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Arquivo para abril, 2018

[:pt]O século das luzes kantianas[:en]The century of the Kantian lights[:]

30 abr

[:pt]O século XVIII foi comemorado por muitos filósofos como século da Filosofia, parecia que o iluminismo tinha triunfado de maneira irreversível, sua ideia de estado, a ciência como forma de retirar o homem das trevas, enfim tudo parecia ir de vento em popa.

Antes de tudo o que era esclarecimento para Kant, sem dúvida o maior precursor, assim como Hegel a síntese de toda a filosofia idealista do iluminismo, o esclarecimento (Aufklarung) seria a saída do homem de sua menoridade, do qual ele própria seria culpa, veja que culpa aqui não é o conceito cristão de desvio, mas aquela própria da qual o estado seria o guardião.

Assim a menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo, é o individualismo perfeito, o homem sem a direção de qualquer outro indivíduo, por isso só ele é culpado de essa “menoridade”, depender do outro.

Isto está consumado na máxima do imperativo categórico: “age de tal forma que o seu agir possa ser universal”, e não deve ser confundido com a regra de ouro: “faz aos outros aquilo que gostaria que fosse feito a você”, porque esta inclui o Outro.

É também equivocada a ideia que o idealismo tenha um fio de ouro que o conduza ao platonismo, que por sua vez não pode ser isolado do “materialismo” de Aristóteles, estes equívocos estão explicitados em Gadamer: “O problema da consciência histórica”, cujo ponto central é justamente separar a consciência idealista e romântica de história, para a real.

O texto a Sétima Carta de Platão, favorece o diálogo com o Outro, a dialética dialógica de enfrentar contrários e saber como completar o chamado círculo hermenêutico, onde os pré-conceitos podem passar por uma fusão de horizontes e um posterior esclarecimento que leva a novas reformulação.

Platão afirma na Sétima Carta: “… só depois de esfregarmos por assim dizer, uns nos outros, …. nesses colóquios amistosos de perguntas e respostas …  é que brilham sobre cada objeto a sabedoria e o entendimento … “ (Platão 344 b-c)

Para Gadamer o Círculo Hermenêutico, verdadeiro método de filosofar, é a-letéia, pois: “Qualquer Insight que podemos possuir emerge em um discurso humano finito, e por isso, apenas parcialmente … Nossos insights, em outras palavras são marcados por nossa discursividade.  O que nos é dado nos é dado do ocultamento [léthe] e em um lapso de tempo de volta a ele. Daí porque nossa verdade humana é a-letheia, jamais absoluta”. (GADAMER, 1980, p. 103-104)

PLATÃO, Carta VII (Trad. Do grego e notas de José Trindade Santos e Juvino Maia Jr). Rio de Janeiro: PUC-Rio/Loyola, 2008.

GADAMER, H.G. Dialogue and Dialectic, eight hermeneutical studies on Plato, Binghamton, NY: Yale University, 1980, p. 91-123.[:en]The eighteenth century was celebrated by many philosophers as a century of Philosophy, it seemed that the Enlightenment had triumphed irreversibly, its idea of ​​state, science as a way to remove man from darkness, at last everything seemed to go from strength to strength. First of all what was clarification for Kant, no doubt the greatest precursor, as Hegel was the synthesis of all idealistic philosophy of the Enlightenment.

Clarification (Aufklarung) would be the departure of man from his minority, of which he himself would be guilty, see that guilt here is not the Christian concept of deviation, but that of which the state would be the guardian.

So the minority is the inability to make use of his understanding without the direction of another individual, it is the perfect individualism, the man without the direction of any other individual, therefore only he is guilty of this “minority”, to depend on the other.

This is accomplished in the maxim of the categorical imperative: “he acts in such a way that his action can be universal”, and should not be confused with the golden rule: “do to others what you would like done to you”, because this includes the Other.

The idea that idealism has a golden thread leading to Platonism, which in turn can not be isolated from Aristotle’s “materialism”, is also mistaken in Gadamer: “The problem of historical consciousness,” whose The central point is precisely to separate idealistic and romantic consciousness from history, to reality.

The text of Plato’s Seventh Letter favors dialogue with the Other, the dialectical dialectic of facing opposites and knowing how to complete the so-called hermeneutical circle, where preconceptions can pass through a fusion of horizons and a later enlightenment that leads to new reformulation. Plato affirms in the Seventh Letter: “… only after rubbing so to speak, in each other, …. in these friendly colloquies of questions and answers … is that wisdom and understanding shine on each object … “(Plato 344 b-c).

For Gadamer, the Hermeneutic Circle, a true method of philosophizing, is a-Latvian, for: “Whatever Insight we may possess emerges in a finite human discourse, and therefore only partially … Our insights, in other words, are marked by our discursiveness. What is given to us is given from the concealment [léthe] and in a lapse of time back to it. Hence our human truth is a-letheia, never absolute. ” (GADAMER, 1980, pp. 103-104)

PLATO, Letter VII (Trad. Of the Greek and notes of Jose Trindade Santos and Juvino Maia Jr). Rio de Janeiro: PUC-Rio / Loyola, 2008.

GADAMER, H.G. Dialogue and Dialectic, eight hermeneutical studies on Plato, Binghamton, NY: Yale University, 1980, p. 91-123.[:]

 

[:pt]A vida e a videira[:en]Life and the Vine [:]

27 abr

[:pt]A árvore que dá os frutos da uva é particular, primeiro pelo sou nome videira pois dá a vida a um dos frutos mais enraizados nas culturas devido o vinho, e também é curiosa porque seu tronco e sua sombra são de pouco valor, e há ainda o aspecto que ela seca e deve ser podada.
Se os processos civilizatórios são cíclicos usam a metáfora da videira parece propício para entender os caminhos da humanidade, uma geração cresce sobre determinada cultura, mas quase sempre a questiona exatamente por que os jovens olham para o futuro, o seu futuro.
Quem diria que o sólido império romano decairia antes os persas, os conquistadores portugueses, as guerras napoleônicas, a união soviética e agora os resilientes americanos.
Analista de diversos níveis tipos, correntes e pensadores de diversas especialidades estão convictos, a civilização passa por uma destas mudanças e é uma hora crítica de opções.
Há a nossos ver três pontos essenciais: o combate a centralização de capitais e a corrupção em escala mundial, a mudança dos paradigmas educacionais e a questão ecológica.
O centro destas discussões ainda são os poderes econômicos e os governamentais, e muitas vezes confundidas pela influência da tecno-ciência que nada pode sem estes poderes, mas o centro da discussão deveria estar na valorização da dignidade humana e na questão ecológica.
O certo é que não se pode discutir a vida, sem aqui que é origem da vida, a responsabilidade e a dignidade da “videira” humana que as vezes parece secar com a árvore da uva, mas em seguida vem a primavera e ela floresce, se o agricultor estiver atento.
Como diz a passagem bíblica Jo, 15,1-3: “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei.”[:en]The tree that gives the fruits of the grape is particular, first by the I am vine name because it gives the life to one of the fruits more rooted in the cultures due to the wine, and also is curious because its trunk and its shade are of little value, and there are still the aspect that it dries and must be pruned.

If civilizing processes are cyclical use of the vine metaphor seems conducive to understanding the ways of humanity, a generation grows on a particular culture, but almost always question exactly why young people look to the future, their future.

Who would have thought that the solid Roman empire would decay before the Persians, the Portuguese conquerors, the Napoleonic wars, the Soviet Union, and now the resilient money empire.

Analyst of diverse levels types, currents and thinkers of various specialties are convinced, civilization undergoes one of these changes and it is a critical time of options.

There are in our view three essential points: combating centralization of capital and corruption on a world scale, changing educational paradigms and the ecological issue.

At the heart of these discussions are still economic and governmental powers, often confused by the influence of techno-science that can do nothing without these powers, but the focus of discussion should be on valuing human dignity and the ecological issue.

The truth is that one can not discuss life, without here being the origin of life, the responsibility and dignity of the human “vine” that sometimes seems to dry with the grape tree, but then spring comes and it blooms, if the farmer is attentive.

As said the Bible passage Jo, 15: 1-3: “I am the true vine and my Father is the farmer. Every branch that does not bear fruit in me cuts off it; and every branch that bringeth forth fruit, he maketh it clean, that it may bear more fruit. You are already lean because of the word which I have spoken to you. “[:]

 

[:pt]A vida: origem e destino[:en]Life: origin and destiny [:]

26 abr

[:pt]Para existir vida é essencial a água e alguns outros elementos em abundância: oxigênio, carbono, hidrogênio, nitrogênio, cálcio, fósforo, enxofre, potássio, sódio, cloro e magnésio, assim a busca por planetas habitados ou habitáveis procura-se estes elementos, sobre a vida em outros planetas o cientista Arthur C. Clarke afirmou: “ou estamos sozinhos no universo ou não estamos, qualquer uma das hipóteses é assustadora”.

Tão importante quanto a origem da vida, que ainda é um enigma, é investigar as sociedades originárias que estão submersas sobre as camadas subterrâneas de nossa sociedade, alguns são capazes de ver estes traços e entender que a modernidade não é o destino eterno dos homens, outros mergulhados nos conflitos de nosso tempo querem eternizá-la como se fosse o último estágio civilizatório humano.

Compreender o que é a vida, é também compreender de onde viemos, se na perspectiva cientificista da modernidade temos que saber se viemos da matéria ou não, e para esta questão recomendo o livro de Terrence Deacon “Incomplete Nature: how mind emerged fom matter“ (veja nosso post), exatamente porque une a perspectiva antropológica com a diria cosmológica, num sentido mais amplo que inclui as cosmogonias das diversas culturas e civilizações.

O assunto é demasiado amplo para um post, por isso conto uma experiência estando em Portugal, fui visitar uma destas pequenas cidadezinhas portuguesas Coruche, não são as aldeias que são ainda menores, e lá me deparei com vestígios dos homens pré-históricos na região, os primeiros sinais civilizatórios ocidentais: colunas romanas, aquele que acreditam ser o primeiro sino de Portugal e também início da evangelização cristã na região, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo tem este nome por ter sido feita sobre as ruínas de um castelo.

Assim uma civilização soterra a outra, também a cidade fica numa região limítrofe entre o Reino de Portugal e o de Al-Andaluz, onde viviam muçulmanos árabes e onde está a origem dos desenhos dos azulejos de Portugal, senti que tudo isto se compunha numa civilização originária de Portugal desconhecida, e nós netos desta civilização originária.

Não deixa de ter, como em todo Portugal os campos de videiras, quase todo lugar tem uma.

Como está escrito no museu de Coruche sobre a cidade: “O céu, a terra e os homens”, é conhecida também pela produção de cortiça.[:en]To exist life is essential water and some other elements in abundance: oxygen, carbon, hydrogen, nitrogen, calcium, phosphorus, sulfur, potassium, sodium, chlorine and magnesium, so the search for inhabited or inhabited planets, scientist Arthur C. Clarke said, “Whether we’re alone in the universe or we’re not, either scenario is scary.”

As important as the origin of life, which is still an enigma, is to investigate the original societies that are submerged in the underground layers of our society, some are able to see these traits and understand that modernity is not the eternal destiny of men, others immersed in the conflicts of our time want to eternalize it as if it were the last human civilizing stage.

To understand what life is, it is also to understand where we came from, whether in the scientistic perspective of modernity we have to know whether we come from matter or not, and for this question I recommend Terrence Deacon’s book “Incomplete Nature: how mind emerged fom matter” (see our post), precisely because it unites the anthropological perspective with the cosmological word, in a broader sense that includes the cosmogonies of the diverse cultures and civilizations.

The subject is too broad for a post, so I tell an experience being in Portugal, I went to visit one of these small Portuguese towns Coruche, it is not the villages that are even smaller, and there I came across vestiges of the prehistoric men in the region, the first signs of Western civilization: Roman columns, the one believed to be the first bell of Portugal and also the beginning of Christian evangelization in the region, the Church of Our Lady of the Castle has this name because it was made on the ruins of a castle.

So one civilization buries the other, the city also lies in a border region between the Kingdom of Portugal and that of Al-Andaluz, where Arab Muslims lived and where the origin of the Portuguese tile designs is.

 I felt that all this was composed in a civilization originating from unknown Portugal, and we grandchildren of this original civilization. It does not fail to have, as in all Portugal the fields of vines, almost every place has one. As it is written in the museum of Coruche on the city: “The sky, the earth and the men”. [:]

 

[:pt]Sobre a essência da Vida[:en]About the essence of life[:]

25 abr

[:pt]O que é finito ou temporário é ente, mas tudo que existe nem sempre existiu, então é ente.

Não se fala de essência sem falar do Ser, pois a essência sem ek-sistencia é um ser para o Nada, o niilismo que já aqui explorada um pouco, agora vamos para esta existência, finita no agora, mas efêmera porque daqui um segundo ela será apenas uma fugaz “memória”.

Supomos como Camus, que somos apenas entes, o mito de Sísifo a empurrar a pedra da vida enquanto se está nesta vida que é finita e absurda, mas que não admite o não ser.

Como entes, sempre finitos, é inevitável que nos movamos somente no plano dos entes, ou seja somente do que sempre é, evitando na medida do possível o virtual “poder ser”.

Parece sensato e racional ficar apenas no que é, mas também quando nos movimentos para  uma compreensão maior do Ser, se não é, pela lógica das essências, é niilismo, pois partindo somente do plano do é, tudo que não é é nada, caindo e decaindo no plano do plano da finitude.

É possível, permanecendo neste plano da existência encontrar sentido para a vida e também colher os frutos de um olhar para o infinito dentro do plano existencial, um filme visto na minha juventude me marcou.

O filme de Akira Kurosawa Viver (Ikiru, 1952), um ícone de sua obra ainda que pouco conhecido, narra sobre um burocrata de uma repartição pública que descobre um câncer de estomago e vive o drama de repensar sua vida, descobre em senhoras que iam reclamar da lama em um bairro periférico uma razão para sua existência.

Antes de morrer o funcionário público de uma existência miserável descobre na reclamação daquelas senhoras um sentido para sua existência e vai lutar com todas as forças para criar um parque para crianças onde antes era um lamaçal, onde ele morrerá num dia frio de inverno numa cadeira de balanço daquela praça.

Pode-se como ente, ainda que seja necessário alcançar algum objetivo transcendente, descobrir de fato o que a vida é, quando fui ver o filme pensei comigo: penso que agora Kurosawa vai cair no meu conceito, para mim será sempre um mito do cinema não japonês, mas universal.  

Lembro também que hoje é dia da Revolução dos Cravos em Portugal, que derrubou o fascismo.[:en]What is finite or temporary is entity, but everything that exists has not always existed, then it is entity.

We do not speak of essence without speaking of Being, for the essence without e-sistance is a being for Nothing, the nihilism that has already explored a little, now we go to this existence, finite in the now, but ephemeral because in a second she it will only be a fleeting “memory”.

We assume as Camus, who are only beings, the myth of Sifico to push the stone of life while in this life that is finite and absurd, but that does not admit not being.

As beings, always finite, it is inevitable that we move only in the plane of the beings, that is, only of what it always is, avoiding as far as possible the virtual “being”.

It seems sensible and rational to be only in what is, but also when in the movements for a greater understanding of the Being, if it is not, by the logic of the essences, it is nihilism, since starting only from the plane of the is, everything that is not is nothing, falling and falling on the plane of nihilism.

It is possible, remaining on this plane of existence to find meaning for life and also reap the fruits of a look at the infinite within the existential plane, a film seen in my youth marked me.

Akira Kurosawa Living’s film (Ikiru, 1952), an icon of his still little-known work, tells of a bureaucrat from a public office who discovers stomach cancer and lives the drama of rethinking his life, finds out in ladies who were going to complain of the mud in a peripheral neighborhood a reason for its existence.

Before dying the public servant of a miserable existence discovers in the complaint of those ladies a meaning for their existence and will fight with all the forces to create a park for children where before it was a mall, where he will die on a cold winter day in a chair of swing that square.

It is possible to be as a person, although it is necessary to reach some transcendent objective, to discover in fact what life is, when I went to see the film I thought to myself: I think now Kurosawa will fall into my concept, for me it will always be a myth of cinema not Japanese, but universal.

I also remember that today is the Day of the Carnation Revolution in Portugal, which overthrew fascism.[:]

 

[:pt]O mito de Sísifo[:en]The myth of Sisyphus[:]

24 abr

[:pt]Já era um mito e poderia ser esquecido, não fosse o livro de Albert Camus sobre o assunto no qual provoca a filosofia de seu tempo que descreve como tendo uma tentativa de lidar com o sentimento do absurdo, Heidegger, Jaspers, Shestov, Kierkegaard e Husserl.

Seria fácil contradizer Camus pelo próprio mito, uma proximidade ao niilismo no seu pensamento, sua morte trágica num acidente de carro, entretanto, seu pensamento é sério e deve ser levado a sério, como o foi por muitos autores.

O mito de Sísifo, é de um personagem da filosofia grega, que tendo desafiado os deuses é condenado a empurrar uma pedra montanha a cima, e quando ela rola para baixo, deve repetir continuamente o seu esforço de empurrá-la morro acima.

O mito de Sísifo deve ser levado a sério porque nele vive hoje boa parte da humanidade, que resignadamente realizada sua pesada tarefa diária embora às vezes duvide de seu sentido.

Para Camus o mundo não é o absurdo, o absurdo acontece quando “o meu apetite para o absoluto e a unidade” completa a “impossibilidade de reduzir o mundo a um princípio racional e razoável.”, assim reconhecer o absurdo do homem poderia levá-lo a viver de modo intenso.

Sem um sentido na vida, não existem valores. “O que conta não é a melhor vida, mas a maioria dos que a vivem”, nem regras morais ou éticas, “Tudo é permitido” como seria lema mais tarde das revoltas juvenis de 1968, é proibido proibir.

Assim o raciocínio de Camus não é um desproposito ou irracionalidade, é preciso ter a força do poeta pensador brasileiro Guimarães Rosa, que contrariando a lógica, sem ser ilógico, afirmou: “Tudo é e não é” (ROSA, 1968, 12), no seu livro Grande Sertão: veredas.

A força da essência do é é tão forte e presente que pode criar um ente, o finito, o nada.

CAMUS, A. O mito de sífico. Veja o pdf.[:en]It was already a myth and could be forgotten, were it not for Albert Camus’s book on the subject in which he provokes the philosophy of his time which he describes as having an attempt to deal with the feeling of the absurd Heidegger, Jaspers, Shestov, Kierkegaard and Husserl.

It would be easy to contradict Camus for his own myth, a closeness to nihilism in his thinking, his tragic death in a car accident, however, his thinking is serious and must be taken seriously, as many authors have done.

The myth of Sisyphus is of a character of Greek philosophy, who having defied the gods is doomed to push a mountain stone up, and when it rolls down, must continually repeat its effort to push it up hill.

The myth of Sisyphus must be taken seriously because in it today much of mankind lives, which resignedly carried out its heavy daily task although sometimes doubts its meaning.

For Camus the world is not the absurd, the absurd happens when “my appetite for absolute and unity” completes the “impossibility of reducing the world to a rational and reasonable principle.”, Thus recognizing the absurdity of man could lead him to the absurd, to live it intensely.

Thus Camus’s reasoning is not a misnomer or irrationality, it is necessary to have the strength of the Brazilian thinker poet Guimarães Rosa, who contradicting logic, without being illogical, affirmed: “Everything is and is not” (ROSA, 1968, 12) in his Book: “Grande Sert]ao: veredas”.

The force of the essence of é is so strong and present that it can create an entity, the finite, the nothingness.

CAMUS, A. (1991) The Myth of Sisyphus: And Other Essays (Vintage International) .[:]

 

[:pt]Qual o sentido da vida ?[:en]What is the meaning of life ?[:]

23 abr

[:pt]Edgar Morin e muitos outros pensadores como Habermas, dizem que é necessária uma educação, uma filosofia da vida, mas a questão do que é a vida não é simples.

Muitas vezes quando estamos diante de um problema grave, de uma perda ou de uma mudança radical em nossas vidas perguntamos qual o sentido da vida, a questão sem uma resposta definitiva foi enfrentada por muitos filósofos, romancistas, teólogos e poetas.

Lembro a Canção do Tamoio de Gonçalves Dias, “não chores meu filho, não chores que a vida é luta renhida, viver é lutar …”, embora fosse só uma poesia ela me ajudou ao longo da vida.

Shopenhauer (1851) e Tolstói (1886) refletiram o fato que nossas vidas acabam com a more, então é impossível pensar num tema sem o outro, uma vez que a vida termina num ponto, tem uma finitude, nos remete para a infinitude e com certeza isto fez todos os povos pensarem na além-morte, em suas cosmogonias.

A crença em Deus e numa vida após a morte alivia a situação, ao ponto de alguns filósofos admitirem que se Deus não exista, a vida humana é um absurdo, mas Albert Camus e Thomas Nagel acentuaram a pouca significância objetiva de nossas vidas, então caminhamos na direção diferente do infinito, o Nada, o niilismo, mas o conflito entre eles desperta a Ek-sistência, eu Martin Heidegger sublinhou no Ser e o Tempo.

O existencialismo é fundamental, pois o pensamento na linha de Camus, leva a viver o que ele descreveu como “homem absurdo” aquele que vive a vida “sem apelo”, na visão dele esta pessoa abração a vida o mais plenamente possível, mesmo sem esquecer ou negar algum fundamental racional da mesma, este é no fundo o caminho do niilismo.

O pensamento de Nagel é mais cosmológico, ao sabor de alguns no nosso cotidiano, como o brasileiro Mario Sergio Cortella, o reconhecimento de nossa insignificância perante o cosmos, a luz deste pensamento que parece ir na direção do infinito, e não vai, evita a atitude exagerada e dramática, sendo a ironia a mais apropriada, é uma forma de cepticismo.

Ambos os caminhos são atraentes porque são facilitadores, pensar sobre a essência, isto é o que “é” das coisas da vida e do mundo, e o que de fato “são”, ou seja, o que é o “ser” neste mundo diante do cosmos e do infinito?

Este caminho remete também a questão do princípio, o que já fomos e de onde viemos, não deve estar deslocado do tempo, mas construído no tempo.

Schopenhauer, A. As dores do mundo (1851 primeira publicação). Veja o pdf

Tolstoi, L. A Morte de Ivan Ilitch (1886 primeira publicação). Veja o pdf .[:en]Edgar Morin and many other thinkers like Habermas say that an education, a philosophy of life is necessary, but the question of what life is is not simple.

Many times when we are faced with a serious problem, a loss or a radical change in our lives we ask what the meaning of life, the question without a definitive answer was faced by many philosophers, novelists, theologians and poets.

I remember the Song of Tamoio de Gonçalves Dias, “do not cry my son, do not cry that life is fighting hard, living is fighting …”, although it was only a poetry she helped me throughout life.

Shopenhauer (1851) and Tolstoy (1886) reflected the fact that our lives end up with more, so it is impossible to think of one theme without the other, since life ends in a point, has a finitude, refers us to infinity and Surely this has made all people think of beyond-death, in their cosmogonies.

Belief in God and an afterlife alleviates the situation, to the point that some philosophers admit that if God does not exist, human life is absurd, but Albert Camus and Thomas Nagel have accentuated the little objective significance of our lives, so we walk in the different direction of the infinite, the Nothingness, the nihilism, but the conflict between them awakens Ek-sistence, I Martin Heidegger stressed in Being and Time.

Existentialism is fundamental, because the thought in the line of Camus, leads to live what he described as “absurd man” who lives the life “without appeal”, in his view this person embrace life as fully as possible even without forget or deny some fundamental rational of it, this is at bottom the way of nihilism.

Nagel’s thinking is more cosmological, to the liking of some in our daily life, as the Brazilian Mario Sergio Cortella, the recognition of our insignificance before the cosmos, the light of this thought that seems to go towards the infinite, and will not, avoids an exaggerated and dramatic attitude, irony being the most appropriate, is a form of skepticism.

Both paths are attractive because they are facilitators, think about the essence, this is what “is” of the things of life and of the world, and what in fact they are, that is, what is the “being” in this world before the cosmos and the infinite?

This path also refers to the question of the principle, what we have already been and where we came from, must not be displaced from time but built in time.

Schopenhauer, A. The suffering of the world (1851 first publication).

Tolstoy, L. The death of Ivan Ilitch (1886 first publication). [:]

 

[:pt]Justiça e Liberdade para todos[:en]Justice and Freedom for all[:]

20 abr

[:pt]Amartya Sen reflete em seu livro A ideia de justiça, sobre os desafios do desenvolvimento social e afirma que há “razões de justiça plurais e concorrentes, todas com pretensão de imparcialidade, ainda que diferentes — e rivais – umas das outras” (p. 43).
Uma dos aspectos fundamentais de sua obra, publicada originalmente em 2009, é que ele apesar de ser Nobel de Economia de 1998 é mesmo sendo “a economia é supostamente minha profissão, não importando o que eu faça do meu caso de amor com a filosofia” (p. 303), refletindo que suas preocupações e resposta procuram ir além desta questão.
Como indicam as próprias reflexões de Sen sobre o conhecimento, a questão que tem sobre a capacitação tanto de iluminar como de gerar ilusões, e isto é o que chamamos de justiça sustentável e distributiva.
Conforme ele explica em outro livro Desenvolvimento como liberdade campo da teoria moral do argumento econômico desenvolvido em seu livro, no qual defendeu que “o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam” (Sen, 2000, p. 17), e qualquer modelo fundamentado em restringir a liberdade do homem não é um modelo sustentável porque será fonte de conflitos e interesses.
O papel da educação além de ser fundamental para uma sustentável justiça social, é também modelo de desenvolvimento moral e humano, e se há falta de liberdade, este desenvolvimento nunca será completo, é claro, sem negligenciar o aspecto do desenvolvimento econômico que garanta a vida.
Assim a ideia de pensamento único, de filosofia ou política de partido único, que já foram em diversos momentos da história rechaçadas pelo homem, e vem a tona novamente não é sustentável no plano político, moral e social.
A ideia de uma cidadania planetária hoje deve estar ligada a ideia de um mundo de menos discrepâncias econômicas aliadas a livre expressão de culturas e de povos, só assim podemos pensar num planeta para todos.[:en]Amartya Sen reflects in his book The Idea of Justice on the Challenges of Social Development and asserts that there are “plural and competing reasons for justice, all with a pretense of impartiality, though different – and rivals – of each other” (p. 43).

One of the fundamental aspects of his work, originally published in 2009, is that despite his 1998 Nobel Prize for Economics, it is even “the economy is supposed to be my profession, no matter what I do with my love affair with philosophy” (p. 303), reflecting that their concerns and response seek to go beyond this.

As Sen’s own reflections on knowledge indicate, the question he has about the ability to both enlighten and generate illusions, and this is what we call sustainable and distributive justice.

As he explains in another book Development as Freedom Field of Moral Theory of Economic Argument developed in his book, in which he argued that “development can be seen as a process of expanding the real freedoms that people enjoy” (Sen, 2000, p. 17), and any model based on restricting human freedom is not a sustainable model because it will be a source of conflicts and interests.

The role of education as well as being fundamental to sustainable social justice is also a model of moral and human development, and if there is lack of freedom, this development will never be complete, of course, without neglecting the aspect of economic development that guarantees life .

Thus the idea of single-mindedness, of philosophy or single-party politics, which has been at various times in history rejected by man, and which comes to light again is not politically, morally and socially sustainable.

The idea of a planetary citizenship today must be linked to the idea of ​​a world of less economic discrepancies allied to the free expression of cultures and peoples, only then we can think of a planet for all.  

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[:pt]Uma forma de avançar na educação[:en]A way forward in education[:]

19 abr

[:pt]As educações básicas precisas como disseram no primeiro postde empatia, capacidade de resolver conflitos e não será possível com a educação on-line atingir os níveis de escolarização para as faixas etárias mais baixas, mas a partir da primeira escolaridade.

Chamo isto a idade até os 10 ou 12 anos, já é possível observar que o ensino on-line ajuda e pode ser de grande avanço, em especial para crianças que vivendo em países periféricos tenham capacidade de rendimento escolar acima do que seria próprio da sua idade, claro esta criança deve desfrutar de canais de empatia e sociabilidade normais da sua idade.

Porém no nível superior é que podemos ter saltos maiores de qualidade e propiciar uma alta escolarização em escala mundial, só para dar um exemplo, a Índia que ainda tem níveis de saúde e pobreza alarmante é um país gerador de cérebros e estudantes de alto nível.

Os MOOCs (Massive Open Online Curses) é um tipo de curso aberto oferecido por meio de ambientes virtuais de aprendizagem, ferramentas da Web 2.0 ou redes sociais que visam oferecer para um grande número de alunos a oportunidade de cursarem sem a presença física em universidades e sem custos de moradia, transportes, etc.

Um fake News rodou este universo dizendo que os MOOCs nasceram em 2012 e faleceram em 2014, mas isto não é verdade, os números comprovam isto: os números atuais segundo o site Central-Class, o número de estudantes online é de 58 Milhões, distribuídos em mais de 700 universidades, em 6850 cursos, também os gráficos deste site mostram valores crescentes.

No Brasil grandes universidades já possuem cursos on-line, por exemplo: a FEA, da USP, tem um curso de  Fundamentos de Administração (FEA/USP), disponível na plataforma Veduca, de educação online do Brasil, o curso gratuito é destinado a quem deseja aprender a administrar, outro curso é Responsabilidade Social e Sustentabilidade das Organizações (PUC/RS), curso da PUC do Rio Grande do Sul disponível na Miríada X, a Fisica de São Carlos tem o curso Física Básica (IFSC/USP), o curso tem carga horária de 59 horas divididas em 26 aulas e a UnB tem o curso Bioenergética (UNB),  que permite ao interessado optar por apenas assistir às aulas ou obter o certificado. [:en]The basic basic education as stated in the first post of empathy, the ability to resolve conflicts and it will not be possible with online education reach the levels of schooling for the lower age groups, but from the first schooling.

I call this age up to 10 or 12 years, it is possible to observe that online education helps and can be of great advancement, especially for children living in peripheral countries have a school performance capacity above what would be appropriate for their age, of course this child should enjoy normal channels of empathy and sociability of his age.
But at the higher level we can have higher quality jumps and provide high schooling on a world scale, just to give an example, India that still has alarming levels of health and poverty is a country that generates brains and high school students.

Massive Open Online Curses (MOOCs) is a type of open course offered through virtual learning environments, Web 2.0 tools or social networks that aim to offer a large number of students the opportunity to attend without physical presence in universities and without costs of housing, transport, etc.

A fake News ran this universe saying that the MOOCs were born in 2012 and died in 2014, but this is not true, the numbers prove this: the current numbers according to the Central-Class site, the number of online students is 58 million distributed in more than 700 universities, in 6850 courses, also the graphics of this site show increasing values.

In Brazil, large universities already have online courses, for example: FEA, from USP, has a course on Fundamentals of Administration (FEA / USP), available on the Veduca online education platform in Brazil. who wants to learn how to manage, another course is Social Responsibility and Sustainability of Organizations (PUC / RS), a PUC course in Rio Grande do Sul available in Miríada X, the Physics of São Carlos has The Basic Physics course (IFSC / USP) the course has a workload of 59 hours divided into 26 classes and UNB has the Bioenergetics course (UNB), which allows the interested party to choose to attend classes or obtain the certificate.[:]

 

[:pt]A saída educacional[:en]Education is the way out?[:]

18 abr

[:pt]Apesar de grandes melhorias nos últimos anos, o progresso em direção à educação para todos estagnou a nível mundial, poucas iniciativas existem no sentido de darem saltos mais altos, Educação Aberta para Todos em Cursos Massivos Online pode ser a solução?

No total, 263 milhões de crianças, adolescentes e jovens tão fora da escola para o ano letivo que terminou em 2016, as estatísticas para 2017 não foram nada otimistas.

Isto significa que um progresso mais equitativo se tornará cada vez mais difícil se enormes barreiras são construídas já na educação juvenil estará fadada a recursos emergências e não a uma melhoria equitativa e sustentável da distribuição de bens em todo o planeta.

O porquê deste processo não ser equitativo tem algumas evidências: as crianças enfrentam as barreiras mais severas quanto à educação terão menores chances de desenvolvimento profissional e pessoal, isto se torna dramático quando elas estão associadas a gênero, pobreza, deslocamento, nomadismo, deficiência e / ou etnia, e ainda quando são deixadas para trás em deslocamentos devido às guerras.

Há um número desproporcional de crianças fora da escola vivendo em países caracterizados por instabilidade e conflito e/ou pobreza extrema, pouco se fala da África, mas a cada dia há um novo conflito.

Muitos dos países com maior número de crianças fora da escola não tem ajuda ou financiamento externo adequado para atender às suas necessidades, e as ONGs e ações de alguns países são localizadas e deficitárias.[:en]Despite major improvements in recent years, progress toward education for all has stagnated globally, few initiatives exist to make leaps higher, Open Education for All in Massive Online Courses can be the solution?
In total, 263 million children, adolescents and young people so out of school for the school year that ended in 2016, statistics for 2017 were not at all optimistic. 

This means that more equitable progress will become increasingly difficult if huge barriers are built already in youth education will be doomed to emergency resources rather than to an equitable and sustainable improvement of the distribution of assets across the globe. The reason why this process is not equitable has some evidence: children face the most severe barriers to education that have a lower chance of professional and personal development, this becomes dramatic when they are associated with gender, poverty, displacement, nomadism, disability and / or ethnicity, and even when they are left behind in displacements due to wars.
There is a disproportionate number of out-of-school children living in countries characterized by instability and conflict and / or extreme poverty, little is said about Africa, but every day there is a new conflict. Many of the countries with the greatest number of out-of-school children do not have adequate outside funding or funding to meet their needs, and the NGOs and actions of some countries are localized and loss-making.
Beyond the obvious question of a global policy of income distribution is a massive attack on the issue of education, if armaments money were invested in this, we would have great solutions in the medium term, the short would be a strong intervention to the UN.[:]

 

[:pt]O abandono infantil[:en]Child abandonment [:]

17 abr

[:pt]Descubro, lendo um jornal Português que o número de crianças abandonadas em todo o mundo atinge 220 milhões no mundo todo, uma em cada dez, e o número me chamou a atenção por ser praticamente a população do Brasil.

A notícia de 2016, diz que só em Portugal cerca de 8.600 crianças foram retiradas de suas famílias em 2015, e também uma notícia muito curiosa que em três aldeias em que estas crianças portuguesas são encaminhadas (ainda há muita vida e muitas aldeias em Portugal, que difere de cidades pequenas), as aldeias de Bicesse (na foto, a sede), Guarda e Gulpilhares, eles são integrados numa casa, com uma “mãe social” e convivem com as outras crianças como irmãos.

Qual o sucesso escolar das atuais 120 crianças? ao todo já viveram nestas aldeias mais de 500 crianças, a taxa de sucesso escolar é de 88%, não informam a métrica, mas acredito que seja a aprovação, já que não falam de números de evasão.

A hora que fui procurar o que são mães sociais se revelou uma realidade ainda maior, a ONG mães SOS foi fundada na Áustria em 1949, e já está em 135 países, com cerca de 2000 programas nas áreas de proteção, prevenção, saúde, educação e emergência.

O programa aldeias-SOS.org é um destes programas, no caso de Portugal visa o Fortalecimento Familiar através de 130 famílias biológicas, que recebem uma “bolsa emprego”, com pais selecionados através de um perfil assim detalhado:

– idade entre os 30 e os 55 anos aproximadamente;

– escolaridade mínima 9º. Ano, com preferencia ensino secundário e formação na área de educação;

– experiências em gestão diária de cuidados e trabalhos em equipe;

– disponibilidade pessoal, compromisso profissional intenso com residência maioritária na Aldeia SOS; e,

– determinação, tolerância e perseverança;

– resistência à frustração e de resolução de conflitos;

– flexibilidade: capacidade de se adaptar a diferenças situações e características individuais;

– competências de comunicação e empáticas. Expressão e compreensão dos sentimentos do outro.

– capacidade de trabalho em equipe e competência de organização.

Nossa !não é um programa só para famílias sociais, é um programa para todas as famílias, mas o mais importante é que além de ser um trabalho social, é uma fonte de gerar rendas para famílias com capacidade de enfrentar os desafios da educação familiar.

 [:en]I find, reading a Portuguese newspaper that the number of abandoned children worldwide reaches 220 million worldwide, one in ten, and the number caught my attention because it is practically the population of Brazil.

The news of 2016 says that only in Portugal about 8,600 children were removed from their families in 2015, and also very curious news that in three villages where these Portuguese children are referred (there is still much life and many villages in Portugal, which differs from small towns), the villages of Bicesse (photo), Guarda and Gulpilhares, they are integrated into a house with a “social mother” and cohabit with the other children as brothers.

What is the school success of the current 120 children? in all villages have already lived in these villages more than 500 children, the school success rate is 88%, do not report the metric, but I believe that is the approval, since they do not talk about evasion numbers.

The time I went to look for what are social mothers has turned out to be an even greater reality, the NGO SOS mothers was founded in Austria in 1949, and is already in 135 countries, with about 2000 programs in the areas of protection, prevention, health, education and emergency.

The aldeias-SOS.org program is one of these programs. In the case of Portugal, it aims at Family Empowerment through 130 biological families, who receive an “employment grant”, with parents selected through such a detailed profile: – age between 30 and 55 years old; – minimum schooling 9th year, preferably secondary education and training in the area of education; – experiences in daily management of care and teamwork; – personal availability, intense professional commitment with majority residency in the SOS Village; and, – determination, tolerance and perseverance; – resistance to frustration and conflict resolution; – flexibility: ability to adapt to different situations and individual characteristics; – communication and empathic skills.

Expression and understanding of the other’s feelings. – ability to work in team and organizational competence. It is not just a program for social families, it is a program for all families, but more importantly, besides being a social work, it is a source of income for families with the capacity to face the challenges of family education. [:]