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Arquivo para abril, 2020

[:pt]A variação eidética, método e phonesis [:en]The eidetic variation, method and phonesis [:]

30 abr

[:pt]A filosofia que tentava superar Kant, mas ainda estava de algum modo vinculada a sua tradição lógica é chamada de filosofia continental, Frege é um pouco a partir porque parte para o que ficou chamado de filosofia analítica, com sérias consequências até hoje, mas o assunto é profundo.
Assim a hermenêutica desde Scheiermacher a Dilthey é ainda aquele que por uma certa “construção lógica” chegamos a interpretações dos textos de modo “correto” ou “objetivo’.
Paul Ricoeur e Hans Georg Gadamer nos libertarão disto, traçam uma ontologia onde há um reconhecimento do pré-conceito (a forma de escrever é nossa) e a compreensão final podem ter aberturas e “fusões de horizontes” onde o contexto temporal afeta a ontologia do intérprete.
Esta “abertura” é coerente com os modelos da física, onde o observador faz parte daquilo que é observado, e sua visão de mundo interfere diretamente na sua interpretação, assim tem um aspecto temporal que é no fundo o que Heidegger desvela no “Ser e tempo” (1927), porém a descrição do círculo hermenêutico de modo sistemático só aparece em “Verdade e Método” (1960) de Gadamer e “Tempo e Narrativa” (1983) de Ricoeur, termo muito usado atualmente e pouco conhecido.
Antes de entender a fusão de horizontes, usando a subjetividade kantiana, podemos dizer que há uma intersubjetividade, após um texto ser publicado ele deixa de ter a intenção autoral e está sujeito a interpretação e não há uma única leitura “correta”, porém não significa relativismo.
Um texto de impacto provoca as vivências dos leitores, o método de Gadamer para encontrar a verdade é aquela as quais todos poderiam aderir ao diálogo, aceitando a experiência do mundo real, dita pelo autor da seguinte forma:
“A compreensão e interpretação dos textos não é meramente uma preocupação da ciência, mas pertence obviamente, à experiência humana do mundo em geral” (Verdade e Método, 1960).
Isto é o que supera a atitude meramente teórica (até dos que reivindicam a prática e esconde seus métodos) aderindo ao que os gregos chamavam de phronesis (sabedoria prática), e nos dá a possibilidade de convergir, e torna o diálogo profícuo e útil, o contrário é proselitismo.
O processo pelo qual deve passar a vacina do coronavirus além de cumprir um protocolo, deverá através de sucessivas interações com o mundo real, teste em animais, observação de reações até o uso humano passar por sucessivas análises além da experimentação, é um tipo de phonesis.[:en]The philosophy that tried to overcome Kant, but was still somehow linked to its logical tradition, is called continental philosophy, Frege is a bit of a departure because it moves towards what was called analytical philosophy, with serious consequences even today, but the subject it’s deep. Thus, the hermeneutics from Scheiermacher to Dilthey is still the one that, due to a certain “logical construction”, we arrive at interpretations of the texts in a “correct” or “objective” way.
Paul Ricoeur and Hans Georg Gadamer will free us from this, outline an ontology where there is a recognition of the pre-concept (the way of writing is ours) and the final understanding can have openings and “merging horizons” where the temporal context affects the ontology of the interpreter.
This “opening” is coherent with the models of physics, where the observer is part of what is observed, and his worldview directly interferes with his interpretation, so it has a temporal aspect that is what Heidegger reveals in the “Being and time ”(1927), but the description of the hermeneutic circle in a systematic way only appears in Gadamer’s “Truth and Method ”(1960) and Ricoeur’s“ Time and Narrative ”(1983), a term that is widely used and little known.
Before understanding the fusion of horizons, using Kantian subjectivity, we can say that there is an intersubjectivity, after a text is published it ceases to have the authorial intention and is subject to interpretation and there is not a single “correct” reading, however it does not mean relativism.
An impactful text provokes the readers’ experiences, Gadamer’s method of finding the truth is one that everyone could join in the dialogue, accepting the real world experience, said by the author as follows:
“The understanding and interpretation of texts is not merely a concern of science, but it obviously belongs to the human experience of the world in general ” (True and Method, 1960).
This is what goes beyond the merely theoretical attitude (even from those who claim the practice and hide its methods) adhering to what the Greeks called phronesis (practical wisdom), and gives us the possibility to converge, and makes the dialogue useful and useful, the opposite is proselytism.
The process by which the coronavirus vaccine must pass, in addition to complying with a protocol, must through successive interactions with the real world, testing on animals, observing reactions until human use undergoes successive analyzes beyond experimentation, is a type of phonesis .[:]

 

[:pt]Além do idealismo, novas lógicas e pandemia[:en]Beyond idealism, new logic and pandemic[:]

29 abr

[:pt]A simplificação de Kant levou a formulações abstratas tão complicadas que seria impróprio chamá-las de complexas já que ele pretendia a simplificação, porém a tentativa de reduzir 12 categorias e 3 três ideias centrais: a psicológica (alma), a cosmológica (o mundo como totalidade) e a teológica (de Deus).
Isto irá produzir um construto engenhoso, racional mas muito complicado que são os três juízos que ligariam Sujeitos (A) a predicados (B), os juízos: analíticos, sintéticos a priori e a posteriori, a ideia de juízos a priori foi a mais polêmica, porque vê a mente como tendo uma memória nata.
Edmund Husserl e Gottlob Frége que tinham forte formação lógica aritmética se debruçaram sobre este tema kantiano imaginando que a lógica não podia ser reformulada a partir da ação, isto é, não mudamos nossa mente porque nossa maneira de agir se modifica, nisto se baseia todos os que ao verem a mudança na lógica da vida cotidiana provocada pela pandemia, imaginam que a mente e a lógica da vida não mudarão.
O afastamento de Husserl da lógica Matemática para o mundo das experiências, sob forte influência de Franz Brentano que trabalhava a intencionalidade (veja o post anterior o outro eidos), o fez formular um novo mundo das experiências, desde as emoções humanas até a total vida do mundo (Lebenswelt).
Enquanto as Investigações Lógicas datam de 1900 e 1901, a sua ideia de intencionalidade formulada em sua fenomenologia como a volta às coisas mesmas, ou como elas se apresentam a consciência através da redução fenomenológica, o seu epoché, que é o de colocar nossos conceitos e pensamentos entre parênteses, uma discordância clara do cogito cartesiano.
No seu retorno ao eidos grego, promoverá a variação eidética, que pode ser explicada como a partir do epoché fenomenológico (colocar entre parêntesis conceitos) produz uma variação eidética sobre a ideia que tínhamos da coisa (conceitos, pensamentos ou objetos) e ela pode produzir ao final novos “horizontes”, categoria fundamental para o diálogo sobre o novo.
Nosso fenômeno pandêmico produziu um epoché, um novo olhar sobre uma virose mortal, tivemos que produzir uma variação eidética, o que pensamos dessa “gripezinha”, e isto deverá produzir novos “horizontes” sobre os conceitos de como viver o dia a dia: atitudes sanitárias, solidariedade econômica e reformulação total da vida em família: espaços, tempo, alimentação e relações e uso da tecnologia.
Os idealistas continuam a imaginar que tudo voltará a ser como antes, não fizeram o epoché, vivem da “lógica”. [:en]Kant’s simplification led to abstract formulations so complicated that it would be inappropriate to call them complex since he intended the opposite, but the attempt to reduce 12 categories and three central ideas: the psychological (soul), the cosmological (the world as a whole) ) and the theological (of God).
This will produce an ingenious, rational but very complicated construct, which are the three judgments that would link Subject (A) to predicates (B), the judgments: analytical, synthetic a priori and a posteriori, the idea of a priori judgments was the most controversial because it sees the mind as having a natural memory.
Edmund Husserl and Gottlob Frége, who had a strong arithmetical logic formation, looked at this Kantian theme, imagining that logic could not be reformulated based on action, that is, we do not change our mind because our way of acting changes, this is based on all who seeing the change in the logic of everyday life caused by the pandemic, they imagine that the mind does not change.
Husserl’s departure from mathematical logic to the world of experiences, under the strong influence of Franz Brentano who worked on intentionality (see the previous post, the other eidos), made him formulate a new world of experiences, from human emotions to total life of the world (Lebenswelt).
While the Logical Investigations date back to 1900 and 1901, their idea of intentionality formulated in their phenomenology as the return to things themselves, or how they appear to consciousness through phenomenological reduction, their epoché, which is to place our concepts and thoughts in parentheses, a clear disagreement with the Cartesian cogito.
On its return to the Greek eidos, it will promote eidetic variation, which can be explained as from the phenomenological epoché (putting concepts in parentheses) it produces an eidetic variation on the idea we had of the thing (concepts, thoughts or objects) and it can produce in the end new “horizons”, a fundamental category for the dialogue about the new.
Our pandemic phenomenon produced an “colletive” epoché, a new look at a deadly virus, we had to produce an eidetic variation, what we think of this “little flu”, and this should produce new “horizons” about the concepts of how to live the day to day: attitudes health, economic solidarity and total reformulation of family life: spaces, time, food and relationships and the use of technology.
Idealists continue to imagine that everything will be as it was before, they did not do the epoché pandemic.[:]

 

[:pt]Simplificação, idealismo e pandemia[:en]Simplification, idealism and pandemic[:]

28 abr

[:pt]A ideia de que podemos simplificar fenômenos que são complexos parece um bom caminho, mas simplificar o que é por natureza complexo é ignorar o conjunto de fenômenos e interpretações que estão dentro do fenômeno que se deseja analisar, tenha ele a natureza que tiver, e principalmente se for a natureza humana, porque inclui a complexidade social/cultural.
É muito diferente da busca da essência, os pré-socráticos procuraram definir qual era o elemento essencial da natureza: fogo, ar, átomos, números, o Ser, e assim definiram as principais escolas pré-socráticas, ao perceber que se tratava de um fenômeno mais amplo Sócrates, que é lido por Platão divide em dois mundos: o mundo das Ideias e o mundo sensível, porém qualquer leitor atento não dirá que sua escola simplificou, apenas abriu caminho para uma complexidade maior.
O eidos de Platão e do pré-socrático Parmênides é diferente do idealismo moderno, porque nele existe tanto a conceito de forma, por exemplo, uma cadeira seja qual forma for ela tem seu Ser como sendo feita para sentar.
Do eidos grego  vem na etimologia a palavra ideia, hoje duas acepções aceitas, uma que é de um sinônimo de conceito, porém num sentido mais lato é pensado como expressão, tendo como princípio implícito a ideia de intencionalidade (*), e este conceito só foi retomado na filosofia moderna após Franz Brentano e seu aluno Edmund Husserl que aplicou-o a sua fenomenologia.
O idealismo moderno, cuja base fundamental é Kant, embora tenha uma parte comum ao eidos grego, que é a ideia que ao estudar a coisa temos uma projeção do saber sobre ela, reduzindo a ideia que este estudo seria o que caracteriza o objeto de estudo (objetividade), e assim introduz um tipo específico de subjetividade, abstraindo-o do Ser, esta abstração tem em Hegel o ápice.
Kant chegou a pensar que seria possível reduzir todo o pensamento a uns poucos conceitos, seria um grande facilitador para o estudo e para o pensamento, porém seu pensamento resultou numa complexidade ainda maior, e sua simplicidade caiu no dualismo sujeito x objeto, que padecemos.
Toda simplificação leva a algum tipo de subjetivismo ou objetivismo, mesmo em termos religiosos, ao estudar O Fenômeno Humano, Teilhard Chardin declarou que o Homem é a complexificação da natureza, difícil para teólogos e exegetas aceitar, mas lhes faço a pergunta: porque Jesus usou de parábolas para explicar coisas que aparentemente poderiam ser simples ? Porque não eram simples, Aquele que criou o complexo universo é simples só no Amor.
O idealismo é no fundo uma “doutrina” que contém a crença segundo a qual é o pensamento e não o mundo físico que está na origem de todas as coisas, ou seja, o mundo objetivo, o que descobrimos com a pandemia, e a física quântica já sabia e a cosmologia está aprofundando, é que a incerteza é parte do conhecimento, e nos deparamos cada dia com um novo fenômeno.
Afinal um dos pressupostos do idealismo kantiano era a submissão da natureza, ela se rebelou.
Esta é a novidade original que os idealistas não aceitam, e esta novidade nos deveria devolver a humildade, proclamada por todos, mas como idealismo fica presa a dualidade, o erro são os outros, nós sabíamos a verdade, não nem a ciência, nem a fé poderiam imaginar a complexidade do fenômeno que toda humanidade vive, o primeiro passo para enfrentar a pandemia é este: dependo do passo do Outro, e que possamos dar passos juntos, ainda parece difícil.
*Enciclopédia Britânica: Disponível em: https://www.britannica.com/topic/idea , Acesso em: 26/04/2020.[:en]The idea that we can simplify phenomena that are complex seems a good way, but to simplify what is by nature complex is to ignore the set of phenomena and interpretations that are within the phenomenon you want to analyze, whatever the nature.
It is very different from the search for essence, the pre-Socratics sought to define what was the essential element of nature: fire, air, atoms, numbers, the Being, and thus defined the main pre-Socratic schools, when realizing that it was a broader phenomenon Socrates, which is read by Plato divides into two worlds: the world of Ideas and the sensitive world, however any attentive reader will not say that his school has simplified, it only paved the way for greater complexity.
The eidos of Plato and the pre-Socratic Parmenides is different from modern idealism, because in it there is so much the concept of form, for example, a chair whatever form it has its Being as being made to sit.
The Greek eidos from which the etymology of the word idea comes, has two accepted meanings, one that is a synonym for concept, but in a broader sense it is thought of as an expression, with the implicit principle of the idea of intentionality (*), and this concept it was only taken up in modern philosophy by Franz Brentano and later in Husserl’s phenomenology, who was his student.
Modern idealism, whose fundamental basis is Kant, although it has a common part to the Greek eidos, which is the idea that when studying the thing we have a projection of knowledge on it, reducing the idea that this study would be what characterizes the object of study (objectivity), and thus introduces a specific type of subjectivity, abstracting it from Being, this abstraction has in Hegel the apex.
Kant came to think that it would be possible to reduce all thought to a few concepts, it would be a great facilitator for study and thought, but his thinking resulted in an even greater complexity, and his simplicity fell into the subject x object dualism, which we suffer.
Every simplification leads to some kind of subjectivism or objectivism, even in religious terms, when studying The Human Phenomenon, Teilhard Chardin declared that Man is the complexification of nature, difficult for theologians and exegetes to accept, but I ask you the question: why did Jesus use of parables to explain things that apparently could be simple¬, because it isn’t.
Idealism is basically a “doctrine” that contains the belief that it is thought and not the physical world that is at the origin of all things, that is, the objective world, which we discover with the pandemic, and physics quantum already knew and actual cosmology is deepening, is that uncertainty is part of knowledge, and we are faced every day with a new phenomenon.
After all, one of the assumptions of Kantian idealism was the submission of nature, she rebelled.
This is the original novelty that idealists do not accept, and this novelty should give us back the humility, proclaimed by all, but as idealism gets stuck in duality, the error is the others, we knew the truth, not even science, nor faith could imagine the complexity of the phenomenon that all humanity lives, the first step to face the pandemic is this: I depend on the step of the Other, and that we can take steps together, it still seems difficult.

*Encyclopædia Britannica, Available in: https://www.britannica.com/topic/idea , Access in: 04/26/2020.[:]

 

[:pt]A pandemia no Brasil e a esperança mundial[:en]The pandemic in Brazil and a hope[:]

27 abr

[:pt]Iniciamos a semana com um cenário não apenas de sofrimento, ele acontece desde o inicio da pandemia mundial, mas de turbulência política e desinformação sobre a pandemia.

Através de gráficos e números contundentes procuramos mostrar, mesmo para um público leigo e exceto quem é da saúde todos somos um pouco leigos, mostramos a subida da curva e que não dava nem sinais de atenuação (que seria iniciar uma subida menos íngreme) nem de arrefecimento.

A política de informação e intervenção do Ministro da Saúde que saiu era um alento, mas a política atual além de mostrar números frios e “apostar” numa atenuação da curva ainda não há uma clara intervenção na doença, que é tratada como uma fatalidade.

Continuamos defendendo para o Brasil o #LockDown, mas a política é apostar que o pico será em Maio, sem nenhuma análise convincente para isto.

Há sinais na Europa que o pico passou, o líder do Brexit (saída da Inglaterra da comunidade européia), o primeiro-ministro britânico Boris Johnson infectado com o convid-19 agradeceu dois médicos estrangeiros que segundo as próprias palavras dele “salvaram minha vida”.

A pandemia já mudou o modo e a cultura de como pensamos, os líderes e pensadores midiáticos é que não mudam, estão defendendo seu discurso de establishment que rendem palestras caras e a desinformação cultural e social que vivemos, já citei dois pensadores, Edgar Morin que afirmou ao L´Obs que nosso modo de viver “tóxico” está mudando, e Byung Chul Han *no El País) mostrou por que a cultura oriental que é disciplinadora (não confunda-se com a autoritária) favorece o combate a pandemia.

Temos que ter sempre esperança, e a maior que podemos ter nestes tempos de pandemia é aquilo que a humanidade sempre sonhou, uma pátria para todos, o cuidado com a “casa comum” e a reunião dos líderes religiosos: muçulmanos, cristão, drusos e judeus em Jerusalém (foto acima) é sinal que há algo sim em mudança e que a mudança se aprofunde.

 [:en]We started the week with a scenario not only of suffering, it has been happening since the beginning of the world pandemic, but of political turbulence and misinformation about the pandemic.
Through graphics and hard numbers we tried to show, even to a lay audience and except for those who are in health, we are all a little lay, we showed the rise of the curve and that showed no signs of easing (which would be starting a less steep climb) nor of cooling.
The information and intervention policy of the Minister of Health that came out was encouraging, but the current policy, in addition to showing a cold´s numbers and “betting” on an easing of the curve, there is still no clear intervention in the disease, which is treated as a fatality.
We continue to defend #LockDown for Brazil, but the policy is to bet that the peak will be in May, without any convincing analysis for this.
There are signs in Europe that the peak has passed, the leader of Brexit (leaving England from the European community), British Prime Minister Boris Johnson infected with invite-19 thanked two foreign doctors who, in his own words, “saved my life” .
The pandemic has already changed the way and culture of how we think, media leaders and thinkers do not change, they are defending their establishment discourse that yield expensive lectures and the cultural and social misinformation we live in, I have already mentioned two thinkers, Edgar Morin who he told L´Obs that our “toxic” way of life is changing, and Byung Chul Han (in daily El Pais), who showed why the oriental culture that is disciplining (do not confuse with the authoritarian) favors the fight against the pandemic.
We must always have hope, and the greatest thing we can have in these pandemic times is what humanity has always dreamed of, a homeland for all, care for the “common home” and the gathering of religious leaders: Muslims, Christians, Druze and Jews in Jerusalem (photo above) is a sign that there is something changing and that the change deepens.[:]

 

[:pt]O caminho de Emaús: da inteligência ao coração[:en]The road to Emmaus: from intelligence to the heart [:]

24 abr

[:pt]A parte 2 de Como Viver em tempo de crise, é escrita por Patrick Viveret e além de um olhar de admiração pela obra de Morin, o coautor, ele tem um olhar ainda mais generoso sobre a humanidade, apesar da pergunta grave do título do capítulo: O que faremos com a nossa vida?.
Viveret vai ligar a sabedoria ao amor, citando Martin Luther King: “Devemos nos preparar para viver como irmãos e irmãs, ou nos preparar para morrer como imbecis” (p. 55), e a completa com a inteligência emocional “coletiva” (é um diferencial importante) que é não é psicologismo.
O autor afirma “se não tratarmos a relação entre razão e coração, das razões do coração de que falava Pascal, a inteligência puramente mental, a famosa ciência sem consciência que não passa de ´ruína da alma’ como dizia Rebelais, pode construir piores monstruosidades” (pag. 55-56).
Afirmava sobre a crise anterior o que é muito mais próprio para a crise atual: “a humanidade corre o risco de acabar prematuramente com sua própria história, mas também pode aproveitar esse momento crucial para viver um salto qualitativo. “(p. 56)
Não podemos olhar para milhões de mortes e dizer, ainda bem que não foi comigo, ou um pouco mais humanamente, não podemos nem chorar os entes perdidos.
Números desfilam friamente sem que autoridades se toquem, serão provavelmente 3 mil mortos no pico da curva em São Paulo, mas podemos pensar em abrir o comércio aos poucos.

Em Wuhan onde a crise começou esperaram não ter nenhuma morte para abrir, mas aqui pensamos que não há como salvar vidas, dizem o custo econômico pode ser alto, mas quanto custa uma vida ? E a imprudência poderá custar mais ainda.
A crise pode ser pior que imaginamos, ontem alguns pacientes de Wuhan voltaram a dar positivo no teste, penso que não sairemos desta crise se não dermos aquilo que Morin disse e Viveret reafirmou: “Só poderemos chegar a isso se enfrentarmos a questão da barbárie interior” (p. 57), aquilo que Peter Sloterijk usou como metáfora falando de co-imunidade, é agora uma personificação, estamos prontos a ajudar o Outro para proteger a nós mesmos ?
Precisamos produzir riquezas mesmo que isto custe vidas, e antes não era exatamente uma parábola e, no entanto, foi assim que aconteceu na história, mas agora é exatamente uma personificação, (figura de linguagem como parábolas e metonímias) que significa dar ao que era “objeto” o atributo do Ser.
A passagem bíblica que Jesus usa a personificação é o caminho de Emaús, quando caminha a noite inteira aparentemente falando metáforas, e estes só descobrirão a personificação ouvindo o coração que finalmenre lhes despertou a inteligência (Lc 24,31-33): “Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros”, a cegueira fora superada.
Não se trata de uma apologia da religião, apenas pensar que muitas vezes não ouvimos o que nos é dito da maneira mais clara possível, porque a nossa inteligência não está ligada ao coração e vice-versa.[:en]The Part 2 of the book How to Live in a Time of Crisis is written by Patrick Viveret and in addition to a look of admiration for the work of Morin, the co-author, he has an even more generous look at humanity, despite the serious question of the chapter title : What will we do with our life?.
Viveret will link wisdom to love, quoting Martin Luther King: “We must prepare to live as brothers and sisters, or prepare to die as imbeciles” (p. 55), and complete it with “collective” emotional intelligence (it is an important differential) which is not psychologism. The author states “if we do not deal with the relationship between reason and heart, of the reasons of the heart that Pascal spoke of, purely mental intelligence, the famous science without conscience that is nothing more than ‘soul ruin’ as Rebelais said, it can build worse monstrosities ”(Pages 55-56). He said about the previous crisis what is much more appropriate for the current crisis: “humanity is in danger of prematurely ending its own history, but it can also take advantage of this crucial moment to experience a qualitative leap. “(P. 56) We cannot look at millions of deaths and say, thankfully it was not with me, or a little more humanly, we cannot even mourn the lost ones.

Numbers parade coldly without authorities touching each other, there will probably be 3,000 dead at the peak of the curve in São Paulo, but we can think of opening the trade little by little, in Wuhan where the crisis began they hoped there would be no death to open, but here we think that there is no way to save lives, they say the economic cost can be high, but how much does a life cost?

The crisis may be worse than we imagined, yesterday Wuhan’s patients tested positive again, I think we will not come out of this crisis if we do not give what Morin said and Viveret reaffirms: “We can only reach this if we face the issue of inner barbarism ”(P. 57), what Peter Sloterijk used as a metaphor talking about co-immunity, is now an embodiment, are we ready to help the Other to protect ourselves?

We need to produce wealth even if it costs lives, it wasn’t exactly a parable and yet that’s how it happened in history, but now it’s exactly a personification, figure of speech (like parables and metonymies) that is giving to what was “object ” of the Being.
The biblical passage that Jesus uses the personification is the road to Emmaus, when he walks all night apparently asking metaphors, and these will only discover the personification through the heart that awakened their intelligence (Lk 24,31-33): “In this the eyes of disciples opened up and they recognized Jesus. Jesus, however, disappeared in front of them.
Then one said to the other, “Wasn’t our heart burning when he spoke to us on the way, and explained the Scriptures to us?” At that very hour, they got up and returned to Jerusalem where they found the Eleven gathered with the others. ”
This is not an apology for religion, just to think that we often do not hear what is said to us as clearly as possible, but our intelligence is not linked to the heart.[:]

 

[:pt]A subida ao Divino, como viver na crise[:en]The ascent to the Divine, how to live in crisis [:]

23 abr

[:pt]É nestes momentos de crise que se descobre a natureza humana de Deus e a divina do homem, mãos que salvam, que socorrem, que se solidarizam e que apontam caminhos impensados, mas onde estará Deus, o que nos diz esta pandemia com tanta gente morrendo.
Edgar Morin e Patrick Viveret escreveram “Como viver em tempo de Crise”, a tradução brasileira é de 2013 e versão original francesa de 2010, não estão portanto falando desta crise, conhecendo Morin e lendo o livro percebemos que é aquela noite do pensamento que falamos (ver post).
Coerentes com nosso pensamento, ele vai de encontro a ambiguidades, e faz logo de início uma comparação entre Pascal e Descartes: “ Pascal traz o senso de ambiguidade para ele, o ser humano traz em si o melhor e o pior. Descartes não, devemos ser Pascalinos“ (pg. 10) e se permitimos o senso religioso também seres pascais, passar da morte para a vida, e viver na crise.
Há um pensamento profundo em Morin, que já expressou de outras formas, que neste livro é mais surpreendente: “Gostaria de propor, a respeito do período histórico que entramos, uma leitura próxima àquela do Apocalipse, no sentido original da expressão (sic), não de catástrofe, mas de revelação (grifo nosso), de um tempo crítico da humanidade consigo mesma, permitindo-lhe trabalhar o essencial” (pg. 34), acusá-lo de religioso seria ignorância e de sem esperança, má leitura.
Chama o modelo da crise que vivemos de DCD, “desregulação, competição desenfreada, deslocamento*”, em nota explicando este último, é a produção manufatureira deslocada de um país para outro, concentrada na China por exemplo, o caso de equipamentos e máscaras necessários para o combate ao corona vírus.
Este modelo com fundamentos econômicos, é chamado por Karl Polanyi de “sociedade de mercado” e que atualmente é chamado por Joseph Stiglitz de “fundamentalismo mercante” (p. 36), os autores dão o diagnóstico da crise: “formado por esta dupla excesso/mal-estar” (p. 40).
Dão ainda dois diagnósticos essenciais e surpreendentes, dizendo que Bin Laden que era muçulmano citava o Satã do Apocalipse para se referir a Roma, e diz “qual é a grande força dos profetas É precisamente dizer que a questão do desumano nos é interior” (p. 58), “A ideia que o mal são os outros nos impede de tratar a própria barbárie interior” (idem).
Parece que ficamos sem saída, mas a resposta dos autores é precisa: “O provável é aquilo que, em determinado lugar e momento, projeta um observador inteligente, dispondo das melhores informações sobre o passado e presente, para o futuro. O provável, portanto, é que caminhamos para o abismo. E, no entanto, sempre houve o elemento improvável na história humana” (p. 21).
Assim tanto a mudança interior, como alguma intervenção “improvável” acontecem na história.
Todo o capítulo 3 do evangelista João é marcado por uma revelação, que se faz ao caminhar com os homens, e mostra como a realidade divina de Jesus Ressuscitado é contextual e adaptada ao mundo, no entanto “aquele que Deus enviou fala a linguagem de Deus” (Jo 3, 34), e é claro que boa parte do discurso religioso não expressa isto, mas apenas a ambiguidade humana, que existe como afirma Morin, mas só é superada pelo improvável, ao aderir a ela há uma nova mudança.
MORIN, Edgar; Viveret, Patrick. Como viver em tempo de crise. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2013.[:en]It is in these moments of crisis that the human nature of God and the divine nature of man are discovered, hands that save, that help, that show solidarity and that point out unthinkable paths, but where is God, what does this pandemic say with so many people dying .

Edgar Morin and Patrick Viveret wrote “How to live in a time of crisis”, the Brazilian translation is from 2013 and the original French version of 2010, so they are not talking about this crisis, knowing Morin and reading the book we realize that it is that night of thought that we speak (see post).
Consistent with our thinking, he goes against ambiguities, and makes a comparison between Pascal and Descartes right from the start: “Pascal brings a sense of ambiguity to him, the human being brings the best and the worst in himself. Descartes not, we must be Pascalians” (pg. 10) and if we allow the religious sense also Easter beings, to pass from death to life, and to live in crisis.
There is a deep thought in Morin, which he has expressed in other ways, which in this book is more surprising: “I would like to propose, regarding the historical period that we have entered, a reading close to that of the Apocalypse, in the original sense of the expression (sic), not of catastrophe, but of revelation, of a critical time of humanity with itself, allowing it to work the essentials ”(pg. 34), to accuse him of being religious would be ignorance and hopeless, bad reading.
The model of the crisis we live in is called DCD, “deregulation, unrestrained competition, displacement*”, in a note explaining the latter, it is manufacturing production displaced from one country to another, concentrated in China, for example, the case of necessary equipment and masks to fight coronavirus.
This model with economic foundations, is called by Karl Polanyi “market society” and which is currently called by Joseph Stiglitz “merchant fundamentalism” (p. 36), the authors give the diagnosis of the crisis: “formed by this double excess/malaise ”(p. 40).
They also give two essential and surprising diagnoses, saying that bin Laden, who was a Muslim, cited the Satan of the Apocalypse to refer to Rome, and says “what is the great strength of the prophets? It is precisely to say that the question of inhumane is inward” (p 58), “The idea that others are evil prevents us from treating our own inner barbarism” (idem).
The entire chapter 3 of the evangelist John is marked by a revelation, which is made when walking with men, and shows how the divine reality of the Risen Jesus is contextual and adapted to the world, however “the one whom God sent speaks the language of God “(Jo 3, 34), and it is clear that a good part of the religious discourse does not express this, but only conflicts in the human nature.

MORIN, Edgar; Viveret, Patrick. 2013. Como viver em tempo de crise (How to live in times of crisis), Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, Brazil.[:]

 

[:pt]O caminho da subida[:en]The way up [:]

22 abr

[:pt]Tanto para a fé como para a ciência o caminho de subida é contemplar a verdade e como propõe o filósofo da ciência Karl Popper, trilhar o caminho da falseabilidade e a ciência como projeto humano, não é impassível de transformação, por isto surgem diversas teorias.
Porém a arrogância e uso de autoritarismo é incompatível com a fé, a Encíclica Veritas Splendor de João Paulo II, ao lado da afirmação da fé estabelece também na alínea 39: Não só o mundo, mas o homem mesmo foi confiado ao seu próprio cuidado e responsabilidade. Deus deixou-o «entregue à sua própria decisão» (Sir 15, 14), para que procurasse o seu Criador e alcançasse livremente a perfeição Alcançar. significa edificar pessoalmente em si próprio tal perfeição”, não se trata da perfeição platônica, mas exatamente da subida que Teilhard Chardin propõe, é, portanto, um caminho e não um estado, assim há pessoas capazes de atitudes externas, mas sem valores.
O diálogo pode ser estabelecido nestas circunstâncias, e há determinados assuntos, como é o caso da medicina e muitas outras profissões é necessário que a verdade, ou a verificação da falseabilidade como propôs Popper, seja verificada pela ciência.
Um comentário sobre a fé, é interessante que Jesus Ressuscitado que aparece depois da Páscoa, vai assar um peixe, conversar com Tomé que põe em dúvida que estaria vivo, exortar os discípulos, mas não há nele nenhuma demonstração de espetáculos ou de milagres.
O iluminismo pretendeu apresentar sua luz, porém é na “clareira” heideggeriana que a filosofia moderna encontrou um caminho, a retomada ontológica, e só através dela pode-se sair melhor da crise pandêmica, olhar um mundo terreno onde habita o Ser.
Temos que caminhar na luz, mas com a vida do dia a dia e não rejeitar a verdade, porém o caminho da falseabilidade, isto é, propor que alguma asserção é falsa até que prove sua verdade é um caminho seguro para a ciência e a fé não é cega, senão não dá esperança real.[:en]For both faith and science, the way up is to contemplate the truth and as the philosopher of science Karl Popper proposes, treading the path of falsifiability and science as a human project, is not impassive of transformation, that is why several theories arise.
However, the arrogance and use of authoritarianism is incompatible with faith, the Encyclical Veritas Splendor of John Paul II, next to the affirmation of faith also establishes in paragraph 39: “Not only the world, but man himself was entrusted to his own care and responsibility. God left him “left to his own decision” (Sir 15, 14), so that he could seek his Creator and freely reach the perfection Achieve. it means personally building up such perfection ”, it is not a matter of Platonic perfection.
But rather the rise that Teilhard Chardin proposes, it is, therefore, a path and not a state, so there are people capable of external attitudes, but without values. Dialogue can be established in these circumstances, and there are certain issues, such as medicine and many other professions, that the truth, or the verification of falsifiability as proposed by Popper, must be verified by science.
A comment on the faith, it is interesting that the Risen Jesus who appears after Easter, goes to bake a fish, talk to Thomas who doubts that he would be alive, exhort the disciples, but there is no demonstration of spectacles or miracles in him.
The Enlightenment intended to present its light, but it is in the Heideggerian “clearing” that modern philosophy found a way, the ontological resumption, and only through it can one better get out of the pandemic crisis, look at an earthly world where the Being lives.
We have to walk in the light, but with everyday life and not reject the truth, but the path of falsifiability, that is, proposing that some assertion is false until it proves its truth is a safe path for science and faith it is not blind, otherwise it gives no real hope.[:]

 

[:pt]O que é o meio divino[:en]What is the divine medium[:]

21 abr

[:pt]Em tempos de crise profetas, oráculos, “sábios” de Platão e todo tipo de falsa sabedoria vem a tona, como é importante e muitos buscam um sinal “divino”, vale a questão o que é o meio “divino” para os que não creem e para os que buscam na fé um motivo para ter esperança.

Para quem crê, cabe bem a passagem de João 3:13-1: “Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.

As “coisas da terra” assim não estão então tão distantes, afirma a leitura ninguém subiu ao céu, exceto aquele que desceu, o Jesus filho de Deus e aos que não acreditam o Jesus terreno, homem histórico, que depois foi levantado numa cruz, para finalmente re-aparecer ressuscitado.

Voltemos a terra, explicando justamente o Meio Divino (Chardin, s/d), Chardin que escreveu: “no seu esforço em direção à vida mística, os Homens cederam muitas vezes à ilusão de oporem brutalmente o espírito e a carne, o corpo e a alma, como se tratasse do Bem e do Mal. Apesar de certas expressões correntse, esta tendência maniqueísta nunca foi aprovada pela igreja… “ (p. 117).

Assim entender a complexificação da vida humana, a concentração em grandes centros urbanos, a agitação, o excesso de ruído e principalmente a visão meramente econômica da vida levaram ao pensamento “natural” do idealismo, da visão puramente econômica e da onipotência do estado.

Assim olhai as coisas do alto, não significa “sair do mundo”, ainda que haja ordens puramente contemplativas e sejam sérias, ao falar da Cruz, Chardin mostra que “todo homem persuadido de que perante a imensa agitação humana [escreve isto na década de 30 já o dissemos] abre caminho em direção a uma saída, e que este caminho é subir” (p. 113), o destaque é do autor.

Aponta este caminho de subir, a escolha de princípios fundamentais, neste caso é a vida, e estão entre corajosos que triunfarão afirma o autor, e os zombadores que fracassam, pois não se elevam nem mesmo na vida concreta.

Assim o autor afirmará a realidade do Cristo histórico, que nos mostra como uma vida “no mundo” pode ser uma subida mística e concreta, “a apaixonante e insondável realidade do Cristo histórico” da qual tiramos muitos exemplos, e assim é a vida humana de um Ser Divino.

Assim, em tempos de pandemia, não só o gesto de se prevenir usando as condições de higiene, como os gestos sociais de auxílio aos que não tem emprego e aos idosos e familiares de contaminados pelo covid-19, assim como ajuda na família são exemplos de vida divina concreta.

E meio nesta noite de crise deixam sua lição de Amor mais profunda, dar sua Vida pelos homens.[:en]In times of crisis, prophets, oracles, Plato’s “sages” and all kinds of false wisdom come to the fore, as it is important and many seek a “divine” sign, the question is what is the “divine” medium for those who do not believe and for those who seek in faith a reason to hope.

For those who believe, the passage of John 3: 13-1 fits well: “If you do not believe, when I speak to you of the things of the earth, how will you believe if I speak to you of the things of heaven? And no one went up to heaven, except the one who came down from heaven, the Son of Man. Just as Moses raised the serpent in the desert, so it is necessary for the Son of Man to be raised, so that all who believe in him may have eternal life ”.

The “things of the earth” are not so far away, says the reading, no one went up to heaven, except the one who descended, the Jesus son of God and those who do not believe the earthly Jesus, a historical man, who was later raised on a cross, to finally reappear resurrected.

Let us return to earth, explaining precisely the Divine Environment (Chardin, s / d), who wrote: “in their effort towards mystical life, men often yielded to the illusion of brutally opposing the spirit and the flesh, the body and the soul, as if it were good and evil. Despite certain current expressions, this Manichaean tendency was never approved by the church … “(p. 117).

Thus, understanding the complexification of human life, concentration in large urban centers, agitation, excessive noise and mainly the purely economic view of life led to the “natural” thinking of idealism, the purely economic view and the omnipotence of the state.

So look at things from above, it does not mean “to leave the world”, even though there are purely contemplative orders and they are serious, when speaking of the Cross, Chardin shows that “every man persuaded that in the face of immense human agitation [writes this in the decade of 30 we have already said it] opens the way towards an exit, and that this path is to go up ”(p. 113), the emphasis is the author’s.

It points to this path of climbing, the choice of fundamental principles, in this case it is life, and they are among the brave who will triumph, says the author, and the scoffers who fail, because they did not climb and they do not rise.

Thus the author will affirm the reality of the historical Christ, which shows us how a life “in the world” can be a mystical and concrete ascent, “the passionate and unfathomable reality of the historical Christ” from which we draw many examples, and so is human life of a Divine Being.

Thus, in times of pandemic, not only the gesture of preventing oneself by using hygiene conditions, but also social gestures to help those who have no job and to the elderly and family members infected by covid-19, as well as help in the family are examples. of concrete divine life.And halfway through this night of crisis they leave their lesson of Love deeper, to give their Life for men.

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[:pt]Pandemia pode se agravar no Brasil[:en]Pandemic could worsen in Brazil [:]

20 abr

[:pt]Os dados deste último domingo, ainda sobre forte influencia da política anterior dá um aumento de 101% no número de mortes, porém deve lembrar a defasagem entre a coleta e a amostragem (por isto há influência da política anterior), que “na hora que o exame é colocado na linha do tempo, ele precisa ser colocado na data que foi coletado” (Paulo Lotufo, USP), e isto significa uma defasagem de 10 a 15 dias, além do fato da infecção levar até 14 dias para se manifestar.
Assim, a política atual, que mesmo que dita de modo pouco claro, é de não usar o isolamento social, o fato de fazer testes em massa (precisa ver se haverá testes suficientes) significa ver o quanto a sociedade como um todo está sendo infectada, ganhando “imunidade” (isto ainda não é provado cientificamente) e qual o “comportamento do vírus” no nosso ambiente, estamos no final de outono e início de inverno e as condições sanitárias do país são precárias.
A capacidade de resposta do sistema de saúde está se esgotando, e a curva que vemos acima ainda indica estar longe de um patamar (o número de mortes não é projeção, é real), e se observa ainda uma subida e sem um platô a vista, o pico dizem a maioria dos especialistas, está por vir.
Defendíamos o #LockDown, se vier agora será um pouco tardio, e aparentemente o clima político não é favorável, o governo central é contra (curiosamente há quem defenda a intervenção militar, mas política e não sanitária) e a sociedade se sente apreensiva e insegura com o que pode ocorrer.
Se houver um agravamento, não é o que desejamos pois isto implica em vidas, a capacidade de resposta vai ficando reduzida, entramos com medidas preventivas no início da pandemia, porém não demos consequências a ela, e não podemos afrouxar antes do tempo, será um colapso.
Qualquer pessoa sincera e humanista deseja o melhor, deseja que tudo dê certo, porém o risco de abrir o comércio, quando o número de mortes é ainda muito alto é enorme, pouco prudente.
Não podemos pagar para ver, o custo será alto de vidas e muito mais ainda econômico.
É reconfortante ver que em muitos países que tomaram medidas duras, o afrouxamento já pode começar a acontecer, não esqueçam que diante da crise tomaram medidas duras.[:en]This last Sunday’s data, still under strong influence from the previous policy, gives an increase of 101% in the number of deaths, however you should remember (for this reason we said influence of the previous policy), that “at the time the exam is placed on the timeline , it needs to be placed on the date it was collected ”(Dr. Paulo Lotufo, USP), and this means a delay of 10 to 15 days, in addition to the infection taking more than 5 days to manifest.
Thus, the current policy, which even if dictated in an unclear way, is not to use social isolation, the fact of doing mass tests (it needs to see if there will be enough tests) means to see how much the society as a whole is being infected , gaining “immunity” (this has not yet been scientifically proven) and what “virus behavior” is in our environment, early winter and poor sanitary conditions. The health system’s responsiveness is running out, and the curve we see above still indicates far from a plateau (the number of deaths is not a projection, it is real), and still indicates a rise and there is no plateau in sight, the peak most experts say, is yet to come.
We defended #LockDown, if it comes now it will be a little late, and apparently the political climate is not favorable, the central government is against it (curiously there are those who defend military intervention, but political and not sanitary) and society feels apprehensive and insecure what can happen.
If there is an aggravation, it is not what we want because it implies lives, the response capacity is reduced, we started with preventive measures at the beginning of the pandemic, but we do not owe consequences to it, and we cannot loosen ahead of time, it will be a collapse.
Any sincere and humanistic person wants the best, wants everything to work out, but the risk of opening trade, when the number of deaths is still very high, is enormous, not very prudent.
We cannot pay to see, the cost will be high for lives and much more even economical.
It is comforting to see that in many countries that have taken tough measures, loosening can already begin to happen, do not forget that in the face of the crisis they have taken tough measures.[:]

 

[:pt]A face do Outro na Pandemia[:en]The pandemic and the Other[:]

17 abr

[:pt]Embora o chamado isolamento horizontal tenha recebido o nome (no caso brasileiro) de “isolamento social”, um nome que seria mais próprio e menos agressivo seria o recolhimento familiar, em outros países também chamado de confinamento, como na França.
O reconhecimento do Outro nos familiares leva também a uma melhoria no relacionamento social, exceto os casos de famílias onde a relação familiar já se encontrava em situação de conflito extremo, a tendência será a de praticar atos de solidariedade e tolerância.
Isto é necessário para um bom convívio social, e para encontrar o rosto do Outro, que não é o mesmo, termo muito difundido na filosofia, Paul Ricoeur, Emmanuel Lévinas, Habermas, Agamben e Byung Chul Han, certamente esqueço vários já que o tema é presente na filosofia atual.
O instinto de auto defesa, que deve estar aliado a uma mudança do comportamento social, pode fazer do vírus um catalisador de uma mudança cultural, a do pensamento está em curso e a religiosa depende essencialmente daquilo que pensam aqueles que proclamam a fé e que deveriam sair da sacralidade de seus pensamentos para a substancialidade do mundo.
Teremos que socorrer pessoas para poder socorrer empresas, o trabalho e a própria educação, em todo mundo ferramentas de EaD (Educação a Distância), vídeo conferencias e os chats, que partindo das famílias podem ser reeducados, estão sendo largamente utilizados, o Brasil teve uma reunião inédita do Supremo Tribunal Federal por Skype, reuniões de condomínio, etc.
Alguns países como a Dinamarca e a Finlândia já anunciam a reabertura de escolas primárias, mas com alguns pais tendo restrição e medo de enviar os filhos, os adultos poderão se virar com formas de educação a distância, ao menos por enquanto.
Como será a reeducação religiosa com templos fechados, um pastor tocava sax para seus fiéis, outro colocou fotos dos paroquianos em sua celebração, mas um passo ainda maior precisa ser dado para que apareça a fé além da solidariedade social (muitas campanhas de alimentos para os mais pobres) que é o ato de misericórdia, o único capaz de fazer enxergar o rosto do Outro sem preconceitos e “exclusão social” daqueles que tem uma visão diferente da religião.[:en]Although the so-called horizontal isolation received the name (in the Brazilian case) of “social isolation”, a name that would be more proper and less aggressive would be families retreat, in other countries also called confinement, as in France.

The recognition of the Other in the family also leads to an improvement in the social relationship, except in cases of families where the family relationship was already in a situation of extreme conflict, the tendency will be to practice acts of solidarity and tolerance.

This is necessary for a good social interaction, and to find the face of the Other, which is not the same, a term widely used in philosophy, Paul Ricoeur, Emmanuel Lévinas, Habermas, Agamben and Byung Chul Han, I certainly forget several since the theme it is present in current philosophy. The self-defense instinct, which must be coupled with a change in social behavior, can make the virus a catalyst for cultural change, that of thought is ongoing and the religious one essentially depends on what those who proclaim the faith think and who should to move from the sacredness of your thoughts to the substantiality of the world.

We will have to help people in order to help companies, work and education itself, worldwide EaD (Distance Education) tools, video conferences and chats, which from families can be re-educated, are being widely used, Brazil had an unprecedented meeting of the Federal Supreme Court by Skype, condominium meetings, etc.

Some countries like Denmark and Finland are already announcing the reopening of primary schools, but with some parents having restraint and fear of sending their children, adults will be able to cope with forms of distance education, at least for now.

As will be the religious re-education with closed temples, one pastor played sax for his faithful, another one put photos of the parishioners in his celebration, but an even bigger step needs to be taken for faith to appear beyond social solidarity (many food campaigns for the poorest) which is the act of mercy, the only one capable of showing the face of the Other without prejudice and “social isolation” from those who have a new different view of religion.

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