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Arquivo para março, 2019

Navegue com segurança

26 Mar

Evite cadastrar dados pessoais, fotos pessoais em especial de crianças, telefones e números de documentos na medias ou em quaisquer serviços em que um desconhecido pode aceder suas informações, se pedirem dados pessoais por telefone diga que não pode ceder. O roubo de dados começa por alguma informação pessoal confidencial, uma senha ou algo assim.
Dessa forma, você se previne contra o roubo de informações e dados pessoais
Verifique se o endereço do site pertence mesmo ao serviço, em especial o serviço bancário e siga todas as normas de segurança recomendadas pelo banco, raramente pedem documentos, e nunca faça em computadores públicos onde as senhas e endereços podem ficar gravados.
Não instale software quando solicitado por algum site, a menos que seja exatamente o serviço que pediu ou os sites dos equipamentos: Androids, Apple, Sun, Microsoft, etc.
Faça compras em sites confiáveis, serviços públicos de vendas onde qualquer pessoa pode se cadastrar para vender produtos não são confiáveis, se realmente tiver que comprar verifique o feedback de outros clientes e se não houver feedback não é confiável, feedbacks falsos são muito parecidos e curtos, por exemplo, muito bom, recomendo, vale a pena ou algo assim.
O site confiável geralmente tem a figura de um cadeado.
Os pedidos de armazenamento de arquivos online é uma forma comum de instalar vírus ou arquivos nocivos à conexão. Faça download somente de sites confiáveis ou plataforma segura.
Anúncios duvidosos com vantagens enormes são grandes responsáveis por vírus e perda de segurança na conexão, podendo envolver o roubo de dados e a contaminação de arquivos.
Banners e menús pop-ups que apareçam ao fundo da tela, seja no computador ou smartphone, devem ser ignorados, geralmente são processos maliciosos.
Por último, mas não menos importante, é o uso de emails para envio de arquivos falsos e comunicados sobre falsos serviços, podem também enviar um link, que aberto podem ter significados diferente do indicado.
Pagamento solicitação de senhas e informações pessoais por email não devem ser atendidos.

Embora o vídeo do youtube tenha só 234 mil visualizações, o TED talk de Caleb Barlow da IBM tem mais de um milhão e 500 mil, é um dos mais vistos sobre Cyber crimes:

 

 

Navegar é preciso viver também

25 Mar

A frase não é de Fernando Pessoa nem de um compositor brasileiro, era a frase do general Pompeu para encorajar seus marinheiros medrosos dizendo: “Navigare necesse, vivere non est necesse” e depois foi também do poeta italiano Petrarca no século XIV.
Os versos de Fernando Pessoa tinham o sentido de confinar o seu sentido de via à criação, e neste sentido de vida é que podemos fazer um paralelo com os navegadores de Web atuais.
Além da Web temos o GPS e inúmeros instrumentos de navegação para navios, aviões e astronaves, que em breve também serão viagens turísticas graças à empresa Tesla (post).
As reflexões para os dias de hoje devem envolver os medos (há um livro de Martha Nussbaum), as opções com inúmeros caminhos possíveis, a questão da segurança e as transições para uma possível Web que combate os fake news, lembrando que estes todos são problemas anteriores à Internet (1975) e a Web (1990), pois vem desde a revolução industrial.
A questão da vida que envolve é a Sociedade do Cansaço, colocar nossa mente e corpo sob um bombardeio de estímulos que podem parecer benéficos, mas também levam ao stress.
Falta ao homem moderno a pausa, o respiro, ou aquilo que Byung-Chull Han chama de “aroma do tempo”, agradeço a Portugal que me devolveu esta possibilidade pelo ritmo de vida, a segurança social e principalmente a alma lírica portuguesa.
Tudo isto devolve a vida, mas colocar numa vida agitada e sem “aroma” é um esforço que exige virtualidades, no sentido de virtude e no sentido de círculos virtuosos.
Mas navegar é preciso, quase para tudo na vida hoje e viver, pausar e respirar também.

O vídeo abaixo faz uma pequena história das navegações atuais:

 

 

A figueira secou ?

22 Mar

A figueira é uma árvore curiosa porque ela parece seca mas não está, é o seu ciclo, vai de uma aparência quase morta para uma florescência e a produção de frutos em seu ciclo natural de um ano.
Ela é um bom exemplo para períodos de crise, surgem apocalípticos e principalmente pessimistas, mas a vida continua e ela depois dá folhas, flores e frutos, gosto mais da ideia de florescência justamente porque é o meio do caminho entre as folhas e os frutos, é quase primavera na Europa, enquanto no Brasil o verão vai findando.
Quando a figueira seca a ideia é podá-la, a metáfora Bíblica nem sempre bem lida, fala de um vinhateiro (que produz uvas portanto), que ao ver a figueira seca na época dos frutos pensa em cortá-la, mas o empregado diz “‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”, em Lucas 13,8.
Mesmo na interpretação religiosa não faltam aqueles que veem de maneira maniqueísta e fundamentalista este fato, mas se lerem o trecho todo fala também da Torre de Siloé que caiu sobre os operários, para dizer que foi uma fatalidade, eles não estavam sendo punidos e nem era o desejo divino que isto acontecesse.
Está logo acima no trecho de Lucas 13, 4, leia-se atentamente: “Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”, ou seja, estas coisas acontecem para mudar a nossa vida, o nosso modo de pensar e nossa visão.
É um momento de figueira seca na humanidade, no final do verão no Brasil e no final do inverno na Europa, devemos pensar com abertura e grandeza o futuro da humanidade, sim a figueira seca parece que não dará mais fruto, mas as folhas virão e as flores também, então finalmente virão os frutos, vão adubar a figueira com uma visão nova e positiva.
O vídeo abaixo mostra um modo de fazer a figueira dar mais frutos:

 

Matemática ganha prêmio Abel

21 Mar

Niels Henrik Abel nasceu no dia 5 de agosto de 1802 em Finnoy, Noruega, e morreu no dia 16 de abril de 1829 em Froland, quando foi visitar a noiva num trenó, e faleceu dias depois em 1829, seu principal trabalho Recherches sur les fonctions elliptiques foi publicado em 1827 no primeiro volume do Diário de Crelle, um diário só de matemática.
O prêmio Abel foi instituído na Noruega em 2002, e agora pela primeira vez uma mulher ganha o prêmio, a norte-americana Karen Keskulla Uhlenbeck, que segundo a Academia Norueguesa de Literatura e Ciências realizou “conquistas pioneiras nas equações diferenciais, na Teoria de Gauge e sistemas integráveis; e pelo impacto fundamental do seu trabalho na análise, na geometria e na física matemática”.
As Teorias de Gauge, ou Teorias de Calibre, formalizam uma classe de teorias físicas baseadas na ideia de que as transformações de simetria, que tanto podem ser locais ou globais.
Estas ideias aplicam-se não apenas às teorias de campo, mas aos chamados sistemas de dimensão finita, como são os modelados por equações diferenciais ordinárias.
Ela é um modelo importante na generalização da Teoria da Relatividade Geral e é curioso que surja ao mesmo tempo da comprovação da não objetividade da ciência (ver o post), embora não haja uma relação nã imediata, o fato que resultados locais não são objetivos é interessante para uma teoria matemática mostra que são ao mesmo tempo importantes, como seria a composição dos dois resultados?
A revista Nature do dia 19 de março dedicou uma nota especial a Karen Uhlenbeck.
Um vídeo da Spring River mostra o que significa a Teoria de Gauge:

 

 

De Dali a Gaudi

20 Mar

O primeiro contato com Gaudi não seria o primeiro post, foi a experiência que fiz que me fez inverter a postagem, ontem separei-as para noticiar o fim da concepção de realidade objetiva.
Sim o trajeto histórico destes dois catalães é inverso, na Galeria Virtual Multimodal que fiz, pode-se encontrar 2 obras do último Dali que o aproximam do universo virtual atual (não objetivo portanto), enquanto Gaudi tinha um grande diálogo com o gótico e o naturalismo.
Alias por motivos físicos, Gaudi sempre foi um vegetariano muito antes que isto fosse moda.
Diria que são complementares, mas Antonio Gaudi i Cornet (1852-1926) só vai nos impressionar se andamos por sua obra, sentimos o seu “aroma”, e sua conexão com Dali pode ser encontrada numa palestra feita no Parque Güell em 1956, por ocasião da festa das Mercês, o texto completo em Castelhano pode ser encontrado no site do Clube de Gaudi.
Nesta conferência Dali ao defendê-lo tinha 52 anos, quando faleceu tinha 22 anos.
Gaudi projetou o interior da catedral na forma de uma cruz, de forma estilizada a cruz está presente em todas suas obras, a novidade desta igreja é que as figuras bíblicas representativas estão todas foras da igreja, dentro há uma harmonia de luz, cores e sons (acima a foto que tirei) com os órgãos de tubos que foram colocados posteriormente, mas certamente estavam no imaginário de Gaudi, que já dissemos tem uma cosmogonia que ultrapassa o cristianismo.
A igreja na parte de fora é aquilo que ele desejava “uma catequese de pedra”, e talvez a altura faz aquilo que era seu propósito “farei todos olharem ao céu”.
A proposta de finalização é para o ano 2026, quando será o centenário de Dali, espera-se também sua canonização pela Igreja Católica, nada mais justo.

 

Físicos comprovam: a realidade não é objetiva

19 Mar

O que era uma hipótese é um fato demonstrado por experiência, o que por si já é contraditório uma vez que algo contraditório pode ser verdadeiro, no entanto a experiência feita na Universidade Heriot-Watt da Escócia mostrou que duas pessoas podem ver a mesma realidade de formas diferentes e ambas estarem certo, o artigo está publicado.
Desde o aparecimento do observador caiu a grande hipótese da ciência contemporânea que a realidade independe do observador, o nome sugestivo do artigo é exatamente isto: “Rejeição experimental da independência do observador no mundo quântico”, seus autores são: Massimiliano Proietti, Alexandre Pickston, Francesco Graffitti, Pedro Barrow, Dmytro Kundys, Cirilo Branciard, Martin Ringbauer, Alessandro Fedrizzi, e está publicado no arqXiv da Cornell University.
A experiência envolveu duas pessoas que observam o mesmo fóton, a menor unidade de luz que pode agir como partícula ou onda sob diferentes condições, sendo esta justamente a novidade, que ambos observando sobre as mesmas condição observam realidades distintas, então pode-se dizer que existe a superposição de realidade, ou seja, ambas estão ao mesmo tempo verdadeiras.
Enquanto um cientista analisa o fóton e determina seu alinhamento, o outro sem saber de sua medição, verifica se existe uma superposição quântica ou não, enquanto um experimenta a realidade enquanto partícula e o outro enquanto onda, e ambos estão tecnicamente corretos.
O experimento chamado de 6-fótons, de última geração que é o mais simples para experimentos, verifica a chamada desigualdade de Bell (qual Einstein usou para tentar contradizer o fenômeno quântico), e esta medida pode ser verificada experimentalmente através de 5 medidas de desvio padrão (estatística) associadas a ela, é um pouco complicado, mas o resultado é este para quem conhece o fenômeno. 

Uma introdução à física quântica pode ser começado com uma pequena história até 1932 das Teorias da Físicas, os vídeos seguintes da Univesp que aprofundam a questão podem ser encontrados na Web:

 

O primeiro contato com Gaudi

18 Mar

O artista, arquiteto e diria místico Antonio Gaudi i Cornet (1852-1926) só vai nos impressionar se andamos por sua obra, sentimos o seu “aroma”, tudo o que li nos livros foi abaixo, por isto foi mesmo meu primeiro contato. 
Foi uma decisão estratégica ver Gaudi em Barcelona de fora para dentro, a última coisa do primeiro dia foi ver a sua principal obra A Sagrada Família, no seu coração, nem sempre é aberta ao público, no nosso caso para uma missa: na cripta.
O dia seguinte foi para passear pelo cais e os locais onde Gaudi ia, também passamos pela esquina onde o Bonde (elétrico em Portugal) o atropelou, ficou dias incógnito até o reconhecerem e no terceiro dia faleceu.
Passei rapidamente, mas a Casa Vicens (1883-1888) é uma casa de verão desenhada por Gaudi, encomendado pelo dono de uma fábrica de tijolos e de ajulejos, Manuel Vicens, que deste 2016 tornou-se museu aberto ao público, marca seu estilo em transição.
As primeiras obras suas que fui ver, no dia seguinte, foram o candeeiro público na Praça, uma obra de sua juventude, a casa de Milà (foto) depois a Casa Batlló, feita de 1904 a 1906, com a companhia de um amigo Javier que me explicou o futurismo da obra com espaço para luzes e ar no interior do prédio, e os contornos rebaixados nas pontas, para não ofuscar a arquitetura do prédio ao lado.
Depois de passar por várias outras obras fomos a Sagrada Família, cujo projeto está sendo terminado por outros arquitetos respeitando as ideias de Gaudi, começou em 1883 e fez até o dia que foi atropelado.
As imagens estão todas do lado de fora, é uma verdadeira escola bíblica (ele dizia que ia fazer uma catequese de pedra e a fez), e dentro as luzes e o som dos órgãos de tubo (me pareceram dois, não confirmei), parecem ser um templo todo a orar, como foi definido “templo expiatório”, mas prefiro mesmo Catedral da Sagrada Família.~
De 1984 a 2005, sete de suas obras foram classificadas como patrimônio Mundial pela UNESCO e sua devoção católica que se intensificou durante sua vida, rua obra rica no imaginário e diria até na cosmogonia religiosa, levou a uma proposta de sua beatificação.

 

O binário e o trinitário

15 Mar

Se escapamos da lógica do Ser e do Não-Ser, um caminho praticamente natural é o trinitário, ou seja, o Ser-é, o não-ser também é e assim temos contraposto o princípio do terceiro excluído do qual fala Aristóteles, e o pensador francês Florent Pasquier lembra deste esquecido princípio agora rompido.
Junto com a filosofia, a física também rompeu este princípio, já que ir de A para B em qualquer ponto do universo temos que passar por um ponto C intermediário, a física quântica mostrou que é possível este fenômeno, negado por Einstein e colegas, e por isto ficou conhecido com fenômeno EPR (Einstein-Podolsky-Rosen), mas este “teletransporte” já foi comprovado mais tarde.
Porém quando se trata da natureza humana e sua complexidade, o problema é mais complexo, pois o que significa falar do não-ser, em dias atuais significa a negação de culturas, de indivíduos, de doutrinas e até mesmo de métodos, a afirmação do Ser, a negação de culturas milenares existentes em todo o planeta, e a visão delimitada de uma escatologia (visão do inicio e do fim) podem levar a uma afirmação do Ser perante culturas diferentes, tornando o não-Ser praticamente impossível e o diálogo um ato de hipocrisia, não se aceita o diferente.
O dualismo se fixa em mente e corpo, pior ainda de modo contraditório e não complementar, mas há um terceiro excluído que é o espírito, parte quase metafísica, e pouco material que resulta numa relação comunicacional nova, própria do espírito, a Noon esfera.
Autor desta visão da complexidade humana, a noosfera, Chardin explica a substancialidade da seguinte forma o espírito: “é preciso representá-lo … como uma substância excessivamente empobrecida e reduzida. A união, não esqueçamos, não apenas transforma, não apenas adiciona, também produz. Cada nova união realizada aumenta a quantidade absoluta de ser existente no Universo” (Chardin, 2006, p. 108), esclarecendo que não uma simples “hule”, que é a matéria dos gregos.
Esta união é uma força espiritual, uma “comunhão” e não apenas simples associação, e estas três realidades Ser, Não-Ser e Outro que compõe este novo princípio sem o terceiro excluído, é o trinitário.
A passagem bíblica do Tabor, simplificada até mesmo pelos apóstolos que imaginaram Moisés e Elias junto a Jesus era a incompreensão do trinitário, onde o Espirito é o terceiro elemento desta “união”.

O vídeo em evento na Universidade Católica de Brasília, aparece Florent Pasquier mais a frente em sua palestra convidada:

 

 

Do binário e do dual

14 Mar

Não é o mundo contemporâneo que criou a lógica dualista binária, esta apenas simplificou a aritmética usando a Álgebra de Boole, pelo fato que simular 0 e 1 numa máquina é mais simples do que uma aritmética decimal que a civilização ocidental adotou.

Porém a onto-lógica do Ser que vem de Parmênides que diz o ser é, e o não ser não é, e chegou aos nossos dias pelo racionalismo cartesiano e o idealismo kant-hegeliano, estamos divididos em dois mundos: o ser e o não-ser, o certo ou incorreto (há o principio da incerteza), opressor e oprimido, o ente e o ser, que afasta o objetivismo e o subjetivismo de qualquer discussão ontológica.

Em termos filosóficos, é difícil, mas esclarecedor, “Pelo fato de a metafísica interrogar o ente, enquanto ente, permanece ela junto ao ente e não se volta para o ser enquanto ser” (HEIDEGGER, 1983, p. 55).

É um equívoco pensar que Heidegger superou a metafísica destruindo-a, pois ele a vincula de modo essencial ao dasein (o ser-ai numa definição simples), escrito de modo claro em seu texto: “A metafísica é o acontecimento essencial no âmbito de ser-aí. Ela é o próprio ser-aí” (HEIDEGGER, 1983, p. 44).

É pelo acontecimento metafísico que o ser-aí humano que se estabelece relação com o ente, mas isto dá-se no mundo, é preciso ser-no-mundo (do modo mais amplo) e este ser exige uma relação de não-ser para estar com o Outro, que não é o Mesmo, então não-ser também é Ser.

Pode-se confundir com o nada, o nihilismo é uma essência do nosso tempo, e pode levar ao tempo do vazio, como pensava Nietzsche, e atualmente Lipovetsky (A era do vazio).

O ser trinitário exige além do Eu (que não é o Mesmo pois admite o Outro), o Outro e o não-Ser que é algo além do nada, conforme explica Teilhard de Chardin:  “o nada-ser coincide com a pluralidade completamente realizada. O nada puro é um conceito vazio, uma pseudo-ideia” (Chardin, 2006, p. 107).

É possível uma relação que ultrapasse o nível do diálogo formal, é preciso este não-ser, um vazio que admite o Outro, diferente do Mesmo.

 

CHARDIN, T. P. Em outras palavras. São Paulo – SP: Martins Fontes, 2006.

HEIDEGGER, E. Que é metafísica. São Paulo – SP: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores)

 

A filósofa brasileira Viviane Mosé apresenta de modo cotidiano a questão do ser e não ser:

 

 

A Web fez 30 anos

13 Mar

Ainda confundem a internet, a Web e a Rede, embora possam estar superpostos, são aspectos diferentes que unidos deram uma cara ao mundo, os pessimistas dizem pior, os otimistas dizem que aponta para o futuro, os realistas dizem que é um novo tempo com dificuldades e facilidades, bem utilizadas serão promissoras para o futuro.
No dia 9 de março, no CERN onde trabalhava Tim-Berners Lee quando fez uma proposta de um interpretador para a Internet chamada pelo termo Web que significa teia (foto), a ideia de seu artigo original era uma facilidade de manusear textos científicos online que no mesmo momento que fossem escritos estivessem prontos para serem lidos, o que fazem blogueiros e twiteiros hoje, mas isto foi a Web 2.0 em 2005.
Em Genebra no CERN Berners-Lee se reuniu com Robert Cailliau, engenheiro informático pouco citado, mas foi de fato quem fez o primeiro sistema de hipertexto, a eles se juntaram outros especialistas para discutir o presente e o futuro da World Wide Web, ou a Web.
O evento, denominado Web @ 30, foi aberto no dia de ontem (12/03) pela Diretora Geral do CERN Fabiola Gianotti, em colaboração com duas organizações fundadas por Berners-Lee: a World Wide Web Foundation e o World Wide Web Consortium (W3C), recentemente o CERN restaurou o primeiro website e o navegador de modo online brower, mostrado no evento Hackathon (de 11 a 15 de fevereiro de 2019).
Os problemas de segurança, politicas de manutenção da internet livre, governos e estruturas empresarias desejam seu controle e em alguns países não é um serviço livre, fake news e outros foram temas de debate.
Um tema promissor para o futuro é o projeto SOLID, já fizemos um post sobre ele, está em pleno desenvolvimento com a colaboração de pesquisadores do MIT, mas a espectativa é alta e ainda haverá muito trabalho de especialistas para dar ao mundo uma Web confiável.
O hobista Suhayl Khan mostrou como acessar o browser em modo online usando tecnologia dos anos 1960 (quando só havia internet e com poucas facilidades) (Video: Suhayl Khan):