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Realidade Virtual, visão e clareira

28 Fev

Desde sempre a humanidade usou de sombras para fazer pinturas e abrir clareiras senão para seus contemporâneos ao menos para futuras gerações e para seus semelhantes, as pinturas rupestres, agora com a Caverna de Chauvet data de 32 mil a.C. podem demonstrar isto.
Há algumas formas de escrever, e algumas novas foram pensadas por Vilém Flusser, que escreveu ao falar das máscaras: “A máscara do artista de software não está há muito tempo a disposição. Talvez haja diversos níveis de criatividade. Talvez, ser escritor venha ser diferente de ser um especialista de software, e então talvez invente o escritor. Nesse aspecto, temos preconceitos com os quais seria bom romper.” (FLUSSER, 2014, p. 191).
Desde o Mito de Platão, a ideia de clareira foi teorizada pela humanidade, é diferente do homem da caverna porque envolve um nível de intencionalidade e de criatividade como quer Flusser diferente, e mais recentemente o Iluminismo não é outra coisa senão esta busca.
Heidegger chamou a atenção para a visão de mundo, a Weltanchauuun , um conjunto de valores culturais que constroem nossa visão.
O problema central da clareira é que pode estar vinculada aos sentidos, assim foi para os empiristas, porém a quarta dimensão (já comprovada) e outras superiores (que podem haver) dão uma nova dimensão do que é esta visão, agora com as realidades virtual, aumentada e mista isto pode estar num patamar ainda superior.
Não faltarão fatalistas e apocalípticos, falta-lhes a humildade de Flusser, porém a imersão já está a caminho com a realidade mista, para a qual diversos ambientes estão disponíveis ao público convencional, já que a palavra leigo pode ser mal interpretada, os visualizadores 3D e software para criação estão ai disponíveis em ambientes disponibilizados por fabricantes de tablets e smartphones.
É certo que assim como as novas midias: internet, web, chats, Pinterest e vídeos mudaram a nossa visão de como ver as coisas, não quer dizer que mudou a visão de mundo, mas vendo além do que os sentidos veem estamos ao menos ampliando nossas “sensações”, como queria Marshall McLuhan, ao explicar a passagem de casas circulares, explica dando um auxílio aos antropólogos: “da mesma maneira, o visualista pode não ver muita diferença entre o cinema a TV, entre um Corvair e um Volkswagem, pois a diferença não reside entre dois espaços visuais, mas entre um espaço tátil e um espaço visual.” (McLUHAN, 1964, p. 145).
O mesmo acontece agora com a realidade virtual, a aumentada e a mista, nem momento a com maior potencial para se popularizar, pois, o que muda não é o campo de visão, mas a relação empática que estes meios possuem, os adultos podem não entender, mas aos jovens isto é imediato.
Um empreendedor e especialista em realidade virtual explica esta empatia, o TEDx de Thong Nguyen é muito interessante (há como habilitar a tradução para o português):

Flusser, V. Comunicologia: reflexões sobre o futuro. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
McLuhan, M. Understanding media: os meios de comunicação como extensão do homem. São Paulo: Cultrix, 1964.

 

Markham no Canadá: smart city

13 Fev

O desconhecimento dos benefícios que o uso inteligente e racional pode trazer para diversas cidades tornam muitas políticas publicas ineficientes e com gastos desnecessários, um problema grave é a infraestrutura para monitorar as cidades.
Em projeto de parceria a Bell Canadá e a IBM Canadá querem tornar a cidade de Markham, Ontário no Canadá, de aproximadamente 330 mil habitantes, um modelo de uso de redes para torná-la “cidade inteligente”, segundo o Financial Post.
O governo da cidade usará as redes de banda larga da Bell e a análise de dados da IBM, coletando dados de sensores colocados em toda a cidade para decidir investimentos em vários aspectos de infraestrutura: vazamentos em tubulações, regiões sujeitas a inundações (está próxima ao lago de Ontário), problemas que surgem em tempestades, uso eficaz de energia e rastreamento.
Os projetos não deixam de incluir melhorias sociais e aspectos ecológicos dos quais dependem também o bom uso de tecnologia e de energia, muitos ambientalistas desconhecem que os resultados de Medellin foram alcançados também com uso de conceitos de Cidades Inteligentes, sendo o primeiro case na América do Sul.
Ensaios e projetos semelhantes estão sendo conduzidos no Canadá e outras partes do mundo tendo em vista o que uma série de serviços em vários fornecedores podem estar a preparar serviços que melhores custos e evitem a interrupção de serviços.

 

CES 2019 começou

09 Jan

A feira mundial de eletrônicos a CES (Consumer Eletronics Show) começou ontem em Las Vegas e vai até sexta feira(11/01), o que pode ser visto ali?
Este ano a novidade mais forte parece ser a Smart home, casa inteligente, muitas novidades, com o avanço da inteligência artificial, a casa que já tem aspirador eletrônico, controle eletrônico de luzes e aparelhos domésticos, vai começar a conversar com você.
A Smart TV já está aí, e ao contrário do aprisionamento, muita gente deixou de ver programas e canais convencionais de TV, usam para filmes, séries (substituindo as antigas novelas) e usa para passar vídeos Youtube e filmagens familiares, isto já está em mudança.
Aos poucos da diversão isto vai passando para áreas da saúde e da interação, nada a ver com o filme BlackMirrow (ver o post), aparelhos vestíveis fitness e equipamentos médicos para saúde.
Uma das empresas presentes é a Neutrogena, que trabalha com produtos relacionados a pele, capas de scanear um rosto humano em 3D e criar mascaras personalizadas para cada rosto, controles de pressão, glicose e outros já estão disponíveis nos mercados.
Mas a fiação e aparelhos para cada é que vai mudar radicalmente, TV sem cabos e conexões com uso de WiFi já estão disponíveis, um novo tipo de plugue já apelidado de “transformer plug” e as câmeras só para vigiar agora poderão fazer projeções em toda casa, incluindo as TVs e dispositivos da Web para a interação inteligente.
Robôs que limpam a casa e trazem coisas da geladeira até você, máquinas que dobram roupas, mascaras inteligentes de dormir, vasos sanitários auto-limpantes, já eram presentes no ano passado.
Então qual a novidade, será a inteligência presente nestes dispositivos e a comunicação com humanos, a feira promete algumas novidades.

 

Porque a Inteligência artificial emergiu?

22 Ago

O longo caminho percorrido pela Inteligência Artificial inclui a construção de linguagens como Lisp, Prolog, Haskel, mas atualmente emergiram ambientes como DialogFlow, Watson e
O Final do século 20 havia uma grande crise na IA (sigla para inteligência Artificial), mas a emergência de pesquisadores em Web Semântica retomou estudo e aos poucos, assuntos como IoT (internet das Coisas), Linguagem Natural e Machine Learning (não há uma tradução, mas poderíamos dizer aprendizagem por Máquina) emergiram.
O fato que assusta alguns está ligado ao conceito que se tem de “inteligência” e de “mente”.
Esta emergência despertou as cinco maiores companhias de tecnologia do mundo : Apple, Microsoft, Google, Amazon, e Facebook, que passaram a investir em inteligentes capazes de conversar com humanos.
Agora já 28% dos consumidores nos Estados Unidos atualmente usam algum assistente virtual, esses aparelhos que integram a tecnologia IA de um assistente de voz com um produto de casa comum tem tido grande sucesso, tais como Alexa, Echo e Google Home, mas o aumento de vendas para 39% anuais foram comemorados pelas empresas.
Em empresas a preocupação com a privacidade, a operação é feita usando armazenamento em nuvens, empresas com assistentes de som usam medidas diferentes para proteger as informações pessoais de seus consumidores, mas sabem que existem falhas nessas defesas.
O áudio enviado para a Google e Amazon é criptografado antes de ser transmitido, deixando a troca de dados supostamente segura, mas a base de dados pessoas precisa ser acessada para que a máquina vá “desenvolvendo” sua capacidade de aprendizagem.
Recentemente um pesquisador inglês da área de segurança da informação demonstrou que é possível transformar um Echo fabricado antes de 2017 em um instrumento de gravação perpetua cujo áudio pode ser transmitido a um local remoto, sem que o usuário saiba.
Para se proteger de hackers, uma boa prática é acessar sua conta e apagar o histórico de interações com os serviços periodicamente, mas resta saber se não foi hackeada neste período.
Já o Siri da Apple, ao invés de associar a gravação com a conta de usuário, ele associa a coleta da interação com você com uma série de números aleatórios.
Com ou sem segurança, este mercado cresceu e as empresas estão de olho, já é irreversível.

 

Material pode ajudar criação de chips quânticos

08 Ago

Pesquisadores da Universidade Central da Flórida (UCF) descobriram um tipo de material que poderia ser usado como um “bloco de construção” de chips quânticos, sendo composto de háfnio, telúrio e fósforo, Hf2Te2P.

Segundo o pesquisador Madabe Neupane, da UFC: “Nossa descoberta nos leva um passo mais perto da aplicação de materiais quânticos e nos ajuda a obter uma compreensão mais profunda das interações entre várias fases quânticas”.

O material tem mais de um padrão de elétrons que se desenvolve dentro de sua estrutura eletrônica, dando-lhe uma gama de propriedades quânticas. Neupane diz que este material aumentará o poder de computação para grandes volumes de dados em novos dispositivos e reduzirá consideravelmente a quantidade de energia necessária para a eletrônica de potência.

A descoberta já atraiu empresas que estão investindo na pesquisa, a Microsoft por exemplo investiu em seu projeto chamado Estação Q, o laboratório que está dedicado ao campo da computação quântica topológica, e a google se associou à NASA num investimento que trabalha com computação quântica e inteligência artificial.

Como os fenômenos quânticos precisam ser melhores compreendidos para que a eletrônica seja totalmente substituída pela fotónica e pela computação quântica, as mudanças de cenário computacional tendem a mudar rápida e continuamente.

A descoberta do laboratório de Neupane está publicada na Nature Communications, e é um grande passo para esta mudança de cenário.

 

 

Novidades no Google News

02 Jul

Após vários anúncios, finalmente na segunda quinzena de maio o Google lançou seu novo aplicativo, somente agora consegui dar uma olhada no aplicativo que substitui o Google Play Newsstand, agora com uso de Inteligência Artificial.

O aplicativo trabalho em usar aprendizado de máquina para treinar algoritmos que vasculham notícias de modo complexo e recentes e divide-as num formato de fácil compreensão, com cronogramas cronológicos, notícias locais e histórias apresentadas numa sequencia de acordo com a evolução dos fatos, por exemplo, o início de uma partida de futebol, seus lances mais importantes, o resultado e as consequências.

Esta seção que são notícias que os algoritmos julgam importantes para você tem o nome For You (Para você no Brasil, e Para si em Portugal), seguem mais 3 seções assim divididas:

A segunda seção é chamada Manchete, onde as últimas notícias e temas específicos são apresentadas. Aqui, existe uma subseção onde o usuário pode escolher ler a notícia pela Cobertura Completa do Google, em que o Google divide-a em itens, numa variedade de fontes em Mídias sociais, permitindo saber onde e quando aquilo aconteceu.

A terceira seção mostra os favoritos, como os principais tópicos que o usuário costuma acessar, a IA tem grande trabalho ai, vai nas fontes favoritas do proprietário, salva histórias para leituras mais tarde e guarda pesquisas de acordo com a localização dos textos.

E por fim o White Play (Play Branco) que é a adição do novo Google news, que permite que o usuário acesse e assine serviços com conteúdos premium em Sites voltadas à notícias.

Enquanto uma parte da crítica continua a duelar com os velhos esquemas de notícias dirigidas ou enlatadas, vinculadas a grupos editoriais, o mundo das notícias personalizadas evolui.  

 

Alexa: assistente pessoal da Amazon

26 Jun

Pode não parecer um fenômeno novo na tecnologia já que existem assistentes como o Siri, Cortana ou Google Now, mas o fato deste assistente ser realmente pessoal, por isto chamei os outros de assistentes de voz, é o fato que ele aprende e armazena os dados em uma nuvem particular da Amazon Web Service (AWS).

Ativados por voz estes assistentes pessoais embora todos fundamentados pelo uso de voz há diferenças, eles podem aprender com pessoas específicas hábitos e funções que elas desejam, enquanto o assistente de voz, como chamo Siri e Google Now agora emponderado pelo Dialogflow, como explicamos no post anterior, eles podem responder e aprender com a interação humana, mas poderá, se for desejável organizar seu próprio banco de dados.

O Alexa (por ser o assistente pessoal penso ser do género masculino, mas pode ser a também) está centralizada na nuvem da Amazon e tem seu próprio equipamento que é o Amazon Echo, uma coluna sempre conectada a internet via WiFi que está atenta aos diálogos do seu “dono”.

Os serviços de música em streaming com uso do Spotify ou Pandora, pode ler as notícias dos principais jornais que preferir, informar a previsão de tempo ou o trânsito a caminho do trabalho, pode controlar todos equipamentos em casa que sejam Smart Home, inclusive ele pode identificar e dizer sobre a compatibilidade, mais sua capacidade vai além.

Além disto tudo promete verificar coisas básicas como resolver contas matemáticas ou entrar numa conversa e até contar piadas, com o tempo este banco e esta capacidade vai evoluir.

Mas cuidado, já postamos aqui sobre o mito da singularidade (em especial o livro de Jean Gabriel Ganascia), a ideia que isto vai virar um monstro e controlar você é menos verdadeira que a de individualizar-se e deixar de falar com amigos e parentes.

 

Tornar hologramas reais, rápidos e precisos

20 Jun

Já mencionamos aqui o desenvolvimento de hologramas no espaço sem a necessidade de dispositivos que recriem os artefactos, agora é possível fazê-los de modo ultrarrápido e muito precisos.

Os cientistas do Laboratório Americano Lawrence Livermore na California desenvolveram uma técnica que pode criar objetos complexos em segundos, podemos dizer usando teorema de amostragem de Shannon para a criação de imagens, agora sendo elas tridimensionais.

Esta técnica cria os objetos em camadas simultaneamente, os detalhes foram publicados na revista Science Advances em dezembro de 2017, há duas inovações realmente importantes ali, a possibilidade de criar imagens reais de modo ultrarrápido usando uma resina fotossensível recriando a impressão 3D com um poderoso laser que endurece esta resina tornando-a um plástico.

 

Isto também pode ser feito com metais usando feixe de elétrons e um pó de metais em vez da resina, a também não precisa dos inúmeros suportes necessários às impressoras 3D.

O engenheiro Maxim Shusteff, do LLNL, que lidera o estudo disse ao site New Atlas: “o fato que você pode fazer peças totalmente em 3D, tudo em uma única etapa realmente supera um problema na manufatura aditiva”, agora os hologramas podem retornar às peças materiais.

Outra opção seria a bio-impressão em tecido vivo: “Nós fizemos uma boa primeira tentativa”, disse Shusteff, “mas ainda não levamos isso ao limite de seu desempenho, então o espaço está aberto para nós e outros para demonstrar o que essa abordagem é capaz de fazer.”  bioprinting tecido vivo. “Nós fizemos uma boa primeira tentativa,” disse Shusteff, “

Se a impressão 3D já era anunciada como uma revolução, esta nova técnica promete acelerar ainda mais este processo

 

As redes e a crise mundial

22 Mai

As redes sociais estão provocando uma mudança orgânica no conjunto da sociedade, ela já é mais evidente do que era a 10 anos atrás, mas ainda se confunde a organização em rede com a descentralização e há fortes forças conservadoras que pedem uma nova “hierarquia” social, ainda que descentralizada com poder central.

A percepção de que este ou aquele país é um país em “crise” mais aguda que outros é válida, mas a verdade é que são aqueles que mais aprenderem com a crise que poderão sair dela mais rápido, a primeira lição é que há uma sociedade mais atenta, mais diversificada e menos capaz de suportar esquemas centralizados e autoritários, mas por que então esta onda ?

Justamente porque a grande maioria dos “silenciosos” agora revelam a verdadeira face , a da conveniência e a da convivência com valores que no fundo eram apenas “suportados” pelos que sofriam alguma forma de exclusão, e não falo só a financeira, ainda que seja grave.

Edgar Morin ressalta que agora o espaço “público reúne a sociedade em sua diversidade. A direita, a esquerda, os malucos, os sonhadores, os realistas, os ativistas, os piadistas, os revoltados – todo mundo. Anormal seriam legiões em ordem, organizadas por uma única bandeira e lideradas por burocratas partidários.  É o caos criativos, não a ordem preestabelecida.”

Pode tudo isto desandar numa guerra civil, concordo com Manuel Castells: “guerra civil e movimentos sociais são incompatíveis!”, mas os movimentos sociais agora não são somente as massas manobradas por sindicatos e partidos, é isto que temem os caudilhos, há muita desconfiança e segundo Castells “partidos são universalmente desprezados pela maioria das pessoas”, por que sabemos que pagamos o salário dele (alto) e não fazem o que deviam fazer.

Mas é preciso salvar valores sociais para não cair na tentação da violência e do autoritarismo que é o que desejam os radicais e suas massas de manobra, Castells afirma “você preciso de muito mais valor para não ser violento. Ser violento é fácil.”

Estou em Portugal que viveu uma crise profunda e ainda sente reflexos dela, mas aprenderam a conviver, a dialogar e a ter um pouco mais de paciência com graves problemas sociais, mas este fim de semana havia uma mega manifestação de professores que tiveram salários afetados e aposentadoria (reforma aqui) atrasada, alguns podem ter direito só aos 70 anos.

 

Andróides sonham ?

18 Mai

Os dois filmes de Blade Runner foram inspirados no livro Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K Dick é relançado em edição comemorativa de 50 anos (1968-2018) com escritos inéditos: uma carta do autor para os produtores de Blade Runner, na qual profetiza o sucesso da produção e a última entrevista concedida por Dick, publicada em 1982 na revista The Twilight Zone Magazine na ocasião do lançamento do filme.

O prefácio exclusivo assinado pelo escritor e jornalista argentino Rodrigo Frésan, amante da ficção científica e da obra de Dick relatando a conturbada e impressionante vida do autor, e um brilhante cenários que chamam de “pós-apocalípticos” feitos por Douglas Kellner e Steven Best, professoras respectivamentte da Universidade da Califórnia e na Universidade do Texas.

Acrescente-se a isto um posfácio escrito pelo tradutor do livro, Ronaldo Bressane, que compara Androides com Blade Runner e comenta aspectos da obra não explorados no cinema, como a preocupação ambiental, além das questões religiosas e metafísicas presentes no texto.

As questões religiosas e metafísicas são tão atuais que merecem uma visão atualizada do que pensamos que é o nosso universo interior, os nossos valores e nossa relação com o mundo natural e ao mesmo tempo transcendental, no sentido não imediato.

O que é a natureza além a natureza e o que é o homem além do humano, não é nem trans-natureza e nem trans-humano apenas, mas para olhá-la de modo adequado será preciso ter um olhar transdisciplinar, não ver pelo lado apocalíptico e pessimista apenas.

A Inteligência Artificial é sem dúvida uma inspiração para os próximos anos, pensar nela não é pensar fora do espírito e da interioridade humana, mas é justamente questionar o que é isto, Blade Runner 2049 fez isto, mas o sucesso foi pequeno, preferimos Robocop.

Se a vida interior reduziu-se na modernidade não é devido aos avanços atuais e vindouros, mas devido ao fato que as vezes atribuímos aos humanos atitudes de robôs e não o contrário, pois os robôs atuais ainda tem raciocínio mecânico e numa lógica limitada.