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Arquivo para a ‘Computação – Software’ Categoria

Smartphone que reconhece superfície

12 Set

Segundo o site de Saint Andrews, pesquisadores desta universidade EmReuniaoEn criaram um tipo de câmera chamada SpeCam que pode reconhecer a superfície que o smartphone está e definir tarefas diferentes para ele.

Por exemplo, se o telefone tocar e você o coloca de cabeça para baixo no laptop, ele poderia enviar uma mensagem para quem chama dizendo: “desculpe, eu estou em uma reunião” ou se colocar dentro do seu bolso poderia sugerir pra quem chama ligar para outro colega.

O SpeCam é na verdade um programa que permite que os telefones existentes utilizem a função da câmera para reconhecer diferentes materiais aos quais são expostos o smartphones, ligado a um banco de dados que reconhece o tecido e relaciona-o a alguma mensagem.

O trabalho foi apresentado na recente 19ª. Conferência Internacional sobre interação Homem-Computador por Dispositivos Móveis e Serviços, a ACM SIGHI MOBILEHCI 2017, em Viena Austria, na quarta feira 06 de setembro por pesquisadores liderados por Aaron Quigley.

Aaron Quigley, que presidente da Human Computer Interaction desta Universidade, disse: “Este é um exemplo do que chamamos de Computação Discreta ou interação discreta, onde ações sutis e discretas dos usuários podem resultar em formas de interação totalmente novas. Ao treinar e, portanto, reconhecer materiais, todas as superfícies ao nosso redor se tornam uma tela para nossa imaginação “.

O SpeCam usa habilmente a tela / exibição em um smartphone como uma fonte de luz multi-espectral e a câmera frontal para capturar o reflexo do material que foi colocado com a face voltada para cima.

O trabalho “SpeCam: Sensing Surface Color and Material with Front-Facing Camera of a Mobile Device” recebeu um prêmio de menção honrosa no MobileHCI, um dos cinco artigos desse tipo em todo o programa.

 

 

O belo e o líquido

05 Set

A ideia que há uma liquefação da estética na modernidade é tão moderna quanto os conceitosFalsoBelo de liberdade, estado e principalmente: sujeitos e objetos.

Nesta morte da estética, já escreveram alguns autores, o belo é mera exposição do sensível da ideia nas obras de arte, e seria a partir delas que estaria resolvida a contradição, criada na modernidade, entre sujeito e objeto, assim uma obra de arte seria: “o primeiro elo intermediário entre o que é meramente exterior, sensível e passageiros e o puro pensar” talvez fosse este menos líquido, seria “científico”.

Hegel reconhecia na filosofia kantiana um “avanço em relação a outras teorias estéticas”, uma vez que, segundo o filósofo ápice do idealismo, a possibilidade de unificação entre espírito e natureza de daria pela arte, mas recusa-a ao perceber que conduziria a um dualismo insuperável entre sujeito e objeto, em uma síntese meio rude diríamos: “o demônio idealista”.

Mas não supera este “demônio”, dito por Hegel assim: ““… o belo artístico foi reconhecido como um dos meios que resolve e reconduz a uma unidade aquela contraposição e contradição entre o espírito que repousa em si mesmo abstratamente e a natureza. […] a filosofia kantiana sentiu este ponto de unificação em sua necessidade, como também o reconheceu e o representou de modo determinado.” (HEGEL, 2001, p.74)

O livro do filósofo germano-coreano Byung-Chul Han, Die Errettung des Schönen (A salvação do Belo) (Fischer Verlag, 2015, sem tradução para o português) dá um novo fio condutor para a questão do belo, com aquilo que já chamou em outros livros de “falta de negatividade de nossa era”.

Usa em sua linguagem as ideias do “positivo” e “negativo”, para designar o super consumo, quer seja de mercadorias, de informação e de capital, prefere antes a diversidade que a alteridade, antes a diferença que o distinto, e assim no estético o liso ao rugoso, e estética é para Han uma apologia ao liso, o polido, o pornográfico e não o erótico (no sentido do eros).

A subjetividade é confusamente lisa, sem interioridade e dificuldades (sem sofrimento já o dissemos), submete-se a um simplismo que quer tudo aplainar e polir, terapias para superar o medo, a angústia, o culto religioso é o repetitivo e a pura “doutrinação”, leitura sem nenhuma hermenêutica e cheia de exegese antiga e superada, palestras deve divertir e não ensinar, meios de comunicação são confudidos com os seus fins (que é para-comunicação) .

Os liquefeitos é que liquefazem tudo, para ficarem segundo sua lisura, sua feiura e sua ausência de negatividade e contradição, é mais que idealismo é “puro idealismo”, corpos que parecem bonecos, rostos sem expressão ou de expressão única, ausência da mímesis, voltaremos a ela, mas aqui basta o repetitivo, imitativo, mera representação, falsa receptividade, ato de se assemelhar, e no fundo a-presentação do eu (não alter).

 

HAN, B.C. Die Errettung des Schönen (A salvação do Belo), DE: Fischer Verlag, 2015.

HEGEL, George W. Cursos de estética. São Paulo: Edusp, 2001.

 

A mente emergiu da matéria ?  

04 Set

Esta pergunta está no trabalho de Terrence W. Deacon  filósofo, antropólogo e cientistaIncompleteNature cognitivo de Berkeley, em Incomplete Nature: how mind emerge from matter (2013), onde Deacon considera a informação um fenômeno cuja existência é determinada respectivamente por uma ausência essencial, algo como um não realizado que pode ou não vir a ser o realizado. Se no século 19 o grande paradigma foi admitir a existência da energia e sua relação com a matéria, agora modificada por Constantino Tsallis (veja nosso post), o século 20 trás para nós suas dificuldades em assimilar a irrealidade existencial da informação.

Uma explicação completa sobre a real natureza da informação é tal que seria necessário distinguir a informação de relações meramente materiais ou energéticas que também requerem uma alteração de paradigma, então uma alternância forma/fundo que nós chamamos neste blog de in-forma-ação, seria ainda mais fundamentalmente uma visão contra-intuitiva que a exigida pela energia.(DEACON, 2013, p. 373)

Deacon usa para seu argumento, diversos exemplos vindos da biologia e da matemática para justificar sua ideia, em essência emergentes de um nada, na verdade não é nova na filosofia e na ciência, menos ainda na lógica e na matemática, mas ao contrário de Descartes onde a primeira certeza é o Eu, na matemática moderna a primeira certeza é o 0, o conjunto vazio e agora com o digital, o 0 e 1, que emerge uma metamatemática como quer Gregory Chaitin, que já abordamos em outro post.

O modelo de números cardinais do matemático Von Neumann define todos os números literalmente a partir do zero: existe o conjunto vazio. O conjunto do conjunto vazio tem um elemento: o próprio conjunto vazio, Alain Turing e Claude Shannon idealizaram a máquina, mas foi Von Neumann que a construiu, se pensamos que o Mark I e a máquina de Konrad Zuze, não eram mais que calculadoras eletromecânicas.

Um matemático ligado à teoria dos Conjuntos, Ernst Zermelo, embora faça um raciocínio distinto, também parte do zero para chegar a todos os cardinais.

A informação faz parte do homem moderna, não só na cidade, mas agora na chamada Sociedade da Informação, que nós mesmo vamos produzi-la a partir de situações onde identificamos que algo está faltando.

Essa aparenta ser a melhor postura para abordar a natureza da informação. Ela é sempre um quê que falta. Como se a todo instante a realidade estivesse se perguntando: e agora o que falta?, e providenciando o que pode.

Essa ideia é mesmo conhecida para nós. Ser previdente, eficiente, organizado, é sempre ter uma atitude preventiva e pró-ativa em relação a situações possíveis. É um antecipar-se. É detectar o que falta e providenciar. Segundo Deacon, essa lógica perpassa toda a realidade. Além da abundante infosfera em que nos situamos, a informação emergente é uma demanda constante, seja através de seres vivos ou não.

Deacon reivindica a ideia do matemático e teórico da comunicação Claude Shannon, que associou entropia máxima à informação mínima e vice-versa, trazendo a informação para a origem da dicotomia ordem/desordem, tão cara às teorias de sistemas complexos, à matemática do caos e à termodinâmica irreversível das estruturas dissipativas de Ilya Prigogini, Prêmio Nobel de Química de 1977, de onde emergem as ideias de Caos e Complexidade.

Terrence Deacon, Constatino Tsallis e Gregory Chaitin estarão no EBICC, evento da USP no fim de outubro.

DEACON, T. W. Incomplete Nature: the mind emerged from matter. 2013.

 

O problema da consciência e algoritmos

24 Ago

O matemático e cientista da computação Gregory Chaitin, que é argentino-americano eChaitin está na Universidade Federal do Rio de Janeiro, formulou ainda jovem a partir da complexidade de Kolmogorov, contribuições na formulação de uma teoria da informação algorítmica e meta-matemática, que foi desenvolvida a partir da formulação do teorema da incompletude de Gödel, já citado aqui nos posts anteriores e sua relação com a Máquina de Turing e Alonzo Church, que deu origem a computação digital moderna.

Chaitin definiu uma constante que leva seu nome e usa o símbolo Ω, um número real cujos dígitos são equidistribuídos, e que é por vezes informalmente descrito como uma expressão da probabilidade de que um programa aleatório será interrompido.

A constante Ω tem a propriedade matemática de ser decidível, mas não computável podemos dizer separa o problema de Hilbert-Gödel do problema de Turing/Church, mas mais do que isto, dá uma chave para resolver problemas no campo da biologia (a obtenção de uma definição formal de “vida”, origem e evolução) e neurociência (o problema da consciência e do estudo da mente).

Em epistemologia, Chaitin propôs que tanto na lógica matemática quanto  na teoria dos algoritmos, os “fatos matemáticos que são verdadeiras por qualquer razão, eles são verdadeiros por acidente. Eles são fatos matemáticos aleatórios”. Chaitin propõe que os matemáticos devem abandonar qualquer esperança de provar esses fatos matemáticos e adotar uma metodologia semi-empírica.

Neste sentido cria uma metafísica da matemática, ou uma metamatemática, capaz de elaborar algoritmos que proponham uma lógica da vida e até mesmo da consciência, a partir daí são possíveis os estudos da biologia e da mente por formulações desta metamatemática.  

Gregory Chaitin estará na USP no evento EBICC, no início de novembro deste ano abordando o tema da consciência a partir de sua perspectiva.

 

 

Sistemas Autônomos e Inteligentes

23 Ago

A autonomia ligada a área de Inteligência Artificial (AI) foi mudando de SistemasAutonomosconotação ao longo do tempo, e hoje podemos dizer que está ligada a ideia genérica de interação com informações e ambientes sociais, o que é claro é um pouco vago demais

Então criar relações entre o campo de desenvolvimento de Agentes Inteligentes e Autonomia, assuntos que tem uma formalização bastante consistente em Agentes Inteligentes é uma boa ideia, e torna o conceito menos abstrato.

De acordo com Nicholas Jenning (2000) “a computação baseada em agentes representa uma nova síntese excitante, tanto para Inteligência Artificial (IA) quanto, em geral, na Ciência da Computação. Possui o potencial de melhorar significativamente a teoria e a prática de modelagem, concepção e implementação de sistemas informáticos.  No entanto, até esta (aquela) data, houve uma pequena análise sistemática do que torna a abordagem baseada em agente um modelo computacional tão atraente e poderoso. Além disso, ainda menos esforço foi dedicado a discutir as desvantagens inerentes decorrentes da adoção de uma visão orientada por agente. Aqui, ambos os conjuntos de questões são explorados.

Um ponto bastante importante, e pouco explorado ainda, mas citado por Jenning é a questão da interação social, afirma o autor: “”O ponto de vista desta análise é o papel do software baseado em agente na resolução de problemas complexos do mundo real. Em particular, argumentar-se-á que o desenvolvimento de sistemas de software robustos e escaláveis requer agentes autônomos que possam completar seus objetivos, situados em um ambiente dinâmico e incerto, que possam se envolver em interações sociais ricas e de alto nível e que possam operar dentro de Estruturas organizacionais flexíveis”.

Um campo que não é bem explorado é se os robôs e sistemas inteligentes que têm uma interação social efetiva podem ser “conscientes” dessa interação, no sentido fenomenológico, que diz que só há consciência de “algo” que sua atividade direcionada a certos objetos.

Esta será nossa próxima questão.

Jenning, Nicholas. On agent-based software engineering .  Artificial Intelligence 117, Science Direct (Elsevier licence), 2000.

 

Histórias desconhecidas da computação

21 Ago

Charles Babbage construiu duas máquinas chamadas Analytical Engine e Diferential Engine,MEMEX estas máquinas, suas sistematizações e pensamentos não teriam chegadas até nós não fosse o trabalho paciente de Ada de Lovelace (1815-1852), filha de Lord Byron que compilou e organizou o trabalho deste pioneiro, tornando-o compreensível aos matemáticos da época.

Mais tarde David Hilbert (1862-1943) listou 23 problemas matemáticos sem soluções, dos quais um deles era organizar um sistema algébrico de modo a resolver a questão da computabilidade de problemas por algoritmos, Kurt Gödel pensando neste problema cria um paradoxo sobre a completude de sistemas, afirmando que não poderá provar tendo a prova por uma asserção dentro do sistema, então problemas de consistência debilitam tais sistemas.

Assim era necessária que a lógica além de ser construída com boas propriedades: tivesse consistência (ausência de contradições), completude (qualquer proposição  seria ou verdade ou falsa de forma exclusiva) e o sistemas fossem decidíveis (existência dum método permitindo estabelecer se uma fórmula qualquer  determinasse se a formula era verdadeira ou falsa).

Esta última propriedade foi chamada por Hilbert como o “entcheidungsproblem”, ou problema da “decisão”.

Alan Turing e Claude Shannon trabalhando em maquinas de codificação (para mensagens do governo americano) e decodificação (uma máquina chamada Enigma foi capturado do exercito de Hitler), como ambos os projetos eram secretos, se encontram em refeições e intervalos do trabalho, conforme indica o livro de James Gleick e conversam sobre o problema proposto por Hilbert e não solucionado por Gödel, um documento secreto prova esta passagem de Turing, que era inglês, pela Bell Laboratories, onde trabalhou em decifrar o código da máquina Enigma.

Durante o trabalho de Claude Shannon no laboratório de Vannevar Bush, este sugeriu a ele a Álgebra de Boole.

Shannon neste período trabalhou como monitor no MIT no laboratório de Vannevar Bush, que havia proposto uma máquina “de leitura” chamada de MEMEX (apareceu na revista TIME – foto) não era propriamente um computador, mas uma máquina para cruzar informações de livros (a máquina do seu laboratório era para traçar gráficos estatísticos).

Mais tarde usando o modelo do matemático Alonzo Church que finalizou o projeto de Alain Turing , e a chamada Máquina de Turing é na verdade baseada no modelo de Turing/Church.

O modelo de Norbert Wiener eram máquinas de modelos eletrônicos de feedback, embora seja ele que fundou a Cibernética, a ideia era de criar modelos para movimentos e transformá-los em modelos de solução de problemas, eram contemporâneo de Vannevar Bush do MIT.

 

A animação no oriente

10 Jul

Ainda que cresçam os vídeos de internet e a disponibilização de filmes em canais Narutopagos e sites aluguel online como o Netflix, o cinema ainda mostra vigor mesmo em países onde a tecnologia é de ponta, caso do cinema japonês, com a bilheteria de “Your Name” (Kimi no na wa), que chegou a 180 milhões de espectadores em 2016.

O que deve ser olhado é a mudança de linguagem, e o morfismo dos personagens, mais humanos, que também não estão longe dos famosos (entre os jovens) desenhos, podem-se citar Digimon Adventure, Naruto, Pokémon, Sailor Moon, Cowboy Bebop, Dragon Ball Z, Dragon Ball GT, Os Cavaleiros do Zodíaco, Sakura, Hamtaro, Digimon, Beyblade e Inuyasha.

Além dos já famosos desenhos de mangá, os desenhos dos filmes animados são muito coloridos, ricos em detalhes, com roupas elegantes, mas originais, e embora as histórias sejam irreais (não confundir com virtuais), os heróis cuidam das cidades e valorizam a imaginação com poderes especiais, que atraem crianças e adolescentes, num mundo carente de utopias e fantasias, não é de se imaginar o porquê de tanto sucesso.

O filme, Kimi no na wa (Seu nome), faturou cerca de 76 milhões de dólares na China, desde a estréia dia 2 de dezembro,

A distribuidora Toho do filme Kimi No Na Wa, disse que as vendas de bilheteria na China superaram os 9 bilhões de ienes, ou cerca de 76 milhões de dólares, desde a estréia no dia 2 de dezembro. 1 milhão de dólares na conservadora Tailândia.

Dirigido por Makoto Shinkai, conta uma história de amor de dois jovens do ensino médio, e que trocam de corpos, passando a viver uma aventura rica em fantasia e sentimentos, teve o lançamento no final de 2016 em 91 países, incluindo a França e Coréia do Sul, mas ainda sem data para o Brasil.

 

 

Arte digital, meditação e futuro

28 Jun

Uma das exposições mais radicais de arte digital foi feita por Nicolas Maigret e ThePirateCinemaBrenda Howell, intitulada “The Pirate Cinema”, usa trocas em sistema bit-torrente P2P e telas onde se exige o usuário que está baixando e as fontes dos filmes, com os IP (endereço de internet) mostrados nos cantos direitos de três telas, sendo o ambiente escolhido para o projeto de arte o “Torrente Freak”, e pode ser vista online pelo link da exposição (foto ao lado).

O conceito mais raso de arte digital é aquele que pode ser encontrado também no Wikipedia, que diz que é aquela produzida em ambiental gráfico computacional, também é citado lá a definição de Wolf Lieser, segundo o qual: “Pertencem à arte digital as obras artísticas que, por um lado têm uma linguagem visual especificamente mediática e, por outro, revelem as metacaracterísticas do meio”, esta mais ampliada que à anterior.

Mas ambas remente a um conceito bem mais complexo que lhe é anterior: o que é arte ? Haveria uma propósito metafísico, simbólico ou linguístico na arte ? ou algo mais ainda ?

Já esclarecemos a falsa dicotomia entre objetividade e subjetividade da arte, também a dicotomia utilidade e inutilidade, uma vez que esta depende somente da perspectiva de leitura, vejam a fonte de Duchamp, e ainda teria mais a questão de metacaracterísticas, dita acima, mas na verdade não são as características que são ultrapassadas, mas o próprio meio que é um metameio, isto é, podem acontecer de forma indireta todas as artes anteriores.

Exemplo destes metameios são as fotografias digitais imediatamente reveladas e facilmente trabalhadas por software, as edições de vídeos e a produção textual em qualquer estilo.

A questão da reprodutibilidade técnica da obra de arte deve-se entender que é anterior a era digital, a obra de Walter Benjamin, falecido em meio a segunda guerra mundial, já definia bem o novo perfil da arte anterior ao digital: “O extraordinário crescimento que os nossos meios experimentaram em suas habilidades de adaptação e precisão impõem significativas mudanças, em futuro próximo, à antiga indústria do belo”, citando Paul Valery em seu trabalho Pièces sur l’art (p. 103-104), portanto não é isto que difere a arte digital.

Talvez uma conotação ainda pouco compreendida destes metameios é a sua ubiquidade, ou seja, a multipresença, e isto poderá acelerar o processo de contemplação da arte, claro que alguns questionam se isto é arte, mas o tempo dirá que é e mais ainda o público crescente, como mostra a popularização por exemplo, da arte fotográfico, nos bilhões de usuários do Instagram, com fotos sem dúvida alguma artísticas, nem todas é claro, mas aos milhares.

Se a contemplação do belo leva a meditação então talvez seja um tempo de meditação, ainda que alguns possam dizer que é líquida, talvez porque não seja tão útil, mas usar bons vídeos ou imagens digitais para meditar pode ser útil.

 

O ataque hacker mundial

15 Mai

Já é o maior ataque mundial, os números contabilizados até o domingo (14/05) jáConfigurarUpdate ultrapassavam 200 mil computadores infectados em 150 países, mas como todo vírus digital não há prazo para ele acabar a menos que os sistemas estejam protegidos definitivamente, por isto a atualização é tão necessária.

O tipo de vírus um ransonware, um malware que se instala no computador, faz a encriptação de todos dados e os bloqueia exigindo pagamento (neste caso em bitcoins, moeda digital) e não permite que você acesse seus próprios programas e dados.

Foi chamado pelos próprios hackers de Wanna Cry, considerado um malware de alto-nível, distribuído como Deep Web, e as informações dizem que foi uma adaptação de um programa do NCSA americano (departamento de inteligência) e este seria justamente para encriptar e capturar dados de cidadãos e empresas.

Para quem tem facilidade no uso do ambiente Windows, indo em configurações você vai encontrar a tela Atualização e Segurança (Windows update) e deve aguardar a atualização que pode demorar um pouco, mas vai atualizar também o Windows Defender, que na versão atual já tem a vacina contra este vírus.

Se o programa não atualizar completamente, é porque seu Windows não é original, então significa que ainda assim não estará seguro.

Sobre a possibilidade de encontrar os responsáveis diversos caminhos devem estar sendo tentando, no entanto os investigadores não vão divulgar as estratégias, mas que basicamente podem ser três: rastrear a origem histórica do ataque, rastrear de onde estão vindo os ataques atuais e mecanismos não convencionais de verificar o uso dos bitcoins, já que são pseudônimos (pseudo-moedas) que devem ser transformadas em produtos ou moedas existentes para serem resgatados os valores do sequestro de dados feitos pelos hackers.

É cada vez mais importante manter cópia de dados em backups em nuvens ou um HD externo.

 

Anticoncepcional tabelinha 2.0

28 Mar

Nossos avós e os pais dos mais velhos usaram o método baseado no controle do ciclotabelinha de fertilidade, chamado popularmente de “tabelinha” mas o nome certo é Billings.

Agora graças a tecnologia que combina apps muito simples de serem usados em smartphones e algoritmos inteligentes que, com dados alimentados corretamente, podem fazer um controle anticoncepcional bastante eficiente, o método já é aprovado por autoridades, por exemplo, pelo Ministério da Saúde da Alemanha, mas já muito usados em toda Europa.

O aplicativo se chama Natural Cycles, o que é certificado pois há outros, e tem versões para Androids e iPhones.

O algoritmo é bem mais seguro que a antiga tabelinha, pois através de algoritmos inteligentes e de acordo com o período menstrual, eles respeitam o fato que os ciclos das mulheres são diferentes e poucas tem possibilidade de engravidar, também usam o princípio, que a rigor, somente em seis dias do mês é possível a mulher engravidar.

O algoritmo e o aplicativo também tem resolvido 20% dos casos em que as mulheres querem engravidar, pois permite maior autonomia, conhecimento e controle do próprio corpo das mulheres, além de não ter nenhum dos efeitos colaterais dos anticoncepcionais.

Para baixar o aplicativo Natural Cycles deve-se ir a Google Play ou Apple Store, ou click aqui.