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Arquivo para a ‘tecnologia verde’ Categoria

[:pt]É hora de mudarmos de via[:en]It’s time to change of way[:]

11 fev

[:pt]Não é proposta minha, mas o nome do último livro de Edgar Morin (Ed. Bertrand do Brasil, 2020), o quase centenário filósofo francês mostra as lições do coronavírus que resistimos em aprender, também é muito parecido ao nome do livro de Peter Sloterdijk: Tens de mudar de vida (editora Relógio d´Água, 2018), este bem antes do coronavírus.

Antes de passar a algumas lições de Morin, quero dizer que TODOS precisamos mudar de vida, o planeta se esgotou, as palavras se esgotaram, a política polarizadora nos esgota, e infelizmente as palavras adocicadas como “fraternidade”, “solidariedade”, “compaixão” e tantas outras parecem só uma vontade de alguns que os outros mudem, sem, contudo, que cada um mude primeiro a si.

O preâmbulo é uma retrospectiva histórica desde a gripe espanhola até maio de 68 e a crise ecológica atual, as lições do coronavírus no capítulo 1 comento-as no final.

Começo pelo fim para afirmar que Morin que também compartilha de valores de fraternidade, de uma cidadania planetária, da superação de desigualdades etc., tem em seu livro ama proposta bem clara, depois de demonstrar que a crise é anterior ao coronavírus que só a agravou, na página 4 sentencia “… são duas as exigências inseparáveis para a renovação política: sair do neoliberalismo, reformar o Estado” (pag. 46), que vai dar os meios no capítulo 3.

Este é na verdade seu segundo ponto do cap. 2 Desafios pós-corona, o desafio da crise política, dos nove desafios que aponta nas crises atuais: o desafio existencial, apontado também na Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco, os desafios das crises: da globalização, da democracia, do digital, da proteção ecológica, da crise econômica, das incertezas e o perigo de um grande retrocesso (pags. 44 a 53).

As 15 lições do coronavírus: sobre a nossa existência, o isolamento mostra-nos como vivem aqueles que não “tiveram acesso ao supérfluo e ao frívolo e merecem atingir o estágio em que se tem o supérfluo” (pag. 23), sobre a condição humana lembra o relatório Meadows, que apontava para os limites do crescimento, a lição sobre a incerteza de nossa vida, a lição de nossa relação com a morte, a lição sobre a nossa civilização (a vida voltada para fora, sem vida interior, a vida dos shoppings e happy hours), o despertar da solidariedade, a desigualdade e o isolamento social, a diversidade de situações e de gestão da epidemia, a natureza de uma crise, as 9 lições iniciais.

A lição sobre a ciência e a medicina, será que entendemos “que a ciência não é um repertório de verdades absolutas (diferentemente da religião” (pag. 33), a crise da inteligência, que ele divide sabiamente em “complexidades invisíveis” o modo de conhecimento “das realidades humanas (taxa de crescimento, PIB, pesquisas de opinião, etc.” (pag. 35), o ponto 2. é a ecologia da ação, alerta que a ação pode “percorrer o sentido contrário ao esperado e voltar como um bumerangue para a cabeça de quem a decidiu” (pag. 35), quantas ações e discursos caíram nesta vala.

A decima segunda lição é a ineficiência do estado, que além da política neoliberal cede “a pressões e interesses que paralisam todas as reformas” (pag. 38), enquanto a polarização se aprofunda.

A decima terceira lição é a deslocalização e dependência nacional, e lamenta “que o problema nacional seja tão mal formulado e sempre reduzido à oposição entre soberania e globalização” (pag. 39), note-se pelos discursos que polarizam e não saem deste círculo vicioso.

A décima quarta lição é a crise da Europa, lembro do livro de Sloterdijk “Se a Europa despertasse”, e Morin abre a ferida: “sobre o choque da epidemia, a União Europeia partiu-se em fragmentos nacionais” (pag. 40).

A  décima quinta lição é o planeta em crise, cita o prof. Thomas Michiels, biólogo e especialistas na transmissão de vírus: “Não há duvida de que a globalização tem efeito sobre as epidemias e favorece a propagação do vírus. Quando se observa a evolução as epidemias do passado, há exemplos notórios em que se nota que as epidemias seguem ferrovias e deslocamentos humanos. Não resta dúvida, a circulação dos indivíduos agrava a epidemia” (pag. 41).

MORIN, E. É hora de mudarmos de via: lições do coronavírus, trad. Ivone Castilho Benedetti, colaboração Sabah Abouessalam. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2020.[:en]It is not my proposal, but the name of the last book by Edgar Morin (Editor Bertrand do Brasil, 2020), the almost centenary French philosopher shows the lessons of the coronavirus that we resisted in learning, it is also very similar to the name of Peter Sloterdijk’s book : You have to change your life (publisher Relógio d´Água, 2018) this well before the coronavirus.

Before moving on to some of Morin’s lessons, I want to say that we ALL need to change our lives, the planet has run out, words have run out, polarizing politics runs out, and unfortunately sweet words like “fraternity”, “solidarity”, “compassion” ”And so many others seem to be only the will of some that others change, without, however, that each one changes himself first.

The preamble is a historical retrospective from the Spanish flu to May 68 and the current ecological crisis, the lessons from the coronavirus in chapter 1 I comment on at the end.

I begin at the end to affirm that Morin, who also shares values ​​of fraternity, of planetary citizenship, of overcoming inequalities, etc., has in his book a very clear proposal, after demonstrating that the crisis is prior to the coronavirus that only worsened it , on page 4 sentence “… there are two inseparable requirements for political renewal: to leave neoliberalism, to reform the state” (page 46), which will provide the means in chapter 3.

This is actually your second point in the cap. 2 Post-corona challenges, the challenge of the political crisis, of the nine challenges it points to in current crises: the existential challenge, also pointed out in Pope Francis’ Fratelli Tutti Encyclical, the challenges of crises: globalization, democracy, digital, ecological protection, the economic crisis, uncertainties and the danger of a major setback (pages 44 to 53).

The 15 lessons from the coronavirus: about our existence, isolation shows us how those who “did not have access to the superfluous and the frivolous and deserve to reach the stage where we have the superfluous” live (page 23), on the condition recalls the Meadows report, which pointed to the limits of growth, the lesson about the uncertainty of our life, the lesson of our relationship with death, the lesson about our civilization (life turned outward, without inner life, the life of shopping malls and happy hours), the awakening of solidarity, inequality and social isolation, the diversity of situations and the management of the epidemic, the nature of a crisis, the 9 initial lessons.

The lesson about science and medicine, do we understand “that science is not a repertoire of absolute truths (unlike religion” (page 33), the crisis of intelligence, which he wisely divides into “invisible complexities” the way of knowledge “of human realities (growth rate, GDP, opinion polls, etc.” (page 35), point 2. is the ecology of action, it warns that action can “go in the opposite direction to what is expected and return like a boomerang to the head of the one who decided it” (page 35), how many actions and speeches fell in this ditch.

The twelfth lesson is the inefficiency of the state, which, in addition to neoliberal politics, yields “to pressures and interests that paralyze all reforms” (page 38), while polarization deepens.

The thirteenth lesson is national relocation and dependence, and regrets “that the national problem is so poorly formulated and always reduced to the opposition between sovereignty and globalization” (page 39), note the speeches that polarize and do not leave this circle vicious.

The fourteenth lesson is the crisis in Europe, I remember Sloterdijk’s book “If Europe woke up”, and Morin opens the wound: “on the shock of the epidemic, the European Union broke into national fragments” (page 40) .

The fifteenth lesson is the planet in crisis, quotes Prof. Thomas Michiels, biologist and specialists in virus transmission: “There is no doubt that globalization influences epidemics and favors the spread of the virus. When observing the evolution of past epidemics, there are notable examples in which it is noted that epidemics follow railways and human displacements. There is no doubt, the circulation of individuals aggravates the epidemic ”(page 41).

MORIN, E. (2020) É hora de mudarmos de via: lições do coronavírus, transl. Ivone Castilho Benedetti, collaboration Sabah Abouessalam. Rio de Janeiro, BR: Bertrand do Brasil.

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[:pt]O problema da água e do saneamento[:en]The problem of water and sanitation[:]

19 nov

[:pt]Embora o planeta tenha água em abundância o problema da água não é desprezível e o que afeta diretamente o planeta, em especial os pobres e os que vivem em regiões sem saneamento básico, é o problema da água potável, e nele está o grave problema da contaminação por atividades agrícolas.

Assim é preciso junto ao inadiável problema da gestão sustentável da água, pensar um desenvolvimento sustentável em três dimensões: social, econômica e ambiental, mesmo aqueles que afirmam política públicas para isto não aceitam a redução de atividades econômicas rentáveis e poluentes.

Os estudos apontam que as causas maiores, cerca de 70% são devido ao mal uso do solo na agricultura (defensivos agrícolas, assoreamento de rios, monocultura intensiva, etc.), depois vem a poluição da indústria 20%, o uso doméstico 7% e as perdas 3% (veja a figura acima).

Por que foi da biologia e dos ecossistemas que vieram as ideias da complexidade, é este o setor mais sensível a pequenas atitudes que podem e devem mudar o planeta no futuro, recolher o lixo poluente, fazer coleta seletiva e até mesmo reaproveitar agua de chuva e usar energia solar são atitudes que podemos tomar individualmente e serão benéficas como um todo, vejam que a complexidade podem envolver ideias simples de serem praticadas.

A educação das novas gerações devem assim ser responsabilidade de todos, do poder público, das escolas e das famílias, pequenos hábitos inseridos no dia a dia podem transformar em escala um número enorme de situações, efeito conhecido na complexidade como “efeito borboleta”, a batida da asa da borboleta podem influenciar o clima, e o desmatamento e descaso com a natureza tem efeito negativo no clima.

As pesquisas em planetas onde pode haver vida tem como primeiro item a presença de água, e providenciar água potável é então a primeira atitude em defesa da vida.[:en]Although the planet has plenty of water, the water problem is not negligible and what directly affects the planet, especially the poor and those who live in regions without basic sanitation, is the problem of drinking water, and therein lies the serious problem of contamination by agricultural activities.

Thus, it is necessary, together with the urgent problem of sustainable water management, to think about sustainable development in three dimensions: social, economic and environmental, even those who affirm public policies for this do not accept the reduction of profitable and polluting economic activities.

Studies show that the main causes, about 70%, are due to poor land use in agriculture (pesticides, river silting, intensive monoculture, etc.), followed by industry pollution 20%, domestic use 7% and losses 3% (see the figure above).

Because it was from biology and ecosystems that the ideas of complexity came, this is the sector most sensitive to small attitudes that can and should change the planet in the future, collect polluting waste, do selective collection and even reuse rainwater and using solar energy are attitudes that we can take individually and will be beneficial as a whole, see that complexity can involve simple ideas to be practiced.

The education of the new generations should therefore be the responsibility of everyone, the government, schools and families, small habits inserted in everyday life can transform a huge number of situations in scale, an effect known in complexity as the “butterfly effect”, the flapping of the butterfly wing can influence the climate, and deforestation and neglect of nature has a negative effect on the climate.

Research on planets where there may be life has as its first item the presence of water, and providing drinking water is therefore the first attitude in defense of life.

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[:pt]O efeito borboleta e as pequenas coisas[:en]Butterflie´s effect and the little things[:]

11 jun

[:pt]Parecem que para mudar o mundo para mudar tudo devemos fazer coisas grandiosas, grandes projetos e na verdade não é bem assim, pequenas coisas podem fazer muita diferença, e a primeira coisa que podemos mudar somos nós mesmo, conforme a frase de Platão: “se quer mover o mundo o primeiro passo será mover-se a si mesmo”.
O efeito borboleta, pesquisado e defendido por Edward Norton Lorenz, que inclusive criou a figura ao lado, tem duplo sentido primeiro que ele descobriu que a batida da asa de uma borboleta poderia influenciar o clima, segundo que o gráfico que criou deste efeito (na física modelo de convecção do calor tem a forma das asas de uma borboleta.
Lorenz estava simulando modelos globais climáticos num computador, e executou outro modelo que retirando algumas casas depois da virgula o tempo de processamento seria menor e o resultado saia mais rápido, na prática mudou um pouco as condições do processo, e os resultados foram bastante divergentes.
Isto significa na prática que pequenas ações e intervenções em fenômenos podem ao longo de um percurso influenciá-los profundamente, o que nos dá esperança porque assim o pouco que fazemos de correto, de honesto e de inspiração ética pode no futuro mudar drasticamente as coisas, claro será preciso que outras pessoas façam pequenos atos.
Uma experiência pessoal foi perder uma pessoa querida por suicídio, me fez pensar muito imaginando o que poderia ter acontecido com aquela pessoa, depois de muito sofrimento uma psicóloga me explicou que não só sofrimentos e fatores sociais, mas também genéticos, físicos e emocionais poderia determinar a ação daquela pessoa.
Pensando no sentido positivo podemos fazer pequenos gestos, uma criança me pedia que jogasse bola com ela, estava apressado, parei e joguei uns cinco minutos com ela, ai o vizinho de um prédio que me viu com uma sacola na mão, me disse pode ir agora eu jogo com o miúdo (crianças em Portugal).
Também pensando no Brasil, o enorme sofrimento com todos acontecimentos sociais e políticos negativos, precisamos tentar enxergar pequenas ações que podem ser feitas, conscientizar as pessoas e ouvir quando alguém está muito convicto do seu ponto de vista.
Vejo que Portugal saiu da crise vencendo e recuperando o otimismo como povo, não perderam as esperanças, ainda que a crise tenha atingido muita gente e ainda hoje hajam reflexos, porém é perceptível a melhora.[:en]It seems that to change the world to change everything we must do great things, great projects and in fact not really, small things can make a lot of difference, and the first thing we can change is ourselves, according to Plato’s phrase: “if wants to move the world, the first step will be to move oneself. ”
The butterfly effect, researched and defended by Edward Norton Lorenz, who even created the figure to the side, has double meaning first that he discovered that a butterfly’s wing beat could influence the climate, according to which the graph that created this effect physics heat convection model has the shape of the wings of a butterfly.
Lorenz was simulating global climate models on a computer, and executed another model that by removing some houses after the comma the processing time would be shorter and the result quit faster, in practice it slightly changed the process conditions, and the results were quite divergent.
This means in practice that small actions and interventions in phenomena can along a course influence them deeply, which gives us hope because so little that we do correct, honest and ethical inspiration can in the future dramatically change things, Of course, other people will need to do small things.
A personal experience was to lose a loved one by suicide, made me think a lot wondering what could have happened to that person, after much suffering a psychologist explained to me that not only social and emotional but also genetic, physical and emotional factors could determine the action of that person.
Thinking in the positive sense we can make small gestures, a child asked me to play ball with her, I was hurrying, I stopped and I played for five minutes with her, there the neighbor of a building that saw me with a bag in hand, told me can go now I play with the kid (kids in Portugal).
Also thinking about Brazil, the enormous suffering with all negative social and political events, we must try to see small actions that can be done, to make people aware and to listen when someone is very convinced of their point of view.
I see that Portugal left the crisis winning and recovering the optimism as a people, they did not lose hope, although the crisis has reached many people and still there are reflexes, but it is noticeable the improvement.[:]

 

[:pt]Edgar Morin e o provincianismo[:]

08 jun

[:pt]Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, nasceu em Paris, em 8 de julhoMorin de 1921, estudou História, sociologia, Economia e Filosofia,  foi da resistência francsa, é diretor emérito o mais importante centro de pesquisa francês O CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica), e tornou-se codiretor de um centro que passou a levar seu nome Centro Edgar Morin, antigo Centro Nacional de Estudos Transdisciplinares de Sociologia, Antropologia e História (CETSAH), e ainda doutor honoris causa por mais de 30 universidades.

 

Seu mais recentes livro A Via (la voie) traz importantes contribuições para ao futuro da humanidade, e não por acaso recebe o subtítulo “para um futuro da humanidade”, onde anuncia em meio ao que chama de policrise (a crise cultural, do pensamento, econômica e até mesmo humanitária), que  “entre a desilusão e o encantamento existe uma via que é a da vontade e da esperança”, dando-nos um alento.

 

Afirmou em entrevista ao “Le Monde Diplomatique”, que existe em versão do português, que “Há também alguns processos positivos, mas eles permanecem invisíveis ou são pontuais. O improvável já ocorreu na história da humanidade. O provável não é definido, permanece incerto. Nós podemos observá-lo em diferentes épocas da história. Eu o vi em 1941, quando havia uma grande probabilidade de dominação nazista por toda a Europa. Os soviéticos, com a defesa de Moscou, e os japoneses, bombardeando Pearl Harbor, o que forçou a entrada dos Estados Unidos na guerra, fizeram as probabilidades mudar. Isso para dizer que, quando as probabilidades são negativas, eu não fico desesperado, eu me ponho em defesa de um programa”, lembrando que já vivemos grandes dilemas.

 

Em respostas que poderiam servir para nós, se saíssemos do dualismo provinciano de duas opções que não são exatamente opostos mas quase religiosas, diz Morin sobre a europa: “O que é preciso reformar? As estruturas sociais e econômicas? Ou as pessoas e a moral? Eu digo que esses processos têm de vir juntos. Porque, se você reforma somente as estruturas, você chega à situação da União Soviética. Mas, se você propõe caminhos individuais ou comunitários, eles fracassam depois de alguns anos. Operando nos dois planos, essa corrente conflui para criar o novo”, aqui não saímos ainda do maniqueísmo da luta do bem e do mal.

 

Ao falar, por exemplo de um avanço novo na França que é a “Economia solidária”, aqui com fracas e apagadas experiências, lá afirma: “a Secretaria de Economia Solidária, do governo federal [francês], identificou mais de 42 mil experiências de economia solidária no país”, só para dar um exemplo de uma alternativa interessante.

 

Para não falar apenas do provincianismo “à esquerda”, Morin lembra também na entrevista ao Le Monde Diplomatique que: “O neoliberalismo está em crise. Ele se apresentava como uma ciência, mas hoje sabemos que é uma ideologia. E assistimos à crise gerada por ele. O problema é que sabemos fazer a denúncia, mas não sabemos enunciar o que queremos, qual é o novo caminho”, aqui apresentado como novidade salvadora de uma economia em cacos.

 

Dono de uma visão privilegiada do planeta, seu livro Terra-Pátria demonstra isto, afirma: “hoje há uma causa que, em nome da liberdade e contra a dominação, não tem nome; é a causa de toda a humanidade, de todos os povos, de todos os continentes”, e soluções locais ainda que pretensamente revolucionárias e inovadoras, são apenas a pequenez provinciana.[:]

 

[:pt]Indústria e tecnologia: uma saída ?[:en]Industry and technology: is a Brazilian way out? [:]

28 abr

[:pt]Os setores que segurado o despencar de nossa economia são o milhoStartUp com um crescimento de 110% aproximadamente, a soja com 46% e a celulose 13,4% crescimento registrado neste primeiro trimestre de 2016 com a economia em queda e a crise política ainda sem solução.

Enquanto vemos o parque industrial brasileiro se reduzindo, com grandes indústrias saindo ou fechado as portas, e apenas o setor agropecuário segurando as pontas nos perguntamos se a alta tecnologia tem algo a dizer e pode ser uma saída para recuperar o parque industrial ?

Aparentemente sim, bons exemplos são empresas como a catarinense WEG, são uma das maiores exportadoras de motores e equipamentos eletroeletrônicos do mundo, e cresceram 24% no ano passado em meio a uma crise econômica (e política é claro), porque tem um pé forte na exportação, quase 55% de sua receita vem do exterior, e empregam 31 mil pessoas.

 

Outro de um porte menor é a Bralyx Máquinas que trabalha com equipamentos de confeitaria e produção de massas, tem inserção em 50 países e fatura R$ 50 milhões, sendo metade também do exterior, mas emprega apenas 150 pessoas.

 

Setores de alta tecnologia são promissores e o Brasil tem mão de obra e um bom sistema de ensino neste aspecto, um sistema que auxilie as start-up* neste setor seria importante, embora a base do ensino primário e secundário precise de reforma.

*Start-up – nome dado a qualquer empresa inovadora em estágio inicial.[:en]Sectors that held the plummet of our economy are maize with a growth of StartUp110% approximately, soybeans 46% and 13.4% cellulose growth recorded in the first quarter 2016 with the economy in decline and the brazilian political crisis still without solution yet.

 

While we see the Brazilian industry is reducing, with major industries out or closed doors, and only the agricultural sector holding on to ask if the high technology has something to say and can be a way to recover the industrial park?

Apparently yes, companies like WEG Santa Catarina, is one of the largest exporters of motor and electronics equipment in the world, and grew 24% last year amid an economic crisis (and political course) because it has a strong standing in exports, almost 55% of its revenue comes from abroad, and employ 31,000 people. Another of a smaller is the Bralyx machines working with confectionery equipment and production masses, has insertion in 50 countries and sales of U$ 12 million, half from abroad, but employs only 150 people.

 

High-tech sectors are promising and Brazil has manpower and a good education system in this regard, a system that helps the startup* in this sector would be important, although the basis of primary and secondary education needs reform.
* Startup – the name given to any innovative company at an early stage.[:]

 

[:pt]Agricultura nacional e tecnologia[:en]Brazilian Agriculture and Technology[:]

14 mar

[:pt]Enganam-se os que acreditam que a agricultura e pecuária nacional estãoSojaRude atingindo os níveis que atingiram sem tecnologia, único setor respirando da economia, há muita tecnologia aí.

 

Foi aberta na quarta-feira (09/03) passagem em Campo Grande (MS), a 11ª edição da Dinâmica Agropecuária (11a. Dinapec), evento que ao longo dos anos conquistou a confiança de produtores rurais e tem sido considerado um dos mais importantes do setor agropecuário.

 

Numa área de 30 hectares estão vários estandes, e durante três dias houve a exposição de tecnologias; dias 9, 10 e 11 com apresentações de 15 temas de roteiros e 10 oficinas práticas totalizando mais de 40 tecnológicas.

 

Uma tecnologia de destaque foi a soja (foto) que pode ser plantada tanto no sistema sistemas integrados como o lavoura-pecuária (ILP) e o lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
A Dinapec é voltada para produtores rurais, agricultores familiares, empresários ligados ao agronegócio, pesquisadores, técnicos e profissionais da agropecuária, professores e estudantes de escolas técnicas rurais e universidades de todo o Brasil.

 

Ali foi assinado contrato de cooperação técnica entre a Embrapa e a Connan (Cia Nacional de Nutrição Animal), também uma declaração de interesses entre o Estado de MS a Embrapa e a Wri Brasil  sobre o Programa Estado Carbono Neutro e foi feita uma formatura de nove alunos do Programa Agroescola.

 

Foi realizada na sede da Embrapa com entrada gratuita.[:en]

 The are mistaken who believe that agriculture and domestic livestock areSojaRude reaching the levels reached without technology, breathing only sector of the economy, there is much there technology.

It was opened on Wednesday (09/03) passage in Campo Grande (MS), the 11th edition of Farming Dynamics – Dinapec, an event that over the years won the trust of farmers and has been considered one of the most important in the industry agricultural.

In a 30 hectares area are several stands, and for three days there was the exhibition of technologies; 9, 10 and 11 performances of 15 subjects scripts and 10 practical workshops totaling more than 40 technology.

A prominent technology was soybeans (photo) that can be planted either in the system integrated systems such as crop-livestock (ILP) and crop-livestock-forest (IAFP).

The Dinapec is aimed at farmers, family farmers, businessmen linked to agribusiness, researchers, technicians and professionals of agriculture, teachers and students of rural technical schools and universities throughout Brazil.

Ali was signed technical cooperation agreement between Embrapa and Connan (National Animal Nutrition Co.), also a declaration of interests between the State MS Embrapa and Wri Brazil on State Carbon Neutral Program and was made a nine graduation students Agroescola Program.

It was held at Embrapa headquarters with free admission.

 

National Agriculture and Technology

the are mistaken who believe that agriculture and domestic livestock are reaching the levels reached without technology, breathing only sector of the economy, there is much there technology.

It was opened on Wednesday (09/03) passage in Campo Grande (MS), the 11th edition of Farming Dynamics – Dinapec, an event that over the years won the trust of farmers and has been considered one of the most important in the industry agricultural.

In a 30 hectares area are several stands, and for three days there was the exhibition of technologies; 9, 10 and 11 performances of 15 subjects scripts and 10 practical workshops totaling more than 40 technology.

A prominent technology was soybeans (photo) that can be planted either in the system integrated systems such as crop-livestock (ILP) and crop-livestock-forest (IAFP).

The Dinapec is aimed at farmers, family farmers, businessmen linked to agribusiness, researchers, technicians and professionals of agriculture, teachers and students of rural technical schools and universities throughout Brazil.

Ali was signed technical cooperation agreement between Embrapa and Connan (National Animal Nutrition Co.), also a declaration of interests between the State MS Embrapa and Wri Brazil on State Carbon Neutral Program and was made a nine graduation students Agroescola Program.

It was held at Embrapa headquarters with free admission.

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[:pt]Depois da impressora, canetas 3D[:en]After printer, now 3D pen[:]

09 mar

[:pt]É o lançamento da empresa WobbleWorks, criadora da primeira caneta 3D doEsculturas3D mercado, agora anunciou o lançamento de uma versão infantil da impressora portátil chamada de 3Doodler Start  a impressora portátil, alusão as impressoras 3D.

 

A empresa garante que é totalmente seguro, a caneta agora disponível para crianças é uma versão da caneta “adulta” 3Dooler 3D lançada em 2013, mas que teve uma versão de sucesso em 2015.

 

Para esta versão os controles e funcionamento foram simplificados para uso por crianças (na verdade a idade mínima recomendada é 8 anos), para sair o plástico  basta pressionar o único botão da caneta para iniciar a saída do plástico que é superaquecido internamente.

 

O mercado que tudo copia não esperou muito, já existem vários modelos alternativos, um deles é a Lix Pen, uma caneta desenvolvida por uma equipe de designers e engenheiros com 14 milímetros de diâmetro, o objeto possui o corpo feito de alumínio e concentra um peso de 40 gramas, e há muitas outras de origem oriental.

As impressoras 3D seguirão a frente deste mercado, seus desenhos são mais precisos, mais rápidos e em geral foram feitos por artistas, mas este novo mercado que incentiva a criatividade individual, em particular de adolescentes tende a crescer.[:en]After the printer, 3D pens It is the launch of WobbleWorks company, creatorEsculturas3D of the first mercado, 3D pen announced the launch of a children’s version of the portable printer called 3Doodler Start a portable printer, reference 3D printers.

The company ensures that it is completely safe, the pen now available for children is a version of the pen “adult” 3D 3Dooler launched in 2013 but had a successful release in 2015.

For this release the controls and operation have been simplified for use by children (actually the recommended minimum age is 8 years), to leave the plastic simply press the single button on the pen to start the output of plastic that is overheated internally.

The market that all copies did not wait long, since there are several alternative models, one is the Lix Pen, a pen developed by a team of designers and engineers with 14mm diameter, the object has the body made of aluminum and concentrates a weight 40 grams, and there are many other eastern origin.

The 3D printers followed the front of this market, their designs are more accurate, faster and generally were made by artists, but this new market that encourages individual creativity, particularly teenagers tend to grow.

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[:pt]Hiper-realismo e fundamentalismo[:]

24 nov

[:pt]Em tempos de discussão sobre o fundamentalismo religioso e as questões da ética que podem atingir a bioética é fundamental uma exposição que se realiza em São Paulo, a exposição de Patrícia Piccinini que desde o dia 12 de novembro se realiza no Centro Cultural Banco do Brasil.

Me choquei ao ver uma leitura fundamentalistas da obra, que afirmava seria uma crítica a genética ou as novas tecnologias, mas isto é apenas uma má leitura sobre a Obra e a vida da autora australiana.

As figuras feitas em tons realísticos (tem pelos e pele), como a de um babuína com uma criança, vem da história da relação de um bebê raptado por macaca que sofrendo com a perda de sua cria resolve substituí-la pela criança.

Primeiro há um lado além do antropológico, segundo Patrícia, é uma forma de enfatizar o lado animal (não o animalesco, entendam) dos humanos e debater as consequências da modificação da natureza e da interação que dela resulta.

Mas isto não quer dizer apenas uma crítica a mutação, a artista hoje com 50 anos, cresceu vendo o câncer da mãe ir evoluindo até a morte dela em 1992, conta que sonhava que a ciência pudesse ajuda-la com a cura, dizer com todas as letras: “Não me importo se a medicina é natural ou se usa órgãos de porcos, por exemplo. Só quero que funcione”, afirmou.

O verdadeiro sentido do hiper-realismo de Patrícia Piccinini além da obra de arte que já é em si um sentido, possui contornos pós antropológicos e ultracientíficos. [:]

 

[:pt]Participação popular afetada na COP21[:]

23 nov

[:pt]Coincidência ou não, a participação popular na COP21 já está afetadaCop21War pelos atentados da última sexta-feira 13/11 na França.
Paris mais a participação da sociedade civil que seria histórica conferência internacional sobre as mudanças climáticas, que começa no final deste mês, na capital francesa.

 

Com as medidas de segurança que a França vem tomando, a Marcha Mundial e outras atividades programadas dos movimentos sociais que foram previstas para a ocasião, talvez sejam limitadas, imobilizadas ou até mesmo proibidas.
A 21ª Conferência do Clima (COP21), que acontecerá entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, previa a adoção de um tratado vinculante histórico sobre as emissões de gases, e contará com a presença de quase uma centena de chefes de governo e de Estado.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, destacou a importância que a COP21 terá para frear o impacto das mudanças climáticas em todo o mundo, e em particular no hemisfério sul: “Esperamos que exista a maior cobertura e a maior participação possível da sociedade civil na COP21”, declarou o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq.
Sem a participação popular e apresentação de uma agenda realmente avançada será que podemos esperar posições mais avançadas ?[:]

 

[:pt]A três semanas da COP21[:en]The three weeks of COP 21[:]

13 nov

[:pt]A três semanas da abertura da conferência de Paris, já se realizou a Pré-COP,PreCop21 com a presença de cerca de 70 países e sob a presidência de Manuel Pulgar Vidal – ministro do meio ambiente do Peru e presidente da COP20, a conferência anterior.

Na ordem do dia foram quatro os temas centrais: a ambição do acordo, sua equidade, as ações concretas a serem adotadas antes de 2020 e o financiamento a ser mobilizado após 2020.

O ministro francês das Relações Exteriores e do Desenvolvimento internacional, Laurent Fabius, que é o presidente da COP21, apresentou a imprensa os principais objetivos desta reunião ministerial preparatória.

Laurent Fabius declarou: ““Temos tido com o pré-COP um passo importante antes de Paris, mas estamos mais do que nunca e mobilizar a tarefa que resta é considerável”, resumiu em na conferência de imprensa.

O Brasil embora tenha uma proposta audaciosa de contribuição no INDC (Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), que seria de 43% (o site oficial do evento registra 37%) envolveria o desmatamento ilegal, o reflorestamento de 12 milhões de hectares, a recuperação de 15 milhões de pastagens degradadas e a integração de 5 milhões de hectares em lavoura, pecuária e florestas.

Mas temos uma matriz extremamente suja (as hidrelétricas em vias de privatização e as onerosas usinas nucleares que já se tentou paralisar), e metas aqui não são sérias, vide as metas da economia e de respeito às conquistas trabalhistas.[:en]The three weeks of the opening of the Paris conference, already held the Pre-COP,PreCop21 attended by about 70 countries and chaired by Manuel Pulgar Vidal – Minister of Peru’s environment and president of COP20, the previous conference.
On the agenda were four central themes: the ambition of the agreement, its equity, the concrete actions to be taken before 2020 and the financing to be mobilized after 2020.
The French Minister of Foreign Affairs and International Development, Laurent Fabius, who is the president of cop21, showed the press the main objectives of this preparatory ministerial meeting.
Laurent Fabius said: “” We have had to the pre-COP an important step before Paris, but we are more than ever and mobilize the task that remains is considerable, “summed up in the press conference.
Brazil although the has a bold proposal for contribution in INDC (Intended Nationally Determined Contribution , the acronym in English), which would be 43% (the official website of the event registers 37%) involve illegal deforestation, reforesting 12 million hectares the recovery of 15 million degraded pastures and integration of 5 million hectares of crops, livestock and forests.
But we have in Brazil an extremely dirty matrix (hydroelectric being privatized and expensive nuclear power plants already tried to hang), and goals here are not serious, see the goals of economy and respect for labor achievements[:]