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[:pt]O grão de trigo morre para dar vida[:en]The grain of wheat dies to give life[:]

19 mar

[:pt]Talvez o mistério cósmico mais profundo seja a morte e aparecimento de estrelas, planetas, cometas e tantos astros errantes no Universo, e também na vida microscópica é assim, o vírus precisa de uma célula para viver e ali pode causar morte ou vida, eis o mistério cósmico-pascal.

Chardin disse sobre o Universo que na escala do Cosmos: “só o fantástico tem a condição de ser verdadeiro”, as nebulosas são astros com simples composição de Hélio e Hidrogênio (são os elementos mais comuns no universo), quando um gás se contrai esquenta e a temperatura depende da densidade do gás, a queima do Hidrogênio vai causar uma fusão nuclear e surge um sol, se não for suficiente vão surgir as chamadas Anãs marrons, são mais planetas que estrelas.

Quando a estrela vai se esfriando e a densidade diminuir em 8 vezes a massa do sol, ela se torna uma Anã Branca, porém na medida seu combustível nuclear esquenta a temperatura de seu centro, as estrelas se expandem virando as chamadas Gigantes Vermelhas, entre as anãs brancas e as Gigantes Vermelhas estão as nebulosas planetárias que não são propriamente planetas.

Estes são apenas um dos enigmas espetaculares do Cosmos, ainda existem as estrelas de nêutrons, os buracos negros, os asteroides e cometas e agora os recém-descobertos planetas errantes que giram fora do círculo de seu astro principal e vagam pelo imenso universo.

E o que falar das diversas teorias sobre os buracos negros, as teorias mais aceitas é que o que restou da morte da estrela gera as estrelas de nêutrons enquanto se a massa for maior 3 vezes que o Sol gera um buraco negro, mas há outras teorias.

Morte e vida expressos na cosmologia cristã pode parecer distante, mas para Chardin não era, já que ele definia o universo como “cristocêntrico”, ou seja, todo ele vive um mistério pascal.

Assim a passagem bíblica, em especial em João 12,22-33, tem texto bem próximos destes enigmas quando Jesus diz que o Filho do Homem será glorificado (é interessante porque o Filho de Deus tem a dimensão humana na boca de Jesus), e se diz angustiado, e que “que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.”

E diz que veio glorificar o Pai, e isto quando aproxima sua morte de cruz, e diz quando for elevado da terra, atrairei todos a mim, indicando que o caminho da salvação existe, e todo universo vai neste rumo, assim o homem e nosso planeta também tenderá a isto, como via Chardin.

Em palavras mais simples, Jesus explica: se o grão de trigo não cair no solo e morrer, produz fruto.[:en]Perhaps the deepest cosmic mystery is the death and appearance of stars, planets, comets and so many wandering stars in the Universe, and also in microscopic life it is like this, the virus needs a cell to live and there it can cause death or life, this is the cosmic-paschal mystery.

Chardin said about the Universe that on the Cosmos scale: “only the fantastic has the condition to be true”, the nebulae are stars with a simple composition of Helium and Hydrogen (they are the most common elements in the universe), when a gas contracts it heats up and the temperature depends on the density of the gas, the burning of Hydrogen will cause a nuclear fusion and a sun will appear, if it is not enough the so-called brown Dwarfs will appear, they are more planets than stars.

When the star gets colder and the density decreases by 8 times the mass of the sun, it becomes a White Dwarf, however as its nuclear fuel heats the temperature of its center, the stars expand to become the so-called Red Giants, between the white dwarfs and the Red Giants are planetary nebulae that are not really planets.

These are just one of the spectacular puzzles of the Cosmos, there are still neutron stars, black holes, asteroids and comets and now the newly discovered wandering planets that spin outside the circle of their main star and roam the immense universe.

And what to talk about the various theories about black holes, the most accepted theories is that what remains of the star’s death generates the neutron stars while if the mass is greater than 3 times the Sun generates a black hole, but there are other theories .

Death and life expressed in Christian cosmology may seem distant, but for Chardin it was not, since he defined the universe as “Christocentric”, that is, he all lives a paschal mystery.

So the biblical passage, especially in John 12: 22-33, has a text very close to these enigmas when Jesus says that the Son of Man will be glorified (it is interesting because the Son of God has the human dimension in the mouth of Jesus), and he says he is distressed, and that “what shall I say? ‘Dad, deliver me from this hour?’ But it was precisely this hour that I came. ”

And he says he came to glorify the Father, and this when he approaches his death on the cross, and he says when he is lifted up from the earth, I will draw everyone to me, indicating that the path of salvation exists, and the whole universe goes in this direction, thus man and ours. planet will also tend to this, as via Chardin.

In simpler words, Jesus explains: if the grain of wheat does not fall into the soil and die, it produces fruit.

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[:pt]O futuro humano e a unidade[:en]The human future and unity[:]

11 mar

[:pt]Diversos pontos do pensamento de Teilhard Chardin são coincidentes com as novas correntes teológicas que surgem no meio religioso, em especial no católico porém Chardin abriu seu espírito ainda mais ao praticamente migrar para a China, o ambiente e a filosofia oriental o influenciou.

A sua originalidade está tanto na síntese evolutiva de sua visão, como vários aspectos de uma escatologia futurista que abrange todo o Cosmos e cuja convergência ele chama de “Omega”, que é uma força individualizada, porém não isolada, diferente de autores que param na crítica ao problema do individualismo contemporâneo sem entender que a individuação tende a este “ponto-Ômega” e é preciso crescer na consciência junto com o desenvolvimento cósmico.

futurística, que a evolução persegue e que atua no nível da consciência humana.

Alguns autores entendem a Cristosfera como recapitulação de tudo, dizem alguns teólogos, mas o processo evolutivo culmina como o homem, mas não termina com o homem, o universo, o homem e a mulher, a trajetória histórica, tudo respondem a um caminho para a Parusia do Senhor, e ela é inevitável e o ponto alto de uma escatologia cristã, e negar o final de tudo é negar o processo escatológico ou ao menos não o compreender em sua plenitude.

Assim afirma o U. Zilles sobre Chardin: “É o Cristo ressuscitado, que incorpora o mundo e a humanidade ao Corpo Místico, no acabamento do Cristo Total”, assim isto significa que a Terra e o Universo estarão preparados para a Parusia do Senhor, ou a volta de Cristo, na escatologia plena.

Como força de ação individualizada Ômega não está sujeito ao tempo e ao espaço (a física atual já mostrou estes conceitos como não absolutos), assim propriedades como autonomia, atualidade, a irreversibilidade e a transcendência não estão submetidas a ações temporais, e sim ao Ômega.

Chardin explica que os múltiplos fatores ecológicos, fisiológicos, psicológicos que aproxima e unem os seres vivos, especialmente os seres humanos e que especialmente as condições ambientais, físicas e espirituais são o prolongamento e a expressão, a um nível de energias da complexidade-consciência que elas podem levar uma maior aproximação do Ômega.

Eram assuntos pouco presentes no mundo eclesial cristão no seu tempo (Chardin faleceu em 1955), e suas teorias pareciam extravagantes demais, porém hoje se fala em diálogo inter-religioso, unidade dos cristãos, e uma maior aproximação de todos da família humana.

Diga -se de passagem que tudo está nas diversas passagens de Jesus (aproximação dos humildes, diálogo com pecadores públicos e por fim entrega nas mãos de maus religiosos e políticos do seu tempo), o que Chardin quer dizer é ainda além, que se entendermos a complexidade-consciência, ajudamos a humanidade a dar um salto de qualidade que nos aproxima mais do ponto Ômega.

A fenomenologia de Chardin é radical porque a Criação é o princípio dos fenômenos, e nela sempre opera o divino, presente nas ações e leis que regem os organismos e seres vivos: Deus está no nascimento e no crescimento e no fim de todas as coisas, […] não se mistura nem se confunde com o ser participado que sustenta, anima e liga” (RIDEU p. 271).

Assim olhar para os fenômenos do universo é olhar para a grandeza e o desenvolvimento humano, não por acaso cientistas buscam em cometas, astros e estrelas de todo cosmos sinais de vida e da origem da vida, ali se encontram também as marcas da Criação e do Criador.

 

ZILLES, U. Pierre Teilhard Chardin: fé e ciência. EDIPUCRS, 2001, pag. 59-60.

 

RIDEAU, E. O pensamento de Teilhard de Chardin, Ed. Duas Cidades, 1965, p. 271[:en]Several points of Teilhard Chardin’s thought coincide with the new theological currents that arise in the religious milieu, especially in the Catholic, but Chardin opened his spirit even more when he practically migrated to China, the environment and Eastern philosophy influenced him.

His originality is as much in the evolutionary synthesis of his vision, as in several aspects of a futuristic eschatology that covers the entire Cosmos and whose convergence he calls “Omega”, which is an individualized but not isolated force, different from authors who stop at criticism to the problem of contemporary individualism without understanding that individuation tends to this “Omega point” futuristic, evolution chases.

Some authors understand the Cristosphere as a recapitulation of everything, say some theologians, but the evolutionary process culminates like man, but it does not end with man, the universe, man and woman, the historical trajectory, everything responds to a path for the Parusia of the Lord, and it is inevitable and the highlight of a Christian eschatology, and to deny the end of everything is to deny the eschatological process or at least not fully understand it.

So says U. Zilles about Chardin: “It is the risen Christ, who incorporates the world and humanity into the Mystical Body, in the finish of the Total Christ”, so this means that the Earth and the Universe will be prepared for the Parusia of the Lord (or the return of Christ), in full eschatology.

As a force of individualized action Omega is not subject to time and space (current physics has already shown these concepts as not absolute), so properties such as autonomy, actuality, irreversibility and transcendence are not subject to temporal actions, but to Omega.

Chardin explains that the multiple ecological, physiological, psychological factors that bring living beings together, especially human beings, and that especially environmental, physical and spiritual conditions are extension and expression, at a level of complexity-consciousness energies that they can bring Omega closer together.

Let it be said in passing that everything is in the various passages of Jesus (approaching the humble, dialogue with public sinners and finally handing over to the hands of the bad religious and politicians of his time), what Chardin wants to say is even further, that if we understand complexity-awareness, we help humanity to make a leap in quality that brings us closer to the Omega point.

Chardin’s phenomenology is radical because Creation is the beginning of phenomena, and the divine always operates in it, present in the actions and laws that govern organisms and living beings: God is at birth and in growth and at the end of all things, […] It does not mix or be confused with the participatory that sustains, animates and connects.” (Rideu, p. 271).

Thus, looking at the phenomena of the universe is looking at greatness and human development. It is not by chance that scientists look for comets, stars and stars from all over the cosmos for signs of life and the origin of life. Creator.

 

Zilles, U. (2001) Pierre Teilhard de Chardin: Fé e Ciência (Chardin: faith and science). EDIPUCRS,  pag. 59-60.

 

Rideau, E. (1965) O pensamento de Chardin (Teilhard de Chardin’s thought), Ed. Duas Cidades, 1965, p. 271.

 

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[:pt]A noosfera: da matéria primária ao pensamento[:en]The noosphere: from primary matter to complexification.[:]

04 mar

[:pt]Teilhard Chardin descreve assim a complexificação a partir dos primeiros desenvolvimentos da vida, a passagem crítica da vida das células para uma vida ultracomplexa:

“Provavelmente jamais descobriremos (a não ser que, por sorte, a ciência de amanhã consiga reproduzir o fenômeno no laboratório) – a História por si só, em todo o caso, jamais descobrirá diretamente os vestígios materiais desta emersão – aparição – do microscópico para fora do molecular; do orgânico para fora do químico, do vivo para fora do pré-vivo.” (Chardin, 1965, p. 63)

Embora possa parecer que a natureza teria feito esta preparação sozinha, chama a atenção a originalidade essencial da célula produzindo algo inteiramente novo, e compondo uma multiplicidade orgânica num mínimo espaço, embora o processo possa ter levado anos, cada célula foi longamente prepara para ser algo original.

Será através de discretas, mas decisivas mutações que ocorreram durante milhares e milhões de anos, que a complexidade de células e seres vivos foram se formando sendo possível perceber “os irresistíveis desenvolvimentos que se ocultam nas mais frouxas lentidões, a extrema agitação que se dissimula sob o véu de repouso, o inteiramente novo que se insinua no íntimo da repetição monótona das mesmas coisas” (Chardin, 1965, p. 8).

Foi pela complexificação da vida que surgiu o humano, na origem Deus o fez de matérias inorgânicas, metaforicamente a Bíblia diz do barro, porém é certo que o universo nasceu antes.

Assim o mundo da physis (Chardin vê sua física no sentido grego da palavra) estaria ligada a biologia, e pensa:

“Poderíamos hesitar um só momento em reconhecer o parentesco evidente que liga, na sua composição e nos seus aspectos, o mundo dos proto-vivos ao mundo da física-química ? Quer dizer, não estaremos ainda, neste primeiro escalão da vida, senão no âmago, pelo menos na própria orla da ´matéria´?” (Chardin, 1965, p. 66)

Ao nascimento da vida humana, após bilhões de anos depois da formação do universo, uma grande e decisiva mutação ocorrerá, o nascimento do pensamento e da consciência, e do que Chardin chama de interiorização, que em termos religiosos significa a alma individual que é também ligada ao coletivo, o princípio da associação desde as primeiras células.

Ao pensamento e à consciência desenvolve-se a noção de pessoa, esta experiência foi dada graças ao desenvolvimento cerebral do homem, e aos desenvolvimentos do que Chardin chama de Noosfera, a última etapa depois da Biosfera, a criação e desenvolvimento da vida.

Desenvolver e explicar a cosmogênese chardaniana é um longo processo que nem mesmo em vida ele desenvolveu completamente, muitos avanços da astrofísica atual (muitas descobertas tentam explicar a origem da vida) ajudam a compreensão, o que importa é ressaltar que o panorama de evolução do próprio cosmos, não apenas a Terra, está ligado ao desenvolvimento da consciência e da capacidade humana de ligar-se a harmonia da vida.

CHARDIN, T. O fenômeno humano. BR, São Paulo : Herder, 1965.[:en]Teilhard Chardin thus describes the complexification from the first developments of life, the critical transition from the life of cells to an ultra-complex life:

“We will probably never find out (unless, luckily, the science of tomorrow manages to reproduce the phenomenon in the laboratory) – History alone, in any case, will never directly discover the material traces of this emergence – appearance – of microscopic out of the molecular; from the organic out of the chemical, from the living out of the pre-living. ” (Chardin, 1965, p. 63)

 

Although it may seem that nature would have done this preparation alone, it draws attention to the essential originality of the cell, producing something entirely new, and composing an organic multiplicity in a minimum space, although the process may have taken years, each cell has long been prepared to be something original.

It will be through discreet but decisive mutations that occurred for thousands and millions of years, that the complexity of cells and living beings began to be formed, making it possible to perceive “the irresistible developments that are hidden in the weakest slowness, the extreme agitation that is hidden under the resting veil, the entirely new that insinuates itself in the monotonous repetition of the same things ”(Chardin, 1965, p. 8).

It was through the complexification of life that the human emerged, in the beginning God made it from inorganic materials, metaphorically the Bible says about clay, but it is certain that the universe was born before.

So the world of physis (Chardin sees physics in the Greek sense of the word) would be linked to biology, and thinks:

“Could we hesitate for a moment to recognize the evident kinship that links, in its composition and aspects, the world of the proto-living to the world of physical chemistry? I mean, are we not yet, in this first stage of life, but at the core, at least on the very edge of ‘matter’? ” (Chardin, 1965, p. 66)

At the birth of human life, after billions of years after the formation of the universe, a great and decisive mutation will occur, the birth of thought and consciousness, and what Chardin calls interiorization, which in religious terms means the individual soul that is also linked to the collective, the principle of association from the first cells.

The thought and the conscience the notion of person develops, this experience was given thanks to the cerebral development of man, and to the developments of what Chardin calls the Noosphere, the last stage after the Biosphere, the creation and development of life.

Developing and explaining the Chardanian cosmogenesis is a long process that not even fully developed in life, many advances in current astrophysics (many discoveries try to explain the origin of life) help understanding, what is important to emphasize is that the evolution panorama cosmos, not just the Earth, is linked to the development of human consciousness and capacity to connect with the harmony of life.

Chardin, T. (1965). O fenomeno humano (Phenomenous Human). BR, São Paulo : Herder.[:]

 

[:pt]Tempo de mudança na esfera cósmica[:en]Time of change in the cosmic sphere[:]

02 mar

[:pt]Um tempo de mudança real é sempre um tempo em que a natureza e a própria vida se transformam criando uma cosmogênese mais profunda que se desenvolve também na consciência, já chegamos a Marte com nossos aparatos e nos aproximamos de Vênus, na vida terrena já sabemos como os dinossauros foram extintos e de fato foi um meteoro, estudos do cosmos avançam.

Isto acontece porque a vida está ligada a consciência, e em fenomenologia ela é sempre consciência de algo, mas não está separada da metafísica na qual a própria concepção de Ser, de Natureza e de Cosmos evoluem, também no aspecto espiritual.

Um dos teólogos que nunca desvinculou a evolução espiritual da evolução da “espécie” foi Teilhard Chardin (aqui usamos um termo aristotélico-darwiniano não para confundir, mas para explicar), para ele, entretanto seguir a trilha da Patrística (os santos sábios do início da igreja) e da Escolástica (Tomás de Aquino, Santo Anselmo e agora o recuperado e santo Duns Escoto), o que acontece é a complexificação da Natureza na sua hominização (O Fenômeno Humano).

Aqui iniciamos a explicação do que chamamos de mutação aórgica, que pode acontecer em nova escala neste momento presente, não por causa do vírus mas do universo e da Natureza (aqui em maiúscula para torna-la também sacra), afirma Chardin na terra jovem nascente: “nas rochas mais sólidas, é possível distinguir, em vaga simetria com a metamorfose dos seres vivos, uma perpétua transformação das espécies minerais” (Chardin, 1965, p. 51), isto num primeiro momento levou-o a ser condenado como “panteísta”, porém uma leitura mais atenta, ele explica o processo.

A pré-vida estava imersa (poderíamos dizer já em germe) no átomo, mas onde já há vida, localiza-a espectro de elementos químicos no qual seus elementos vão se diferenciando (o termo químico para isto é polimerização, formação de macromoléculas pela união das outras mais simples), esta pré-vida “sobre os abismos do passado, observemos sua cor, que vai mudando. De era para era, o tom aviva-se. Algo irá rebentar-se sobre a Terra, não mais nascente, mas juvenil: a vida! Eis a Vida!” (Chardin, 1965, p. 58), a Terra teria permanecido bastante fria para que pudessem forma e subsistir, á sua superfície, as cadeias de moléculas carbonadas (molécula orgânica).

A Terra era então aquosa e nela começa a se formar aqui e ali, seres minúsculos, e uma espantosa massa de matéria organizada surge a última (ou melhor a penúltima) camada na ordem do tempo, dos invólucros do nosso planeta: a Biosfera (Chardin, 1965, p. 63).]

Esta evolução do inorgânico ao orgânico é a mutação chamada de Aórgica, e ela continuará, um dia ela poderá mudar a face do planeta e isto é parte da evolução humana também.

Os perigos de mudanças existem, não apenas por um vírus que obriga a natureza humana se adaptar, mas um asteróide (a causa apontada pela extinção dos dinossauros) pode nos atingir, o asteróide temido Apophis (foto), formado por uma gigantesca rocha existe e está sendo observado por astrônomos, sua aproximação temida será em 2029, claro não é previsto que nos atinja.

CHARDIN, Pierre Teilhard de. O fenômeno humano. São Paulo : Herder, 1965. [:en]A time of real change is always a time when nature and life itself are transformed creating a deeper cosmogenesis that also develops in consciousness, we have already reached Mars with our apparatuses and we are approaching Venus in the cosmos, in earthly life already we know how the dinosaurs became extinct and in fact it was a meteor, studies of the cosmos are advancing.

This is because life is linked to consciousness, and in phenomenology it is always awareness of something, but it is not separate from the metaphysics in which the very conception of Being, Nature and Cosmos evolve, also in the spiritual aspect.

One of the theologians who never separated spiritual evolution from the evolution of the “species” was Teilhard Chardin (here we use an Aristotelian-Darwinian term not to confuse, but to explain), for him, however, following the path of Patrística (the wise saints at the beginning church) and Scholastics (Tomás de Aquino, Santo Anselmo and now the recovered and saint Duns Scotus), what happens is the complexification of Nature in its hominization (The Human Phenomenon).

Here we begin the explanation of what we call an aortic mutation, which can happen on a new scale at this present moment, not because of the virus but because of the universe but of Nature (capitalized here to make it also sacred), affirms Chardin in the nascent young land : “In the most solid rocks, it is possible to distinguish, in vague symmetry with the metamorphosis of living beings, a perpetual transformation of mineral species” (Chardin, 1965, p. 51), this at first led him to be condemned as “ pantheistic ”, but a more attentive reading, he explains the process.

The pre-life was immersed (we could say already in a germ) in the atom, but where there is already life, we find a spectrum of chemical elements in which its elements are differentiated (the chemical term for this is polymerization, formation of macromolecules by the union from the simpler ones), this pre-life “over the abyss of the past, let’s observe its color, which is changing. From age to age, the tone revives. Something will break out on Earth, no longer nascent, but youthful: life! This is Life! ” (Chardin, 1965, p. 58), the Earth would have remained quite cold so that the chains of carbonaceous molecules (organic molecule) could form and survive on its surface.

The Earth was then watery and tiny beings begin to form here and there, and an amazing mass of organized matter appears the last (or rather the penultimate) layer in the order of time, of the envelopes of our planet: the Biosphere (Chardin , 1965, p. 63).]

This evolution from the inorganic to the organic is the mutation called Aorganic, and it will continue, one day it will be able to change the face of the planet and this is part of human evolution as well.

The dangers of change exist, not only because of a virus that forces human nature to adapt, but an asteroid (the cause pointed out by the extinction of the dinosaurs) can reach us, the dreaded asteroid Apophis (photo), formed by a gigantic rock exists and is being observed by astronomers, its dreaded approach will be in 2029, of course it is not expected to reach us.

Chardin, T. (1965). O fenômeno humano. BR, São Paulo : Herder. (Human Phenomenon)

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[:pt]Simplificação, idealismo e pandemia[:en]Simplification, idealism and pandemic[:]

28 abr

[:pt]A ideia de que podemos simplificar fenômenos que são complexos parece um bom caminho, mas simplificar o que é por natureza complexo é ignorar o conjunto de fenômenos e interpretações que estão dentro do fenômeno que se deseja analisar, tenha ele a natureza que tiver, e principalmente se for a natureza humana, porque inclui a complexidade social/cultural.
É muito diferente da busca da essência, os pré-socráticos procuraram definir qual era o elemento essencial da natureza: fogo, ar, átomos, números, o Ser, e assim definiram as principais escolas pré-socráticas, ao perceber que se tratava de um fenômeno mais amplo Sócrates, que é lido por Platão divide em dois mundos: o mundo das Ideias e o mundo sensível, porém qualquer leitor atento não dirá que sua escola simplificou, apenas abriu caminho para uma complexidade maior.
O eidos de Platão e do pré-socrático Parmênides é diferente do idealismo moderno, porque nele existe tanto a conceito de forma, por exemplo, uma cadeira seja qual forma for ela tem seu Ser como sendo feita para sentar.
Do eidos grego  vem na etimologia a palavra ideia, hoje duas acepções aceitas, uma que é de um sinônimo de conceito, porém num sentido mais lato é pensado como expressão, tendo como princípio implícito a ideia de intencionalidade (*), e este conceito só foi retomado na filosofia moderna após Franz Brentano e seu aluno Edmund Husserl que aplicou-o a sua fenomenologia.
O idealismo moderno, cuja base fundamental é Kant, embora tenha uma parte comum ao eidos grego, que é a ideia que ao estudar a coisa temos uma projeção do saber sobre ela, reduzindo a ideia que este estudo seria o que caracteriza o objeto de estudo (objetividade), e assim introduz um tipo específico de subjetividade, abstraindo-o do Ser, esta abstração tem em Hegel o ápice.
Kant chegou a pensar que seria possível reduzir todo o pensamento a uns poucos conceitos, seria um grande facilitador para o estudo e para o pensamento, porém seu pensamento resultou numa complexidade ainda maior, e sua simplicidade caiu no dualismo sujeito x objeto, que padecemos.
Toda simplificação leva a algum tipo de subjetivismo ou objetivismo, mesmo em termos religiosos, ao estudar O Fenômeno Humano, Teilhard Chardin declarou que o Homem é a complexificação da natureza, difícil para teólogos e exegetas aceitar, mas lhes faço a pergunta: porque Jesus usou de parábolas para explicar coisas que aparentemente poderiam ser simples ? Porque não eram simples, Aquele que criou o complexo universo é simples só no Amor.
O idealismo é no fundo uma “doutrina” que contém a crença segundo a qual é o pensamento e não o mundo físico que está na origem de todas as coisas, ou seja, o mundo objetivo, o que descobrimos com a pandemia, e a física quântica já sabia e a cosmologia está aprofundando, é que a incerteza é parte do conhecimento, e nos deparamos cada dia com um novo fenômeno.
Afinal um dos pressupostos do idealismo kantiano era a submissão da natureza, ela se rebelou.
Esta é a novidade original que os idealistas não aceitam, e esta novidade nos deveria devolver a humildade, proclamada por todos, mas como idealismo fica presa a dualidade, o erro são os outros, nós sabíamos a verdade, não nem a ciência, nem a fé poderiam imaginar a complexidade do fenômeno que toda humanidade vive, o primeiro passo para enfrentar a pandemia é este: dependo do passo do Outro, e que possamos dar passos juntos, ainda parece difícil.
*Enciclopédia Britânica: Disponível em: https://www.britannica.com/topic/idea , Acesso em: 26/04/2020.[:en]The idea that we can simplify phenomena that are complex seems a good way, but to simplify what is by nature complex is to ignore the set of phenomena and interpretations that are within the phenomenon you want to analyze, whatever the nature.
It is very different from the search for essence, the pre-Socratics sought to define what was the essential element of nature: fire, air, atoms, numbers, the Being, and thus defined the main pre-Socratic schools, when realizing that it was a broader phenomenon Socrates, which is read by Plato divides into two worlds: the world of Ideas and the sensitive world, however any attentive reader will not say that his school has simplified, it only paved the way for greater complexity.
The eidos of Plato and the pre-Socratic Parmenides is different from modern idealism, because in it there is so much the concept of form, for example, a chair whatever form it has its Being as being made to sit.
The Greek eidos from which the etymology of the word idea comes, has two accepted meanings, one that is a synonym for concept, but in a broader sense it is thought of as an expression, with the implicit principle of the idea of intentionality (*), and this concept it was only taken up in modern philosophy by Franz Brentano and later in Husserl’s phenomenology, who was his student.
Modern idealism, whose fundamental basis is Kant, although it has a common part to the Greek eidos, which is the idea that when studying the thing we have a projection of knowledge on it, reducing the idea that this study would be what characterizes the object of study (objectivity), and thus introduces a specific type of subjectivity, abstracting it from Being, this abstraction has in Hegel the apex.
Kant came to think that it would be possible to reduce all thought to a few concepts, it would be a great facilitator for study and thought, but his thinking resulted in an even greater complexity, and his simplicity fell into the subject x object dualism, which we suffer.
Every simplification leads to some kind of subjectivism or objectivism, even in religious terms, when studying The Human Phenomenon, Teilhard Chardin declared that Man is the complexification of nature, difficult for theologians and exegetes to accept, but I ask you the question: why did Jesus use of parables to explain things that apparently could be simple¬, because it isn’t.
Idealism is basically a “doctrine” that contains the belief that it is thought and not the physical world that is at the origin of all things, that is, the objective world, which we discover with the pandemic, and physics quantum already knew and actual cosmology is deepening, is that uncertainty is part of knowledge, and we are faced every day with a new phenomenon.
After all, one of the assumptions of Kantian idealism was the submission of nature, she rebelled.
This is the original novelty that idealists do not accept, and this novelty should give us back the humility, proclaimed by all, but as idealism gets stuck in duality, the error is the others, we knew the truth, not even science, nor faith could imagine the complexity of the phenomenon that all humanity lives, the first step to face the pandemic is this: I depend on the step of the Other, and that we can take steps together, it still seems difficult.

*Encyclopædia Britannica, Available in: https://www.britannica.com/topic/idea , Access in: 04/26/2020.[:]

 

[:pt]O meio divino e o fenômeno humano[:en]The divine environment and the human phenomenon[:]

09 abr

[:pt]A cosmovisão de Chardin sobre o fenômeno humano vai desde a cosmogênese, a origem o universo e da vida até complexificação da natureza e o lugar do homem nela, o que a pandemia demonstra é que esta complexificação cresce e mesmo a ciência tem limites para lidar com ela, porém esta pandemia pode trazer novos horizontes, quando passar e claro precisa da ciência.
Entre suas várias obras, Teilhard Chardin faz um percurso singular entre O meio divino, escrito entre novembro de 1926 e março de 1927 e o Fenômeno Humano, escrito entre julho de 1938 e junho de 1940, que formam um “todo inseparável” diz também a edição que tenho do Editorial Presença de Lisboa, Portugal.
Singular porque transita do divino ao humano, como atestam os próprios nomes das obras, sem deslizes ou arroubos, mostra-nos a “necessidade da compenetração entre a ciência e religião igualmente afirmada por Einstein”, expressão de Helmut de Terra, amigo e admirador de Chardin.
Chardin inicia o meio divino percebendo “a confusão do pensamento religioso no nosso tempo” (pag. 41) e atesta que o homem de nosso tempo “vive com a consciência explícita de ser um átomo ou um cidadão do Universo” (idem).
A atualidade do texto é porque afirma o autor afirma no início de seu livro algo que tem muito a ver com nossos dias, um despertar coletivo que um belo dia “faz tomar cada indivíduo consciência das verdadeiras dimensões da vida, provoca necessariamente na massa humana um profundo choque religioso, quer para abater quer para exaltar” (ibidem).
Isto acontece porque o mundo é demasiado “belo: é a ele e só a ele que devem adorar” (pag. 42).
O que é então o “meio divino”, o mundo (no nosso caso exploramos as cosmovisões do universo) não será cada vez mais fascinante e não estaria e seria ele a “eclipsar o nosso Deus” (idem), e existe uma conexão, na visão de parte do cristianismo, entre a Deus e a matéria, a eucaristia, ela e só ela pode criar um verdadeiro sentido de nos religar ao divino, “eis o meu corpo e meu sangue” disse Jesus, e quem comer terá acesso a vida eterna.
Afirma Chardin “a tensão lentamente acumulada entre a Humanidade e Deus atingirá os limites fixados pelas possibilidades do Mundo, e então será o fim” (pag. 177) “… que devemos esperar não como uma catástrofe mas como uma ´saída´ para o mundo para a qual devemos colaborar com todas as nossas forças cristãs sem receio do mundo, porque os seus encantamentos já não poderiam prejudicar aqueles para quem ele se tornou, para além dele mesmo, o Corpo d´Aquele que é e d´Aquele que vem”.
CHARDIN, Teilhard. O meio divino: ensio sobre a vida interior. Lisboa: Editorial Presença, s/d.[:en]Chardin’s worldview on the human phenomenon ranges from cosmogenesis, the origin of the universe and of life to the complexification of nature and the place of man in it, what the pandemic shows is that this complexification grows and even science has limits to deal with it, however, this pandemic can bring new horizons, when it passes and of course it needs science.
Among his various works, Teilhard Chardin makes a singular journey between The divine environment, written between November 1926 and March 1927 and the Human Phenomenon, written between July 1938 and June 1940, which form an “inseparable whole” also says edition I have of Editorial Presença de Lisboa, Portugal.
Singular because it transits from the divine to the human, as the names of the works attest, without slips or ravages, it shows us the “need for the connection between science and religion equally affirmed by Einstein”, an expression by Helmut de Terra, friend and admirer of Chardin. Chardin initiates the divine environment by realizing “the confusion of religious thought in our time” (page 41) and attests that the man of our time “lives with the explicit awareness of being an atom or a citizen of the Universe” (idem).
The timeliness of the text is because the author affirms at the beginning of his book something that has a lot to do with our days, a collective awakening that a beautiful day “makes each individual aware of the true dimensions of life, necessarily provokes in the human mass a profound religious shock, both to slaughter and to exalt ”(ibidem).
This is because the world is too “beautiful: it is to him and only to him that they should worship” (p. 42). What is then the “divine environment”, the world (in our case we explore the universe’s worldviews) will not be more and more fascinating and it would not be and it would be “eclipsing our God” (idem), and there is a connection, in the view of part of Christianity, between God and matter, the Eucharist, she and she alone can create a real sense of reconnecting us to the divine, “this is my body and my blood” said Jesus, and those who eat will have access to eternal life.
Chardin says “the slowly accumulated tension between Humanity and God will reach the limits set by the possibilities of the World, and then it will be the end” (p. 177)… that we must wait not as a catastrophe but as an“ exit ”to the world to which we must collaborate with all our Christian forces without fear of the world, because his enchantments could no longer harm those for whom he became, in addition to himself, the Body of the One who is and the One who comes ”.
Chardin, Teilhard. (no year). O meio edivino: ensaio sobre a vida interior (The divine environment: I teach about the inner life). Lisbon: Editorial Presença.[:]

 

[:pt]Uma cosmovisão em mudança[:en]The changing worldview [:]

03 abr

[:pt]O modelo ptolomaico mudou a visão aristotélica de mundo criando um modelo de movimento em espiral para astros e planetas conhecidos na época, mudando a cosmovisão, mas foi Copérnico que mudou a visão que tirava a Terra do centro do universo e colocava o Sol, este modelo ajudou a cosmovisão antropocêntrica se opondo a cosmovisão teocêntrica.
A grande polêmica de Galileu com a visão teológica não era a visão cosmológica, mas a questão da interpretação e leitura bíblica pelo “vulgo”, não por acaso a primeira versão popular chamou-se de “vulgata” e ao aprofundar a leitura bíblica pelo “povo”, algumas interpretações exegéticas foram postas de lado, porque eram “temporais”.
Porém Galileo perante o Santo Ofício de fato afirmou “E pur si muove” (traduzindo o italiano e então se move) que poderia hoje olhando todo o universo dizer “E pur tutto si muove”, tudo está em movimento e a dinâmica não resiste mais a cosmovisão clássica Ser e Não Ser, há um terceiro excluído que pode ser pensado que é Não Ser ainda é Ser, a física quântica e o modelo das cordas indicam um terceiro estado, que já é utilizado em aplicações quânticas.
Assim os modelos teóricos e a cosmovisão idealista junto com seu modelo de universo ruíram já a algum tempo e mesmo o Modelo da Física Padrão que explicou a física das partículas parece em cheque com os estudos da matéria e energia escura que são nada mais que 95% do universo.
A visão de ver o mundo por choque de oposição aos poucos vai ruindo, ao admitir um terceiro excluído (assim o chama o professor da Sourbone Florent Pasquier, veja a figura) admitindo não uma síntese (fruto da oposição idealista tese e antítese), mas uma terceira possibilidade que conjuga com as outras duas.
Ela deve afetar o mundo religioso, é um grande apoio para um momento de unir mentes e corações para o combate da pandemia mundial, e pode ser o germe de grandes mudanças.
Uma referência bíblica para o assunto é o momento na cruz que Jesus grita a Deus, que já não o chama de Pai, diz a tradição que em aramaico língua da sua mãe Maria, e sente-se separado do Pai, ora na visão trinitária em que Jesus é também Deus, é um paradoxo separar-se do Pai.
Jesus na cruz está repetindo o Salmo 21 “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes”, e parece ser o grito de toda a humanidade diante da pandemia, e é possível também uma leitura do “terceiro excluído” onde aprendamos que a oposição tem hora e a resposta deve ser de todos.
Porém a explicação mística é justamente o terceiro excluído, a natureza humana de Jesus está religando-a ao Pai, se quisermos a visão noosférica de Chardin, ao Universo, diz a leitura que fez-se uma grande noite.[:en]The Ptolemaic model changed the Aristotelian worldview by creating a model of spiral movement for stars and planets known at the time, changing the worldview, but it was Copernicus who changed the view that took the Earth from the center of the universe and placed the Sun, this model helped the anthropocentric worldview by opposing the theocentric worldview.
Galileo’s great controversy with the theological view was not the cosmological view, but the question of interpretation and biblical reading by the “common”, not by chance the first popular version was called “vulgate” and when deepening the biblical reading some interpretations exegetical activities have been set aside.
However, Galileo before the Holy Office actually affirmed “E pur si muove” (translating Italian and then moves) that today he could look at the whole universe saying “E pur tutto si muove”, everything is in motion and the dynamics no longer resist the classic worldview Being and Not Being, there is an excluded third party that can be thought of as Not Being is still Being, quantum physics and the string model indicate a third state, which is already used in quantum applications.
So the theoretical models and the idealistic worldview together with their universe model collapsed for some time and even the Standard Physics Model that explained particle physics seems in check with the studies of dark matter and energy that are nothing more than 95% of the universe.
The vision of seeing the world through a shock of opposition is gradually crumbling, when admitting an excluded third party (as the Sourbone professor Florent Pasquier calls it) admitting not a synthesis (the result of idealistic opposition, thesis and antithesis), but a third possibility that conjugates with the other two. It must affect the religious world, it is a great support for a time to unite minds and hearts to fight the world pandemic, and it can be the germ of great changes.
A biblical reference to the subject is the moment on the cross that Jesus cries out to God, who no longer calls him Father, the tradition says in the Aramaic language of his mother Mary, and feels separated from the Father, prays in the Trinitarian vision in that Jesus is also God, it is a paradox to separate from the Father.
Jesus on the cross is repeating Psalm 21 “My God, my God, because you abandoned me”, and it seems to be the cry of all humanity in the face of the pandemic, and it is also possible to read the “excluded third” where we learn that the opposition has time and the answer must be everyone’s.
However, the mystical explanation is precisely the third excluded, the human nature of Jesus is reconnecting it to the Father, if we want Teilhard Chardin’s noospheric vision to the Universe, the reading says that it was a great night.[:]

 

[:pt]A cosmologia atual e uma cosmovisão[:en]Current cosmology is a worldview [:]

02 abr

[:pt]A cosmologia atual é aquela que considera o universo como tendo um início, podendo ser um multiverso ou uma bolha, e que se expande numa constante entre o H0 de Hubble e as taxas medidas a partir das supernovas, cuja conciliação pode ser a nova teoria do universo numa bolha lançada por Lucas Lombriser cujo artigo saiu na revista Physics B deste mês.
Mas esta cosmologia considera o mistério da energia e matéria escura que compõe 96% do universo desconhecido e este enigma modifica a cosmologia e também nossa cosmovisão.
Esta cosmologia postula a ideia que esta matéria escura não interage como a matéria comum e a hipótese algo que “engolia” toda a matéria conhecida (chamada bariônica a sua volta, incluindo a luz) evolui para a ideia que é ela tem uma massa de alta densidade e do colapso de supernovas e sua interação gravitacional tem efeito sobre a matéria visível, as estrelas, galáxias e aglomerados.
Do que ela é feita, é certo que ela não tem matéria como o modelo agora estável chamado da Física Padrão, que exploramos no post anterior, assim vai além deste modelo e uma das teorias mais interessantes é a da supersimetria, que explora o conceito da física padrão que cada partícula tem uma simétrica, assim como os bósons e os férmions,
O que esta teoria sobre a matéria escura propõe que para cada bóson conhecido existir um férmion desconhecido e vice versa, mas há uma diferença com a teoria da antimatéria, pois as antipartículas possuem cargas contrárias mas a mesma massa e quando entram em contato produzem energia, o que explicaria também a energia escura.
Os férmions assim como prótons, elétrons e nêutrons, constituem o nosso mundo material e os bósons são os que geram as forças da natureza, a descoberta do bóson de Higgs ou “partícula de Deus” foi importante porque nos fez entenda a massa, enquanto os férmions nos explicam o estado quântico pois dois férmions ocupam o mesmo estado quântico.
O fato da existência da energia escura, mais interessante do que seu mistério e presença em 70% do universo (25% é energia escura) além do nosso desconhecimento é o fato que é esta “matéria” que nos dá uma cosmovisão completa de nosso universo, não apenas porque é escura por não ser visível, mas também desconhecida.
O TED de James Gilles a seguir, visto por mais de 2 milhões de pessoas, explica a teoria da matéria escura.
https://www.ted.com/talks/james_gillies_dark_matter_the_matter_we_can_t_see?utm_campaign=tedspread&utm_medium=referral&utm_source=tedcomshare [:en]Current cosmology is one that considers the universe as having a beginning, which may be a multiverse or a bubble, and that expands in a constant between Hubble’s H0 and the rates measured from the supernovae, whose reconciliation may be the new theory of universe in a bubble launched by Lucas Lombriser whose article appeared in this month’s Physics B magazine.
But this cosmology considers the mystery of the energy and dark matter that makes up 96% of the unknown universe and this puzzle modifies cosmology and also our worldview.
This cosmology postulates the idea that this dark matter does not interact with ordinary matter and the hypothesis something that “swallows” all known matter (called baryonic around it, including light) evolves to the idea that it has a high mass density and collapse of supernovae and their gravitational interaction has an effect on visible matter, stars, galaxies and clusters.
Of what it is made, it is certain that it does not have matter like the now stable model called Standard Physics, which we explored in the previous post, so it goes beyond this model and one of the most interesting theories is that of supersymmetry, which explores the concept of standard physics that each particle has a symmetric, just like bosons and fermions,
What this theory about dark matter proposes is that for every known boson there is an unknown fermion and vice versa, but there is a difference with the theory of antimatter, because antiparticles have opposite charges but the same mass and when they come into contact they produce energy, which would also explain dark energy.
Fermions as well as protons, electrons and neutrons, make up our material world and bosons are the ones that generate the forces of nature, the discovery of the Higgs boson or “God particle” was important because it made us understand the mass, while fermions explain the quantum state because two fermions occupy the same quantum state.
The fact of the existence of dark energy, more interesting than its mystery and presence in 70% of the universe (25% is dark energy) in addition to our ignorance is the fact that it is this “matter” that gives us a complete worldview of our universe , not only because it is dark because it is not visible, but also unknown.
James Gilles’ TED below, seen by more than 2 million people, explains the dark matter theory.

 

[:pt]Um universo complexo e um além deste[:en]A complex and beyond universe[:]

01 abr

[:pt]Quando a dimensão do espaço e tempo passou a ser estudada não como dimensões isoladas, mas com isto a força gravitacional não é mais consequência da atração dos corpos, sim uma consequência do deslocamento num espaço-tempo curvo e assim deveria haver alguma “partícula” que transmitisse a gravidade entre os corpos.
Porém os grávitons não eram fáceis de serem observados, uma teoria chamada de Kaluza-Klein levantou a hipótese que a gravidade parece fraca de onde existimos e a observamos, porque poderia passar por mais de três de dimensões ao nosso tempo, e portanto, se dilui.
Em 1960 um grupo de físicos com objetivo de unificar a Física, desenvolveu a ideia da teoria das cordas onde unidades constituintes da matéria existente e as partículas elementares da natureza são minúsculas cordas vibratória oscilantes feitas de energia, as quais, variando a oscilação cria os diversos tipos de matéria conhecida, as forças fraca, forte, eletromagnética e a gravidade.
O grande mérito das diversas características das cordas foi perceber padrões vibratórios nas partículas e indo indicava que poderia existir uma partícula mensageira da força gravitacional chamada gravitón, que recentemente foi comprovada e isto mudou a concepção de Universo.

Numa palestra apresentada por Edward Witten em 1995, se iniciou a chamada Segunda Revolução das Cordas, que descobriu padrões chamado Tipo I, Tipo II(A), Tipo II(B), Heterótica-O, Heterótica-E, tinham um padrão de comportamento chamado de constante de acoplamento. isto indicava que as partículas vinham em duplas, por exemplo a Heteritóca;O e a tipo II(A) era inversamente proporcional à heterótica-E e esta a Tipo II(B), e a teoria foi essencial para entender as cordas.
Um outro fator que a teoria-M ajudou a compreensão do Universo foi que ela incorporou uma teoria completamente nova das dimensões, criou a ideia da supergravidade com onze dimensões, porém uma antiga dúvida entre os astrofísicos ainda perdurava e mudaria tudo.
Haviam duas constantes da expansão do universo, que Hubble chamou de H0 e a medida a partir de supernovas distantes se afastando (veja o post), foi recentemente que Lucas Lombriser, afirmou que é como “Se estivéssemos em uma espécie de gigantesca “bolha”, assim as supernovas teriam influencias fora desta “bolha” que vivemos, por forças ainda mais enigmáticas vindas de “fora”.[:en]When the dimension of space and time came to be studied not as isolated dimensions, but with this the gravitational force is no longer a consequence of the attraction of bodies, but a consequence of displacement in a curved space-time and thus there should be some “particle” that convey gravity between bodies.
However, gravitons were not easy to observe, a theory called Kaluza-Klein raised the hypothesis that gravity seems weak from where we exist and we observe it, because it could pass through more than three dimensions in our time, and therefore, it dilutes .
In 1960 a group of physicists with the objective of unifying physics, developed the idea of string theory where constituent units of existing matter and the elementary particles of nature are tiny oscillating vibrating strings made of energy, which, varying the oscillation, creates the various types of matter known, the weak, strong, electromagnetic forces and gravity.
The great merit of the various characteristics of the strings was to perceive vibratory patterns in the particles and going on to indicate that there could be a messenger particle of the gravitational force called gravitón, which was recently proven and this changed the conception of Universe.
In a lecture presented by Edward Witten in 1995, the so-called Second String Revolution began, which discovered patterns called Type I, Type II (A), Type II (B), Heterotic-O, Heterotic-E, had a pattern of behavior called a coupling constant. this indicated that the particles came in pairs, for example Heteritóca; O and type II (A) was inversely proportional to heterotic-E and this to Type II (B), and the theory was essential to understand the strings.
Another factor that M-theory helped to understand the Universe was that it incorporated a completely new theory of dimensions, created the idea of eleven-dimensional supergravity, but an old doubt among astrophysicists still persisted and would change everything.

There were two constants of the expansion of the universe, which Hubble called H) and the measure from distant supernovae moving away (see the post), it was recently that Lucas Lombriser, said that it is like “If we were in a kind of gigantic” bubble “, so supernovae would have influences outside this “bubble” that we live in, due to even more enigmatic forces coming from “outside”.[:]

 

[:pt]Um modelo do Universo completo[:en]A complete Universe model[:]

31 mar

[:pt]A vida agitada e os prédios das cidades grandes nos impedem de ver o céu estrelado das noites onde se pode contar mais de mil estrelas a olho nu, e será que o modelo deste universo já é conhecido.
O todo que pode ser conhecido esconde um Todo que é toda a criação e que teve um instante inicial seu Fiat ou seu Big Bang e é aos poucos desvendado pela pesquisa e pelos grandes telescópicos construídos e que podem agora vasculhar além da Via Láctea e muitos planetas podem ser vistos.
Mesmo com todos estudos o que conhecemos é apenas 5% da composição do universo, é o que apontam os números do Dark Energy Survey (DES), liderado pelo laboratório americano Fermilab, já que 25% do universo é matéria escura e os demais 70% são energia escura.
Desde o primeiro instante do Big Bang o universo acelerou o ritmo de sua expansão e o processo não diminuiu, através da observação de um tipo de supernovas, estrelas no fim da vida que entram em colapso e emitem uma quantidade de brilho comparável a do centro das galáxias, conclui-se que a energia escura era a que aumenta a velocidade desse processo de crescimento.
A matéria escura, por outro lado recebe esse nome porque não interage com os fótons (as partículas de luz, que são agora definitivamente partículas sem massa no modelo atual) e assim não se consegue a detecção direta pelos telescópicos onde a cor e a qualidade da luz torna-os possíveis de serem estudados.
Esta matéria escura é notada pelo seu efeito gravitacional, isto é, tem gravidade e os corpos visíveis interagem com ela, e apesar de sabermos que ela existe, os estudos sobre os fenômenos que acontecem com elas e sua interação com os demais corpos celestes apenas se iniciaram, estudando suas formas e as distorções que causam seus campos gravitacionais, que dá alguma informação.
O estudo que cobriu aproximadamente 300 milhões de galáxias, 100 mil aglomerados e 2 mil supernovas, além dos objetos de nossa Via Láctea e do Sistema Solar.
Em 2016 um mapa detalhado de 43.00 galáxias foi publicado alcançando a distância de 380 milhões de anos-luz a partir do sistema solar, chamado 2MASS Reshift Survey (2MRS) foi apresentada no 218º. encontro da Sociedade Americana de Astronomia em Boston, EUA.
O satélite Gaia lançado em 2013, da Agencia Especial Europeia (ESA) completou em 2018 a sua missão de cadastrar as estrelas e fazer uma mapa em 3D da Via Láctea (foto acima), mas o resultado segundo Leah Crane, uma especialista em astronomia foi “o universo simplesmente ficou ainda mais confuso”, escreveu na revista new Scientist.
A ViaLáctea numa versão animada 3D:
[:en]

The busy life and the buildings of the big cities prevent us from seeing the starry night sky where you can count more than a thousand stars with the naked eye, and is the model of this universe already known.

The whole that can be known hides a Whole that is all of creation and that had its Fiat or its Big Bang an initial moment and is gradually unveiled by research and the large telescopes built and that can now search beyond the Milky Way and many planets can be seen.

Even with all studies, what we know is only 5% of the composition of the universe, as shown by the figures of the Dark Energy Survey (DES), led by the American laboratory Fermilab, since 25% of the universe is dark matter and the remaining 70% are dark energy.

Since the first moment of the Big Bang, the universe has accelerated the pace of its expansion and the process has not slowed down, through the observation of a type of supernovae, end-of-life stars that collapse and emit an amount of brightness comparable to the center of the stars. galaxies, it is concluded that dark energy was the one that increases the speed of this growth process.

Dark matter, on the other hand, gets its name because it does not interact with photons (the particles of light, which are now definitely massless particles in the current model) and thus it is not possible to directly detect them through telescopes where the color and quality of the light makes them possible to be studied.

This dark matter is noted for its gravitational effect, that is, it has gravity and the visible bodies interact with it, and although we know that it exists, studies on the phenomena that happen to them and their interaction with other celestial bodies only started, studying their shapes and the distortions that cause their gravitational fields, which gives some information.

The study that covered approximately 300 million galaxies, 100,000 clusters and 2,000 supernovae, in addition to objects from our Milky Way and the Solar System.

In 2016 a detailed map of 43.00 galaxies was published reaching a distance of 380 million light years from the solar system, called the 2MASS Reshift Survey (2MRS) was presented at 218º. American Astronomy Society meeting in Boston, USA.

The Gaia satellite launched in 2013 by the European Special Agency (ESA) completed in 2018 its mission to register the stars and make a 3D map of the Milky Way (photo above), but the result according to Leah Crane, an astronomy expert was “The universe just got even more confused,” he wrote in the new Scientist magazine.

 

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