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Arquivo para outubro, 2013

Vida nua e vertigem digital de Keen

31 Out

Não há dúvida que vivemos uma “vida nua”, categoria de Giorgio Agamben que significa também queDaJanelaDoMeuQuarto há um homem comum que é o “homo sacer” este ignorado pelo estado e pelas leis, que vivem em favelas, mocambos, a quem não chegam os benefícios da sociedade atual.

Vida nua, ao contrário de quem possa pensar que é a vida que seria “transparente” nas redes sociais, ou outra categoria sócio-política, é para Agamben um espaço altamente artificial que as estruturas de poder geram ao excluir da proteção jurídica as formas de vida que não se submetam à sua ordem.

O “homo sacer” é este homem comum condenado à banição pelo direito romano, passando pelos campos de concentração nazistas, mas presente nas prisões de guantanamo e espalhadas pelo mundo árabe, usando um recurso de Andrew Keen ao escrever Vertigem Digital, pode-se usar o curta brasileiro Da Janela do Meu Quarto (2004), de Cao Guimarães, onde mostra dois corpos em combate, numa coreografia sensual e agressiva.

Com a imaginação influenciada pelo cineasta Alfred Hitchcock, Keen usa o filme, Um corpo que cai, como ponto de partida, Keen tenta nos levar a crer que a mídia social, com sua imensa geração de dados pessoais, nos levaria  a pensar que nossas verdadeiras identidades hoje só estariam presentes pela internet, claro pensando que as pessoas não se encontram e não se conhecem.

A superexposição, segundo ele feita pela internet, mas ele não fala de “vida nua” e do “homo sacer”, é um excesso de transparência que Keen chama de “publicalidade”, uma mistura de publicação e publicidade, onde todos saberiam tudo dos outros, sim se não souberem usar os grupos e as restrições de privacidade, o que é muito diferente é o uso da informação privada por organizações e órgãos governamentais, que é a “segurança”.

 

QR Code, o que é

30 Out

Sendo um código bidimensional, o QR (Quick Response) pode guardar exponencialmente mais informaçõesQrCode que um código de barras unidimensional (o branco é O e o preto é 1), guardando informações de conteúdos mais complexos, a URL ao lado, por exemplo, direciona a este blog.

O código foi gerado a partir do url shortener do Google, depois selecionando “details”.

Usando algum gadget com câmera ou scaner, o código é convertido em texto, que pode ser então interpretado como um usando a em texto (interativo), com um endereço URI, um número de telefone, uma localização georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS.

O QR Code foi usado inicialmente na produção de veículos, mas hoje é usado tanto no gerenciamento de inventários como em controle de estoque na indústria e no comércio.

A partir de 2003 foram desenvolvidas aplicações para facilitar os usuários a inserirem  dados em telefone móveis usando a câmera do aparelho.

Os códigos QR são comuns também em revistas e propagandas, para registrar endereços e URLs, bem como informações pessoais detalhadas.

 

O homem biônico de hoje

29 Out

Ele já tem as funções humanas: anda, fala e ele tem um coração batendo (que pode fazer exatamente a função do coração humano), mas seu objetivo não é humano, é o de mostrar as funções humanas feitas por tecnologia,BionicoHomem e por isso é primeiro homem totalmente biônico do mundo (bionic man)

Assim ele é  “uma mistura de partes do corpo, o homem biônico é um amálgama das próteses humanas mais avançadas”, conforme afirma a revista Livescience, “de membros robóticos para órgãos artificiais para um sistema circulatório de bombeamento de sangue”, o andar e pegar como simulações perfeitas do homem.

A criatura “ganhou vida” no “O Incrível Homem Bionic”, que estreiou neste domingo (20 de outubro) no Canal Smithsonian em um video (veja o vídeo do Bionic Man).

Os dispositivos usados nos diversos orgãos foram desenvolvidos por laboratórios diferentes, como o olho e o coração, que são próteses que podem ser implantadas em seres humanos.

Ainda é sómente uma máquina, sem qualquer tipo de sentimento, a ficção do Homem se seis milhões de dólares, ou o Homem Bicentenário, ainda ficam no cinema.

Ele já tem as funções humanas: anda, fala e ele tem um coração batendo (que pode fazer exatamente a função do coração humano), mas seu objetivo não é humano, é o de mostrar as funções humanas feitas por tecnologia, e porisso é primeiro homem totalmente biônico do mundo (bionic man)

Assim ele é  “uma mistura de partes do corpo, o homem biônico é um amálgama das próteses humanas mais avançadas”, conforme afirma a revista Livescience, “de membros robóticos para órgãos artificiais para um sistema circulatório de bombeamento de sangue”, o andar e pegar como simulações perfeitas do homem.

A criatura “ganhou vida” no “O Incrível Homem Bionic”, que estreiou neste domingo (20 de outubro) no Canal Smithsonian em um video (veja o vídeo do Bionic Man).

Os dispositivos usados nos diversos órgãos foram desenvolvidos por laboratórios diferentes, como o olho e o coração, que são próteses que podem ser implantadas em seres humanos.

Ainda é somente uma máquina, sem qualquer tipo de sentimento, a ficção do Homem se seis milhões de dólares, ou o Homem Bicentenário, ainda ficam no cinema.

 

Estudo mostra uso de tecnologia em ensino

28 Out

O estudo Objetos de Aprendizagem em Sala de Aula: Recursos, Metodologias e Estratégias para a Melhora da Qualidade de Ensino foi desenvolvido durante dois anos por um grupo de pesquisa da UNESP de Araraquara que avaliou o desempenho de 400 estudantes de oito turmas de 2º e 3° anos do ensino médio as aula com de objetos de aprendizagem, que são os recursos tecnológicos que permitem alguma interação com o conteúdo, como animações, simulações e games educativos.

O uso de games já é comum e integrador, o game Minegraft, por exemplo que usa Minecraftblocos de construção, já é usado no mundo todo para ensinar literatura e matemática agregada a biologia (foto ao lado)

A pesquisa mostrou que os estudantes na  sala de aula obtiveram que usaram ferramentas tecnológicos tiveram maior rendimento tomando como base a média cinco ou abaixo deste valor, tiveram um ganho de 51% seu desempenho em física e matemática, o projeto é coordenado pelo professor Silvio Fiscarelli do departamento de didática da UNESP de Araraquara.

Também os estudantes com média acima de cinco, tiveram um ganho médio de 13%, mostrando que o uso adequado de tecnologia é benéfico ao ensino.

Para o projeto foram usadas 20 ferramentas tecnológicas nas aulas, com algumas criadas pelo núcleo de ensino da Unesp, mas a maioria  foi aproveitada de repositórios educacionais como o BIOE (Banco Internacional de Objetos Educacionais) e o Rived, programa da SEED (Secretaria de Educação a Distância) ou traduzidas de repositórios internacionais.

O projeto agora conta com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo de Pesquisa do Estado de São Paulo), e ampliará os estudos para 660 alunos, sendo feito com 600 alunos nos três anos do ensino médio, e ampliado para as áreas de português, química e filosofia.

Além da capacitação de professores, esta nova fase contará também com 35 notebooks, assim os alunos não precisam mais se deslocar ao laboratório de informática, com as atividades sejam realizadas dentro da sala de aula.

 

Segurança na internet e sociedade-mundo

26 Out

As razões confessas como espionagem na rede vazadas por Edward Snowden, ex-funcionário daASociedade Agência de Segurança Nacional americana (NSA, na sigla em inglês), e as inconfessas que é o desejo dos estados de controlar seus cidadãos, abriram debates nacionais sobre segurança e privacidade e que tomam proporções mundiais.

No entanto, por enquanto, há mais propostas foram rejeitadas do que afirmativas sobre o que querem, o motivo é a complexidade dos interesses envolvidos em um debate, e que entre os países motivadores está o Brasil

Nos Estados Unidos, um dos promotores é centro de estudos Wilson Center, em Washington, mais presente, entretanto a visão de especialistas que questões políticas, mas ao menos trouxeram questões fundamentais no aspecto técnico e ético.

O que desejam é aproveitar o desejo dos governos de patrulhar cidadãos, nem sempre terroristas, mas não respeitar as liberdades fundamentais e o direito à privacidade nas sociedades ocidentais, seria possível ?

O discurso de confronto de “soberanias” é um apelo ideológico a questões nacionais, que as manifestações na França, um país com uma cor nacionalista destaca, sobre a expulsão de estrangeiros, parece não encontrar eco entre os jovens.

A tentativa de estados nacionais, se criar redes “próprias”, chamadas por especialistas de “balcanização”, nada mais é do que retomar o discurso nacionalista e deixar de ver o mundo como aquilo que já é, ou seja, uma sociedade-mundo, como o chama Edgar Morin.

Assim, se tivermos uma solução que ela seja mundial, sem tirar a liberdade de relações mundiais, em rede, de toda a humanidade, respeitando a privacidade de cada internauta.

 

Mais mentes confusas pela internet

25 Out

GeracoesEm reportagem da revista Época, também o livro de Mark Bauerlein, autor de The dumbest generation (A geração mais estúpida) há uma análise pessimista em que ele antecipa uma nova Idade das Trevas, quando os indivíduos que hoje são crianças e adolescentes chegarem à maturidade.

Na análise deste autor na revista Época, “uma vez de mentes juvenis inquietas e repletas de conhecimento, o que vemos nas escolas é uma cultura anti-intelectual e consumista”, atribuída a Bauerlein, professor da Universidade Emory,na Geórgia, que supervisiona estudos sobre a vida cultural americana.

Seu estudo sobre a influência das mídias digitais foi feito com 81 mil estudantes americanos de ensino médio e segundo ele foi detectado que 90% “leem ou estudam” menos de cinco horas por semana, e passam muitas horas assistindo à TV, navegando na internet ou jogando videogames, numa média de 6 horas semanais, e aí toma conclusões apressadas, ao dizer “não sabem praticamente nada de história”, etc.

Não sei se os dados da juventude dos anos 60 seriam diferentes, apenas não tinha internet e havia a guerra do Vietnã e no Brasil, eram tempos de regime militar, e até mesmo falar a palavra ditadura era proibido, os sistemas educacionais eram repressivos e pouco inventivos, felizmente entrei na primeira turma de computação em minha universidade e tive alguns professores regulares, que liam e se informavam sobre a história do país, mas eram também minoria.

A gente lia romance, mas era coisa água com açúcar, queríamos mesmo era uma TV colorida para ver o jogo do Brasil, não lembro se cantava “este é um país que vai prá frente”, na verdade gostava de matemática e só fui entender de política quando entrei na universidade, mas sou fruto da geração hippie e dos “cabeludos”.

As aulas de histórias sempre foram bobas, tinham que decorar datas e saber quais eram os “heróis nacionais”, enfim nenhuma análise crítica da realidade, na universidade fui ler porque era de um grupo alternativo de esquerda e precisava ter argumentos contra a “ditadura”, hoje agradeço os “rebeldes” de minha juventude, sem eles eu seria também uma “dumbest generation”.

A quanto tempo ficamos na frente da TV engolindo cultura enlatada ? o que dizem sobre a cultura árabe ou muçulmana nos nossos jornais ? alguém sabe algo da cultura africana ? quem é a dumbest generation ?

Os problemas que recaíram sobre esta geração não tem conexão com a geração perdida (1914 – 1924), a geração baby boomers (46-64) e a geração hippie (64-84) ? será que só agora são “dumpest” ?

 

O cérebro de Nicholas Carr e a Web

24 Out

A mais de um século estamos questionando a modernidade, o iluminismo e nossos valores e o nosso modelo de sociedade,Carr de repente de 23 anos para cá encontramos um bode expiatório: a internet.

Aproveito para dizer que a Web com toda pompa e mistificação que muitos atribuem a ela, nada mais é que um aplicativo na última camada de internet, e esta sim significa a ligação entre milhões de máquinas e pessoas, e depende do aplicativo que inserimos nela.

Assim devo levar a sério Nicolas Carr, um crítico duro da internet, ele participa do projecto de cloud computing do Fórum Económico Mundial, escreve regularmente sobre tecnologia e cultura no The Guardian, The New York Times, The Wall Street Journal, The Financial Times, Die Zeit, The Times e outros periódicos, é membro da Encyclopedia Britannica, mas não tem nenhum verbete no Wikipedia, embora está lá.

Em “Os superficiais”, esclareço que o tema é anterior a internet coisa que ele ignora, embora faça uma  viagem mental em seu próprio cérebro, do nascimento do alfabeto a prensa de Gutenberg, da antecipação do computador por Alan Turning até o evento da cartografia e o aparecimento do relógio, não diz onde nasceu a superficialidade.

Novo deslize ao ver não uma convergência de “meios” mas uma fusão, ele reduz a internet a “uma força aglutinadora de todas as tecnologias percursoras”: máquina de escrever e tipografia; mapa e relógio; calculadora e telefone; correio e biblioteca; rádio e televisão.

Em novo reducionismo aplica ao taylorismo, método de trabalho em linhas de montagem ao que chama de “taylorismo” mental: “No passado o homem estava primeiro. No futuro o sistema deve estar primeiro”.

Aquilo que Taylor imaginou para o trabalho manual, segundo Carr o Google aplica ao trabalho mental, criando um “negócio da distracção” em que a inteligência passa a ser encarada como a excelência e rapidez no tratamento de dados, ao invés da observação e da contemplação.

Ora a “sociedade do espetáculo”, a “sociedade da réplica”, o texto de Walter Benjamin “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, foi publicado em 1955, a fragmentação do conhecimento e a superficialidade são temas desde a muito tempo, então é preciso encontrar o momento e os motivos reais desta “superficialidade” contemporânea.

 

Europa discute segurança de dados

23 Out

DataProtectionO comitê do Parlamento Europeu para a privacidade digital, Libe, na sigla em inglês, aprovou nesta segunda-feira, um novo rascunho para as regulamentações a questão da privacidade, o documento dá sequência à uma grande iniciativa da Comissão Europeia por mais segurança de dados.

Em toda a Europa, os defensores da privacidade digital concordam que lá estão no caminho certo, pois é  urgente de endurecer a legislação para proteger os, usuários de internet.

Uma das regras é tornar mais visível o que aparece quase imperceptível sobre os seus dados, as cláusulas que estão geralmente escondidas nas condições gerais, ou são apresentadas como configuração padrão quando você se cadastra em algum site.

As empresas com sedes fora da União Europeia embora possam contornar as disposições vigentes de segurança de dados, elas deverão procurar os países com legislação mais flexível, o que fez a Irlanda e o Reino Unido destinos mais populares, mas a situação deve mudar com a adoção de regras iguais para todo o bloco.

Uma das regras propostas do Libe é que os usuários consigam apagar seus dados pessoais da rede com mais facilidade, claro sem permitir que sejam previamente armazenados.

Os usuários também terão  o direito de saber para quais empresas ou também agências governamentais seus dados poderão ser repassados, isto significa privacidade.

 

Brasil ocupa 4º. lugar em nativos digitais

22 Out

A ideia que existem migrantes digitais, aqueles mais adultos que pouco ou mal se adaptam as tecnologias e que existem nativosnativosBrasil digitais, as gerações que nasceram após a Web e que tem menos de 24 anos é a melhor justificativa para os inúmeros preconceitos com o uso de tecnologia.

Quem questiona o uso do rádio, ou mesmo da TV ? que foi muito questionada nas décadas de 60 e 70 ? A geração “transviada” passou e foi até questionadora do consumo e das guerras, mas no final de tudo o jeans virou moda e a paz não foi alcançada apesar do fim da guerra do Vietnã.

Agora a geração que tem entre 15 e 24 anos é estigmatizada, “supérfluos” ou “sem concentração e sem foco” na verdade pouco ou nada quer dizer, os problemas sociais e culturais de nosso tempo são decorrentes da própria e não do uso ou não de tecnologias, infelizmente a sociedade de consumo está aí e ainda não foi superada.

O Brasil é o quarto país do mundo em nativos digitais, estes abaixo dos 24 anos, sendo a China em primeiro com 75,2 milhões de jovens nesta faixa, os dados são da União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) .

Os Estados Unidos estão em segundo lugar, com 41 milhões de nativos digitais, a Índia vem em terceiro com 22,7 milhões de pessoas, e o Brasil tem 20,1 milhões.

O termo foi usado pela primeira vez em 2001 por Marc Prensky, no artigo “Digital Natives, Digital Immigrants“, publicado na obra On The Horizon, da NBC University Press.

 

Dispositivo de cheiro em celular

21 Out

Alguns anos atrás os japoneses descobriram que era possível transmitir cheiro, transformadoOScientee em ondas sonoras, agora o dispositivo, batizado de Scentee, será conectado ao iPhone para exalar odores acionado por um comando do celular, conforme notícia da BBC.

Mas isto não será tão mágico assim, para isto o Scentee terá um conjunto  de cartuchos especiais com odores especiais, que uma vez combinados criam outros cheiros, e a promessa é que o dispositivo seja lançado no Japão no mês que vem.

O professor de computação da City University London Adrian Cheok, que trabalho no desenvolvimento do equipamento disse: “Se você está de muito bom humor e quer mandar uma mensagem agradável para seu amigo, pode mandar com um perfume”.

“Mas também é possível mandar um gás fedido, se você teve um dia ruim”, observa.

Conforme explica Cheok o dispositivo deverá ter outras aplicações no futuro, por exemplo, mandar uma mensagem  “mas com um cheiro junto”.

A ideia de transmitir cheiros é antiga, já nos anos 1960, um sistema chamado Smell-O-Vision foi criado para emitir cheiros durante a apresentação de um filme, mas este projeto  não vingou e acabou abandonado.