Warning: Declaration of wp_option::render($field_html, $colspan = false) should be compatible with base_wp_option::render() in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 123

Warning: Declaration of wp_option_text::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 170

Warning: Declaration of wp_option_textarea::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 194

Warning: Declaration of wp_option_choose_category::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 226

Warning: Declaration of wp_option_choose_page::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 240

Warning: Declaration of wp_option_select::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 257

Warning: Declaration of wp_option_file::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 301

Warning: Declaration of wp_option_separator::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/option-fields.php on line 408

Warning: Declaration of wp_option_choose_color_scheme::render() should be compatible with wp_option::render($field_html, $colspan = false) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/themes/chocotheme/lib/theme-options/choose-color-scheme.php on line 39

Warning: Use of undefined constant wp_cumulus_widget - assumed 'wp_cumulus_widget' (this will throw an Error in a future version of PHP) in /home/marcosmucheroni/www/blog/wp-content/plugins/wp-cumulus/wp-cumulus.php on line 375
junho « 2017 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
RSS
 

Arquivo para junho, 2017

[:pt]Leitura-Oração, meditação e pensamento[:en]Prayer, meditation and thought[:]

30 jun

[:pt]Deixamos a meditação acima como sugestão, quando fomos olhá-la na MeditationWeb já tinha mais de 9 milhões de acessos, eis um ponto de partida prático para entender este post.

Pode-se pensar a oração como uma forma de leitura ou escuta, é a mesma coisa, será diferente apenas se usamos a música, mas basta pensar que ela é uma outra forma de escuta, talvez a mais primitiva, há quem diga que a origem do universo foi uma música, em termos físicos está correto porque foram ondas funcionando como cordas (chamada Teoria das cordas) que vibrando num certo tom deram origem a um elétron ao vibrarem em certo tom, em outro tom deram origem as subpartículas que são os quarks e assim por dia …

Podemos pensar que algum anjo ou outra entidade tocava música, é mais ontológico e mais poético, então no início devemos vibrar, atingir certa frequência de vibração, dizem os budistas, mas não é muito diferente para os hinduístas e os muçulmanos.

O que dizer então da Meditação cristã, ela tem origem dentro da tradição oral, mas na sua passagem para escrita, basta lembrar que Platão e Aristóteles são anteriores a Jesus, mas este vem do judaísmo e da tradição abrâmica (os judeus e muçulmanos também) cuja tradição é oral, mas também é a origem da escrita, razão pela qual se escreveram os evangelhos, as “boas novas”, ou as notícias como diríamos hoje.

É preciso depois de ler e meditar, silenciando nossas pré-ocupações, nossas categorias, o époche grego, Plotino afirma, em sua obra de maior influência as Enéadas,  que a Alma e, portanto, todas as almas são imagens do Intelecto, assim como a palavra proferida é imagem da palavra interior (está na Enéada V. 1).

Dessa maneira, por um lado, ela é uma realidade semelhante ao Intelecto e, por outro, inferior e derivada. É dotada de intelecção, mas a intelecção que lhe é própria é inferior, discursiva, mas já prevê a forma escrita, o importante, entretanto onde ela é arrastada para o meio:

“Já que a natureza da alma é uma e nela há muitas potências, às vezes toda ela é transportada ao mais nobre de si mesma e do ser. Outras vezes, a parte pior, arrastada para baixo, arrasta consigo o meio” (está na Enéada II, 9, 2, 4-9), é preciso então depois de ler meditar até chegar ao pensamento/conhecimento, tomar conhecimento do meditado.

A tradição escrita nos permitir arquivar, armazenar o meditado, pensando e poder voltar a “lembrar” o que nos foi importante ali, então registra-se de forma escrita, hoje podemos gravar a voz, ou mesmo fazer um vídeo imediatamente.

Os discípulos de Jesus pediram que ele os ensinassem a rezar, lembrando da tradição oral de seus antepassados, e a oração dada pelo mestre foi o Pai Nosso, reconhecer que há alguém (ou algo) acima de nós, que nos guia em conjunto aí a figura do autor da criação como Pai: “Pai nosso que estais nos céus”, cujo nome é bendito, santificado, e devemos nos com-formar com este designo coletivo para fazer “sua vontade”, também lembra de nossas coisas materiais “o pão nosso de cada dia”, de nossas contendas “perdoai nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tenha ofendido”, e finalmente livra-nos de tantos males: injustiças, desmandos e guerras inúteis que vemos por todo país e todo globo.

 [:en]We left the meditation above as a suggestion, when we went to look at it on theMeditation Web already had more than 9 million hits, that’s a starting point.
One can think of prayer as a form of reading or listening, it is the same thing, it will be different only if we use music, but just think that it is another form of listening, perhaps the most primitive, some say that the origin Of the universe was a song, in physical terms is correct because they were waves working as strings (called String Theory) that vibrating in a certain tone gave rise to an electron when vibrating in a certain tone, in another tone gave origin to the subparticles that are the quarks and so on.
We may think that some angel or other entity played music, it is more ontological and more poetic, so at the beginning we should vibrate, reach a certain frequency of vibration, Buddhists say, but it is not very different for Hindus and Muslims.

What about Christian Meditation, then, has its origin in the oral tradition, but in its passage to writing, it suffices to remember that Plato and Aristotle are prior to Jesus, but this comes from Judaism and the Abrahamic tradition (Jews and Muslims too) Whose tradition is oral, but it is also the origin of writing, which is why the gospels, the “good news” or the news as we would say were written today.
It is necessary after reading and meditating, silencing our pre-occupations, our categories, the Greek epoche, Plotinus states in his work of greater influence the Enneads that the Soul and therefore all souls are images of the Intellect, as well as The spoken word is the image of the inner word (it is in Ennead V. 1).
In this way, on the one hand, it is a reality similar to the Intellect and, on the other, inferior and derived. It is endowed with intellection, but the intellection that is its own is inferior, discursive, but it already foresees the written form, the important one, however where it is dragged in the middle:
“Since the nature of the soul is one and in it there are many powers, sometimes all of it is carried to the noblest of itself and of being. Other times, the worst part, dragged down, drags the middle “(it is in Ennead II, 9, 2, 4-9), it is necessary then after reading to meditate until reaching the thought / knowledge, to become aware of the meditated.

The written tradition allows us to archive, store the meditate, think and be able to “remember” what was important to us there, then register in written form, today we can record the voice, or even make a video immediately.
Jesus’ disciples asked him to teach them how to pray, remembering the oral tradition of their ancestors, and the prayer given by the master was the Lord’s Prayer, to recognize that there is someone (or something) above us who guides us together: Our Father, who art in heaven, “whose name is blessed, sanctified, and we must conform to this collective design to do his “His will “, also reminds us of our material things “daily giving us our bread ” ..

Our offenses, just as we forgive those who have offended us, “and finally he delivers us from so many evils: injustices, desmandos and useless wars that we see through every country and every globe[:]

 

[:pt]O belo, a contemplação e a meditação[:en]The beautiful, the contemplation and the meditation[:]

29 jun

[:pt]Em tempos de ansiedade e de consumo, o mundo digital não é o responsável por isto,OBelo mas os esvaziamentos do ser não temos tempo para a escuta, a contemplação e a meditação.

Não são campos exclusivo do que é religioso e nem mesmo neste campo se faz sempre a contemplação do belo e a meditação sobre o significado mais profundo da relação entre seres, entre seres e as coisas, o que importa não é qualidade, mas quantidade.

Como no dia a dia estamos acostumados ao mero consumo e satisfação, nunca chegamos a indagação e a contemplação, pois estas não são dedicadas ao simples consumo e nem mesmo ao que é útil, já dissemos nos posts anteriores, é preciso fazer silêncio na alma para ver e escutar aquilo que é está numa obra de arte, numa poesia ou em uma meditação.

Não se trata apenas de simplificar, mas de aprofundar e permitir-se invadir pelo novo, pelo belo e pela indagação, quem somos? Para onde vamos ? o que fazemos e porque fazemos ?

Aquietar a ansiedade, encontrar momentos de silêncio interior e exterior, permitir-se invadir pelo belo e finalmente produzir um ambiente propício ao belo, a arte e a poesia.

Tudo parece contrário a isto, mas advertia Heidegger há um uso que nem sempre considera-se na linguagem, que é o uso da linguagem poética, poder-se-ia dizer a inclusão na linguagem não no estilo da poesia, mas ela própria como uma forma de articulação da linguagem.

Considerar a meditação como uma forma de preocupação mais profunda que o mero consumo de questões, relações e até mesmo objetos (o objeto de arte é aqui considerado) e tornar-nos capazes de chegar ao novo, as novas mediações e até mesmo ás novas relações ontológicas.

Se a beleza pode ser salvadora para o mundo, é preciso meditar sobre o que é belo, a fim de chegar a uma consciência histórica do que ele representa como agente transformador.[:en]In times of anxiety and consumption, the digital world is not responsible for this,OBelo but the emptying of being does not have time for listening, contemplation and meditation.

They are not exclusive fields of what is religious and not even in this field is always the contemplation of the beautiful and the meditation on the deeper meaning of the relationship between beings, between beings and things, what matters is not quality, but quantity.

As in everyday life we are accustomed to mere consumption and satisfaction, we never come to inquiry and contemplation, since these are not dedicated to mere consumption and not even to what is useful, as we have said in previous posts, it is necessary to silence the soul for See and listen to what is in a work of art, a poetry or a meditation.

It is not only a question of simplifying, but of deepening and allowing oneself to be invaded by the new, the beautiful and the inquiring, who we are? where are we going ? What do we do and why do we do it?

To quiet anxiety, to find moments of inner and outer silence, to allow oneself to invade the beautiful, and finally to produce an environment conducive to beauty, art and poetry.

Everything seems contrary to this, but Heidegger warned there is a use that is not always considered in language, which is the use of poetic language, one could say inclusion in language not in the style of poetry, but itself as a Form of articulation of language.

To consider meditation as a form of preoccupation deeper than the mere consumption of questions, relationships and even objects (the object of art is considered here) and make us capable of arriving at the new, the new mediations and even the new relations Ontological.

If beauty can be saving for the world, it is necessary to meditate on what is beautiful, in order to arrive at a historical awareness of what it represents as a transforming agent.[:]

 

[:pt]Arte digital, meditação e futuro[:en]Digital art, meditation and future[:]

28 jun

[:pt]Uma das exposições mais radicais de arte digital foi feita por Nicolas Maigret e ThePirateCinemaBrenda Howell, intitulada “The Pirate Cinema”, usa trocas em sistema bit-torrente P2P e telas onde se exige o usuário que está baixando e as fontes dos filmes, com os IP (endereço de internet) mostrados nos cantos direitos de três telas, sendo o ambiente escolhido para o projeto de arte o “Torrente Freak”, e pode ser vista online pelo link da exposição (foto ao lado).

O conceito mais raso de arte digital é aquele que pode ser encontrado também no Wikipedia, que diz que é aquela produzida em ambiental gráfico computacional, também é citado lá a definição de Wolf Lieser, segundo o qual: “Pertencem à arte digital as obras artísticas que, por um lado têm uma linguagem visual especificamente mediática e, por outro, revelem as metacaracterísticas do meio”, esta mais ampliada que à anterior.

Mas ambas remente a um conceito bem mais complexo que lhe é anterior: o que é arte ? Haveria uma propósito metafísico, simbólico ou linguístico na arte ? ou algo mais ainda ?

Já esclarecemos a falsa dicotomia entre objetividade e subjetividade da arte, também a dicotomia utilidade e inutilidade, uma vez que esta depende somente da perspectiva de leitura, vejam a fonte de Duchamp, e ainda teria mais a questão de metacaracterísticas, dita acima, mas na verdade não são as características que são ultrapassadas, mas o próprio meio que é um metameio, isto é, podem acontecer de forma indireta todas as artes anteriores.

Exemplo destes metameios são as fotografias digitais imediatamente reveladas e facilmente trabalhadas por software, as edições de vídeos e a produção textual em qualquer estilo.

A questão da reprodutibilidade técnica da obra de arte deve-se entender que é anterior a era digital, a obra de Walter Benjamin, falecido em meio a segunda guerra mundial, já definia bem o novo perfil da arte anterior ao digital: “O extraordinário crescimento que os nossos meios experimentaram em suas habilidades de adaptação e precisão impõem significativas mudanças, em futuro próximo, à antiga indústria do belo”, citando Paul Valery em seu trabalho Pièces sur l’art (p. 103-104), portanto não é isto que difere a arte digital.

Talvez uma conotação ainda pouco compreendida destes metameios é a sua ubiquidade, ou seja, a multipresença, e isto poderá acelerar o processo de contemplação da arte, claro que alguns questionam se isto é arte, mas o tempo dirá que é e mais ainda o público crescente, como mostra a popularização por exemplo, da arte fotográfico, nos bilhões de usuários do Instagram, com fotos sem dúvida alguma artísticas, nem todas é claro, mas aos milhares.

Se a contemplação do belo leva a meditação então talvez seja um tempo de meditação, ainda que alguns possam dizer que é líquida, talvez porque não seja tão útil, mas usar bons vídeos ou imagens digitais para meditar pode ser útil. [:en]One of the most radical exhibitions of digital art by Nicolas Maigret and ThePirateCinemaBrenda Howell, titled “The Pirate Cinema“, uses P2P bit-stream system exchanges and screens where the user is required to download and the sources of the movies, with the IP (Internet address) shown in the right corners of three screens, the environment being chosen for the art project “Torrent Freak”, and can be viewed online through the link of the exhibition.
The shallower concept of digital art is the one that can be found also in Wikipedia, which says that is the one produced in environmental computational graph, also there is quoted the definition of Wolf Lieser, according to which: “They belong to the digital art the artistic works Which, on the one hand, have a specifically media visual language and, on the other hand, reveal the metacharacteristics of the medium “, which is larger than the previous one.
But they both reject a much more complex concept that preceded it: what is art? Was there a metaphysical, symbolic or linguistic purpose in art? Or something else yet?
We have already clarified the false dichotomy between objectivity and subjectivity of art, also the dichotomy of utility and uselessness, since it depends only on the perspective of reading, see the source of Duchamp, and still have more the question of metacharacteristics, said above, but in the Truth is not the characteristics that are outdated, but the very medium that is a metame, ie, can happen in an indirect way all previous arts.
Examples of these meta-medias are digital photographs immediately revealed and easily worked by software, editions of videos and textual production in any style.
The question of the technical reproducibility of the work of art must be understood to be prior to the digital age, the work of Walter Benjamin, who died in the midst of World War II, already defined the new profile of pre-digital art: “The extraordinary growth Which our media have experienced in their adaptive and precise skills, impose significant changes in the near future to the ancient industry of the beautiful, “quoting Paul Valery in his work Pièces sur l’art (pp. 103-104), so it is not this Which differs from digital art.
Perhaps a still little understood connotation of these meta-midias is their ubiquity, that is, the multi-presence, and this may accelerate the process of contemplation of art, of course some question whether this is art, but time will say that it is and still more the public Growing, as shown by the popularization of, for example, photographic art, in the billions of Instagram users, with undoubtedly artistic photos, not all of them of course, but in the thousands.
If the contemplation of the beautiful leads to meditation then it may be a time of meditation, although some may say that it is liquid, perhaps because it is not useful, it will use good videos to relax can be useful.

 [:]

 

[:pt]Objetividade, subjetividade e belo[:en]Neither objectivity nor subjectivity just beauty[:]

27 jun

[:pt]O fato que o mundo contemporâneo não encontre espaço para o silêncio, para a escutaDuchamp e principalmente para a contemplação, o simples fato de admitir que existe o belo mesmo sem nenhuma crença, é o fato que nos apegamos as tensões entre sujeito e objeto, ora projetados no objeto, ora projetados no sujeito, mas sem o “mundo dos objetos” é um abstrato.

Entre as três mais belas frases sobre a arte encontro: “A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível” de Leonardo da Vinci, mas sobre o belo que é expressão da arte encontro as frases entre as que mais aprecio e quiçá as mais citadas, de Victor Hugo: “o belo é tão útil com o útil, as vezes até mais” e de Dostoievski: “a beleza salvará o mundo”.

O fato é que a arte é sempre expressar o que todos veem segundo a necessidade e a utilidade: o novo, o belo e o inaudito, seguindo a linha de da Vinci, e seguindo a linha de Victor Hugo o útil do aparentemente inútil, Marcel Duchamp ao colocar um mictório de ponta cabeça e chama-lo de “A fonte” (1917), revelou a dupla face da utilidade, ou talvez a inutilidade do que chamamos de útil, então pode-se dizer que a arte é paradoxal.

A filosofia moderna utilitarista vai dizer que o belo é o conceito relacionado à determinadas características visíveis nos objetos (ou seres), nada difere do conceito de propriedade e a estética seria única e exclusivamente a amplia a característica do objeto.

Schopenhauer critica Kant ao dizer que não estabelece corretamente o conteúdo da “fronteira comum” a priori do sujeito e objeto, pois em primeiro lugar, ele não reconhece a forma “primeira, principal e mais universal” da representação, a saber, a de ser objeto para um sujeito (das Objekt-für-ein-Subjekt-Sein), antes de falar sobre o belo.

Segundo ele quando predicamos algo de belo (schön), dizemos, em termos objetivos, que nele conhecemos “não a coisa particular, mas a Idea”.  Todavia, como qualquer coisa particular é a objetivação de uma ideia, a princípio, essa pode ser conhecida em qualquer coisa, logo, como conclui o filósofo: “Toda coisa é bela”, porém para ele tudo parte da Vontade e não do Ser.

O trabalho A origem da obra de arte, fruto de três palestras dadas por Heidegger em 1939, mas o livro só foi publicado em 1950, com traduções para o português da década de 70, vai desenvolver segundo três aspectos: a coisa, a verdade e a arte-poesia.

Para verdade retoma a poesia ou “alethéia”, fenômeno desde o qual o ser ( dos homens e das coisas) vêm à tona e ganha significado, já a coisa conceito caro a seu mestre Edmund Husserl, retornar as coisas em si e fará isto com a poesia, não como um gênero literário, mas Poesia é antes o movimento desde o qual às coisas surgem, é o movimento de produção desde onde acontece à desocultação do ente fazendo com que este ganhe corpo e significado, a arte é então desvelar, acontecer ou seja acontece um novo “aparecer” da coisa.

Exemplificando: Uma pedra antes de ser arte, será a coisa-pedra transformada em coisa-arte através do “artifícios” do artista e é alma deste que só ultrapassando os limites do seu corpo confere vida à pedra e a transforma em arte, o Ser nesta pedra é então ontológico .

A frase de Rodin: “eu escolho um bloco e retiro tudo que não preciso dele”, ou de Michelangelo para a estátua de Moisés: “porque não fala?”. [:en] The fact that the contemporary world finds no space for silence, for listening and Duchampespecially for contemplation, the mere fact of admitting that there is the beautiful even without any belief, is the fact that we cling to the tensions between subject and object, now Projected on the object, sometimes projected on the subject, but without the “world of objects” is an abstract.
Among the three most beautiful phrases about art encounter: “Art says the unspeakable; Expresses the inexpressible, translates the untranslatable “of Leonardo da Vinci, but on the beautiful expression of art I find the phrases between the ones I most appreciate and perhaps the most quoted, of Victor Hugo:” the beautiful is so useful with the useful, Sometimes even more “and Dostoevsky:” beauty will save the world ”
The fact is that art is always expressing what everyone sees according to necessity and utility: the new, the beautiful and the unprecedented, following the line of da Vinci, and following the line of Victor Hugo the useful of the seemingly useless, Marcel Duchamp, by placing a urinal on his head and calling it “The Fountain” (1917), revealed the double face of utility, or perhaps the uselessness of what we call useful, then it can be said that art is paradoxical.
The modern utilitarian philosophy will say that the beautiful is the concept related to certain characteristics visible in the objects (or beings), nothing differs from the concept of property and the aesthetics would be only and exclusively the character of the object.
Schopenhauer criticizes Kant in saying that he does not correctly establish the content of the a priori “common frontier” of subject and object, for in the first place he does not recognize the “first, principal and most universal” form of representation, namely, that of being Object for a subject (of the Objekt-für-ein-Subjekt-Sein) before talking about the beautiful.

According to him when we preach something beautiful (schön), we say, in objective terms, that in him we know “not the particular thing, but the Idea”. However, since any particular thing is the objectification of an idea, at first it can be known in everything, as the philosopher concludes: “Everything is beautiful”, but for him everything is a part of the Will and not of Being.
The work The origin of the work of art, fruit of three lectures given by Heidegger in 1939, but the book was only published in 1950, with translations into the Portuguese of the 70s, will develop according to three aspects: the thing, the truth and The art-poetry.
For truth he takes up poetry or “alethéia,” a phenomenon from which being (of men and things) comes to the fore and gains meaning, already the expensive concept thing to his master Edmund Husserl, to return to itself and do it with Poetry, not as a literary genre, but Poetry is rather the movement from which things arise, it is the movement of production from where it happens to the unveiling of the being making it gain body and meaning, art is then unveiling, happening Or a new “appear” of the thing happens.
Exemplifying: A stone before being an art, it will be the thing-stone transformed into thing-art through the “artifice” of the artist and is the soul of this one who, only going beyond the limits of his body, gives life to the stone and transforms it into art, In this stone is then ontological.
Rodin’s phrase: “I choose a block and I take everything I do not need from it”, or from Michelangelo to the statue of Moses: “Why not talk?”.

 [:]

 

[:pt]Twitter vai remunerar uso de Periscope[:en]Twitter will compensate use of Periscope[:]

26 jun

[:pt]Uma reação do Periscope do Twitter, que permite transmissão de vídeos no microblog, aoTwitterLikeLogo concorrente Alphabet do Youtube que lançou transmissões de vídeo ao vivo para dispositivos móveis com usuários de mais de 10 mil seguidores, pode alavancar a remuneração em moeda digital com uso dos aplicativos.

Em 2015 quando o Twitter lançou o Periscope, o crescimento de transmissões foi progressivo, segundo a empresa o volume chegou a 77 milhões de horas de vídeos ao vivo nos três primeiros meses de 2017, volume alto, mas não há informações sobre visualizações.

O Alphabet do YouTube, da Alphabet, além do requisito de mais de 10 mil seguidores, expandiu sua própria oferta para ajudar os artistas on-line a ganhar dinheiro, mas o Twitter quer remunerar usuários comuns, porém a remuneração de fãs para os artistas apenas, entretanto a monetarização digital destes sistemas poderá incidir no uso da moeda digital, alavancando-a para outros serviços.

Como alavancar negócios ? Segundo o The Verge, o Periscope vai permitir que marcas sejam adicionadas aos corações personalizados do aplicativo nas transmissões em tempo real, ao lado dos corações multicoloridos normais que aparecem quando o espectador aperta o botão “like” usual.

A primeira franquia americana é a Fast and Furious, com “like” adicionando seu logotipo colorido “F8”, outras marcas poderão utilizar, o serviço por enquanto só nos EUA poderão chegar logo aqui e outros países.[:en]A reaction from Twitter’s Periscope, which allows YouTube videos to be streamed on microblog, TwitterLikeLogoYouTube’s Alphabet competitor that has released live video streams to mobile devices with users of more than 10,000 followers, can leverage digital currency compensation using apps .

In 2015 when Twitter launched Periscope, the growth of broadcasts was progressive, according to the company the volume reached 77 million hours of live videos in the first three months of 2017, high volume, but there is no information on views. Alphabet’s YouTube Alphabet, in addition to the requirement of more than 10,000 followers, has expanded its own offer to help online artists make money, but Twitter wants to compensate ordinary users, but fan fees for artists only.

However the digital monetization of these systems could affect the use of digital currency, leveraging it for other services. How to leverage business?

According to The Verge, Periscope will allow tags to be added to the application’s custom hearts in real-time streams, alongside the normal multicolored hearts that appear when the viewer presses the usual “like” button.

The first American franchise is Fast and Furious, with “like” adding its “F8” colored logo, other brands will be able to use, the service for the moment only in the USA can arrive soon here and other countries.[:]

 

[:pt]Kenosis, transparência e valores[:en]Identity, dialogue and transparency[:]

23 jun

[:pt]O diálogo é, portanto um caminho para a transparência, tanto entre pessoas comoKenosis no sentido social, e na medida em que fazemos a mais profunda também realizamos uma kenosis, que no sentido místico é o esvaziamento da própria vontade para a aceitação do desejo divino, mas se consideramos o divino presente no Outro, a kenosis é própria de um profundo diálogo.

O esvaziamento não pressupõe um abandono de valores: dignidade, integridade, ética e moral, mas sim um abandono de conceitos, ou melhor, dos nossos pré-conceitos, que só não tem quem deixou de pensar e que muitas vezes são confundidos com valores.

No ambiente social, podemos dizer que ocorre uma fusão de horizontes, onde uma utopia se torna possível, e, com isto caminhos sociais se abrem e perspectivas novas se apresentam os preconceitos muitas vezes não estão na utopia, porque justamente elas se situam num horizonte as vezes distante e as vezes próximos, é o virtual, no sentido de futuro possível.

Também em termos Bíblicos, em Mateus encontramos a transparência ligada aos valores: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma!” (Mt 26-28), os que destroem valores e matam a esperança, tentando destruir nossa essência.

Em tempos de transparência é, sobretudo um profundo equívoco imaginar que podemos enganar e iludir os homens, pois a verdade aparecerá logo ali na frente, ainda que hajam pós-verdades e leitura distorcida de fatos muito claros: corrupção, mentiras e politicagem.[:en]Three elements that seem distinct are in deep connection in a globalized time, Kenosiswhich is reflected in the incomprehension of the emergence of a certain form of nationalism, see the US and French elections, Brexit in England, but on the positive side of the dialogue is exactly the Understanding of which cultures have roots in originating societies.
The confusion that we can see in Brexit now that the first deals begin to be negotiated is that from the economic point of view is a complicating element while in the aspect of immigration and relationship between nations is a very high tension.
Identity means to be aware of identity, and we have already done in several posts the analysis that is necessary for this awareness the dialogue with the different, since dialogue with equals is monologue, it can be said that the deeper the dialogue with the Other, The more you are aware of your own identity.
Transparency is the complicating element, so we said above that there is “a certain kind of nationalism” that sees only the pairs and never the different ones, it is a kind of closure that does not lead to greater identity because it is not transparent and authentic with itself and with the Other.
It is necessary to distort facts, to work with the relativism of truth and mainly to resort to prejudice, and all this leads to an absence of transparency both in the individual and in the social field, what is wanted is to shape society to a national mirror, inconceivable In an era already globalized, with people walking all over the globe.
What we see with the lack of transparency is an inevitable polarization in prejudices and ideologies, which is conceivable at an early stage of dialogue, but impossible to build relationships in a time that demands increasingly broad and open relations.
It is possible to make the discourse that the conflict is necessary, but where it should move, to the closing in groups and bubbles, because the fragility of this discourse is evident, of course it is possible that in a point of the dialogue the tempers become heated, without the Fusion of Horizons and a walk forward an epoché (put in brackets), open the ears to the listening of the Other
[:]

 

[:pt]Identidade, diálogo e transparência[:en]Identity, dialogue and transparency[:]

22 jun

[:pt] 

Três elementos que parecem distintos estão em profunda conexão numDiálogoParentesis tempo mundializado, o que se reflete na incompreensão da emergência de certa forma de nacionalismo, vejam as eleições dos EUA e França, o Brexit na Inglaterra, mas que no aspecto positivo do diálogo é exatamente a compreensão de que culturas têm raízes em sociedades originárias.

A confusão que podemos ver no Brexit agora que os primeiros acordos começam a ser negociados, é que do ponto de vista econômico é um elemento complicador enquanto no aspecto da imigração e relacionamento entre nações é um fato de tensão muito elevado.

Identidade significa ter consciência de identidade, e já fizemos em vários posts a análise que é preciso para esta consciência o diálogo com o diferente, já que diálogo com iguais é monólogo, pode-se dizer que quanto mais profundo é o diálogo com o Outro, mais se tem consciência da própria identidade.

A transparência é o elemento complicador, por isso dissemos acima que há “certo tipo de nacionalismo” que vê apenas os pares e nunca o diferente, é um tipo de fechamento que não conduz a maior identidade porque não é transparente e autentico consigo e com o Outro.

É necessário distorcer fatos, trabalhar com o relativismo da verdade e principalmente quase sempre recorrer ao preconceito, e tudo isto leva a uma ausência de transparência tanto no campo individual quanto no social, o que se deseja é moldar a sociedade a um espelho nacional, inconcebível numa era já mundializada, com pessoas andando por todo globo.

O que assistimos coma falta de transparência é uma inevitável polarização em preconceitos e ideologias, o que é concebível numa fase inicial do diálogo, mas impossível de construir relações num tempo que exige relações cada vez mais alargadas e abertas.

Pode-se fazer o discurso que o conflito é necessário, mas aonde ele deverá caminhar, para o fechamento em grupos e bolhas, pois a fragilidade deste discurso é evidente, claro que é possível que num ponto do diálogo os ânimos fiquem acalorados, sem a fusão de horizontes e um caminhar para frente um epoché (colocar entre parênteses), abrir os ouvidos para a escuta do Outro.[:en]Three elements that seem distinct are in deep connection in a globalized time,DiálogoParentesis which is reflected in the incomprehension of the emergence of a certain form of nationalism, see the US and French elections, Brexit in England, but on the positive side of the dialogue is exactly the Understanding of which cultures have roots in originating societies

The confusion that we can see in Brexit now that the first deals begin to be negotiated is that from the economic point of view is a complicating element while in the aspect of immigration and relationship between nations is a very high tension.

Identity means to be aware of identity, and we have already done in several posts the analysis that is necessary for this awareness the dialogue with the different, since dialogue with equals is monologue, it can be said that the deeper the dialogue with the Other, The more you are aware of your own identity.

Transparency is the complicating element, so we said above that there is “a certain kind of nationalism” that sees only the pairs and never the different ones, it is a kind of closure that does not lead to greater identity because it is not transparent and authentic with itself and with the Other.

It is necessary to distort facts, to work with the relativism of truth and mainly to resort to prejudice, and all this leads to an absence of transparency both in the individual and in the social field, what is wanted is to shape society to a national mirror, inconceivable In an era already globalized, with people walking all over the globe.

What we see with the lack of transparency is an inevitable polarization in prejudices and ideologies, which is conceivable at an early stage of dialogue, but impossible to build relationships in a time that demands increasingly broad and open relations. It is possible to make the discourse that the conflict is necessary, but where it should move, to the closing in groups and bubbles, because the fragility of this discourse is evident, of course it is possible that in a point of the dialogue the tempers become heated, without the Fusion of horizons and a walk forward an epoché (put in brackets), open the ears to the listening of the Other[:]

 

[:pt]IoT e a segurança de dados[:en]IoT and data security[:]

21 jun

[:pt]Muitos aspectos de segurança de dados foram desenvolvidos, mas há uma máxima daIoTSecurity computação que afirma que nenhum sistema é totalmente seguro, e se prevemos um crescimento exponencial das conexões com a internet das Coisas (IoT – Internet of Things), é um fato que o problema de segurança tenha também um crescimento nesta proporção.

Enquanto o mundo da IoT já chegou (smartphones, relógios, TVs, carros, óculos e outros aparelhos, nos de pode dizer que há uma plataforma IoT realmente segura e com operacionalidades simples.

Para os especialistas, um desses recursos básicos de segurança é a criptografia de dados, mas ela deverá estar agregada ao tratamento de Big Data, já que este para o volume de dados atuais já é praticamente indispensável, com a IoT será compulsório.

Os dispositivos IoT transacionam toneladas de dados, a criptografia já é um aspecto óbvio destes dados porém, ainda é raramente usada, menos ainda se pensamos de ponta a ponta, isto é, do produtor ao consumidor de dados, e então neste aspecto a IoT é mais sombria.

Com os avanços na computação quântica, a criptografia poderá também não ser suficiente para proteger dados vitais, pois computadores quânticos podem descobrir as chaves criptográficas ainda mais rapidamente, e os algoritmos ainda que eficiente agora, não há dado totalmente seguros,  as chaves dos criptogramas com uso de computação quântica serão mais rapidamente abertas, e enquanto a maioria dos hackers não tem acesso a esse nível de computação podemos estar seguros, mas por quanto tempo ?

É preciso começar desde já a repensar dois assuntos, o tratamento de dados por BigData e as chaves criptográficas a prova de computação quântica antes que estes recursos estejam nas mãos dos hackers.

Privacidade de dados, muitas vezes vitais para determinados sistemas, estão e estarão em cheque cada vez mais.  [:en]Many aspects of data security have been developed, but there is a maxim of computingIoTSecurity that states that no system is totally secure, and if we anticipate an exponential growth of connections to the Internet of Things, it is a fact that the security problem also has a growth In this proportion.
While the world of IoT has arrived (smartphones, watches, TVs, cars, glasses and other gadgets, we can say that there is a really safe IoT platform with simple operations.
To the experts, one of these basic security features is data encryption, but it must be added to the Big Data treatment, since this for the current data volume is almost indispensable, with IoT being compulsory.
IoT devices transact tons of data, cryptography is already an obvious aspect of these data, but it is still rarely used, let alone if we think from end to end, ie from producer to consumer of data, and so IoT is more gloomy.
With the advancements in quantum computing, cryptography may also not be enough to protect vital data, since quantum computers can discover cryptographic keys even faster, and algorithms though efficient now, there is no totally secure, cryptographic keys with Use of quantum computing will be more quickly opened, and while most hackers do not have access to this level of computing we can be sure, but for how long?
We must begin by rethinking two issues, BigData’s data processing and quantum-computing cryptographic keys before these features are in the hands of hackers.
Privacy data, often vital for certain systems, are and will be in check more and more[:]

 

[:pt]Esfera pública: transparência e utopia[:en]Between the public and private spheres[:]

20 jun

[:pt]O termo “esfera pública”, popularizado pelos conceitos desenvolvidos porTransparencia Jünger Habermas (1929- ), em especial no livro publicado em 1962, “Mudança estrutural da esfera pública”, que é uma tradução para a palavra alemã, Öffentlichkeit, substantivação do adjetivo öffentlich (público). “Publicidade”, que é usado de certa forma também como “tornar público” Publizität é por sua vez um termo empregado no sentido de tornar público certos debates judiciais.

O tema volta a ter atualidade não apenas pela situação do Brasil, mas o uso de “publicização” feitas tanto na campanha de Trump como de Marie Le Pen, além dos inúmeros e já incontáveis casos de denúncias de corrupção no Brasil e outros países da América Latina e do planeta.

A ideia geral de Habermas, grosso modo, é que a publicidade crítica é subvertida pela publicidade/propaganda, onde a opinião pública passa a ser objeto de manipulação tanto dos meios de comunicação de massa como por parte das políticas partidárias e administrativas, mas o termo não deve ser confundido com as dificuldades público/privadas do estado.

Posteriormente Habermas relativizou o termo, pois as experiências políticas e sociais que desmentiram uma total despolitização da esfera pública mostram também fatos curiosos como uma certa volta ao nacionalismo, e a questão da transparência pública é questionada.

O que fez que posteriormente Habermas desenvolvesse a ideia da ação comunicativa, consagrada no livro (em algumas edições como a inglesa em dois Volumes) “The theory of communicative action”, publicados em 1984, mas o que negligenciado que também ali foi necessário um reparo, colocando a questão da “nova intransparência”, onde ao mesmo tempo que admite o esgotamento utópico, vê um horizonte onde há alguma fusão entre o pensamento utópico e a consciência histórica.

Habermas cita os cenários utópicos da idade Média: “Thomas Morus e sua Utopia, Campanella com Cidade do Sol, Bacon com sua Nova Atlantis”, sua atualização nos tempos  modernos por “Robert Owen e Saint Simon, Fourier e Proudhon rejeitavam o utopismo violento”, e há uma atualização com “Ernst Bloch e Karl Mannheim” que na visão de Habermas “purificaram o o termo ´utopia’ “, mas negligencia a análise feita de Manheim por  Paul Ricoeur em cursos feitos na Universidade de Chicago em 1975, que depois virou livro: “A ideologia e a utopia”.

A análise de Ricoeur mostra que distorção ideológica se baseia no fato de considerar apenas a estrutura simbólica da vida social, em geral vista sobre a perspectiva da justificações e identificações de grupos sociais, embora necessária, não é suficiente para fazer projeções para o futuro, onde o uso de inovações e agentes sociais transformadores são necessários.

HABERMAS, J. A nova intransparência. In: Novos Estudos CEBRAP, nº 18, set. São Paulo: Ed. Brasileira de Ciências Ltda, 1987.[:en]The term “public sphere”, popularized by the concepts developed by Transparency2Jünger Habermas (1929- ), especially in the book published in 1962, “Structural Change of the Public Sphere”, which is a translation for the German word, Öffentlichkeit, substantivation of the adjective öffentlich ). “Publicity”, which is also used in a certain way also as “making public” Publizität is in turn a term used to make public certain court debates.
The theme is again relevant not only to the situation in Brazil, but also to the use of “publicity” in both Trump’s campaign and Marie Le Pen’s campaign, in addition to countless cases of corruption allegations in Brazil and other countries in America America and the planet.
The general idea of ​​Habermas, roughly speaking, is that critical advertising is subverted by advertising / propaganda, where public opinion becomes manipulated both by the mass media and by party and administrative policies, but the term Should not be confused with the public / private difficulties of the state.
Subsequently Habermas relativized the term, because political and social experiences that denied a total depoliticization of the public sphere also show curious facts as a certain return to nationalism, and the question of public transparency is questioned.
What made Habermas later develop the idea of ​​the communicative action, consecrated in the book (in some editions like the English in two Volumes) “The theory of communicative action”, published in 1984, but what neglected that also there was needed a repair , Placing the question of the “new intransparency” where, while admitting utopian exhaustion, he sees a horizon where there is some fusion between utopian thought and historical consciousness.
Habermas cites the utopian scenarios of the Middle Ages: “Thomas Morus and his Utopia, Campanella with City of the Sun, Bacon with his New Atlantis,” its modernization in modern times by “Robert Owen and Saint Simon, Fourier and Proudhon rejected violent utopianism” , And there is an update with “Ernst Bloch and Karl Mannheim” which in Habermas’s view “purified the term’utopia ‘”, but neglects the analysis made of Manheim by Paul Ricoeur in courses made at the University of Chicago in 1975, which later became Book: “The ideology and the utopia”.
Ricoeur’s analysis shows that ideological distortion is based on considering only the symbolic structure of social life, generally viewed from the perspective of justifications and identifications of social groups, although necessary, is not enough to make projections for the future, where The use of transformative social innovations and agents is necessary.
HABERMAS, J. The new intransparency. In: New Studies CEBRAP, nº 18, set. São Paulo: Ed. Brasileira de Ciências Ltda, [:]

 

[:pt]Entre o público e o privado: a transparência[:en]Between public and private: transparency[:]

19 jun

[:pt]O termo parece um slogan de propaganda político, e de fato pode ser, a ideia que tudoSociedadeTransp pode ser revelado e o controle de aparatos, principalmente presidenciais, sobre o que pode e deve ser divulgado pode ao contrário do que anunciam muitos, estar fortalecendo serviços feitos às sobras, o desaparecimento da privacidade, o colapso da confiança e aspectos cruciais para manter a democracia e o controle econômico.

O livro de Byung-Chul Han é uma denúncia que o ideal da transparência pode ser tão falso quanto as piores utopias e mitologias modernas: a desconfiança de todos e a falta de privacidade por uma “homogeneização” da interpretação dos fatos.

Qualquer pessoa com instrumentos adequados pode obter informação sobre praticamente qualquer assunto, desde que disponha de instrumentos e muitas vezes força econômica para fazê-lo, e isto já revela uma das possíveis manipulações.

Grupos poderosos, grupos perigosos e principalmente políticos mal-intencionados podem usar a informação disponível para fazer uso inadequado da informação disponível.

Depois de publicar A Sociedade da Transparência, A Sociedade do Cansaço e A Agonia de Eros do filósofo germano-coreano Byung-Chul Han entra em outra seara.

Sociedade da Transparência é uma tradução de Miguel Serras Pereira direta do texto alemão Transparenzgesellschaft, no original, de Byung-Chul Han. Em Portugal o livro foi publicado em Setembro de 2014, na colecção Antropos, da editora Relógio D’Água.

Byung-Chul Han denuncia neste livro: “A Sociedade da Transparência” (Editora Espelho d´Agua, 2014) é que a transparência total é um ideal falso, e segundo o autor a mais forte e perigosa das mitologias contemporâneas, revela sua ingenuidade e estranheza “quando chegou na Alemanha: De filosofia não sabia nada. Soube quem eram Husserl e Heidegger quando cheguei a Heidelberg” (HAN, 2014).

Critica o que chama de “transparência é desprovida de transcendência” (idem, p. 59): “A sociedade positiva evita toda a modalidade de jogo da negatividade, uma vez que esta detém a comunicação. O seu valor mede-se exclusivamente em termos de quantidade e de velocidade da troca de informação. A massa da comunicação aumenta também o seu valor econômico. Os vereditos negativos toldam a comunicação (HAN, 2014, p. 19).

Qual o remédio, há informações que devem permanecer privativas, mas quais ? quem as controlará ? eis as questões que devem ser respondidas.

Han, B.C. A Sociedade da Transparência. Lisboa: Relógio D’Água, 2014.[:en]The term seems a slogan of political propaganda, and in fact it may be, the idea that everythingTransparencySociety can be revealed and the control of apparatus, especially presidential, about what can and should be disclosed can contrary to what many announce, be strengthening services The disappearance of privacy, the collapse of trust, and crucial aspects of maintaining democracy and economic control.
Byung-Chul Han’s book is a denunciation that the ideal of transparency can be as false as the worst utopias and modern mythologies: mistrust of everyone and lack of privacy by a “homogenization” of the interpretation of the facts.
Anyone with suitable instruments can get information on almost any subject, provided they have instruments and often economic strength to do so, and this already reveals one of the possible manipulations.
Powerful groups, dangerous groups and mainly malicious politicians can use the information available to make inappropriate use of the information available.
After publishing The Society of Toughness and The Agony of Eros by the German-Korean philosopher Byung-Chul Han, he enters another crop.
Transparency Society is a translation of Miguel Serras Pereira direct from the German text Transparenzgesellschaft, originally from Byung-Chul Han. In Portugal, the book was published in September 2014, in the collection Antropos, by the newspaper Relógio D’Água.
Byung-Chul Han denounces in this book: “The Transparency Society” (Lisbon, Editora Espelho d’Agua, 2014) is that total transparency is a false ideal, and according to the strongest and most dangerous author of contemporary mythologies, reveals his naivety and Strangeness “when he arrived in Germany: Philosophy knew nothing. I knew who Husserl and Heidegger were when I arrived in Heidelberg “(HAN, 2015).
He criticizes what he calls “transparency is devoid of transcendence” (ibid., P. 59): “Positive society avoids any kind of play of negativity, since it holds communication. Its value is measured exclusively in terms of quantity and speed of information exchange. The mass of communication also increases its economic value. Negative verdicts cloud communication (HAN, 2015).
What remedy, there is information that should remain private, but which? Who will control them? These are the questions that must be answered.
Han, B.C. The Transparency Society. CA: Stanford Briefs (first , 2015.[:]