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Arquivo para dezembro, 2018

[:pt]Uma Maria mais humana[:en]A more human biblic Mary[:]

19 dez

[:pt]Uma menina de 15 anos fica sabendo que vai ser mãe de uma maneira difícil de compreender, apesar de ser profundamente religiosa, e ter coragem de assumir aquilo que para ela era uma Vontade de Deus, certamente ficaria abalada, como de fato ficou, diz a leitura bíblica Lc 1, 27-28:
“O anjo, aproximando-se dela, disse: “Alegre-se, agraciada! O Senhor está com você!”
Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando no que poderia significar esta saudação.

Ela diz não conhecer (ter se relacionado com) homem algum, então o anjo explica Lc 1,35:
“O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus”.
Diante da perplexidade da adolescente, o anjo lhe dá uma chave de leitura Lc 1,36:
“Também Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice; aquela que diziam ser estéril já está em seu sexto mês de gestação.”
“O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus.”
E diz aqui que é usado por religiosos em diversos contextos e não deveriam ser Lc 1, 37:
“Pois nada é impossível para Deus”.
Curiosamente é quase sempre quem usa o texto bíblico os que menos acreditam que Maria era especial, aos olhos de Deus e dos homens, mas também há aqueles que não veem a fragilidade e as dúvidas desta jovem adolescente que vai em corrida a casa da prima, justamente pela chave de leitura dada pelo anjo: “também Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice”, e provavelmente isto instigou Maria a visitá-la (na foto o quadro Visitación de Rafael de 1517).
Diz a leitura seguinte, que dias mais tarde, Maria foi “apressadamente ás terras montanhosas da Judeia”, a vila onde morava Isabel, grávida de João Batista, o precursor de Jesus e Zacarias seu marido que ficara mudo ao saber da concepção.
Ora Maria até este momento não entoara seu canto, o chamado Magnificat, e é muito provável que seu coração ainda tinha dúvidas e conservava parte do abalo inicial.
Diz que assim que Maria saudou o a prima, o menino de Isabel (João Batista) saltou no seu ventre, e Isabel ficou “cheia do Espirito Santo”, ora falamos no post anterior o papel deste Deus pouco compreendido, o Espírito Santo.
Assim como a relação ontoantropológica com Eva, há uma relação ontoteológica com Izabel, sua prima, e só então Maria entoa seu canto Lc 1,46-48)
“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque olhou para a humildade de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada”, que é um proto-evangelho de Maria, de onde se pode tirar também relação com a Ave Maria dos católicos, que tem referência bíblica Lc 1,42.[:en]A 15-year-old girl realizes that she will be a mother in a difficult way to understand, despite being deeply religious, and having the courage to assume what was for her a Will of God, would certainly be shaken, as indeed it was, says the Bible reading Lk 1: 27-28:
“The angel, coming to her, said,” Rejoice, gracious, the Lord is with you! ”
Maria was troubled by these words, wondering what that greeting might mean.
She says she does not know (have related to) any man, so the angel explains Lk 1:35:
“The Holy Spirit will come upon you, and the power of the Most High will overshadow you. So he who is to be born will be called the Holy One, the Son of God.”
Faced with the perplexity of the adolescent, the angel gives her a key to read Lk 1:36:
“And Elizabeth, her kinswoman, shall have a son in old age; that which was said to be barren is already in its sixth month of gestation. ”
“The angel answered,” The Holy Spirit will come upon you, and the power of the Most High will overshadow you, so that he who is to be born will be called Holy, Son of God. ”
And it says here that it is used by religious in various contexts and should not be Lk 1, 37:
“For nothing is impossible with God.”
Curiously, it is almost always those who use the biblical text those who least believe that Mary was special in the eyes of God and men, but there are also those who do not see the frailty and the doubts of this young adolescent who runs the cousin’s house, just because of the angel’s reading key: “Elizabeth, her kinswoman, will have a son in old age,” and probably this instigated Mary to visit her (in the picture, the Visitation of Raphael, 1517).
The following reading reads, that days later, Mary was “hurriedly into the mountainous lands of Judea,” the village where Elizabeth lived, who was pregnant with John the Baptist, the forerunner of Jesus, and Zechariah her husband who had been mute to the knowledge of conception.
Now Mary had not yet sung her song, the so-called Magnificat, and it is very probable that her heart still had doubts and was still part of the initial shock. He says that as soon as Mary greeted the cousin, the child of Elizabeth (John the Baptist) jumped in her womb, and Elizabeth was “full of the Holy Spirit”, we spoke in the previous post about the role of this little understood God, the Holy Spirit.
Like the ontoanthropological relationship with Eve, there is an ontotheological relationship with Izabel, her cousin, and only then does she sing her song Lc 1, 46-48)
“And Mary said, My soul doth magnify the Lord, and my spirit rejoices in God my Savior; Because he looked upon the humility of his maidservant; For behold, from now on all generations will call me blessed, “which is a proto-gospel of Mary, from which one can draw also a relationship with the Hail Mary of the Catholics, which has biblical reference Lc 1,42.[:]

 

[:pt]O que devemos fazer[:en]What should we do ? [:]

13 dez

[:pt]A aporia dos gregos, a impropriedade (eu traduzo como irrazoabilidade) de Heidegger, o medo e a fragilidade de Martha Nussbaum, podem todos serem compostos em um suco que ajude a olhar para frente o momento atual, com serenidade e esperança.
Antes do advento do nascimento de Jesus, o Natal tem este significado simbólico mais profundo, esperamos uma “salvação” e ela deve ser concreta, João Batista pregava no deserto e a multidão que o seguia tinha apreensão e angustia, perguntavam-lhe: “Que devemos fazer?” João respondia: “Quem tiver duas túnicas, dê uma a quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo!” (Lucas, 3,11).
Iam para lá também cobradores de impostos, os corruptos de hoje que sujam toda a saúde financeira do estado, este é o protesto na França, e parece que também Teresa Mey no Reino Unido começa a dar sinais de fraquezas, a virada conservadora mostra sua impotência.
O que devemos fazer, não perder a solidariedade, a fraternidade, e que o espírito do advento do natal nos ajude naquilo que deve “advir” e virá, mas é preciso mentes e corações fortes.
O sentimento de morte, e até de certo abatimento nos corações desejosos do futuro podem estar presentes, mas não devem significar rendição nem paralisia, mas sim Aporia.
É preciso estar aberto ao novo, e desenvolver a solidariedade denunciando a violência e os abusos sociais, o prêmio Nobel o médico Denis Mukwege que socorre vitimas de abusos no Congo e que denuncia a violência ignorada pelo ocidente que acontece em seus pais, junto com Nadia Murad ativista contra o abuso sexual de mulheres, que foi ela própria vítima de violência dos
Denis Mukwege elogio o bom uso das novas mídias para denunciar estes fatos que a grande imprensa ignora ou torna-os menos graves do que são, assim a mudança digital, a inteligência artificial, a informação e a comunicação estão aí não para atrapalhar, mas para ajudar isto.
Os exemplos de Denis Mukwege e Nadia Murad nos servem para vencer o medo e seguir em frente, as mudanças que todos esperam virão com nosso empenho sereno e decidido.[:en]The aporia of the Greeks, the impropriety (I translated as unreasonableness) of Heidegger, the fear and the fragility of Martha Nussbaum, may all be composed in a juice that helps to look forward with serenity and hope. Before the advent of the birth of Jesus, Christmas has this deeper symbolic meaning, we expect a “salvation” and it must be concrete.
John the Baptist preached in the desert and the crowd that followed him are in anguish, they asked him: “What should we to do? “John answered:” Whoever has two coats, give one to him who has not; and whoever has food, do the same! “(Luke 3:11).
There were also tax collectors, the corrupt ones of today who pollute the entire financial health of the state, this is the protest in France, and it seems that Teresa Mey in the United Kingdom also begins to show signs of weakness, the conservative turn shows her impotence.
What we should do, not lose solidarity, fraternity, and the spirit of the advent of Christmas help us in what must “come” and will come, but it takes strong minds and hearts.
The feeling of death, and even a certain despondency in the hearts desirous of the future may be present, but should not mean surrender or paralysis, but Aporia.
It is necessary to be open to the new, and to develop solidarity denouncing violence and social abuses, the Nobel Prize doctor Denis Mukwege who rescues victims of abuse in Congo and denounces the violence ignored by the West that happens in his parents, along with Nadia Murad activist against the sexual abuse of women, who was herself a victim of violence Denis Mukwege praised the good use of new media to denounce these facts that the major press ignores or makes them less serious than they are, so digital change, artificial intelligence, information and communication are there not to disrupt, but to help this.
The examples of Denis Mukwege and Nadia Murad serve us to overcome fear and move forward, the changes will happen.[:]

 

[:pt]O medo, a angústia e a mudança[:en]Fear, anguish and change[:]

12 dez

[:pt]

O filósofo Martin Heidegger (1889-1976) convida aqueles que vivem no medo, a viver na impropriedade, ou seja um tipo de aporia que significa pensar sem atribuir valores e sentido, deixando que as circunstâncias o atribuam, parece uma alienação, mas é a alienação do eu.
Num mundo que vive sempre correndo, e alerto que isto já era reflexão de Nietzsche e também a Paulicéia Desvairada de Mario de Andrade da década de 20, e agora a Monarquia do Medo que é uma reflexão de Martha Nussbaum para os EUA, mas que serve ao Brasil e outros.
Nada está mais relacionado ao medo que a Morte, mas ela desperta também a angustia, seria de pensar qual a relação destas com a mudança, diria nenhuma, a menos da hipótese que Heidegger nos lança: a impropriedade, ou seja, deixarmos de atribuir sentido e permitir que os outros o atribuam, diria que é uma dialógica resignada.
Heidegger escreveu também que é na angústia que experimentamos nossa fragilidade.
Nela encontramos de forma inesperada a mudança, aonde nem a angústia e o medo alcançam, alem deles portanto, onde nasce a esperança e a “clareira”, luzes sobre a floresta.
Então o medo existe porque existe um perigo real, e significa que algo está em mudança, a angústia nos leva a pensar sobre qual é a mudança e o rumo dela.
Desconfio que o termo impropriedade usado na tradução nacional para a palavra de Heidegger unangemessenheit, possa ter outro significado, já que angemessen pode ser traduzido como o que é razoável, então eu traduziria irrazoabilidade, ou seja, o que não é em certo sentido como sendo razoável, mas que diante do medo e da angústia surgem como tendo novos horizontes, de onde podem emergir mudanças que antes eram impensadas.
O poeta alemão Hölderlin dizia que onde há medo há salvação, pode-se dizer nos dias de hoje de modo mais amplo, ou seja, na ciência, na política e porque não na espiritualidade.

[:en]The philosopher Martin Heidegger (1889-1976) invites those who live in fear, to live in impropriety, or a kind of aporia that means to think without assigning values and meaning, letting circumstances attribute it, it seems an alienation, but it is the alienation of the self.
In a world that is always running, and I warn that this was already a reflection of Nietzsche and also Mario de Andrade’s Paulicéia Desvairada of the 1920s, and now the Monarchy of Fear, which is a reflection of Martha Nussbaum for the USA, but that serves to Brazil and others.
Nothing is more related to fear than Death, but it also arouses anguish, it would be to think about their relation to change, I would say none, unless the hypothesis that Heidegger throws us: impropriety, that is, we cease to attribute meaning and allow others to ascribe it, I would say that it is a resigned dialogic.
Heidegger also wrote that it is in anguish that we experience our fragility.
In it we find unexpectedly the change, where neither the anguish and the fear reach, beyond them therefore, where the hope and the “clearing” are born, lights on the forest.
So the fear exists because there is a real danger, and it means that something is changing, the anguish leads us to think about what is the change and the direction of it.
I suspect that the term impropriety used in the national translation for the word of Heidegger unangemessenheit may have another meaning, since angemessen can be translated as what is reasonable, so I would translate unreasonableness, that is, which is not in a sense as being reasonable, but that in the face of  fear and anguish, they arise as having new horizons, from which changes that were previously unthinkable can emerge.
The German poet Hölderlin said that where there is fear there is salvation, it can be said nowadays in a broader way, that is, in science, in politics and because not in spirituality[:]

 

[:pt]Entre a Aporia e a Aletheia[:en]Between Aporia and Aletheia[:]

11 dez

[:pt]A palavra grega Aporia (Ἀπορία) significava na Mitologia grega a impotência, a dificuldade e o desamparo, ou ainda a falta de meios, foi repensada pela escola aristotélica como impasse, paradoxo, dúvida, incerteza ou mesmo contradição, seus estudos são designados aporética.

Aristóteles a definiu como “igualdade de conclusões contraditórias” (Tópicos, 6.145.16-20).

Ela é importante porque rompia, ainda que participialmente, como a lógica de Ser ou Não ser, não podendo haver contradição, o que veio dar no idealismo contemporâneo.

É radicalmente diferente da Aletheia, porque está é encobrimento, não a contradição e assim era designada pelos antigos gregos como verdade e realidade, simultaneamente.

Heidegger a retoma na tentativa de “desvelar” a verdade, esta considerada um estado descritivo objetivo, e, portanto, carente de um movimento metafísico ou subjetivo.

Aporia foi também usada por autores contemporâneos, como Derridá e Paul de Man, portanto na teoria literária pós-estrututalismo, é assim a própria leitura desconstrutiva do texto, que já alertamos anteriormente que nada tem a ver com negação da verdade, mas indeterminação ou indecidibilidade.

O sentido de as colocarmos juntos aqui é justamente buscar uma relação que na teoria contemporânea está desconexa, sendo ela própria uma aporia, a viragem linguística parece não ter nada e nenhuma ligação com a ontológica, assim aporia e aletheia estão desconexos, os gregos pouco ajudam, pois, a leitura é no particípio passado e não particípio presente.

É curioso, mas foi Portugal que me alertou para o fato, aqui não se usa o gerúndio: alguém está falando, está a falar dizem, assim nada estará sendo, mas está a ser, esclareceu-me padre Manuel Antunes ao dar características do povo português: povo místico, mas não metafísico.

Enquanto aporia é particípio passado ela torna-se fatalista, indeterminada como busca da verdade, já a aletheia enquanto desvelamento é uma constante busca de horizontes, onde não há verdade definitiva, mas verdade em construção: sendo, revelando, acontecendo.

O determinismo filosófico, político e principalmente o religioso leva a diversos tipos de fundamentalismo, vai da pura aporia a pura “verdade”, não há dialógica nem desvelar.

O círculo hermenêutico de Heidegger não é apenas um método, é u desvelar, admitir a ideia que todos temos pré-conceito é um desvelar para a crise da modernidade, o legalismo e o positivismo idealista deu no que deu, uma realidade aporética, que parece sem saída, mas a própria humanidade aponta caminhos, um já é claro: admitir que há pré-conceitos é o único remédio e diagnóstico capaz de superá-los.

Culturas, religiões e conceitos políticos estão em choque isto é aporético, podem e devem entrar em dialógica humanista, isto é, desvelamento e busca de horizontes. [:en]The Greek word Aporia (Ἀπορία) meant in Greek Mythology impotence, difficulty and helplessness, or even the lack of means, was rethought by the Aristotelian school as impasse, paradox, doubt, uncertainty or even contradiction, its studies are called aporetic.

Aristotle defined it as “equality of contradictory conclusions” (Topics, 6.145.16-20).

It is important because it broke apart, albeit in a participatory way, as the logic of Being or Not Being, and there can be no contradiction, which came to be in contemporary idealism.

It is radically different from Aletheia, because it is cover-up, not contradiction and so was designated by the ancient Greeks as truth and reality, simultaneously.

Heidegger takes it back in the attempt to “unveil” the truth, it is considered an objective descriptive state, and therefore lacking a metaphysical or subjective movement.

Aporia was also used by contemporary authors, such as Derridá and Paul de Man, so in post-structuralist literary theory, is thus the very deconstructive reading of the text, which we have previously warned has nothing to do with denying the truth, but indeterminacy or undecidability .

The sense of putting them together here is precisely to seek a relationship that in contemporary theory is disconnected, being itself an aporia, the linguistic turn seems to have nothing and no connection with the ontological, so aporia and aletheia are disconnected, the Greeks little help because reading is in the past participle and not present participle.

It is curious, but it was Portugal who warned me of the fact, here is not used the gerund: someone is talking, it is saying they say, thus nothing will be, but it is being, said Priest Manuel Antunes: “mystical people, but not metaphysical” (Repensar Portugal).

While aporia is a past participle, it becomes fatalistic, undetermined as the search for truth, and aletheia while unveiling is a constant search for horizons, where there is no definitive truth, but truth in construction: being, revealing, happening.

Philosophical, political and especially religious determinism leads to various types of fundamentalism, from pure aporia to pure “truth”, there is neither dialogic nor unveiling.

Heidegger ‘s hermeneutic circle is not only a method, it is unveiling, to admit the idea that we all have a pre – concept is to unveil to the crisis of modernity, legalism and idealistic positivism gave what it gave, a no way out, but humanity itself points out ways, one already is clear: admitting that there are preconceptions is the only remedy and diagnosis capable of overcoming them.

Cultures, religions and political concepts are in shock this is aporetic, can and should enter into humanistic dialogic, ie unveiling and pursuit of horizons.[:]

 

[:pt]Aporética e maiêutica digital[:en]Digital´s aporetic and maieutic [:]

10 dez

[:pt]No período pré-socrático, a filosofia chamada sofista tinha como pressuposto criar discursos para favorecer os governantes e isto logo levou a democracia grega a definhar e a um relativismo moral, Sócrates que viveu no séc. IV a.C. propôs um método para enfrentar isto que foi desenvolver a maiêutica, um método de perguntar que desenvolvia o logos.

Porém o estado aporético que de vivia era necessário mais que perguntar, um interlocutor devia abandonar seus pré-conceitos e o relativismo das opiniões exigia algo mais do que apenas perguntar, algo que fizesse um parto no pensamento novo, daí o nome maiêutica que era a arte de parir, assim não se tratava de “criar” conhecimento, mas de o parir.

Não há dúvida que o meio digital tornou-se torcidas de “opiniões”, a doxa como chamava os gregos, mas pode-se parir e indagar no meio digital ? é possível uma maiêutica digital, o caso não é apenas o modo como torcidas (claques em Portugal) se organizam, mas como são manipuladas por sofismas, hoje atualizada como “fake news”.

O sofisma existe na história, nunca deixou nem deixará de existir, em tempos digitais o problema é o processo viral, mas os grupos editoriais através de jornais e canais de TV já fizeram isto e sempre houve uma maiêutica que se contrapôs a manipulação aos fatos.

Retornemos ao método de Sócrates, este não tinha inicialmente saber algum, não fazia seus juízos segundo a tradição, os costumes, as opiniões, nem era dono de um episteme, ou um método elaborado, apenas perguntava, o problema hoje é que as questões são amplas e a modernidade já criou um saber “organizado” (no sentido sistemático e não como verdade), mas podemos usar isto para uma nova maiêutica digital, repelindo discursos equivocados.

Penso que não por acaso que a Inteligência Artificial esteja evoluindo, mas a inteligência prática, a phronesis unida a techné e a própria práxis (que é, portanto, uma parte da prática) poderão ajudar, então o discurso de Martha Nussbaum faz muito sentido.

Muita gente fala em manter o “foco” (mas ele pode estar errado) ou inteligência emocional, que desligada de uma sabedoria prática (a phronesis) pode cair em paralisia ou alienação.

Tudo o que temos hoje não é devido o mundo digital, embora afete o mundo, ele é um complexo meio e por isto é incorreto vê-lo como causa final ou inicial, nem mesmo foi a revolução industrial que causou isto, mas o conjunto de valores e sentimentos construídos na sociedade moderna, que nada mais são que uma forma de ser-no-mundo, um dasein como Heidegger mostrou.

Os recursos digitais parecem bem-vindos, mas ainda temos a barreira dos pré-conceitos, uma hermenêutica humana elaborada é necessária.

 [:en]

 In the time of the pre-Socratics, philosophy called the sophist had as a presupposition to create discourses to favor the rulers and this soon led to Greek democracy to languish and a moral relativism, Socrates who lived in the century. IV a.C. proposed a method to address this which was to develop the maieutic, a method of asking which developed the logos.

But the aporetic state that lived was necessary more than to ask, an interlocutor had to abandon its preconceptions and the relativism of the opinions demanded something more than just to ask, something that would make a birth in the new thought, hence the maiuêutica name that was the the art of giving birth, so it was not a matter of “creating” knowledge, but of giving birth.
There is no doubt that the digital medium became twisted of “opinions”, the doxa as the Greeks called them, but can one parturize and inquire in the digital medium? a digital maieutic is possible, the case is not just how twisted (claques in Portugal) are organized, but how they are manipulated by sophisms, now updated as”fake news”.
The sophistry exists in history, never left or will cease to exist, in digital times the problem is the viral process, but the publishing groups through newspapers and TV channels have already done this and there has always been a maieutic that opposed manipulation to the facts.
Let us return to the method of Socrates, he did not initially know any, did not make his judgments according to tradition, customs, opinions, nor had an episteme, or an elaborate method, just asked, the problem today is that the questions are and  modernity has already created “organized” knowledge (in the systematic sense rather than the truth), but we can use this for a  new digital maieutic, repelling wrong speeches.
I think it’s not by chance that Artificial Intelligence is evolving, but practical intelligence, phronesis coupled with techné and praxis itself (which is therefore a part of the practice) may help, so Martha Nussbaum’s speech makes a lot of sense.
Many people talk aboutmaintaining “focus” (but it may be wrong) or emotional intelligence, which, disconnected from practical wisdom (phronesis), can fall into paralysis or alienation.

All we have today is not due to the digital world, it affect its, is a means and so it is incorret to see it as the final or initial cause, not even was the industrial revolution that caused it, but the set of values and feelings built in modern society, which is nothing more than a forma of being-in-the-world, a Dasein as Heidegger writed and explained.

Digital resources seem welcome, but we still have the barrier of preconceptions, an elaborate human hermeneutics is necessary

 [:]

 

[:pt]A aporia e o deserto[:en]The aporia and the desert[:]

07 dez

[:pt]O que acontece em momentos de profunda crise é retornar ao porto seguro, infelizmente o porto seguro para as massas é aquilo que elas conhecem: um estado moderno forte e quando não o fundamentalismo religioso que parece devolver as raízes de cada povo.
Não são poucos os exemplos no mundo, até mesmo aqueles que se recusam, a rediscutir o estado, percebem que alguma coisa vai muito mal: cansaço da democracia ou até ódio à democracia, não é tão simples, não se cansa nem se odeia o que é bom, há algo errado.
A aporia é neste momento, mais que o vazio, porque este significa ouvir alguma coisa que vem a mente (o cogito cartesiano que não vai além do ego), o alter que é ouvir aquilo que não é o Mesmo, a aporia é o reconhecimento de uma falácia, mesmo que seja enquanto etapa histórica.
O diagnóstico de Sloterdijk é duro, devemos abandonar as profundezas de nossas interpretações antropológicas: todas as interpretações do homem enquanto “trabalhador” ou “comunicador” agora devem se traduzir na linguagem do exercício o que conhecemos até então como manifestações do homo faber ou homo religiosus, uma vida de “exercícios”.
Claro que é questionável, mais seu diagnóstico acertou até agora, os dualismos: sagrado vs. profano, pculturas aristocratas nobre vs. comum, culturas cognitivas conhecimento vs. ignorância, culturas militares vs culturas liberais, e vai por aí agora, é como se para diversos sistemas houvessem apenas a lógica dual binária, . Niklas Luhmann seguiu na mesma direção e chega a dizer que se constitui sua identidade, possibilita sua comunicação interna e regulamenta e restringe, ao mesmo tempo, sua comunicação com seu ambiente (Luhmann).
O que estaria além disto? A compreensão de cultura como regra e não como ancestralidade, é na verdade uma nova compreensão do humanismo ou mesmo o seu fim querem alguns.
Sob cultura entendem, desde Wittgenstein até Sloterdijk, são o conjunto de todas as formas comportamentais possíveis dentro de uma determinada sociedade, ou seja, todas as formas de vida que passam pelo crivo da regra; regra esta colocada num nível tão alto de exigência, que somente uma vida de exercícios pode alcança-la.
Assim poucos seriam capazes de cumpri-la. Wittgenstein, Nietzsche, Heidegger e até Foucault seriam todos representantes de uma filosofia enquanto disciplina, assim a filosofia, é mais que uma matéria escolar: ela é engajada e caracterizada por uma “tensão vertical”.
Se a politica conservadora brasileira requer uma escola sem partido, ela não pensa outra coisa que não seja o retorno a uma vida de exercícios: morais, religiosos e culturais, porque pouco ou nada sabe da origem de lemas como: “ordem e progresso”, lembra do positivismo de Augusto Comte do qual foi retirado a palavra “amor”, dispensável para ditadores.
A aporia necessária é o reconhecimento de uma noite cultural, filosófica e até mesmo religiosa que o ocidente enfrenta, mas também o budismo e o hinduísmo outrora pacifistas já dão sinais de “intolerância” em casos atuais em regiões da India e do Myanmar.
Somente uma “aporia moderna” será capaz de abrir um novo horizonte, esquemas antigos estão falidos, sou mais otimista que Sloterdijk e outros, o humanismo não morreu, há um humanismo de novo tipo que deve nascer: de todo homem e de toda cultura, sem exclusões.
Como está escrito em Lucas 3,4: “palavras do profeta Isaías: Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas’ ”.[:en]What happens in moments of deep crisis is to return to the safe harbor, unfortunately the safe harbor for the masses is what they know: a strong modern state and if not the religious fundamentalism that seems to give back the roots of each people.
There are not few examples in the world, even those who refuse to rediscute the state realize that something is going very wrong: weariness of democracy or even hatred of democracy, it is not so simple, do not get tired or hate what is good , There is something wrong.
Aporia is at this moment more than emptiness, because it means to hear something that comes to mind (the Cartesian cogito that does not go beyond the ego), the alter that is to hear that which is not the Same, aporia is recognition of a fallacy, even if it is a historical step.
Sloterdijk’s diagnosis is hard, we must abandon the depths of our anthropological interpretations: all interpretations of man as “worker” or “communicator” must now be translated into the language of exercise which we have known until then as manifestations of homo faber or homo religiosus , a life of “exercises.”
Of course it is questionable, but his diagnosis has so far, the dualisms: sacred vs. aristocratic common, cognitive cultures knowledge vs. ignorance, military cultures vs. liberal cultics, and goes around now, it is as if for several systems there were only binary dual logic,. Niklas Luhmann went in the same direction and goes so far as to say that his identity is constituted, he allows his internal communication and regulates and at the same time restricts his communication with his environment (Luhmann).
What would be beyond that? The understanding of culture as a rule and not as ancestry, is in fact a new understanding of humanism or even its end some want.
Under culture they understand, from Wittgenstein to Sloterdijk, are the set of all possible behavioral forms within a given society, that is, all forms of life that pass through the sieve of the rule; rule is placed at such a high level of demand that only a life of exercise can achieve it.
So few would be able to fulfill it. Wittgenstein, Nietzsche, Heidegger, and even Foucault would all be representatives of a philosophy as a discipline, so philosophy is more than a school subject: it is engaged and characterized by a “vertical tension.”
If Brazilian conservative politics requires a school without a party, it thinks of nothing but a return to a life of exercise: moral, religious, and cultural, because it knows little or nothing about the origin of slogans such as “order and progress,” recalls the positivism of Auguste Comte from which the word “love” was withdrawn, dispensable for dictators.
The necessary aporia is the recognition of a cultural, philosophical and even religious night that the West faces, but also Buddhism and other pacifist Hinduism already show signs of “intolerance” in current cases in regions of India and Myanmar.
Only a “modern aporia” will be able to open a new horizon, old schemes are bankrupt, I am more optimistic than Sloterdijk and others, humanism has not died, there is a humanism of a new kind that must be born: of every man and of every culture, without exclusions.
As it is written in Luke 3,4: “The words of the prophet Isaiah: This is the voice of him that cries in the wilderness, ‘Prepare the way of the Lord, make his paths straight’”.[:]

 

[:pt]Aporia e esperança[:en]Aporia, hope and practice[:]

06 dez

[:pt]O que podemos ter além da aporia, uma paralisação diante do impensável, retorno aos extremismos ?

Já postamos aqui sobe a phronesis, a sabedoria prática, que junto a techné e a práxis forma uma forma mais elaborada de entender a relação dualista e idealista de teoria e prática, mas foi Martha Nussbaum que colocou isto em novos patamares, apesar de desconfiança da crítica.

Martha Nussbaum foi a primeira ao desfilar em seu livro The Monarchy of Fear (A Monarquia do medo, poderá haver outras traduções pois o livro é de 2018), a obra que era uma visão clara do medo nos EUA, é agora também aplicada ao Brasil e ao crescimento dos fundamentalismos no mundo de hoje.

O nome pode parecer estranho, mas vai na linha de Rousseau o democrata “contratualista” mais lúcido e menos autoritário, onde a autora argumenta que numa monarquia a criança nasceu para “escravizar” as pessoas, mas ela evolui e vira um ser humano maduro quando consegue ver seus pais como uma extensão de si mesmo e passa a respeitá-los e a retribuir a vida que recebeu.

Partindo da teoria política, psicanálise, estudos psicológicos e clássicos, a filósofa argumenta que algumas emoções estão sabotando a democracia: o medo, a repulsa e a inveja, se antes não a levaram a sério, agora é hora de levar ao menos em conta.

Ela se contrapõe a esta teoria a escolha da esperança como um hábito prático, que significa colocarmos em contato com aquilo que a priori repelimos: a religião, as artes, a educação e o que parece mais fundamental: o estudo em detalhe das teorias da Justiça.

É um dos caminhos da transdisciplinaridade, mas antes devemos considerar o que está além do senso comum, pois também nestas áreas um certo nível de aprofundamento é necessário, além do autoritário e liberal, do justo e injusto social, da arte e das belas artes, há algo além e não é nem inter nem multi, mas trans, ou seja, além e nisto há algo de metafísico.

A esperança prática é também uma boa receita porque além de colocar algum luz no quadro atual de crise do pensamento, da cultura e até da religião, coloca-nos em movimento não na vida activa, mas em atividades que podem ser inseridas no dia a dia e alteram a vida e os resultados (incorporam assim phronesis e techné, embora a autora não a chame assim), ela trás para a conversa o tema das emoções, diz sobre si mesma: “não se tinha aprofundado o bastante”, disse em entrevista a Fronteiras do Pensamento.

Martha Nussbaum além de ser reconhecida estudiosa da cultura clássica, recebeu em 2016 o prêmio Kyoto, o equivalente japonês ao Nobel, que receberam também Karl Popper e Jürgen Habermas.

Não li o livro só esta entrevista e comentários em jornais, mas estou compondo minha lista de leitura para 2019, ele está nesta lista e que o espírito de paz e de fraternidade nos traga esperança.[:en]What can we have beyond aporia, a paralysis in the face of the unthinkable?
We have already posed here on pronesis, practical wisdom, which together with techné and praxis forms a more elaborate form of understanding the dualistic and idealistic relation of theory and practice, but it was Martha Nussbaum who put this in new heights, despite the distrust of critical
Martha Nussbaum was the first to parade in her book The Monarchy of Fear (Nussbaum, 2018), the work that was a clear vision of fear in the USA, is now also applied to Brazil and to the growth of fundamentalisms in the world today.

The name may seem strange, but Rousseau’s line is the most lucid and less authoritarian “contractualist” democrat, where the author argues that in a monarchy the child was born to “enslave” people, but it evolves and becomes a mature human being when can see his parents as an extension of himself and come to respect them and to return the life that he received.
Starting from political theory, psychoanalysis, psychological and classical studies, the philosopher argues that some emotions are sabotaging democracy: fear, repulsion and envy, if they have not taken it seriously before, now is the time to take it at least.
It contrasts with this theory the choice of hope as a practical habit, which means putting ourselves in touch with what we a priori repel: religion, the arts, education and what seems most fundamental: the study in detail of the theories of Justice .
It is one of the paths of transdisciplinarity, but rather we must consider what is beyond common sense, because also in these areas a certain level of deepening is necessary, in addition to the authoritarian and liberal, fair and unjust social, art and fine arts, there is something beyond and it is neither inter nor multi, but trans, that is, beyond and therein is something metaphysical.
Practical hope is also a good recipe because in addition to putting some light in the current crisis of thought, culture and even religion, it puts us in motion not in the active life, but in activities that can be inserted day-to-day and change the life and the results (they incorporate pronesis and techné, although the author does not call it that), she brings to the conversation the theme of emotions, she says about herself: “she had not gone deep enough,” she said in an
interview in Fronteiras do Pensamento (the Frontiers of Thought).
Martha Nussbaum, in addition to being a recognized scholar of classical culture, received in Kyoto in 2016 the Kyoto prize, the Japanese equivalent to the Nobel, which also received Karl Popper and Jürgen Habermas.
I did not read the book, but I’m writing my reading list for
[:]

 

[:pt]O Natal e o Inverno[:en]Christmas and Winter[:]

05 dez

[:pt]O Natal é diferente na Europa, o contraste entre o calor dos corações e o gelado das ruas dá um clima de recolhimento muito especial, diferente de países tropicais.

Pensava ser mais triste, mas não é, há corações atentos às luzes, ao burburinho das ruas, mesmo que alguém critique o consumismo ou o exagero, as pessoas querem se cumprimentar, querem fazer alguma coisa quase da mesma forma que no Brasil, sinto aqui até mais quente.

Fizemos um almoço com os colegas de meu ambiente de trabalho, e era mesmo festa, colocaram até as músicas de Natal de minha infância, não as convencionais, mas aquelas de criança como “deixei meu sapatinho”, é um clima gostoso, ao menos em Portugal.

Fui as ruas do centro iluminadas, uma bela árvore de Natal num dos lados da Praça do Comercio, a conversa nas ruas é curiosa, até mesmo islâmicos ou evangélicos, talvez seja só em Portugal, mas aqueceu meu coração.

Não estarei aqui na noite de Natal, nem no final de ano, mas ganhei uma visão mais otimista.

Difícil imaginar que em meio a tantas inclusive as religiosas, as políticas são fruto de uma volta a sentimentos nacionais e xenófobos, ainda há espaço para o aconchego, o amor e a amizade.

No meu cantinho festejei, certo de que será um pouco mais difícil no Brasil, mas não impossível, é preciso tentar mantar laços e evitar armar mais bombas do que as que estão ai.

Tempo de advento, que significa algo virá, ainda que seja contrário ao que desejamos é preciso manter a esperança, o espírito atento a injustiças e não fazer com os outros, o que não queremos que façam a nós.

Ainda que o Natal seja frio pelo clima natural ou pelo clima político, mantenhamos o calor.[:en]Christmas is different in Europe, the contrast between the warmth of hearts and the frost on the streets gives a very special recollection climate, unlike tropical countries.
I thought it was more sad, but it is not, there are hearts attentive to the lights, the buzz of the streets, even if someone criticizes the consumerism or the exaggeration, people want to greet each other, they want to do something almost the same as in Brazil, I feel here even warmer.
We had a lunch with colleagues from my work environment, and it was really a party, they put up the famous Christmas songs, not the conventional ones, but those of children like “I left my shoe”, is a good mood, at least in Portugal.
I went downtown, a beautiful Christmas tree on one side of Praça do Comercio (center place of Lisbon), the conversation on the streets is curious, even Islamist or evangelical, maybe it was only in Portugal, but it warmed my heart.
I will not be here on Christmas Eve, nor at the end of the year, but I gained a more optimistic view.
It is difficult to imagine that among so many religious women, politics are the result of a return to national and xenophobic feelings, there is still room for warmth, love and friendship.
In my corner I celebrated, sure that it will be a little more difficult in Brazil, but not impossible, you have to try to keep ties and avoid making more bombs than the ones there.
Advent time, which means something will come, even if it is contrary to what we want, we must keep hope, the spirit attentive to injustices and not do with others, what we do not want them to do to us.
Even if Christmas is cold by the natural climate or the political climate, let’s keep the heat
The first essential step is to have the right diagnosis, so many self-help books, good nutrition, recipes of happiness that do not seem to move people from anxiety, fear, anguish, and with increasingly serious syndromes like Burnout.
Diagnosis is a society that has pushed us to a job, not only functional but necessary, but with additional burdens of political, social, religious and even family activism as being “necessary” to live well.
There is no room for contemplation, even for rest, for leisure activities, because in them we also put more activism, endless queues of cars for beaches, fields or other retreats that are nothing more than to lead the agitation in the suitcase.
We do not know how to read the signs of the times, and with this activism only increases the emptiness and the sense of concern, the diagnosis already pointed out by Nietzsche has a recipe in Kierkegaard to return to being what we are, and from there to change and evolution with serenity .
The apocalyptic will say signs of the times, the pragmatics will say humanity is thus, always was and always will be, incapacity to read the times, non-fundamentalist reading about the end times “Take care that your hearts are not insensitive because of gluttony, of drunkenness and worries of life, and that this day does not suddenly fall upon you “(Lk 21:35), can serve for our times well before the end of the world that will be delayed.[:]

 

[:pt]Disrupção, sabe as palavras mais usadas?[:en]Disruption, do you know the most used words?[:]

04 dez

[:pt]Para que vocês usam hashtags? para expressar um pensamento, fazer pressão ou para criar “torcidas”?
O ano 2018 será marcado por diversas disrupções, entre elas a inteligência artificial que chegou para ficar, você pode pensar que ela está longo, mas aonde há mais código não é nem no celular no facebook, mas no carro, por isto é uma disrupção.
A segunda é o uso de palavras no Instagram que tornaram-se comuns e nem todo mundo conhece, a hashtag #instagood deveria ser usada só para as melhores fotos, mas os usuários acabaram usando tanto que é a segunda palavra mais usada no Instagram (com número de uso de 574.190.28, abaixo apenas de #love que passou de 1 bilhão.
A terceira no Instagram também é pouco conhecida e comprida: #photooftheday, mas se ler direitinho vai ver que é simples: a foto do dia, mais de 407 milhões, se for unida a outra palavra usada no mesmo sentido # picoftheday provavelmente seria a segunda.
Será um pouco difícil saber qual foi a palavra “da moda” em 2018, mas em Portugal por causa de um programa de humor “Gato Fedorento”, a palava “esmiuçar” conhecida dos brasileiros, aqui entrou na moda em 2009, por causa do excelente humor Ricardo de Araújo Pereira, prometi ler ele o ano passado (vejam meu post) e não me arrependi.
Ainda não há uma palavra eleita, a iniciativa em Portugal é da Porto Editora, há votações no site www.palavradoano.pt até dia 31 de dezembro, portanto só no ano novo saberemos.
Em inglês eu leio em sites que entraram na moda o “perf” de perfect e a “lineswoman”, o nosso juiz de linha em inglês seria o árbitro do futebol americano, creio que pode significar mulheres decididas ou tomar decisão.
No Brasil, fake news foi muito usada, além dos usos eleitorais de #elenão e #mito, nada mais despolitizado, deu no que deu, nem mesmo o futuro governo tem um futuro claro a frente.
A evolução de situações de fundamentalismo religioso em todo mundo, e talvez agora também no Brasil poderá criar uma nova palavra, mas sem dúvida há um retorno ao nacionalismo e às fundamentações religiosas sem precedentes na história, até o pacífico budismo está afetado.
Que palavra foi usada para isto, além de fundamentalismo? Por enquanto nenhuma. Que palavra foi usada para o retorno ao nacionalismo, até na Europa? Nenhuma, então minha conclusão em meus posts, há um problema de diagnóstico, a palavra seria noite do pensamento, uso então uma palavra grega: Aporia.[:en]The year 2018 will be marked by several disruptions, among them the artificial intelligence that has come to stay, you may think that it is long, but where there is more code is neither on the phone in facebook, but in the car, so it is a disruption.

The second is the use of words in Instagram that have become common and not everyone knows, the hashtag #instagood should be used only for the best photos, but users ended up using it so much that it is the second most used word in Instagram (with number of use of 574.190.28, below just #love that went from 1 billion.

The third one in Instagram is also little known and long: #photooftheday, but if you read it correctly you will see that it is simple: the photo of the day, more than 407 million if it is joined to another word used in the same way # picoftheday would probably be the second .

It will be a bit difficult to know what the word “fashionable” was in 2018, but in Portugal because of a humorous program “Gato Fedorento”, the word “esmiuçar” known to Brazilians, here it came into fashion in 2009, because of excellent mood Ricardo de Araújo Pereira, I promised to read it last year (see my post) and I did not regret it.

There is still no elected word, the initiative in Portugal is from Porto Editora, there are polls on the site www.palavradoano.pt until December 31, so only in the new year will we know.

In English I read on websites that fit the perfect “perf” and “lineswoman”, our English line judge would be the referee of American football, I think it can mean women decided or make a decision.

In Brazil, fake news was widely used, besides the electoral uses of # elenão and #mito, nothing more depoliticized, gave in what gave, not even the future government has a clear future ahead.

The evolution of situations of religious fundamentalism throughout the world, and perhaps now also in Brazil, may create a new word, but there is undoubtedly a return to nationalism and religious foundations unprecedented in history, until peaceful Buddhism is affected.

What word was used for this other than fundamentalism? Not yet. What word was used for the return to nationalism, even in Europe? None, so my conclusion in my posts, there is a diagnostic problem, the word would be thought night, then use a Greek word: APORIA.[:]

 

[:pt]O caso do nascimento de Jesus[:en]The case of the birth of Jesus[:]

03 dez

[:pt]É dogma cristão que Jesus era Deus, e se de fato ressuscitou então o era, mas o fato que nasceu não é dogma, apesar de controversas no texto bíblico de Lucas (2,1-5), houve um recenseamento em seu tempo e ficou registrado.
“Naqueles dias apareceu um edito de César Augusto, ordenando o recenseamento de todo o mundo habitado. Esse recenseamento foi o primeiro enquanto Quirino era Governador da Síria. E todos iam-se alistar, cada um na própria cidade. Também José subiu da cidade de Nazaré na Galiléa para a Judéia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi, para se inscrever com Maria, sua esposa, que estava grávida”.
Mas a controversa não é o Censo e o nascimento de um menino chamado Jesus, e sim o fato que quando Quirino era prefeito da Síria e Herodes rei da Judéia, lembre-se que Herodes queria matar o menino que seria “rei” achando que roubaria seu trono, e depois faz um infantíssimo, acontece que isto não é simultâneo com Quirino na Síria, mas é só uma querela.
O fato é que também não foi fácil, primeiro tiveram que ir a Belém, terra Natal de José uma imposição do censo, e não encontraram casa, depois tiveram que fugir para o Egito devido a morte das crianças que Herodes mandou por não saber quem era o menino-rei.
Enfim os tempos não eram fáceis, comparado ao nosso tempo podemos dizer que é Natal sim, apesar da data ser imprecisa, para nós cristãos, os que não creem também fazem festa, é um tempo para ter esperança, desejar a “clareira” e lutar para um futuro melhor.
Desculpem os que fazem outra leitura do cristianismo, mas quem perseguiu, quem matou e torturou foi o império romano, os cristãos e o povo simples, as crianças mortas por Herodes, eram inocentes.
Serão tempos difíceis, mas aqueles que lutam pela justiça não devem perder a esperança, em Lc 3,6: “E todas as pessoas verão a salvação de Deus”.[:en]It is Christian dogma that Jesus was God, and indeed he was resurrected the era, but the fact that was born is not dogma, although controversial in the biblical text of Luke (2: 1-5):
“In those days there appeared an edict of Caesar Augustus, and ordered a census of the whole inhabited world.” This census was the first while Quirinus was Governor of Syria, and they were all enrolled, each in his own city. Nazareth in Galilee to Judea, in the city of David, called Bethlehem, for being of the house and of the family of David, to sign up with his wife Mary, who was with child.
But the controversy is not the Census and the birth of a boy named Jesus, but the fact that when Quirinus was prefect of Syria and Herod king of Judea, remember that Herod wanted to kill the boy who would be “king” thinking that he would steal his throne, and then he does a very infantile one, it happens that this is not simultaneous with Quirino in Syria, but it is only a quarrel.
The fact is that it was not easy either, first they had to go to Bethlehem, José’s homeland a census imposition, and they did not find a house, then they had to flee to Egypt due to the death of the children that Herod sent for not knowing who it was the boy-king.
At last the times were not easy, compared to our time we can say that it is Christmas Yes, although the date is imprecise, for us Christians, those who do not believe also celebrate, it is a time to have hope, to want the “clearing” and to fight for a better future.
False Christianity forgives us, but those who persecuted, who killed and tortured were the Roman empire, the Christians and the simple people, the children killed by Herod, were innocent.[:]