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Arquivo para fevereiro, 2020

[:pt]Podres poderes e o Outro[:en]Powers and the Other[:]

28 fev

[:pt]Há algo além da vontade de poder, sim há um não ser, que não despersonaliza nem implica em perda de identidade, mas em dialogia com o Outro, com aquele que não é meu espelho.
A afirmação, o empoderamento de pessoas e grupos em fechamentos lógica de identidade, não são nem originárias no sentido de preservar o diálogo com as tradições culturais, nem são de fato poder porque implica em submeter o Outro que é um a alguma identidade que não é a dele.
Assim a verdadeira identidade ontológica, ao contrário da lógica que é individualista ou de fechamento em grupos, muitos vezes criticamos o individualismo do Outro porque não admitimos sua identidade originária (aquela que vem de raças, culturas e tradições) e em última análise não admitimos o seu Ser, e para admiti-la é preciso um não Ser, ou seja, ver o Outro como ele é.
Os poderes na modernidade cresceram por causa das imposições que as leis do Estado, as regras de conduta e aquilo que historicamente se chamou de “Contrato” que não é senão tornar o direito a consciência algo que seja submetido as regras e leis do Estado.
Não se trata de anarquia, regras de convivência social existente desde o homem primitivo que já se sabia vivia originariamente em grupos: em cavernas, nômades ou estabelecidos em territórios.
O que leva a violência é sempre submeter o Outro a nossa própria vontade, as nossas culturas, olhando para a do Outro como menor, menos culta, menos “evoluída” ou outra justificativa para não entender e respeitar culturas, crenças e etnias diferentes, então chega-se a violência.
O culto do Estado, Hegel chegou a dizer que ele era eterno e não é, muitos se modificaram ao longo da história desde a Cidade-Estado grega até as modernas sociedades democráticas, agora num novo reboliço.
A passagem bíblica que o “diabo” oferece os poderes terrenos a Jesus e ele rejeita é esta (Mc 4,8-10): “novamente o diabo levou Jesus para um monte muito alto. Mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória, e lhe disse: “Eu te daria tudo isso, se te ajoelhares diante de mim, para me adorar”. Jesus lhe disse: “vai-te embora, Satanás, porque está escrito: ´Adorarás ao Senhor, teu Deus, e somente a Ele prestarás culto´.”.
Coloquei o diabo entre aspas, não para negá-la como existência ôntica, mas para ampliar a visão que se tem, onde os “reinos” que o diabo queria dar não são somente os Estados, mas também outras formas de Poder que estão dentro da humanidade, como Nietzsche afirmava em sua categoria “vontade de Poder”, que seria originária de todo homem e impossível de superá-la.[:en]There is something beyond the will to power, yes there is a non-being, which does not depersonalize or imply a loss of identity, but in dialogue with the Other, with the one who is not my mirror.
The affirmation, the empowerment of people and groups in logical closings of identity, are neither original in the sense of preserving the dialogue with cultural traditions, nor are they in fact power because it implies submitting the Other that is one to some identity that is not his.
Thus, the true ontological identity, contrary to the logic that is individualistic or closed in groups, we often criticize the individualism of the Other because we do not admit its original identity (that which comes from races, cultures and traditions) and ultimately we do not admit the your Being, and to admit it you need a non-Being, that is, to see the Other as he is.
The powers in modernity have grown because of the impositions that the laws of the State, the rules of conduct and what has historically been called “Contract” which is nothing but making the right to conscience something that is subject to the rules and laws of the State. It is not about anarchy, rules of social coexistence that existed since the primitive man who was already known originally lived in groups: in caves, nomads or established in territories.
What leads to violence is to always submit the Other to our own will, our cultures, looking at the Other as less, less cultured, less “evolved” or another justification for not understanding and respecting different cultures, beliefs and ethnicities, so violence arrives.
The cult of the State, Hegel went so far as to say that it was eternal and it is not, many have changed throughout history from the Greek City-State to modern democratic societies, now in a new turmoil.
The biblical passage that the “devil” offers Jesus earthly powers and he rejects is this (Mark 4: 8-10): “again the devil took Jesus to a very high mountain. He showed him all the kingdoms of the world and their glory, and said to him, “I would give you all this, if you kneel before me, to worship me.” Jesus said to him, “Go away, Satan, because it is written, ‘You shall worship the Lord your God, and you will worship Him alone´”.[:]

 

[:pt]Coronavirus, eutanásia, mídias e poder[:en]Coronavirus, euthanasia, media and power [:]

27 fev

[:pt]Já pontuamos sobre o poder das novas mídias, o conceito de psicopoder foi também explorado por Byung Chul Han, escrevemos um post sobre isto, mas agora voltamos ao biopoder.

Conforme pensava Foucault o biopoder tem duas formas distintas: uma chamada anátomo-política do corpo e outro da biopolítica da população, a primeira são dispositivos disciplinares encarregados do extrair do corpo humano sua força produtiva, mediante controle de tempo e espaço, no interior das instituições (vejam quantas fazem isto, incluindo as educacionais) e a segunda forma volta-se a regulação das populações inutilizando taxas de natalidade, fluxos de migração, epidemias e aumento da longevidade.

Veja-se discussões do corona vírus, migrações na Europa e problemas de longevidade na previdência social dos idosos, mas agora o caso perverso da “morte assistida” que evita gastos com idosos e permite que morram “assistidos”, claro cadeira elétrica também tem assistência, mas é para criminosos, ao menos supostamente, pois há enganos.

O coronavirus ameaça fugir do controle e os controladores do poder se assustam, poderiam pensar morrer uns poucos, talvez a maioria pobres, mas não é o que acontece, atinge a todos, no Irã até um vice-ministro da Saúde está doente, e diversos eventos estão ameaçados, alguns já cancelados e os testes para as Olimpíadas já estão ameaçados e até podem ser canceladas.

O biopoder, portanto, está fora de controle e o próprio poder pode sofrer com isto, bolsas caem, economias entram em colapso, o turismo e as viagens caem, enfim o biopoder também tem limites, mas tanto ele quanto a psicopolítica estão ainda majoritariamente no controle do estado.

As redes sociais, e nem sempre suas mídias formam redes, estas sim podem protagonizar novo e poderes e empoderamento de grupos, culturas e etnias que estão sob a tutela do estado.

 [:en]We have already pointed out the power of new media, the concept of psychopower was also explored by Byung Chull Han, we wrote a post about it, but now we are back to biopower.
As Foucault thought, biopower has two distinct forms: one called anatomical-politic of the body and another of population biopolitics, the first are disciplinary devices responsible for extracting the productive body from the human body, by controlling time and space, within institutions (see how many do this, including educational ones) and the second way is to regulate populations by making birth rates, migration flows, epidemics and increasing longevity useless.
See discussions of the corona virus, migrations in Europe and longevity problems in the social security of the elderly, but now the perverse case of “assisted death” that avoids spending on the elderly and allows them to die “assisted”, of course the electric chair also has assistance , but it is for criminals, at least supposedly, because there are mistakes.
The coronavirus threatens to get out of control and the power controllers are frightened, they might think a few, perhaps most of them poor, will die, but that is not the case, it affects everyone, in Iran even a deputy health minister is sick, and several events are threatened, some have already been canceled and tests for the Olympics are already threatened and may even be canceled.
Biopower, therefore, is out of control and power itself can suffer from it, stock markets fall, economies collapse, tourism and travel fall, in short, biopower also has limits, but both it and psychopolitics are still mostly in the state control.
Social networks, and not always their media form networks, these can lead new powers and empowerment of groups, cultures and ethnicities that are under the tutelage of the States. [:]

 

[:pt]A ceia das cinzas[:en]The supper of ashes [:]

26 fev

[:pt]O que define como o homem é por natureza é também entender o que é a natureza, ou a substância projetada num universo infinito. e um marco inicial na filosofia da Natureza é a obra de 1584 de Giordano Bruno, conectada a teoria copernicana, que descreve um universo infinito com um divisor onipresente, a matéria eterne e a mutação em troca permanente.

Bruno se declarou um copernicano “realista” em 1582 em Paris, e quando chegou a Londres no ano seguinte ele já se posiciona no nível cosmológico com ideias extravagantes para a época, na qual o universo é um ser vivo, e um tempo depois suas aulas são suspensas, devido tanto a um radicalismo teológico de seu público protestante, como do aristotelismo “ateu”.

Um aspecto curioso é Bruno chamar, como Leibniz e Spinoza o fizeram, seu personagem de Teófilo presente na Bíblia e que significa “filho de Deus” (teo-filo), o que o vai separar também de sua religião católica é o pensamento que a filosofia deve ser independente da religião, porém a passagem do heliocentrismo copernicano para um universo infinito devemos a Bruno.

Seu pensamento sobre a política e o poder envolve esta mudança infinita, afirmava:         “Que ingenuidade pedir para quem tem o poder pedir para mudar o poder”, que foi o seu embate com os donos do poder nas religiões e na nascente academia.

Em seu livro “A ceia das cinzas” fez uma afirmação extraordinária para a época: “A terra e os astros … como eles dispensam vida e alimento das coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotadas de vida, em uma medida bem maior ainda, e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção as coisas e aos espaços que lhes convém”, um passo além do universo de Copérnico.

Não é importante a verdade ou não de Bruno, que também teve obras polêmicas sobre a Eucaristia e sobre a Virgindade de Maria, mas o importante para nosso tempo é restaurar um diálogo perdido de longa data, e para o qual ainda continuam a ter inquisidores e apóstatas.

Giordano Bruno deu um grande passo na ciência e queria que a filosofia fosse independente por causa do poder e incultura religiosa, ainda hoje é preciso superar o fundamentalismo e estabelecer o diálogo.

Bruno, G. The Ash Wednesday Supper. Lawrence s. Lerner  e Edward A. Gosselin (eds), Toronto (CAN): University of Toronto Press, 1995.[:en]That defines how or man is by nature also understands or is a nature, or a substance proposed in an infinite number. and an initial structure in the philosophy of Nature and in the 1584 work (*Supper of Ashes) of Giordano Bruno, linked to Copernican theory, which creates an infinite universe with an omnipresent divider, an eternal matter and a permanent mutation.
Bruno declared himself a “realist” Copernican in 1582 in Paris, and when he arrived in London a year later, he placed himself on a non-cosmological level with extravagant ideals for the time, epoch or universe in which he lived and at the time of his living rooms. class. they are suspended, dedicated both to the theological radicalism of its Protestant public and to “atheistic” Aristotelianism.
A curious aspect of Bruno, like Leibniz and Spinoza or produced, is named his protagonist of Theophilus present in the Bible and what is meant by “son of God”, or that he too will separate himself from his Catholic religion or thought that Philosophy should to be independent of religion, through the passage through the Copernican heliocentrism through an infinite universe that we owe to Bruno.
According to his policy and / or being able to involve this infinite movement, he stated: “What ingenuity to ask to burn, to be able to move or to be able”, that was or its package with the donations of the power of religion and the nascent academy.
In his book “The supper of ashes” he made an extraordinary statement for the time: “The earth and the stars … how they dispense life and food from things, restoring all material that entrepreneurship, are themselves endowed with life, to a much greater extent, and to be alive, and in a voluntary, orderly and natural way, the second intrinsic principle, that they will move towards the Spanish and Spanish spaces with which I agree ”, he said, a universe of Copernicus.
t is important not to be true of Bruno, who also has controversial works on the Eucharist and the Virgin Mary, more or more important for our time and restoring a lost dialogue of old data, and for which the inquisitors continue. apostates Giordano Bruno took a big step in science and wanted a philosophy to be independent because of power and religious not inculturation, even if it leafs through and needs to overcoming fundamentalism and establish the Dialogue.

*Bruno, G. (1995) The Ash Wednesday Supper. Lawrence s. Lerner ¨Edward A. Gosselin (editors), University of Toronto Press.[:]

 

[:pt]Influenciador digital, a potência nas novas mídias[:en]Digital influencer, the power in new media. [:]

25 fev

[:pt]Influenciador digital é uma nova área de atuação nas mídias, desde os primeiros blogueiros eles existem, falam de coisas curiosas desde temas sérios, até culinária, fitness, esportes ou qualquer coisa que esteja em alta em determinado momento, os que fazem sucesso significam muito em termos de estatísticas e financiamentos, mas pouco em termos de conteúdos sérios e políticos.
Cito um brasileiro Felipe Neto, em torno dos 32 anos, não fui conferir apenas li em algum lugar, as vezes é inteligentes, as vezes comediante e irônico, fala de tudo em especial de fatos culturais inéditos, como a família Passos que formou uma “trupe” que ganhou com uma marchinha de sátira de carnaval “A culpa é do PT” que na rádio CBN venceu o concurso.
Dizem que ele tem milhões de seguidores, não fui conferir e pois também existem “robôs” e “influencers” capazes de produzirem valores juntos, mas as visualizações são mesmo astronômicas.
Você deve desconhecer Christian Figueiredo que tem em torno de 21 e já lançou um livro “Eu fico loko” e já fez marketing para Colacoca (algo assim) e Disney, e se for num shopping vai enlouquecer adolescentes, pergunte ao seu filho, sobrinho ou neto quem ele é, chance de 50% que saberão.
O catarinense Luba, Lucas Feurschütte. tem em torno de 25 anos, e já fez um vídeo de sucesso com Christian Figueredo perguntando: “Você é um gay”, tem um terceiro que não conheço que participa, mas talvez também seja de sucesso, o seu sucesso é o Luba TVGames (em torno de 230 mil seguidores), não vou esgotar a lista, apenas aponto um universo desconhecido de quem tem mais de 30 anos, pelo menos a imensa maioria, os jovens estão sob enorme influência deles.
Se seu filho é um adolescente preste atenção nestes nomes: Júlio Cocielo que se envolveu numa polêmica por fazer um comentário racista do jogador Mbappé, ah este você conhece, outro nome é Luccas Neto, 25 milhões de inscritos e bilhões de visualizações, Kéfera Buchmann do canal 5inco Minutos, não sei de é ironia com o programa americano 60 minutes, mas fala de beleza, esquetes, paródias e tem um humor bem fino e 11 milhões de seguidores, Whindersson Nunes, que uma vez em palestra fiz uma brincadeira com ele e todas adolescentes reagiram, e o adulto que dirigia a conversa não entendeu nada, e claro, o Felipe Neto.
De outros países tudo que sei é o youtuber PewDiePie, um comediante sueco em torno dos 30 anos, descobri que seu nome é Feliz Arvid Ulf Kjellberg, e também os do Instagram, mas lá surgem nomes “comuns” midiáticos como Cristiano Ronaldo e Messi jogadores de futebol, Beyoncé e Selena Gomez cantoras, Justin Bieber cantor e outros, pessoalmente sou seguidor de amigos e familiares.
É tudo que conheço, me dedico pouco a estas conversas, mas a vontade de potência me fez ir atrás do que os jovens estão preocupados, daqui 3 ou 4 anos estarão na faculdade e não quero perder a piada, ou a conversa, ou o “poder” que gente da nossa idade perdeu com os jovens.
Ah é tudo gente midiática, sim, mas também os novos filósofos das mídias não são outra coisa.[:en]Digital influencer is a new area of expertise in the media, since the first bloggers they exist, they talk about curious things from serious topics, to cooking, fitness, sports or anything that is on the rise at a given moment, those that are successful mean a lot in in terms of statistics and funding, but little in terms of serious and political content.
I quote from a Brazilian Felipe Neto, around 32 years old, I didn’t go check it out, I just read it somewhere, sometimes he’s smart, sometimes comedian and ironic, he talks about everything, especially unpublished cultural facts, like the Passos Family that formed a “ trupe ”that won with a carnival satire marchinha (*primary sing of carnival) “The fault is of the PT (left party)” on CBN radio won the marchinhas contest.
They say he has millions of followers; I didn’t check it out and there are also “robots” and “influencers” capable of producing values, but the visualizations are really astronomical. You must be unaware of Christian Figueiredo, who is around 21 and has already launched a book “Eu sou loko” (I´m crazy) and has already done marketing for Colacoca (or other) and Disney, and if it goes to a mall it will drive teenagers crazy, ask your son, nephew or grandson who he is , 50% chance that they will know.

The Santa Catarina´s Luba, Lucas Feurschütte. he is around 25 years old, and has already made a successful video with Christian Figueredo asking: “Are you a gay”, there is a third party that I don’t know who participates, but maybe he’s also successful, his success is Luba TVGames ( around 230 thousand followers), I will not exhaust the list, I just point out an unknown universe of those over 30 years old, at least the vast majority, young people are under their enormous influence.
If your son is a teenager, pay attention to these names: Júlio Cocielo, who got involved in a controversy for making a racist comment about the player Mbappé, oh this you know, another name is Luccas Neto, 25 million subscribers and billions of views,
The third in Brazil is Kéfera Buchmann do 5inco Minutos channel, I don’t know how ironic it is with the American program 60 minutes, but it talks about beauty, sketches, parodies and has a very fine humor and 11 million followers, Whindersson Nunes, who once in a lecture I played with him and all teenagers reacted, and the adult who would say the conversation did not understand anything, and of course, Felipe Neto.
From other countries all I know is youtuber PewDiePie, a Swedish comedian around 30 years old, I discovered that his name is Feliz Arvid Ulf Kjellberg, and also those from Instagram, but there are “common” media names like Cristiano Ronaldo and Messi players. soccer, Beyoncé and Selena Gomez singers, Justin Bieber singer and others, personally I am a follower of friends and family.
It’s all I know, I dedicate myself little to these conversations, but the desire for power made me go after what young people are concerned about, in 3 or 4 years they will be in college and I don’t want to miss the joke, or the conversation, or the “ power ”that people of our age lost to young people.
Oh, it’s all media people, yes, but the new media philosophers (its comm[:]

 

[:pt]Vontade de poder ou de potência[:en]Will to or power[:]

24 fev

[:pt]Um conceito pouco conhecido de Nietzsche é a vontade de poder, como uma força motriz “natural” do homem, de fato isto levou os povos a se expandirem desde o mundo primitivo, as guerras e impérios de Alexandre o Grande, do qual Aristóteles foi tutor e depois o Império Romano, e os impérios da modernidade: o português, o francês, o russo e o americano.

Há outros grandes impérios pouco citados na história: a grande dinastia manchu Qing, do norte da China invadiu e derrotou a dinastia Ming, era de uma etnia minoritária mas dominou toda a China e teve inclusive uma breve restauração em 1917 e o grande Império Mongol foi um dos maiores em extensão de área, chegando a Europa, nos séculos XIII e XIV.

Mas a potência refere-se também ao desejo individual de influência e de poder, hoje são os influenciadores digitais, que inclusive são financiados e recebem respeito e credibilidade e muitos deles são desconhecidos da grande mídia, por exemplo, o americano PewDiePie é o youtuber com maior número de seguidores, voltaremos ao assunto.

Pode-se pensar potência, como ato e potência, assim poder seria o objetivo atingida pelo potencia porém o próprio Nietzsche adverte que seu sentido é outro: “a vontade de poder não é nem um ser, nem um devir, é um pathos”, assim deve ser analisada na tríade ethos, pathos e logos.

Pathos é, portanto, aquele sentido também usado por Descartes, ainda que Nietzsche negue a razão como princípio, de ondem vem a ideia de patologia, o que se move na imperfeição.

Assim pode-se pensar vontade de poder (no sentido de Nietzsche) em três conceitos, o cosmogônico, o histórico ou o psicológico, cada um estabelece uma relação especial com os diversas propostas presentes na sociedade moderna, o cosmogônico usando terminologia de Nietzsche é uma lei originária, sem exceção, que advém da própria realidade das coisas.

Assim sua lei história não é nunca determinística nem tem nada de oculto, “… esse meu mundo dionisíaco do eternamente-criar-a-si-próprio, do eternamente-destruir-a-si-próprio, sem alvo, sem vontade…”, dito num fragmento escrito em 1885, significa que um conjunto de forças que atuam de modo difuso resultam num estado de eterno retorno, e portanto sem um fim.

Assim vontade de pode ser também entendido como o desejo insaciável de ser mais do que aquilo que se é, se visto sem um fim, pode-se entender o aspecto psicológico mais claro.

Pode parecer algo distante do pensamento moderno, mas basta olhar a realidade e se perceberá que fora do determinismo histórico, do fundamentalismo religioso, a proposta que resta parece ser esta, porém o próprio Nietzsche pode nos ajudar a organizar isto, se é possível pensar algo fora deste estado de “eterno retorno” que a vontade de potência criou.[:en]A little-known concept of Nietzsche is the will to power, as a “natural” driving force of man, in fact this led people to expand from the primitive world, the wars and empires of Alexander the Great, of which Aristotle was the tutor and then the Roman Empire, and the empires of modernity: Portuguese, French, Russian and American.

There are other great empires little mentioned in history: the great Manchu Qing dynasty of northern China invaded and defeated the Ming dynasty, was a minority ethnic group but dominated the whole of China and even had a brief restoration in 1917 and the great Mongol Empire was one of the largest in area, reaching Europe in the 13th and 14th centuries.

But power also refers to the individual’s desire for influence and power, today it is digital influencers, who are even financed and receive respect and credibility and many of them are unknown to the mainstream media, for example, the American PewDiePie is the youtuber with greater number of followers, we will return to the subject.

One can think of potency as an act and potency, so power would be the objective reached by potency, but Nietzsche himself warns that its meaning is different: “the will to power is neither a being nor a becoming, it is a pathos”, thus it must be analyzed in the triad ethos, pathos and logos.

Pathos is, therefore, that sense also used by Descartes, although Nietzsche denies reason as a principle, where the idea of ​​pathology comes from, which moves in imperfection.

Thus, one can think of the will to power (in the sense of Nietzsche) in three concepts, the cosmogonic, the historical or the psychological, each one establishes a special relationship with the diverse proposals present in modern society, the cosmogonic using Nietzsche’s terminology is a original law, without exception, that comes from the very reality of things.

Thus, its historical law is never deterministic nor has anything hidden, “… this Dionysian world of eternally-creating-myself-of, eternally-destroying-myself, without target, without will. .. ”, said in a fragment written in 1885, means that a set of forces that act in a diffuse way results in a state of eternal return, and therefore without an end.

Thus the will to be can also be understood as the insatiable desire to be more than what one is, if seen without an end, one can understand the psychological aspect more clearly.

It may seem distant from modern thought, but just look at reality and it will be realized that outside historical determinism, religious fundamentalism, the remaining proposal seems to be this, but Nietzsche himself can help us organize this, if it is possible to think something out of this state of “eternal return” that the will to power created.[:]

 

[:pt]Uma ontologia incompleta: a afirmação do Ser[:en]An incomplete ontology: the affirmation of Being [:]

21 fev

[:pt]A roda da Fortuna é o acaso porque a lógica do laissez faire, o acaso levado à economia, é também a lógica da afirmação do Ser, no sentido clássico; o Ser é e o Não-Ser não é, não há um devir.

O não-Ser também é Ser, a afirmação, a vontade de Poder, leva consigo a lógica da guerra, o dualismo, o maniqueísmo e seu destino falta é a guerra, a dificuldade de compreensão do Outro, o diálogo feito como forma de hipocrisia, porque no fundo, é a negação do Outro e a afirmação do Ser, na lógica “nós temos a verdade”, mesmo que dita de forma religiosa, é sua negação.

A impossibilidade do convívio, de onde surge a violência física, até a violência psíquica e moral, o desejo inconsciente de desmoralizar e minar o Outro, que é nesta lógica não-Ser, e assim vive-se de modo falso o momento que passa, como fugaz e com o sentido de máximo afirmação do Ser.

Parece loucura dizer que o não-Ser também é, mas é justamente no seu exercício que negamos a guerra, negamos o conflito como necessário, fazemos o dualismo tornar-se diálogo sincero e podemos entrar na lógica do Outro e descobrir um complemento do Ser, enquanto não-Ser.

Afirmar que o Não-Ser é destrói a lógica do poder, da exclusão, do conflito, porque permite ao Outro sua existência, nega a psicopolítica porque não tem necessidade de opressão “psíquica” do Outro, para afirmação do Mesmo, do espelho, mesmo que exercido coletivamente, é um nós egoísta e vinculado exclusivamente ao próprio poder e prazer.

Assim dizem os discursos contemporâneos sobre a filosofia, que enchem plateias e enaltecem filósofos e eloquentes religiosos: “você veio para vencer, afirme-se, diga que é o melhor”, etc.

A ontologia completa, é oposta também ao fundamentalismo religioso e ao farisaico, porque é exercida também enquanto não-Ser, diz o evangelista Mateus sobe o ensinamento do Mestre aos seus discípulos (Mt 5.38-39): “Vós ouvistes o que foi dito (ainda o é em nossos dias): olho por outro e dente por dente!, Eu porém, vos digo: “não enfrenteis que é malvado” Pelo contrário se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!”, eis a lógica “oculta” do não-Ser.

A meia ontologia da afirmação do Ser não é a vivência do momento presente, é só a vivência somente em momentos de euforia, não é “eudaimonia” no sentido grego, porque é alegria do Ser físico e não da alma, não experimenta o gaudio, a alegria do Ser em sua totalidade, corpo e alma.[:en]The Wheel of Fortune is chance because the logic of laissez faire, chance brought to the economy, is also the logic of the affirmation of Being, in the classic sense; Being is and Non-Being is not, there is no becoming.
Non-Being is also Being, the affirmation, the will to Power, takes with it the logic of war, dualism, Manichaeism and its destiny is war, the difficulty of understanding the Other, the dialogue made as a form of hypocrisy , because in the end, it is the negation of the Other and the affirmation of Being, in the logic “we have the truth”, even if it is said in a religious way, it is its negation.
The impossibility of coexistence, from where physical violence arises, even psychological and moral violence, the unconscious desire to demoralize and undermine the Other, which is in this non-Being logic, and thus the moment that passes is lived in a false way, as fleeting and with the sense of maximum affirmation of the Being.
It seems crazy to say that non-Being is also, but it is precisely in its exercise that we deny war, we deny conflict as necessary, we make dualism become sincere dialogue and we can enter the logic of the Other and discover a complement of Being, while not-Being.
To affirm that the Non-Being is destroys the logic of power, exclusion, conflict, because it allows the Other to exist, denies psychopolitics because there is no need for the “psychic” oppression of the Other, to affirm the Same, the mirror, even which exercised collectively, is a selfish knot and tied exclusively to its own power and pleasure.
So say contemporary speeches about philosophy, which fill audiences and praise philosophers and eloquent religious: “you came to win, assert yourself, say you are the best”, etc.
The complete ontology is also opposed to religious fundamentalism and the Pharisaic, because it is also exercised as a non-Being, says the evangelist Mateus on the Master’s teaching to his disciples (Mt 5.38): “You have heard what has been said (yet the it is in our day): I look for another and tooth for tooth !, But I say to you: “do not face that it is evil” On the contrary, if someone slaps you on the right face, it also offers you the left! ”, here it is the “hidden” logic of non-Being.[:]

 

[:pt]Alegria ou felicidade, o gaudio e a euforia[:en]Joy or happiness, gaudio and euphoria[:]

20 fev

[:pt]Alegria e felicidade não são a mesma coisa, embora um possa desembocar no outro e vice-versa, a alegria é um sentimento de satisfação, de completude ou até de plenitude em seu extremo, ao que chamo de gaudio, enquanto felicidade é o bem maior desejado pelo ser humano, assim afirmou Aristóteles, e embora possa ter nuances de valores é a melhor definição.
Neste sentido a felicidade é sim viver bem o momento que passa, até filósofos midiáticos e místicos concordam, porém o esforço “virtuoso” que faz com que a conquista seja um destes momentos, mas é claro cada um deste caminho virtuoso pode ser vivido com grandeza e esforço.
Aquela luta para na qual todo momento pode ser vivido com dignidade e até alegria, porém o gaudio e a felicidade verdadeira é conquistada com esforço, exercício virtuoso de um caminho digno, enquanto a euforia pode ser conquistada num momento fugaz, o gaudio e verdadeira felicidade não.
A alegria é então um exercício além do obstáculo e dos problemas cotidianos, a felicidade é a conquista possível depois de um longo caminho no qual a chegada ao cume depende dos últimos e decisivos passos, muitas vezes sem folego e sem clareza que o cume poderá ser atingido.
Os gregos diziam que a “eudemonia” (“bem” do “espírito”- daimon) era conquistada por arete, que tanto pode ser vista como “virtude” (a prática repetida do virtuos, do virtual) como também por “excelência”.
Também não é a fortuna, no sentido grego da palavra não é apenas dinheiro, mas o acaso ou a sorte, a deusa Fortuna tornou-se uma imagem iconográfica desde as iluminuras de manuscritos medievais até os vitrais das igrejas (foto*), era assim uma sorte lançada ao acaso, e seria predestinada.
A alegria é gaudio quando alcançada por pequenos esforços cotidianos e não é fugaz, enquanto a euforia não só é fugas como pode tornar-se tristeza profunda ou até depressão, por elaborados discursos viver o momento que passa, que é sábio, pode ser vivido com alegria ou com euforia.
*A deusa Fortuna com olhos vendados, chamada de “roda da Fortuna” foi pintado por Tadeuz Kuntze, em 1754, óleo sobre tela, Museu Nacional de Varsóvia.[:en]Joy and happiness are not the same thing, although one can lead to the other and vice versa, joy is a feeling of satisfaction, of completeness or even fullness in its extreme, what I call gaudio, while happiness is the greatest good desired by the human being, so stated Aristotle, and although it may have nuances of values ​​it is the best definition.

In this sense, happiness is to live the moment well, even media and mystical philosophers agree, but the “virtuous” effort that makes conquest one of these moments, but it is clear that each one of this virtuous path can be lived with greatness and effort.

That struggle for which every moment can be lived with dignity and even joy, but the joy and true happiness is conquered with effort, virtuous exercise of a dignified path, while euphoria can be won in a fleeting moment, the joy and true happiness do not.

Joy is therefore an exercise beyond the obstacle and everyday problems, happiness is the possible achievement after a long journey in which reaching the summit depends on the last and decisive steps, often without breath and without clarity that the summit can be reached.

The Greeks said that “eudemonia” (“good”-eu from “spirit”-daimon) was conquered by arete, which can be seen both as “virtue” (the repeated practice of the virtuos, the virtual) as “excellence”.

It is also not fortune, in the Greek sense of the word it is not just money, but chance or luck, the goddess Fortuna became an iconographic image from the illuminations of medieval manuscripts to the stained glass windows of the churches (photo *), it was like that a luck cast at random, but it would be determined predestined.

Joy is joy when achieved by small daily efforts and it is not fleeting, while euphoria is not only escapes but can become deep sadness or even depression, for elaborate speeches living the moment that is wise, can be lived with joy or euphoria.

* The blindfolded goddess Fortuna, called the “wheel of Fortuna” was painted by Tadeuz Kuntze in 1754, oil on canvas in National Museum of Warsaw.[:]

 

[:pt]Entre a fantasia e o imaginário [:en]Between fantasy and imaginary [:]

19 fev

[:pt]O imaginário faz parte da cultura e da tradição popular, nela inúmeras culturas se expressam, parecem mitos e fantasias foram da realidade, mas diferencia-se desta por ter uma fonte originária, isto é, ser parte de uma cultura e expressão de anseios e perspectivas culturais de um povo.
O que Droysen, Heidegger e Gadamer especularam sobre o historicismo romântico, que Dilthey elaborou, não é senão o historicismo fantasioso, o futuro como puro sonho irrealizável enquanto o futuro vindouro é parte da tradição cultural e por isso é necessário o diálogo com a tradição.
A fantasia é inicialmente uma tentativa de fuga, a ausência de diálogo não no sentido prosaico de ouvir o Outro, de aceitar a diferença, mas sim de entender e dialogar verdadeiramente entrando nos conceitos e perspectivas presentes na tradição, sem compreende-la realizamos escuta e não o diálogo, a dialogia que falaram Martin Buber, Paulo Freire e mesmo Bakhtin.
As fantasias representam delírios da alma, desejos compulsivos incontroláveis, e que muitas vezes chegam a patologias, não se trata de uma fantasia infantil de contos de fadas ou super heróis, estas pertencem ao imaginário pois a criança ainda vê o mundo futuro como possibilidade.
O imaginário épico, tanto como historicismo quanto como literatura ressalta os feitos e glórias, onde o presente surge como um resultado de um passado mítico, mas que se projeta para o futuro, exprime a exaltação factual de acontecimentos memoráveis ou extraordinários.
O imaginário romântico é de um herói solitário deslocado no tempo, D. Quixote é uma boa expressão deste imaginário, representa uma reação a saturação filosófica do determinismo e do racionalismo, mas fica preso ao sensorial empírico ou as metáforas do real.
Estas fantasias em geral apelam para a criatividade, mas pouco dizem da realidade.[:en]The imaginary is part of popular culture and tradition, countless cultures express themselves, seem myths and fantasies were from reality, but it differs from this in having an original source, that is, being part of a culture and expression of desires and perspectives cultural aspects of a people.
What Droysen, Heidegger and Gadamer speculated about romantic historicism, which Dilthey elaborated, is nothing but fantasy historicism, the future as a pure unrealizable dream while the future to come is part of the cultural tradition and that is why dialogue with tradition is necessary.
Fantasy is initially an attempt to escape, the absence of dialogue not in the prosaic sense of listening to the Other, of accepting difference, but of truly understanding and dialoguing by entering into the concepts and perspectives present in tradition, without understanding it, we listen and not the dialogue, the dialogue that Martin Buber, Paulo Freire and even Bakhtin spoke about.
The fantasies represent delusions of the soul, uncontrollable compulsive desires, and which often reach pathologies, it is not a childish fantasy of fairy tales or superheroes, these belong to the imaginary because the child still sees the future world as a possibility. The epic imaginary, both as historicism and as literature, highlights the deeds and glories, where the present appears as a result of a mythical past, but which is projected into the future, expresses the factual exaltation of memorable or extraordinary events.
The romantic imaginary is that of a lonely hero displaced in time, Don Quixote is a good expression of this imaginary, it represents a reaction to the philosophical saturation of determinism and rationalism, but he is stuck with the empirical sensory or the metaphors of the real.
These fantasies in general appeal to creativity, but say little about reality[:]

 

[:pt]Felicidade e idealismo, entre sujeitos e objetos[:en]Happiness and idealism, between subjects and objects [:]

18 fev

[:pt]O desenvolvimento do pensamento idealista, o mais forte e profundo da modernidade, deu ao homem um sentimento de domínio não só sobre a natureza, mas também sobre suas próprias possibilidades e alcance de suas vontades, achando que poderia determinar o futuro da história e de sua existência.
Assim da exploração dos recursos naturais, agora com sinais de esgotamento, assim como a exploração de povos e das forças de trabalho fizeram empreendimentos humanos alçarem voos e pretendendo agora a conquista de planetas e do universo, mas descobrimos os limites humanos.
O primeiro e o principal deles é a finitude da vida, mesmo as culturas mais antigas elaboraram sempre alguma escatologia sobre a vida anterior e futura da humanidade, a modernidade entretanto tentou explorar ao máximo a sua finitude, o que vale é o máximo de felicidade na curta vida de todos nós, explorá-la ao máximo é o que basta neste ideário.
Mas o idealismo apontou limites, se é um projeto inacabado ou se já mergulhamos em outro projeto, modernidade tardia ou pós-modernidade pouco importa, a essência deste projeto era a finitude, e o que chamou-se de iluminação, felicidade, vontade e liberdade mostrou-se não apenas a finitude, como também os aspectos monstruosos desta concepção: ausência de imaginação (a subjetividade como é dito nesta forma de pensar), o desiquilíbrio humano e de forças naturais, e a ausência de paz.
O edifício idealista construiu uma sociedade cheia de objetividades, de construções maravilhosas, do alcance das forças produtivas quase até seu esgotamento, porém guerra e ódio cultural, religioso e principalmente ideológico, é parte importante neste edifício para manter a dualidade e com isto não se constrói a paz.
Separar o humano em dois pedaços, para depois esquadrinhá-lo, subjetividade e objetividade, não foi outra coisa senão apenas um edifício monumental que desconsiderou o essencial humano: a ausência de formas de felicidade reais que contemplem a todos e a busca de meios solidários de poder.
Não se trata que Deus morreu, mas que matamos ele, se não há um laço divino entre os homens, ele jamais poderá existir de forma transcendente (em uma verdadeira ascese), aliás, a transcendência idealista não é outra coisa que a separação entre sujeito e objetos, unificados por esta falácia da objetividade.
Sem recuperarmos os sonhos reais, a felicidade real, e os meios sociais para isto, andamos como sonâmbulos no escuro, como afirmou Edgar Morin.[:en]The development of idealistic thinking, the strongest and most profound of modernity, gave man a sense of dominance not only over nature, but also over his own possibilities and the reach of his will.
So the exploitation of natural resources, now with signs of exhaustion, also the exploitation of peoples and labor forces made human undertakings take off and now intending to conquer planets and the universe, but we discovered the human limits: desires, powers and wars.
The first and the main one is the finitude of life, even the oldest cultures always elaborated some eschatology about the previous and future life of humanity, modernity meanwhile tried to exploit its finitude to the fullest, what counts is the maximum happiness in short life for all of us, exploring it to the fullest is enough.
But idealism pointed out limits, if it is an unfinished project or if we have already plunged into another project, late modernity or postmodernity does not matter, the essence of this project was finitude, and what was called enlightenment, happiness, will and freedom it showed not only finitude, but also the monstrous aspects of this conception: absence of imagination (the subjectivity said of this way of thinking), the human and natural unbalance of forces, and the absence of peace.
The idealistic building built a society full of objectivity, of wonderful constructions, from the reach of the productive forces almost until their exhaustion, but war and cultural, religious and mainly ideological hatred, a fundamental part of this building.
Separating the human into two pieces, to later search him, subjectivity and objectivity, was nothing but a monumental building that disregarded the human essential: the absence of forms of happiness that contemplate everyone and the search for solidary means of power.
It is not that God died, but that we killed him, if there is no divine bond between men, he can never exist transcendently, in fact, idealistic transcendence is nothing other than the separation between subject and objects, unified by this fallacy of objectivity.
Without recovering real dreams, real happiness, and the social means for this, we sleepwalk in the dark, as stated by Edgar Morin.[:]

 

[:pt]A importância do legado de Droysen[:en]The importance of Droysen’s legacy[:]

17 fev

[:pt]Afirmamos na semana anterior (ver o post) que tanto a perspectiva do helenismo de Droysen (ele cunhou o termo) quanto a perspectiva do verdadeiro significado da história sua eram mais amplas, muito antes das críticas de Gadamer ao historicismo “romântico”, este autor que foi aluno de Hegel, já o tinha feito e com muita propriedade pois além de aluno, penetrou neste conceito do qual Hegel é fundador na filosofia moderna.

Johann Gustav Droysen (1808-1884) questionava o princípio da historicidade, e, muito antes do seu tempo questionou os historiadores sobre os fundamentos “científicos” de um certo perspectivismo e relativismo, assim como também indiretamente questionava Dilthey na tentativa de usar a história para fundamentar as Ciências do Espírito.

Droysen em seu Compêndio sobre a História (Grundriss der Historik) que não era adequado à História, tendo esta a pretensão de ser ciência, tomar seu método emprestado de outra perspectiva do conhecimento, que é a ciência natural, mesmo que como “exemplo”.

A solução por ele apresentada, parecida a de Gadamer, sintetizável na noção metodológica de Compreensão Investigativa (forschendes Verstehen), visava dar a História a possibilidade de uma ciência autônoma, assim para ele existe algo que precede ao dualismo explicação x compreensão, que é a história, o que chamamos na semana passada de “forma” do pensar.

A sua obra Compêndio da Historia (Grundiss der Historik) de 1857/1858 está disponível em versão espanhola (1983) e versão italiana (1989), ainda ser versão em português.

É de interesse particular, pelo menos o foi para mim, o capítulo 3 que trata do problema hermenêutico da compreensão, que dá uma noção da aplicabilidade do seu método.

A ligação que podemos e devemos fazer com a questão moral, do tópico anterior, pode ser encontrada na página 386 de seu trabalho Teologia dela Storia (tradução italiana):

“… nós temos a necessidade de um Kant, que examinasse criticamente não a matéria histórica, mas o movimento teórico e prático diante e no interior da história, e que demonstrasse, a exemplo de qualquer coisa análoga a lei moral, um imperativo categoria da história, a fonte viva da qual jorra a vida histórica da humanidade. ” (DROYSEN, 1966, p. 386).

Droysen observa naquilo que chama de “Sistemática” três tipos de comunidades éticas: “as comunidades naturais”, “as comunidades ideais” e “as comunidades práticas” (figura acima), e a elas relaciona da história, dito assim: “a nossa sistemática resultou da noção de que o mundo história é o mundo ético, mas enquanto concebido sob um determinado ponto de vista; porque o mundo ético pode ser considerado sob outros pontos de visa …” (Droysen, 1994, p. 413).

O seu devir, portanto, está longe da dialética hegeliana, mas ao mesmo tempo dialoga com ela.

DROYSEN, J. G. Teologia dela Storia. Prefazione ala Storia dell´Ellenismo II – 1843. In: Istorica. Lezioni sula Encilopedia e Metodologia dela storia. Trad.: I. Milano – Napoli: Emery, 1966.

_______. Istorica. Lezioni di enciclopédia e metodologia dela storia. Trad. Silvia Caianiello. Napoli: Guida, 1994.[:en]We stated last week that both the perspective of Droysen’s Hellenism (he coined the term) and the perspective of the true meaning of his story were broader, long before Gadamer’s criticisms of “romantic” historicism, this author who was a student of Hegel , had already done so and with much property because in addition to being a student, he entered the concept that Hegel is for modern philosophy its founder.

Johann Gustav Droysen (1808-1884) questioned the principle of historicity, and, long before his time, questioned historians about the “scientific” foundations of a certain perspective and relativism, as well as indirectly questioning Dilthey in an attempt to use history to support the Sciences of the Spirit.

Droysen in his Compendium on History (Grundriss der Historik) that was not suitable for History, since it pretends to be science, to borrow without a method from another perspective of knowledge, which is natural science, even if as an “example”.

The solution presented by him, similar to that of Gadamer, synthesized in the methodological notion of Investigative Understanding (forschendes Verstehen), aimed to give History the possibility of an autonomous science, so for him there is something that precedes the explanation x understanding dualism, which is the history, what we called last week the “form” of thinking.

His 1857/1858 compendium of history (Grundiss der Historik) is available in Spanish (1983) and Italian (1989) versions, still in Portuguese.

Of particular interest, at least for me, was Chapter 3, which deals with the hermeneutical problem of understanding, which gives a sense of the applicability of its method.

The link that we can and should make with the moral question, from the previous topic, can be found on page 386 of her work Teologia dela Storia (Italian translation):

“… we need a Kant, who critically examines not the historical matter, but the theoretical and practical movement before and within history, and who demonstrates, like anything similar to the moral law, an imperative category of history, the living source from which the historical life of humanity flows. ”(DROYSEN, 1966, p. 386)

Droysen observes in what he calls “Systematics” three types of ethical communities: “the natural communities”, “the ideal communities” and “the practical communities” (figure above), and relates to them from history, said thus: “ours systematic resulted from the notion that the historical world is the ethical world, but while conceived from a certain point of view; because the ethical world can be considered under other points of view … ”(Droysen, 1994, p. 413).

Its becoming, therefore, is far from the Hegelian dialectic, but at the same time it dialogues with it.

DROYSEN, J. G. (1966) Teologia dela Storia. Prefazione ala Storia dell´Ellenismo II – 1843. In: Istorica. Lezioni sula Encilopedia e Metodologia dela storia. Trad.: I. Milano – Napoli: Emery.

_______. (1994) Istorica. Lezioni di enciclopédia e metodologia dela storia. Trad. Silvia Caianiello. Napoli: Guida.[:]