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Arquivo para a ‘Redes Sociais Científicas’ Categoria

Redes sociais e hermeneutica

13 Out

UrnaUma das fortes presenças nas atuais eleições presidenciais foram questões relacionadas a corrupção, a atos políticos, algumas vezes relacionadas a questões fundamentais, como segurança, saúde e educação, outras vezes relacionadas a simples atos políticos, hermenêutica é a arte ou técnica de explicar um discurso, em última análise retirar o critério de verdade dele.

Em meio a turbulência política, uma eleição com muitos altos e baixos, incluindo um fato trágico que foi a queda de um avião que era usado em campanha presidencial, fatos envolvendo a maior estatal brasileira, a Petrobrás e denuncias de desvios e corrupção foram parte fundamental da campanha.

Verdade e mentiras foram montadas e desmontadas, numa disputada presidencial cheia de eventos cruciais, como a questão da homofobia e o fundamentalismo religioso, embora estes sejam parte essencial do momento político na conjuntura brasileira, pessoas que defendem a igualdade de gênero ou não foram submetidos a questionamentos, e pessoas que são ou não religiosas também igualmente submetidas a outros questionamentos.

Nas ferramentas de redes sociais o ambiente é ainda mais radical, apela-se a caricaturas (os memes) de político, procura-se desdenhar o opositor e nem sempre os argumentos e provas são convincentes, mas uma artilharia pesada de fatos nem sempre verdadeiros.

Mas o que resulta de todo este caldo confuso e aparentemente difuso, é uma busca pela verdade, quem de fato é corrupto, em quem de fato podemos confiar, num país onde os políticos gozam de pouca ou nenhuma credibilidade, a busca da verdade cria uma nova hermenêutica política, a justiça, os fatos e a consciência crítica dos eleitores poderão dar frutos a longo prazo.

 

 

Feira italiana de artesãos 2.0

07 Out

Há quem diga que esta é a verdadeira 3ª. revolução industrial, de minha parte digo que é o reflorescimento daAutistas cultura do renascentismo, perceptível em diversas áreas e incompreensível para a cultura iluminista de nosso tempo.

A segunda edição do “Maker Faire Roma”, feira internacional al de tecnologia e criatividade, entre 3 e 5 de outubro, apresentará 500 projetos saídos de garagens e laboratórios de “makers”, ou artesãos 2.0 que vem de mais de 30 países.

O termo é americano, dos anos 2000, mas tem já se lançado em dimensões globais, usando internet, compartilhamento de conhecimento e impressoras 3D, produzem objetos de plástico, metal ou até mesmo materiais orgânicos, sem precisar de recorrer a linha industrial.

Estes “artesãos industriais” tem como base “a cultura maker e o open source, ou seja, partilha o conhecimento”, disse a imprensa Mássimo Banzi, um dos curadores da mostra.

Outro aspecto é “o modo de agir dos makers que podem impactar o atual sistema produtivo ocidental”, afirma Banzi.

Caminhamos para “um mundo onde os colossos industriais ainda continuarão a existir, mas ao lado deles nascerão milhares de pequenas empresas de produtos de nicho”, opina Banzi, tendo de um lado “a possibilidade de inventar e criar protótipos estará cada vez mais ao alcance de todos e, de outro, esses instrumentos serão cada vez mais refinados, permitindo a criação de pequenas séries de produtos e de invenções, a preços razoáveis”, a reprodução de “arte em escala” dilema de Walter Benjamim pode revelar um aspecto revolucionário inesperado.

Dois projetos curiosos é o OpenKnit, um tear automático para produzir roupas com diferentes tecidos, bastando inserir as medidas do corpo no computador, e, o projeto do jovem Ladislas de Toldi e sua colega de escola Marine Couteau, que ajuda educadores e pais de crianças autistas a trabalhar com a educação destas crianças.

 

Redes Sociais e Mafiosas

01 Out

A rede envolve aspectos de organização de grupo e de certa reciprocidade entre seus membros, é diferente de uma RedesSemEscalaestrutura hierárquica porque seus membros tem alguma forma de comprometimento além do simples comando e das formas de poder, mas existem redes que fazem mal ao conjunto da sociedade com valores e práticas estranhas ao seu bom uso.

Manuel Castells, autor do livro “A sociedade em rede” e agora de “Comunicacion y poder” esclarece este outro tipo de rede: “os campos de cocaína, laboratórios clandestinos, pistas secretas de pouso, gangues de rua e instituições de lavagem de dinheiro na rede do tráfico de drogas que penetra em economias, sociedades e Estados no mundo inteiro” (Castells, 1996), esclarece que infelizmente também há estes tipos de redes, mas como a rede se expande em redes sem escala (free- scale é um aspecto da rede dado este nome por Albert L. Barabási) pode ser que algum ou alguns nós desta rede se expandam e ao sair da rede encontre as redes de solidariedade e de compromisso com a parte saudável do tecido social, e aos poucos minar estas redes mafiosas.

Esta descoberta se deve ao estudo liderado por Albert László Barabási feito na  ‘Universidade de Notre Dame em 1998, que ao mapear a World Wide Web verificou que 80% das páginas web tinham apenas 4 hiperligações e que aproximadamente 0,001% das páginas tinha mais de 1000 hiperligações, assim nem só as maiorias influenciam as redes, mas uma “minoria potente” pode influenciar as redes, Barabási chamou isto de ligação preferencial, para explicar o aparecimento de redes livres de escala.

É fácil de explicar que estes grupos de pessoas na rede, que formam comunidades (pequenos grupos onde todos se conhecem), mas existem pessoas que tem ligações com pessoas que não pertencem à comunidade, e assim pessoas (figuras públicas, políticos,..) que tem ligações com várias comunidades dentro da rede social, podem funcionar como estes grupos “potentes”.

 

O corpo fala

25 Set

O segundo TED de maior sucesso chegou a 20 milhões de acessos e a psicóloga social Dra. Amy Cuddy mostra AmuCuddycomo “poder da pose”, de pé e em uma postura de maior confiança, mesmo quando não nos sentimos confiantes, pode afetar os níveis de testosterona e cortisol no cérebro, e pode até mesmo ter um impacto sobre nossas chances de sucesso.

Segundo a pesquisa da Dra. Cuddy nós podemos mudar de acordo com nossa linguagem corporal, não apenas a percepção das outras pessoas, mas a nossa própria e a química do nosso corpo, isto mudando apenas a “postura”.

Ela explica como muita comunicação “não verbal” está associada a aceitação ou recusa dos outros em nossas conversas.

Amy Cuddy tem um PhD em Psicologia Social pela Universidade de Princeton, mestre em Psicologia Social pela mesma universidade, e uma especialização em Psicologia Social pela Universidade de Colorado.

Na Harvard Business School, ela tem ministrado cursos de MBA em negociação, poder e influência, e em vários programas de educação executiva.

 

Mapeando dados de Big Data

22 Set

SaudeBigDataUm novo departamento de pesquisa na prestigiosa San Diego State University (SDSU) chamado Centro de Convergência e Informação Estratégica foi fundado, para permitir mapear dados de uma forma parecida que parecida aos dados geográficos, a notícia está no site da SDSU.

O conceito por trás da nova pesquisa é que mapas de números não precisam ser necessariamente geográficos, e não por acaso o centro é um convênio do professor do departamento de Geografia Akshay Pottathil, como um grupo de aficcionados por Tecnologia da Informação.

Estes podem mapear desde ideias ou opiniões até informações de transito, dados estratégicos como população, saúde e outros dados de planejamento urbano.

Três conceitos são delineados nestes mapas, a ideia que dados não são estruturados (ou semiestruturados como são chamados no Big Data), visualizar os dados mais rapidamente e o uso estratégico destes dados (foto na saúde, por exemplo).

Pottathil refere-se a estes como “textos não estruturados e outros artefatos de conhecimento”, em linguagem mais simples significa que os dados não estão bem formatados, e veem de uma ampla gama de fontes: artigos de periódicos, artigos de jornais, transcrições de entrevistas, capítulos de livros, blogs, etc e é muito dificil tratá-los nos modos tradicionais de análise de dados para relacionar um do outro.
A segunda questão, afirma Pottathil, está na capacidade de olhar para um desses mapas e muito rapidamente chegar a um entendimento amplo dos temas relacionados com a sua área de interesse, por exemplo, para colaborar em um novo campo, por exemplo, você pode olhar para um mapa idéia para se familiarizar rapidamente com as questões e ver rapidamente um punhado de artigos específicos para este interesse.

Por último, as agências governamentais e grupos de interesse público estão também intrigado com as possibilidades apresentadas por esta tecnologia, já na inauguração do CICS, em agosto, o deputado Scott Peters elogiou a capacidade do centro de utilizar grandes quantidades de dados para lidar com questões sociais.

 

Prêmio Nobel de Medicina vê problemas no meio científico

07 Mar

Ia ser só uma homenagem ao prêmio Nobel de Medicina de 2002,  Sidney  Brenner, mas uma entrevista publicada em LaboratórioDeCambridge24 de fevereiro pela revista eletrônica The King´s Review , do King´s College da Universidade de Cambridge, tornou uma bomba e uma denúncia.

As novas ideias são burocratas do financiamento científico, há revistas de artigos que estão corrompendo a ciência, pois empregam editores que não passam de cientistas frustrados que atuam como o Departamento de Segurança dos EUA e são pequenos ladrões do trabalho alheio, foi o que disse um dos maiores nomes da biologia molecular o sul-africano Sydney Brenner (na foto o jovem a direita), hoje com 87 anos, que trabalhou em seu doutorado, nos  anos 60, no Laboratório de Biologia Molecular  em Cambridge com Francis Crick (na foto ao centro),  um dos descobridores da estrutura e do funcionamento do DNA.

Brenner recebeu o Nobel de Fisiologia e Medicina de 2002 com outros dois colegas por suas descobertas sobre o mecanismo de regulação genética do desenvolvimento de organismos e da morte das células.

Formado em medicina na Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, ele se doutorou em química na Universidade de Oxford, no Reino Unido, país onde trabalhou no Laboratório de Biologia Molecular, em Cambridge, com Francis Crick (na figura ao centro), um dos descobridores da estrutura e do funcionamento do DNA.

 

Software que ajuda mineração científica

30 Nov

CognitiveColloquiumJaron Lanier se perguntava sobre a consciência e sobre as possibilidades linguísticas da computação, como é músico pensava na música, mas como pesquisador podemos pensar nas possibilidades de ajuda às pesquisas científicas, como foi feito no Baylor College of Medicine em colaboração com a IBM.

Conforme um relato no site do MIT Technology Review, um software que lê mais de 60 mil trabalhos, pode auxiliar nas descobertas cruzando dados destes trabalhos.

O software analisa frases nos documentos, e poderia construir uma nova compreensão do são as enzimas conhecidas quinases, importantes para o tratamento do câncer.

Ao analisar esta enzima, o software ele gerou uma lista de outras proteínas que embora a literatura mencione, provavelmente não são descobertas quinases, mas com base no que ele já se sabia poderam ser identificados.

O software foi apresentado no IBM Almanden Colloquium: the cognitive enterprise, no dia 19 de novembro passado.

A maioria de suas previsões testadas até agora resultaram corretas, segundo os pesquisadores, normalmente os gastos em pesquisas podem chegar a $ 500.000.000 e US $ 1 bilhão de dólares para desenvolver uma nova droga, e 90 por cento das drogas testadas nunca irão ao mercado, diz Ying Chen, pesquisador da IBM.

 

USP e UNICAMP lançam video-aulas

29 Ago

A Universidade Estadual de Campinas desenvolveu eAulaso e-Unicamp, um projeto educacional com o intuito de impulsionar o uso de tecnologias que permitam “disseminar o conhecimento a todos de forma simples e gratuita”.

O conteúdo do Portal tem licença do Creative Commons, que são as condições de uso gratuito e garantia de direitos autores e é regido condições estabelecidas pela Lei 9.610/98 dos direitos autorais no país.

A oferta, a consulta e o uso dos materiais didáticos disponibilizados não gera nenhuma  espécie de contrato entre o Portal e-Unicamp e quem o utiliza.

Este oferecimento, já é uma tendência mundial (como o OpenSourceWare do MIT) que visa dar maior visibilidade das instituições públicas com a comunidade, onde os seus conteúdos didáticos das disciplinas são oferecidos em vários formatos.

O site lançado em 19 de abril deste ano tem o acesso livre ao que é publicado e são disponibilizados materiais das áreas de exatas, humanas e biológicas.

A Universidade de São Paulo tem um projeto semelhante, chamado e-aulas, mas o uso é restrito ao “Código de ética da USP” e aos “Princípios éticos para o Uso de Computadores da USP” sendo que os conteúdos podem ser vistos no site eaulas.usp.br.

 

Acordo dá alta velocidade a pesquisa paulista

15 Mai

Em acordo previsto desde a compra da Telefônica pela participação da Portugal Telecom na Vivo, a Rede Nacional e Ensino e Pesquisa (RNP) firmado no dia 6 de março, ampliações as conexões de banda larga entre as universidades e unidades de pesquisa do estado de São Paulo.

Com o acordo a USP e Unicamp passam a ter conexões de 40 Gbps, e os campi da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), as conexões variam de 1 Gbps (caso do IFSP) a 40 Gbps.

Segundo o diretor geral da RNP, num evento em março no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em março passado: “É mais um passo em nosso plano ambicioso de levar melhores conexões a 800 instituições. Com esse acordo de cooperação, estamos ampliando em 13 pontos muito relevantes de São Paulo”, explicou o diretor da RNP.

Segundo AINDA a RNP, os 13 campi contemplados estão entre os mais importantes do estado, mas futuras negociações da instituição com a operadora podem contemplar os outros 50 campi a serem conectados, o tema entrará na pauta da própria operadora de telefonia.

 

Cursos on-line crescem

23 Fev

A gigante de cursos on-line Coursera anunciou que agora já oferece cursos a partir de 62 universidades, e há cursos gratuitos.

Criado por acadêmicos da Universidade de Stanford, já tem 2,8 milhões de estudantes inscritos on-line, conforme afirmou o co-fundador da Coursera, e disse que isso estava ajudando as universidades z “levantar o seu impacto dentro e fora do campus”, por isto as adesões.

A plataforma e empesa foi criada a menos de um ano atrás, e rapidamente tornou-se referencia no campo por sua rápida expansão nas universidades online, chamada de MOOCs (Massivos cursos on-line abertos).

Na prática ela fornece uma plataforma online para que as universidades possam oferecer seus cursos para as pessoas a estudar em casa.

A universidade que já contava com muitas universidades americanas, agora incluiu as americanas Northwestern, Penn State e Rutgers, e instituições mundiais famosas como Universidade Chinesa de Hong Kong, Ecole Polytechnique, da França, Universidade de Leiden, na Holanda, Sapienza Universidade de Roma, da Itália, a Universidade de Tóquio, do Japão, a Universidade Nacional de Cingapura e a Universidade de Genebra, na Suíça.

O grupo de cinco primeiros cursos da plataforma Coursera, que inclui um curso de genética da Universidade de Duke e de álgebra na Universidade da Califórnia, Irvine, já estão em fase de credenciamento como cursos completos, pois há muitos cursos curtos, como nossas extensões.