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Arquivo para março, 2020

[:pt]Um modelo do Universo completo[:en]A complete Universe model[:]

31 mar

[:pt]A vida agitada e os prédios das cidades grandes nos impedem de ver o céu estrelado das noites onde se pode contar mais de mil estrelas a olho nu, e será que o modelo deste universo já é conhecido.
O todo que pode ser conhecido esconde um Todo que é toda a criação e que teve um instante inicial seu Fiat ou seu Big Bang e é aos poucos desvendado pela pesquisa e pelos grandes telescópicos construídos e que podem agora vasculhar além da Via Láctea e muitos planetas podem ser vistos.
Mesmo com todos estudos o que conhecemos é apenas 5% da composição do universo, é o que apontam os números do Dark Energy Survey (DES), liderado pelo laboratório americano Fermilab, já que 25% do universo é matéria escura e os demais 70% são energia escura.
Desde o primeiro instante do Big Bang o universo acelerou o ritmo de sua expansão e o processo não diminuiu, através da observação de um tipo de supernovas, estrelas no fim da vida que entram em colapso e emitem uma quantidade de brilho comparável a do centro das galáxias, conclui-se que a energia escura era a que aumenta a velocidade desse processo de crescimento.
A matéria escura, por outro lado recebe esse nome porque não interage com os fótons (as partículas de luz, que são agora definitivamente partículas sem massa no modelo atual) e assim não se consegue a detecção direta pelos telescópicos onde a cor e a qualidade da luz torna-os possíveis de serem estudados.
Esta matéria escura é notada pelo seu efeito gravitacional, isto é, tem gravidade e os corpos visíveis interagem com ela, e apesar de sabermos que ela existe, os estudos sobre os fenômenos que acontecem com elas e sua interação com os demais corpos celestes apenas se iniciaram, estudando suas formas e as distorções que causam seus campos gravitacionais, que dá alguma informação.
O estudo que cobriu aproximadamente 300 milhões de galáxias, 100 mil aglomerados e 2 mil supernovas, além dos objetos de nossa Via Láctea e do Sistema Solar.
Em 2016 um mapa detalhado de 43.00 galáxias foi publicado alcançando a distância de 380 milhões de anos-luz a partir do sistema solar, chamado 2MASS Reshift Survey (2MRS) foi apresentada no 218º. encontro da Sociedade Americana de Astronomia em Boston, EUA.
O satélite Gaia lançado em 2013, da Agencia Especial Europeia (ESA) completou em 2018 a sua missão de cadastrar as estrelas e fazer uma mapa em 3D da Via Láctea (foto acima), mas o resultado segundo Leah Crane, uma especialista em astronomia foi “o universo simplesmente ficou ainda mais confuso”, escreveu na revista new Scientist.
A ViaLáctea numa versão animada 3D:
[:en]

The busy life and the buildings of the big cities prevent us from seeing the starry night sky where you can count more than a thousand stars with the naked eye, and is the model of this universe already known.

The whole that can be known hides a Whole that is all of creation and that had its Fiat or its Big Bang an initial moment and is gradually unveiled by research and the large telescopes built and that can now search beyond the Milky Way and many planets can be seen.

Even with all studies, what we know is only 5% of the composition of the universe, as shown by the figures of the Dark Energy Survey (DES), led by the American laboratory Fermilab, since 25% of the universe is dark matter and the remaining 70% are dark energy.

Since the first moment of the Big Bang, the universe has accelerated the pace of its expansion and the process has not slowed down, through the observation of a type of supernovae, end-of-life stars that collapse and emit an amount of brightness comparable to the center of the stars. galaxies, it is concluded that dark energy was the one that increases the speed of this growth process.

Dark matter, on the other hand, gets its name because it does not interact with photons (the particles of light, which are now definitely massless particles in the current model) and thus it is not possible to directly detect them through telescopes where the color and quality of the light makes them possible to be studied.

This dark matter is noted for its gravitational effect, that is, it has gravity and the visible bodies interact with it, and although we know that it exists, studies on the phenomena that happen to them and their interaction with other celestial bodies only started, studying their shapes and the distortions that cause their gravitational fields, which gives some information.

The study that covered approximately 300 million galaxies, 100,000 clusters and 2,000 supernovae, in addition to objects from our Milky Way and the Solar System.

In 2016 a detailed map of 43.00 galaxies was published reaching a distance of 380 million light years from the solar system, called the 2MASS Reshift Survey (2MRS) was presented at 218º. American Astronomy Society meeting in Boston, USA.

The Gaia satellite launched in 2013 by the European Special Agency (ESA) completed in 2018 its mission to register the stars and make a 3D map of the Milky Way (photo above), but the result according to Leah Crane, an astronomy expert was “The universe just got even more confused,” he wrote in the new Scientist magazine.

 

 [:]

 

[:pt]A ordem do Universo[:en]The order of the Universe[:]

30 mar

[:pt]Na antiguidade clássica o modelo que predominou foi o Ptolomaico, que superou o modelo de Aristóteles (384-322 a.C.) que pensava que a Terra era o centro do universo, claro além de outros modelos que considerava a terra plana a Terra presa a uma “casca esférica” e outros.
Foram surgindo outras ideias, a sério porém o modelo de Claudio Ptolomeu (85-150) prevaleceu, até surgiu no final da idade média o modelo de Nicolau Copérnico (1473-1543), mas ainda era o Sol como centro do Universo, o importante aqui é a “ordem” matemática e geométrica que estabeleceu, que influenciou toda a ciência moderna.
O nosso limite como galáxia foi proposto na antiguidade por Demócrito de Abdera (450-370 a.C.), vendo a baixa brilhante no céu noturno, afirmou que ela consistia em estrelas distantes.
Foi só no século X, que o astrônomo persa conhecido como Azophi (Abd al-Rahman al—Sufi), que observou a Galáxia de Andrômeda, descrevendo-a como uma “pequena núvem” e foi redescoberta por Simon Marius em 1612, e em 1610 Galileu Galilei a confirmação que a Via Láctea era composta de várias estrelas.
O modelo da Via Láctea foi estabelecido por William Hershel em 1785 (desenho acima) e até a descoberta da expansão do universo, este era composto por galáxias e estas por estrelas e planetas.
Os modelos cosmológicos atuais vieram a partir da hipótese, hoje praticamente confirmada do clérigo Georges Lamaître (1854-1966), demonstrada por Edwin Hubble (1889-1953) e teorizada e completa pelo físico inglês Stephen Hawking (1942-2018) e seu aluno Roger Penrose (1931-).
Foi a partir do estudo de flutuações de densidade (ou irregularidades anisotrópicas da “matéria”(, que analisando as estruturas maiores começaram a se desenvolver, o resultado é o que chama-se de matéria bariônica que se condensam dentro de halos de matéria escura fria, e estas são as que formaram as galáxias como vemos hoje, porém a matéria e energia escura ainda são estudos.
O que queremos estabelecer aqui é como nossa visão de mundo e de matéria tem implicações também na visão dos estudos da vida, e no caso presente, das estruturas de viroses e pequenos organismos que podem ajudar a ciência a encontrar soluções para epidemias e pandemias.
Em estudo que estamos fazendo sobre publicações em Redes Sociais, o cientista como maior número de publicações na área de Redes é Carl A. Latkin, médico infectologista e que é membro do Centro para Medicina Global, o que não é mero acaso, nossa visão de mundo e de complexidade mudou e ela pode nos ajudar no combate a pandemia.[:en]In classical antiquity the model that predominated was the Ptolemaic, which surpassed the model of Aristotle (384-322 BC) who thought that the Earth was the center of the universe, of course in addition to other models that considered the flat earth the Earth attached to a “ spherical shell ”and others.

Other ideas emerged, but the model of Claudio Ptolemy (85-150) prevailed, until the model of Nicolau Copernicus (1473-1543) appeared in the late Middle Ages, but the Sun was still the center of the Universe, the important here is the mathematical and geometric “order” that he established, which influenced all modern science.

Our limit as a galaxy was proposed in ancient times by Democritus of Abdera (450-370 B.C.), seeing the bright low in the night sky, stated that it consisted of distant stars.

It was only in the 10th century, that the Persian astronomer known as Azophi (Abd al-Rahman al-Sufi), who observed the Andromeda Galaxy, describing it as a “little cloud” and was rediscovered by Simon Marius in 1612, and in 1610 Galileo Galilei confirms that the Milky Way was composed of several stars.

The model of the Milky Way was established by William Hershel in 1785 (drawing above) and until the discovery of the expansion of the universe, it was composed of galaxies and these by stars and planets.

The current cosmological models came from the hypothesis, today practically confirmed by the clergyman Georges Lamaitre (1854-1966), demonstrated by Edwin Hubble (1889-1953) and theorized and completed by the English physicist Stephen Hawking (1942-2018) and his student Roger Penrose (1931-).

It was from the study of density fluctuations (or anisotropic irregularities of the “matter”) which, analyzing the larger structures began to develop, the result is what is called barionic matter that condenses inside halos of cold dark matter , and these are the ones that formed galaxies as we see today, but dark matter and energy are still studies.

What we want to establish here is how our view of the world and matter also has implications for the view of life studies, and in the present case, of the structures of viruses and small organisms that can help science find solutions to epidemics and pandemics.

In a study that we are doing on publications in Social Networks, the scientist with the largest number of publications in the area of ​​Social Networks is Carl a. Latkin, an infectious disease physician who is a member of the Center for Global Medicine, which is not by chance, our worldview and complexity has changed and it can help us to fight the pandemic.[:]

 

[:pt]O sinal de e Lázaro e a pandemia[:en]The sign of Lazarus and the pandemic[:]

27 mar

[:pt]A pandemia veio nos alertar que não é a vida que importa mais a economia, postamos nesta semana que não é a oeconomicus da casa e da agricultura (dos alimentos diríamos hoje, pois o processamento de alimentos já faz parte da história), é a da especulação dos bancos e bolsas.
Ora é a vida que regime a economia e não o contrário, talvez um darwinismo econômico pudesse dizer na origem era o dinheiro e depois veio o homem, nada mais insensato, porém é claro que se uma economia vai a ruina a manutenção da vida fica no limite, fica assim nas guerras, vem a fome.
Porém o sinal da pandemia ainda mal lido até mesmo pelos economistas, e mais perdidos ainda alguns líderes e mesmo religiosos é o sinal de Lázaro (sua tumba ao lado), mais de meio milhão de infectados e a morte chegando não é razão suficientemente para a economia ainda mais forte do planeta querer parar.
A leitura atenta da bíblia revela que Jesus sabia da morte de Lázaro (Jo 11: 4-7) e não foi antes porque os judeus relutavam em mudar o estilo de vida da “lei” e da tradição, e queriam apedrejá-lo, porém Jesus explica aos discípulos que não queriam voltar a Judéia por medo, que isto deveria acontecer para que o povo de lá entendesse que era necessário uma mudança.
Que mudança o mundo espera, sim que vençamos a pandemia, mas o esforço global, a ideia de parar e reviver a economia doméstica que inclui a relação e o bem estar dos que nos são próximos requer uma “conversão”, uma mudança de atitude cultural, cuidar do que está ao nosso lado e se cuidar para não ser “infectado”, o sinal de Lázaro é que a morte vem, mas a cura também virá.
O importante é o que faremos depois para que nova crise não se instale, já tivemos a influenza e no Brasil a vacinação está começando, mas será que estaremos preparados para outra pandemia, sem entender que hospitais e a saúde econômica do povo, em especial, do povo simples é essencial, não entenderemos nada.
Lázaro não ressuscitou (mais tarde ele morreu de morte natural), ele apenas reviveu e Jesus afirmou que esta doença “não mata”, quer dizer a humanidade não será exterminada, mas a lição dura deve ser apreendida é a vida que rege a economia e não o contrário, e façamos nossa parte #FicarEmCasa e aplaudir os agentes de saúde.[:en]The pandemic came to warn us that it is not life that matters the economy anymore, we posted this week that it is not the oeconomicus of home and agriculture (of food we would say today, because food processing is already part of history), it is that of speculation by banks and exchanges.
Now it is life that governs the economy and not the other way around, maybe an economic Darwinism could say in the beginning it was money and then man came, nothing more unreasonable, but it is clear that if an economy goes to ruin, the maintenance of life is in the limit, it stays like this in wars, comes the famine.
But the sign of the pandemic is still poorly read even by economists, and even more lost by some leaders and even religious is the sign of Lazarus (his tomb in side), more than half a million infected and death coming is not enough reason for the even stronger economy on the planet want to stop.
A careful reading of the bible reveals that Jesus knew of Lazarus’ death (John 11: 4-7) and it was not before because the Jews were reluctant to change the lifestyle of “law” and tradition, and wanted to stone him, however. Jesus explains to the disciples that they did not want to return to Judea out of fear, that this should happen so that the people there understood that a change was necessary.
What change the world expects, yes, if we win the pandemic, but the global effort, the idea of stopping and reviving the domestic economy that includes the relationship and well-being of those close to us requires a “conversion”, a change in cultural attitude , taking care of what is beside us and taking care not to be “infected”, the sign of Lazarus is that death comes, but the cure will also come.
The important thing is what we will do next so that a new crisis does not set in, we already had influenza and in Brazil vaccination is beginning, but will we be prepared for another pandemic, without understanding that hospitals and the economic health of the people, in particular, of the simple people is essential, we will not understand anything.
Lazarus did not rise (he later died of a natural death), he just revived and Jesus said that this disease “does not kill”, that is, humanity will not be exterminated, but the hard lesson must be learned is the life that governs the economy and not the other way around, and let’s do our part #FicarEmCasa and applaud the health workers[:]

 

[:pt]Não querer curar-se[:en]Not wanting to heal [:]

26 mar

[:pt]Um sistema em crise, seja por razão social, econômica ou política, ele tende a tornar-se mais confuso e tóxico até que encontre um caminho onde possa sanar-se, quando a razão é uma catástrofe natural ou uma doença não é muito diferente, porém estas afetam a vida diretamente.
Não querer curar-se e defender a vida é uma atitude de autossabotagem sejam por razões conscientes ou inconsciência explica a psicologia, é aquela atitude de criar obstáculos e empecilhos que atrapalham as tarefas para encontrar caminhos, neste caso a cura e a preservação das vidas, e assim acha que não há como atingir os objetivos de cura ou de co-imunidade, a imunidade conseguida pelas ações conjuntas.
Do ponto de vista cultural é ignorância, e neste caso a visão dos especialistas e agentes de saúde devem ser a visão “técnica” que prevaleça, sobre inclusive a econômica, trata-se assim de uma cegueira, dizer é só uma gripe ou estamos sem saída (autossabotagem inconsciente) é um fenômeno de dirigir a mente a pensamentos equivocados, e isto existem culturalmente.
Conta a narrativa bíblica que um homem ficou 38 anos numa cama e não conseguia chegar a uma piscina natural chamada de Siloé (em hebraico significa enviado) e preciso da intervenção de Jesus para dizer-lhe toma sua cama e anda (João 5:7-9), milagre mas também ruptura com a paralisia e neste sentido é também uma metáfora.
Mas há aqueles que julgavam enxergar e não enxergam, o cego de nascença que é curado na bíblia é alguém que não tinha um sistema cognitivo preparado para enxergar, e o fato que ele passa a ver é um milagre mas também uma outra metáfora, a que por cegueira cultural e contextual não é possível enxergar, ao sair deste contexto é possível que se possa ver.
Agora querer curar-se ou não é uma atitude psíquica, querer ver e tendo o sistema fisiológico para enxergar é preciso esforço e superar a autossabotagem que faz da cegueira uma zona de conforto.[:en]A system in crisis, whether for social, economic or political reasons, it tends to become more confusing and toxic until it finds a way to heal itself, when the reason is a natural catastrophe or a disease is not much different, but these affect life directly.
Not wanting to heal and defend life is an attitude of self-sabotage whether for conscious reasons or unconsciousness explains psychology, it is that attitude of creating obstacles and obstacles that hinder tasks to find ways, in this case healing and preserving lives, and so he thinks that there is no way to achieve the goals of cure or co-immunity, the immunity achieved by joint actions.
From a cultural point of view, it is both ignorance, and in this case the view of specialists and health agents must be the “technical” view that prevails, including the economic view, it is thus a blindness, saying it is just a flu or we are dead end (unconscious self-sabotage) is a phenomenon of directing the mind to mistaken thoughts, and this exists culturally.
The biblical narrative tells that a man spent 38 years in a bed and could not reach a natural pool called Siloam (in Hebrew means envoy) and I need Jesus’ intervention to tell him to take his bed and walk (John 5: 7- 9), a miracle but also a break with paralysis and in this sense it is also a metaphor.
But there are those who thought they saw and did not see, the blind man born who is healed in the Bible is someone who did not have a cognitive system prepared to see, and the fact that he comes to see is a miracle but also another metaphor, which due to cultural and contextual blindness it is not possible to see, when leaving this context it is possible to see.
Now wanting to heal or not is a psychic attitude, wanting to see and having the physiological system to see it takes effort and overcome the self-sabotage that makes blindness a comfort zone.[:]

 

[:pt]A cura com-o-Outro[:en]Healing the Other [:]

25 mar

[:pt]O psicólogo Carl Jung dá uma sentença ampliada daquela que muitas já disseram, entre eles Gandhi: “Não se pode ferir o outro sem ferir a si próprio”, assim também acrescentou Jung: “aquele que cura o outro, cura a si próprio”, em tempos de pandemia é bom pensar isto.

Os insensatos dizem, os mais velhos e doentes são o grupo de risco isto iria acontecer mesmo, porém mais pessoas infectadas e maior é o contágio social, e mais pessoas fora do “grupo de risco” são atingidas, estamos no momento exponencial nas Américas, é hora de cuidar-se.

As economias estão ruindo é verdade, mas junto com ela os modelos idealistas que já estão em crise a muito tempo, a agonia veio em função da fragilidade em que se encontravam, não se trata deste ou daquele modelo, todos os modelos atuais são centrados na “economia’ e no desenvolvimento, inventou-se durante um tempo o desenvolvimento sustentável, mas a natureza mostrou que este modelo é insustentável e os recursos são esgotáveis.

Voltemos a doença, fonte da cegueira atual, e prolongamento da crise cultural e noite de Deus, os apelos e profecias não faltam em todo canto, querem sinais e milagres como na cultura judaica do tempo de Jesus, porém o sinal está aí e é a cegueira que nos impedem de enxergar.

A crise era das mídias, ou das redes que são coisas distintas, agora são a salvação para manter os contatos com a devida distância, manterem empresas e escolas funcionando, não eram o mal.

Claro que não, a perda das relações independem dos meios (as mídias) que usamos, e colocar-se em rede agora parece mais claro é colocar primeiro diante dos mais próximos, cuidar e se ocupar deles, coisas que lembramos de serem feitas pelos nossos avós, que pareciam fechados e atrasados.

Salvar a economia mesmo que as pessoas morram, eis o fundamento de um mundo onde no fundo é a economia que todos estavam preocupados, talvez uma minoria pensasse realmente no bem estar e no equilíbrio da vida vivida na essência, sem luxo e com um certo “conforto”.

Por força das circunstâncias temos que pensar assim, afinal o oecomicus (em grego: Οικονoμικός), do escritor Xenofonte é um diálogo socrático que trata da economia doméstica e da agricultura, sim a economia evoluiu, mas não devia ter perdido suas origens, afinal ninguém foi aos shoppings, mas aos mercados para comprar a comida e poder #ficarEmCasa.

O tempo será curto, mas as crises ensinam pela tensão que as pessoas vivem, claro há gente que não acredita e pensa que é só uma gripe e vai passar logo, felizmente apesar de alguns governos irresponsáveis, a vigilância sanitária e os grupos médicos e governos locais estão trabalhando.

Não temos só que nos curar, é preciso curar e cuidar do outro, pois as consequências serão para todos, a descoberta desta interdependência é saudável para um mundo que começava a se fechar em nacionalismos e mentalidades autoritárias.

 

 [:en]The psychologist Carl Jung gives an expanded sentence of what many have already said, among them Gandhi: “You cannot hurt the other without hurting yourself”, thus also added Jung: “he who heals the other, heals himself”, in times of pandemic it is good to think this.
Fools say, the older and the sick are the group at risk this would happen, but more people infected and greater is the social contagion, and more people outside the “risk group” are affected, we are at an exponential moment in the Americas, it’s time to take care of yourself.
The economies are collapsing it is true, but along with it the idealistic models that have been in crisis for a long time, the agony came due to the fragility in which they found themselves, it is not this or that model, all current models are centered on “Economy” and development, sustainable development was invented for a time, but nature has shown that this model is unsustainable and resources are exhaustible.
Let us return to disease, the source of current blindness, and the prolongation of the cultural crisis and night of God, the appeals and prophecies are not lacking everywhere, they want signs and miracles as in the Jewish culture of the time of Jesus, but the sign is there and it is the blindness that prevent us from seeing.
The crisis was in the media, or in networks that are different things, now they are the lifeline to keep in touch with the proper distance, to keep companies and schools running, they were not evil.
Of course not, the loss of relationships does not depend on the means (the media) we use, and putting ourselves in a network now seems clearer, it is putting ourselves first in front of those closest to us, taking care of and taking care of them, things that we remember to do for our grandparents, who seemed closed and backward.
Saving the economy even if people die, that is the foundation of a world where, at bottom, the economy that everyone was concerned about, maybe a minority really thought about the well-being and balance of life lived in essence, without luxury and with a certain “ comfort”.
Due to the circumstances we have to think like this, after all the oecomicus (in Greek: Οικονoμικός), by the writer Xenofonte is a Socratic dialogue that deals with the domestic economy and agriculture, yes the economy has evolved, but nobody should have lost its origins, after all no one went to the malls, but to the markets to buy food and be able to #StayAt home.[:]

 

[:pt]Co-imunidade: curarmo-nos[:en]Co-immunity: healing[:]

24 mar

[:pt]Estamos a espera de um milagre, aqueles que não acreditam ou fazem pouco caso da ciência, esperam agora que os cientistas encontrem a vacina, enquanto vacina para as antigas infecções gripais estão começando a estar disponíveis nos postos de saúde no Brasil.
A lição do ponto de vista médico é que esta doença que tomou aspectos de pandemia nos ensina já são definitivas, que a saúde das pessoas é mais importante que a doença, que podemos todos nos ajudar se cada um fizer bem sua parte, e que ninguém fará nossa parte por nós, o governo e as autoridades sanitárias podem conscientizar, mas dependem de atitudes individuais, culturais.
O filósofo |Peter Sloterdijk trabalhou num sentido mais ampla a ideia de imonologia e co-ímunidade, a ideia que não podemos nos livrar de todos os vírus e microorganismos que sempre fizeram parte da vida, e que agora se atacados e trabalhados pelo conjunto da sociedade podem ter seus efeitos reduzidos, embora eles pareçam cada vez mais agressivos, a influenza alguns anos atrás parece uma gripe comum perto do corona vírus e seu alcance e agressividade.
Herdeiro da fenomenologia, mas misturado a Nietzsche, e co-herdeiro de Heidegger com Byung Chul Han, criou uma nova e surpreendente antropologia para o além do humano, ao definir o homo sapiens como resultado de uma inacabada e infinita autopoiesis (do grego auto próprio e poiesis, criação), assim vamos em cada embate com a natureza nos auto “criando” e revendo.
A revisão deste momento é interessante e será inacabada porque os resultados para a economia e a própria estrutura social futura ficarão indefinidos e dependentes de decisões, porém o combate conjunto de povos e nações a pandemia cria uma nova “ação conjunta”, que Sloterdijk chama de co-imunidade, isto é, criar defesas conjuntas e uma imunologia além do humano.

Em relação a Heidegger ultrapassa o ser-aí para o ser-com, não apenas porque cria uma visão antropológica da relação humana, mas que mostra a eficiência de ação conjunta onde cada um faz sua parte, e a imunidade do todo, depende do rearranjo em rede de cada parte individual.

Em resposta a uma pergunta feita em 2018 a ele (do programa Fronteiras do pensamento) explica sua imunologia assim: “Não nos esqueçamos: a palavra “imunologia” é uma metáfora emprestada por juristas aos biólogos. Eu dou um passo adiante, estendendo o conceito de immunis (que em latim significa “livre dos deveres”) à dimensão religiosa.”.

Comparando-a ao sistema de Luhmann afirmou, continuando o pensamento anterior:

“Enquanto para Niklas Luhmann o sistema legal seria o sistema imunológico do sistema social, a esferologia afirma que a religião é o sistema imunológico original da sociedade”, e este seria a antropologia para além do humano, entrando numa dimensão de transcendência religiosa.

Ao relacionar o problema da imunologia com a ecologia, ele a elabora em relação a natureza:

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 [:en]We are waiting for a miracle, those who do not believe or ignore science, now hope that scientists will find the vaccine, while vaccines for the old flu infections are beginning to be available at health centers in Brazil.
The lesson from the medical point of view is that this disease that has taken on aspects of the pandemic teaches us is already definitive, that people’s health is more important than the disease, that we can all help each other if each does our part well, and that no one will do our part for us, the government and health authorities can raise awareness, but depend on individual, cultural attitudes.
The philosopher Peter Sloterdijk worked in a broader sense on the idea of immonology and co-immunity, the idea that we cannot get rid of all the viruses and microorganisms that have always been part of life, and that now are attacked and worked on by society as a whole may have their effects reduced, although they seem more and more aggressive, influenza a few years ago looks like a common flu close to the corona virus and its range and aggressiveness.
Heir to phenomenology, but mixed with Nietzsche, and co-heir of Heidegger with Byung Chul Han, he created a surprising new anthropology beyond the human, by defining homo sapiens as the result of an unfinished and infinite autopoiesis (auto is self and poiesis, creation), so we go on each clash with nature, self “creating” and reviewing.
The revision of this moment is interesting and will be unfinished because the results for the economy and the future social structure itself will be undefined and dependent on decisions, but the joint fight of peoples and nations in the pandemic creates a new “joint action”, which Sloterdijk calls co-immunity, that is, creating joint defenses and an immunology beyond the human.
In relation to Heidegger, it goes beyond being-there to being-with, not only because it creates an anthropological view of the human relationship, but that shows the efficiency of joint action where each does its part, and the immunity of the whole, depends on the rearrangement network of each individual part.
In response to a question asked in 2018, he (from the frontiers of thought program) explains his immunology as follows: “Let’s not forget: the word “immunology ”is a metaphor borrowed by lawyers from biologists. I take it a step further, extending the concept of immunis (which in Latin means “free from duties”) to the religious dimension.
Comparing his system with Luhmann’s, he stated: “While for Niklas Luhmann the legal system would be the immune system of the social system, ballpoint states that religion is society’s original immune system”, and this would be anthropology beyond the human, entering a dimension of religious transcendence.
When relating the problem of immunology with ecology, he elaborates it in relation to nature:
<iframe width=”780″ height=”415″ src=”https://www.youtube.com/embed/EKbfweNE1zw” frameborder=”0″ allow=”accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture” allowfullscreen></iframe>[:]

 

[:pt]Enternecer[:en]Tender[:]

23 mar

[:pt]Em tempos de #FicarEmCasa, uma boa leitura é indicada, ou ver um bom filme, mas nada de grandes dramas, sensacionalismo ou violência, as leituras que recomendo também que sejam para nos acalmar, nos pacificar e tornar a convivência próxima possível, numa palavra: enternecer.
Um dos livros indico para aproveitar o aconchego do lar, “O prazer de ficar em casa” (só tem em português e infelizmente está esgotado, best seller sem querer), onde a autora brasileira Leticia Ferreira Braga, sem saber os eventos atuais, escreveu em 2007, como melhorar a autoestima e o autoconhecimento, como organizar um consumo mais consciente e explorar os recursos naturais, o esforço para tornar o ambiente que vive mais agradável e também prático, sem luxo e simples.
Para quem gosta de pensar mais fundo, já indicamos e comentamos aqui diversas vezes, “A sociedade do cansaço” de Byung Chul Han, o coreano-alemão sabia que a humanidade caminhava a passos largos para um ativismo e tecnologismo exagerado (ele exagera também quanto ao uso da tecnologia que pode ser um bom recurso na situação atual), porém seu pensamento sobre a dificuldade de contemplação do homem moderno é uma boa reflexão, é preciso enternecer.
Pequenos hábitos de rotina no ambiente doméstico ajudam, fazer melhor a limpeza, até recomendável para o coronavírus, mas cuidado com o toc, evitar assuntos chatos e polêmicos, rir das próprias dificuldades, incluindo as limitações pessoais e dos familiares, enfim enternecer.
Se pudesse resumir uma atitude necessária para o ambiente familiar ficar senão aconchegante suportável é fazer o que não é agradável tornar-se, o que é duro suportável, o que é difícil tornar se possível de realizar, enfim suavizar-se e rever hábitos rudes e bruscos.
É quase uma reeducação cultural, ou fazemos isto ou a casa explode e explodimos junto.[:en]In times of #StayAtHome, a good reading is indicated, or watching a good movie, but no big dramas, sensationalism or violence, the readings that I also recommend that are to calm us down, pacify us and make coexistence possible, in a word Tenderize or Eternalizing.
One of the books I recommend to enjoy the warmth of home, “The pleasure of staying at home” (only in Portuguese and unfortunately sold out, best seller unintentionally), where Brazilian author Leticia Ferreira Braga, without knowing the current events, wrote in 2007, how to improve self-esteem and self-knowledge, how to organize more conscious consumption and explore natural resources, the effort to make the environment that lives more pleasant and also practical, without luxury and simple.
For those who like to think more deeply, we have already indicated and commented here several times, Byung Chul Han’s “The society of tiredness”, the Korean-German knew that humanity was striding towards an exaggerated activism and technologism (he also exaggerates how much the use of technology that can be a good resource in the current situation), but his thinking about the difficulty of contemplating modern man is a good reflection, it is necessary to be touched.
Small routine habits in the domestic environment help, make cleaning better, even recommended for the coronavirus, but be careful with the toc, avoid boring and controversial subjects, laugh at your own difficulties, including personal and family limitations, in short.
If I could sum up a necessary attitude for the family environment to be but cozy, bearable is to do what is not pleasant to become, what is hard to bear, what is difficult to make possible, to finally soften and review rude habits and abrupt.
It is almost a cultural re-education, either we do this or the house explodes and we explode togethe[:]

 

[:pt]Uma noite escura da humanidade[:en]A dark night of humanity [:]

20 mar

[:pt]Uma noite cai sobre a humanidade, mas é preciso notar que esta noite vinha acontecendo o vírus que atingiu todo o planeta é um catalisador e apesar de ser letal e trazer muitos cuidados pode nos acordar de uma noite que vinha acontecendo: noite da cultura, noite de Deus, noite da ciência reduzida a especialidades e métodos questionáveis e principalmente noite do homem.
A vida desenfreada e muitas vezes sem sentido, a busca pela eficiência e produtividade, a ideia que o crescimento econômico traz felicidade e principalmente a exclusão do Outro, agora parecem se inverter com a necessidade de ficar em casa: #StayAtHome.
Esta noite provocou uma cegueira coletiva, a cultura é “qualquer coisa serve”, rabiscos e borrões se tornaram arte, expressões puramente genitais sem qualquer afetividade de tornou sexo, e a cultura religiosa que ajudava as pessoas a encontrarem paz de espírito se tornou pura superstição, apelo a riqueza e ao dinheiro, ou a mera pobreza de outro lado, sem qualquer coisa que a faça entender o sentido profundo do desapego e do viver na essência da vida.
A noite religiosa ou noite de Deus é um apego dos homens aos seus círculos fechados agora, se forem prudentes, também impedidos de se reunir, a manipulação grosseira, a leitura fundamentalista da bíblia, que são a pior cegueira contemporânea, também reduz o homem a ser-para-a-morte e não o ser-para-a-vida.
Contemplar o mistério do universo além daquilo que já conhecemos, pouco sabemos da massa e energia escura que compõe 94% do universo, e que este pode ainda ter uma além de sua “bolha”, pode abrir os olhos daqueles que acham que sabem tudo porque aprenderam a ciência, ou porque leram a bíblia com seus olhos de cegueira cultural e seu círculo de “eleitos” fechado e pequeno.
Jesus ao curar o cego assusta os fariseus que querem que o cego se cale, a ciência ajudou um pouco este abandono de superstições e ajudou a iluminar a inteligência humana, também posta a prova pelo vírus, é o que lemos na passagem bíblica lemos em Jo 9:7-9:
E [Jesus depois de por-lhe barro no olho] disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé” (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. Os vizinhos e os que costumavam ver o cego — pois ele era mendigo — diziam: “Não é aquele que ficava pedindo esmola?” Uns diziam: “Sim, é ele!” Outros afirmavam: “Não é ele, mas alguém parecido com ele”. Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”, e os religiosos queriam proibir-lhe de falar.[:en]One night falls on mankind, but it must be noted that this night the virus that has hit the whole planet has been happening is a catalyst and despite being lethal and bringing a lot of care can wake us up from a night that was happening: night of culture, night of God, night of science reduced to questionable specialties and methods and mainly night of man.
The rampant and often meaningless life, the search for efficiency and productivity, the idea that economic growth brings happiness and especially the exclusion of the Other, now seem to be inverted with the need to stay at home: #StayAtHome.
Tonight provoked a collective blindness, culture is anything goes, scribbles and blots became art, purely genital expressions without any affectivity of sex, and the religious culture that helped people find peace of mind became pure superstition, appeal wealth and money, or mere poverty on the other hand without anything to make you understand the deep sense of detachment and living in the essence of life.
The religious night or night of God is an attachment of men to their closed circles now, if they are prudent, also prevented from meeting, gross manipulation, fundamentalist reading of the Bible, which are the worst contemporary blindness, also reduces man to being-for-death and not being-for-life.
Contemplate the mystery of the universe beyond what we already know, we know little of the mass and dark energy that makes up 94% of the universe, and that it may still have one beyond its “bubble”, it can open the eyes of those who think they know everything because they learned science, or because they read the Bible with their eyes of cultural blindness and their closed and petty circle of “elect”.
When Jesus heals the blind man, he scares the Pharisees who want the blind man to shut up, science helped a little this abandonment of superstitions and helped to illuminate human intelligence, also put to the test by the virus, in the biblical passage we read in John 9: 7- 9:
And [Jesus after putting clay in his eye] said to him: “Go and wash yourself in the pool of Siloam” (which means: Sent). The blind man went, washed and came back seeing. The neighbors and those who used to see the blind man – because he was a beggar – said: Isn’t he the one who kept begging? Some said: “Yes, it’s him!” Others said: “It is not him, but someone like him”.
However, he said: “It is me!”, And the religious wanted to forbid him to speak.[:]

 

[:pt]Além do universo[:en]Beyond the universe [:]

19 mar

[:pt]Ainda vivemos a crença de espaço e tempo absolutos, as grandes descobertas da física de nosso tempo já provaram a existência da dimensão espaço-temporal e uma quarta dimensão aonde muitos fenômenos físicos se explicam, a física padrão elaborou isto, mas agora pode-se ir além.
Havia uma discrepância entre as medidas de expansão do universo feita com base no fundo de micro-ondas cósmico, o ruído que restou do primeiro Big Bang e a expansão de estrelas vermelhas como a medida recente feita pela em 2001 tinha o número de 72 quilômetros por segundo por MegaParsec (km/seg/Mpc), sendo um parsec equivalente a 3,26 anos-luz de distância.
As estrelas vermelhas são um estágio de evolução dos sóis quando ocorre um evento chamado de glash de hélio, no qual a temperatura sobe cerca de 100 milhões de graus e sua estrutura é rearranjada, o que acaba diminuindo sua luminosidade, mas fiquemos tranquilos levam milhões de anos para acontecer.
As medições iniciais no tempo de Planck eram de 67.4 km/seg/Mpc e recentemente uma equipe da Nasa liderada por Wendy Freedman acertou para 70 km/seg/Mpc o que aparentemente fazia uma média e conciliava entre as duas medidas, mas na prática pareciam dois fenômenos diferentes.
A hipótese de Lucas Lombriser, físico da UNIGE de Genebra, publicada no próximo número da Physics Letters B, mostra o universo não apenas em expansão mas uma bolha dentro de um outro universo de densidade menor, e com certeza revolucionária a Física e mudará nossa cosmovisão.
A ideia assustadora e ao mesmo tempo fascinante que estamos numa bolha dentro de um espaço maior só que om menor densidade “de matéria” (como nós a conhecemos que é chamada bariônica) pode apontar para enigmar novos como os buracos negros e a matéria escura.
Não há cegueira somente na terra plana, no universo copernicano e na cosmovisão de um planeta ainda se rearranjando com suas forças sociais internas, o universo em expansão é muito maior e ponde estar dentro de um “caldo cósmico” que até então era impensado, Lombriser o pensou.
A ideia de multiuniversos foi lançada por Stephen Hawking e agora parece quase real, veja o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=YJBd14IfJw4[:en]We still live the belief of absolute space and time, the great discoveries of the physics of our time have already proved the existence of the space-time dimension and a fourth dimension where many physical phenomena are explained, standard physics elaborated this, but now we can go beyond.
There was a discrepancy between the measures of expansion of the universe made based on the cosmic microwave background, the noise that remained from the first Big Bang and the expansion of red stars as the recent measurement made by in 2001 was 72 kilometers per second per megaparsec (km / sec / Mpc), with a parsec equivalent to 3.26 light years away.
The red stars are a stage of evolution of the suns when an event called helium glash occurs, in which the temperature rises about 100 million degrees and its structure is rearranged, which ends up decreasing its luminosity, but let us be calm take millions of years to happen. Initial measurements at Planck’s time were 67.4 km / sec / Mpc and recently a NASA team led by Wendy Freedman set it to 70 km / sec / Mpc which apparently averaged and reconciled the two measurements, but in practice they seemed two different phenomena.
The hypothesis of Lucas Lombriser, a physicist at UNIGE in Geneva, published in the next issue of Physics Letters B, shows the universe not only expanding but a bubble within another universe of lesser density, and certainly revolutionary Physics and will change our worldview.

The frightening and at the same time fascinating idea that we are in a bubble within a larger space only with the “matter” density (as we know it, which is called baryonic), may point to enigme new ones like black lowest holes and dark matter.

There is no blindness only in the flat earth, in the Copernican universe and in the worldview of a planet still rearranging itself with its internal social forces, the expanding universe is much larger and may be within a “cosmic broth” that until then was unthinkable, Lombriser he thought.

The idea of multiuniverses was launched by Stephen Hawking and now it seems almost real, see the video:

https://www.youtube.com/watch?v=Hq9dQXUCFzk[:]

 

[:pt]O vírus e suas lições[:en]The virus and its lessons[:]

18 mar

[:pt]De repente a sociedade que não podia parar, a “sociedade do cansaço” do ritmo alucinante, dos espetáculos diários, tem que retomar uma visão que já não conhece mais, parar ou ao menos diminuir o ritmo, ficar em casa, conviver com os familiares que são quase estranhos.
O fato é que o universo, a natureza e nela a natureza humana tem suas leis, e estas podem ser além de um Big Bang, podemos estar dentro de uma bolha e cujas leis vem de “fora” dela.
Vi uma hashtag disparar e me surpreendi primeiro, mas depois fui aos poucos entendendo, principalmente jovens usavam #stayfuckatHome como resposta a “StayAtHome, claro não é fácil para quem nunca teve este hábito cultivado, agora ter que enfrentá-lo.
Não consegui com as ferramentas mensurar ambas as hashtags, mas o universo conspira e nos leva a parar e a ficar em casa, pois eventos são cancelados, não há o que fazer na rua, mesmo o comércio dá seus sinais de parada, e é claro que continuam a pensar no lado econômico.
Bom devemos salvar a economia, mesmo que isto signifique uma rápida explosão de um vírus, enfim o universo deu sua lição, não é a economia que vive para o homem, mas o homem que vive para que haja economia, e se ela tem suas próprias leis, que elas não contrariem a natureza e o homem, parece que temos um cheque mate.
As lições para o universo online são duplas, por um lado o presencial retoma um curso que nunca deveria ter saído, o mundo relacional presencial e os círculos fraternais e de outro a necessidade de relações que são públicas ou privadas terem ferramentas online adequadas.
O conflito existe nas duas pontas, nem fazemos as relações presenciais satisfatórias, são fugidias, autoritárias ou o que é pior indiferentes, e nem sabemos como nos comportar no mundo online (o virtual existe antes da internet e do universo digital), e sempre os que criticam usam mal e não compreendem a “lógica” deste universo que pede relações diferentes das presenciais.
Agora temos que marcar reuniões online, usar chats e vídeos e finalmente iremos além da pregação religiosa e ideológica para relações não-presenciais que sejam de fato “relação”, por que virtual vem do latim “virtus” que é parecido a “potencial” quer dizer devemos “cultivar” o virtual para se tornar de fato relação real (virtude vem de virtus), o presencial não garante a “relação”.
A grande lição, haverá muitas outras, é que devemos compartilhar e codividir responsabilidades para superar a crise pandêmica, que já é social e econômica, e depende da atitude de cada um.[:en]Suddenly the society that couldn’t stop, the “tiredness society” of the mind-boggling rhythm, of daily shows, has to resume a vision that you don’t know anymore, stop or at least slow down, stay at home, live with family members that are almost weird.
The fact is that the universe, nature and in it human nature has its laws, and these can be beyond a Big Bang, we can be inside a bubble and whose laws come from “outside” it.
I saw a hashtag go off and was surprised first, but then I gradually understood, mainly young people used #stayfuckatHome in response to “StayAtHome, of course it is not easy for those who never had this cultivated habit, now having to face it.
I was unable to measure both hashtags with the tools, but the universe conspires and makes us stop and stay at home, because events are canceled, there is nothing to do on the street, even the shops give their stop signs, and of course who continue to think on the economic side.
Well we must save the economy, even if it means a rapid explosion of a virus, in short the universe has taught its lesson, it is not the economy that lives for man, but the man who lives for there to be economy, and if it has its own laws, that they do not contradict nature and man, it seems that we have a checkmate.
The lessons for the online universe are twofold, on the one hand, face-to-face resumes a course that should never have left, the face-to-face relational world and fraternal circles and on the other the need for relationships that are public or private to have adequate online tools.
Conflict exists at both ends, nor do we make satisfactory face-to-face relationships, are elusive, authoritarian or worse, indifferent, and we don’t even know how to behave in the online world (the virtual exists before the internet and the digital universe), and always who criticize use it badly and do not understand the “logic” of this universe that asks for relations different from those in person.
Now we have to schedule online meetings, use chats and videos and finally we will go beyond religious and ideological preaching to non-face-to-face relationships that are in fact “relationship”, because virtual comes from the Latin “virtus” which is similar to “potential” either saying we must “cultivate” the virtual to become a real relationship (virtue comes from virtus), the face-to-face does not guarantee the “relationship”.
The great lesson, there will be many others, is that we must share and share responsibilities to overcome the pandemic crisis, which is already social and economic, and depends on the attitude of each one.[:]