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Arquivo para a ‘Plataformas’ Categoria

Recorde de armazenamento de qubits

26 Jul

O bit quântico ou qubits, é a unidade de bits para o armazenamento quântico feito na tecnologia mais recente através de fótons.

Os chips de silício, que vem da tecnologia antiga de transístores que oscilam entre dois estados de carga elétrica, 0 ou 5 Volts, somente tem os dois estados, mas os chips quânticos podem ter além do “1” e “0”, um terceiro estado no qual estão “entrelaçados” e isto dá a possibilidade de armazenamento de mais de dois bits num fóton resultado em 3 qubits.

Usando este fato físico da física quântica, cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia da China conseguiram armazenar 18 qubits em apenas 6 fótons entrelaçados, o que é um recorde.

Mas nem tudo deve ser comemorado, enquanto os dois estados simples do qubits é processamento em velocidades praticamente da luz, os entrelaçamentos levam alguns segundos, o que segundo Sydney Chreppler, pesquisador de física quântica na Universidade de Berkeley (EUA), é uma “eternidade” para o processamento da bits quânticos.

A possibilidade de armazenamento quântico não só dará um salto no armazenamento de computadores, mas também nas suas velocidades, já que a velocidade da luz fotons, ainda que seja num meio físico que reduz a velocidade, a fibra ótica ou circuitos correspondentes, o que mudará a potência da computação tornando possível o armazenamento atual em Zettabits (10^21).

O artigo foi publicado na revista científica Physical Review Letters, também está disponível para leitura no servidor arXiv. [LiveScience].

 

Realidade Mista e Inteligência Artificial

24 Jul

Entre as novidades tecnológicas emergentes no ano de 2018 está a Realidade Mista (MR, em inglês Mixed Reality) e a Inteligência Artificial (AI, Artificial Intelligence)
O CEO da Microsoft, Satya Nadella, já apontava como uma das soluções futuras, o HoloLens, uma solução RM + IA que ajuda usuários a fazer coisas antes impossíveis. A capacidade de mesclar os mundos físico e digital (o conceito analógico vale para dispositivos, mas não para o mundo real), faz com que a realidade mista permita construir experiências de pessoas, lugares e coisas independentemente de sua localização física e podem interagir digitalmente, chamo isto de multipresencial.

A Realidade Virtual são ambientes que excluem o mundo real, a Realidade Aumentada é um conteúdo digital que está no topo do mundo real e o conteúdo digital de realidade mista interage com o mundo real.

As empresas prometem, entre elas a Microsoft, incorporar o HoloLens com mais a IA contruindo uma Unidade de Processamento Holográfico ou HPU.
A realidade mista está vingando, além do software disponível junto ao Windows 10, porque as experiências nas experiências de RA e RV, você possa ter o melhor dos dois mundos, RV é encantadora, mas tem um efeito hipnótico e óculos incômodos e a RA falta o realismo.
As experiências futuras deverão incorporar compartilhamento em ambiente de RM,
um aplicativo disruptivo de comunicação social, com experiências que derrubam as paredes do isolamento e quem sabe, dão uma dimensão mais educativa aos games.
A realidade mista poderá conectar as pessoas de maneira significativa, convincente e cheias de conteúdo, o multipresencial nos unirá, aguardem um novo aplicativo.

 

Zero UI – interfaces do Futuro

23 Jul

Na definição simplificada de Andy Goodman Zero UI é o uso da percepção de um objeto para a manipulação de um objeto projetado em um outro ambiente – real ou virtual. Leia o resto deste post »

 

Novidades no Google News

02 Jul

Após vários anúncios, finalmente na segunda quinzena de maio o Google lançou seu novo aplicativo, somente agora consegui dar uma olhada no aplicativo que substitui o Google Play Newsstand, agora com uso de Inteligência Artificial.

O aplicativo trabalho em usar aprendizado de máquina para treinar algoritmos que vasculham notícias de modo complexo e recentes e divide-as num formato de fácil compreensão, com cronogramas cronológicos, notícias locais e histórias apresentadas numa sequencia de acordo com a evolução dos fatos, por exemplo, o início de uma partida de futebol, seus lances mais importantes, o resultado e as consequências.

Esta seção que são notícias que os algoritmos julgam importantes para você tem o nome For You (Para você no Brasil, e Para si em Portugal), seguem mais 3 seções assim divididas:

A segunda seção é chamada Manchete, onde as últimas notícias e temas específicos são apresentadas. Aqui, existe uma subseção onde o usuário pode escolher ler a notícia pela Cobertura Completa do Google, em que o Google divide-a em itens, numa variedade de fontes em Mídias sociais, permitindo saber onde e quando aquilo aconteceu.

A terceira seção mostra os favoritos, como os principais tópicos que o usuário costuma acessar, a IA tem grande trabalho ai, vai nas fontes favoritas do proprietário, salva histórias para leituras mais tarde e guarda pesquisas de acordo com a localização dos textos.

E por fim o White Play (Play Branco) que é a adição do novo Google news, que permite que o usuário acesse e assine serviços com conteúdos premium em Sites voltadas à notícias.

Enquanto uma parte da crítica continua a duelar com os velhos esquemas de notícias dirigidas ou enlatadas, vinculadas a grupos editoriais, o mundo das notícias personalizadas evolui.  

 

Assistentes pessoais chegam ao consultório

27 Jun

Em alguns consultórios médicos já se utilizam o Google Home, Assistant e Translate, além da indispensável Agenda, quem a começa a utilizar não a deixa mais, evita conflitos de horários e avisa esquecimentos, mas a ideia agora é integrar estes ambientes no “Medical Digital Assist”, desenvolvido pelo médico Steven Lin da Universidade de Stanford feito junto ao CNBC.
Segundo o site da CNBC, o projeto esta no grupo de saúde do audacioso projeto Google Brain, parte da divisão da Google em inteligência artificial, tendo como seu “objetivo ambicioso” de implantar testes com pacientes de saúde externos antes do final de 2018.
O objetivo principal, entretanto, é auxiliar os médicos em seus relatórios e prontuários médicos, antes de iniciar os estudos a Escola de Medicina de Stanford fez um levantamento onde verificou que os médicos perdem de 6 a 11 horas de seus trabalhos diários para documentar os históricos clínicos dos pacientes, por isto muitas vezes é mais fácil perguntas, mas as respostas dos pacientes podem ser imprecisas ou ignorar dados relevantes.
O problema da precisão é fundamental, o site da CNBC explica a diferença entre uma interpretação e “hipo” ou “híper” pode ser fatal, hipoglicemia é exatamente o oposto de hipoglicemia, se o médico não verificar isto cuidadosamente, inclusive na interpretação em IA.
A primeira fase deste estudo está prevista como conclusão em agosto, Lin disse que ambas as partes planejam renovar a colaboração para a segunda fase por ao menos por um ano.

Consta-se que a Microsoft e a Amazon também estão desenvolvendo sistemas semelhantes me inteligência artificial, e o foco principal permanece em elaborar os relatórios clínicos.

 

Uma visão de assistentes pessoais

25 Jun

É emergente os assistentes pessoais em diversas empresas e aplicativos, destacam-se pela popularidade o Siri da Apple, o Cortana da Microsoft, o Alexa da Amazon, Google Now e os ambientes menos conhecidos porém que dão suporte a muitos desenvolvimentos como o Speaktoit e o DialogFlow.

O assistente de voz, como prefiro chamar, o Cortana agora associado ao Windows 10, tem este nome devido o personagem da série Halo, com Jen Taylor, dubladora da personagem, que empresta sua voz ao assistente pessoal (Foley, 2014).

Siri é um aplicativo no estilo assistente pessoal Apple, ou seja, para iOS, macOS e watchOS, sendo assim, disponível para iPhone, iPad e congêneres.

Speaktoit tem algo a mais, por um assistente ativado por voz e que tem um avatar na tela. O assistente é na verdade, um personagem de desenho animado que fala com citações em bolões e dá a você alguma uma aparência de interação humana interessante.

No final de 2014 este assistente tinha mais de 13 milhões de usuários em 11 idiomas diferentes, numa categoria de 6 aplicativos chamados LifeStyle (estilo de vida) foi o principal aplicativo entre os utilizados pelo Google Play nos EUA.

Em setembro de 2014, o Speaktoit lançou o api.ai (mecanismo de habilitação de voz que aciona o Assistente) para a quaisquer desenvolvedores, que permitam tanto o uso de avatares com a adição de interfaces de voz a aplicativos baseados em Android, iOS, HTML5 e Cordova.

Embora descontinuado em dezembro de 2016, a API.ai utiliza suas funcionalidades e está integrada ao dialogFlow, que pode ser considerado com sua continuidade.

Referências:

Brandon, John. Speaktoit Review, Laptop magazize, 2013.

https://www.laptopmag.com/reviews/apps/speaktoit

Foley, Mary Jo «Microsoft’s ‘Cortana’ alternative to Siri makes a video debut», ZDNet, 2014.

Tolentino, Mellisa “New platforms, upgrades simplify life for IoT developers”, siliconANGLE, 2014.

 

O primeiro Hub de computadores quânticos

30 Mai

A Unidade do Estado da Carolina do Norte foi a escolhida pela IBM para ter o primeiro Hub de computação quântica (Q Hub que se tornam parte da Q Network da IBM), assim como as primeiras redes que ligavam algumas universidades.

A ARPANET ligava em 5 de dezembro de 1969, o Agência de Pesquisa do Departamento de Defesa Americano, a Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), o Instituto de pesquisa de Stanford (SRI) em Menlo Park, a Universidade de Califórnia, Santa Barbara (UCSB) e a Universidade de Utah (foto)

Os alunos, professores e pesquisadores poderão acessar o supercomputador de 20 bits da IBM para resolver problemas clássicos de computação, que levariam muito tempo para processar, agora serão feitos em poucos minutos dependendo do problema.

Bob Sutor, da IBM Research afirmou “não podemos criar um computador com 10% dos átomos da Terra, mas ainda assim, com o computador quântico podemos representar exatamente estas informações”, conforme publicação na Techinician Online.

O plano da IBM é mais audacioso, com empresas e universidades da Fortune 500 irá trabalhar para resolver problemas maiores mais rapidamente através da Q Network, por enquanto a NC State estará colaborando com organizações locais para resolver equações complexas.

O corpo docente da NC State está desenvolvendo cursos tanto universitários quanto para que graduados possam usar a computação quântica para construir seu conhecimento antecipando à estreia operacional do hub neste outono (em setembro).

 

Estamos tão conectados assim

24 Mai

O chamado fenômeno do “mundo pequeno”, trabalhado e tratado em Redes Sociais (não confundir com as mídias de redes sociais) é a ideia de que todos possam estar conectados através de apenas seis graus de separação, e isto inspirou não apenas cientistas, mas também artistas, jornalistas, empresários e o público em geral desde que a ideia surgiu numa peça de John Guare em 1990.

Apesar das aparições recentes deste conceito nos meios de comunicação, ilustrando a crença generalizada de conectividade universal, há também a controvérsia sobre a mesma alegação, e o modelo de redes sem escala de Barabási é uma delas, ainda que seu livro Linked: a nova ciência dos networks (2009) seja a melhor leitura do tema.

Dois exemplos citados são o “Xing”, uma rede de possíveis assinantes com referência à ideia de “seis graus de separação”, e a tentativa da rede de televisão norte-americana ABC de conduzir sua própria versão de um experimento para testar a mesma ideia, através de uma iniciativa de caridade com “seis graus” usando o conceito em seu site na tentativa de coletar doações para uma rede de várias instituições de caridade.

Embora o experimento de Milgram já tenha tratado do assunto, um manuscrito de  Pool e Kochen (Contacts and influence Social Networks, 1 (1978)) que circulou por volta de 1958 teria sido a primeira versão da ideia, mas o mesmo só foi publicado 20 anos depois, então nem todos dão crédito.

O importante do trabalho de Pool e Kochen é que tentaram dar uma estrutura matemática a suas “redes de contato” seguindo caminho de outros teórico como o matemático a. Rapoport (Spread of information through a population with socio-structural bias: I. Assumption of transitivity, 1953).

Uma brincadeira para fazer esse teste é usar o “Oráculo de Bancon” (de Kevin Bacon) que está no site oracleofbacon.org e obter a ligação do Papa Francisco com Toshirô Mifune, por co-atuações em filmes, o papa já participou de dois filmes (veja acima).

 

 

Uma forma de avançar na educação

19 Abr

As educações básicas precisas como disseram no primeiro postde empatia, capacidade de resolver conflitos e não será possível com a educação on-line atingir os níveis de escolarização para as faixas etárias mais baixas, mas a partir da primeira escolaridade.

Chamo isto a idade até os 10 ou 12 anos, já é possível observar que o ensino on-line ajuda e pode ser de grande avanço, em especial para crianças que vivendo em países periféricos tenham capacidade de rendimento escolar acima do que seria próprio da sua idade, claro esta criança deve desfrutar de canais de empatia e sociabilidade normais da sua idade.

Porém no nível superior é que podemos ter saltos maiores de qualidade e propiciar uma alta escolarização em escala mundial, só para dar um exemplo, a Índia que ainda tem níveis de saúde e pobreza alarmante é um país gerador de cérebros e estudantes de alto nível.

Os MOOCs (Massive Open Online Curses) é um tipo de curso aberto oferecido por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de cursarem sem a presença física em universidades e sem custos de moradia, transportes, etc.

Um fake News rodou este universo dizendo que os MOOCs nasceram em 2012 e faleceram em 2014, mas isto não é verdade, os números comprovam isto: os números atuais segundo o site Central-Class, o número de estudantes online é de 58 Milhões, distribuídos em mais de 700 universidades, em 6850 cursos, também os gráficos deste site mostram valores crescentes.

No Brasil grandes universidades já possuem cursos on-line, por exemplo: a FEA, da USP, tem um curso de  Fundamentos de Administração (FEA/USP), disponível na plataforma Veduca, de educação online do Brasil, o curso gratuito é destinado a quem deseja aprender a administrar, outro curso é Responsabilidade Social e Sustentabilidade das Organizações (PUC/RS), curso da PUC do Rio Grande do Sul disponível na Miríada X, a Fisica de São Carlos tem o curso Física Básica (IFSC/USP), o curso tem carga horária de 59 horas divididas em 26 aulas e a UnB tem o curso Bioenergética (UNB),  que permite ao interessado optar por apenas assistir às aulas ou obter o certificado.

 

O (im)possível futuro da humanidade

11 Abr

Critica a parte dos tecnoprofetas, é possível fazer especulações, no campo das hipóteses, portanto, sobre o futuro da humanidade, este é o livro mais recente de Michio Kaku, onde ele explora em detalhes ricos de possibilidades físicas e teóricas como a humanidade poderá, em passos graduais e com certeza olhados por comitês éticos, desenvolver uma civilização sustentável no espaço sideral.

É preciso dar alguns passos atrás e ver quanta coisa já conseguimos, através da leitura de outro livro deste renomado físico e alguém que vai no campo das hipóteses com fundamentos e base teórica para as especulações.

No seu livro de 2008, em boa tradução portuguesa do Editorial Bizâncio, seu livro “A física do impossível” mostra em que campo está a física, os avanços já conhecidos e os prometidos.

Depois de passar pelos grandes físicos do século XIX, James Maxwell, que questionou o fato dos campos magnéticos poderem se tornar elétricos e vice-versa numa clara descontinuidade, e ir até as possibilidades de invisibilidade baseado na nanotecnologia de metamateriais, ele cai na realidade e diz: “a maioria das máquinas nanotecnológicas não passa de meros brinquedos.” (p. 51)

A segunda busca de Kaku é o teletransporte (na foto filmes de ficção), o famoso artigo de Einstein, em que ele e outros colegas põe a prova o fenômeno dos quanta se teletransportarem sem passar por um estágio intermediário, rompe com o princípio Aristotélico ir de A para B passando por C intermediário, foi nos últimos cinquenta anos demonstrado, apesar do questionário de Einstein, Poldoslky e Rosen, razão pela qual ficou conhecido como fenômeno EPR.

A idéia é que se dois elétrons vibram em uníssono, o que é chamado de coerência, estas partículas estão ligadas por um tipo de conexão profunda, chamada “entrelaçamento quântico” (pag. 78), na década de 1980 Alain Aspect na França fez a experiência e comprovou que esta ligação de “entrelaçamento” existe, mas a pergunta é ela transportaria informação?

A resposta de Kaku é categórica: “não podemos enviar uma verdadeira mensagem, ou um código Morse, através da experiência EPR, mesmo que a informação viaje mais depressa que a luz.” (p. 79)

Já postamos sobre os robôs, agora queremos falar sobre a inteligência artificial, escreveu Kaku: “A ironia suprema é que as máquinas podem efetuar com facilidade tarefas que os humanos consideram ´difíceis, como multiplicar grandes números ou jogar xadrez, mas fracassaram quando se lhes pede que efetuem coisas extremamente ´fáceis´ para os seres humanos, como andar numa sala, reconhecer rostos ou tagarelar com um amigo.” (p. 130)

Pega o discurso de Marvin Minsky, do MIT, um dos fundadores da IA, que resumiu o problema do seguinte modo: “A história da IA é engraçada, pois os primeiros feitos reais eram belas coisas, como uma máquina que fazia demonstrações em lógica ou saía-se bem num curso de cálculo.  Mas, depois, começámos a tentar fazer máquinas capazes de responder perguntas sobre os tipos de histórias simples que se encontram num livro do primeiro ano do ensino básico.  Hoje não há nenhuma máquina que consiga isto.” (p. 131).

Exploraremos no próximo post  (im) possibilidades que podem tornar-se reais, na visão de Kaku.