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Arquivo para julho 25th, 2017

[:pt]Pós-modernidade e política[:en]Postmodernity and politics logics [:]

25 jul

[:pt]As ligações de Jean-François Lyotard (1924-1998) com a análise da PosModernitypós-modernidade é imediata, mas menos imediatas são as manifestações de 1968 nos EUA e Europa, o próprio Lyotard foi militante do grupo “Socialismo ou Barbárie” na França, e menos imediata ainda são as rupturas com o modelo idealista dos filósofos Nietzsche, Schopenhauer e Kierkgaard a mais de um século atrás.

Em 1979 Lyotard lançou o clássico livro: “A condição pós-moderna”, onde já propunha a crise política, chamando-a de sofista no sentido que reformula o problema da democracia da seguinte forma: a política do discurso a moda dos sofistas fundada na opinião democrática, e política de dimensão universalista de Kant, consagrada no modelo de Estado hegeliano e no contrato social.

O ponto de discórdia com Habermas é que Lyotard considera insatisfatória e frágil a articulação entre o que é de direto e de fato, a articulação que a torna por um lado abstrata demais e, por outro, factual demais, nem o consenso do contrato que é frágil, e nem aquilo que poderia se considerar a praticidade dos “fatos” com utopia ausente.

Digo assim por Lyotard: “O consenso tornou-se um valor ultrapassado, e suspeito. A justiça, porém não o é.  É preciso, pois, chegar a uma ideia e a uma pratica de justiça que não estejam ligadas à do consenso.” (Lyotard, 1979, p. 106)

Mas a crítica de Lyotard não para aí, funda-a num jogo de linguagem chamado de dupla analogia, entre o “prático-político” e outro “cognitivo” da ciência que seria “de fato”.

Assim a primeira parte funda-se em fazer uma crítica ao critério sistêmico de comunicação proposto por Luhmann, mas não deixa de fazer referências as teorias da relatividade  e quântica, os “sistemas abertos”, as teorias das catástrofes e do caos, entre outras.

A segunda parte da solução lyotardiana vem da legitimação de um caminho do direito, visando criticar os fundamentos metodológicos da teoria do consenso, vindas de Bachelard, Kuhn, Feyerabend e Serres, que são tentativas de revitalização do caminho “científico” de trabalhar os fatos tendo como consequência dois tipos de pragmatismos complementares.

Ainda que discorde da pragmática, aquilo que chama de “a legitimação pela paralogia” que é a participação de “comunidades sociais”, há o equívoco entre combinar a ciência e a política, há um aspecto positivo de fazer a crítica no qual o poder do Ocidente não pode se considerar superior ao jogo de linguagem narrativo, que encontramos nas culturas primitivas, uma vez que uma metanarrativa que foi emprestada desde Platão à filosofia (Lyotard, 1979, p. 51).

O universo do discurso pós-verdade é portanto uma paralogia, inventado pela razão cínica dos tempos atuais, não há senão aquilo que Lyotard chama em outro livro Le différend, os diferendos, que são os diferentes em uma lógica de conflito, com discursos feitos em diferentes lógicas.

Lyotard, J.F. Le Condition postmoderne. Paris: Minuit, 1979.[:en]In 1979 Jean-François Lyotard launched the classic book, “The PosModernityPostmodern Condition,” where he already proposed the political crisis, calling it a sophist in the sense that reformulates the problem of democracy as follows: speech politics the fashion of the sophists founded on Democratic opinion, and politics of universalist dimension of Kant, consecrated in the model of Hegelian state and in the social contract.
The point of contention with Habermas is that Lyotard regards as unsatisfactory and fragile the articulation between what is direct and de facto, the articulation that makes it on the one hand too abstract and, on the other, too factual, nor the consensus of the contract that is Fragile, and what could be considered the practicality of “facts” with absent utopia.
I say thus by Lyotard: “Consensus has become an outdated value, and I suspect. Justice, but it is not. It is therefore necessary to arrive at an idea and practice of justice that is not linked to that of consensus. “(Lyotard 1979: 106)
But Lyotard’s critique does not stop there, he found it in a game of language called a double analogy, between the “practical-political” and another “cognitive” of science that would be “de facto” (factual reality).
Thus the first part is based on a critique of the systemic criterion of communication proposed by Luhmann, but the theories of relativity and quantum, the “open systems”, the theories of catastrophes and chaos, among others, do not fail to make references.

The second part of the Lyotardian solution comes from legitimizing a path of law, aiming to criticize the methodological foundations of consensus theory, from Bachelard, Kuhn, Feyerabend and Serres, which are attempts to revitalize the “scientific” way of working the facts. As a consequence two complementary types of pragmatism.
Although he disagrees with pragmatics, what he calls “legitimation by paralogia” that is the participation of “social communities”, there is the misconception between combining science and politics, there is a positive aspect of making criticism in which the power of the The West can not regard itself as superior to the play of narrative language, which we find in primitive cultures, since a metanarrative borrowed from Plato to philosophy (Lyotard 1979: 51).
The universe of post-truth discourse is therefore a paralogy, invented by the cynical reason of present times, there is nothing else that Lyotard calls in another book Le différend, the differences, that are different in a logic of conflict, with discourses made in Different.

Lyotard, J.F. Le Condition postmoderne. Paris: Minuit, 1979.[:]