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Arquivo para outubro 31st, 2016

A Web 4.0 emerge ?

31 out

O impulso inicial de Tim Berners-Lee para criar em meados dos anos 90web4-0port um protocolo sobre a internet, o HTTP (Web e Internet são camadas diferentes) foi para difundir de modo mais rápido a informação científica, podemos dizer então que era uma Web centrada na informação.

A Web rapidamente se popularizou, então o crescimento da preocupação com a semântica da Web fez Berners-Lee, James Hendler e Ora Lassila publicaram o paper inaugural Semantic Web: new form of Web content that is meaningful to computers will unleash a revolution of new possibilities,  e uma grande parte do desenvolvimento posterior da Web Semântica estava lá projetado como a representação do conhecimento, ontologias, agentes inteligentes e finalmente uma “evolução do conhecimento”.

A Web 2.0 teve como característica inicial a interatividade (O´Reilly, 2005) onde os usuários se tornam mais livres para interagir em páginas da Web e podem marcar, comentar e compartilhar documentos encontrados online.

O artigo apontava o caminho das ontologias, como caminho “natural” para o desenvolvimento e agregar significado a informação na Web Semântica, com metodologias vindo da Inteligência Artificial, que no olhar de James Hendler (Web 3.0) passava por um “inverno” criativo.

Mas três ferramentas integradas acabaram indicando um novo caminho: as ontologias ajudaram a construção de esquemas de organização simples do conhecimento chamado (SKOS – Simple Organization of Knowledge System), um banco de dados para consulta, com uma linguagem chamada SPARQL e aquilo que já era básico na Web Semântica, que era o RDF (Resource DEscription Framework) em sua linguagem descritiva simples: o XML.

O primeiro grande projeto foi o DBpedia, um Banco de Dados proposto pela Free University of Berlin e a University of Leipzig em colaboração com o projeto OpenLink Software, em 2007, que se estruturou em torno do Wikipedia, usando os 3.4 bilhões de conceitos para formar 2.46 de triplas RDF (recurso, propriedade e valor) ou de modo mais simples sujeito-predicado-objeto, indicando uma relação semântica.

Há diversos tipos de Agentes Inteligentes em desenvolvimento, pouco ou quase nada usam a “inteligência” da Web 3.0, haverá no futuro novos desenvolvimentos ? apontamos em artigo recente a ferramenta Semantic Scholar da Fundação Paul Allen, mas ainda a conexão com a Web 3.0 (projetos ligados ao linked data) não é clara.

2016 decididamente ainda não foi o ano da Web Inteligente, ou se quiserem a Web 4.0, mas estamos nos aproximando, os assistentes pessoais (Siri, Cortana, o “M” do Facebook), a domótica (Apple Homekit, Nest), o reconhecimento de imagem e os carros sem motoristas estão logo ali, virando a esquina.

Domótica são os recursos inteligentes caseiros, neste campo a AI cresce rápido.