Warning: Declaration of wp_option_choose_color_scheme::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/choose-color-scheme.php on line 39

Warning: Use of undefined constant wp_cumulus_widget - assumed 'wp_cumulus_widget' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/plugins/wp-cumulus/wp-cumulus.php on line 375
Real « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
RSS
 

Arquivo para a ‘Real’ Categoria

[:pt]Querer curar-se para um novo normal[:en]Wanting to heal to a new normal[:]

12 fev

[:pt]Começaria hoje o carnaval no Brasil, há quem lamente esta impossibilidade mesmo pensando em uma pandemia que não dá sinais de enfraquecimento, mesmo países que avançam com a vacina, caso de Portugal, Inglaterra e Estados Unidos os sinais que o vírus circula ainda está mais forte.

O livro de Morin nos alerta para lições que a pandemia deveria ter nos ensinado, porém não é o que de fato se observa, assim não só precisamos de outras “curas” como a própria fragilidade humana perante o vírus e outras patologias, incluindo as sociais, podem permanecer.

É preciso querer curar-se e descobrimos que esta cura é coletiva e codependente, precisamos que todos sejam sãos e uma sociedade que não olha os mais frágeis ou que os despreza e condena a vida da solidão e da morte não alcançou ainda uma cura duradoura que aponte para uma solidariedade duradoura.

Aprendemos a dureza do isolamento e da solidão, mesmo que em família, porém quantas são as pessoas que vivem assim na chamada normalidade, que o novo normal traga um maior agregamento humano a todos, que se trace a partir de uma nova política aquilo que Edgar Morin chama de uma nova humanidade mais humana.

Que a vacina nos imunize, mas que aprendamos a co-imunidade como defendia Peter Sloterdijk já antes da epidemia, e não se referia a imunidade da doença, mas num sentido mais amplo, aquela imunidade que nos faz uma humanidade capaz de defender-se das tiranias e das doenças sociais.

A passagem bíblica em que um leproso se aproxima de Jesus e pede de joelhos: “Se queres tens o poder de curar-se”, Jesus, cheio de compaixão estendeu a mão, tocou nele e disse: “eu quero fica curado!” (Marcos 1,40-41).

Há dois pontos essenciais o desejo ardente com fé do leproso de curar-se e a compaixão divina para que ele fique curado, a fé e a retidão humana atraem o poder divino, os que creem sabem disto. Mas só o nosso desejo de mudar de via (veja os posts anteriores) podem tocar a misericórdia de Deus.

O mundo hoje quer mudar ou viver a frivolidade da normalidade anterior.[:en]Carnival would start today in Brazil, there are those who regret this impossibility even thinking about a pandemic that shows no signs of weakening, even countries that are advancing with the vaccine, as in the case of Portugal, England and the United States the signs that the virus circulates are still strong.

Morin’s book alerts us to lessons that the pandemic should have taught us, but it is not what is actually observed, so not only do we need other “cures” like human fragility itself in the face of the virus and other pathologies, including social ones, can remain.

It is necessary to want to heal and we discover that this cure is collective and codependent, we need everyone to be healthy and a society that does not look at the most fragile or that despises them and condemns the life of loneliness and death has not yet achieved a lasting cure that point to lasting solidarity.

We learned the harshness of isolation and loneliness, even if in family, but how many people live like this in the so-called normality, that the new normal brings a greater human aggregation to all, that traces what Edgar Morin calls a new humanity more humane.

May the vaccine immunize us, but let us learn co-immunity as Peter Sloterdijk advocated even before the epidemic, and it did not refer to the immunity of the disease, but in a broader sense that immunity that makes us a humanity capable of defending itself against tyrannies and social diseases.

The biblical passage in which a leper approaches Jesus and asks on his knees: “If you want, you have the power to heal yourself”, Jesus, compassionately reached out, touched him and said: “I want you to be healed!” (Mark 1: 40-41).

There are two essential points: the leper’s burning desire with faith to heal and divine compassion for him to be healed, human faith and righteousness attract divine power, those who believe know this.

People today want to change to a new normal or remain frivolous normal life.

 [:]

 

[:pt]Urgente: mudar o pensamento, ensinar a viver[:en]Urgent: change thinking and teach to live[:]

10 fev

[:pt]Quando propomos um modelo que não é aquela do mundo da vida, dele Husserl fez uma filosofia, o seu Lebenswelt (mundo da vida), Habermas fez dela uma sociologia, Heidegger e Gadamer a incorporam em seus pensamentos, mas afinal que é a vida senão uma aprendizagem, não aprendemos com a pandemia.
O problema central de busca de uma “clareira” é que criamos modelos demasiadamente longe da vida, de sua defesa incluindo a natureza, a dignidade e o próprio viver, estamos num Setembro Amarelo, cujo tema não é outro senão o de dizer que vale a pena viver.  Teremos uma clareira, mas ela durará pouco, e poderíamos começar já uma grande mudança, depois poderá não haver tempo. 
Foi Morin que fez dela uma ousadia ao escrever Ensinar a Viver, a pedagogia esquecida e o método pouco utilizado, quando Morin escrevia seu Método (na verdade em vários volumes e sentidos), li no comentário da Editora Sulina que o publicou no Brasil, que “ele o desfaz em partes que, holograficamente, repetem esse todo de maneira sintética, mas completa”.
Morin começa por uma crítica que muitos fazem na universidade, mas se curvam a ela para não fazer valer suas “carreiras”, ele critica essa “deriva das universidades”, cujo dilema central ele sempre retorna que é “refazer o pensamento”.
Agarrados a métodos e modelos já superados, logicistas e neopositivistas, não se aponta “a natureza do conhecimento, que contém em si o risco de erro e de ilusão” (MORIN, 2015, p. 16).
O grande teórico da complexidade propõe antes de tudo um retorno a filosofia (no sentido do pensamento primário) em sua condição socrático de diálogo, aristotélicas (no sentido entre outros, da organização da informação), platônica (questionamento das aparências), e até mesmo pré-socrática (questionamento do mundo, inserção do conhecimento na cosmologia moderna), enfim não pode ensinar a vida sem saber que ela tem dilemas, erros e opções.
Morin, que poderia arrogar-se de sabedoria pela idade, pela intensa atividade intelectual, desde do pedestal daqueles cheios de certezas, sem dúvidas ou equívocos que vemos desfilar pelas academias e pelos palanques públicos da mídia devoradora e pouco questionadora.
Morin busca “conceber os instrumentos de um pensamento que fosse pertinente por ser complexo” (Morin, 2015, p. 23), e vemos a barbárie de certezas dogmas e pouco elaboradas.
Frases prontas, manuais de autoajuda, laissez-faire (principalmente econômico), grosseria e histeria ideológica, fazem um aprofundamento da crise cultural, humanitária e social de hoje.
Me assusta que leitores de manuais tenham tanta certeza com tão pouco pensamento, aliás a crítica ao pensamento cresce e o elogio da ignorância parece vencer qualquer argumento.
Morin nos encoraja e nos remete a um futuro ainda visível e possível, sua palestra na Fronteira do Pensamento (em 2016) é uma esperança e um aprofundamento que lança novas luzes.

MORIN, Edgar: Ensinar a viver: manifesto para mudar a educação. Trad. Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Porto Alegre: Sulina, 2015[:en]When we propose a model that is not that of the world of life, Husserl made a philosophy of it, his Lebenswelt, Habermas made it a sociology, Heidegger and Gadamer incorporate it in his thoughts, but the end that is life if not learning. But we didn´t learning from the pandemic. 
The central problem of seeking a “clearing” is that we create models too far from life, from its defense including nature, dignity and living itself, we are in a Yellow September, whose theme is none other than to say that it is worthwhile. It is worth living.
thought”.  We will have a clearing, but it will not last long, and we could start a big change now, then there may not be time.

Clinging to already outdated methods and models, logicists and neopositivists, it is not pointed out “the nature of knowledge, which itself contains the risk of error and illusion” (MORIN, 2015, p. 16).
The great complexity theorist proposes, first of all, a return to philosophy (in the sense of primary thinking) in its Socratic condition of dialogue, Aristotelian (in the sense among others, of the organization of information), Platonic (questioning of appearances), and even pre-Socratic (questioning the world, inserting knowledge in modern cosmology), finally cannot teach life without knowing that it has dilemmas, errors and options.
Morin, who could boast of wisdom by age, by intense intellectual activity, from the pedestal of those full of certainties, no doubt or misconceptions that we see parading through the gyms and public stands of devouring and unquestioning media.
Morin seeks to “conceive the instruments of a thought that is pertinent because it is complex” (Morin, 2015, p. 23), and we see the barbarism of dogma and little elaborated certainties.
Ready-made phrases, self-help manuals, (mainly economic) laissez-faire, rudeness, and ideological hysteria deepen today’s cultural, humanitarian, and social crisis.
It scares me that book readers are so sure with so little thought, in fact criticism of thought grows and the praise of ignorance seems to win any argument.
Morin encourages us and brings us to a still visible and possible future, his lecture at the Frontier of Thought (2016) (Conference in Brazil) is a hope and a deepening that sheds new light.

MORIN, Edgar: Ensinar a viver: manifesto para mudar a educação. Trad. Edgard de Assis Carvalho e Mariza Perassi Bosco. Porto Alegre: Sulina, 2015[:]

 

[:pt]O futuro e diálogos pouco abertos[:en]The missing future, semi-open dialogues [:]

03 fev

[:pt]A ideia que estamos próximos a uma grande mudança está na boca de muitos apocalípticos e de alguns teóricos e até filósofos idealistas, embora a maioria reivindique abertura e diálogo, o que pensam sobre ele não é elaborado, fazem longos discursos e tecem narrativas irreais, porém querem ouvir a própria voz.
O verdadeiro diálogo entre tradição e mudança, felizmente há neste campo muita gente fazendo isto de modo apropriado, deve propiciar ao mesmo tempo uma releitura do passado, um respeito e a compreensão do porque dos fatos aconteceram desta ou daquela forma.
Esta é a leitura desde os pré-socráticos, passando pela alta e baixa idade média, o renascimento e o iluminismo, embora cada período se possa fazer a crítica, e até ela deve ser bem feita, é fácil fazer a releitura crítica porque este tempo passou e difícil deste tempo, porque ele chegou.
Difícil principalmente do iluminismo e da modernidade, a pós-modernidade ou ainda a tardia, ou sua continuidade, ainda tem difícil leitura porque a transição não se realizou e o problema que se coloca é a dificuldade de ultrapassá-la, quase todos concordarão que a modernidade já é mais tradição do que qualquer possibilidade de uma nova “revolução” dentro do seu pensamento, embora as tentativas sejam muitas.
Nietzsche chamava este dilema de “eterno retorno”, ele já percebia em seu tempo e há quem ache que isto é novo, e em parte tinha razão pelo horizonte que via no seu tempo, mas quando o novo não nasce o pensamento tradicional padece de envelhecimento e de mesmice.

Tenta-se dar-se um ar “novo”, ou “criativo”, mas não há nada que realmente mude a realidade.

Grandes problemas socioculturais de nosso tempo, morais e até religiosos não se mudarão sem uma perspectiva nova, embora redundante dir-se-ia um “novo” novíssimo, e para que de fato não seja pura imaginação, deve-se encontrar elementos já vivos que apontam o futuro.

Três elementos novos são visíveis: um planeta mundializado, é já possível ver-se como mundo embora ainda não se respeitem culturais diferentes, um esgotamento das forças da natureza, o domínio da natureza pelo homem foi o grande modo da modernidade, e o fim da fome e da miséria no planeta, embora com recursos disponíveis para tal, não se realizou.

Claro que há muitos outros fatores, mas eles são decorrentes da falta de diálogo com o futuro, a centralização de grupos autocráticos, a ausência de uma política e cultura em rede, embora os mecanismos para isto existam, são combatidas como “alienação” e até como responsáveis por problema que existem muito antes de qualquer pensamento sobre as novas tecnologias.

As novas gerações sabem o que é novo, alguns “velhos” tentam retomar o “protagonismo”. [:en]The idea that we are about to change is in the mouth of many apocalyptics and until some idealist theorists and philosophers, although most claim openness and dialogue, what they think about it is not elaborate, make long speeches and weave unrealistic narratives, but they want only to hear their own voice.

The true dialogue between tradition and change, fortunately in this field many people are doing this properly, must at the same time provide a rereading of the past, a respect and an understanding of why the events happened this way or that.
This is the reading from the pre-Socrates, through the high and low middle ages, the Renaissance and the Enlightenment, although criticism can be done throughout, and even it must be well done, it is easy to do critical rereading because this time It has been difficult because the time has come.
Especially difficult for the Enlightenment and modernity, postmodernity or late, or its continuity, is still difficult to read because the transition has not taken place and the problem is the difficulty of overcoming it, almost everyone will agree that the Modernity is already more tradition than any possibility of a new “revolution” within its thinking, although the attempts are many.
Nietzsche called this dilemma “eternal return”, he already realized in his time and some think this is new, and in part was right for the horizon he saw in his time, but when the new is not born traditional thinking suffers from aging. and sameness.
It tries to look ‘new’ or ‘creative’, but there is nothing that really changes reality. Great sociocultural problems of our time, moral and even religious, will not change without a new perspective, although redundant one would say a brand new “new”, and in order not to be pure imagination, one must find elements already living that point to the future.
Three new elements are visible: a globalized planet, it is already possible to see itself as a world although different cultural aspects are not yet respected, an exhaustion of the forces of nature, the domination of nature by man was the great mode of modernity, and the end of hunger and misery on the planet, though with resources available for it, has not been realized.
Of course there are many other factors, but they stem from a lack of dialogue with the future, the centralization of autocratic groups, the absence of a networked politics and culture, although the mechanisms for this exist, are countered as “alienation” and even as responsible for problems that exist long before any thought about new technologies.

 [:]

 

[:pt]Os fundamentos do conceito de ideia[:en]The foundations of the idea concept [:]

28 jan

[:pt]Seguindo um raciocínio de Sloterdijk, no qual os fundamentos devem ser pensados e em função deles poderem retornar ao princípio e ao pré-conceito de cada pensamento, pode-se rever ideia com o “eidos” grego, o conceito atual é kantiano.
Para Aristoteles haviam princípios universais, não como pensou Kant mais tarde, mas partindo da ideia do uno (tó hen), o que é (tó ón) e os gêneros (animais, plantas, seres vivos), enquanto a essência (eidos) não seria um universal, mas algo comum (koinos) a múltiplas coisas, não há portanto em Aristóteles o dualismo idealista, mas a separação entre os universais e a essência.

O sentido eidético da hermenêutica é aquele que promove a unificação do interno e do externo nas manifestações da vida, nas ciências da natureza o objeto é visto por si mesmo (retornar as coisas por elas mesmas), já nas ciências idealistas o “objeto” é aquele alcançado por um esforço contínuo do pesquisador (a transcendência kantiana), embora se comprometa a retornar com frequência á tradição, o todo não se renova, pois o “objeto” está separado de si mesmo pela observação isolada, fora do Ser e das possíveis pré-conceituações, é o uma “ideia”.

Em Platão este dualismo se acentua, o mundo sensível e o mundo das ideias (ainda no sentido do eidos, essência), esta separação será incomoda para os idealistas modernos, que a re-unirão, mas sem uma necessária reflexão filosófica, com isso permanecerá a dicotomia sujeito e objeto, jamais reunidas enquanto Ser (interna e externamente).
A ontologia, e o método da hermenêutica filosófica é uma tentativa de reunir estes campos, embora permaneçam distintos e sob tensão, porém com possibilidades de clarificação ultrapassando a separação clássica.
Gadamer em sua obra matter “Verdade e Método” vol. II, a retoma assim:
“A hermenêutica é a arte do entendimento. Parece especialmente difícil entender-se sobre os problemas da hermenêutica, pelo menos enquanto conceitos não claros de ciência, de crítica e de reflexão dominarem a discussão. E isso porque vivemos numa era em que a ciência exerce um domínio cada vez maior sobre a natureza e rege a administração da convivência humana, e esse orgulho de nossa civilização, que corrige incansavelmente as faltas de êxito e produz constantemente novas tarefas de investigação científica, onde se fundamentam novamente o progresso, o planejamento e a remoção de danos, desenvolve o poder de uma verdadeira cegueira.” (GADAMER, 1996, p. 292).
Gadamer após explicar que o retorno ao Ser, proposto por Heidegger é um retorno ao método hermenêutico, que não era nem desenvolver uma teoria das ciências do espírito (como fez o idealismo, e o alemão em especial) nem propor uma crítica da razão histórica, como fez Dilthey, e que Gadamer vai esclarecer em seu livro “A questão da consciência histórica” para dizer que não se trata nem de romantismo histórico.
O seu objetivo final está expresso ao afirmar: “o que fiz foi colocar o diálogo no centro da hermenêutica” (Gadamer, 1996, p. 27), mas seu diálogo nem é idealismo (seria absurdo) e nem alguma forma de cegueira filosófica, é justamente o resgate da hermenêutica-filosófica.
Seu diálogo não é, portanto, nem o dogmatismo idealista, hoje mais que teoria tornou-se dogmatismo a-histórico, e sim a identificação dos pré-conceitos, a partir dos quais é possível tanto a fusão de horizontes quanto aceitação dos distinções de cosmovisão.

GADAMER, H.G. Verdade y método v. II.S alamanca:Sígueme,1996.2v.[:en]Following Sloterdijk’s reasoning, in which the fundamentals must be thought and in function of them one can return to the principle and preconception of each thought, one can revise idea with the Greek “eidos”.

The eidetic sense of hermeneutics is that which promotes the unification of the internal and the external in the manifestations of life, in the natural sciences the object is seen by itself (returning things for themselves), in the idealistic sciences the “object” is that achieved by a continuous effort of the researcher (the Kantian transcendence), although he commits himself to return to tradition frequently, the whole is not renewed, because the “object” is separated from itself by isolated observation, outside of Being and possible preconceptions, is the “idea”.

For Aristoteles there were universal principles, not as Kant later thought, but from the idea of ​​the one (tó hen), what is (tó on) and the genres (animals, plants, living beings), while essence (eidos) does not. would be a universal, but something common (koinos) to multiple things, there is therefore not in Aristotle the idealistic dualism, but the separation between universals and essence.

In Plato this dualism is accentuated, the sensible world and the world of ideas (still in the sense of eidos, essence), this separation will be troublesome to the modern idealists, who will unite it, but without a necessary philosophical reflection. the dichotomy subject and object never reunited as a being.

Ontology, and the method of philosophical hermeneutics, is an attempt to bring these fields together, although they remain distinct and under tension, but with possibilities of clarification beyond the classical separation.

Gadamer in his work matter “Truth and Method” vol. II, picks it up like this: “Hermeneutics is the art of understanding. It seems especially difficult to understand the problems of hermeneutics, at least as unclear concepts of science, criticism, and reflection dominate the discussion.

And this is because we live in an age where science is increasingly dominating nature and governing the management of human coexistence, and this pride of our civilization, which relentlessly corrects the lack of success and constantly produces new tasks of scientific inquiry, where once again progress, planning, and damage removal are grounded, develops the power of true blindness. ”(Gadamer, 1996: 292).

Gadamer after explaining that the return to Being proposed by Heidegger is a return to the hermeneutic method, which was neither to develop a theory of the sciences of the spirit (as idealism did, and the German in particular) nor to propose a critique of historical reason, as Dilthey did, and which Gadamer will clarify in his book “The Question of Historical Consciousness” to say that it is not even historical romanticism.

Its ultimate goal is expressed by stating: “what I did was put dialogue at the center of hermeneutics” (Gadamer, 1996, p. 27), but its dialogue is neither idealism (would be absurd) nor any form of philosophical blindness, it is precisely the rescue of philosophical hermeneutics.

Therefore, their dialogue is neither idealistic dogmatism, but nowadays theory has become ahistorical dogmatism, but rather the identification of preconceptions, from which it is possible to merge horizons as well as to accept worldview distinctions.

Gadamer, Hans Georg. Verdad y Metodo (Truth and method) v. II. Salamanca: Sigueme, 1996.2v.[:]

 

[:pt]Sobre a verdade e a filosofia[:en]About truth and philosophy [:]

27 jan

[:pt]Foi o racionalismo que levou a duvidar da existência exterior (o Outro, os objetos e o castelo exterior), já na clássica divisão corpo e mente, a questão até o final da idade média era entre realistas e nominalistas, os primeiros diziam que o real é que existe e os segundos que somente nomeamos o que é exterior, o que existe está na mente, hoje há a reviravolta linguística.
Imannuel Kant afirma que as percepções dos sentidos são posteriores à experiência enquanto é necessário um a priori universal, usando o argumento dos realistas, chama-o de juízo analítico enquanto os primeiros são os sintéticos, feitos a partir da junção de informações.
O ápice do idealismo é Hegel, que estabelece vários conceitos ideais: o estado, o espírito e a ética, porém a crise da modernidade retornará a velhos dilemas: a linguagem, o discurso e o que é a coisa ou o Ser, há então três reviravoltas: a linguística, a ontológica e a do “sagrado”.
Karl Klaus (1874-1936) já reclamava sobre a verdade no meio jornalístico, é verdade que a indústria cultural movimentou massas, e as Mídias de redes agora também, mas e a verdade?
A verdade da facticidade perdeu força, há visões alternativas e até mesmo a corrupção dos fatos, algo absurdo como “fatos alternativos”, não se trata absolutamente de hermenêutica pois é justamente sua ausência, a falta de um círculo hermenêutico onde os pré-conceitos sejam superados e se possam traçar novos horizontes que re-interpretam os fatos e constroem o futuro.
Os grupos entrincheirados em suas meias-verdades não se comportam senão como torcidas, a dialógica, a aceitação do Outro e a Empatia não são senão formas demagógicas como tentativas de cooptar membros para a própria torcida.
Claro que há um futuro latente, setores da sociedade onde a cooperação, a solidariedade e o exercício de enxergar o Outro já é exercício, são grupos e pessoas que trocaram a maneira dogmática de ver o mundo por uma visão mais ampla, além do grupo e da torcida.
Mas ainda há aqueles que cerrando fileiras em seus “grupos” vão exigir a obediência cega, o respeito a “autoridade” e não raramente vão apelar a métodos autoritários para dobrar o Outro.
A verdade irá emergir em meio ao caos, nos nichos da sociedade onde há Phronesis, verdadeira reflexão, olhar o mundo como um Todo e o Outro com respeito a suas particularidades.[:en]It was rationalism that led to doubts about external existence (the Other, objects and the outer castle, etc.), already in the classic division of body and mind, the question until the end of the Middle Ages was between realists and nominalists, the former said that the real is that it exists and the seconds that we only name what is external, what exists is in the mind, today there is the linguistic turnaround (or virage).

Imannuel Kant states that the perceptions of the senses are after the experience while a universal a priori is necessary, using the realists’ argument, calling it analytical judgment while the first are the synthetic ones, made from the gathering of information.
The pinnacle of idealism is Hegel, which sets out several ideal concepts: state, spirit, and ethics, but the crisis of modernity will return to old dilemmas: language, discourse, and what is the thing or Being, there are then three twists: the linguistic, the ontological and the “sacred”.
Karl Klaus (1874-1936) already complained about the truth in the journalistic medium, it is true that the cultural industry moved masses, and the network media now too, but what about the truth?
The truth of facticity has lost its strength, there are alternative views and even the corruption of facts, something absurd as “alternative facts”, is not at all hermeneutic because it is precisely its absence, the lack of a hermeneutic circle where preconceptions are. overcome and new horizons can be traced that reinterpret the facts and build the future.
Groups entrenched in their half-truths behave only as twisted, dialogical, acceptance of the Other, and Empathy are but demagogic forms as attempts to co-opt members for the crowd itself.
Of course there is a latent future, sectors of society where cooperation, solidarity and the exercise of seeing the Other is already exercise, are groups and people who have changed the dogmatic way of seeing the world for a broader vision, beyond the group and from the crowd.
But still there are those who closing ranks in their “groups” will demand blind obedience, respect for “authority,” and often will resort to authoritarian methods of bending the Other.
Truth will emerge amid chaos, in the niches of society where there is Phronesis, true reflection, looking at the world as a whole and the other with respect to its particularities.[:]

 

[:pt]A hermenêutica e a verdade[:en]Hermeneutics and the truth [:]

26 jan

[:pt]O grande arquiteto da hermenêutica no século XX foi Hans-Georg Gadamer (1900-2002), que criou uma hermenêutica filosófica, influenciado pelos estudos de Martin Heidegger, de quem foi aluno na Universität Marburg, reelaborou o conceito do círculo hermenêutico a partir de Heidegger.
Na sua obra prima Verdade e Método: elementos de uma hermenêutica filosófica, publicada em 1960, Gadamer não apenas revolucionou a hermenêutica ocidental moderna, como também a reorientou criando uma nova hermenêutica filosófica baseada na ontologia da linguagem.
Segundo Heidegger a hermenêutica é filosófica e não científica (no sentido dos métodos convencionais ainda em vigor), ontológica e não epistemológica, existencial e não metodológica, porque procura a essência da compreensão e não sua norma ou “método”, o método oscila entre o positivismo e o racionalismo, mas sem pertencer ao fenômeno. 
O estudo e a compreensão da existência, uma vez que este permite o conhecimento do Ser, precede as normas, até mesmo aquela consideradas “éticas” pelo iluminismo/idealismo, das regras sociais e não regras morais, diz a teo-ontologia por que o “sábado pertence ao Homem e não o Homem pertence ao sábado”, aqui em referência a “regra ética judaica” ou de sabatistas de guardar o sábado.
Segundo Heidegger, a hermenêutica seria filosófica, e não científica; ontológica, e não epistemológica; existencial, e não metodológica. Seria responsável por procurar a essência da compreensão, e não a normatização do processo compreensivo. O estudo da compreensão confundir-se-ia com o estudo da existência, uma vez que permitiria o conhecimento do Ser.
Embora a hermenêutica contemporânea venha de Schleiermacher e Dilthey, que defendiam a abertura do espírito para uma época que julga a antecedente, e isto seria o processo histórico, Gadamer aponta que não podemos abandonar o presente e enveredar pelo passado como tendo uma “lição histórica”, pelo contrário são os termos das questões que se colocaram no passado que podem define os termos do presente.
O fato do homem vivenciar uma realidade história faz com que sua visão de mundo, e por consequência, suas possibilidades de conhecimento partam dos pré-conceitos que o cercam, tonando impossível eliminá-los por completo, para que possa ler a verdade absoluta, como pretendiam iluministas e historicistas modernos, é um véu sobre a verdade e não a própria.
O círculo hermenêutico que já estava desenhado na obra de Heidegger, na ótica de Gadamer tem um sentido ontologicamente positivo para a compreensão, que segundo ele, no decorrer da interpretação, a elaboração de novos projetos e um novo horizonte se faz necessário.
Assim somente com a admissão dos pré-conceitos vindos da historicidade do interprete que ao serem devidamente analisados em sua veracidade, possibilita uma nova compreensão, a elaboração de novos horizontes, verdadeiramente coerente.
Passar da pré-compreensão para análise e síntese é permanecer no erro, por mais criativo que seja este processo, a ruptura dos pré-conceitos vem “de fora”, da abertura e da reelaboração.
Por isto sistemas viciados, fechados, provincianos e demagógicos sucumbem, trituram o Ser, dizem dar-lhe “identidade”, mas dão apenas fechamento e obsessão[:en]The great architect of of hermeneutics in the 20th century was Hans-Georg Gadamer (1900-2002), who created a philosophical hermeneutics, influenced by the studies of Martin Heidegger, of whom he was a student at Universität Marburg, reworked the concept of the hermeneutical circle from Heidegger.

In his masterpiece Truth and Method: elements of a philosophical hermeneutics, published in 1960, Gadamer not only revolutionized modern Western hermeneutics, but also reoriented it by creating a new philosophical hermeneutics based on the ontology of language. According to Heidegger the hermeneutics is philosophical and non-scientific (in the sense of conventional methods still in force), ontological and non-epistemological, existential and not methodological, because it seeks the essence of understanding and not its norm or “method”, the method oscillates between positivism and rationalism, but without belong to the phenomenon.

The study and understanding of existence, since it allows knowledge of the Being, precedes the norms, even the one considered “ethical” by the Enlightenment / idealism, of social rules and not moral rules, says the theo-ontology why the “Saturday belongs to Man and not Man belongs to Saturday”, here in reference to the “Jewish ethical rule” or Sabbatarians to keep the Sabbath. According to Heidegger, hermeneutics would be philosophical rather than scientific; ontological rather than epistemological; existential rather than methodological. It would be responsible for seeking the essence of understanding, not the standardization of the comprehensive process.
The study of comprehension would be confused with the study of existence, since it would allow the knowledge of the Self.
Although contemporary hermeneutics comes from Schleiermacher and Dilthey, who advocated opening the spirit to an age that judges the antecedent, and this would be the historical process, Gadamer points out that we cannot abandon the present and take the past as having a “historical lesson”.
On the contrary, it is the terms of past questions that can define the terms of the present. The fact that man experiences a historical reality causes his worldview, and consequently, his possibilities of knowledge to depart from the preconceptions that surround him, making it impossible to completely eliminate them, so that he can read the absolute truth, as intended modern illuminists and historicists, is a veil over the truth and not itself.
The hermeneutic circle that was already drawn in Heidegger’s work from Gadamer’s point of view has an ontologically positive sense for understanding, which, according to him, in the course of interpretation, the elaboration of new projects and a new horizon is necessary.
Thus only with the admission of the preconceptions coming from the historicity of the interpreter that when properly analyzed in their veracity, allows a new understanding, the development of new horizons, truly coherent.
Going from pre-comprehension to analysis and synthesis is to remain in error, however creative this process may be, the rupture of preconceptions comes from outside, from openness and reworking.
That is why addicted, closed, provincial and demagogic systems succumb, crush the Being, claim to give it “identity”, but give only closure and obsession.[:]

 

[:pt]Colaboração e ingratidão[:en]Collaboration and ingratitude [:]

21 jan

[:pt]Termos aparentemente tão distantes estão profundamente conectados, a colaboração que quase sempre envolve uma dose de gratuidade (pode até ser remunerada, mas faz a faz com alguma generosidade) e a ingratidão, que é o não reconhecimento da grátis-dão, do que é feito com alguma dose de doação.

Isto sempre envolve os meios do poder, em tempos de psico-poder, a escolha de meios para certos fins é fundamental, aquilo que o indivíduo influencia ou desafia em benefício próprio, está explicado em Habermas usando o conceito de Hanna Arendt e polemizando com Max Weber: “é essa capacidade de disposição sobre meios que permitem influenciar a vontade de outrem que Max Weber chama de poder. H. Arendt reserva para tal caso o conceito de violência” (Habermas, 1980, p. 100).

Assim, pode-se teorizar que o que não leva a colaboração pode levar a uma forma de poder ou de violência, se admitimos que colaboração tem uma oposição essencial a ingratidão, ou para teorizar mesmo, este poder gera uma dose de ingratitude.

Ainda no campo da teorização, na vida fenomenológica penso que os “meios” aceleraram a ideia da colaboração, Habermas vai falar de um “individualismo metodológico” aplicando-o a formas de poder que não permitem o “entendimento mútuo” ou a superação do “egóico sentido de poder”, que leva a não-colaboração e ao não-reconhecimento do gratuito.

Penso que Hanna Arendt é mais direta porque seu modelo é “um modelo comunicativo” (interativo) onde o consenso seria alcançado por meios não-coercitivos, pelo “entendimento recíproco” que levaria a “vontade comum”, a meu ver, falta ainda a ideia da gratitude.

Em meios onde a colaboração e a reciprocidade, ações mútuas de co-laborar, ou seja trabalhar juntos, já é uma realidade, o poder se dispersa e o líder não aparece como poder coercitivo, do latim coercĭo, que significa retenção.

O que se propõe então, partindo de Hanna Arendt é que se pense na forma que permita a co- laboração como forma comunicativa de influenciar a vontade do outro, sem coagi-lo, isto leva a sistemas de ingratidão, incompreensão e luta pelo poder através da violência.  

Habermas, J. (1980). A crise de legitimação do capitalismo tardio. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro.[:en]Seemingly so distant terms are deeply connected, collaboration that almost always involves a dose of gratuitousness (may even be paid, but does it with some generosity), and the ingratitude, which is not acknowledging the gratitude, of what is done. with some donation dose. Even in pandemic period, there is little gratitude.

This always involves the means of power, in times of psycho-power, the choice of means for certain ends is fundamental, what the individual influences or challenges for his own benefit, is explained in Habermas using the concept of Hanna Arendt and polemizing with Max. Weber: “It is this capacity for disposition over means that enables one to influence the will of others that Max Weber calls power. H. Arendt reserves for this case the concept of violence ” (Habermas, 1980: 100).

Thus, it can be theorized that what does not lead to collaboration can lead to a form of power or violence, if we admit that collaboration has an essential opposition to ingratitude, or to even theorize, a dose of ingratitude.

Still in the field of theorizing, in phenomenological life I think that “means” have accelerated the idea of ​​collaboration, Habermas will speak of a “methodological individualism” applying it to forms of power that do not allow “mutual understanding” or overcoming ” egoic sense of power ”, which leads to non-collaboration and non-recognition of gratuitousness.

I think Hanna Arendt is more straightforward because her model is “a communicative model” (interactive) where consensus would be reached by non-coercive means, by “reciprocal understanding” that would lead to “common will”, in my view, is still lacking, idea of ​​gratitude.

In environments where collaboration and reciprocity, mutual actions of co-working, that is, working together, is already a reality, power is dispersed and the leader does not appear as coercive, Latin coercive power, meaning retention.

What is proposed then, starting from Hanna Arendt is to think of the way that allows collaboration as a communicative way of influencing the will of the other without coercing it, this leads to systems of ingratitude, misunderstanding and power struggle through of violence.

Habermas, J. (1980). A crise da legitimação do capitalismo tardio. (The crisis of legitimation of late capitalismo). Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro.[:]

 

[:pt]Por uma ascese espiritualizada[:en]For a spiritual ascesis [:]

14 jan

[:pt]O que assistimos além da crise e noite cultural, além de uma profunda crise social sem um pensamento que catalise as forças reais da sociedade que apontam para o futuro, é um também uma noite de Deus, o educador Martin Buber a descreve como Eclipse de Deus.
Escreveu Buber em seu livro: “Mais tarde construí para mim mesmo o sentido da palavra ”desencontro”, através da qual estava descrito, aproximadamente, o fracasso de um verdadeiro encontro entre seres humanos. Quando, após outros 20 anos, revi minha mãe, que viera de longe visitar a mim, minha mulher e meus filhos, eu não conseguia olhar nos seus olhos, ainda espantosamente bonitos, sem ouvir de algum lugar a palavra ”desencontro” como se fosse dita a mim. Suponho que tudo o que experimentei, no decorrer da minha vida, sobre o autêntico encontro, tenha a sua primeira origem naquela hora na galeria.” (BUBER, 1991, p. 8).
Revela assim a verdadeira face do “silêncio de Deus” do judaísmo no qual tem raízes, será em outro livro o “Eu-Tu” onde ele revelará um aspecto de sua ascese que é “o encontro com o Outro”, que para Buber mais do que uma pessoa, seu Tu tem uma essência divina, Deus habita o outro.
Nos dias atuais o que se observa são duas tendências fortes e em ambas as asceses não há de fato uma espiritualidade além da transcendência, ou o ativismo que Byung Chul condena como a “vita activa” que leva ao cansaço, ou o subjetivismo idealista que pode parecer religião mas não o é, o que ele desperta não é outra coisa senão o sentimentalismo, podendo levar “fieis” as lágrimas, não necessariamente a Deus, se O descobrem de fato devem buscar outra ascese verdadeira.
Assim é possível que por um caminho ou outro também encontrem a Deus, porém não há outro modo de permanecer na fé, não dos cegos mas dos que encontraram uma clareira, se de fato quiserem permanecer a meditação e a oração são imprescindíveis.
Aos que não tem fé, uma boa leitura, separar trechos e pensamentos, vivendo o momento como escrevemos no post anterior, é fundamental, ou seja, também para a leitura pode-se seguir a regra de fazê-la sem “gula”, tentar colocar a alma em silêncio, fazendo um verdadeiro “epoché”.
Aos que creem reflito sempre que Jesus rezava, e pedia aos seus discípulos que rezassem com ele, e que não perdessem esta prática, Jesus vai contar a parábola do mau juiz que não quer atender a viúva, mas por sua insistência e para que ela não o xingasse, ele a atende, diz o trecho inicial: “Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir…”, que está em em Lc 18,1.
BUBER, Martin. Eclipse de Dios. México: Fondo de Cultura Económica, 1995.[:en]What we see beyond the crisis and cultural night, beyond a deep social crisis without a thought that catalyses the real forces of society that point to the future, is also a night of God, educator Martin Buber describes it as God’s Eclipse.
Buber wrote in his book: “I later built for myself the meaning of the word ‘mismatch’, through which was roughly described the failure of a true encounter between human beings. When, after another 20 years, I saw my mother, who had come to visit me, my wife, and my children from afar, I couldn’t look into her still astonishingly beautiful eyes without hearing the word “mismatch” somewhere as if it were. tell me.
I suppose that everything I have experienced over the course of my life about the authentic encounter has its first origin at that time in the gallery. ”(BUBER, 1991, p. 8). Thus revealing the true face of the “silence of God” of Judaism in which it has its roots, will be in another book the “I-Thou” where he will reveal an aspect of his asceticism which is “the encounter with the Other”, which for Buber more. than one person, your Tu has a divine essence, God inhabits the other.
These days there are two strong tendencies, and in both asceses there is in fact no spirituality beyond transcendence, or the activism that Byung Chul condemns as the “active vita” that leads to tiredness, or the idealistic subjectivism that can It seems to be religion but it is not, what it arouses is nothing but sentimentality, and can lead to “faithful” tears, not necessarily to God, if they do discover Him they must seek another true asceticism.
Thus it is possible that they will find God in one way or another, but there is no other way to remain in the faith, not of the blind but of those who have found a clearing, if indeed meditation and prayer are to remain, they are indispensable.
For those who have no faith, a good reading, separating passages and thoughts, living the moment as we wrote in the previous post, is fundamental, that is, also for reading can follow the rule of doing it without “gluttony”, try put the soul in silence, making a true “epoché”.
To those who believe always reflect that Jesus prayed, and asked his disciples to pray with him, and not to lose this practice, Jesus will tell the parable of the bad judge who does not want to attend the widow, but by his insistence and so that she does not. he curses, he answers, says the opening passage: “Jesus told the disciples a parable to show them the need to pray always, and never give up…”, which is in Luke 18: 1.
BUBER, Martin. (1995) Eclipse de Dios. México: Fondo de Cultura Económica, 1995.[:]

 

[:pt]O que esperar de 2021[:en]What to expect in 2021[:]

31 dez

[:pt]A julgar pelo ano que encerra é melhor não fazer previsões, porém estar preparado para surpresas positivas ou negativas, falamos de resiliência em 2020 e isto significa estar preparado para situações adversas, de stress e de privações, claro mantendo sempre esperanças de melhoras.

Assisti o filme O sol da meia noite e alguns pensamentos sobre um possível futuro sombrio me vieram a mente, mas agora com um toque de humanismo e até de otimismo, ele é baseado no livro Good Morning, Midnight (2016).

O livro de Lily Brooks-Dalton será publicado este ano em português pela Editora Morro Branco, que adquiriu os direitos de publicação.

Embora a crítica não elogie, no mínimo é muito boa a atuação do ator George Clooney e o diálogo entre ficção e humanismo no filme é muito bem feito, deverá ter indicações ao Oscar. 

A mistura de ficção científica com sentimentos parece inadequada, esta é uma das principais críticas, penso que em se tratando de uma crise profunda em nosso planeta é adequada esta mistura, a segunda crítica principal é o tipo de enredo, sem dúvida muito diferente, as vezes perdemos a sequência e precisamos pensar um pouco, neste ponto é curioso o sucesso no Netflix, talvez as pessoas tenham aprendido a gostar disto, reflexão é bom e nos leva a questões.

O filme me levou a pensar em 2021 pois é uma atitude resiliente, de minha parte, pensar se o pior acontecer o que eu poderei fazer de positivo para me ajudar e ajudar as pessoas.

Que venha a vacina, que iniciemos um processo de retomada da vida, porém esperamos que a nova normalidade seja mais humana, com um olhar mais empático aos que nos rodeiam, e que tenhamos mais solidariedade entre as pessoas, então a pandemia nos terá ensinado algo.

Porém é preciso mudar atitudes, comportamentos e mentalidades, não bastam gestos afirmativos de pessoas bem intencionadas e altruístas, é preciso levar mais a sério aquilo que podemos nos ajudar como humanidade, como sociedade e como pessoa.

Que venha 2021, com vacina e com muita solidariedade e se for necessário com muita resiliência.[:en]Judging by the year that ends, it is better not to make predictions, but be prepared for positive or negative surprises, we talk about resilience in 2020 and this means being prepared for adverse situations, stress and deprivation, of course always hoping for improvements.

I watched the movie The Midnight Sun and some thoughts about a possible dark future came to mind, it is based on the Lily Brook-Dalton and just like the film (which is on Netflix) they are very successful, although the critic does not praise, at least the performance of actor George Clooney is commendable, and there is a perfect combination of optimism and fiction.

I watched the movie The Midnight Sun and some thoughts about a possible dark future came to mind, but now with a touch of humanism and even optimism, it is based on the book Good Morning, Midnight (2016), written by Lily Brooks-Dalton.

The mixture of science fiction with feelings seems inadequate, this is one of the main criticisms, I think that in the case of a deep crisis on our planet this mixture is adequate, the second main criticism is the type of plot, undoubtedly very different, the Sometimes we lose the sequence and we need to think a little, at this point, success on Netflix is ​​curious, maybe people have learned to like this, reflection is good and leads us to questions.

The film led me to think about 2021 because it is a resilient attitude, on my part, to think if the worst happens, what can I do positive to help myself and help people.

Let the vaccine come, let us start a process of resuming life, but we hope that the new normality will be more human, with a more empathic look to those around us, and that we will have more solidarity among people, then the pandemic will have taught us something.

However, it is necessary to change attitudes, behaviors and mentalities, affirmative gestures by well-intentioned and altruistic people are not enough, we need to take more seriously what we can help us as humanity, as a society and as a person.

That this year come the vaccine, with a vaccine and a lot of solidarity and if necessary with a lot of resilience.

 [:]

 

[:pt]A paz possível[:en]Possible pax[:]

05 dez

[:pt]Difícil, mas possível é a paz interior, de consciência e de amor ao Outro.

Não é a paz social, politica ou ética, que estão sempre em conflito, embora hajam movimentos integradores e uma tendência mundial a cidadania global, viver na aldeia (com as comunicações é global) e sentir cidadão do mundo.

A geração que vem ai poderá realizar isto, a geração que é “madura” agora teve retrocessos na leitura do presente, e isto provocou medo e desconfiança quebrando sentimentos de respeito e alteridade.

As medidas de força são desalentos e tentativas de reprocessar o processo social, porém caminham quase sempre para autocracias e arbitrariedades, nunca são democráticas.

A pax romana era a submissão ao poder central de Roma, a paz da Vestefália foi um tratado de tolerância religiosa entre cristãos e a paz eterna o sonho idealista na força do estado moderno.

A paz possível é a tolerância com os diferentes e aceitação d0s limites humanos em tempos de crises, depende de alguma dose do espiritual.[:en]It is not social, political or ethical peace that is always in conflict, although there are integrative movements and a worldwide tendency towards global citizenship, living in the village (with communications is global) and feeling a citizen of the world.
The next generation will be able to accomplish this, the “mature” generation now has setbacks in reading the present, and this has caused fear and distrust by breaking feelings of respect and otherness.
The measures of force are discouraging and reprocessing of the social process, moving towards autocracies and arbitrariness, they are never democratic.
The pax roman was submission to the central power of Rome, the peace of Westphalia was a treaty of religious tolerance among Christians and eternal peace the idealistic dream in the power of the modern state.
Possible peace is tolerance of differences and acceptance of human limits in times of crisis, depends on some dose of the spiritual.[:]