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Arquivo para a ‘Computação – Hardware’ Categoria

Insegurança do hardware da Intel

15 Jan

O armazenamento de dados tinha 3 níveis: a memória externa (HDs), a aMemoriaNucleomemória do computador (as memórias RAMs) e as bem internas antes chamadas Register (ficam no chip) e hoje de memória de núcleo, ficam no núcleo do computador e são as mais rápidas, mas também podem ser janelas para roubo de dados, hoje há um quarto nível que é a externa armazena em nuvens, centro de computação espalhados pelo mundo que vendem estes armazenamentos.
Um erro de produção dos chips da Intel, que chegam a quase 90% dos chips de computadores pelo mundo (o dos smartphones são muito diferentes), acaba de ser pega numa falha de projeto que dá vulnerabilidade para os dados.
A AMD, concorrente da Intel, aproveitou para manifestar que sua memória de Kernel (as memórias do núcleo do computador) não são afetadas por ataques de hackers, e não permite acesso a senhas e outros dados sigilosos da máquina, através dos quais os dados de um computador podem ser roubados.
Segundo afirmou Paul Kocher, presidente da empresa de segurança Rambus, para o New York Times, o problema pode ser maior se o acesso foi em nuvens, onde grande partes dos dados hoje já estão sendo armazenados, isto porque o compartilhamento de máquinas (e com isto compartilhamento das memórias de núcleo) podem ser feitos, mesmo se considerando o protocolo de segurança que evita acesso aos outros níveis de memória.
Problemas de segurança com as gigantes Amazon, Microsoft e Google, além da fabricante de chips Intel poderão sacudir o mercado, além da AMD outras concorrentes orientais devem estar de olho, de nossa parte alertamos para o chave problema.

 

Heidegger e a clareira

08 Jan

O termo é recorrente na filosofia, Platão falava de sair da caverna para aaClareira luz, na modernidade surgiu o iluminismo, e mais recentemente Heidegger falava  da clareira, significando uma abertura no meio da floresta, portanto, a questão da falta de luz e noite escura não é nova.
Mas estudando a etimologia da Clareira, retirando-a da filosofia de Heidegger, ela vem da palavra alemã Lichtung, onde além do significado de clareira na floresta (ele próprio viveu alguns anos na floresta negra da Alemanha), enquanto Licht é a palavra para luz, significará coisas ocultas, ou entes cuja verdade deve vir à tona, assim alguns tradutores usam desvelar.
A clareira é neste contexto o que está oculto dentro de um todo, onde deve emergir o ser, e isto parece mais apropriado a modernidade, visto que a fragmentação onde apenas emerge a parte, é na maioria das vezes oposta ao todo ao qual o ente pertence, assim a questão do Ser.
Assim a verdade, para os dias atuais, existe na abertura da parte para o todo, e é sensível o total fechamento da parte ao todo, não apenas como contexto, mas como parte integrante do Ser, e ao qual é preciso abertura para se chegar a verdade, não a afirmação referente ao objeto, mas a noção primordial da verdade que é a descoberta do ente em si mesmo.
O ente que se descobre, enunciou o próprio Heidegger: “deixa-se ver em seu ser e estar descoberto. O ser-verdadeiro (verdade) do enunciado deve ser entendido no sentido de ser-descobridor” (Heidegger, 1986, 219).
Primeiro vemos esta verdade ontológica como Ser, e não mais como lógica, segundo vemos esta relação entre conhecer o objeto e a própria relação com o Ser, o que na filosofia moderna poderia ser chamada de subjetividade, mas não é porque não são instâncias separadas.
O que se teoriza aqui, em conformidade com a teoria antropotécnica em extensão a sociotécnica, é que ao invés de  tratar a diferença entre pensar o homem como o ente que “tem” objetos, no sentido de ser ele possuidor como as capacidades de falar, e construir objetos “externos”, a concepção ontológica que pensa o homem como “sendo” por meio dos objetos (a linguagem e a produção da sua própria vida e dos meios necessários a ela), permite entender todos os meios não apenas como veículo de transmissão de informações, mas como o modo no qual se manifesta o próprio existir humano, chamamos isto de onto-antropotécnica.
Na foto, artigo de  Andrew Kessel para a revista SingularityHub, faz experimentos de recriação de objetos na vida real por computadores, em impressoras 3D, que é uma recriação dos objetos já ontologicamente criados.

HEIDEGGER, M. Sein und Zeit. 17 ed. Tübingen, Niemeyer, 1986.

 

As tecnologias que vão dominar 2018

28 Dez

Uma sem dúvida que está na ordem do dia, mas deve crescer até 2021, são as Realidades Virtual e Aumentada, com a diferença que a primeira é a criação de um ambiente totalmente virtual enquanto a segunda é uma inserção de virtualidades no ambiente real, o Pokemon Go, segunda versão dos monstrinhos cresceu em 2017.

As estimativas de grupos de pesquisa como o Gartner e TechCrunch, este mercado (RV e RA) aInternet2018vai movimentar mais de 100 bilhões de dólares até 2021, como o ano que vem é de Copa, o Japão por exemplos promete transmissões inéditas para 2022 no Quatar.
A internet das coisas vai aumentando suas possibilidades, quanto pensavamos que a tecnologia de redes 5G estivesse distante nos EUA já está em funcionamento em muitos lugares e poderá ser uma realidade no próximo ano, com isto a internet das coisas que depende desta transmissão eficiência poderá alcançar novos rumos como os sistemas de água, energia de baixo custo e sofisticados sistemas de controle de transito, entrando finalmente o IoT (Internet das Coisas) na vida das pessoas.
Outra preocupação, mas não sabemos se os sistemas se tornarão mais eficientes, são os sistemas de segurança este ano o WannaCry afetou sistemas de telefonia e o FedEX, entre outras, chegando a afetar mais de 150 países, há promessas para 2018.
A produção de dados chegou a 2.5 exabytes por dia (1 exabyte = 10^18 bytes), e a tecnologia do BigData veio para ficar, mas uma aliada importante na manipulação e tratamento destes dados deverá ser a Inteligência Artificial (foto visão de um cérebro poligonal), os agentes inteligentes que dominarão a Web 4.0 deverão aparecer este ano, mas a previsão para tornar-se realidade na Web é para 2020.
Impressora 3D e nanotecnologia já são realidade, mas devem avançar, assim como a realidade precoce da internet 5G, postamos no dia de ontem os aparelhos “novidades”, o smartphone conceitual e a câmera de 360 graus, na tecnologia as vezes de surpresa estas coisas bombam.
A tecnologia faz parte da história da humanidade, postaremos amanhã sobre o ano de 2017.

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A  tecnologia e as más notícias em 2017

27 Dez

O ministro Gilberto Kassab anunciou em janeiro deste ano que a banda larga teriaGoProFusion limite de dados, e a mobilização de usuários e até da Anatel foi imediata, também neste mês a boa e antiga Nokia (agora HMD global) anunciou sua adesão ao sistema Android, que vai se universalizando.
Em janeiro a Sul coreana Samsung admitiu os problemas de explosões com o Galaxy Note 7.
Fevereiro foi marcado por uma série de smartphones, como o revivido design do Nokia 3310, sem o mesmo sucesso imediata da primeira geração o Pokemon GO chegou ao mercado.
Em março a Nintendo lançou a console Switch, o ZenFone 3 Zoom é lançado no Brasil, e também os Galaxys S8 e S8+.
Abril foi o mês do alerta, a brincadeira de mal gosto Baleia Azul começou a se proliferar, também houve o caso do menino do Acre que deixou mensagens criptografadas e sumiu.
Maio foi o mês do vírus ransomware Wanna Cry, que afetou Telefonia e o FedEx europeu, em 3 dias o vírus foi neutralizado, mas a cobrança em bitcoins por arquivos capturados rendeu alguns milhões provavelmente, o autor ainda não foi identificado.
Em junho variações do WannaCry afetaram possível que a origem tenha sido na Rússia.
Em julho aparece o aplicativo de mural virtual Sarahah, o app é polêmico porque diferente dos spinners (anúncios virtuais), permite o anonimato que pode ser fonte de golpes.
Em agosto Andy Rubin, considerado pai do Android, lança o conceito de Essential Phone, mas como a maioria dos projetos Big Thing no mundo digital, ainda carece de evoluções.
Setembro foi o mesmo dos iPhone 8 e 8 Plus, e também uma edição comemorativa dos dez anos a versão iPhone X, mas a Chinesa Xiomi com o Mi Mix 2, e o ZenFone 4 apareceram no mercado.
Uma nova tentativa de modelo revolucionário foi o GoPro Fusion (foto acima), com câmera 360 graus.
Outubro o Google lança o Pixel 2 e o Pixel 2XL, após a compra desta divisão da HTC.
Novembro os lançamos começam a rarear, mas a Razer lançou o Razer Phone, e a Tesla lançou o caminhão semi automático e elétrico, mas ainda sujeito a evoluções.
Dezembro traz a pior notícia, a ideia de Trump de tirar a neutralidade da internet (empresas teriam mais “banda”) começa a prosperar, seria o fim e a total mercantilização ? esperamos que não, enquanto tecnofóbicos apenas criticam o mundo digital, os monopólios avançam.

 

Complexidade, consciência e máquinas

10 Out

Tanto a complexidade como a consciência são fenômenos que pertencem a natureza AiBladeRunnerbiológica, conforme afirma Searle “é um fato objetivo do mundo a existência de certos sistemas – os cérebros – que são munidos de estados mentais subjetivos, e é físico o de sistemas semelhantes possuírem traços mentais”, por isso a dicotomia infernal entre cultura x natureza é tão capital no modelo liberal-idealista.

Isto aproxima Searle da intencionalidade, categoria capital de Franz Brentano e intermediária da fenomenologia de Husserl, porém é uma “intencionalidade” definida como “a capacidade biológica fundamental do espírito de pôr o organismo em relação com o mundo”, e mesmo que isto seja “colocado” nas máquinas, as mesmas carecem desta subjetividade do espírito.

É diferente quando falamos de atos intencionais como atos de linguagem, uma frase ou mesmo sons que podem ao sair da boca serem gravados ou marcados em uma folha de papel, é um objeto físico na origem como outro, mas enquanto a capacidade de representar alguma coisa já não é intrínseca, por exemplo, se for um sentimento, uma crença, ou um desejo. 

A intencionalidade na máquina só existe enquanto estado, ato ou ação, nunca como sentimento, desejo ou crença, lhe é inerente que um estado conduza a outro, mesmo que seja um estado de repouso, mas nunca o de sentimento, se ele existe é simulado.

Escreve o autor “a capacidade que têm os atos de lingua­gem de representar objetos e estados de coi­sas do mundo é uma extensão das capaci­dades biologicamente mais fundamentais que tem a mente (ou o cérebro) de pôr o organismo em relação com o mundo por meio de estados mentais tais como a crença ou o desejo, e em particular através da ação e da percepção”.

A ideia de que isto pode ser objetivo e será simplesmente um ato maquínico é tão estranha quanto a digestão ou gustação, não se trata da dificuldade de imitar estes sentidos por máquinas, talvez um dia seja possível, mas o fato que ainda que façam o que biologicamente uma pessoa faz será um ato químico-físico e nunca mental.

Podem se fazer até as máquinas sonharem como em Blade Runner, ou ensinar o “amor” como em A.I. (dirigido por Spielberg em 2001), ainda assim será um estado cibernético e não mental.

Em breve exploraremos a complexidade, ela também tem uma origem na biológica.

 

O futuro de máquinas pensantes 

05 Out

Fizemos questão de fazer as classificações entre cyborgues, androidesaRayKuzweil e humanoides (post), mostrando que os híbridos ainda são uma ficção para alguns e um delírio para outros, como a nosso ver é o ponto de singularidade de Raymond Kurzweil.
Pontos de singularidade m(é bom dizer tecnológico, pois existem outros) seria aquele ponto onde haveria uma superação do humano biológico para um pós-humano tecnológico, de silício ou ainda algo mais futurista, fotônico ou neo-biológico (chips biológicos, por exemplo).
As definições de Raymond Kurzweil são mais claras e precisas sobre tal singularidade, escreveu em 1987 A idade das máquinas inteligentes (The Age of Intelligent Machines ) e depois num delírio ainda maior uma atualização para The Age of Spiritual Machines, onde ele procura encontrar onde estaria o chamado Transcedent Man (documentário de 2009), e ai podemos delinear suas ideias.
Pode-se delinear suas ideias em 4 pontos:  a evolução tecnológica até a sua definição de singularidade é um dos objetivos tangíveis da humanidade (será?) pela progressão exponencial, a funcionalidade do cérebro humano é quantificável em termos de tecnologia e poderá ser construída num futuro próximo (mas é só funcional); os avanços médicos podem manter uma quantidade significativa de sua geração viva o suficiente para que o aumento da tecnologia passe o processamento do cérebro humano (uma coisa não implica na outra, poderia ser feito com gerações futuras), e um ponto que é socialmente interessante que a teoria das evoluções aceleradas.
Esta teoria diz que a teoria das mudanças aceleradas diz respeito ao aumento na taxa de inovação tecnológica  (e às vezes pode ser acompanhada de evolução social e cultural) e sempre este presente na história, o que pode sugerir a mudança mais rápida e mais profunda no futuro, embora isto seja verdade o quão acelerado depende da perspectiva histórica.
Definimos esta evolução como noosfera, uma esfera da mente ou do espírito, fundamentada na ideia de John Searle, que o mental “real e ontologicamente irredutível” ao físico, e que as tecnologias evoluem e aceleram o crescimento humano mas estão separadas por aquilo que Juergen Schmidhuber chama de “singularidade  do ômega”, algo ao mesmo tempo parecido e diferente do ômega de Gregory Chaitin, pois não é um número ou um metanúmero, mas aquilo que Teilhard Chadin (1916) define em sua noosfera como o princípio e fim do humano, mas envolto numa conexão de mentes e espíritos como se fossem vasos comunicantes.
Para Juergen Schmidhuber, o próximo Omega – 2040 (não havia o filme Blade Runner 2049) a partir de sua série Omega – 2^n vidas humanas (n < 10; uma vida – 80 anos) cerca de etapas mais importantes de acontecimentos aconteceriam na história humana.
Ele questionou a validade de tais mudanças, sugerindo que apenas refletem uma regra geral para “tanto a memória individual do ser humano único e da memória coletiva de sociedades inteiras e seus livros de história: quantidades constantes de espaço de memória alocado para obter exponencialmente maior, adjacente intervalos de tempo cada vez mais para o passado”, e trata-se de memória e não a lei de Moore que fala do crescimento de memórias digitais.
Sua sugestão é que a “razão porque nunca houve uma escassez de profetas prevendo que o fim está próximo – os eventos importantes de acordo com sua própria visão do passado sempre parece se acelerarem de forma exponencial”, então tanto profecias antigas quanto modernas não são mais que oráculos que estabelecem esta religação atualizada entre o “ômega” do princípio e fim, anunciando grandes mudanças e ao mesmo tempo conectando-as.
Há um exemplo muito claro da aceleração de Jürgen Schmidhuber, dado no livro de Wurman, “A ansiedade da informação” (1991), onde diz que uma pessoa que leu o New York Times durante um ano, leu mais que o melhor o mais letrado dos homens do século XVIII e anteriores, então é claro que há mais leitura hoje que nos séculos anteriores, mas o pensar …
Referências:
Kurzweil, Ray The Age of Intelligent Machines, 1987.
Kurzweil, Ray Ensaio: A teoria das mudanças aceleradas, 2001.
Markoff, J. When A.I. Matures, It May Call Jürgen Schmidhuber ‘Dad’ New York Times, nov 2017, Disponível em: https://www.nytimes.com/2016/11/27/technology/artificial-intelligence-pioneer-jurgen-schmidhuber-overlooked.html , Acesso em: janeiro de 2017.
Wurman, Richard Saul. Ansiedade de Informação. São Paulo: Editora Cultura, 1991.

 

Robôs autônomos ?

03 Out

Robôs autônomos é a denominação para aqueles que dentro de limites ambientais,autonomosRobot podem realizar os objetivos desejados (por humanos ou por tarefas organizadas em um algoritmo) nestes ambientes desestruturados sem a ajuda humana, por isto o são em certos níveis.

Por exemplo, dentro de uma fábrica onde tarefas mecânicas são realizadas, para evitar acidentes o seu espaço geográfico é limitado e deve detectar algum defeito que possa cumprir determinada tarefa fora do previsto, já um robô espacial deve ter menos limites e ser o mais autonomo possível, por estar sem a possibilidade de uma ação humana direta e ter dificiuldades de comunicação devido a distância.

O projeto chamado SWARM, financiado pela União Européia e que já fizemos um post, agora tem o primeiro sistema multi-robôs de autono montagem que tem coordenação sensório-motor observando robôs parecidos ao seu redor, eles vão variar de forma e tamanho conforme sua tarefa e/ou ambiente de trabalho.

Um ssitema “cerebral” central coordena todos eles, através de um sistema chamado MNS (Sistema Nervoso Combinal, em português), e assim são reconfigurados absorvendo diferentes capacidades mas combinadas por um único controlador central.

Eles também podem se dividir e realizar tarefas de auto reparo, eliminando partes do corpo com defeito, incluindo uma unidade cerebral com algum defeito, claro que pode-se definir que estes defeitos e auto reparos possuem limitações conforme a complexidade.

Em robos autônomos, o aprendizado refere-se a aprender e ganhar novas capacidades sem assistência externa e ajustar estratégias de acordo com o ambiente, o que pode fazer com que sua autonomia aumente, mas pelo que se pode ler do artigo ainda não é o caso.

O modelo atual tem 10 unidades, e os autores apontam no paper publicado na Nature Communications, afirmam que o projeto é escalável, tanto em termos de recursos computacionais para controle robótico quanto tempo de reação para estímulo, dentro do sistema.

Olhando para o futuro, a equipe sugere que os robôs provavelmente serão projetados para adaptação aos requisitos de tarefa em mudança e não mais somente para tarefas específicas.

 

Como andam as pesquisas sobre cyber-cérebros ?

02 Out

Há muita pesquisa mapeando os cérebros, e investigando aspectos deaPreSinapsept como funcionam determinadas funções tais como: a função motora, a visão, e de modo muito especial o da Neurociência Cognitiva estuda a capacidade cognitiva (conhecimento) de uma pessoa, como o raciocínio, a memória e o aprendizado.
Um estudo recente feito pelas universidades de Exeter e Oxford do Reino Unido, em conjunto com a Universidade de Münster na Alemanha, desenvolveu microchips fotônicos que imitiram as sinapses do cérebro humano usando a luz e não mais a eletricidade, como em outros chips.
Os chips são fabricados usando o fenômeno de frequência, mas a partir da mudança de fase combinando nos circuitos fotônicos integrados, projetados para isto, com sinapses podem operar em 1.000 vezes a velocidade das humanas, o que não quer dizer que façam o mesmo.
Os pesquisadores afirmam que é um passo fundamental em máquinas capazes de funcionar e na forma de pensar de forma semelhante ao cérebro uma vez que a fotônica é rápida e de baixo consumo de energia.
David Wright, afirmou para o site da Universidade de Exeter, que o projeto aborda duas questões importantes na computação eletrônisca, tanto a rapidez como a eficiência e os problemas da capacidade nos processamentos paralelos, os mais rápidos de agora: “não só pelo desenvolvimento … novas arquiteturas de computadores tipo cérebro, mas também trabalhando no domínio óptico para aproveitar as enormes vantagens de velocidade e potência da próxima revolução fotônica de silício “.
O trabalho On-chip photonic synapse foi publicado no final de setembro, foi publicado pela revista Science Advances, tendo como autores: Zengguang Cheng, Carlos Rios, Wolfram Pernice, C. David Wright and Harish Bhaskaran.

 

Blade Runner 2049 será melhor

25 Set

Um filme clássico de ficção sem dúvida é Blade Runner, não consideroBladeRunner o melhor e nem o primeiro, pois é preciso lembrar-se de Perdidos no Espaço (1965 a 1968) se pensamos em série de TV e o clássico de Stanley Kubrick 2001: Uma odisseia no espaço de 1968, dito por alguns: “o mais incrível, belo e mentalmente estimulante filme de ficção científica de todos os tempos”.
Para aqueles que conheceram o enredo do filme que está para ser lançado, há algumas coisas novas e estranhas.
Mas Blade Runner trouxe os replicantes, seres híbridos cuja verdadeira identidade robótica é escondida, e somente pelo olho (mais precisamente pela íris poderia ser identificado) e em plena guerra com os humanos, por isto dizem, é o pai de muitas ficções científicas modernas na linha robótica.
Em um cenário cavernoso de Budapeste, numa manhã de outono em 2016, e Harrison Ford – vestindo uma camisa cinza com botões, calça jeans escura e uma careta resistente a Ford – está atirando um encontro crucial em Blade Runner 2049, agora dirigido por Denis Villeneuve..
Pela primeira vez em mais de três décadas, Ford está retomando seu papel como Rick Deckard, o policial de dedos rápidos e de bebidas fortes do filme em 1982, do primeiro  Blade Runner de Ridley Scott.
Por que K (Ryan Gosling no policial caçador de androides) não usa apenas a porta da frente não é exatamente claro, pois o enredo do Blade Runner 2049 é protegido com o tipo de intensidade geralmente reservada para Star Wars. (Mesmo negociando para entrar no set exigiu mais e depois de um teste de Voight-Kampff).
Ana de Armas afirmou que sua personagem é “forte e complexa”, ela “é a amante do agente K, sua melhor amiga, e a única pessoa em quem pode confiar”.
Depois de 30 anos de Blade Runner há alguns detalhes confirmados: o público deixou Deckard machucado e maltratado em 2019 Los Angeles, ele desapareceu, e o oficial LAPD de Gosling está à caça (possivelmente sob o comando de seu chefe, interpretado por Robin Wright, embora ninguém envolvido com o filme diga com certeza).
Enquanto isso há uma nova geração de replicantes – o termo da série para os androides que são construídos por um misterioso inventor chamado Wallace (Jared Leto), que é ajudado por um empregado dedicado, Luv (Sylvia Hoeks).
Isso é praticamente tudo o que a equipe de 2049 está dizendo, não importa o quão educadamente eu pergunte. “Eu nem tenho certeza de ter permissão para dizer que eu tive um bom tempo fazendo isso”, brinca o ator Gosling.
O lançamento está previsto para 5 de outubro de 2017 (Brasil).

 

A mente emergiu da matéria ?  

23 Set

Esta pergunta está no trabalho de Terrence W. Deacon  filósofo, antropólogo e cientistaIncompleteNature cognitivo de Berkeley, em Incomplete Nature: how mind emerge from matter (2013), onde Deacon considera a informação um fenômeno cuja existência é determinada respectivamente por uma ausência essencial, algo como um não realizado que pode ou não vir a ser o realizado. Se no século 19 o grande paradigma foi admitir a existência da energia e sua relação com a matéria, agora modificada por Constantino Tsallis (veja nosso post), o século 20 trás para nós suas dificuldades em assimilar a irrealidade existencial da informação.

Uma explicação completa sobre a real natureza da informação é tal que seria necessário distinguir a informação de relações meramente materiais ou energéticas que também requerem uma alteração de paradigma, então uma alternância forma/fundo que nós chamamos neste blog de in-forma-ação, seria ainda mais fundamentalmente uma visão contra-intuitiva que a exigida pela energia.(DEACON, 2013, p. 373)

Deacon usa para seu argumento, diversos exemplos vindos da biologia e da matemática para justificar sua ideia, em essência emergentes de um nada, na verdade não é nova na filosofia e na ciência, menos ainda na lógica e na matemática, mas ao contrário de Descartes onde a primeira certeza é o Eu, na matemática moderna a primeira certeza é o 0, o conjunto vazio e agora com o digital, o 0 e 1, que emerge uma metamatemática como quer Gregory Chaitin, que já abordamos em outro post.

O modelo de números cardinais do matemático Von Neumann define todos os números literalmente a partir do zero: existe o conjunto vazio. O conjunto do conjunto vazio tem um elemento: o próprio conjunto vazio, Alain Turing e Claude Shannon idealizaram a máquina, mas foi Von Neumann que a construiu, se pensamos que o Mark I e a máquina de Konrad Zuze, não eram mais que calculadoras eletromecânicas.

Um matemático ligado à teoria dos Conjuntos, Ernst Zermelo, embora faça um raciocínio distinto, também parte do zero para chegar a todos os cardinais.

A informação faz parte do homem moderna, não só na cidade, mas agora na chamada Sociedade da Informação, que nós mesmo vamos produzi-la a partir de situações onde identificamos que algo está faltando.

Essa aparenta ser a melhor postura para abordar a natureza da informação. Ela é sempre um quê que falta. Como se a todo instante a realidade estivesse se perguntando: e agora o que falta?, e providenciando o que pode.

Essa ideia é mesmo conhecida para nós. Ser previdente, eficiente, organizado, é sempre ter uma atitude preventiva e pró-ativa em relação a situações possíveis. É um antecipar-se. É detectar o que falta e providenciar. Segundo Deacon, essa lógica perpassa toda a realidade. Além da abundante infosfera em que nos situamos, a informação emergente é uma demanda constante, seja através de seres vivos ou não.

Deacon reivindica a ideia do matemático e teórico da comunicação Claude Shannon, que associou entropia máxima à informação mínima e vice-versa, trazendo a informação para a origem da dicotomia ordem/desordem, tão cara às teorias de sistemas complexos, à matemática do caos e à termodinâmica irreversível das estruturas dissipativas de Ilya Prigogini, Prêmio Nobel de Química de 1977, de onde emergem as ideias de Caos e Complexidade.

Terrence Deacon, Constatino Tsallis e Gregory Chaitin estarão no EBICC, evento da USP no fim deste mês.

DEACON, T. W. Incomplete Nature: the mind emerged from matter. 2013.