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Clay Shirky e a cultura digital

07 Feb

Apesar de opiniões polêmicas, de contradizer vários apocalípticos da internet, ele é um colunista (escreve no New York Times, Wall Street Journal, Harvard Business Review e Wired) bastante lido e comentado, assim como é sempre lembrado em muitos programas, como o HardTalk da BBC News .

Foi um ativista contra os projetos PIPA, SOPA e muitas outras leis que querem “fechar” a internet como forma de “calar” as multidões.

Suas duas obras obra Here Comes Everybody (Ai vem todo mundo em Portugal e Eles vem aí no Brasil) analisa o fenômeno do avanço da participação do usuário da Internet em projetos como os de crowdsourcing e muitos outros, em 2010 publicou “Cognitive Surplus: Creativity and Generosity in a Connected Age” traduzido no país como “A cultura da participação”.

Shirky mostra a profunda mudança do “massa media” já em curso sobre a economia, a cultura e a política, e fala de uma “Internet sendo executada no amor” para descrever a natureza das colaborações, e em situações que agregam muito mais que ações individuais, o estigma que muitos atribuem a Web e a Internet.

No livro ele discute as maneiras que a ação de um grupo acrescentam algo mais que a ação individual, e que esta colaboração “crowdsourciada” pode provocar “uma fusão bem sucedida de promessa plausíveis, e uma ferramenta eficaz de negócios aceitáveis aos usuários”.

A idéia de que uma pessoa vai participar de um projeto leva-a a se envolver, tornar-se um protagonistas, então os colaboradores podem escolher as melhores ferramentas de rede social para executarem determinado trabalho, e que o uso de barganhas e gratificações funcionam nestas mídias.

Chris Anderson, conhecido pela sua publicação da “Cauda Longa” escreveu sobre ele: ” (ele) é um proeminente estudioso dos efeitos sociais e econômicos da Internet.”

Claro há um mau uso da internet, uma mau uso da cultura, um mau uso da político, da religião e dos apocalípticos também (se há algo bom aí).

 

O conhecimento, a poesia e as tecnologias

23 Nov

Quando podemos estar produzindo algo novo ? o que é uma conversa ? As perguntas são de Edgar Morin, na série da coleção O Método (Ed. Sulina) – o conhecimento do conhecimento, onde aventura-se por questões mais puras: O que é o conhecimento ? O que é o espírito ? Como se conhece ? o que significa conhecer o conhecimento ? O que ele quer com isto, mostrar que muitos sábios e conhecedores são na verdade filhos da ignorância, quando querem ter verdades absolutas.

Através do pensamento sobre a complexidade, Morin desmonta as regras simplificadas de como a modernidade e a ciência atual procuram resolver o que não é tão simples quanto parece, e assim muito do pensamento moderno de verdades absolutas e realidades definitivas não tão verdadeiras quanto parecem.

Morin procura restaurar o que seria um “conhecimento que se encontra adormecido”, reagrupando unidade e diversidade, o filósofo Heidegger já havia falado sobre isto e muita gente séria está tentando retomar a poesia, o encanto e a beleza, isolada por uma pseudo-ciência.

Morin ressalta neste livro a capacidade humana de enxergar o mundo com um viés poético, da qual também Goethe e muitos escritores já escreveram, penso que a tecnologia ajuda também esta releitura do mundo das pessoas e das coisas.

 

MIT e Harvard: cursos on-line gratuitos

07 May

A Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), conforme notícia no New York Times, anunciaram um plano para oferecer gratuitamente massivos cursos on-line usando a plataforma EDX conforme o site de notícias do MIT.

Cada escola irá gastar US $ 30 milhões a iniciativa, e o presidente da aula inaugural EDX será Anant Agarwal, diretor de Ciência da Computação do MIT e do Laboratório de Inteligência Artificial, enquanto a contribuição de Harvard terá a supervisão do seu reitor Alan M. Garber.

As duas universidades informa que a nova plataforma online terá desenvolvimento de várias pesquisas de métodos novos e tecnologias educacionais e tem como objetivo construir uma comunidade global de estudantes online.

Os dois primeiros cursos inseridos no projeto EDX serão os cursos de engenharia e de ciências humanas, e o uso de crowdsourcing e de software deve ser usado para ensaios nestes cursos.

Mas Lawrence S. Bacow da Harvard Corporation afirma que a tecnologia da educação ainda precisa de “uma plataforma online que dê às faculdades a capacidade de personalizar o conteúdo de seus próprios cursos altamente interativas.”

O esforço EDX terá a concorrência de parcerias semelhantes entre Stanford, Princeton, Universidade da Pensilvânia e a Universidade de Michigan.

A rápida evolução da tecnologia de educação on-line é tal que os novos empreendimentos nos dizem que a maioria dos cursos ainda está em fase experimental.

 

Interoperabilidade e colaboração na ciência européia

25 Oct

O crescimento e a visibilidade dos dados científicos necessitam de uma nova infra-estrutura geral que permita o gerenciamento e o acesso aos dados científicos.

O projeto recém-lançado EUDAT visa proporcionar as comunidades científicas e de pesquisa da Europa ter uma infra-estrutura sustentável na escala européia para a melhoria do acesso aos dados científicos.

O EUDAT é constituído por 25 parceiros europeus, incluindo os centros de dados, provedores de tecnologia, as comunidades de pesquisa e agências de financiamento de 13 países que irão trabalhar juntos para desenvolver uma infra-estrutura colaborativa.

Segundo afirmou Kimmo Koski ao site Finlandês CSC e coordenadorq do projeto: “Nosso objetivo é desenvolver uma infra-estrutura genérica para o gerenciamento de dados científicos que podem ser usados ​​por uma diversidade de comunidades de pesquisa e infra-estruturas existentes”.

Peter Wittenburg, o coordenador cientificou do projeto, observou que “além de oferecer serviços comuns, tais como hospedagem de dados e preservação, EUDAT está criando um caminho para o acesso integrado e interoperável de dados e, ao fazê-lo, irá facilitar a nova ciência e permitirá a criação de conhecimento eficiente [e compartilhado].”

Conforme observa o projeto, além de soluções de dados nacionais para armazenamento de dados, acesso e preservação, uma camada nova de interoperabilidade também é necessária, disse Pirjo-Leena Forsström do CSC: “o EUDAT irá promover a interoperabilidade, ajudando a estabelecer abordagens comuns que vai tornar a colaboração muito mais fácil”.

 

Facebook-Yahoo testam seis graus de separação

24 Aug

Os estudos sobre grau de separação incluem-se entre os avançados estudos de análise de redes sociais, entre os vários trabalhos incluem-se as análises de redes sociais de informação, entre empresas ou na identificação da estrutura das redes de colaboração de cientistas, redes de cooperação, ou mesmo redes de transmissão de doenças, e redes de páginas ou sites na Web.

A idéia é que num grau máximo de 6 pessoas é possível conectar duas pessoas quais, por exemplo no cinema, duas pessoas que atuaram juntas em um filme, foi feito por Brett Tjaden, um cientista da computação da Universidade de Virgínia, um jogo chamado Oráculo de Bacon, pois se desejassemos ligar o ator o Kevin Bacon, com a atriz brasileira Fernanda Montenegro tem um número Bacon de 3, pois ela atuou em Joanna Francesa (1973) com Jeanne Moreau; esta atuou com Eli Wallach em The Victors (1963) e, finalmente, este atuou com Kevin Bacon em Mystic River (2003), ou seja, em três ligações de atuações conjuntas ligamos Kevin Bacon com Fernanda Montenegro.

Anunciado no Mercury News do vale do silício americano, desde a semana passada cientistas sociais do Facebook e Yahoo estão empenhados em descobrir se a vasta rede mundial, que tem em torno de 750 milhões de pessoas, podem estar realmente conectadas nestes moldes, que quanto cada pessoa levaria em média para transmitir uma mensagem para alguém ao redor do mundo, escolhendo esta pessoa ao acaso.  Será que realmente num vasto universo estes seis graus de separação valerão?

O primeiro experimento foi feito em 1960 por Stanley Milgram, e conhecido como “pequenos mundos”, no seu experimento eram enviadas cartas para pessoas “alvo” quer dizer pessoas para as quais as cartas deveriam chegar, não sendo a pessoa alvo o destinatário deveria enviar uma nova carta para uma pessoa que conhecesse pedindo que fizesse o mesmo, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo.

Mas neste experimento apenas 64 de 300 pessoas alvo receberam a carta, e o pequeno número põe em dúvida a validade do experimento, depois disto Duncan Watts e Steven Strogatz publicaram um trabalho na Nature em 1998, e Watts fez em 2001 o mesmo experimento usando o email e enviando para 100 milhões na rede, ele mesmo agora dirige o experimento usando o Facebook-Yahoo, e afirmou:  “isto realmente não poderia ter feito isso até muito recentemente”, disse Watts, agora é “um marco, em termos de qual é o tipo de questão que esta pesquisa pode responder, isto não poderia ter sido imaginado 50 anos atrás, pois não poderia ter respondido a 50 anos, ou mesmo 15 anos atrás”.

 Mas agora para um universo de quase 7 bilhões de pessoas, a rede social de 750 milhões é significativa, eis mais uma resposta que as redes sociais podem dar ao mundo.

 

Site baboo divulga entrevista com blogueiro

18 Aug

O popularíssimo site Baboo divulgou no dia de ontem uma entrevista com o administrador deste blog, que foi publicada com o título: “O poder da Cibercultura“.

O site direcionado ao público que gosta de tecnologia, contém sempre dicas de software e tecnologia, contém um bom conjunto de tutoriais, incorpora informações corporativas, mantém ainda notícias do mercado e sobre carreira.

Recomendo para quem deseja se manter atualizado e com informações precisas da tecnologia e do mercado.

 

A Grande Teia Mundial e a análise de Redes Sociais

18 Jul

“Manuel Castells (1999) advoga que somos uma ‘Sociedade em Rede’, que vivemos a ‘Era da Informação’ e alerta para o fato dessa nova morfologia social alterar profundamente os fluxos de informação, a cultura e os modos de produção. Dos mais variados quadrantes da literatura científica, a Informação e as Redes (sociais ou não) são abordadas como dois assuntos de extrema relevância e como estando no topo das agendas científica, social e cultural na atualidade. Discussões, estudos e pesquisas, que aprofundem os conhecimentos sociais sobre os fenômenos relativos à Informação e às Redes poderão ter grande impacto e importância na determinação dos caminhos a serem trilhados pela economia, cultura e sociedade mundial e pela vida individual das pessoas nas próximas décadas”. Trecho da qualificação de mestrado do aluno Gonçalo Costa Ferreira, no dia de hoje, na ECA-USP.

“Os fluxos de informação tanto podem ser verticais, que é o caso comum em organizações hierárquicas, como podem ser horizontais, que é o diferencial que a rede produz tornando a informação acessível em diversos níveis e propiciando a inteligência coletiva (LEVY, 1999) e o trabalho colaborativo. Com esta perspectiva, este trabalho procura contribuir para um aumento da capacidade de responder à pergunta: ‘como, em contexto organizacional, se relacionam fluxos de informação, com a topologia e dinâmica de redes sociais subjacentes?’ “, idem.

Assim a rede pode mudar a morfologia de instituições sociais e podem propiciar um aumento significativo da inteligência coletiva, modificando não apenas a forma como elaboramos o conhecimento, mas principalmente, a forma como nos relacionamos para isto.

“…a Informação e as Redes Sociais, pelo que desde logo está alinhado com duas importantes dimensões de pesquisa e desenvolvimento neste inicio de século …  as relações que os agentes sociais estabelecem entre si e os entrelaçados de relações que assim se formam, constituem as Redes Sociais através das quais flui a Informação … “ (Gonçalo Costa Ferreira)

Uma nova dinâmica de relações que se iniciou a partir de novos fluxos de informação, antes caracterizados apenas por estoques em meios físicos, agora é um fluxo que flui e pode mudar organicamente todo um conjunto de relações sociais, que tem ainda na base a hierarquia e o individualismo, porém quase sempre conectados e dependentes.

As redes sociais humanas independem da rede eletrônica, mas a grande teia mundial é um imperativo para uma nova maneira de relacionamentos e acesso à informação: uma sociedade mais colaborativa, mais horizontal e de relações mais abertas.

 

Pesquisa revela possibilidade de controlar as redes

31 May

A pesquisa foi publicada dia 12 de maio na Nature, e pode levar a tornar as redes de Leia o resto deste post »

 

Um guia de tendências para editorias científicas

16 Apr

Um guia a partir de uma experiência de uma sociedade concreta, a Associação para a Aprendizagem de Tecnologia (ALT), na revisão do sistema de publicação de sua revista Research in Learning Technology, entre setembro e dezembro de 2010, publica agora um trabalho em acesso aberto intitulado: “Journal tendering for societies: a brief guide”,  depositado por Maren Deepwell.

O trabalho compara os modelos mais recentes de editoria com os típicios com os modelos “convencionais” de modelos, mas também compara diferentes ofertas convencionais a partir da experiência desta associação. As razões para tomar decisões as vezes são complexas e incluem segundo o trabalho “falta de conhecimento da indústria editorial por parte da equipe executiva da sociedade” (que nem sempre é possível encontrar o tempo para adquirir os conhecimentos); dificuldades com os modelos do “autor financiador / fundos de pesquisa”, ainda que sejam os  mais prevalente nos domínios da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (também vale para o caso brasileiro), parecem (mas não podem realmente ser) um pouco menos viável em outros domínios que incluem apenas negócios das editoras.

Para esta sociedade, é importante chegar a um acordo sobre o que a publicação deverá refletir e apoiar a papel que a revista execuções dentro de sua sociedade. Por exemplo, poderá:
· servir como a voz da própria sociedade (ao contrário, poderá ser um pouco periféricos às atividades do dia-a-dia da sociedade);
· atuar como uma fonte substancial e absolutamente crucial de renda (ao contrário, pode
ser um “trabalho de doação”, quase sem lucro, ou talvez ainda, ter perdas substanciais);
· Estar em estreita ligação com as conferências organizadas pela sociedade;
· Exercício de influência suficiente no campo que as bibliotecas são necessárias para se inscrever no ambito delas(ao contrário, ele poderá  não ter o impacto que a sociedade deseja, e pode, portanto, estar procurando uma maneira de aumentar esse impacto e visibilidade,
por exemplo, alterando seu modelo de publicação);
· Ser o único jornal publicado pela sociedade (pelo contrário, ser uma das várias publicações).

O trabalho ainda analisa a aquisição de um acordo para novas publicações: questões a considerar antes de começar; decicões sobre as mudanças para publicação em acesso aberto, fazendo diversas considerações práticas e o processo de aquisição. Para pessoas que querem tomar decisões sobre mudanças de critérios editoriais vale a pena ler, em especial editorias científicas.

 

Novo método que rastreia idéias e mede impacto

23 Oct

O Departamento de Computação  de Princeton é famPesquisadores de Princetonoso por ter tido em seus quadros 3 grandes pioneiros da Leia o resto deste post »