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[:pt]É hora de mudarmos de via[:en]It’s time to change of way[:]

11 fev

[:pt]Não é proposta minha, mas o nome do último livro de Edgar Morin (Ed. Bertrand do Brasil, 2020), o quase centenário filósofo francês mostra as lições do coronavírus que resistimos em aprender, também é muito parecido ao nome do livro de Peter Sloterdijk: Tens de mudar de vida (editora Relógio d´Água, 2018), este bem antes do coronavírus.

Antes de passar a algumas lições de Morin, quero dizer que TODOS precisamos mudar de vida, o planeta se esgotou, as palavras se esgotaram, a política polarizadora nos esgota, e infelizmente as palavras adocicadas como “fraternidade”, “solidariedade”, “compaixão” e tantas outras parecem só uma vontade de alguns que os outros mudem, sem, contudo, que cada um mude primeiro a si.

O preâmbulo é uma retrospectiva histórica desde a gripe espanhola até maio de 68 e a crise ecológica atual, as lições do coronavírus no capítulo 1 comento-as no final.

Começo pelo fim para afirmar que Morin que também compartilha de valores de fraternidade, de uma cidadania planetária, da superação de desigualdades etc., tem em seu livro ama proposta bem clara, depois de demonstrar que a crise é anterior ao coronavírus que só a agravou, na página 4 sentencia “… são duas as exigências inseparáveis para a renovação política: sair do neoliberalismo, reformar o Estado” (pag. 46), que vai dar os meios no capítulo 3.

Este é na verdade seu segundo ponto do cap. 2 Desafios pós-corona, o desafio da crise política, dos nove desafios que aponta nas crises atuais: o desafio existencial, apontado também na Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco, os desafios das crises: da globalização, da democracia, do digital, da proteção ecológica, da crise econômica, das incertezas e o perigo de um grande retrocesso (pags. 44 a 53).

As 15 lições do coronavírus: sobre a nossa existência, o isolamento mostra-nos como vivem aqueles que não “tiveram acesso ao supérfluo e ao frívolo e merecem atingir o estágio em que se tem o supérfluo” (pag. 23), sobre a condição humana lembra o relatório Meadows, que apontava para os limites do crescimento, a lição sobre a incerteza de nossa vida, a lição de nossa relação com a morte, a lição sobre a nossa civilização (a vida voltada para fora, sem vida interior, a vida dos shoppings e happy hours), o despertar da solidariedade, a desigualdade e o isolamento social, a diversidade de situações e de gestão da epidemia, a natureza de uma crise, as 9 lições iniciais.

A lição sobre a ciência e a medicina, será que entendemos “que a ciência não é um repertório de verdades absolutas (diferentemente da religião” (pag. 33), a crise da inteligência, que ele divide sabiamente em “complexidades invisíveis” o modo de conhecimento “das realidades humanas (taxa de crescimento, PIB, pesquisas de opinião, etc.” (pag. 35), o ponto 2. é a ecologia da ação, alerta que a ação pode “percorrer o sentido contrário ao esperado e voltar como um bumerangue para a cabeça de quem a decidiu” (pag. 35), quantas ações e discursos caíram nesta vala.

A decima segunda lição é a ineficiência do estado, que além da política neoliberal cede “a pressões e interesses que paralisam todas as reformas” (pag. 38), enquanto a polarização se aprofunda.

A decima terceira lição é a deslocalização e dependência nacional, e lamenta “que o problema nacional seja tão mal formulado e sempre reduzido à oposição entre soberania e globalização” (pag. 39), note-se pelos discursos que polarizam e não saem deste círculo vicioso.

A décima quarta lição é a crise da Europa, lembro do livro de Sloterdijk “Se a Europa despertasse”, e Morin abre a ferida: “sobre o choque da epidemia, a União Europeia partiu-se em fragmentos nacionais” (pag. 40).

A  décima quinta lição é o planeta em crise, cita o prof. Thomas Michiels, biólogo e especialistas na transmissão de vírus: “Não há duvida de que a globalização tem efeito sobre as epidemias e favorece a propagação do vírus. Quando se observa a evolução as epidemias do passado, há exemplos notórios em que se nota que as epidemias seguem ferrovias e deslocamentos humanos. Não resta dúvida, a circulação dos indivíduos agrava a epidemia” (pag. 41).

MORIN, E. É hora de mudarmos de via: lições do coronavírus, trad. Ivone Castilho Benedetti, colaboração Sabah Abouessalam. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2020.[:en]It is not my proposal, but the name of the last book by Edgar Morin (Editor Bertrand do Brasil, 2020), the almost centenary French philosopher shows the lessons of the coronavirus that we resisted in learning, it is also very similar to the name of Peter Sloterdijk’s book : You have to change your life (publisher Relógio d´Água, 2018) this well before the coronavirus.

Before moving on to some of Morin’s lessons, I want to say that we ALL need to change our lives, the planet has run out, words have run out, polarizing politics runs out, and unfortunately sweet words like “fraternity”, “solidarity”, “compassion” ”And so many others seem to be only the will of some that others change, without, however, that each one changes himself first.

The preamble is a historical retrospective from the Spanish flu to May 68 and the current ecological crisis, the lessons from the coronavirus in chapter 1 I comment on at the end.

I begin at the end to affirm that Morin, who also shares values ​​of fraternity, of planetary citizenship, of overcoming inequalities, etc., has in his book a very clear proposal, after demonstrating that the crisis is prior to the coronavirus that only worsened it , on page 4 sentence “… there are two inseparable requirements for political renewal: to leave neoliberalism, to reform the state” (page 46), which will provide the means in chapter 3.

This is actually your second point in the cap. 2 Post-corona challenges, the challenge of the political crisis, of the nine challenges it points to in current crises: the existential challenge, also pointed out in Pope Francis’ Fratelli Tutti Encyclical, the challenges of crises: globalization, democracy, digital, ecological protection, the economic crisis, uncertainties and the danger of a major setback (pages 44 to 53).

The 15 lessons from the coronavirus: about our existence, isolation shows us how those who “did not have access to the superfluous and the frivolous and deserve to reach the stage where we have the superfluous” live (page 23), on the condition recalls the Meadows report, which pointed to the limits of growth, the lesson about the uncertainty of our life, the lesson of our relationship with death, the lesson about our civilization (life turned outward, without inner life, the life of shopping malls and happy hours), the awakening of solidarity, inequality and social isolation, the diversity of situations and the management of the epidemic, the nature of a crisis, the 9 initial lessons.

The lesson about science and medicine, do we understand “that science is not a repertoire of absolute truths (unlike religion” (page 33), the crisis of intelligence, which he wisely divides into “invisible complexities” the way of knowledge “of human realities (growth rate, GDP, opinion polls, etc.” (page 35), point 2. is the ecology of action, it warns that action can “go in the opposite direction to what is expected and return like a boomerang to the head of the one who decided it” (page 35), how many actions and speeches fell in this ditch.

The twelfth lesson is the inefficiency of the state, which, in addition to neoliberal politics, yields “to pressures and interests that paralyze all reforms” (page 38), while polarization deepens.

The thirteenth lesson is national relocation and dependence, and regrets “that the national problem is so poorly formulated and always reduced to the opposition between sovereignty and globalization” (page 39), note the speeches that polarize and do not leave this circle vicious.

The fourteenth lesson is the crisis in Europe, I remember Sloterdijk’s book “If Europe woke up”, and Morin opens the wound: “on the shock of the epidemic, the European Union broke into national fragments” (page 40) .

The fifteenth lesson is the planet in crisis, quotes Prof. Thomas Michiels, biologist and specialists in virus transmission: “There is no doubt that globalization influences epidemics and favors the spread of the virus. When observing the evolution of past epidemics, there are notable examples in which it is noted that epidemics follow railways and human displacements. There is no doubt, the circulation of individuals aggravates the epidemic ”(page 41).

MORIN, E. (2020) É hora de mudarmos de via: lições do coronavírus, transl. Ivone Castilho Benedetti, collaboration Sabah Abouessalam. Rio de Janeiro, BR: Bertrand do Brasil.

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[:pt]O problema da água e do saneamento[:en]The problem of water and sanitation[:]

19 nov

[:pt]Embora o planeta tenha água em abundância o problema da água não é desprezível e o que afeta diretamente o planeta, em especial os pobres e os que vivem em regiões sem saneamento básico, é o problema da água potável, e nele está o grave problema da contaminação por atividades agrícolas.

Assim é preciso junto ao inadiável problema da gestão sustentável da água, pensar um desenvolvimento sustentável em três dimensões: social, econômica e ambiental, mesmo aqueles que afirmam política públicas para isto não aceitam a redução de atividades econômicas rentáveis e poluentes.

Os estudos apontam que as causas maiores, cerca de 70% são devido ao mal uso do solo na agricultura (defensivos agrícolas, assoreamento de rios, monocultura intensiva, etc.), depois vem a poluição da indústria 20%, o uso doméstico 7% e as perdas 3% (veja a figura acima).

Por que foi da biologia e dos ecossistemas que vieram as ideias da complexidade, é este o setor mais sensível a pequenas atitudes que podem e devem mudar o planeta no futuro, recolher o lixo poluente, fazer coleta seletiva e até mesmo reaproveitar agua de chuva e usar energia solar são atitudes que podemos tomar individualmente e serão benéficas como um todo, vejam que a complexidade podem envolver ideias simples de serem praticadas.

A educação das novas gerações devem assim ser responsabilidade de todos, do poder público, das escolas e das famílias, pequenos hábitos inseridos no dia a dia podem transformar em escala um número enorme de situações, efeito conhecido na complexidade como “efeito borboleta”, a batida da asa da borboleta podem influenciar o clima, e o desmatamento e descaso com a natureza tem efeito negativo no clima.

As pesquisas em planetas onde pode haver vida tem como primeiro item a presença de água, e providenciar água potável é então a primeira atitude em defesa da vida.[:en]Although the planet has plenty of water, the water problem is not negligible and what directly affects the planet, especially the poor and those who live in regions without basic sanitation, is the problem of drinking water, and therein lies the serious problem of contamination by agricultural activities.

Thus, it is necessary, together with the urgent problem of sustainable water management, to think about sustainable development in three dimensions: social, economic and environmental, even those who affirm public policies for this do not accept the reduction of profitable and polluting economic activities.

Studies show that the main causes, about 70%, are due to poor land use in agriculture (pesticides, river silting, intensive monoculture, etc.), followed by industry pollution 20%, domestic use 7% and losses 3% (see the figure above).

Because it was from biology and ecosystems that the ideas of complexity came, this is the sector most sensitive to small attitudes that can and should change the planet in the future, collect polluting waste, do selective collection and even reuse rainwater and using solar energy are attitudes that we can take individually and will be beneficial as a whole, see that complexity can involve simple ideas to be practiced.

The education of the new generations should therefore be the responsibility of everyone, the government, schools and families, small habits inserted in everyday life can transform a huge number of situations in scale, an effect known in complexity as the “butterfly effect”, the flapping of the butterfly wing can influence the climate, and deforestation and neglect of nature has a negative effect on the climate.

Research on planets where there may be life has as its first item the presence of water, and providing drinking water is therefore the first attitude in defense of life.

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[:pt]A felicidade em Tomás de Aquino[:en]Happiness in Thomas Aquinas[:]

28 out

[:pt]Para analisar a beatitude, que já esclarecemos que é também um tema da Grécia antiga para a felicidade, Tomás de Aquino aprendeu com o filósofo grego a distinguir entre duas formas diferentes de felicidade: as riquezas naturais que são aquelas pelas quais o homem é ajudado a compensar as deficiências naturais como a comida, a bebida, as vestes, a habitação, etc., e as artificiais aquela não auxiliam a natureza mas a submetem, como o dinheiro, mas a arte humana inventou para facilitar as trocas, para que fossem como medidas para coisas veniais, e influenciado por Boécio vai questionar se a riqueza é de fato a que dá posso a todos bens:

“A bem-aventurança é o estado perfeito da junção de todos os bens’. Ora, parece que pelo dinheiro poderão se adquirir todas as coisas, porque o Filósofo, no livro V da Ética, o dinheiro se inventou para ser a fiança de tudo aquilo que o homem quisesse possuir. Logo, a bem-aventurança consiste nas riquezas” (Tomás de Aquino, Suma teológica. Parte III).

Mesmo com a posse de uma ideia mais ampla de riqueza, a riqueza natural que Aristóteles previu, e a riqueza artificial também, em nenhuma delas o Aquinate vai reconhecer como fonte de felicidade, pelo fato que não tem um fim em si mesma, e as pessoas que as possuem tornam-na o fim último, torna-se fiança de algo.

E que valor pode possuir esta fiança em si mesma, Tomás de Aquino examina a honra, e diz neste sentido: “é impossível que a bem-aventurança consista na honra. A honra é prestada a alguém devido alguma sua excelência: e assim, é um sinal e testemunho daquela excelência que está no honrado”, pode também ser a fama ou glória, o poder, e os bens do corpo, porém todos estes bens em si mesmo também não traduzem em felicidade, mas apenas em falso conhecimento.

Assim é ela própria a bem aventurança, diz textualmente: “a bem-aventurança é o mais estável dos bens”, assim a falta de estabilidade da fama ocorre pelo fato de ela derivar, exclusivamente, do conhecimento humano, que, por sua vez, é limitado, e muitas vezes é mesmo falso.

De modo parecido argumentava Boécio: “o poder humano não pode evitar o tormento das preocupações, nem o aguilhão do medo”.

Quanto ao corpo, argumenta o filósofo cristão: “a bem-aventurança do homem é superior em todos os sentidos à dos animais, embora muitos animais superem os homens nos bens do corpo”, assim se a beatitude vem daí o homem estaria se igualando aos animais, e quão verdade é isto muitas vezes.

Mas o que é então a felicidade para o Doutor Angélico, que faz o mesmo questionamento de Boécio: “‘é necessário confessar que Deus é a própria bem-aventurança?” e concluirá que “a bem-aventurança é o último fim, para o qual naturalmente tende a vontade humana” e “para nenhuma outra coisa deve tender a vontade como para o último fim, a não ser para Deus, pois ele deve ser objeto de gozo, como diz Agostinho” (AQUINO, 2003, p. 62).

Pode-se aqui ter a síntese do que é a felicidade para os três grandes pensadores cristãos do período medieval.

Para alguns autores, como Luiz Alberto De Boni, a filosofia de Tomás de Aquino nestes moldes: “o bem e o fim se identificam”, possui assim uma escatologia, e se entendemos que o fim é apenas esta vida terrena limitada a um período temporal sua argumentação não é validade, porém se admitimos a eternidade, a felicidade como bem último é aquela que conquistamos já aqui mas que deve se prolongar além da vida temporal, fora disto é claro, somente os prazeres temporais.

No quadro acima, de autor anônimo, O homem rico e Lázaro, (cerca de 1610, Amsterdam).

AQUINO, Tomás de. Suma teológica. Vol III São Paulo: Loyola, 2003.[:en]To analyze beatitude, which we have already explained that is also an ancient Greek theme for happiness, Thomas Aquinas learned from the Greek philosopher to distinguish between two different forms of happiness: the natural riches that are those by which man is helped to compensate for natural deficiencies such as food, drink, clothing, housing, etc., and artificial ones that do not help nature but subject it, like money, but human art invented to facilitate exchanges, so that they were like measures for venial things, and influenced by Boethius will question whether wealth is in fact the one that gives all goods:

“Bliss is the perfect state where all goods come together.” Now, it seems that through money you can acquire all things, because the Philosopher, in book V of Ethics, money was invented to be the guarantee of everything that man wanted to possess. Therefore, bliss consists of riches ”(Thomas Aquinas, theological suma. Part III).

Even with the possession of a broader idea of ​​wealth, the natural wealth that Aristotle predicted, and artificial wealth as well, in none of them will Aquinate recognize it as a source of happiness, because it has no end in itself, and people who own them make it the ultimate end, it becomes a bond for something.

And what value this bond can have in itself, Tomás de Aquino examines honor, and says in this sense: “it is impossible for the beatitude to consist of honor. The honor is rendered to someone due to some excellence: and thus, it is a sign and testimony of that excellence that is in the honored one ”, it can also be the fame or glory, the power, and the goods of the body, but all these goods in themselves they also do not translate into happiness, but only false knowledge.

That is how bliss is itself, she says verbatim:” bliss is the most stable of goods “, so the lack of stability of fame occurs due to the fact that it derives exclusively from human knowledge, which, in turn, instead, it is limited, and it is often even false.

Similarly, Boethius argued: “human power cannot avoid the torment of worries, nor the sting of fear”.

As for the body, argues the Christian philosopher: “, the beatitude of man is superior in every way to that of animals, although many animals surpass men in the goods of the body”, so if beatitude comes from there, man would be equaling to animals, and how often this is true.

But what then is happiness for Doctor Angelico, who asks the same question as Boethius: “‘ Is it necessary to confess that God is the beatitude itself? ” and he will conclude that “the beatitude is the last end, towards which the human will naturally tends” and “for nothing else must the will tend as for the last end, except for God, for it must be the object of I enjoy, as Agostinho says ”(AQUINO, 2003, p. 62).

Here you can have a synthesis of what happiness is for the three great Christian thinkers of the medieval period.

For some authors, like Luiz Alberto De Boni, the philosophy of Tomás de Aquino along these lines: “the good and the end are identified”, thus has an eschatology, and if we understand that the end is just this earthly life limited to a temporal period his argument is not valid, but if we admit eternity, happiness as the ultimate good is that which we have already achieved here but which must extend beyond temporal life, outside of this, of course, only temporal pleasures.

In Picture above, by an anonymous author, The rich man and Lazarus, (around 1610, Amsterdam).

 

AQUINO, Tomás (2003). Theological summula. V. III. Brazil, São Paulo: Loyola.

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[:pt]Transformação digital além da Buzzword[:en]Digital transformation beyond Buzzword[:]

21 out

[:pt]Alertamos e problematizamos nos 10 anos deste blog a transformação que estava sendo encaminhada pelas mudanças digitais, aspectos sociais, educacionais, industriais e até mesmo comportamentais, boa parte dos céticos reagiam, ironizavam ou desprezavam uma mudança real que estava acontecendo.

A pandemia mostrou que as ferramentas mais do que necessárias podem construir pontes, estabelecer relações novas, dinamizar empresas e evitar desperdícios de tempo, dinheiro e principalmente nestes tempos por em perigo a saúde.

Agora todos vivem a realidade digital, empresas sobreviveram por serviços online, famílias, grupos sociais, serviços públicos e reuniões de diversos tipos dependem das ferramentas digitais, os espetáculos dependem de lives, de meetings ou postagens em ferramentas de mídias sociais.

Uma buzzword surgiu muito forte a chamada “transformação digital”, porém o perigo do oportunismo é grande de empresas e sites que exploram e mistificam estes serviços e cobram caro por ele, assim alguns conceitos são necessários, primeiro o que acontece diferente na geração Z da anterior chamada de millennials, os que são nascidos no início do milênio, portanto antes do ano 2000, que agora tem de 22 a 37 anos.

Os millenials acompanharam a evolução a Web (as páginas, sites e blogs), nasceram numa realidade em que os computadores eram uma eletrodoméstico, assim só eram usados em casa e opcionalmente na escola, enquanto a geração Z através do celular levou o mundo digital a todo lugar, criam os grupos de chats e tem um comportamento diferente com a credibilidade dos sites, blogs e mídias de redes, criam suas próprias relações e ídolos, em geral diferente do tudo que é conhecido.

Embora mais fechados e com tendência a pouca relação social, são mais críticos que os millenials, mais ansiosos, são mais eficientes e são mais exigentes.

Assim as relações com o mercado são muito diferentes, voltam a preferir as compras em lojas físicas e selecionam bem o que compram, menos impulsivos e já tem a tecnologia com um excelente apoio, embora muito conectados já conhecem os limites da tecnologia.

Grandes revistas de economia como a Forbes e a Fortune fizeram análises da geração Z para entender a transformação de mercado necessária, a Forbes diz que ela representa 25% da população mundial atual, o meio digital é parte natural da vida deles, como a TV e o rádio das gerações passadas, enquanto a Fortune afirma que 32 da geração Z se esforça para um trabalho dos seus sonhos e descartam assumirem qualquer trabalho, embora temporariamente aceite para alçar o futuro.

Assim os CRMs ( Customer Relationship Management) antigos não funcionam e muitas críticas e análises feitas para a geração millenials estão ultrapassadas.

Segundo Kasey Panetta, pesquisadora da Gartner, 5 conceitos novos são emergentes: Composite architectures, arquiteturas ágeis e responsivas, Algorithmic trust, produtos, links, sites e transações confiáveis, Beyond silicon, os limites da lei de Moore da evolução dos computadores, agora tecnologias menores e mais ágeis são procuradas, Formative Artificial Intelligence (AI) adaptação ao cliente, customização dos serviços, tempos e localização, e o conceito Digital Me, uma espécie de passaporte para o mundo digital, ferramentas e sites que já conhecem o cliente e suas necessidades, formas de comportamento e preferencias.

Portanto todo o universo digital que parecia estável também vai desmoronar e muito do que se chama “transformação digital” é só uma mistificação digital, cuidado com oportunistas.

Panetta, Kasey. 5 Trends Drive the Gartner Hyper Cycle for Emerging Technologies, 2020. Disponível em: https://www.gartner.com/smarterwithgartner/5-trends-drive-the-gartner-hype-cycle-for-emerging-technologies-2020 , Acesso em: 15 de setembro de 2020.[:en]We alerted and problematized in the 10 years of this blog the transformation that was being led by digital changes, social, educational, industrial and even behavioral aspects, most of the skeptics reacted, mocked or despised a real change that was happening.

The pandemic has shown that more than necessary tools can build bridges, establish new relationships, energize companies and avoid wasting time, money and especially in these times, endangering health.

Now everyone lives in the digital reality, companies have survived through online services, families, social groups, public services and meetings of various types depend on digital tools, shows depend on lives, meetings or posts on social media tools.

A buzzword emerged very strongly called the “digital transformation”, but the danger of opportunism is great for companies and sites that exploit and mystify these services and charge dearly for it, so some concepts are necessary, first what happens differently in generation Z of previous call of millennials, those who were born at the beginning of the millennium, therefore before the year 2000, which is now 22 to 37 years old.

The millenials followed the evolution of the Web (the pages, websites and blogs), they were born in a reality in which computers were an appliance, so they were only used at home and optionally at school, while generation Z through cell phones took the digital world to everywhere, create chat groups and behave differently with the credibility of websites, blogs and media networks, create their own relationships and idols, in general different from everything that is known.

Although more closed and with a tendency to have little social relationship, they are more critical than millennials, who are more anxious, more efficient and more demanding.

Thus, relations with the market are very different, they return to prefer shopping in physical stores and select well what they buy, less impulsive and already have the technology with excellent support, although very connected they already know the limits of technology.

Major economics magazines like Forbes and Fortune have done generation Z analyzes to understand the necessary market transformation, Forbes says it represents 25% of the current world population, digital is a natural part of their lives, like TV and the radio of past generations, while Fortune claims that 32 of generation Z are striving for a job of their dreams and rule out taking on any job, although temporarily accepted to lift the future.

Thus the old CRMs (Customer Relationship Management) do not work and many criticisms and analyzes made for the millennial generation are outdated.

According to Kasey Panetta, a researcher at Gartner, 5 new concepts are emerging: Composite architectures, agile and responsive architectures, Algorithmic trust, products, links, websites and reliable transactions, Beyond silicon, the limits of Moore’s law of the evolution of computers, now technologies smaller and more agile are sought, Formative Artificial Intelligence (AI) adaptation to the client, customization of services, times and location, and the Digital Me concept, a kind of passport to the digital world, tools and websites that already know the client and their needs, forms of behavior and preferences.

So the entire digital universe that seemed stable is also going to collapse and much of what is called “digital transformation” is just a digital mystification.

Panetta, Kasey. 5 Trends Drive the Gartner Hyper Cycle for Emerging Technologies, 2020. Available at: https://www.gartner.com/smarterwithgartner/5-trends-drive-the-gartner-hype-cycle-for-emerging-technologies-2020, Access: September 15, 2020[:]

 

[:pt]A importância dos elos fracos[:en]The importance of weak links[:]

29 set

[:pt]Em teoria de redes os elos fracos são importantes, não são nas mídias de redes como facebook, Instagram ou outra mídia, as redes são formas de relações interpessoais vinculadas a determinados interesses e grupos (hubs) que são importantes e poderiam ser mais se fossem intendidas sujas funcionalidades e modos operacionais.

O laço fraco de uma rede, alguém que está na periferia dela e com pouco contato com o grupo central (os hubs) são na verdade os grandes potencializadores destas redes, na vida social, na ciência e até mesmo na política foram pessoas com pouca ligação com os grupos de poder que fizeram a diferença.

Li de Alan Turing, criador do modelo do computador digital moderno, que são “as vezes das pessoas que ninguém espera nada que fazem coisas que ninguém pode imaginar”, ele participou de um projeto secreto na Bell Laboratories que desvendou o segredo da máquina Enigma, de codificação de mensagens dos nazistas durante a 2ª. guerra mundial.

Einstein passou por várias escolas, e não é verdade que foi mal aluno, ele detestou todas elas. seus pais e professores achavam que tinha limitação mental, quando na verdade a escola não o inspirava nada, considerava-as fracas.

Também Stevie Jobs pouco se interessou pelos estudos e era um aluno displicente em sala de aula, numa sala de aula do primário quando uma professora perguntou se eles entendiam o universo, ouviu a resposta dele que não entendia “é porque estávamos tão falidos”.

Muitos são as pessoas simples que apontam para um período de grande dificuldades, apenas pensadores midiáticos, de redes de interesses com públicos que querem ouvir determinadas respostas a conjuntura atual é que fazem sucesso, em geral dizem que a pandemia não é nada, que quando passar vamos estar felizes, sendo assim não são apenas políticos a olharem para uma realidade complexa com respostas simplistas e pouco elaboradas.

No final da semana que passou falamos que os “últimos serão os primeiros”, agora dizemos algo além disto, são eles que podem fazer a diferença, em especial no quadro de gravidade social e sanitária que podemos aqui olhar os elos fracos, na “teoria das redes sociais”.

Mark Granovetter que estudou o assunto explica que por estarem distantes, são estes laços fracos que são capazes de levar a mensagem para ser “compartilhada” com pessoas e grupos de outros círculos, expandindo a rede.

GRANOVETTER, M. The strength of weak ties. In: American Journal of Sociology, University, 1973.[:en]In network theory, weak links are important, not in network media like facebook, instagram or other media, networks are forms of interpersonal relationships linked to certain interests and groups (hubs) that are important and could be more if they were understood dirty features and operating modes.

The weak link of a network, someone who is on the periphery of it and with little contact with the central group (the hubs) are in fact the great potential of these networks, in social life, in science and even in politics they were people with little connection with the power groups that made a difference.

Li from Alan Turing, creator of the modern digital computer model, who are “the times of people that nobody expects anything to do things that nobody can imagine”, he participated in a secret project at Bell Laboratories that unveiled the secret of the Enigma machine, of codification of messages of the Nazis during the 2nd. World War.

Einstein went to several schools, and it is not true that he was a poor student, he hated them all. his parents and teachers thought he had mental limitations, when in fact the school did not inspire him at all, he considered them weak.

Stevie Jobs, too, took little interest in his studies and was an easygoing student in the classroom, in a primary classroom when a teacher asked if they understood the universe, heard his reply that he did not understand “it is because we were so broke”.

Many are the simple people who point to a period of great difficulties, only media thinkers, networks of interests with audiences who want to hear certain responses to the current situation that are successful, in general they say that the pandemic is nothing, that when it passes let’s be happy, so it’s not just politicians looking at a complex reality with simplistic and poorly elaborated responses.

At the end of last week we said that “the last ones will be the first”, now we say something more than that, they are the ones that can make a difference, especially in the context of social and health severity that we are entering, in the “social network theory” Mark Granovetter, who studied the subject, explains that because they are distant, it is these weak ties that are able to take the message to be “shared” with people and groups from other circles, expanding the network.

GRANOVETTER, M. (1973). The strength of weak ties. In: American Journal of Sociology, University.

 

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[:pt]Translatio studiorum e as técnicas da escrita[:en]Translatio studiorum and writing techniques[:]

03 jun

[:pt]O longo período que foi desde o início da escrita registrada, a scriptura, até o surgimento dos copistas, chamado de oralidade mista, é chamado de translatio studiorum, onde a própria escrita vai passar por muitas variações técnicas, e nelas se destacam São Jerônimo que compilou e elaborou a primeira versão da Bíblia.

Neste período se destacam os chamados padres capadócios, Gregorio de Nissa (335, morto em 394), seu irmão Basílio, o Grande, e Gregório de Nazianzeno, cuja escrita é importante para o que tanto Hannah Arendt quanto Byung Chull Han vão analisar na vita activa, e aqui liga-se a informação em tempos de novas mídias, mas será feito no decorrer da semana.

Translation Studiorum, período de transferência de saberes, de uma época para outra quando as técnicas da cultura estão variando, e assim sua antropotécnica, entre diferentes culturas e religiões, sobretudo no Ocidente e no Oriente Médio, onde há a cultura do originária do livro das três grandes religiões abraamicas (vem do Pai Abraão), o Alcorão, a Torah e a Bíblia.

O translatio corresponde assim ao período de auge e decadência do pensamento greco-cristão, que possui mais enlaces do que é aparente, e que seria preservado e teria continuidade no mundo ocidental sob a forma de uma doutrina filosófica dominante e influente a trinitária e neoplatônica.

De Trinitate de Santo Agostinho é tão revelador quanto seu popular livro Confissões, e a influência de Plotino tanto não pode ser negada, como não pode ser supervalorizada, não é negada porque a concepção de Uno da alma em Plotino é essencial, e supervalorizada porque a conversão de Agostinho o desloca do centro deontológico de Platão, o Sumo Bem, para o ontológico: o Ser pessoa e trinitário do pensamento cristão.

Porém os padres capadócios trazem conceitos que podem ser explorados a luz do pensamento atual, Ousía (οὐσία, pronúncia correta é “ussía”), é traduzida um substantivo da língua grega dando origem a essência e substância, mas sendo feminina e conjugação no particípio presente do verbo “ser”, a interpretação heideggeriana é “presente” ou presentidade (ser-presente).

Também exploraremos o sentido da palavra hypostasis, do grego prosopon, vem da teologia grega com o significado de pessoa, e em articulação com o ousia dá um sentido ao trinitário.[:en]The long period that went from the beginning of registered writing, scriptura, until the appearance of copyists, called mixed orality, is called translatio studiorum, where writing itself will undergo many technical variations, and in them stand out São Jerônimo who compiled and elaborated the first version of the Bible.

During this period, the so-called Cappadocian priests stand out, Gregorio de Nissa (335, died in 394), his brother Basilio the Great, and Gregório de Nazianzeno, whose writing is important for what both Hannah Arendt and Byung Chull Han will analyze in the vita active, and here the information is linked in times of new media, but it will be done during the week.

Translation Studiorum, period of transfer of knowledge, from one era to another when the techniques of culture are changing, and thus their anthropotechnics, between different cultures and religions, especially in the West and the Middle East, where there is the culture of the original of the book of three great Abrahamic religions (comes from Father Abraham), the Koran, the Torah and the Bible.

The translatio thus corresponds to the period of peak and decadence of Greek-Christian thought, which has more links than is apparent, and which would be preserved and would continue in the Western world in the form of a dominant and influential philosophical and Trinitarian and Neoplatonic doctrine.

De Trinitate de Saint Augustine is as revealing as his popular book Confessions, and Plotinus’ influence cannot be denied, nor can it be overvalued, it is not denied because Plotino’s conception of One of the soul is essential, and overvalued because Augustine’s conversion displaces him from Plato’s deontological center, Sumo Bem, to the ontological: the person and Trinitarian of Christian thought.

However, Cappadocian priests bring concepts that can be explored in the light of current thinking, Ousía (οὐσία, correct pronunciation is “ouceea”), is translated a noun from the Greek language giving rise to essence and substance, but semse feminine and conjugation in the present participle of the verb “to be”, the Heideggerian interpretation is “present” or present (being-present).

We will also explore the meaning of the word hypostasis, from the Greek prosopon, it comes from Greek theology with the meaning of person, and in conjunction with ousia it gives a meaning to the Trinitarian.

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[:pt]A crise cultural e a pandemia[:en]The cultural crisis and the pandemic [:]

15 abr

[:pt]A segunda grande cegueira da crise do ocidente é a cultura, o livro Qualquer Coisa Serve de Theodore Dalrymple, pseudônimo de Anthony Daniels, psiquiatra inglês que tratou de presos perigosos, é uma antologia de contos escritos de 2006 a 2009, e chamou seus estudos de declinologia (veja o vídeo abaixo) porém no livro citado há belas passagens de como ler uma cultura.
Desde os primórdios da cultura humana, a descoberta da Caverna de Chauvet (datada de 32 mil a.C.) prova isto, o homem constrói e registra sua cultura, e aqui um paralelo com o #StayAtHome esta é feita numa caverna, provavelmente local de encontro e proteção de famílias.
Pode parecer demasiado o termo usado por Peter Sloterdijk, mas a domesticação humana não é outra coisa que não a estruturação da vida “doméstica”, e também a origem grega da palavra oikos-nomicus (já fizemos um post) significa oikos – casa.
Acrescentamos aqui o diálogo de socrático de Xenofonte, que se refere ao termo como ser um bom cavalheiro, o Kalokagathos (bom em belo, em grego), que é assim referência a cultura.
Byung Chul Han, que escreveu a Salvação do Belo, onde critica a cultura do liso e em particular a de Jeff Koon e suas esculturas de “baloons” (figura) que muito ou nada dizem, o desejo de uma total imunidade, sem procurar a co-imunidade, conceito de seu mestre Sloterdijk, que pode ser aplicado a pandemia atual.
Um artigo duro, mesmo para mim como apreciador de Byung Chul Han, sobre a atual crise pandêmica, publicado no El País, afirma que: “parece que a Ásia controla melhor a epidemia do que a Europa”, cita os dados de 20 de março quando a epidemia ainda não tinha atingido o auge na Europa e dá como razão a estrutura disciplinada e ancestral do oriente.
Mais cedo do que nós eles apostaram no Big Data afirma o autor, e “suspeitam que o big data pode ter um enorme potencial para se defender da pandemia” diz no artigo de El País, porém alerta que isto pode caminhar para uma ditadura digital, como na China e isto não é mudança.
Sobre a cultura atual autor afirma “hoje não só se volta o polido ao belo, mas também o feio” na obra A Salvação do Belo (pag. 19), esperamos que o flagelo do vírus nos comova os coração e nos faça ir da descoberta da interdependência, como diz Morin, para a solidariedade.
Porém esta solidariedade exercida em conjunto, numa co-imunidade, necessita de um novo conceito do doméstico, da religação, além da conexão digital e do “isolamento” social.

https://veja.abril.com.br/videos/clube-do-livro/uma-aula-de-decliniologia-com-theodore-dalrymple/[:en]The second great blindness of the Western crisis is culture, the book Anything Goes by Theodore Dalrymple, pseudonym of english´s psychiatrist Anthony Daniel who treated dangerous prisoners, is an anthology of short stories written from 2006 to 2009, and called his studies declinology (see the video below) but in the book cited there are beautiful passages on how to read a culture. in many countries. 
Since the dawn of human culture, the discovery of the Chauvet Cave (dated 32,000 BC) proves this, man builds and records his culture, and here a parallel with #StayAtHome this is done in a cave, probably a meeting place and protection of families.
It may seem too much the term used by Peter Sloterdijk, but human domestication is nothing other than the structuring of “domestic” life, and also the Greek origin of the word oikos-nomicus (we have already made a post) means oikos – home.

We add here Xenophon’s Socratic dialogue, which refers to the term how to be a good gentleman, Kalokagathos (good in beautiful, in Greek), which is thus a reference to culture.
Byung Chul Han, who wrote Salvação do Belo, where he criticizes the culture of the plain and in particular that of Jeff Koon and his sculptures of “baloons” (figure) that say a lot or nothing, the desire for total immunity, without seeking the co-immunity, concept of its master Sloterdijk, that can be applied to the current pandemic.
A hard article, even for me as an appreciator of Chul Han, about the current pandemic crisis, published in El País, states that: “it seems that Asia controls the epidemic better than Europe”, quotes the data of March 20 when the epidemic had not yet reached its peak in Europe and is based on the disciplined and ancestral structure of the east. 
Earlier than us, they bet on Big Data, says the author, and “they suspect that big data may have enormous potential to defend themselves against the pandemic” says in the article by El País, but warns that this could lead to a digital dictatorship, as in China and this is not a change.
About the current culture, the author affirms “today not only the polished is turned to the beautiful, but also the ugly” in the work A Salvação do Belo (page 19), we hope that the scourge of the virus will move our hearts and make us go from discovery from interdependence, as Morin says, to solidarity.
https://veja.abril.com.br/videos/clube-do-livro/uma-aula-de-decliniologia-com-theodore-dalrymple/  [:]

 

[:pt]A mulher e as novas mídias[:en]Women and new media[:]

09 mar

[:pt]O dia da mulher foi ontem e a perspectiva de uma sociedade não-machista está muito distante, mesmo em países europeus contatei com tristeza que o machismo ainda é cultura geral, por exemplo, o assédio na França tem índices elevados e em Portugal há casos recentes, onde até um juiz do Supremo manifestou seu machismo num caso de violência doméstica que julgava.

O Wikipedia é o 5º. Site mais acessado no mundo, possui mais de 6 milhões de verbetes, e apesar de ter problemas de edição e corrupção nos seus verbetes, o que é tratado mas pode ficar online e causar confusões, sua importância é inegável, e negá-la é não estar vivendo a realidade presente.

 Nas novas mídias não é diferente, o Wikipedia o 5o. site mais lido no mundo, teve recentemente a divulgação que a maioria das mulheres influentes em investigações científicas são ignoradas pelo site.

O artigo escrito por James Vicent em agosto de 2018 na Revista The Verge, consta que 82% das biografias são escritas sobre homens, cita o exemplo de Teresa Woodruff, uma cientista que não tinha entrada no Wikipedia (agora tem), e foi nomeada uma das pessoas mais influentes em investigações e Inteligencia Artificial pela revista Time em 2013.

Outra influente investigadora citada é Jessica Wade, física do Imperial College London que escreveu a nova entrada de Pineau, um sistema chamado QuickSilver, e falou sobre o Wikipedia:

“… é incrivelmente tendencioso e a sub-representação de mulheres na ciência é particularmente ruim”.

O artigo teve como foco as pesquisas na área de IA e citou ainda a investigadora de robótica Joële Pineau.

Entretanto as novas mídias deram poder e voz também as mulheres, é inegável que um número de grupos sociais excluídos, culturas quase desaparecidas, e muitas minorias tem voz agora graças as novas mídias.

Nas mídias de redes sociais, facebook e instagram são inúmeros os casos de exposição de imagens e conteúdos machistas, nem sempre denunciados e punidos por práticas ofensivas.

 

Vicent, James (2018) AI spots 40,000 prominent scientists overlooked by Wikipedia, The Verge, Disponível em:

https://www.theverge.com/2018/8/8/17663544/ai-scientists-wikipedia-primer, Acessado em: 20/10/2018.[:en]The women’s day was yesterday, the prospect of a non-sexist society is very distant, even in European countries I contacted with sadness that sexism is still a general culture, for example, harassment in France has high rates and in Portugal there are recent cases , where even a Supreme Court judge expressed his machismo in a case of domestic violence that he judged.

Wikipedia is the 5th.

The most accessed site in the world, it has more than 6 million entries, and despite having problems with editing and corruption in its entries, which is treated but can go online and cause confusion, its importance is undeniable, and denying it is not living the present reality.

New media is no different, Wikipedia the 5th. most read site in the world, it has recently been reported that the majority of women influential in scientific investigations are ignored by the site.

The article written by James Vicent in August 2018 in The Verge Magazine, says that 82% of the biographies are written about men, cites the example of Teresa Woodruff, a scientist who had no entry on Wikipedia (now has), and was named one of the most influential people in investigations and Artificial Intelligence by Time magazine in 2013.

Another influential researcher cited is Jessica Wade, a physicist at Imperial College London who wrote Pineau’s new entry, a system called QuickSilver, and spoke about Wikipedia:

“… it is incredibly biased and the under-representation of women in science is particularly bad”.

The article focused on AI research and also cited robotics researcher Joële Pineau.

However, new media have given women power and a voice too, it is undeniable that a number of excluded social groups, cultures almost disappeared, and many minorities now have a voice thanks to new media.

In social media media, facebook and instagram, there are countless cases of exposure of sexist images and content, which are not always denounced and punished for offensive practices

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[:pt]Influenciador digital, a potência nas novas mídias[:en]Digital influencer, the power in new media. [:]

25 fev

[:pt]Influenciador digital é uma nova área de atuação nas mídias, desde os primeiros blogueiros eles existem, falam de coisas curiosas desde temas sérios, até culinária, fitness, esportes ou qualquer coisa que esteja em alta em determinado momento, os que fazem sucesso significam muito em termos de estatísticas e financiamentos, mas pouco em termos de conteúdos sérios e políticos.
Cito um brasileiro Felipe Neto, em torno dos 32 anos, não fui conferir apenas li em algum lugar, as vezes é inteligentes, as vezes comediante e irônico, fala de tudo em especial de fatos culturais inéditos, como a família Passos que formou uma “trupe” que ganhou com uma marchinha de sátira de carnaval “A culpa é do PT” que na rádio CBN venceu o concurso.
Dizem que ele tem milhões de seguidores, não fui conferir e pois também existem “robôs” e “influencers” capazes de produzirem valores juntos, mas as visualizações são mesmo astronômicas.
Você deve desconhecer Christian Figueiredo que tem em torno de 21 e já lançou um livro “Eu fico loko” e já fez marketing para Colacoca (algo assim) e Disney, e se for num shopping vai enlouquecer adolescentes, pergunte ao seu filho, sobrinho ou neto quem ele é, chance de 50% que saberão.
O catarinense Luba, Lucas Feurschütte. tem em torno de 25 anos, e já fez um vídeo de sucesso com Christian Figueredo perguntando: “Você é um gay”, tem um terceiro que não conheço que participa, mas talvez também seja de sucesso, o seu sucesso é o Luba TVGames (em torno de 230 mil seguidores), não vou esgotar a lista, apenas aponto um universo desconhecido de quem tem mais de 30 anos, pelo menos a imensa maioria, os jovens estão sob enorme influência deles.
Se seu filho é um adolescente preste atenção nestes nomes: Júlio Cocielo que se envolveu numa polêmica por fazer um comentário racista do jogador Mbappé, ah este você conhece, outro nome é Luccas Neto, 25 milhões de inscritos e bilhões de visualizações, Kéfera Buchmann do canal 5inco Minutos, não sei de é ironia com o programa americano 60 minutes, mas fala de beleza, esquetes, paródias e tem um humor bem fino e 11 milhões de seguidores, Whindersson Nunes, que uma vez em palestra fiz uma brincadeira com ele e todas adolescentes reagiram, e o adulto que dirigia a conversa não entendeu nada, e claro, o Felipe Neto.
De outros países tudo que sei é o youtuber PewDiePie, um comediante sueco em torno dos 30 anos, descobri que seu nome é Feliz Arvid Ulf Kjellberg, e também os do Instagram, mas lá surgem nomes “comuns” midiáticos como Cristiano Ronaldo e Messi jogadores de futebol, Beyoncé e Selena Gomez cantoras, Justin Bieber cantor e outros, pessoalmente sou seguidor de amigos e familiares.
É tudo que conheço, me dedico pouco a estas conversas, mas a vontade de potência me fez ir atrás do que os jovens estão preocupados, daqui 3 ou 4 anos estarão na faculdade e não quero perder a piada, ou a conversa, ou o “poder” que gente da nossa idade perdeu com os jovens.
Ah é tudo gente midiática, sim, mas também os novos filósofos das mídias não são outra coisa.[:en]Digital influencer is a new area of expertise in the media, since the first bloggers they exist, they talk about curious things from serious topics, to cooking, fitness, sports or anything that is on the rise at a given moment, those that are successful mean a lot in in terms of statistics and funding, but little in terms of serious and political content.
I quote from a Brazilian Felipe Neto, around 32 years old, I didn’t go check it out, I just read it somewhere, sometimes he’s smart, sometimes comedian and ironic, he talks about everything, especially unpublished cultural facts, like the Passos Family that formed a “ trupe ”that won with a carnival satire marchinha (*primary sing of carnival) “The fault is of the PT (left party)” on CBN radio won the marchinhas contest.
They say he has millions of followers; I didn’t check it out and there are also “robots” and “influencers” capable of producing values, but the visualizations are really astronomical. You must be unaware of Christian Figueiredo, who is around 21 and has already launched a book “Eu sou loko” (I´m crazy) and has already done marketing for Colacoca (or other) and Disney, and if it goes to a mall it will drive teenagers crazy, ask your son, nephew or grandson who he is , 50% chance that they will know.

The Santa Catarina´s Luba, Lucas Feurschütte. he is around 25 years old, and has already made a successful video with Christian Figueredo asking: “Are you a gay”, there is a third party that I don’t know who participates, but maybe he’s also successful, his success is Luba TVGames ( around 230 thousand followers), I will not exhaust the list, I just point out an unknown universe of those over 30 years old, at least the vast majority, young people are under their enormous influence.
If your son is a teenager, pay attention to these names: Júlio Cocielo, who got involved in a controversy for making a racist comment about the player Mbappé, oh this you know, another name is Luccas Neto, 25 million subscribers and billions of views,
The third in Brazil is Kéfera Buchmann do 5inco Minutos channel, I don’t know how ironic it is with the American program 60 minutes, but it talks about beauty, sketches, parodies and has a very fine humor and 11 million followers, Whindersson Nunes, who once in a lecture I played with him and all teenagers reacted, and the adult who would say the conversation did not understand anything, and of course, Felipe Neto.
From other countries all I know is youtuber PewDiePie, a Swedish comedian around 30 years old, I discovered that his name is Feliz Arvid Ulf Kjellberg, and also those from Instagram, but there are “common” media names like Cristiano Ronaldo and Messi players. soccer, Beyoncé and Selena Gomez singers, Justin Bieber singer and others, personally I am a follower of friends and family.
It’s all I know, I dedicate myself little to these conversations, but the desire for power made me go after what young people are concerned about, in 3 or 4 years they will be in college and I don’t want to miss the joke, or the conversation, or the “ power ”that people of our age lost to young people.
Oh, it’s all media people, yes, but the new media philosophers (its comm[:]

 

[:pt]A forma da In-formação[:en]The form of the in-formation[:]

11 fev

[:pt]A filosofia do ocidente se construiu por um caminho que não necessariamente era o único disponível, assim não há determinismo nem do pensamento e por consequência nem da história, isto pelo fato que se privilegiou algumas categorias em detrimentos de outras.
Ainda que fosse possível pensar em um único modelo de pensamento, socialmente é impossível pensar por um único método ou um único caminho, isto pode parecer contraditório com o pensamento anterior, mas não significa que no bojo de um conjunto de pensamentos e categorias de determinadas época fez-se por diversos motivos, incluindo os políticos, econômicos e culturais, fez-se a opção por determinadas formas de pensamento.

A forma da informação se desenvolveu assim a partir dos pensamentos e visões de mundo que influenciaram a cultura ocidental.
O objetivo deste post não é esgotar este pensamento, mas percorrer com ajuda de alguns leitores especiais, como Aristóteles e Platão, Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino, René Descartes, Immanuel Kant, David Hume, Hegel, Marx, Nietzsche, Husserl, Heidegger, Gadamer, Paul Ricoeur, Emanuel Lévinas, Peter Sloterdijk, Byung Chull Han, só para citar alguns que considero fundamentais, mas sem a pretensão de esgotar o pensamento de qualquer um deles.
É possível pela análise da penetração destes pensadores no cotidiano tanto quanto nas estruturais de governos, estados e políticas mundiais, como estas influencias aconteceram e acontecem determinando o nosso pensamento, ainda que possamos por ingenuidade imaginar que o que pensamos é original, ou por pragmatismo que o que existe é a vida prática e a necessidade, aliás mesmo que neguem estas são formas de pensamento ligadas a determinadas formas de pensamento, como o empirismo, o ceticismo e o pragmatismo.
Assim através da cultura, da educação e principalmente de formas de intervenção social por meios de comunicação e propaganda, existe uma forma-ação de implantar estas ideias no seio da sociedade e uma vez constituída como um conjunto organizado de conhecimento (uma episteme) implantar no seio da sociedade a in-formação, isto é, implantar as ideias no seio da sociedade.
Desde Sócrates que em essência queria “instruir” os homens, passando por Platão e Aristoteles, até o estado moderno, a forma-ação dos cidadãos através da in-formação é como as ideias se formam e são disseminadas no tecido social.
Pode-se pensar de modo igualmente ingênuo que isto é apenas teoria, é fácil demonstrar que não é a forma-ação da polis é impossível de se pensar sem a polis grega, e os pensamentos que vão desde os pré-socráticos até os contratualistas modernos: Thomas Hobbes, John Locke e o suíço (não era francês não) Jean Jacques Rousseau.[:en]Western philosophy was built along a path that was not necessarily the only one available, so there is neither determinism nor thought and consequently neither history, this because of the fact that some categories were privileged over others.

Although it was possible to think of a single model of thought, socially it is impossible to think by a single method or a single path, this may seem contradictory to the previous thought, but it does not mean that in the midst of a set of thoughts and categories from certain times it was done for several reasons, including political, economic and cultural, the option for certain forms of thought was made.

The form of information is eveloped thus from the thoughts and visions of the world that influenced Western culture.

The aim of this post is not to exhaust this thought, but to travel with the help of some special readers, such as Aristotle and Plato, Augustine of Hippo and Thomas Aquinas, René Descartes, Imanuel Kant, David Hume, Hegel, Marx, Nietzsche, Husserl, Heidegger , Gadamer, Paul Ricoeur, Emanuel Lévinas, Peter Sloterdijk, Byung Chull Han, just to name a few that I consider fundamental, but without claiming to exhaust the thought of any of them.

It is possible by analyzing the penetration of these thinkers in daily life as well as in the structural ones of governments, states and world policies, how these influences happened and happen to determine our thinking, although we can naively imagine that what we think is original, or because of pragmatism that what exists is practical life and the need.

Moreover, even though they deny these are forms of thought linked to certain forms of thought, such as empiricism, skepticism and pragmatism.

Thus, through culture, education and, mainly, forms of social intervention by means of communication and advertising, there is an action-form of implanting these ideas within society and once constituted as an organized set of knowledge (an episteme) to implant in the within society, in-formation, that is, to implant ideas within society.

From Socrates, who in essence wanted to “instruct” men, through Plato and Aristoteles, to the modern state, citizens’ form of action through information is how ideas are formed and disseminated in the social fabric, specialy in XIX century, in XX there were any changes.

 

 

 

 

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