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Arquivo para a ‘Computação – Software’ Categoria

A Web fez 30 anos

13 Mar

Ainda confundem a internet, a Web e a Rede, embora possam estar superpostos, são aspectos diferentes que unidos deram uma cara ao mundo, os pessimistas dizem pior, os otimistas dizem que aponta para o futuro, os realistas dizem que é um novo tempo com dificuldades e facilidades, bem utilizadas serão promissoras para o futuro.
No dia 9 de março, no CERN onde trabalhava Tim-Berners Lee quando fez uma proposta de um interpretador para a Internet chamada pelo termo Web que significa teia (foto), a ideia de seu artigo original era uma facilidade de manusear textos científicos online que no mesmo momento que fossem escritos estivessem prontos para serem lidos, o que fazem blogueiros e twiteiros hoje, mas isto foi a Web 2.0 em 2005.
Em Genebra no CERN Berners-Lee se reuniu com Robert Cailliau, engenheiro informático pouco citado, mas foi de fato quem fez o primeiro sistema de hipertexto, a eles se juntaram outros especialistas para discutir o presente e o futuro da World Wide Web, ou a Web.
O evento, denominado Web @ 30, foi aberto no dia de ontem (12/03) pela Diretora Geral do CERN Fabiola Gianotti, em colaboração com duas organizações fundadas por Berners-Lee: a World Wide Web Foundation e o World Wide Web Consortium (W3C), recentemente o CERN restaurou o primeiro website e o navegador de modo online brower, mostrado no evento Hackathon (de 11 a 15 de fevereiro de 2019).
Os problemas de segurança, politicas de manutenção da internet livre, governos e estruturas empresarias desejam seu controle e em alguns países não é um serviço livre, fake news e outros foram temas de debate.
Um tema promissor para o futuro é o projeto SOLID, já fizemos um post sobre ele, está em pleno desenvolvimento com a colaboração de pesquisadores do MIT, mas a espectativa é alta e ainda haverá muito trabalho de especialistas para dar ao mundo uma Web confiável.
O hobista Suhayl Khan mostrou como acessar o browser em modo online usando tecnologia dos anos 1960 (quando só havia internet e com poucas facilidades) (Video: Suhayl Khan):

 

Ver, visualizar e visão de mundo

01 Mar

A visão de mundo pode estar limitada aos sentido da visão apenas, isto significa ver, ter visão no sentido visionário significa entender os significados do que se vê, mas também ter uma visão alargada da vida, da cultura própria e a dos outros, e ser capaz de ir além de pré-conceitos, visto também de modo positivo, ou seja, os conceitos que temos em certo campo.
“O importante não é o que olhamos, mas o que vemos”, lembra o poeta, naturalista e filósofo americano H.D. Thoureau (1817-1867), precursor na defesa da natureza e na redução de impostos.
Na filosofia o vínculo aos sentidos criou uma visão de mundo limitada, onde os pré-conceitos podem estar cristalizados ao que sentimos e aceitamos, e nos tornar incapazes de ir além do que se vê, ultrapassando os sentidos e tendo uma visão de mundo culturalmente mais rica.
É a visão de mundo que produz fake news, a necessidade que temos que o Outro tenha nossa visão, muitas vezes limitada pelos horizontes, de como lemos o mundo, muitas vezes sem ver.
Assim está escrito na Bíblia Lc. 6:41: “Por que vês o cisco que está no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?”, saber ouvir e falar é também um complemento da visão, mas há uma visão além dos sentidos.
O pragmatismo destas visões penetrou e se consolidou no pensamento ocidental moderno, aprofundou-se como cultura e agora vivemos o que chamo de monarquia dos sentidos, uma visão parecida no nível da empatia e das relações sociais, ao que Martha Nussbaum chama de a Monarquia do Medo, que ainda não li, mas faço a especulação que antes do medo passamos por um processo cultural de aquisição de valores e entre eles o medo do diferente.
É urgente ampliar a visão de mundo, criar o cidadão do mundo, a volta do nacionalismo pode representar para alguns uma visão de paz, mas é um fechamento cultural, ético e religioso perigoso capaz de produzir novas guerras e conflitos ainda mais cruéis que as duas guerras.
É possível uma civilização comum, uma cidadania global ou como prefiro um mundo unido, Martha Nussbaum que é pouco conhecido fora do mundo anglo-saxão dá sua resposta:

 

Realidade Virtual, visão e clareira

28 Fev

Desde sempre a humanidade usou de sombras para fazer pinturas e abrir clareiras senão para seus contemporâneos ao menos para futuras gerações e para seus semelhantes, as pinturas rupestres, agora com a Caverna de Chauvet data de 32 mil a.C. podem demonstrar isto.
Há algumas formas de escrever, e algumas novas foram pensadas por Vilém Flusser, que escreveu ao falar das máscaras: “A máscara do artista de software não está há muito tempo a disposição. Talvez haja diversos níveis de criatividade. Talvez, ser escritor venha ser diferente de ser um especialista de software, e então talvez invente o escritor. Nesse aspecto, temos preconceitos com os quais seria bom romper.” (FLUSSER, 2014, p. 191).
Desde o Mito de Platão, a ideia de clareira foi teorizada pela humanidade, é diferente do homem da caverna porque envolve um nível de intencionalidade e de criatividade como quer Flusser diferente, e mais recentemente o Iluminismo não é outra coisa senão esta busca.
Heidegger chamou a atenção para a visão de mundo, a Weltanchauuun , um conjunto de valores culturais que constroem nossa visão.
O problema central da clareira é que pode estar vinculada aos sentidos, assim foi para os empiristas, porém a quarta dimensão (já comprovada) e outras superiores (que podem haver) dão uma nova dimensão do que é esta visão, agora com as realidades virtual, aumentada e mista isto pode estar num patamar ainda superior.
Não faltarão fatalistas e apocalípticos, falta-lhes a humildade de Flusser, porém a imersão já está a caminho com a realidade mista, para a qual diversos ambientes estão disponíveis ao público convencional, já que a palavra leigo pode ser mal interpretada, os visualizadores 3D e software para criação estão ai disponíveis em ambientes disponibilizados por fabricantes de tablets e smartphones.
É certo que assim como as novas midias: internet, web, chats, Pinterest e vídeos mudaram a nossa visão de como ver as coisas, não quer dizer que mudou a visão de mundo, mas vendo além do que os sentidos veem estamos ao menos ampliando nossas “sensações”, como queria Marshall McLuhan, ao explicar a passagem de casas circulares, explica dando um auxílio aos antropólogos: “da mesma maneira, o visualista pode não ver muita diferença entre o cinema a TV, entre um Corvair e um Volkswagem, pois a diferença não reside entre dois espaços visuais, mas entre um espaço tátil e um espaço visual.” (McLUHAN, 1964, p. 145).
O mesmo acontece agora com a realidade virtual, a aumentada e a mista, nem momento a com maior potencial para se popularizar, pois, o que muda não é o campo de visão, mas a relação empática que estes meios possuem, os adultos podem não entender, mas aos jovens isto é imediato.
Um empreendedor e especialista em realidade virtual explica esta empatia, o TEDx de Thong Nguyen é muito interessante (há como habilitar a tradução para o português):

Flusser, V. Comunicologia: reflexões sobre o futuro. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
McLuhan, M. Understanding media: os meios de comunicação como extensão do homem. São Paulo: Cultrix, 1964.

 

Para sair do século XX

26 Fev

Quando muitos falam na educação do século XXI é preciso saber se saímos do século XX, o pensamento, os paradigmas, a forma de educação estão todos congelados no século XX, pouco tem a ver com a informática, em seu livro de 1986, a internet era nascente, Morin já falava que o futuro dependia de como educar para o novo século.
Dizia que com todo o “progresso”, alertava que o perigo da guerra continuava rondando a humanidade, a pobreza ainda persiste em larga escala e a natureza, está cada vez mais abalada pela ação predatória do homem nesta transformação.
Afirmava, ao contrário de pensamentos confusos de hoje, que eram justamente os meios de comunicação, através dos quais se sabia o que se passava em várias partes do mundo, pela instantaneidade da comunicação, os acontecimentos sociais em todo o planeta.
Claro alertava que há pontos negativos nesta comunicação, os homens conhecerem o mundo só por vídeos e imagens (que não são irreais) virtuais, sem estar-no-mundo, e por isso o discurso hermenêutico-ontológico faz sentido, pode criar uma consciência limitada, mas é limitada também as fundamentadas em ideologias e religiões, que usam uma visão de mundo (Weltanschauung) limitada e parcial.
Este estar no mundo, estando ausentes, está bem descrito pelo ficcionista polonês Jerzy Kosinski, em sua parábola moderna O Vidiota, de 1979, sobre o limite das imagens, vídeos e reportagens.
Edgar Morin esclarece que as noticias desde aquele tempo (era 1986), já distorciam e escondiam o real, afirmando “A informação, num sistema totalitário, não é somente uma informação governamental; é, sobretudo uma informação governamental totalitária”, e é importante olhar para um ranking de liberdade do jornalismo.
Pois isto acontece não só nas ditaduras conhecidas, mas na Bulgária atual, são inúmeras as denuncias de que a imprensa não é livre, ocupa o ranking 111, onde o Brasil está no 102, o Paraguai no 107, a Bolívia no 110, a Colômbia no 130, a Venezuela no 143, a China no 176, um ponto acima da Síria, e a Coréia do Norte no 180.
Pode notar nas imagens que são as regiões mais sombrias, as mais próximas de conflitos e guerras, não se deve, portanto, usar o fato que há subinformação para censurar a imprensa, pois é ela que podemos através da denuncia de fatos ajudar a sociedade a ajustar-se.
O livro de Morin pode parecer conservador, ele pessoalmente nunca o foi, apesar de ter sido escrito a muito tempo ainda pode nos ajudar a sair do século XX e ingressar nos problemas e situações concretas do século XXI.
O livro Para Sair do século XX, de Edgar Morín, à primeira vista, pode parecer repleto de teses reacionárias. Entretanto, lido com atenção, percebe-se que se trata de uma série de ponderações sérias, baseadas em fatos concretos, contribuindo, por isso mesmo, para uma visão realmente mais progressista e atual do mundo contemporâneo.

Morin Edgar, Para sair do século XX, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986. 346p.
Veja o pensamento de Edgar Morin sobre a crise atual:

 

AI ajudará a combater incêndios

21 Fev

O famoso Departamento de Defesa Americano (DoD), que está na origem da internet também, lançou um programa para usar inteligência artificial (IA) para analisar dados coletados por drones para melhorar a forma como os incêndios florestais são combatidos, a noticia está no Wall Street Journal desta semana.
O projeto usa algoritmos que avaliam fotos e vídeos, podendo prever os caminhos dos incêndios florestais e melhorar os esforços para contê-los, usa dados de sensores em helicópteros, mas poderão usar também drones e outros dados do ciberespaço sobre as funções administrativas de mão-de-obra intensiva, como parte dos esforços para melhor a prevenção e o combate a incêndios em períodos de seca e calor.
Um programa para monitorar e combater os incêndios florestais na Califórnia e em outras partes do país é um dos dois projetos pilotos que o Pentágono divulgou na terça-feira.
O programa, esclarece o Pentágono, reflete esforços para estabelecer uma nova estratégia de inteligência artificial do governo, que quer um trabalho conjunto com a academia e a industria para melhorar a eficiência da adoção de técnicas avançados de gerenciamento e uso de dados.
A razão dos incêndios é clara, também nos incêndios de Portugal, que são a combinação de vulnerabilidades na infraestrutura que sobre uma mudança climática podem causar incêndios, como o grave acontecido em Camp Fire em 2018, na Califórnia, veja o vídeo CNBC:

 

 

Fake news com dias contados

12 Fev

Noticias falsas, e também maliciosas ou tendenciosas são antigas, já citamos as denúncias que fazia Karl Kraus nos 20, também noticias de que a atriz Rita Hayworth (nome artístico de Margarita Carmen Cansino, famosa nos anos 50 e 60), que teria vivido mais dois anos, ou a propaganda enganosa que a Nike estaria dando camisas da seleção brasileira.
Agora há um software desenvolvido pela empresa de pesquisa Fraunhoffer-Gesellschaft, na Alemanha que desenvolveu um sistema que analisa automaticamente post das midias sociais e filtra falsas notícias e desinformação, podemos prever um futuro promissor.
É bom ressaltar que isto foi graças as novas tecnologias, a ferramenta faz um aprendizado por máquina (machine learning) que filtra as notícias e através de aprendizagem (no sentido de algoritmos por maquina) analisa conte+udos e metadados, verificando a interação do usuário e otimiza resultados em tempo real.
A ferramenta verifica ainda a quantidade de dados (processos de viralização), com gráficos de dados de envio, frequência e redes de seguidores.
Ulrich Schade, conforme o site da Fraunhofer, afirmou: “Nosso software pode ser personalizado e treinado para atender às necessidades de qualquer cliente. Nosso software pode ser personalizado e treinado para atender às necessidades de qualquer cliente. Para órgãos públicos, pode ser um sistema de alerta precoce útil”. 
Os metadados são usados como marcadores, e permitem assim uma marcação do posto com fake, ou seja, ele desempenha um papel crucial na diferenciação entre fontes autênticas de informação e notícias falsas.
Assim se um site com uma certa frequência de postagens é feita, qual e com que frequência um tweet é agendado e a que horas? O tempo de um post pode ser muito revelador, assim como a frequência do tweet e os seguidores.
Deve-se revelar também o país e o fuso horário do originador das notícias para sua correta identificação e localização, por isso as horas são essenciais.
Uma alta frequência de envio sugere bots, o que aumenta a probabilidade de uma notícia falsa, pode ser facilmente detectada e pode sinalizar um fake.
Os bots sociais em geral enviam seus links para um grande número de usuários, e isto é um exemplo, de como espalhar a incerteza entre o público, portanto nunca repasse.
As conexões e os seguidores da conta também podem ser um terreno fértil para os analistas, embora pessoas bem-intencionadas usem isto, a chance de ser um fake é grande, e agora uma ferramenta pode detectar isto, os dias do fake estão contado

 

Pensamento e linearidade

04 Fev

A linearidade do pensamento está de tal forma impregnada na cultura contemporânea que até expressões como “um homem reto”, “retidão” ou equivalentes tornam-se sinônimos de justo, do bem e da harmonia social.

Isto está mais ligado ao raciocínio matemático que ao empírico, não por acaso os exemplos formulados pelos racionalistas do século XVI e XVII usavam os triângulos como exemplos da ideia dos universais, e mesmo neste caso separavam sujeitos de objetos, não por acaso tanto Descartes (1596  1650) e Leibniz (1646  1716), eram também matemáticos.

Para o racionalismo tanto os ideias éticos e estéticos, como de Justiça, de Virtude e de Beleza, também devem ser objetos do Mundo das Ideias, assim fez-se todo uma construção segundo esta forma de pensar que agora encontra-se em crise, pois a separação produziu um Ser que é estranho a Coisa, ao Ente, fazendo um trocadilho: o problema do Ser do Ente.

Os fundamentalistas, tendo como base intuitiva os pensamentos contemporâneos argumentam que o Ser é “espirito”, o que pouco ou nada tem a ver com espiritualidade ou religião, de outro lado os materialistas argumento que somos puro Ente, ser da natureza e assim substância.

O empirista anterior a Kant, o filósofo escocês David Hume (1711  1776), mesmo admitindo que todas as ideias derivam da experiência negava o método com uso da indução: “Qual é o fundamento de todas as conclusões a partir da experiência?” (Hume, 1985, p. 37) ou, como se justifica a passagem dos enunciados observacionais para os enunciados universais?

Hegel pretendeu levar isto ao plano espiritual em Fenomenologia do Espírito, o auge do pensamento idealista.

Embora o idealismo/empirismo pudesse parecer um sistema epistemológico completo, em 1829 Lobachevsky desenvolveu as Geometrias Não-Euclidianas, depois vieram as superfícies esférias (foto) de Rieman (1826-1866) cuja generalização leva as dimensões de Haussdorf (1868-1942) e aos fractais, que também escreveu sobre filosofia como “Paul Mongré”.

Mas não se trata apenas da complexidade da física e matemática, a retomada ontológica do ser vai além do logicismo e empirismo, esta á a retomada ontológica.

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Ed. 70, 1985.

 

O que é difusão de inovação

20 Nov

Uma inovação para chegar ao mercado, se ela não entrar em desuso que é uma possibilidade, passa por um processo chamado “curva de adoção”.

Everett Rogers, é um reconhecido nesta área de estudos de comunicação, professor do departamento e jornalismo da Universidade do Novo México, seu livro Diffusion of Innovations, já 5ª. edição é um dos livros mais citados na área, a primeira é de 1962, e o autor faleceu em 2004.

Sua argumentação principal é que a inovação é comunicada ao longo do tempo entre os participantes de um sistema social, e a origem de sua teoria abrange diversas disciplinas e embora jamais tenha usado o termo, pode-se afirmar com segurança que é transdisciplinar.

Rogers propõe que quatro elementos principais influenciam a disseminação de uma nova ideia: a própria inovação, os canais de comunicação, o tempo e um sistema social. Este processo depende fortemente do capital humano. A inovação deve ser amplamente adotada para se sustentar. Dentro da taxa de adoção, há um ponto em que uma inovação atinge a massa crítica. Que também pode ser entendida como a curva da adoção

A teoria caracteriza 5 vantagens para adoção de uma tecnologia: 1) a vantagem da melhoria de uma inovação em relação a concorrente de uma geração anterior de um produto, 2) a partir de um ponto, uma equipe deve aprimorar a vantagem relativa ao seu concorrente em potencial para não haver um retorno ao produto anterior, 3) o novo produto deve ser compatível ao anterior, não apenas quando instalação e operação, mas principalmente em relação ao estilo de vida do potencial consumidor, 4) relevância no momento do lançamento que significa um profundo entendimento das condições que a inovação encontra no momento que é lançada, e, 5) qual é a complexidade ou simplicidade do uso da inovação no momento que é lançada, inovações complexas podem atingir um pequeno público apenas.

Na figura acima a perspectiva de uma inovação chegar ao mercado, se não cair em desuso, passa por sucessivos grupos de consumidores adotando a nova tecnologia (mostrada em azul), sua participação no mercado (amarelo) acabará atingindo um nível de saturação.

 

O que é clarificação para Charles H. Hinton

13 Nov

O escrito que antecedeu a física quântica, a filosofia hermenêutica e uma nova (ou antiga no sentido de verdadeira) espiritualidade, trazia raciocínios novos e curiosos.
Ao falar de uma dimensão maior do espaço (Higher Space) e maior do Ser (Heigher Being):
Estamos sujeitos a uma limitação de características mais absurdas. vamos abrir nossos olhos e ver os fatos.” (Hinton, 1888), parece simples mas requer treino: “Eu trabalhei no assunto sem o menor sucesso. Tudo era mero formalismo. Mas ao adotar os meios mais simples e por um conhecimento mais completo do espaço, o todo brilhou claramente. ”(Idem)
Já falamos no tópico anterior, mas agora desenvolve o estágio de ser “conscientes de um mais que cada homem individual quando olhamos para os homens. Em alguns, essa consciência atinge um tom extremo e se torna uma apreensão religiosa” (Hinton, 1888), como foi dito no post anterior, “Mas em nenhum é diferente de instintivo. A apreensão é suficientemente definida para ter certeza. Mas isso não é expressável para nós em termos de razão …” (idem)
Parte do aspecto físico, a ideia que “nosso isolamento aparente como corpos um do outro não é de modo algum tão necessário pra assumir como pareceria”, aqui sua relação intuitiva com a física quântica que só tornaria realidade no início do século XX que admite que naquele momento era só uma possibilidade, mas acrescenta mais um ponto: “e viéssemos examinar o assunto de perto, deveríamos encontrar uma relação natural que explicava nossa consciência ser limitada como atualmente é” (Hinton, 1888)
Afirma Hinton: “nosso isolamento aparente como corpos um do outro não é de modo algum tão necessário para assumir como pareceria”, podemos dizer estamos relacionados ao todo, faz um argumento matemático para isto.
Se as formas espaciais só podem ser simbólicas de formas quadridimensionais: e se não lidamos diretamente com as formas espaciais, mas a tratamos apenas por símbolos no plano – como na geometria analítica – estamos tentando obter a percepção do espaço superior através de símbolos de símbolos, e a tarefa é sem esperança” (Hinton, 1888).
Dirá num todo quase místico, mas compatível com o pensamento de Teilhard Chardin por exemplo, “Em vez de uma abstração, o que temos que servir é uma realidade, para a qual até nossas coisas reais são apenas sombras. Somos partes de um grande ser, em cujo serviço e com o amor de quem, as maiores exigências do dever são satisfeitas.” (Hilton, 1888)
Então dará a sentença: “O poder de ver com nosso olho corporal é limitado à seção tridimensional” (Hinton, 188) e será a partir daí que criará sua visão da 4ª. dimensão: o Tesseracto.

HINTON, Charles H. The new era of thought. Lonson: S. Connenschein & Co., 1888. (Chapters 7, 9, 10, and 11)

 

Web Summit em Lisboa

08 Nov

Um dos maiores eventos da Web realizou-se esta semana, estava num evento paralelo, só pude acompanhar por vídeos e noticias, sem dúvida a maior estrela foi o fundador da Web Tim-Berners Lee que já tem um grande projeto novo, embora tenha falado nas entrelinhas.
Começou uma entrevista, que na verdade ele falou a vontade sem muitas perguntas dizendo o início da Web e como seu crescimento foi também surpreendente para ele, contou detalhes técnicos como “escrevi o código do primeiro servidor e o código do primeiro browser, chamava-se WorldWideWeb.app” e estava no site info.cern.ch .
Depois contou que sua preocupação é a mesma de todos, depois de 25 anos devemos lidar com: cyberbullying, desinformação, discurso de ódio, questões de privacidade e disse o que muitos estão a falar: “Que raio poderia correr mal?” dirigindo-se ao público: “nos primeiros 15 anos … grandes coisas aconteceram. Tivemos a Wikipedia, a Khan Academy, blogs, tivemos gatos” claro disse brincando, e acrescentou: “a Humanidade conectada deveria ser mais construtiva, mais pacífica, que a Humanidade desconectada”, mas sqn (só que não).
“Porque estamos quase no ponto em que metade do mundo estará online”, explicou o engenheiro britânico se referia-se ao momento ’50/50’, isto é metade da humanidade conectada que se esperava em 50 anos, mas deve chegar a este ponto em maio de 2019.
Depois de tentar argumentar responsabilidades de governos e empresas, creio que podem acontecer mas serão lentas, falou indiretamente de seu projeto SOLID (Social Linked Data), ao afirmar que ”como indivíduos temos de responsabilizar as empresas e os governos pelo que se passa na internet” e “a ideia é, a partir de agora, todos serem responsáveis por fazer da Web um lugar melhor”, disse incentivando start-ups também a entrar neste processo.
Pensar no desenvolvimento de interfaces onde os utilizadores conheçam pessoas de culturas diferentes, mas acima de tudo garantir a universalidade da Web, segundo Berners-Lee o principal aspecto deve ser (falando indiretamente de novo do SOLID) que a intervenção popular a nível global e que fez da Web “apenas uma plataforma, sem atitude, que deve ser independente, pode ser usada para qualquer tipo de informação, qualquer cultura, qualquer língua, qualquer hardware, software”, linked data poderá auxiliar isto.
Tim Berners-Lee apresentou o movimento #ForTheWeb no mesmo dia em que a sua World Wide Web Foundation divulgava o relatório “The Case for the Web”, o evento teve uma superaudiência, mais de 30 mil pessoas, há vários vídeos, mas o da Cerimonia de Abertura é um dos mais marcantes e tem Tim-Berners Lee também, veja: https://www.youtube.com/watch?v=lkzNZKCxMKc
Amanhã voltamos ao tema político, porém a Web se tornou política e por isto deve ser pensada por todos.