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Arquivo para a ‘Tecnologia’ Categoria

Os falsos tecnoprofetas

10 Abr

A ideia que a máquina é má, além de ser uma concepção anti-progresso evidente, procura sem conhecê-las desmentir a primeira lei de Kranzberg: a tecnologia não é boa, nem má nem neutra, mas em geral, desconhece-se as suas outras 5 leis: 2 – a invenção  é a mãe da necessidade, 3ª – a tecnologia se desenvolve em “pacotes”, 4ª  – as políticas tecnológicas são decididas, prioritariamente, com base em critérios não-técnicos,  5ª. – toda história é importante, mas a História da Tecnologia é a área mais relevante, e, 6ª. – a tecnologia é uma actividade humana, a História da Tecnologia também.

Jean-Gabriel Ganascia, em seu livro “O mito da singularidade: devemos temer a inteligência artificial?“ (Lisboa: Círculo de Leitores, 2018) desmascara a ideia que num futuro previsível, alguns marcam o ano de 2045 a máquinas possam vir a sempre completamente autónomas e substituir a inteligência humana que em ultima instância é o que as programa e governa.

Cita entre vários outros que acreditam nesta profecia, cujo ponto de ultrapassagem é chamado ponto de singularidade, Raymond Kurzweil, que a parte de sua precoce genialidade, com 15 anos escreveu um programa que partituras musicas para piano, prepara seu corpo e sua mente para serem “carregados” (um download cibernético) numa máquina futura.

Outro tecnoprofeta citado por Ganascia é Hans Moravec, que escreveu “Homens e Robots: o futuro da Inteligência Humana e Robótica” (1988) e “Robot: more machines to Transcendent Mind” (1998) que conduziria a uma transformação radical da humanidade.

Um último, que vale citação, Kevin Warwick escreveu I, Cyborg numa clara alusão a Eu, Robot  e que tornou-se conhecido do grande público por ter introduzido na pele um chip encapsulado num vidro dentro da própria pele, para comandar uma série de accionadores remotos, mas parece que seu projecto foi um fracasso, afirma Ganasci (pag. 13).

Os filósofos não ficam parados, deixo de lado aqui os críticos das tecnologias digitais atuais, para ir aos tecnoprofetas futuristas, digno de destaque e citado por Ganascia, Nick Bostrom, físico de formação, faz profecias em seus escritos, e particularmente num sucesso de vendas:
Superintelligence: Paths, Dangers, Strategies, prevendo entre outras coisas a trans-humanity.

Entre os catastróficos tecnoprofetas, Ganascia cita Bill Joy, co-fundador da Sun Microsystems, que escreveu um artigo: “Por que o futuro não precisa de nós”, o autor vai de Leibniz a Lyotard para mostrar porque estas teses parecem reais em nosso tempo, mas não nos estudos e resultados da Inteligência artificial.

São de fato tecnoprofecias, mas fora do tempo, o tempo de oráculos e profetas é da cultura da oralidade, que faz sentido no seu tempo ou nos herdeiros desta cultura: tribos e povos ancestrais que ainda tem esta forma de saber.

 

Oscar 2018 sem surpresas

05 Mar

O filme A forma da água levou 4 estatuetas, incluindo melhor filme e diretor (Guilhermo del Toro),aEstatueta Dunkirk levou 3 estatuetas, os vencedores de melhor ator e melhor atriz foram Gary Oldman (O destino de uma nação) e Frances McDormand (Três anúncios para um crime).

O meu predileto Blade Runner 2049 levou duas estatuetas (Melhor fotografia e efeitos visuais), assim como “Três anúncios para um crime”, o filme chileno “Uma mulher fantástica” com Daniela Veja foi o melhor filme estrangeiro.

Após 14 indicações, o diretor de fotografia Roger Deakins finalmente aos 68 anos ganhou sua primeira estatueta.

A atriz Frances McDormand foi a responsável pelo palavra mais política: “Todos nós temos uma história para contar. Vamos falar sobre nossos projetos, que precisam de financiamento. Temos que ter inclusão”, referindo-se também ao seu filme de cartazes de uma mãe pedindo que o crime que matou sua filha fosse apurado.

Outro apelo foi o ganhador de melhor diretor, Guilhermo del Toro, mexicano, falou sobre a importância de “apagar as fronteiras” alusão direta a Donald Trump.

Melhor animação para “A vida é uma festa”, que concorriam com O Poderoso Chefinho, O Touro Ferdinando, Com Amor, Van Gogh e The Breadwinner, sinceramente uma decepção.

Jordan Peele tornou-se o primeiro negro a ganhar o Oscar de Roteiro Original em ”Corra”.

 

Qual é o mal de nosso tempo

05 Fev

A modernidade está em crise, e não é devido a tecnologia e as novas mídiasDesorientaçao, visto que o processo já foi detectado a muito tempo por pensadores, sociólogos e cientistas sociais, muito antes do aparecimento das modernas mídias, ainda que elas influenciem, não é causa fundamental e nem fundamento desta crise.

Um dos autores que aponta esta crise é Domenico de Mais, escritor de 79 anos, professor da Universidade La Sapienza de Roma, ele fala de uma desorientação, seu último livro o “Alfabeto da Sociedade Desorientada” (Objetiva) chegou às livrarias brasileiras em 2017, ele ficou famoso pelo seu livro “ócio Criativo”.

Em seu livro anterior m meu livro anterior, “O futuro chegou” (editora Casa da Palavra), ele diz que falta à sociedade atual modelo sociológico como referência, é interessante pois observa-se que esta volta as ideologias do século anterior revelam exatamente isto, o modelo binário de entender que ou vamos para o socialismo utópico ou para o capitalismo do período da “Riqueza das nações” de Adam Smith.

De seu livro anterior fico com uma análise que considero importante, onde diz que a falta de referência fez a sociedade der incapaz de distinguir o que é belo e o que é feio, o que é verdadeiro e o que é falso, o que é bom e o que é ruim, o que é direita e o que é esquerda e até o que é vivo e o que é morto, talvez entendamos a onda de “zumbis” e a pós-verdade aí.

Para apontar o que o autor pensa do futuro, ele aponta uma série de “acupunturas sociológicas”, alguns aspectos significativos da nossa sociedade, e explora vinte e seis, o que é a meu ver demasiada e que pode de certa forma confundir.

Ele próprio faz uma síntese ao apontar os fatores que foram “sólidos” (conceito que atribuo a ele em função do líquido baumaniano), da sociedade industrial (1750-1950), qual sejam: a racionalidade, velocidade, eficácia, padronização, consumismo e machismo.

Demonstra como problemas como a concentração de renda poderia ser resolvida a partir de uma visão da riqueza produzida, segundo dados do autor o mundo cresce 3 a 4% ano, e já produz, 65 trilhões de dólares ao ano, e usando um relatório da ONU sobre o Desenvolvimento humano, bastariam 100 bilhões de dólares ao ano para acabar com a fome no mundo.

Aponta visões enigmáticas da sociedade, como perda da privacidade (segundo ele, será impossível esquecer, se perder, se entediar e se isolar), e conseguiremos pela engenharia genética evitar a maioria das doenças (muito irrealista ao menos até este momento), e faz da tecnologia uma panaceia para muitos de nossos males: robôs afetivos (com uso de Inteligência artificial), impressoras 3D que substituiriam as máquinas industrias, etc.

Ainda que apele para a subjetividade, na velha dicotomia entre sujeito e objeto, não vê ainda a questão do Ser que só pode ser resolvida com a presença de outro Ser, conforme análise das correntes existenciais-ontológicas, substituí-lo artificialmente não me parece uma solução.

Mas vale a máximo de Sêneca que gosta de usar:  “Nenhum vento é a favor do marinheiro que não sabe onde querer ir”.

 

Princesa Léia: de Volta para o Futuro

03 Fev

Eu sei, são dois filmes distintos, porém a Universidade Brigham Young (BYU) parece retornaraPrincesaLeia ao caminho da transmissão e projeção de imagens holográficas 3D no ar.
“Nossa equipe tem como missão tornar realidade os hologramas em 3D das ficções científicas” disse Daniel Smalley, professor de engenharia computacional e informática, um especialista em holografia que publicou recentemente (25/01) um artigo na Revista Nature.
A técnica que desenvolveu baseia-se no fenômeno da fotoforese, na qual partículas suspensas em meio a um líquido gasoso (há experiências com gotículas de água que o obriga a serem aspiradas no ar), podendo ser as próprias partículas que estão no ar atmosférico, que precisam ser movimentadas por gradientes térmicos e que pode ser feito por raios laser, explica Smalley “essas telas são capazes de produzir imagens em um ´ar fino’ que são visíveis de qualquer direção e não estão sujeitas a recortes”, ou seja, é visto de qualquer posição do espectador.
O nome técnico deste efeito é mais precisamente: “photophoretic-trap volumetric display” (uma tradução pode ser ´display de projeção volumétrica por armadilha fotoforética´), e é superior a técnicas antigas que não conseguiram capturar a luz por meio do ar para criar um objeto virtual com a mesma noção de profundidade do objeto real.
Mas o mais espetacular é a possibilidade de projeção RGB (Red-Green-Blue, as três cores primárias que compostas foram o espectro visível pelo ser humano), como o ponto de luz é capaz de mover-se rapidamente e assim o ponto de luz produz a cor, a projeção dos rádios laser verde, vermelho e azul produzem o efeito visual da cor.
A imagem colorida em três dimensões volumétrica (3D), terão a resolução de 10-micrómetro (10^-6 do metro ou 10^-4 do centímetro), isto significa produzir 10 mil voxels (Pixels volumétricos) por centímetro ou um milhão por metro cúbico.
Em pouco tempo a comunicação mudou, em 10 anos falamos pela Web em interação visual, graças ao VoIP (voz sobre Internet), agora a interação volumétricas em hologramas, ou também, assistir imagens de objetos e pessoas a nossa volta que estão a milhares de quilômetros de distancias, ou simplesmente, em filmagens de outros tempos, estamos de volta ao futuro.

 

Insegurança do hardware da Intel

15 Jan

O armazenamento de dados tinha 3 níveis: a memória externa (HDs), a aMemoriaNucleomemória do computador (as memórias RAMs) e as bem internas antes chamadas Register (ficam no chip) e hoje de memória de núcleo, ficam no núcleo do computador e são as mais rápidas, mas também podem ser janelas para roubo de dados, hoje há um quarto nível que é a externa armazena em nuvens, centro de computação espalhados pelo mundo que vendem estes armazenamentos.
Um erro de produção dos chips da Intel, que chegam a quase 90% dos chips de computadores pelo mundo (o dos smartphones são muito diferentes), acaba de ser pega numa falha de projeto que dá vulnerabilidade para os dados.
A AMD, concorrente da Intel, aproveitou para manifestar que sua memória de Kernel (as memórias do núcleo do computador) não são afetadas por ataques de hackers, e não permite acesso a senhas e outros dados sigilosos da máquina, através dos quais os dados de um computador podem ser roubados.
Segundo afirmou Paul Kocher, presidente da empresa de segurança Rambus, para o New York Times, o problema pode ser maior se o acesso foi em nuvens, onde grande partes dos dados hoje já estão sendo armazenados, isto porque o compartilhamento de máquinas (e com isto compartilhamento das memórias de núcleo) podem ser feitos, mesmo se considerando o protocolo de segurança que evita acesso aos outros níveis de memória.
Problemas de segurança com as gigantes Amazon, Microsoft e Google, além da fabricante de chips Intel poderão sacudir o mercado, além da AMD outras concorrentes orientais devem estar de olho, de nossa parte alertamos para o chave problema.

 

Meus azarões do Oscar 2018

29 Dez

Mudbound, lágrimas sobre o Mississipi é um dos meus favoritos, claro aindaaoBladeRunner não foi lançado no Brasil (previsto para 22 de fevereiro), mas a temática me atrai e também talvez saia na frente por tratar a temática inédita do racismo e feminismo durante a Segunda Guerra Mundial, tem no elenco  Garrett Hedlund, Jason Mitchell e Carey Mulligan.
O meu segundo na lista, não poderia deixar de ser pela paixão por tecnologia e ficção, Aniquilação (Annihilation) é um filme na linha das grandes ficções, que impressionou muito a crítica (talvez ganhe só efeitos especiais), e após o grande sucesso de Ex-Machina: Instinto Artificial (vencedor do Oscar de melhores efeitos especiais), o diretor Alex Garland prepara outra ficção científica, sobre uma bióloga participando de uma experiência na qual as leis da natureza não existem, no elenco estão Natalie Portman no papel principal, ao lado de Oscar Isaac, Tessa Thompson, Gina Rodriguez e Jennifer Jason Leigh.
Um dos bons filmes esquecidos do ano passado foi A lagosta do grego Yorgos Lanthimos, talvez por ser um dos roteiristas e diretores  dos mais criativos do cinema contemporâneos, agora com um drama familiar poderá ter alguma chance, com uma parceria com Colin Farrell nesta nova mistura de drama e suspense, sobre um cirurgião e sua esposa (Nicole Kidman), transformando a vida de uma família problemática, o Sacrifício do Cervo Sagrado está previsto para lançamento no Brasil em 8 de fevereiro.
Um filme que pode surpreender, é O rei do show , do desconhecido diretor Michael Gracey, um especialista em efeitos digitais, mas o filme é sobre um circo que encantou os EUA, o Barnum & Bailey, justamente é a história de P. T. Barnum, com bons atores Rebecca Ferguson, Michelle Williams, contando ainda com os efeitos especiais e o visual da época é uma boa promessa.
Esperava alguma coisa para Blade Runner 2049 (do diretor Ridley Scott),  Harrison Ford repetindo o papel 20 anos depois, o K (Ryan Goslind) e Joi (Ana de Armas) (foto), mas o filme cult de mais e com bilheterias de menos, tem poucas chances, talvez uma homenagem pelo conjunto da obra para Harrison Ford, continuo torcendo, é um épico das ficções.
Fico fora do Glamour dos melhores atores e atrizes, diretores e coadjuvantes, desde o Oscar “branco” de 2016, considero as indicações mais políticas do que artísticas.

 

As tecnologias que vão dominar 2018

28 Dez

Uma sem dúvida que está na ordem do dia, mas deve crescer até 2021, são as Realidades Virtual e Aumentada, com a diferença que a primeira é a criação de um ambiente totalmente virtual enquanto a segunda é uma inserção de virtualidades no ambiente real, o Pokemon Go, segunda versão dos monstrinhos cresceu em 2017.

As estimativas de grupos de pesquisa como o Gartner e TechCrunch, este mercado (RV e RA) aInternet2018vai movimentar mais de 100 bilhões de dólares até 2021, como o ano que vem é de Copa, o Japão por exemplos promete transmissões inéditas para 2022 no Quatar.
A internet das coisas vai aumentando suas possibilidades, quanto pensavamos que a tecnologia de redes 5G estivesse distante nos EUA já está em funcionamento em muitos lugares e poderá ser uma realidade no próximo ano, com isto a internet das coisas que depende desta transmissão eficiência poderá alcançar novos rumos como os sistemas de água, energia de baixo custo e sofisticados sistemas de controle de transito, entrando finalmente o IoT (Internet das Coisas) na vida das pessoas.
Outra preocupação, mas não sabemos se os sistemas se tornarão mais eficientes, são os sistemas de segurança este ano o WannaCry afetou sistemas de telefonia e o FedEX, entre outras, chegando a afetar mais de 150 países, há promessas para 2018.
A produção de dados chegou a 2.5 exabytes por dia (1 exabyte = 10^18 bytes), e a tecnologia do BigData veio para ficar, mas uma aliada importante na manipulação e tratamento destes dados deverá ser a Inteligência Artificial (foto visão de um cérebro poligonal), os agentes inteligentes que dominarão a Web 4.0 deverão aparecer este ano, mas a previsão para tornar-se realidade na Web é para 2020.
Impressora 3D e nanotecnologia já são realidade, mas devem avançar, assim como a realidade precoce da internet 5G, postamos no dia de ontem os aparelhos “novidades”, o smartphone conceitual e a câmera de 360 graus, na tecnologia as vezes de surpresa estas coisas bombam.
A tecnologia faz parte da história da humanidade, postaremos amanhã sobre o ano de 2017.

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A  tecnologia e as más notícias em 2017

27 Dez

O ministro Gilberto Kassab anunciou em janeiro deste ano que a banda larga teriaGoProFusion limite de dados, e a mobilização de usuários e até da Anatel foi imediata, também neste mês a boa e antiga Nokia (agora HMD global) anunciou sua adesão ao sistema Android, que vai se universalizando.
Em janeiro a Sul coreana Samsung admitiu os problemas de explosões com o Galaxy Note 7.
Fevereiro foi marcado por uma série de smartphones, como o revivido design do Nokia 3310, sem o mesmo sucesso imediata da primeira geração o Pokemon GO chegou ao mercado.
Em março a Nintendo lançou a console Switch, o ZenFone 3 Zoom é lançado no Brasil, e também os Galaxys S8 e S8+.
Abril foi o mês do alerta, a brincadeira de mal gosto Baleia Azul começou a se proliferar, também houve o caso do menino do Acre que deixou mensagens criptografadas e sumiu.
Maio foi o mês do vírus ransomware Wanna Cry, que afetou Telefonia e o FedEx europeu, em 3 dias o vírus foi neutralizado, mas a cobrança em bitcoins por arquivos capturados rendeu alguns milhões provavelmente, o autor ainda não foi identificado.
Em junho variações do WannaCry afetaram possível que a origem tenha sido na Rússia.
Em julho aparece o aplicativo de mural virtual Sarahah, o app é polêmico porque diferente dos spinners (anúncios virtuais), permite o anonimato que pode ser fonte de golpes.
Em agosto Andy Rubin, considerado pai do Android, lança o conceito de Essential Phone, mas como a maioria dos projetos Big Thing no mundo digital, ainda carece de evoluções.
Setembro foi o mesmo dos iPhone 8 e 8 Plus, e também uma edição comemorativa dos dez anos a versão iPhone X, mas a Chinesa Xiomi com o Mi Mix 2, e o ZenFone 4 apareceram no mercado.
Uma nova tentativa de modelo revolucionário foi o GoPro Fusion (foto acima), com câmera 360 graus.
Outubro o Google lança o Pixel 2 e o Pixel 2XL, após a compra desta divisão da HTC.
Novembro os lançamos começam a rarear, mas a Razer lançou o Razer Phone, e a Tesla lançou o caminhão semi automático e elétrico, mas ainda sujeito a evoluções.
Dezembro traz a pior notícia, a ideia de Trump de tirar a neutralidade da internet (empresas teriam mais “banda”) começa a prosperar, seria o fim e a total mercantilização ? esperamos que não, enquanto tecnofóbicos apenas criticam o mundo digital, os monopólios avançam.

 

Complexidade, consciência e AI

16 Out

Já afirmamos que tanto a complexidade como a consciência são fenômenos que AiMachinepertencem a natureza biológica, e foram emprestados as chamadas ciências “exatas”, mas a AI (Artificial Inteligente) continua tendo avanços, quais seriam então os equívocos de noções equivocadas deste campo ?

A resposta do professor de tecnologia do MIT Rodney Brooks, que trabalha com a robótica para a Panasonic é que há 7 pecados capitais, e ele cita a lei de  Amara ao dizer que as pessoas tendem a subestimar tanto o efeito a curto prazo quanto ao de longo prazo da tecnologia ao examinar uma tecnologia inexistente, enquanto um outro fatos é confundir hipóteses onde a AI teria uma igual competência para resolver o problema de uma tecnologia inexistente.

Um terceiro fator apontado por Brooks é que a suposição frequentemente de praticar uma tarefa é frequentemente confundida com uma tarefa realizada por AI igual a competência.

Brooks também diz que as pessoas são propensas a paralelizar o progresso AI na aprendizagem de uma determinada tarefa para o mesmo processo em seres humanos, por isto sempre aparece a ideia de híbridos humano/máquinas.

Brooks afirma também que as pessoas não devem esperar que AI continue a progredir constantemente em um caminho de desempenho exponencial, mas sim em ajustes e reavaliações, e não devemos acreditar em cenários feitos pela mídia com situações inesperadas na AI.

É disto que tratava a ficção científica de Odisseia 2001, onde o computador que tomava decisões diabólicos jamais existiu e assitir o filme hoje mostra a irrealidade daquela ficção, já Blade Runner se atualizou em 2049 e pergunta se máquinas tem almas, a pergunta do escritor que inspirou o filme é se as máquinas sonham com ovelhas elétricas (no romance de Philip K. Dick_, e porque máquinas dormiriam ?  e porque máquinas dormiriam ?

Aliás a figura do cachorro do velho caçador de Androides, também chamar Harrison Ford para o papel foi interessante em referência ao romance que inspirou o filme.

O artigo completo de Rooney Brooks publicado na Technology Review da semana passada é bastante interessante e separa 7 falácias sobre a AI.

 

Blade Runner 2049 será melhor

25 Set

Um filme clássico de ficção sem dúvida é Blade Runner, não consideroBladeRunner o melhor e nem o primeiro, pois é preciso lembrar-se de Perdidos no Espaço (1965 a 1968) se pensamos em série de TV e o clássico de Stanley Kubrick 2001: Uma odisseia no espaço de 1968, dito por alguns: “o mais incrível, belo e mentalmente estimulante filme de ficção científica de todos os tempos”.
Para aqueles que conheceram o enredo do filme que está para ser lançado, há algumas coisas novas e estranhas.
Mas Blade Runner trouxe os replicantes, seres híbridos cuja verdadeira identidade robótica é escondida, e somente pelo olho (mais precisamente pela íris poderia ser identificado) e em plena guerra com os humanos, por isto dizem, é o pai de muitas ficções científicas modernas na linha robótica.
Em um cenário cavernoso de Budapeste, numa manhã de outono em 2016, e Harrison Ford – vestindo uma camisa cinza com botões, calça jeans escura e uma careta resistente a Ford – está atirando um encontro crucial em Blade Runner 2049, agora dirigido por Denis Villeneuve..
Pela primeira vez em mais de três décadas, Ford está retomando seu papel como Rick Deckard, o policial de dedos rápidos e de bebidas fortes do filme em 1982, do primeiro  Blade Runner de Ridley Scott.
Por que K (Ryan Gosling no policial caçador de androides) não usa apenas a porta da frente não é exatamente claro, pois o enredo do Blade Runner 2049 é protegido com o tipo de intensidade geralmente reservada para Star Wars. (Mesmo negociando para entrar no set exigiu mais e depois de um teste de Voight-Kampff).
Ana de Armas afirmou que sua personagem é “forte e complexa”, ela “é a amante do agente K, sua melhor amiga, e a única pessoa em quem pode confiar”.
Depois de 30 anos de Blade Runner há alguns detalhes confirmados: o público deixou Deckard machucado e maltratado em 2019 Los Angeles, ele desapareceu, e o oficial LAPD de Gosling está à caça (possivelmente sob o comando de seu chefe, interpretado por Robin Wright, embora ninguém envolvido com o filme diga com certeza).
Enquanto isso há uma nova geração de replicantes – o termo da série para os androides que são construídos por um misterioso inventor chamado Wallace (Jared Leto), que é ajudado por um empregado dedicado, Luv (Sylvia Hoeks).
Isso é praticamente tudo o que a equipe de 2049 está dizendo, não importa o quão educadamente eu pergunte. “Eu nem tenho certeza de ter permissão para dizer que eu tive um bom tempo fazendo isso”, brinca o ator Gosling.
O lançamento está previsto para 5 de outubro de 2017 (Brasil).