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27 « maio « 2020 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
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Arquivo para maio 27th, 2020

[:pt]O que é espírito e transcendência hegelianos[:en]What is Hegelians spirit and transcendence[:]

27 maio

[:pt]Já fizemos vários posts para explicar que a transcendência de Kant nada mais é que a separação de sujeitos e objetos, porém Hegel completa e sistematiza toda esta filosofia em Fenomenologia do Espírito, obra que influenciou profundamente as filosofias do direito, da história, da estética e da religião, o próprio Marx e muitas correntes que daí derivam, não escaparam disto.

Também já fizemos posts sobre a questão da consciência histórica de Gadamer, crítica as ideias principalmente de Dilthey sobre a história, agora analisemos o “espírito” em Hegel.

Primeiro como o nome diz é uma fenomenologia, portanto não um conjunto de fatos ou mesmo de realidades tangíveis, mas um conjunto de fenômenos colocados sob um certo esquema  (veja ao lado).

Hegel entende a história, a arte, a religião e a própria filosofia como fenômeno objetivo, e como  tal (ou seja, um objeto) está direcionado ao espírito para um autoconhecimento.

Sua capacidade de síntese, fará que sua história da filosofia, com esquemas e elementos específicos sobre a transcendência e a metafísica na filosofia, deem força ao seu pensamento, e a Fenomenologia do Espírito é central para este esquema.

Para entender o que ele pensava como fenômeno, é preciso entender o que ele chama de “consciência natural” que era o que abria caminho para o conhecimento filosófico, e é por ela que vai fazer uma leitura da história da filosofia e assim elaborar o que é conhecimento.

Só para fazer um contraponto, por isso Husserl vai dizer ao contrário, que só existe consciência de “algo”, enquanto Hegel constrói esta categoria como sendo “natural” e nela está a objetividade.

Mas o “natural” de Hegel não é só natural e sim histórico, portanto, sua introdução a um sistema de filosofia, é construído no percurso histórico do pensamento, parece “natural”, mas é sua ideia de filosofia da história.

O que está escondido por trás deste esquema é o que Nietzsche vai chamar de genealogia da moral, mas depois surgiram outras genealogias a viragem linguística a partir de Wittgenstein por exemplo, vai ver os objetos na sua relação com os outros: “também não podemos pensar em nenhum objeto fora da possibilidade de sua ligação com outros” (Wittgenstein, Tractatus, 2.0121).

Para entender o que é Espírito em Hegel, e que influencia profundamente as concepções de artes, história e religião de hoje, são as formas correlacionadas a uma ideia de subjetividade absoluta, portanto “fora” do objeto, e relacionada a ela por um tipo especial de lógica essencial que leve ao conhecimento da realidade, por isto não é um realismo fenomenológico como vê Husserl, está separado da existência na “ontologia” de Hegel (ramo superior do esquema acima).

O espiritual e transcendente em Hegel é “o mais interior, do qual toda a construção do mundo espiritual ascende”, era aquilo que Marx chamava do “céu para a terra” e que ele (Marx) a inverteria, construindo assim uma história da filosofia, e dizia que se tratava de “colocar em ação” a filosofia, porém, a separação de sujeito e objeto permanecerá, assim espiritual é um tipo de Espírito Absoluto da Religião (veja também no esquema).

 

 

 [:en]We have already made several posts to explain that Kant’s transcendence is nothing more than the separation of subjects and objects, but Hegel completes and systematizes this whole philosophy in Phenomenology of the Spirit, a work that deeply influenced the philosophies of law, history, aesthetics and of religion, Marx himself and many currents that flow from it have not escaped this.

We have also made posts on the question of Gadamer’s historical conscience, criticizing Dilthey’s main ideas about history, now let’s analyze the “spirit” in Hegel.

First, as the name says, it is a phenomenology, therefore not a set of facts or even tangible realities, but a set of phenomena placed under a certain scheme.

Hegel understands history, art, religion and philosophy itself as an objective phenomenon, and as such (this is an object) is directed to the spirit for self-knowledge.

His capacity for synthesis will make his history of philosophy, with specific schemes and elements about transcendence and metaphysics in philosophy, give strength to his thinking, and the Phenomenology of the Spirit is central to his scheme.

To understand what he thought as a phenomenon, it is necessary to understand what he calls “natural conscience” which was what opened the way for philosophical knowledge, and it is through it that he will make a reading of the history of philosophy and thus elaborate what it is knowledge.

Just to make a counterpoint, Husserl will say instead that there is only awareness of “something”, while Hegel constructs this category as being “natural” and there is objectivity.

But Hegel’s “natural” is not only natural, but historical, therefore, its introduction to a system of philosophy, is built on the historical path of thought, it seems “natural” but it is not, its is philosophy of history.

What is hidden behind this scheme is what Nietzsche will call the genealogy of morals, but then other genealogies arose, the linguistic turn from Wittgenstein for example, he will see objects in relation to others: “we cannot think of no object outside the possibility of its connection with others” (Wittgenstein, Tractatus, 2.0121).

To understand what is Spirit in Hegel, and which profoundly influences the conceptions of arts, history and religion today, the forms are correlated to an idea of ​​absolute subjectivity, therefore “outside” the object, and related to it by a special type of essential logic that leads to the knowledge of reality, therefore it is not a phenomenological realism as Husserl sees it.

The spiritual and transcendent in Hegel is “the most interior, from which the whole construction of the spiritual world ascends”, it was what Marx called “heaven for earth” and that he (Marx) reversed, however, the separation of subject and object remains, so spiritual is a type of Absolute Spirit of Religion (see diagram).

 

 [:]