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[:pt]A primeira mutação aórgica[:en]The first aortic mutation[:]

03 mar

[:pt]Como se originou exatamente a vida é ainda uma especulação, uma das teorias mais elaboradas foi feita por Lynn Margulis (1938-2011) primeira esposa de Carl Sagan famoso pela série Cosmos, a teoria dela chamada de Endossimbióse.

Nesta teoria as mitocôndrias e cloroplastos tornam-se organelos em uma célula, os primeiros por energia química e o segundo por fotossíntese, embora a teoria nunca foi comprovada em laboratório é interessante, Teilhard Chardin as chamava de “cadeia de moléculas carbonadas” (O fenômeno humano) e ATP (adenosina trifosfato) molécula transportadora de energia nos seres vivos, há outras teorias é claro.

Fundamentalistas de plantão fiquem calmos, também no Genesis da Bíblia está que Deus fez o homem do barro e depois soprou-lhe nas narinas, assim também a vida surgiu em determinado momento (Genesis 2,7), e o texto anterior diz que “mas subia da terra um vapor que regava toda a terra” (Gn 2,6), esse vapor bem que podia ser o CO2.

Talvez nunca saibamos exatamente como isto aconteceu, porém é certo que a Terra e a Natureza vieram antes que os organismos vivos e certamente depois deles (ou da maioria deles) apareceu o homem, porém a mutação aórgica não parou ai.

As mutações gênicas, embora raras podem acontecer, elas podem fazer surgir novos genes numa determinada população, por mecanismos de adaptação natural, se determinadas características forem favoráveis à sobrevivência e à reprodução em determinado ambiente, portanto se o ambiente muda as mutações podem tornar-se estáveis no novo ambiente.

A terra passou por diversas mudanças ambientais, e talvez a que estamos passando seja a que mais profundamente afeta a estabilidade do meio ambiente, pássaros e animais foram extintos e florestas e ambientes naturais devastados, assim é de se esperar que alguma mutação ocorra, porém será o ambiente o primeiro a mudar e reagir, assim fenômenos naturais podem ocorrer.

Isto levam muitos anos para ocorrer, mas de repente rompem-se numa cadeia de mutações, assim a descreve Teilhard Chardin: “os irresistíveis desenvolvimentos que se ocultam nas mais frouxas lentidões, – a extrema agitação que se dissimula sob um véu de repouso, – o inteiramente novo que se insinua no íntimo da repetição monótona das mesmas coisas” (Chardin, 1965, p. 8).

Em tempos de riscos pandêmicos, olhar ao universo da cosmogênese que vivemos é essencial.

CHARDIN, T. O fenômeno humano. BR, São Paulo : Herder, 1965.[:en]How exactly life originated is still speculation, one of the most elaborate theories was made by Lynn Margulis (1938-2011) Carl Sagan’s first wife, he is famous for the Cosmos series, her theory called Endosymbiosis.

In this theory the mitochondria and chloroplasts become organelles in a cell, the first by chemical energy and the second by photosynthesis, although the theory has never been proven in the laboratory is interesting, Teilhard Chardin called them “chain of carbon molecules” (The phenomenon human) and ATP (adenosine triphosphate) energy-carrying molecule in living beings, there are other theories of course.

Fundamentalists on duty stay calm, also in the Genesis of the Bible is that God made man out of clay and then blew him in the nostrils, so life also appeared at a certain moment (Genesis 2,7), and the previous text says that “but a steam was rising from the earth to water the whole earth ”(Gn 2,6), that steam could well be CO2.

We may never know exactly how this happened, but it is certain that Earth and Nature came before living organisms and certainly after them (or most of them) man appeared, but the aortic mutation did not stop there.

Genetic mutations, although rare can happen, they can cause new genes to appear in a given population, by natural adaptation mechanisms, if certain characteristics are favorable to survival and reproduction in a certain environment, therefore if the environment changes, the mutations can become stable in the new environment.

The land has undergone several environmental changes, and perhaps what we are going through is the one that most deeply affects the stability of the environment, birds and animals have been extinct and forests and natural environments have been devastated, so it is to be expected that some mutation will occur, but it will be the environment is the first to change and react, so natural phenomena can occur.

This takes many years to occur, but suddenly they break in a chain of mutations, as Teilhard Chardin describes it: “the irresistible developments that are hidden in the most sluggish slowness, – the extreme agitation that is hidden under a veil of rest, – the entirely new that insinuates itself within the monotonous repetition of the same things ”(Chardin, 1965, p. 8).

In times of pandemic risks, looking at the universe of cosmogenesis we live in is essential.

CHARDIN, T. (1965). O fenômeno humano (Human Phonomenon) BR, São Paulo : Herder.

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[:pt]A cura do Outro[:en]Healing the Other[:]

24 fev

[:pt]Gandhi afirmava que “não se pode ferir o outro sem ferir a si próprio”, porém Carl Jung tem uma receita ampliada “aquele que cura o outro, cura a si próprio”, em termos de pandemia é bom pensar nisto, cuidar o distanciamento, as regras de higiene, etc.

Alguns dizem isto nunca vai acontecer comigo, são pessoas já com comorbidades, etc. sim eles estão no grupo de risco, mas a pandemia agora com as novas cepas ampliaram o “grupo de risco”, pode-se dizer toda a sociedade está vulnerável.

E junto com a pandemia, as economias estão ruindo, mas os modelos idealistas continuam aí, temos a resposta a tanto tempo, não se esqueçam que elas já foram testadas, assim não se trata deste ou daquele modelo, todos modelos atuais estão centrados na “economia” como centro de qualquer política e não no ser humano, isto valeu ainda mais profundamente nesta crise.

A usina de Fukushima por exemplo, houve tremores naquela região recentes, mostrou novos vazamentos, a água usada para resfriá-la será jogada no mar e então irá pelo mundo agora.

Se tivermos outros acidentes naturais, terremotos estão sempre acontecendo aqui e ali, e se forem perto de outras usinas, e se outro tipo de crise planetária, diferente da pandemia vier, e isto não é só pessimismo, é uma possibilidade que todos sabemos que existe.

Sim agora o problema é a doença, fonte da cegueira atual, ela é também um prolongamento da crise cultural e noite de Deus, vejam os diversos tipos de religiosidade que cresce, os apelos e profecias não faltam em todo canto, a meu ver alguma poderá ser verdadeira inclusive, mas não se trata disto e sim de perguntarmos como vai a vida “saudável” no planeta, e ai entra o Outro.

Diziam que a crise era das mídias, ou das redes que é uma coisa bem distinta, agora são a salvação para manter os contatos com a devida distância, hora não eram os celulares que faziam isto e porque não fazem agora, manter empresas e escolas funcionando, não é tão mal, o uso sim.

Claro que não, a perda das relações independe dos meios (as mídias) que usamos, e colocar-se em rede é ainda melhor, agora parece mais claro é colocar-se primeiro diante dos mais próximos, cuidar e se ocupar deles, coisas que lembramos de serem feitas pelos nossos avós, que pareciam fechados e atrasados, mas eles sabiam o que significava ser próximo, ser amoroso e ser fiel.

Salvar a economia mesmo que as pessoas morram, eis o fundamento de um mundo onde no fundo é a economia que todos estavam preocupados, talvez uma minoria pensasse realmente no bem-estar e no equilíbrio da vida vivida na essência, sem luxo e com um certo “conforto”.

Lembre-se que o oeconomicus em grego, tratava-se da economia doméstica e da agricultura, é verdade que a economia evolui muito, porém não devia ter perdido as origens, organizar a economia “doméstica” das pessoas e produzir alimentos, parece o essencial nesta crise.

Não temos só que nos curar, é preciso curar e cuidar do outro, assim nos ensinam nossos heróis da medicina, pois as consequências serão para todos, a descoberta desta interdependência é saudável para um mundo que começa a se fechar em nacionalismos e mentalidades autoritárias.[:en]Gandhi affirmed that “one cannot hurt the other without hurting oneself”, but Carl Jung has an expanded recipe “the one who heals the other, heals himself”, in terms of the pandemic it is good to think about this, to take care of the distance, hygiene rules, etc.

Some say this will never happen to me, they are people with comorbidities, etc. yes they are in the risk group, but the pandemic now with the new strains has expanded the “risk group”, it can be said that the whole society is vulnerable.

And along with the pandemic, economies are collapsing, but the idealistic models are still there, we have the answer for so long, do not forget that they have already been tested, so it is not about this or that model, all current models are centered on “ economy ”as the center of any policy and not in the human being, this was even more valid in this crisis.

The Fukushima plant for example, there have been tremors in that region recently, it has shown new leaks, the water used to cool it will be poured into the sea and then it will go around the world now.

If we have other natural accidents, earthquakes are always happening here and there, and if they are close to other plants, and if another type of planetary crisis, other than the pandemic comes, and this is not just pessimism, it is a possibility that we all know exists .

Yes, now the problem is the disease, the source of the current blindness, it is also an extension of the cultural crisis and night of God, see the different types of religiosity that grows, the appeals and prophecies are not lacking everywhere, in my view some may to be true even, but this is not about this, but about asking how “healthy” life is going on the planet, and there comes the Other.

They said that the crisis was in the media, or in the networks, which is a very different thing, now they are the lifeline to keep in touch with the proper distance, time it wasn’t the cell phones that did this and why they don’t do it now, to keep companies and schools running , it is not so bad, the use yes.

Of course not, the loss of relationships does not depend on the means (the media) that we use, and putting ourselves in a network is even better, now it seems clearer to put ourselves first in front of those closest to us, take care of and take care of them, things that we remember being asked by our grandparents, who seemed closed and backward, but they knew what it meant to be close, to be loving and to be faithful.

Saving the economy even if people die, that is the foundation of a world where, at bottom, the economy that everyone was concerned about, maybe a minority really thought about the well-being and balance of life lived in essence, without luxury and with a certain “comfort”.

Remember that the Greek oeconomicus was about the domestic economy and agriculture, it is true that the economy has evolved a lot, but it shouldn’t have lost its origins, organizing people’s “domestic” economy and producing food, it seems essential in this crisis.

We don’t just have to heal ourselves, we need to heal and care for the other, so our medical heroes teach us, because the consequences will be for everyone, the discovery of this interdependence is healthy for a world that begins to close itself in authoritarian nationalisms and mentalities.[:]

 

[:pt]Deserto, existência e sonhar[:en]Desert, existence and dreaming [:]

13 jan

[:pt]A existência já apontamos em outros posts depende de viver o instante que passa, época de mudanças implicam em conhecer e saber que há momentos de deserto em que a própria existência parece em cheque é preciso neste momento não parar de sonhar, um futuro que virá.
O que buscamos ou o que encontramos no deserto é a compreensão do que desenvolvemos esta semana na angústia, não a que leva a frustação, mas justo sem oposto, no conceito desenvolvido apontamos não viver de sentidos emprestados do cotidiano, olhá-lo como oportunidade.
O segundo sentimento de deserto, é aquele que o filósofo Kierkegaard apontou como repetição, a sensação de que tudo parou e não há nada além do deserto, a existência parou e pode até parecer que ela se findou, há uma outra repetição que mira no essencial que é rapaz de ir além.
Ela que lida com a frustração e que nos faz continuar a sonhando, mas afirmamos não são os prazeres, a fortuna (aqui no sentido financeiro) e nem mesmo o deixar acontecer e deixar o mundo como ele é que se encontram sonhos mesmo num deserto.
Justamente porque é mudança de época, valores e sentimentos estão em ebulição, que podemos encontrar novos sonhos, realizáveis é claro, mas as vezes mesmo loucos podem ser realizáveis.
O que separa um do outro não é a profundidade de um sonho, mas a perenidade do que se busca, se buscamos só os prazeres, o poder ou a preponderância sobre o Outro, não são sonhos, são no fundo evasivas dos verdadeiros sonhos, não são generosos com toda a humanidade.
Porém o que mais se busca são estes sonhos transitórios, e a frustração segue a eles quase inevitavelmente, claro alguns ficarão ricos, terão êxtases de prezares, porem a custo alto.
É como a passagem bíblica, ao receber os discípulos de João Batista, que vivia no deserto, disse as multidões que o seguiam (Mt 11,7-9): “O que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? O que fostes ver? Um homem vestido com roupas finas? Mas os que vestem roupas finas estão nos palácios dos reis. Então, o que fostes ver? Um profeta?”, uma profecia é também um sonho.
É preciso a angústia filosófica para sonhar, entrar num círculo virtuoso de um sonho realizável.[:en]Existence already (pointed in others posts) depends on living the instant that passes, time of change imply to know and know that there are moments of desert in which existence itself seems in check at this moment must not stop dreaming, a future to come.
What we seek or what we find in the desert is the understanding of what we have developed this week in anguish, not the one that leads to frustration, but just without opposite, in the developed concept we aim not to live on borrowed meanings, to look at it as an opportunity.
The second feeling of desert is that which philosopher Kierkegaard has pointed to as repetition, the feeling that everything has stopped and there is nothing but the desert, existence has stopped and it may even seem that it has ended, there is another repetition that aims in the essentials. that is boy to go beyond.
She deals with frustration and keeps us dreaming, but we affirm it is not the pleasures, the fortune (here in the financial sense) and not even letting it happen and leaving the world as it is that dreams are found even in a desert.
Precisely because it is changing times, values and feelings are boiling, that we can find new dreams, achievable of course, but sometimes even crazy can be achievable.
What separates one from the other is not the depth of a dream, but the perpetuity of what one seeks, if we seek only the pleasures, the power or the preponderance over the Other, they are not dreams, they are at the very least evasive of true dreams, not they are generous to all mankind.
But what is most sought after is these transient dreams, and frustration follows them almost inevitably, of course some will get rich, will have ecstasies of value, but at a high cost.
It is like the biblical passage, when receiving the disciples of John the Baptist who lived in the desert, said the multitudes who followed him (Mt 11: 7-9): “What were you to see in the desert? A reed shaken with the wind? What did you see? A man dressed in fine clothes? But those who wear fine clothes are in the palaces of kings. 9So what were you to see? A prophet? ”, a prophecy is also a dream.

It takes philosophical anguish to dream, to enter a virtuous circle of a dream come true.[:]

 

[:pt]As vacinas estão na fase de testes[:en]Vaccines are in the testing phase[:]

26 out

[:pt]Todas as vacinas estão na fase de testes, apenas a vacina russa com seu mega imperador Putin aprovou vacinas, mas ninguém confia nelas.

O grupo americano de biotecnologia Moderna, um dos que estão conduzindo testes na fase 3 nos Estados Unidos prometendo resultados para dezembro foi solicitado em setembro dar mais transparência em seus relatórios, quase sempre entregues ao governo em caráter “confidencial” revela as pressões sobre o FDA (Agência americana de Medicamentos) pois a eleição está próxima e poderia favorecer o governo, mas a própria empresa não acredita em prazos curtos.

Outro laboratório a Pfizer, uma das vacinas mais promissoras rendeu polêmicas esta semana devido a infecção e morte de uma das pessoas recrutadas para testes, um voluntário brasileiro que faleceu, mas segundo o site Bloomberg o rapaz estava no grupo dos placebos dos testes e não recebeu a dose ativa da vacina.

Esclarecendo os testes são chamados de duplo cego, isto é nem os médicos nem os pacientes sabem que versão foi aplicada, é aplicado em alguns um placebo e em outros a própria vacina, sendo esta uma das formas mais confiáveis de testagem, somente em casos como este da morte de um voluntário a dose é revelada.

A polêmica da vacina chinesa, que ainda está sem aprovação e com prazo para outubro de 2021, teve uma crescente politização da vacina como já alertamos no post da semana passada, mais uma polarização social agora neste assunto, que deveria ser uma preocupação de todos independentemente da ideologia.

O problema da obrigatoriedade da vacina deve ser tratado de forma democrática, e a polêmica não ajuda o consenso público que neste caso já é improvável, é de se lamentar a politização do tema, a judicialização é ainda mais lamentável, lembro o caso dos drogados cuja internação involuntária não foi aprovada.

A fase de testes, segundo especialistas e a própria OMS, deve se prolongar ainda por 2021, qualquer antecipação prematura da vacina será tão grave quanto a própria pandemia, e o resultado pode ser desastroso e sujeito a processos judiciais.

Esperamos que a vacina venha, que seja um consenso mundial a sua validade, que a politização do tema diminua e que possamos sair menos polarizados da pandemia, é um tema altruísta, mas precisamos ter esperança de uma humanidade melhor, senão tanto sofrimento num ano desastroso de nada valeu.[:en]All vaccines are in the testing phase, only the Russian vaccine with its mega emperor Putin has approved vaccines, but no one trusts it.

The American group of Modern biotechnology, one of those conducting tests in phase 3 in the United States promising results for December, was asked in September to give more transparency in its reports, almost always delivered to the government in a “confidential” character, reveals the pressures on the FDA (American Medicines Agency) because the election is close and could favor the government, but the company itself does not believe in short deadlines.

Another laboratory at Pfizer, one of the most promising vaccines, sparked controversy this week due to the infection and death of one of the people recruited for testing, a Brazilian volunteer who died, but according to the Bloomberg website the boy was in the group of test placebos and did not receive the active dose of the vaccine.

Clarifying the tests are called double blind, that is, neither doctors nor patients know which version was applied, in some a placebo is applied and in others the vaccine itself, this being one of the most reliable forms of testing, only in cases such as this from the death of a volunteer the dose is revealed.

The controversy of the Chinese vaccine, still without approval and with a deadline for October 2021, is one of the consequences of the politicization of the vaccine that we already warned in last week’s post, social polarization makes any issue, even those that should be everyone’s concern. regardless of ideology.

The problem of mandatory vaccination must be dealt with democratically, and the controversy does not help the public consensus, which in this case is already unlikely, the politicization of the issue is regrettable, judicialization is even more regrettable, I remember the case of drug addicts whose involuntary hospitalization has not been approved.

The testing phase, according to experts and the WHO itself, should continue for 2021, any premature anticipation of the vaccine will be as serious as the pandemic itself, and the result can be disastrous and subject to lawsuits.

We hope that the vaccine will come, that there will be a worldwide consensus on its validity, that the politicization of the theme will decrease and that we can emerge less polarized from the pandemic, is an altruistic theme, but we need to hope for a better humanity, if not so much suffering in a disastrous year that it was worthless.

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[:pt]Número de casos cresce e as vacinas[:en]Number of covid grows in Brazil and vaccines[:]

14 set

[:pt]O número de dados voltou a crescer, se olhamos o vale do dia 7 de setembro, feriado nacional no Brasil, vemos o vale de decréscimo com 10 mil casos, nesta avaliação de curto prazo é melhor o número de infectados, porque o número de mortes só será afetado de 7 a 14 dias, que neste período também voltou a crescer.

Foi um escândalo e comentado em todo país a descida dos paulistas para as praias litorâneas, coincidência ou não, é um dado real e científico, o número de casos voltou a crescer e o número de mortes voltou a aproximar das mil diárias.

Enquanto a vacina não vem, teremos que conviver com esta realidade, o período de um possível lockdown passou o vírus está em todo país e o único isolamento que funciona é o social para evitar a infecção entre pessoas próximas, partindo justamente da ideia que todos podem ser portadores do vírus agora e todo cuidado é necessário.

Agora estamos a espera da vacina, e o caso de um efeito colateral de uma mulher em Londres da vacina de Oxford, a que usa o princípio vetor viral, o efeito foi uma mielite transversa que causa um problema neurológico e pressão alta, sendo possível que a causa foi um fator externo a fórmula, a mulher passa bem, há avaliação do caso por um comitê que é independente (vejam o quão complexo e sério devem ser os testes), e a retomada dos testes já foi autorizada, há outras 6 na fase dos testes.

É importante notar que o problema foi o efeito colateral e não a infecção, a vacina da Oxford e do Laboratório Astrazeneca, que tem participação do laboratório da Fiocruz brasileira, não tem possibilidade de infecção, ela não replica o vírus, por isto é considerada segura, mas efeito colateral existem em quaisquer remédios e vacinas e deve-se prescrever os casos, como aqueles que encontramos nas bulas, do tipo, crianças ou adultos não podem tomar, etc.

O caso foi importante para que todos tenhamos consciência da seriedade e da lentidão dos testes, que são necessários.

Outras vacinas sobem na “cotação”, a vacina da Pfizer. que segue o princípio ácido nucleico (RNA), e com boa cotação na área médica, porém esta também está sujeita aos testes e sem a avaliação das “contraindicações” não se deve apressar seu uso, por isto, a demora, é necessária e não se pode dispensar esta fase.

Socialmente o que esperamos, passado um período de ajuda (deve ir até o final do ano, mas que já está ai), é preciso já começar a pensar nas consequências econômicas, sociais e educacionais, elas serão fortes e exigirão o esforço de todos e deve-se pensar não como um peso, mas como uma necessidade social que determinados grupos tenham proteção.

É o caso de idosos, crianças e grupos socialmente marginalizados, se a sociedade e as políticas públicas não abraçarem estas pessoas, as consequências sociais que já são graves, poderão ir para o campo do descontrole e seria uma tragédia.[:en]The number of data has returned to grow, if we look at the valley of September 7, national holiday in Brazil, we see the valley of decrease with 10 thousand cases, in this short-term evaluation is better the number of infected, because the number of deaths will only be affected from 7 to 14 days, which in this period also returned to grow.

It was a scandal and commented throughout the country the descent of São Paulo to the coastal beaches, coincidence or not, is a real and scientific data, the number of cases has returned to grow and the number of deaths has returned to close to a thousand daily.

While the vaccine does not come, we will have to live with this reality, the period of a possible lockdown passed the virus is in every country and the only isolation that works is the social to prevent infection among people close, starting precisely from the idea that everyone can be carriers of the virus now and all care is necessary.

Now we are waiting for the vaccine, and the case of a side effect of a woman in London of the Oxford vaccine, which uses the viral vector principle, the effect was a transverse myelitis that causes a neurological problem and high blood pressure, being possible that the cause was an external factor the formula, the woman passes well, there is evaluation of the case by a committee that is independent (see how complex and serious the tests should be) , and the resumption of testing has already been authorised, there are 6 more in testing phase.

It is important to note that the problem was the side effect and not the infection, the vaccine from Oxford and the Laboratory Astrazeneca, which has participation of the laboratory of Brazilian Fiocruz, has no possibility of infection, it does not replicate the virus, so it is considered safe, but side effect exist in any medicines and vaccines and should prescribe cases, such as those we found in the leaflets , of type, children or adults cannot take, etc.

The case was important for all of us to be aware of the seriousness and slowness of the tests, which are necessary.

Other vaccines go up in the “quote”, the Pfizer vaccine. which follows the nucleic acid (RNA) principle, and with good quotation in the medical area, but this is also subject to testing and without the evaluation of “contraindications” should not be rushed its use, therefore, the delay is necessary and this phase cannot be dispensed with.

Socially what we expect, after a period of help (it should go until the end of the year, but that is already there), we must already start thinking about the economic, social and educational consequences, they will be strong and will require the effort of all and one should think not as a weight, but as a social need that certain groups have protection.

This is the case of the elderly, children and socially marginalized groups, if society and public policies do not embrace these people, the social consequences that are already serious, could go to the field of out of control and it would be a tragedy.[:]

 

[:pt]A noite escura da humanidade[:en]The dark night of humanity[:]

04 ago

[:pt]Assistir a debates políticos ou mesmo questões relevantes da vida pública, um breve olhar sobre a cultura e a religião, qualquer angulo que se olhe o momento agravado pela pandemia, é relevante que se aponte os traços confusos deste momento civilizatório.

É fato que já passamos por outra pandemia, em números assustadores a chamada “gripe espanhola” em meio a 1ª. guerra mundial, foi um grande e humanitário desastre que desafiou a humanidade, e mesmo assim depois veio a segunda guerra, os campos de concentração e a bomba de Hiroshima, porém os contornos deste momento parecem ainda mais graves, há uma crise do pensamento.

O que se observa são frases feitas de impacto duvidoso, apelos ao otimismo impossível diante do quadro pandêmico ou a esperança “depois que tudo isto passar”, porém na medida em que a vacina não chega a realidade vai impondo, até mesmo aos sábios de plantão um pouco de sobriedade, porém ainda sem a solidariedade e humanidade que seriam desejáveis.

A crise do pensamento já apontada por Edgar Morin, Nicolescu Barsarab e muitos outros, para além do debate científico e técnico, é a dificuldade de compor elementos que deveriam ultrapassar os limites das especialidades para resolver problemas além da doença, do social e do religioso, para atacar em conjunto o problema seria necessária uma visão de conjunto e não uma empobrecida visão disciplinar de especialistas.

Quando menos se enxerga por pura e simples análise, mais escura esta noite se torna, os fundamentos perdidos, ainda que possam e devam ser superados os alicerces civilizatórios: a cultura grega, a religiosidade judaico-cristã que tantos sábios teve, também a islâmica com Avicena, Averróis, Al-Khwarismi e mais recentemente Abdus Salam, que ganhou o prêmio Nobel de Física em 1979.

A ciência ainda segue fortemente ligada ao positivismo e logicismo de dois séculos atrás, enquanto Karl Popper, Tomas Kuhn ou Bachelard ainda são pouco conhecidos e confinados em rodas de “especialistas do método científico” que indica uma leitura rasa destes questionadores da ciência convencional.

O século passado nos deu Gustave Klimpt, Pablo Picasso, Henri Matisse, Salvador Dali, a arquitetura arrojada de Antoni Gaudi, do brasileiro Oscar Niemeyer, mas as fachadas retas, o abuso dos vidros e cristais que aparecem pela primeira vez no Palácio de Cristal  (foto), estrutura arquitetônica inglês ado século XIX que invocava centro de recreações para “educação do povo”, citado por Sloterdijk e seu discípulo Byung Chul Han como representante da arquitetura atual, como centros de consumo e “uma forma arquitetônica foi proclamada como a chave para o capitalismo. condição do mundo” (SLOTERDIJK, 2005, P. 279).

A grandeza e a novidade cotidiana do Criador são um grande contraste com religiões repetitivas, ultrapassadas e que nada dizem ao mundo atual, sobre a pandemia oscilam entre a simples adesão ao discurso corrente a modelos de solidariedade e de defesa da vida muito frágeis para a tragédia pandêmica.

Há uma beleza e uma novidade que jorra da vida todo dia, mas o que persiste é uma mesmice incapaz de dar esperança a uma pós-pandemia melhor, a verdadeira ciência, a cultura e Deus nada terão a ver com esta miséria que virá, claro se tudo não mudar e houver um arroubo de luz e de sanidade.

SLOTERIJK, P. Crystal Palace,  Chapter 33 of in Globalen Inneren Raum des Kapitals: Für eine philosophische Theorie der Globalisierung (In the Global Inner Space of Capital: For a Philosophical Theory of Globalization). Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2005, pg. 265-276.[:en]Watching political debates or even relevant issues of public life, a brief look at culture and religion, any angle that looks at the moment aggravated by the pandemic, it is relevant to point out the confused features of this civilizing moment.

It is a fact that we have already been through another pandemic, in frightening numbers the so-called “Spanish flu” in the middle of the 1st. world war, it was a great and humanitarian disaster that challenged humanity, and even then came the second war, the concentration camps and the Hiroshima bomb, but the contours of this moment seem even more serious, there is a crisis of thought.

What can be observed are phrases made with a doubtful impact, appeals to impossible optimism in the face of the pandemic scenario or the hope “after all this is over”, however as the vaccine does not reach reality it imposes it, even on the wise on duty a little sobriety, but still without the solidarity and humanity that would be desirable.

The crisis of thought already pointed out by Edgar Morin, Nicolescu Barsarab and many others, in addition to the scientific and technical debate, is the difficulty of composing elements that should go beyond the limits of specialties to solve problems beyond the disease, the social and the religious, to tackle the problem together would require an overall view and not an impoverished disciplinary view of specialists.

When less is seen by pure and simple analysis, the darker this night becomes, the foundations lost, even if the civilizing foundations can be overcome: the Greek culture, the Judeo-Christian religiosity that so many scholars had, also the Islamic with Avicenna, Averroes, Al-Khwarismi and more recently Abdus Salam, who won the Nobel Prize in Physics in 1979.

Science is still strongly linked to the positivism and logicism of two centuries ago, while Karl Popper, Tomas Kuhn or Bachelard are still little known and confined in circles of “experts of the scientific method” which indicates a shallow reading of these questioners of conventional science.

The last century gave us Gustave Klimpt, Pablo Picasso, Henri Matisse, Salvador Dali, the bold architecture of Antoni Gaudi, by Brazilian Oscar Niemeyer, but the straight façades, the abuse of glass and crystals that appear for the first time in the Crystal Palace (photo), English architectural structure of the 19th century that invoked a recreation center for “education of the people”, cited by Sloterdijk and his disciple Byung Chul Han as representative of current architecture, as centers of consumption and “an architectural form was proclaimed as the key to capitalism . condition of the world ”(SLOTERDIJK, 2005, P. 279).

The Creator’s greatness and daily novelty are a stark contrast to repetitive, outdated religions that say nothing to the world today, about the pandemic oscillating between simple adherence to current discourse to models of solidarity and defense of life that are too fragile for tragedy pandemic.

SLOTERIJK, P. Crystal Palace,  Chapter 33 of in Globalen Inneren Raum des Kapitals: Für eine philosophische Theorie der Globalisierung (In the Global Inner Space of Capital: For a Philosophical Theory of Globalization). Frankfurt am Main: Suhrkamp, 2005, pg. 265-276.[:]

 

[:pt]João Damasceno e a pericorese[:en]Saint John Damascene and pericoresis[:]

05 jun

[:pt]Mesmo aos que não creem o conceito de pericorese é importante porque torna a ideia de relação algo mais substancial, embora já se admita que o homem é um ser relacional, a relação está cheia de dualismos e interpretações não trinitárias (no caso dos cristãos) e pode levar a indiferença.

Depois de resolvido o dogma trinitário pelos padres capadócios, que explicaram que Deus é Uno e Trino, são pessoas (hipóstase) e mantem a unidade (ousia), Damasceno vai se debruçar sobre a relação entre as três pessoas e cria um termo usado também na filosofia: pericorese, a interpenetração nas relações, isto é a possibilidade de ouvir o Outro não apenas por respeito, que já seria um passo, mas tentando penetrar e entender as razões de seu pensamento.

Foi João Damasceno  (675-749) ou de Damasco foi um padre Sirio, que estudo direito e musica e na teologia estudou relação  de pericorese ou a relação trinitária, o termo emerge propondo a articulação entre a unidade e a comunhão na Trindade, parece simples dizer isto, mas difícil de entender e praticar, pois a maioria das relações excluem o Outro que é diferente, seja ele de cor, raça, credo ou cultura, muito a frente do seu tempo João Damasceno era amigo dos sarracenos, mas tarde a igreja católica o tornou santo.

No seu percurso teológico histórico procurou buscar algo que explicasse a relação, que estive de acordo com aquilo que as escrituras diziam de Deus e sua relevância na história: a articulação entre o conceito de Deus que é trino e uno, mas sendo cada um, uma pessoa singular (prosopon) e Deus, João estruturou a via intra-trinitária, a partir do conceito grego de pessoa: hipóstase.

Na palavra grega significa hypo, o que é sub, debaixo, e stasis, o que está sub-posto, como se fosse um suporte, porém como relação divina este conceito devia ser ampliado e explicado.

 O termo pericorese emerge nesta Teologia Patrística, como a articulação entre unidade e comunhão da Trindade, mas indo além, assim o Pai é uno no Filho e o Filho uno no Pai, e ambos unos no Espírito Santo, assim há uma interprenetração, é mais que pura relação, é Ser no Outro.

O problema de algumas interpretações religiosas é a relação estática dos três, que é a relação dualista que vem da filosofia idealista, onde sujeito e objeto estão separados e são relacionais por um tipo de transcendência, que na verdade nada tem a ver com o mistério Divino nem é religiosa.

O mistério divino tem a ver com o período Pascal, morte e ressurreição numa relação trinitária, na filosofia há algo semelhante que é a epoché, a suspensão de conceitos (ou juízos religiosos) porém colocados entre parênteses, gera assim uma abertura que permite a relação, e como resultado que cada pessoa é compreendida, ela não perde sua identidade e é capaz de entender o Outro.

Numa ascese espiritual mais profunda é o esforço de entender e amar o Outro que é diferente, que não é meu espelho, não tem os meus conceitos e juízos, não classifica o mundo como eu, a grande tragédia de nossos dias é a falta de pericorese, e assim de relações trinitárias.

Penso que a pandemia nos mostra isto, mesmo tendo uma grande dor que mata a todos e que sensibiliza muita gente, que abre o coração para olhar o sofrimento do outro, há aqueles que se fecham em grupos, ideias e esquemas para não olhar a dor, a fome e o desespero que a pandemia gerou, ou acordamos juntos ou perecemos juntos, ficar na nossa trincheira é não relacional.[:en]Even for those who do not believe in the concept of pericoresis, it is important because it makes the idea of ​​relationship something more substantial, although it is already admitted that man is a relational being, the relationship is full of dualisms and non-Trinitarian interpretations (in the case of Christians) and can lead to indifference.

After resolving the Trinitarian dogma by the Cappadocian priests, who explained that God is One and Triune, are people (hypostasis) and maintain unity (ousia), Damasceno will dwell on the relationship between the three people and create a term also used in philosophy: pericoresis, interpenetration in relationships, that is, the possibility of listening to the Other not just out of respect, which would already be a step, but trying to penetrate and understand the reasons for his thinking.

It was João Damasceno (675-749) who studied this relationship of pericoresis, the term emerges proposing the articulation between the unity and the communion of the Trinity, it seems simple to say this, but difficult to understand and practice, since most relationships exclude the Other which is different, be it of color, race, creed or culture, far ahead of his time João Damasceno was a friend of the Saracens.

In his historical theological journey, he sought to find something to explain the relationship, which was in accordance with what the scriptures said of God and his relevance in history: the articulation between the concept of God that is triune and one, but each one being a natural person (prosopon) and God, João structured the intra-Trinitarian way, based on the Greek concept of person: hypostasis.

In the Greek word it means hypo, which is sub, underneath, and stasis, which is sub-posited; as if it were a support, but in the divine relationship this concept should be expanded and explained.

 The term pericoresis emerges in this Patristic Theology, as the articulation between unity and communion of the Trinity, but going further, so the Father is one in the Son and the Son one in the Father, and both are one in the Holy Spirit, so there is an interpretation, it is more what a pure relationship it is to be in the Other.

The problem with some religious interpretations is the static relationship of the three, which is the dualistic relationship that comes from idealistic philosophy, where subject and object are separated and are relational by a type of transcendence, which actually has nothing to do with the Divine mystery nor is it religious.

In a deeper spiritual asceticism is the effort to understand and love the Other who is different, who is not my mirror, does not have my concepts and judgments, does not classify the world as I do, the great tragedy of our days is the lack of pericoresis , and thus of Trinitarian relations.

I think that the pandemic shows us this, even though there is a great pain that kills everyone and that sensitizes many people, that opens the heart to look at the suffering of the other, there are those that close themselves in groups, ideas and schemes to not look at the pain , the hunger and despair that the pandemic has generated, or we wake up together or perish together, staying in our trench is non-relational[:]

 

[:pt]Sensatez e causa pública[:en]Sensibility and public cause[:]

16 mar

[:pt]A saúde é causa pública, quase todos concordam, mas ao propor medidas protetivas muita gente, ao não ver os casos explodirem e o número de infectados crescer não entendem o porque e fazem delas uma piada ou desdém, foi assim em países que depois acordaram, é o caso da Itália cujo número de mortes explodiu ontem, Espanha e Portugal, onde o movimento nas ruas sumiu e muitos produtos no mercado também.
A Itália registrou 368 mortes, um crescimento de 25% apenas neste domingo, e o número de infectados passou para 3690 neste fim de semana, a Espanha e Portugal o número de pessoas que decidiu ficar em casa praticamente paralisou o país e para que isto seja possível, as famílias fizeram estoques, então supermercados diminuíram as ofertas, quem não se preveniu pode ficar sem alguns produtos.
Diversas autoridades se pronunciaram sobre os efeitos, há um vídeo verdadeiro de uma reunião que houve no Incor, e um falso atribuído a universidade de Stanford, também é falso que Cuba tenha enviado vacina a China, um fake falso e ridículo é que limão e vitamina C combate o vírus.
A politização do tema é também pouca preocupação com a população, todos devemos combater pois em breve a explosão do corona vírus vai acontecer no Brasil, o que muitos especialistas se preocupam é a capacidade do Sistema de Saúde responder, isto no mundo todo e também no Brasil, com a proteção a curva será menos acentuada e o sistema terá capacidade de resposta, o gráfico acima explora com e sem as medidas protetivas.
O Vídeo mais completo sobre o assunto, porque trata também do aspecto cultural e comportamento no combate a uma pandemia, é o da profa. Dra. Claudia Feitosa Santana, da USP:
https://www.youtube.com/watch?v=bEIvwCCMsEY[:en]Health is a public cause, almost everyone agrees, but when proposing protective measures, many people, not seeing the cases explode and the number of infected people growing, do not understand why and make them a joke or disdain, it was like that in countries that later woke up, this is the case of Italy, whose number of deaths exploded yesterday, Spain and Portugal where the movement on the streets disappeared and many products on the market as well.
Italy recorded 368 deaths, an increase of 25% just this Sunday, and the number of infected people went to 3690 this weekend, Spain and Portugal the number of people who decided to stay at home practically paralyzed the country and for this to be as possible, families have stocked up in supermarkets, they have reduced offers, those who have not been prevented may be left without some products.
Several authorities have commented on the effects, there is a real video of a meeting that took place at Incor (Heart Institute), and a fake attributed to Stanford University, it is also false that Cuba sent vaccine to China, a fake and ridiculous fake is that lemon and vitamin C fights the virus.
The politicization of the issue is also of little concern for the population, we must all fight because soon the explosion of the coronavirus will happen in Brazil, what many experts are concerned about is the capacity of the Health System to respond, all over the world and also in Brazil , with protection the curve will be less steep and the system will have a response capacity, the graph above explores with and without protective measures.
The most complete video on the subject, because it also deals with the cultural aspect and behavior in combating a pandemic, is that of the profa. Dr. Claudia Feitosa Santana, from University of São Paulo, Brazil (is possible setting to English):
https://www.youtube.com/watch?v=bEIvwCCMsEY[:]

 

[:pt]Em Balsamão, longe da agitação[:en]in Balsamão, away from the hustle and bustle[:]

19 jul

[:pt]Tirar um tempo para descansar, meditar e tentar mergulhar no profundo do Ser, fora das preocupações e da agitação da vida moderna, das crises políticas, sociais e econômicas, não é um ato de alienação é um ato de sanidade em busca de respostas mais profundas.
Pode-se e deve-se depois retornar a vida do dia-a-dia, mas com energia renovada, por sugestão de um amigo chegando a Portugal fomos estar alguns dias no mosteiro de Balsamão, onde a ordem padres Marianos da Imaculada Conceição.
Fica no alto do Monte Morais, que seria um dos cinco umbigos do mundo, e que segundo os religiosos de Balsamão, é onde se experimenta o colo de Deus, rezam em função desta mística o Salmo 124, que diz: “Como Jerusalém rodeada de montanhas,/ assim o Senhor protege o seu povo/ agora e para sempre”.
Subindo da esplanada ao miradouro, tendo a Serra de Bornes ao redor, os olivais de Chacim ao fundo, e as termas da Abilheira abaixo, os tons do pôr-do-sol são vistosos neste período de sol.
A história conta que o padre polaco Casimiro Wyszynski (1700-1755) descreveu o lugar assim: “Temos aqui, cercados pelos rios, campos, pomares, vinhedos, prados, oliveiras e frutas de várias espécies. E nesse monte há florestas, árvores, belos carvalhos.”
Ele decidiu formar o mosteiro ali, onde já viviam eremitas que aceitaram o frei Casimiro com o seu companheiro o frei João de Deus, que os aceitam e dispõem-se a integrar a nova ordem.
O desejo de se retirar e meditar para ouvir a voz profunda em nós, é também o que Jesus indicava para Marta preocupada com Maria que ficava ouvindo Jesus e não ajudando os serviços da casa, ao que Jesus repreende-a (Lc 10,42): “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada.”[:en]The movement to rest, to meditate and to dive deep in the Being, is a process of alienation of the political, social and economic crises. .
One can and should recover life from day to day, but with renewed energy, at the suggestion of a friend arriving in Portugal Marians of the Immaculate Conception.
It stands on top of Mount Morais, which is one of the five levels of the world, and the second is more important than Psalm 124, which says, “As Jerusalem surrounded thereby, protect your people / agora and forever.”
Climbing the terrace to the belvedere, with the Sierra de Bornes around, the olive groves of Chacim in the background, and the Abilheira thermal baths below, the tons of sunset are seen in this sunny period.
The story of the Polish book Casimir Wyszynski (1700-1755) described it as follows: “Here we are surrounded by rivers, fields, orchards, vineyards, meadows, olive trees and fruits of various kinds, and on this hill there are forests, trees, beautiful oaks.”
He is being formed by a monastery there, who already lived and called Brother Casimiro with his companion of grace Joao de Deus, who accepted and dressed to integrate a new order.
Does the desire to retreat and meditate to hear the deep voices in us, is also what Jesus means to care about his faith? Jesus and not to help the services of the house, seeing Jesus rebuke her (Luke 10,42): “Martha, Martha! You are worried and anxious for many things. But one thing is necessary. Mary chose a better place and this is not the one.”
It takes time to breathe, to rest and re-establish as energies.[:]

 

[:pt]Buracos negros e cosmovisão[:en]Black holes and worldview [:]

16 jul

[:pt]Até recentemente o mundo material compreendia apenas a chamada matéria bariônica que é 4% do único, que é a matéria que a maioria das pessoas conhece, com a energia e massa escura apareceram os “buracos negros” que na verdade são corpos negros.
Os cientistas ainda acreditam pela teoria de Einstein que os buracos negros sugam objetos e tudo que está a sua volta, inclusive a própria luz, agora um fenômeno novo pode mudar isto.
Este processo de sugar é chamado acreção, assim existe um plasma quente que orbita em torno do buraco negro e que é sugado por acreção, mas isto também podem ocorrer em corpos, e agora foi avistado um corpo que resiste a esta acreção, por isto chamado de corpo de acreção, pela junção de material a sua volta no processo de formação de protoplanetas.
O objeto GRS1915+105 na verdade são dois astros um buraco negro (o corpo cuja gravidade impede que qualquer coisa escape, por isto está sendo chamado de faminto), e uma estrela bem modesta para a proporção do buraco negro, similar ao sol.
Se comparado aos 13 bilhões de anos-luz do universo observável, ela está próxima da Terra, pois está a 40 mil anos-luz de distância, o que intriga é que o astro negro (o nome parece melhor que buraco) é que o astro-estrela não é sugada, embora chamado de acreção.
Junto a um laboratório americana, o astro foi observado usando um telescópio do ESO (Observatório Europeu do Sul, na sigla em inglês), formando um trio da Alemanha e do Chile que capturou a luz da estrela companheira do buraco negro e determinada a “ficha técnica”:
Conforme artigo publicado na Nature, o astrofísico Charles Bailyn da Universidade Yale, EUA, afirmou que ainda os cálculos não são bem precisos quanto ao tamanho, massa e energia: “Ela é computada usando observações bem simples e cálculos baseados apenas nas leis de movimento orbital de Kepler, que já são conhecidas e têm se mostrado confiáveis há séculos”.
A massa é um dos pontos problemáticos, além do aspecto da acresção, conforme afirma Jochen Greiner, do Instituto Astrofísico de Potsdam, Alemanha, um dos autores do artigo: “ficaria muito surpreso se a massa estivesse tão errada que as teorias se aplicassem. Com isso quero dizer que estou convencido que as teorias erraram o alvo”.
De fato já se desconfia que o que pensamos sobre massa é algo bem diferente, pela teoria da relatividade atual, até a partícula de Highs e a existência dos buracos negros elas pareciam se confirmar, já que o universo copernicano e newtoniano estavam superadas.
Agora se a massa for a que é medida, e o buraco não a suga, significa que haverá uma nova cosmovisão, onde massa e matéria precisam ser reconceituadas.[:en]Until recently the material world comprised only the so-called baryonic matter which is 4% of the only one, which is the material that most people know, with the dark energy and mass appeared the “black holes” that are actually black bodies.
Scientists still believe from Einstein’s theory that black holes suck objects and everything around them, including light itself, now a new phenomenon can change that. This process of sucking is called accretion, so there is a hot plasma that orbits around the black hole and is sucked by accretion, but this can also occur in bodies, and now a body that resists this accretion has been sighted. of accretion body, by the junction of material around it in the process of protoplanet formation.
The GRS1915 + 105 object is actually two stars a black hole (the body whose gravity prevents anything from escaping, hence being called the hungry), and a very modest star for the proportion of the black hole, similar to the sun. If compared to the 13 billion light-years of the observable universe, it is close to the Earth, because it is 40 thousand light-years away, what intrigues is that the black star (the name looks better than a hole) is that the star -star is not sucked though called accretion.
Next to an American laboratory, the star was observed using an ESO (Southern European Observatory) telescope, forming a trio from Germany and Chile that captured the light from the companion star of the black hole and determined to ” technical “:
According to a paper published in Nature, astrophysicist Charles Bailyn of Yale University, USA, said that the calculations are still not very accurate in size, mass and energy: “It is computed using very simple observations and calculations based only on the laws of orbital motion of Kepler, who are already known and have been trusted for centuries. ”
The mass is one of the problem points, in addition to the aspect of the addition, according to Jochen Greiner of the Astrophysical Institute of Potsdam, Germany, one of the authors of the article: “I would be very surprised if the mass was so wrong that theories applied.
By that I mean that I am convinced that theories have missed the mark: “In fact it is already suspected that what we think about mass is something quite different, by the theory of the current relativity, until the particle of Highs and the existence of the black holes they seemed to confirm, since the universe copernican and newtonian were surpassed.
Now if the mass is the one that is measured, and the hole does not suck it, it means that there will be a new worldview, where mass and matter must be re-conceptued.[:]