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14 « julho « 2015 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
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Arquivo para julho 14th, 2015

Ambivalência e o malAmbivalence and evil

14 jul

Um conceito muito desenvolvido em nossos dias, de modernidadeMalo tardia, é a ideia de ambivalência, versão moderna do maniqueísmo, e a ideia que estamos sempre entre dois polos, já falamos aqui das dicotomias infernais (objetivo X subjetivo; natureza X cultura) e agora bemXmal.

Creio, concordando com Agostinho de Hipona, que o mal é ausência de bem, e com o profundo livro de Paul Ricoeur A simbólica do mal, que é o segundo volume da obra Finitude e Culpabilidade, escrita em 1960 é fundadora o pensamento deste contemporâneo filósofo. Como toda filosofia parte de questões e não de resposta, o que o filósofo deseja responder, pode ser lido no prefácio do livro “De princípio do sentido, a consciência soberana, raiz da ciência e da plena autonomia do humano, converte-se doravante em problema a esclarecer já que a experiência da vontade má traz justamente a lume a sua opacidade e coloca ainda a pergunta sobre o significado do gênero humano”.

Será ele sapiens ou demens? Estará condenado ao trágico ou à salvação? Será dado à partida, ou surge primeiro perdido e disseminado, precisando de se apropriar?” são questões atuais no fim de uma época. É preciso em primeiro lugar entender, conforme afirma Alain Thiomasset (1995, p. 35), as obras de Ricoeur deve ser lidas “como diálogos com pensadores que ele cruza sobre seus caminhos”, e não como divagações metafísicas ou pressupostos filosóficos ou teológicos.

Assim como bom fenomenólogo, reconhece a importância da “coisa em si mesmo”, mas ele ve que ficou em faltando um mergulho de Husserl na intencionalidade, o epoché grego capaz de lançar a consciência para fora de si própria, diríamos um além da coisa em si pela intenção. Levando isto a fundo isto a fundo Ricoeur penetra no que considera ainda idealismo, que para além da crítica do idealismo husserliano, a fenomenologia permanece o inultrapassável pressuposto hermenêutico a ponto de não poder mais se constituir sem ela (cf. Ricoeur, 1989, pag. 64). Por isto o uso de Schleiermacher, pai da hermenêutica moderna, que viu a necessidade de uma hermenêutica que seja usada num âmbito mais geral, que corresponde hoje a uma ciência da compreensão (Cf. Ricoeur, 1869, pag. 86).

Assim o mundo, sem a polarização sujeito-objeto jamais se daria a compreensão no pensar da filosofia idealista, mas agora o mundo como processo hermenêutico (de busca da verdade), é o campo a partir do qual o ser acede à linguagem, entendendo-se por este acesso a possibilidade ontológica que as coisas fornecem ao homem, portanto longe da dicotomia idealista.

De modo análogo a Agostinho de Hipona, que diz que afirma que o mal é ausência do bem, Ricoeur atualiza isto na ontológica moderna: “O mal é o que não deveria ser, mas do qual não podemos dizer porque é que é. É o Não dever-ser” (Ricoeur, 1988, p. 62).

Ricoeur, P. O mal um desafio à filosofia e à teologia, SP: Papirus, 1998. Ricoeur, P. Finitud y Culpabilidad: el Hombre Labil y la Simbólica del Mal. Madrid: Taurus Ediciones, 1982.

A concept very developed today, of late modernity is the idea of OMalambivalence, modern version of Manichaeism, and the idea that we are always between two poles, we talked about the infernal dichotomies (subjective objective X; X nature culture).

I believe that agreeing with Augustine of Hippona, that evil is the absence of good, and the profound book of Paul Ricoeur The symbolic of evil, which is the second volume of Finitude and Guilt work, written in 1960 is the founder thought of this contemporary philosopher.

Like any philosophy of issues and no answer, what the philosopher want to respond, can be read in the preface of the book “From the beginning of the end, the sovereign consciousness root of science and full autonomy of the human, becomes now in problem to clear up as the experience of ill will just brings to light its opacity and still puts the question about the meaning of the human race”. Is he sapiens or demens? It will be condemned to tragic or salvation? Will be given at the outset, or arises first lost and widespread, need to take ownership? “Are current issues at the end of an era. We must first understand, as stated Alain Thiomasset (1995, p. 35), the works of Ricoeur must be read “as dialogues with thinkers he crosses over his ways”, and not as metaphysical digressions or philosophical or theological presuppositions.

As good phenomenologist, recognizes the importance of the “thing in itself”, but he sees that came in missing a dip in the intentionality of Husserl, the Greek epoché able to launch awareness out of herself, we would say one thing beyond other by Intent.

Taking this background that deeply penetrates the Ricoeur considers that idealism, that beyond the critique of Husserlian idealism, phenomenology remains the unsurpassable hermeneutic assumption that it can not point more to be without it.

(cf. Ricoeur, 1989, p. 64). Ricoeur, P. O mal um desafio à filosofia e à teologia, SP: Papirus, 1998. Ricoeur, P. Finitud y Culpabilidad: el Hombre Labil y la Simbólica del Mal. Madrid: Taurus Ediciones, 1982.