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Arquivo para a ‘Computação – Software’ Categoria

O que é difusão de inovação

20 Nov

Uma inovação para chegar ao mercado, se ela não entrar em desuso que é uma possibilidade, passa por um processo chamado “curva de adoção”.

Everett Rogers, é um reconhecido nesta área de estudos de comunicação, professor do departamento e jornalismo da Universidade do Novo México, seu livro Diffusion of Innovations, já 5ª. edição é um dos livros mais citados na área, a primeira é de 1962, e o autor faleceu em 2004.

Sua argumentação principal é que a inovação é comunicada ao longo do tempo entre os participantes de um sistema social, e a origem de sua teoria abrange diversas disciplinas e embora jamais tenha usado o termo, pode-se afirmar com segurança que é transdisciplinar.

Rogers propõe que quatro elementos principais influenciam a disseminação de uma nova ideia: a própria inovação, os canais de comunicação, o tempo e um sistema social. Este processo depende fortemente do capital humano. A inovação deve ser amplamente adotada para se sustentar. Dentro da taxa de adoção, há um ponto em que uma inovação atinge a massa crítica. Que também pode ser entendida como a curva da adoção

A teoria caracteriza 5 vantagens para adoção de uma tecnologia: 1) a vantagem da melhoria de uma inovação em relação a concorrente de uma geração anterior de um produto, 2) a partir de um ponto, uma equipe deve aprimorar a vantagem relativa ao seu concorrente em potencial para não haver um retorno ao produto anterior, 3) o novo produto deve ser compatível ao anterior, não apenas quando instalação e operação, mas principalmente em relação ao estilo de vida do potencial consumidor, 4) relevância no momento do lançamento que significa um profundo entendimento das condições que a inovação encontra no momento que é lançada, e, 5) qual é a complexidade ou simplicidade do uso da inovação no momento que é lançada, inovações complexas podem atingir um pequeno público apenas.

Na figura acima a perspectiva de uma inovação chegar ao mercado, se não cair em desuso, passa por sucessivos grupos de consumidores adotando a nova tecnologia (mostrada em azul), sua participação no mercado (amarelo) acabará atingindo um nível de saturação.

 

O que é clarificação para Charles H. Hilton

13 Nov

O escrito que antecedeu a física quântica, a filosofia hermenêutica e uma nova (ou antiga no sentido de verdadeira) espiritualidade, trazia raciocínios novos e curiosos.
Ao falar de uma dimensão maior do espaço (Higher Space) e maior do Ser (Heigher Being):
Estamos sujeitos a uma limitação de características mais absurdas. vamos abrir nossos olhos e ver os fatos.” (Hilton, 1888), parece simples mas requer treino: “Eu trabalhei no assunto sem o menor sucesso. Tudo era mero formalismo. Mas ao adotar os meios mais simples e por um conhecimento mais completo do espaço, o todo brilhou claramente. ”(Idem)
Já falamos no tópico anterior, mas agora desenvolve o estágio de ser “conscientes de um mais que cada homem individual quando olhamos para os homens. Em alguns, essa consciência atinge um tom extremo e se torna uma apreensão religiosa” (Hilton, 1888), como foi dito no post anterior, “Mas em nenhum é diferente de instintivo. A apreensão é suficientemente definida para ter certeza. Mas isso não é expressável para nós em termos de razão …” (idem)
Parte do aspecto físico, a ideia que “nosso isolamento aparente como corpos um do outro não é de modo algum tão necessário pra assumir como pareceria”, aqui sua relação intuitiva com a física quântica que só tornaria realidade no início do século XX que admite que naquele momento era só uma possibilidade, mas acrescenta mais um ponto: “e viéssemos examinar o assunto de perto, deveríamos encontrar uma relação natural que explicava nossa consciência ser limitada como atualmente é” (Hilton, 1888)
Afirma Hilton: “nosso isolamento aparente como corpos um do outro não é de modo algum tão necessário para assumir como pareceria”, podemos dizer estamos relacionados ao todo, faz um argumento matemático para isto.
Se as formas espaciais só podem ser simbólicas de formas quadridimensionais: e se não lidamos diretamente com as formas espaciais, mas a tratamos apenas por símbolos no plano – como na geometria analítica – estamos tentando obter a percepção do espaço superior através de símbolos de símbolos, e a tarefa é sem esperança” (Hilton, 1888).
Dirá num todo quase místico, mas compatível com o pensamento de Teilhard Chardin por exemplo, “Em vez de uma abstração, o que temos que servir é uma realidade, para a qual até nossas coisas reais são apenas sombras. Somos partes de um grande ser, em cujo serviço e com o amor de quem, as maiores exigências do dever são satisfeitas.” (Hilton, 1888)
Então dará a sentença: “O poder de ver com nosso olho corporal é limitado à seção tridimensional” (Hilton, 188) e será a partir daí que criará sua visão da 4ª. dimensão: o Tesseracto.

HILTON, Charles H. The new era of thought. Lonson: S. Connenschein & Co., 1888. (Chapters 7, 9, 10, and 11)

 

Web Summit em Lisboa

08 Nov

Um dos maiores eventos da Web realizou-se esta semana, estava num evento paralelo, só pude acompanhar por vídeos e noticias, sem dúvida a maior estrela foi o fundador da Web Tim-Berners Lee que já tem um grande projeto novo, embora tenha falado nas entrelinhas.
Começou uma entrevista, que na verdade ele falou a vontade sem muitas perguntas dizendo o início da Web e como seu crescimento foi também surpreendente para ele, contou detalhes técnicos como “escrevi o código do primeiro servidor e o código do primeiro browser, chamava-se WorldWideWeb.app” e estava no site info.cern.ch .
Depois contou que sua preocupação é a mesma de todos, depois de 25 anos devemos lidar com: cyberbullying, desinformação, discurso de ódio, questões de privacidade e disse o que muitos estão a falar: “Que raio poderia correr mal?” dirigindo-se ao público: “nos primeiros 15 anos … grandes coisas aconteceram. Tivemos a Wikipedia, a Khan Academy, blogs, tivemos gatos” claro disse brincando, e acrescentou: “a Humanidade conectada deveria ser mais construtiva, mais pacífica, que a Humanidade desconectada”, mas sqn (só que não).
“Porque estamos quase no ponto em que metade do mundo estará online”, explicou o engenheiro britânico se referia-se ao momento ’50/50’, isto é metade da humanidade conectada que se esperava em 50 anos, mas deve chegar a este ponto em maio de 2019.
Depois de tentar argumentar responsabilidades de governos e empresas, creio que podem acontecer mas serão lentas, falou indiretamente de seu projeto SOLID (Social Linked Data), ao afirmar que ”como indivíduos temos de responsabilizar as empresas e os governos pelo que se passa na internet” e “a ideia é, a partir de agora, todos serem responsáveis por fazer da Web um lugar melhor”, disse incentivando start-ups também a entrar neste processo.
Pensar no desenvolvimento de interfaces onde os utilizadores conheçam pessoas de culturas diferentes, mas acima de tudo garantir a universalidade da Web, segundo Berners-Lee o principal aspecto deve ser (falando indiretamente de novo do SOLID) que a intervenção popular a nível global e que fez da Web “apenas uma plataforma, sem atitude, que deve ser independente, pode ser usada para qualquer tipo de informação, qualquer cultura, qualquer língua, qualquer hardware, software”, linked data poderá auxiliar isto.
Tim Berners-Lee apresentou o movimento #ForTheWeb no mesmo dia em que a sua World Wide Web Foundation divulgava o relatório “The Case for the Web”, o evento teve uma superaudiência, mais de 30 mil pessoas, há vários vídeos, mas o da Cerimonia de Abertura é um dos mais marcantes e tem Tim-Berners Lee também, veja: https://www.youtube.com/watch?v=lkzNZKCxMKc
Amanhã voltamos ao tema político, porém a Web se tornou política e por isto deve ser pensada por todos.

 

Morreu Paul Allen

16 Out

Co-fundador com Bill Gates da Microsoft (foto), teve fortuna igualável e foi de fato o grande desenvolvedor da Microsoft, Bill Gates tinha trabalhado antes da Microsoft apenas numa versão da linguagem Basic, foi ele que sugeriu a compra do QDOS, sistema desenvolvido por Tim Paterson quando trabalha na Seattle Computer Products, de onde surgiu o MS DOS, cuja venda para a IBM é a origem do projeto milionário da Microsoft.

Paul Allen conhecia o sistema MVT da Xerox Palo Alto, que foi inspiração para as primeiras versões do Windows, mais tarde também investiram no Explorer numa versão fortemente competitiva com o Netscape, que desencadeou a chamada guerra dos navegadores Web.

Paul Gardner Allen  criou uma fundação com seu nome em 1988 para administrar projetos filantrópicos, entre 1990 e 2014 doou mais de 500 milhões de dólares a mais de 1500 organizações sem fins lucrativos, a maioria destinada a projetos de tecnologia, artes e cultura, mas também uma significativa fatia para desenvolvimento social (cerca de 100 milhões de dólares).

Morreu ao 65 vítima de câncer em sua cidade Seattle, onde era dono do time de basquete.

 

Isto é solido ou líquido

08 Out

Parece uma brincadeira, não é a pergunta que aparece no projeto do site Solid, na verdade a pergunta lá é: O que é Solid ? o novo projeto para internet de Tim Berners-Lee e o MIT.

Depois da Web 2.0 que incluiu todo mundo, porém carecia de validar os dados, autoria e pensamentos, emergiu a partir de 2009 a Web 3.0, através do Linked Data, e isto está na composição do nome de Solid: Social Linked Data, embora a ideia do acrônimo central ela faz todo sentido, a ideia principal é descentralizar a Web, dar maior segurança dando aos usuários as possibilidades de controle total sobre o uso dos dados, como explica um artigo de Klint Finley na conceituada revista Wired.

A ideia principal é dar aos usuários individuais controle total sobre o uso de seus dados, porém com validação, autoria e tratamento de dados através do conceito de ligação entre eles (linked data).

A principal startup deste projeto é a Inrupt, segundo a revista Wired: “se tudo correr como planejado a Inrupt será para a Solid o que a Netscape foi para os iniciantes na rede (Web): uma maneira fácil de entrar, a revista foi convidada a conhecer o projeto no escritório de Berners-Lee, que revelou várias preocupações.

Apesar de todo bem que alcançamos, o ciclo de desigualdade e divisão, capturado por forças “poderosas que usam para seus próprios interesses”, disse Berners-Lee e acrescentou: “sempre acreditei que a rede é para todo mundo. Por isso, eu e outros lutamos aguerridamente para protege-la”,  e agora um passo decisivo foi tomado.

A tela da Inrupt reunirá funções como o Whatsapp, google Drive, Spotify e Google Drive, parece tudo igual, a diferença é que o controle será pessoal, o indivíduo definirá suas prioridades e estratégias e não algoritmos das redes sociais.

Também é uma necessidade emergente porque basta olhar a tela de seu celular ou do computador, pessoalmente instalo poucas coisas, e vemos uma infinidade de aplicativos que nem usamos, é como um guarda roupa cheio de roupas velhas esperando uma ocasião que não vem.

O Projeto SOLID veio para ficar, ainda que seja um novato e muita coisa seja apenas promessa, é fácil de perceber sua viabilidade, necessidade e potencialidade pela chancela do MIT.

 

Estamos chegando perto, mas do que ?

17 Set

Aos 20 anos, o romance de Carl Sagan “Contato” (1985) me impressionou de tal modo que nunca mais saiu da minha imaginação, o livro

Contato,  Buraco de Minhoca e radioastronomia.

falava de buracos de minhoca (wormholes são caminhos possíveis para a quarta dimensão), de teologia e de busca de vidas em outros planetas, eu fazia um caminho em direção ao materialismo que durou 20 anos, mas foi um percurso intelectual.

Aos 42 anos, o filme Contato (1987) voltou a me impressionar, a protagonista a Ellie Arroway (Jody Foster), na ficção era do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), descubro agora que o departamento existe na Universidade de Berkeley e lá estão captando sinais vindos de uma estrela vindos de uma estrela distante.

Curioso e instigante, é justamente a fase em que retorno a estudar a Noosfera de Teilhard de Chardin e pesquisar a quarta dimensão, estamos preparando um holograma e uma Ode ao Christus Hypercubus em Lisboa, justamente uma referência de Salvador Dali a 4ª. dimensão.

Os pesquisadores do SETI de Berkeley, liderados pelo estudante Gerry Zhang e alguns colaboradores, usaram aprendizado de máquina (machine learning) para construir um algoritmo novo para sinais de rádio que identificaram num período de 5 horas em 26 de agosto de 2017 (puxa meu aniversario), mas deve ser só uma coincidência.

Zhang e seus colegas com o novo algoritmo resolveram reanalisar os dados de 2017 e encontraram 72 explosões adicionais, os sinais não parecem comunicações como conhecemos, mas verdadeiras explosões, e Zhang e seus colegas preveem um novo futuro para a análise de sinais de radioastronomia com uso de aprendizagem de máquina.

Como no filme o sinal precisou de muito tempo para ser decodificado, Turing que estudou a máquina Enigma capturada do exército alemão durante a Segunda Guerra, adoraria estudar isto hoje, ele a decifrou.

O universo de código não é, portanto, artefacto humano, o espaço está cheio dele, não quer dizer que seja de alguma civilização, mas eles estão lá, a radiação de fundo por exemplo, descoberta em 1978 por Penzias e Wilson, ratificou o Big Bang e deu-lhes um Nobel de Física.

Os novos resultados serão publicados este mês no The Astrophycal Journal, e está disponível no site Breaktrough Listen.

 

Julia 1.0: uma nova linguagem de computação

03 Set

Quando o cenário das lijguagens de computação não parecia mais apresentar novidades, surge um projeto audacioso do MIT que pode mudar esta lógica, trata-se da linguagem Julia, desnecessário dizer que é open source.
Em um evento de Londres em 2018, o JuliaCon os desenvolvedores: o professor Alan Edelman, Jeff Bezanson, Stefan Karpinski e Viral Shah liberaram o Julia 1.0, declaron Edelman na época: “Julia vem revolucionando a computação científica e técnica desde 2009”, trabalharam desde este ano em uma nova linguagem que combinavam Ruby, MatLab, C, Python, R e outras além de ter recursos paralelos, de inteligência artificial e fácil conexão com bancos de dados semiestruturados.
Os comandos são parecidos aos já populares C, C++ e Java, por exemplo, o programa de calculo das raízes da equação do 2º. Grau:

function quadratic2(a::Float64, b::Float64, c::Float64)
  sqr_term = sqrt(b^2-4a*c)
  r1 = quadratic(a, sqr_term, b)
  r2 = quadratic(a, -sqr_term, b)
  # pode retornar múltiplos valores sem uso da palavra return
  r1, r2
end

A versão lançada no dia 7 de agosto de 2018, e sua versão estável no dia seguinte chamada de Julia 1.0 coloca-a definitivamente no universo das linguagens de programação da atualidade.
O release par oa Julia 1.0 (Julia 1.0.0-rc1) foi lançado em 7 de agosto de 2018 e a versão final um dia depois. A equipe escreveu que o código que é executado sem avisos no Julia 0.7 será executado de forma idêntica no Julia 1.0.
Julia usa JIT (MCJIT [50] do LLVM) que gera código de máquina nativo diretamente, antes de uma função ser executada pela primeira vez, não são bytecodes executados em uma máquina virtual (VM) ou traduzidos como o bytecode em execução, como copor exemplo, Java, a JVM ou Dalvik no Android, é código nativo mesmo.
Julia também é usada para impulsionar carros autônomos e impressoras 3-D, bem como aplicações em medicina de precisão, realidade aumentada, estruturas genômicas, aprendizado de máquina e gerenciamento de risco.
Conforme afirmou o professor Edelman: “O lançamento da Julia 1.0 indica que Julia está pronta para mudar o mundo técnico combinando a produtividade de alto nível e a facilidade de uso do Python e do R com a velocidade veloz do C ++”, mudanças vem ai.

 

A falácia da competição de assistentes

14 Ago

Assistentes tem papéis diferentes, e em muitos casos podem se integrar e trabalhar cooperativamente, é o que vem acontecendo desde maior entre a Cortana, assistente da Microsoft e o Alexa da Amazon, pela simples razão que trabalham em mercados diferentes e ambos podem ganhar com esta integração, desde maio há uma versão beta.

Ambos “ficam atrás” do Google Assistant, mas novamente ele tem uma função diferente como trabalha com “bancos de dados da Web”, o Google é um motor de busca, trabalha numa base maior, porém isto pode significar mais erros e mais induções ao erro, pois a “base é maior” e sabemos, nem sempre confiável.

Comando como pedir ao Alexa que abra o Cortana e trabalhe com ela, já está disponível, além de perguntar também pode solicitar tarefas como “enviar um e-mail” ou abrir um aplicativo, que são ótimos exemplos de diferente do Google Now, por exemplo.

Assim tanto se pode trazer o Alexa para dentro da interface Cortana no Windows 10 e ter as ´-habilidades do Alexa, como embutir no Alexa o Cortana e passar a usá-lo com habilidades do Windows o que diminui tarefas de digitação e interação com aplicativos.

O trabalho de integração entre Microsoft e a Amazon, que já disponibilizaram uma versão beta (de teste), mas nenhuma empresa se compromete ainda a dizer quando os usuários finais poderão habilitar e finalmente usar as funcionalidades desta integração permanece em suspense, mas você pode acompanhar ao vivo em um site se cadastrando num site da Microsoft.

 

Dá para medir a evolução da IA

30 Jul

Agora parece que sim, é preciso estabelecer testes mais precisos e qual é exatamente a precisão destes testes, mas pesquisadores do Computer Vision Lab, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique criaram um sistema de testes (benchmark) que testa a performance de plataformas de redes neurais utilizadas para realizar tarefas comuns da Inteligência artificial, como responder questões, localizar determinados dados e outras aplicações de smartphones, já utilizadas em tarefas comuns de redes neurais.

A ideia é medir o desempenho dos sistemas de IA, tal como é feito nos computadores atuais e em aplicações uteis nos smartphones, que usam a Inteligência Artificial.

O plano básico +e medir o desempenho nos sistemas, tal como já feito para algumas respostas: tempo, localizadores, voos, restaurantes, etc. e ir crescendo em complexidade, o que fará os fabricantes e fornecedores de aplicativos tornar seus modelos mais aperfeiçoados.

A aplicação chama AI Benchmark e permite, entre outras coias, a comparação da velocidade dos modelos de IA a serem executados em diferentes smartphones Android, pontuando a performance, já pode ser encontrada na app da Google Play.

O dispositivo que tenha o chip especializado em IA dedicado a alguns equipamentos (ao menos com o SO Android 4.1. instalado já serão suficientemente rápidos para fazer estas funções.

Algumas aplicações podem ser mais complexas, por exemplo, a classificação de imagens com reconhecimento fácil e a capacidade de segmentação e melhoramento de fotos, indicando que este tipo de aplicativo poderá crescer e evoluir para aplicações mais complexas.

 

 

Questões simples e complexas da Web Semântica

05 Jul

Sempre nos deparamos com conceitos alguma parecem uma coisa no senso comum e não o são, tornam-se complexas coisas que eram simples, é o caso de muitos exemplos: as redes sociais (confundidas com as Mídias), os fractais (números ainda genéricos demais para serem usados no dia a dia, mas importantes), a inteligência artificial (que não é a humana), enfim inúmeros casos, podendo ir para o virtual (não é o irreal), as ontologias, etc.

Estes são os casos da Web Semântica e das Ontologias, onde toda simplificação leva a um erro.

Provavelmente por isso, um dos precursores da Web Semântica Tim Hendler, escreveu um livro Semantic Web for Ontologists modelling: : Effective Modelling in RDFS and OWL  (Allemang, Hendler, 2008).

Os autores explicam no capítulo 3 que quando se fala de Web Semântica “de uma linguagem de programação, normalmente nos referimos ao mapeamento da sintaxe da linguagem para algum formalismo que expressa o “significado” dessa linguagem.

Agora quando falamos “de semântica´ da linguagem natural, muitas vezes nos referimos a algo sobre o que significa entender o enunciado – como ir das letras ou sons estruturados de uma linguagem para algum tipo de significado por trás deles. Talvez a parte mais primitiva dessa noção de semântica seja uma representação da ligação de um termo em uma declaração à entidade no mundo a que o termo se refere.” (Allemang, Hendler, 2008).

Quando falamos de coisas do mundo, no caso da Web Semântica falamos de Recursos, conforme dizem os autores talvez isto seja a coisa mais incomum para a palavra recurso, e para elas foi criada uma linguagem de definição chamada RDF como Framework de Descrição dos Recursos, e eles na Web tem uma unidade de identificação básica chamada URI, juntamente um Identificador Uniforme de Recursos.

No livro os autores desenvolvem uma forma avançada de RDF chamada de RDF Plus, que já tem muitos usuários e desenvolvedores, para modelar também ontologias usando uma linguagem própria para elas que é o OWL, o primeiro aplicativo é chamado SKOS, Uma Organização simples do Conhecimento, que propõe a organização de conceitos como dicionários de sinônimos, taxonomias e vocabulários controlados em RDF.

Como o RDF-Plus é um sistema de modelagem que fornece suporte considerável para informações distribuídas e federação de informações, é um modelo que introduz o uso de ontologias na Web Semântica de modo claro e rigoroso, embora complexo.

Allemang, D. Hendler, J. Semantic Web for the Working Ontologist: Effective Modelling in RDFS and OWL, Morgan Kaufmann Publishing, 2008.