito, e tudo isto leva a uma ausência de transparência tanto no campo individual quanto no social, o que se deseja é moldar a sociedade a um espelho nacional, inconcebível numa era já mundializada, com pessoas andando por todo globo.

O que assistimos coma falta de transparência é uma inevitável polarização em preconceitos e ideologias, o que é concebível numa fase inicial do diálogo, mas impossível de construir relações num tempo que exige relações cada vez mais alargadas e abertas.

Pode-se fazer o discurso que o conflito é necessário, mas aonde ele deverá caminhar, para o fechamento em grupos e bolhas, pois a fragilidade deste discurso é evidente, claro que é possível que num ponto do diálogo os ânimos fiquem acalorados, sem a fusão de horizontes e um caminhar para frente um epoché (colocar entre parênteses), abrir os ouvidos para a escuta do Outro.