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julho « 2020 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
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Arquivo para julho, 2020

[:pt]Não há cidadania sã sem areté[:en]There is no healthy citizenship without areté[:]

31 jul

[:pt]A construção da sabedoria (episteme) e da virtude (o areté grego) no combate a doxa (mera opinião da verdade relativa) e aos sofistas, que apesar de sábios estavam corrompidos pelo gosto do poder, pelas paixões e pelos instintos, fizeram Sócrates, que o conhecemos a partir dos diálogos de Platão, e do próprio Platão construir um modelo novo de cidadania que precisava de educar, sair da Caverna para a luz e de organizar o conhecimento para o verdadeiro Bem.

É fato que o sentido de excelência foi adotado por autoridades do Estado, porém a sua origem etimológica continua válida e defendê-la é sim defender o bem, senão caímos no relativismo sofista, qualquer verdade e qualquer argumentação é válida, a maiêutica socrática é ainda válida e perguntar é dialogar.

Martha Nussbaum, uma das mais renomadas filósofas atuais na antiguidade clássica, apontou em seu livro A fragilidade do Bem: “… a indolência, o erro e a cegueira ética causam inúmeras tragédias”, são aspectos relevantes que os democratas devem lembrar para a defesa da democracia e o risco de que os sofistas modernos tomem o poder e manipulem as opiniões, não se tratam apenas de fake-news, posições equivocadas e autoritárias, é preciso defender valores de verdadeira cidadania, a areté (na figura, a escultura em Éfeso).

Já explicamos o sentido bíblico da rede, da pescaria e o lançar as redes, em outra passagem após retornar do mar da Galiléia Jesus e os discípulos se encontram com a multidão, e sendo o lugar deserto os apóstolos pensam em dispensar a multidão por falta de alimento, mas Jesus diz para ver o que havia de alimento e faz o conhecido milagre da multiplicação dos pães e peixes, a partir de 5 pães e 2 peixes.

É claro que a virtude cristã está além da proposta pelos gregos, estende-se a moral pessoal e a compreensão da misericórdia, porém não exclui a aretê cidadã e de domínio dos instintos e das paixões, nos dias atuais tão afloradas e atingindo mesmo os religiosos, má leitura da multiplicação dos pães e peixes que está mais relacionada a aretê cristã que a polis, pois estavam “num lugar deserto” (Mt 14,15), isto é, uma espécie de “retiro”.

A virtude da compaixão é necessária para a distribuição dos bens, o processo de concentração de riqueza se acelerou com a pandemia, sem recolher os poucos pães e peixes que restam de uma economia em crise para socorrer milhares que estão famintos, sem emprego e muitos sem esperança, esse deverá será a verdadeira nova normalidade se quisermos dias melhores, só se houver dias melhores para todos sem esquecer os milhões que perderam empregos, esperança e familiares nesta pandemia.[:en]The construction of wisdom and virtue (the Greek arete) in the fight against doxa (mere opinion of the relative truth) and the sophists, who despite being wise were corrupted by the taste of power, passions and instincts, made Socrates, who we know him from Plato’s dialogues, and Plato himself to build a new model of citizenship that needed to educate, to leave the Cave for the light and to organize knowledge for the true Good.

 It is a fact that the sense of excellence was adopted by state authorities, but its etymological origin remains valid and to defend it is to defend the good, otherwise we fall into sophist relativism, any truth and any argument is valid, the Socratic maieutics is still valid and to ask is to dialogue.

Martha Nussbaum, one of the most renowned philosophers today in classical antiquity, pointed out in her book The Fragility of Goodness: “… indolence, error and ethical blindness cause countless tragedies”, are relevant aspects that Democrats must remember for the defense of democracy and the risk that modern sophists will seize power and manipulate opinions, these are not just fake news, mistaken and authoritarian positions, it is necessary to defend the values ​​of true citizenship, areté (in picture sculpture in Ephesus).

We have already explained the biblical meaning of the net, the fishing and the casting of the nets, in another passage after returning from the Sea of ​​Galilee Jesus and the disciples meet the crowd, and since the place is deserted, the apostles think of dismissing the crowd for lack of food, but Jesus says to see what was food and makes the well-known miracle of the multiplication of bread and fish, from 5 loaves and 2 fish.

 It is clear that Christian virtue is beyond the proposal of the Greeks, it extends personal morality and the understanding of mercy, but it does not exclude the citizen arete and dominion of instincts and passions, nowadays so flourishing and reaching even the religious , poor reading of the multiplication of bread and fish that is more related to Christian arete than polis, as they were “in a deserted place” (Mt 14,15), that is, a kind of “retreat” of the polis.

The virtue of compassion is necessary for the distribution of goods, the process of concentration of wealth has accelerated with the pandemic, without collecting the few loaves and fish left of an economy in crisis to help thousands who are hungry, jobless and many without hope, this should be the real new normal if we want better days, only if there are better days for everyone without forgetting the millions who lost jobs, hope and family in this pandemic.

 

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[:pt]Areté. virtude e ética do Estado[:en]Areté. virtue and ethics of the State[:]

30 jul

[:pt]A ética da antiguidade clássica tinha assim duas bases a aretê, a virtude (entendida como formação cidadã mas com valores morais) enquanto a ética dos sofistas que fez a democracia grega entrar em crise defendia uma verdade relativa e o homem entregue as suas paixões e instintos.              

No início do período romano estas duas correntes reaparecem com os neoplatônicos, epicuristas e estóicos de um lado defendendo uma moral ascética e de outro lado pensadores como Cicero e Lucrécio, que vão um conjunto de leis e direitos no período do império romano, do qual o direito moderno tem forte influência, é o que demos o nome de ética do Estado, para diferenciar ao conceito de ética da cidade-estado de Platão e Aristóteles que defendiam também as virtudes, a aretê grega.

Embora não se possa fazer uma clara alusão aos sofistas no período do império romano, seus pensadores são legisladores, os neoplatônicos são correntes fora do poder e se refugiam em pensadores cristãos e muçulmanos, como Santo Agostinho, Alfarabi e alguns pensadores estoicos que trariam influências no poder romano, como Sêneca que foi preceptor de Nero, embora defendam a virtude não defendiam uma moral ascética.

As influências epistêmicas surgem neste período, tais como a querela dos universais de Boécio e mais tarde Abelardo, Duns Scotto e Tomás de Aquino, vão retomar questões sobre o ser e a essência, a existência de Universais (o que chamamos de conceito) ou apenas de particulares.

No tratado sobre as virtudes Tomás de Aquino fez a diferença entre virtudes morais e intelectuais, considerando que o santo filósofo fez uma revisão da ética aristotélica, incorporando valores cristãos, enquanto as virtudes morais aperfeiçoam os aspectos especulativos e práticos, as virtudes morais vão aperfeiçoar as potencias apetitivas, nome dado as paixões e instintos cuja discussão vem desde o período dos sofistas.

A moral idealista vai seguir a máxima kantiana: “age de tal forma que possa se tornar uma lei universal”, enquanto cria o sujeito transcendental fora de qualquer característica religiosa, ele possui uma capacidade cognitiva subjetiva tendo: a razão, o entendimento (das categorias) e a sensibilidade (formas puras de intuição, espaço e tempo), a partir desta moral que Hegel vai elaborar a moral do Estado.

Na linha da moral Kantiana, Hegel vai elaborar a eticidade, elaborada sobre a questão da “autodeterminação da vontade”, não mais na subjetividade ou no transcendental, e sim o desdobramento objetivo das vontades livres, assim é o Estado é o regulador das vontades livres, e eticidade é uma qualidade da ética, que fica no campo privado, e que a qual o Estado através de suas leis pode torna-la objetiva, assim as qualidades morais interiores e as virtudes valem apenas para estes aspectos e segundo as determinações do estado que pode interferir na vida subjetiva.

O relativismo moral e da verdade que surge a partir de um direito objetivo e de uma eticidade elaborada segundo leis do direito e estas ligadas aos interesses do Estado.[:en]The ethics of classical antiquity thus had two bases to aretê, virtue (understood as citizen formation but with moral values) while the ethics of the sophists who made Greek democracy go into crisis defended a relative truth and man gave up his passions and instincts .

At the beginning of the Roman period, these two currents reappear with the Neoplatonists, Epicureans and Stoics, on the one hand, defending an ascetic morality and, on the other, thinkers such as Cicero and Lucrécio, who included a set of laws and rights in the period of the Roman Empire, of which the modern law has a strong influence, it is what we call the State ethics, to differentiate the concept of ethics from the city-state of Plato and Aristotle who also defended the virtues, the Greek arete.

Although it is not possible to make a clear allusion to the sophists in the period of the Roman empire, their thinkers are legislators, the Neoplatonists are current out of power and take refuge in Christian and Muslim thinkers, such as Saint Augustine, Alfarabi and some Stoic thinkers who would bring influences in the Roman power, like Seneca who was Nero’s tutor, although they defended virtue did not defend an ascetic morality.

Epistemic influences emerge in this period, such as the quarrel with the universals of Boécio and later Abelardo, Duns Scotto and Tomás de Aquino, will resume questions about being and essence, the existence of Universals (what we call the concept) or just private individuals.

In the treatise on virtues Tomás de Aquino made the difference between moral and intellectual virtues, considering that the holy philosopher made a review of Aristotelian ethics, incorporating Christian values, while the moral virtues perfect the speculative and practical aspects, the moral virtues will improve the appetite potentials, name given to the passions and instincts whose discussion comes from the period of the sophists.

Idealistic morality will follow the Kantian maxim: “act in such a way that it can become a universal law”, while creating the transcendental subject outside any religious characteristic, he has a subjective cognitive capacity having: reason, understanding (of the categories ) and sensitivity (pure forms of intuition, space and time), based on this morality that Hegel will elaborate the morality of the State.

In line with Kantian morality, Hegel will elaborate ethics, elaborated on the question of “self-determination of the will”, no longer in subjectivity or in the transcendental, but in the objective unfolding of free wills, that is how the State is the regulator of free wills , and ethics is a quality of ethics, which remains in the private field, and which the State through its laws can make it objective, so the inner moral qualities and virtues are valid only for these aspects and according to the state’s determinations that can interfere in subjective life.

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[:pt]Sofistas modernos e a sabedoria prática[:en]Modern sophistry and practical wisdom[:]

29 jul

[:pt]Os sofistas acreditavam na educação e no bom, porém o bom era relativo e um código de ética impediria atingir o que satisfaz os instintos e paixões humanas, enquanto que Sócrates vai elaborar a felicidade como um conjunto de virtudes (em grego aretê, que significa ao mesmo tempo excelência moral e política, hoje em campos opostos), e seu método a ironia e a maiêutica.

Os sofistas modernos podem ser vistos em três correntes, os céticos que não acreditam em verdade e pensam a felicidade como bula de remédio (a ética são apenas contra-indicações), os pragmáticos que recuperam o sentido original do “bom” para sofistas sem virtudes, e os retóricos, também a moda dos sofistas originais, numa boa oratória dizer o óbvio (e esconder os problemas e a doxa, mera opinião).

Já explicamos em outro post, que ironia não tem o sentido de hoje próximo ao ceticismo, são exatamente opostos na origem grega, vem da palavra grega eirein que significa perguntar, assim por sucessivas perguntas em uma discussão Sócrates levava seu oponente a contradições, a segunda parte de seu método é a maiêutica que é a arte de parir, então o que no fundo o método socrático queria pela ironia era levar o oponente ao perceber seus pré-conceitos obter a capacidade de refletir, e assim de parir ideias próprias que o conduzissem a verdade.

Mas retornemos a felicidade que os sofistas assim como a verdade diziam não ter formulas, mas apenas maneiras de satisfazer suas paixões instintos, assim a ideia da virtude política e ética ao mesmo tempo pretendida por Sócrates era também ilusória já que era natural a paixão destinada ao poder e a posse de seus benefícios instintivos.

Platão como discípulo de Sócrates, na verdade o que se sabe de Sócrates está em Platão vai refutar o sofista Protágoras, e o diálogo vai se dar em torno da virtude se ela é ensinável ou não, e isto foi ponto fundamental para o nascimento da escola Platônica, segundo historiadores aproximadamente entre 384-383 a.C., localizados em jardins nos subúrbios de Atenas (na foto um mosaico de Pompéia, agora no Museu Arqueológico de Nápoles) .

O objetivo era educar os homens para serem cidadãos e assim combater a decadência da democracia grega provocada pela escola dos sofistas, da mera opinião e da verdade relativa, por baseia-se naquilo que vai do sensível ao inteligível, a dialética da escola platônica baseia-se nisto, onde vai ser essencial a superação da doxa, a mera opinião e a construção da epistéme, o conhecimento organizado construído em verdades universais.

A evolução dos diálogos, principalmente na República de Platão, mostra a evolução dialética (não é nem poderia ser a hegeliana por razões históricas) dos termos da episteme até se constituir em uma estrutura ética que leva a formulação de leis, porém a ética como conhecemos hoje vem da escola de um dos alunos de Platão, Aristóteles que elaborou “A ética a Nicómaco” uma concepção teleológica e eudaimonista (Eudaimonia era a felicidade para os gregos antigos), em torno de uma racionalidade prática, o que os gregos chamavam de phronesis (Frônese em português) um dos elementos da ética.

Aristóteles elabora então a sabedoria como uma virtude do pensamento prático, ou apenas sabedoria prática, o objetivo é descrever os fenômenos da ação humana através do exame dialético das opiniões, resíduo do método socrático, mas para descobrir neles princípios imutáveis, assim é possível superar a doxa e chegar ao conhecimento a episteme, pode-se descrever esta dialética como conhecer-entender-conhecer.

Mais tarde Aristóteles. um dos alunos de sua escola platônica, vai fazer seu Liceu, que essencialmente era feita caminhando, por isto chamada também de peripatécnica, mas escola tenha um gynasium para exercícios físicos, e também para socializar os conhecimentos adquiridos.

A hermenêutica filosófica de Gadamer vai reelaborar a Frônese sistematizando o círculo hermenêutico de Heidegger, criando uma filosofia hermenêutica.[:en]Sophists accredit education and are not born, but because it is a relative age and a code of ethics that prevents or satisfies human instincts and passions, even though Socrates worked out happiness as a combination of virtues (in Greek it means time of moral and political excellence, today in opposite fields), and its method is irony and pharmaceutical.

We explicitly explain in the post that irony is not about proximity or skepticism, that there are exceptions to Greek origin, but that the Greek word has a definite meaning, but with successive verbs in a discussion that Socrates left against each other . part of his method is mayo-art, which is the art of parity, which is not the end or the social method, because irony takes or the opponent realizes that his preconcepters have the capacity to reflect and only conceive ideas that lead the truth.

We retaliate so much that the sophists assume that, as far as they are concerned, they do not formulate formulas, but that they satisfy their instincts in a way that satisfies the idea of ​​virtuous politics and ethics or at a moderate pace by Socrates when the illusion is natural. because of its instinctive benefits.

Plato, as a disciple of Socrates, does not believe that Socrates himself is in Plato and refuses the Protagoras’ sophistry, or the dialogue that takes place in the virtuous vise, whether incisive or not, and this is the fundamental point for Plato’s birth. , second historians, approximately 384-383 BC, located in the gardens in the suburbs of Athens (pictured in the mosaic of Pompeii, now in the Archaeological Museum of Naples).

It is mandatory to educate or homosexuals for the sake of seriousness and assimilation to the decadence of Greek democracy brought about by the sophist school, so that you can have a relative opinion and verdict, but it is based on whether you are sensible or intelligent, dialectical or basic here, where it will be essential and overcoming doxa, an opinion and a construct of epistemia, knowledge organized in universal universes.

The evolution of dialogues, especially in Plato’s Republic, shows the dialectical evolution (it is not and could not be Hegelian for historical reasons) of the terms of the episteme until it constitutes an ethical structure that leads to the formulation of laws, but ethics as we know it today it comes from the school of one of Plato’s students, Aristotle, who elaborated “Ethics to Nicomachus”, a teleological and eudaimonist conception (Eudaimonia was happiness for the ancient Greeks), around a practical rationality, what the Greeks called phronesis, one of the elements of ethics, that it is logos plus ethos.

Aristotle created then wisdom as a virtue of practical thought, or just practical wisdom, the objective is to describe the phenomena of human action through the dialectical examination of opinions, the residue of the Socratic method, but to discover in them immutable principles, thus it is possible to overcome the doxa and reach episteme knowledge, one can describe this dialectic as knowing-understanding-knowing.

Later Aristotle. one of the students of his Platonic school, is going to do his Lyceum, which was essentially made by walking, therefore also called peripatetics, but the school has a gynasium for physical exercises, and also for socializing the acquired knowledge.

Gadamer’s philosophical hermeneutics will rework the Phrase by systematizing Heidegger’s hermeneutic circle, creating a hermeneutic philosophy.

 

 

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[:pt]Sofismas e fake-news[:en]Sophisms and fake news[:]

28 jul

[:pt]O sofisma é uma sabedoria usada por conveniência em alguma situação, pode ser por exemplo o politicamente correto, ou pode ser para favorecer grupos de interesses o que tem maior correspondência com a origem histórica da palavra.

Eram contemporâneos de Sócrates, que se opunha a esse saber utilitário, os sofistas eram pensadores que viajavam de cidade em cidade realizando discursos para atrair estudantes e cobravam taxas para oferecer-lhes educação, qualquer semelhança com as mídias modernas não é coincidência.

Os fake News são noticias falsas, teorias da conspiração e mitos que devido a facilidade da comunicação se espalham de maneira muito mais rápida, porém as meias verdades de sofistas que se espalham por vendedores de sabedoria e máximas sem comprovação científica e histórica também existem hoje, é só verificar o preço de alguns palestrantes que falam de tudo, até mesmo do que nunca estudaram.

Os que vendem a felicidade com fórmulas mágicas, o sucesso fácil, modelos de gestão que não consideram a crise pandêmica, embora seja verdade que muitos ganham dinheiro com ela, a felicidade está longe da camada humilde do povo, a maioria honesta terá dificuldades para colocar seus serviços e produtos no mercado, mesmo com uso do virtual, pois a realidade é que a economia está em recessão mundialmente e muitos socorros e solidariedades serão necessários.

O que é preciso dizer é que a notícia fácil, o sucesso fácil e explicações pouco profundas não são muitas vezes verdadeiras, os que buscam facilidades e simplismo caem nesta armadilha, mas isto aconteceu em toda história, Karl Kraus reclamava nos anos 20 que a imprensa construía uma guerra e ela aconteceu, podemos estar construindo outra, e o fermento da crise e das dificuldades humanas vai auxiliar esta guerra acontecer.

Mesmo que desejamos a paz, espalhar noticias falsas é criar radicalizações, estopim para pequenas guerras que polarizadas se tornam grandes guerras, há pessoas bem intencionadas que fazem isto, denúncias infundadas e meias verdades estão aí, assim na origem de um fake-news está um sofisma, muitas vezes construído por gente inteligente que não devia favorecer a ignorância.

Ditadores sabem que a ignorância os favorece, mas também aqueles que sabem o horror das ditaduras e das guerras podem favorece-las com meias verdades, para facilitar a exposição de um posição social, cultural (inclui-se aqui a religiosa) e política é mais fácil atirar uma meia-verdade, todos desta ou daquela posição são corruptos, fascistas ou comunistas, porém isto é início de uma pequena guerra.

A verdade custa um preço pessoal muitas vezes caro, mas favorece a que lá na frente a guerra não seja feita por motivo injusto, por uma pedra ou um tiro atirado que atinja um inocente, as nossas pequenas “guerras” diárias contra a diversidade de opinião, não são diálogos e não favorecem a paz, no pós-pandemia precisarem de muitas solidariedade e a boa vontade de todos para superar as dificuldades, não há felicidade nem paz fácil.[:en]Sophism is a wisdom used for convenience in some situation, it may be, for example, politically correct, or it may be to favor interest groups that has the greatest correspondence with the historical origin of the word.

They were contemporaries of Socrates, who was opposed to this utilitarian knowledge, the sophists were thinkers who traveled from city to city giving speeches to attract students and charged fees to offer them education, any similarity with modern media is not a coincidence.

Fake News is false news, conspiracy theories and myths that, due to the ease of communication, spread much more quickly, but the half truths of sophisms that spread by sellers of wisdom and maxims without scientific proof and history also exist today, it is just check the price of some speakers who talk about everything, even what they have never studied.

What they sell, happiness with magic formulas, easy success, management models that do not consider the pandemic crisis, although it is true that many make money from it, the honest majority will have difficulties to put their services and products on the market, even with use of the virtual, because the reality is that the economy is in recession worldwide and many aid and solidarity will be needed.

What needs to be said is that easy news, easy success and shallow explanations are often not true, those who seek ease and simplism fall into this trap, but this has happened in all history, Karl Kraus complained in the 1920s that the press it was building a war and it happened, we may be building another, and the leaven of crisis and human difficulties will help this war happen.

Even if we want peace, spreading false news is creating radicalizations, sparking small wars that polarized into big wars, there are well-intentioned people who do this, baseless denunciations and half-truths are there, so at the origin of a fake news is a sophistry, often built by intelligent people who should not favor ignorance.

Dictators know that ignorance favors them, but also those who know the horror of dictatorships and wars can favor them with half truths, to facilitate the exposure of a social, cultural (including religious) and political position is more easy to throw a half-truth, everyone in this or that position is corrupt, fascist or communist, but this is the beginning of a small war.

The truth costs a personal price that is often expensive, but it favors that the war ahead is not waged for an unjust reason, for a stone or a shot fired at an innocent, our daily “wars” against diversity of opinion , they are not dialogues and do not favor peace, in the post-pandemic they need a lot of solidarity and the good will of everyone to overcome difficulties, there is neither happiness nor easy peace.[:]

 

[:pt]Como viver a crise e o platô estável[:en]How to live a crisis and the stable plateau[:]

27 jul

[:pt]Edgar Morin e Patrick Viveret escreveram em 2010 “Como viver em tempo de crise” (edição em português da Bertrand de 2013), e certamente não pensavam numa pandemia, porém já viam um horizonte difícil para humanidade, e certamente este horizonte foi agravado.

Assim filósofos e outros tipos de visionários que tentam ver um futuro tranquilo não tem um fundamento, ou até podem ter, mas baseados em filosofias e pensamentos já superados, a pandemia exigirá ainda mais dos grandes estrategistas e pensadores humanitários.

Na página 37 do livro mostra os sintomas da crise: “Wall Street conhece apenas dois sentimentos, a euforia e o pânico”, mesmo sem saber é assim que pensam os que prometem “felicidade”, mas é falsa e a ela se seguirá a depressão, uma análise mais sensata pode preparar o desafio que vem.

O platô estável chegou, em termos de mortes pois os dados de infecção são imprecisos, mostram estes picos, agora caminhando para um platô estável não só no Brasil, mas no mundo como um todo, isto porque o ciclo de infecção chegou a todo planeta, e no Brasil a todo país.

O ciclo pode ser realimentado porque não como isolar polos de infecção, mesmo países sem novos ciclos poderão ser afetados, mas observe-se que Nova Zelândia e Taiwan são ilhas, então com o isolamento por mar, são mais controláveis, porém o comércio também pode afetar estes países.

Edgar Morin e seu colaborador citam no livro “três mutações” importantes na crise e que valem para a situação social da pandemia, pois elas representam o mundo antigo, o mundo “estados-nação, da sociedade industrial, de uma organização segmentada (veja os conflitos EUA x China) … o desafio ecológico coloca a pergunta sobre o que vamos fazer com nosso planeta?” (pag. 57).

A revolução industrial colocou a vida num modo de viver frenético, “a sociedade industrial clássica se organizava em torno do sésamo clássico ´o que você faz da sua vida?´”, e que continua a ser uma pergunta que nos interroga a todos, o recém lançado em português “Tens de mudar sua vida” de Peter Sloterdijk coloca isto em torno da antropotécnica, trazendo ao debate a questão técnica.

Ambos apontam para a dupla face da crise: perigo e oportunidade, com respostas diferentes, no entanto o que devemos pensar indicam Morin e Viveret: “o que faremos do planeta, com nossa espécie e com nossa vida” (pagina 54), e dá uma resposta universal e possível: “na esfera de desenvolvimento da ordem do ser, mais que de um crescimento na ordem do ter” (pag. 55), enquanto Sloterdijk indaga se o humanismo não morreu.

O livro apesar da defasagem história é muito atual, e aponta para questão do além pandemia.

MORIN, E.; VIVERET, P. Como viver em tempo de crise? Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2013.[:en]Edgar Morin and Patrick Viveret wrote in 2010 “How to live in times of crisis” (Portuguese edition of 2013), and they certainly were not considered a pandemic, but they are already being seen as a potential horizon for humanity, and that horizon has certainly been aggravated .

Thus, philosophers and other types of visionaries who try to have a peaceful future have no foundation, or may even have, but based on philosophies and thoughts already overcome, a pandemic that demands even more from the great strategists and humanitarian thinkers.

On page 37 of the book it shows the symptoms of the crisis: “Wall Street knows only two feelings, euphoria and panic”, even without knowing it is what they think or promise “happiness”, but it is false and it follows depression, once analyzed more sensible can prepare for the next challenge.

The stable plateau has arrived, in terms of deaths, because the infection data are inaccurate, shows these peaks, now it is moving towards a stable plateau not only in Brazil, but in the world as a whole, it is because the infection cycle has reached the whole world, and in Brazil an entire country.

The cycle can be perceived as not as isolated poles of infection, even countries without new cycles that can be affected, but note that New Zealand and Taiwan are islands, so isolated by sea, they are more controllable, but trade can also reduce these countries.

Edgar Morin and his collaborator published in the book “Three mutations” important in the crisis and which are valid for a social situation of the pandemic, as they represent the ancient world, the world “nation states, industrial society, a segmented organization (see conflicts in the USA x China)… or the ecological challenge poses a question about what we are going to do with our planet ”(p. 57).

An industrial revolution put life in a frenetic way of life, “a classic industrial society that organizes itself in the classic sesame that you make of your life?”, And that remains a question that questions everyone, or recently launched in Portuguese “You have to change your life” by Peter Sloterdijk puts this around anthropotechnics, bringing to the debate a technical question.

MORIN, E.; VIVERET, P. Como viver em tempo de crise? (How to live in times of crisis?) Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2013.

 

 

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[:pt]A escatologia do bem[:en]The eschatology of goodness[:]

24 jul

[:pt]Assim como qualquer cosmovisão tem alguma alegoria para o princípio e fim, no caso da cristã o Genesis e o Céu e Inferno, e outras propõe que nascemos de plantas ou animais, ou que voltamos a vida através da reencarnação, o bem possui sua escatologia, enquanto o mal uma “estrutura” simbólica.

Não é definição de visões religiosas apenas, também na filosofia clássica Platão na República e Aristóteles na Ética a Nicômaco trataram da questão e já fizemos alguns posts aqui, porém foi Demócrito que definiu de maneira mais próxima a nossa atual, ao dizer que o bem depende do desejo interior do homem, o homem bom não apenas pratica o bem, mas o deseja sempre.

Assim é na história humana também, sem determinismo ou romantismo histórico caminhamos para o bem se exercitamos a partir do interior de cada homem, mas praticando socialmente, aquilo que os gregos chamaram de “virtude”, mas também temos o ciclo vicioso do mal.

O ciclo vicioso do mal leva a uma “crise” do bem, o mal simbólico pode se estruturar de tal forma que determinada estrutura social pode levar a um fim, pode ser o fim de uma época que é muito trágico, mas pode também levar a uma crise civilizatória grave se não se encontra uma saída.

A humanidade sempre encontrou saídas, isto dá esperança, porém as tragédias fazem parte da mudança, e a gravidade da tragédia depende da resiliência do bem, embora frágil é ele que pode indicar o caminho novo, uma saída para a cidadania terrena, para o futuro civilizatória humano.

A leitura bíblica indica três metáforas para a escatologia do bem, e compara o “reino dos céus” (Mt 13, 24-43) com o plantio do joio e do trigo que crescem e que só no final escatológica deve ser colhido e separado do mal (o joio), a segunda parábola o grão de mostarda, a menor das sementes, que dá uma arvore bela e frondosa onde “os passarinhos vem fazer seus ninhos”, e a terceira é uma receita de pão, uma mulher mistura três porções de farinha.

A terceira “parábola” a mulher mistura três porções de farinha, uma parte só deve ser fermentada, seriam aqueles que tem a virtude do bem e ela deve ser praticada de forma a produzir boa fermentação no resto da massa, as outras duas porções, então o fermento é o bem.

O final da leitura diz que um pai tira de seus tesouros coisas boas (a parte fermentada boa) e más então sempre tem-se um “mal simbólico”, é preciso saber se parte boa foi “fermentada”.[:en]Just as any worldview has some allegory for the beginning and end, in the case of the Christian Genesis and Heaven and Hell, and others propose that we are born of plants or animals, or that we come back to life through reincarnation, the good has its eschatology, while evil is a symbolic “structure”.

It is not just the definition of religious views, also in the classical philosophy Plato in the Republic and Aristotle in Ethics, Nicomachus addressed the issue and we have already made some posts here, but it was Democritus who defined our current situation more closely, saying that good depends of man’s inner desire, the good man not only practices good, but always desires it.

So it is in human history too, without historical determinism or romanticism, we walk for good if we exercise from within each man, but socially practicing what the Greeks called “virtue”, but we also have the vicious cycle of evil.

The vicious cycle of evil leads to a “crisis” of good, symbolic evil can be structured in such a way that a given social structure can lead to an end, it can be the end of an era that is very tragic, but it can also lead to a serious civilizing crisis if there is no way out.

Humanity has always found ways out, this gives hope, but tragedies are part of the change, and the severity of the tragedy depends on the resilience of good, although it is fragile that can indicate the new path, a way out for earthly citizenship, for the future human civilizing.

Biblical reading indicates three metaphors for the eschatology of goodness, and compares the “kingdom of heaven” (Mt 13, 24-43) with the planting of the growing tares and wheat that should only be harvested and separated from the eschatological end. mal (the chaff), the second parable the mustard seed, the smallest of the seeds, which gives a beautiful and leafy tree where “the birds come to make their nests”, and the third is a bread recipe, a woman mixes three portions of flour.

The third “parable” the woman mixes three portions of flour, one part should only be fermented, those would be those that have the virtue of good and it should be practiced in order to produce good fermentation in the rest of the dough, the other two portions, then yeast is good.

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[:pt]O bem e o poder[:en]The goodness and the power[:]

23 jul

[:pt]O bem é aquele que é um bem comum, é praticamente inconciliável com o poder temporal, aquele que submete o outro pela força, seja de que forma esta submissão, praticas coletivas de impor valores, modos sutis de fazer exclusão e principalmente o exercício da força bruta.

Vale uma definição de Max Weber: “como cada chance de impor, dentro de uma relação social, a vontade própria mesmo contra relutância, não importando em que essa chance se baseia” (Weber, 1922) está no primeiro capítulo do livro “Economia e Sociedade” cuja edição alemã é de 1922, outra definição interessante é a de Hanna Arendt: “Conceitualmente falando, isso significa: o Poder é, de fato, essencial a todos os estados, inclusive a todos os tipos de grupos organizados, ao passo que a violência não o é” no seu livro de 1960 que é sobre a “Vita Activa”, mas que na tradução para a língua portuguesa e inglesa tornou-se “A condição humana”.

Se é possível que o bem comum se estabeleça, aceitando a condição de Hanna Arendt, não será pela violência, e sim pelo poder não-violento, e um breve olhar pela história pode-se observar as consequências da violência como forma de poder, quase sempre novas formas de exclusão e de submissão de alguma parcelas da população, como a unanimidade é impossível, é preciso conviver com a diferença, eis a formula que precede a qualquer bem digno do nome e sustentável.

O ressurgimento do nacionalismo, da polarização ideológica, e principalmente o retorno a formas de violência que pareciam aos poucos banidas da sociedade, mostram a crise do humanismo, que não se iniciou hoje, mas no início do século passado e tendo como testemunha duas guerras.

Imaginar que algum bem comum possa se estabelecer pela força é portanto contraditório com o que legitima alguma forma de poder razoável e capaz de influenciar a parcela consciente da sociedade, toda outra forma é destrutiva e dificilmente poderá se sustentar, mas os limites da força são hoje assustadores: as possibilidades nucleares e o uso de máquina “inteligentes”.

Apostar no confronto e no conflito mostrou-se no passado de duas guerras e de várias guerras coloniais desastroso e insustentável, e num futuro mais próximo aquele que levou ao poder os líderes mais violentos e truculentos.

Em tempos de pandemia, e já com um futuro visível de uma vacina, poder-se-ia pensar um total desarmamento e quem sabe com os bilhões gastos em guerras teríamos fundos para reativar as economias e os perigos de um futuro sombrio poderiam ser afastados.

As lições sobre a não-violência e a solidariedade ainda não forma aprendidas, nem na luta comum contra a pandemia, embora sempre permaneça uma esperança por alertas tão claros e definitivos.[:en]The goodness is that which is a common good, it is practically irreconcilable with the temporal power, the one that submits the other by force, in whatever way this submission, collective practices of imposing values, subtle ways of making exclusion and especially the exercise of force gross.

A definition by Max Weber is worth: “how each chance to impose, within a social relationship, one’s own will even against reluctance, no matter what that chance is based on” (Weber, 1922) is in the first chapter of the book “Economics and Society ”whose German edition is from 1922, another interesting definition is that of Hanna Arendt:“ Conceptually speaking, this means: Power is, in fact, essential to all states, including all types of organized groups, whereas violence is not ”in his 1960 book which is about “Active Life”, but which in the translation into Portuguese and English became“ The human condition ”.

If it is possible for the common good to be established, accepting the condition of Hanna Arendt, it will not be through violence, but through nonviolent power, and a brief look at history can see the consequences of violence as a form of power, almost always new forms of exclusion and submission of some parts of the population, as unanimity is impossible, it is necessary to live with difference, this is the formula that precedes any good worthy of the name and sustainable.

The resurgence of nationalism, ideological polarization, and especially the return to forms of violence that seemed to be gradually banished from society, show the crisis of humanism, which did not start today, but at the beginning of the last century and witnessed two wars.

To imagine that some common good can be established by force is therefore contradictory with what legitimizes some form of reasonable power and capable of influencing the conscious portion of society, every other form is destructive and can hardly be sustained, but the limits of force are today scary: the nuclear possibilities and the use of “smart” machines.

Betting on confrontation and conflict proved to be in the past of two wars and several colonial wars disastrous and unsustainable, and in the near future the one that brought the most violent and truculent leaders to power.

In times of pandemic, and with a visible future for a vaccine, one could think of total disarmament and who knows with the billions spent on wars we would have funds to reactivate economies and the dangers of a dark future could be removed.

The lessons on nonviolence and solidarity have not yet been learned, even in the common struggle against the pandemic, although there is always hope for such clear and definite warnings

 

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[:pt]O mal e a crise do humanismo[:en]Evil and humanism in crisis[:]

22 jul

[:pt]O idealismo continua a defender seu ideário de Estado, de Ética (moral e virtudes são outras coisas, por exemplo, acabar com as corrupções), agora defender as nações, um Estado mais forte (esquerda e direita no fundo desejam isto) e por isto pode-se falar do zoon politikon, o animal político de Aristóteles, é preciso então entender o que é o animal político.

Há duas condições que pode não tornar-se político: ser degredado (diríamos hoje excluído) ou ser sobre-humano (ou divino, assim de ordem superior as leis e regras humanas).

Esta é a primeira premissa para entender “Regras para o Parque Humano – uma resposta à Carta de Heidegger sobre o Humanismo”, não se trata por tanto de ver o homem como “bicho” do zoológico, mas como animal “natural” porém que seu humanismo encontra-se em cheque.

A polêmica que seguiu-se a sua palestra no castelo de Elmau, na Baviera, significava que a tentativa (desde as escolas de Platão e Aristóteles) de programar a história e o humanismo por meio de uma engenharia social faliu, outro tema importante é a questão da “domesticação”.

A domesticação também não é nova, o filósofo recebeu de uma influência direta de Nietzsche, e Foucault também tratou o tema, sua proposta na Conferência que depois virou livro, era a de inverter a prioridade de Heidegger da dimensão ontológica sobre a ôntica (Sloterdijk, 1999,).

A polêmica causa é porque o filósofo se perguntou se não passaríamos da fatalidade “do nascimento ao nascimento escolhido e seleção pré-natal” (Sloterdijk, 2000) que foi o ponto principal da polêmica tentando mostrar isto as ideias nazistas e fascistas do período da guerra.

As questões de manipulação genética, que na Alemanha sofreram restrições rigorosas até 2002 e a liderança da Escola de Frankfurt por Haberrmas foram o pano de fundo desta polêmica, porém o fundamental que é o humanismo de Heidegger e Levinas, tema da conferência de Elmau  é um aspecto principal, esquecido por muitos comentaristas, pois o humanismo está mesmo em crise.

Quanto a resposta de Sloterdijk, ele próprio retorna ao tema de em Esferas I de forma diferente ao falar de manifestação aórgica, o inorgânico sobre o orgânico, afinal o homem veio da Terra até mesmo pela metáfora bíblica, assim do inorgânico barro Deus “soprou” as narinas e introduziu o espírito, gostem ou não, o tema é metafísico e não religioso, e se algo aórgico acontecer.

Hora não será a primeira vez na história, o homem veio depois dos céus, da terra e das águas, novamente também nas diversas cosmogonias (mesmo não cristãs) e também a própria terra já teve outras manifestações, como a que eliminou os dinossauros, porque uma nova não pode ocorrer, e ela nos ajudar a enfrentar a crise de época (ou civilizatória) que enfrentamos.

O tempo é diferente do nosso, o cometa volta depois de 6.800 anos a nos visitar, nem registro dele tínhamos, e quando voltar depois de outros 6.800 anos o que encontra, só Deus sabe, afinal neowise significa “agora”.

 

SLOTERDIJK, P. Regras para o Parque Humano – resposta a Carta sobre o Humanismo de Heidegger, São Paulo: Estação Liberdade, 2000.[:en]Idealism continues to defend its ideology of State, of Ethics (morals and virtues are other things, for example, ending corruption), now defending nations, a stronger State (left and right in the bottom want this) and for this reason one can speak of the zoon politikon, Aristotle’s political animal, then it is necessary to understand what the political animal is.

There are two conditions that may not become political: being degressed (we would say excluded today) or being superhuman (or divine, thus of a higher order than human laws and rules).

This is the first premise to understand “Rules for the Human Park – a response to Heidegger’s Letter on Humanism”, it is not, therefore, about seeing man as a “bug” in the zoo, but as a “natural” animal but that his humanism is in check.

The controversy that followed his speech at the castle of Elmau in Bavaria meant that the attempt (from the schools of Plato and Aristotle) ​​to program history and humanism through social engineering failed, another important issue is the “domestication” issue.

Domestication is also not new, the philosopher received a direct influence from Nietzsche, and Foucault also addressed the topic, his proposal at the Conference that later became a book, was to reverse Heidegger’s priority of the ontological dimension over ontics (Sloterdijk, 1999,).

The controversial cause is because the philosopher wondered if we would not pass from the fatality “from birth to chosen birth and prenatal selection” (Sloterdijk, 2000) which was the main point of the controversy trying to show this the Nazi and fascist ideas of the war period .

The issues of genetic manipulation, which in Germany suffered strict restrictions until 2002 and the leadership of the Frankfurt School by Haberrmas were the background of this controversy, but what is fundamental is the humanism of Heidegger and Levinas, the theme of the Elmau conference is a main aspect, forgotten by many commentators, because humanism is really in crisis.

As for Sloterdijk’s response, he himself returns to the theme of in Spheres I differently when speaking of an aortic manifestation, the inorganic over the organic, after all, man came from Earth even by the biblical metaphor, so from the inorganic clay God “blew” the nostrils and introduced the spirit, like it or not, the theme is metaphysical and not religious, and if something aortic happens.

Time will not be the first time in history, man came after the heavens, the earth and the waters, again also in the various cosmogonies (even non-Christian) and the earth itself has already had other manifestations, such as the one that eliminated the dinosaurs, because a new one cannot occur, and it helps us to face the period (or civilization) crisis that we face.

The weather is different from ours; the comet returns after 6,800 years to visit us, we didn’t even have a record of it, and when it returns after another 6,800 years what it finds, only God knows,  now is neowise (see the picture).

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[:pt]O mal civilizatório, além do simbólico[:en]Civilizing evil, beyond the symbolic[:]

21 jul

[:pt]Já comentamos em um post o “Mal simbólico”, obra de Paul Ricoeur que deve ser lida em conjunto com “O mal: um desafio à filosofia e a teologia e“, o mal simbólico existe e pode se tornar estrutural, porém numa boa leitura da filosofia significa tornar-se um vício pessoal ou social, assim como a virtude também.

O filósofo Aristóteles diz que a virtude se adquire pelo hábito, se pratica de novo e de novo, até que ela torna-se atitude natural ou social se muitas pessoas a praticam, quando os valores sociais e humanos se confundem o mal se difunde, e assim uma sociedade ou civilização entra em ruina.

Voltar as virtudes é voltar as nossas raízes como seres humanos, por isto não se trata de maniqueísmo, uma luta perene entre bem e mal, porém se o mal simbólico se instala é preciso que retornemos a nossa raiz mais profunda como seres humanos, o fato que quase toda a filosofia contemporânea reconhece um mal estar civilizatório, na psicologia Freud (Freud, 1969) e de Jung (JUNG, 1988), até contemporâneos como Sloterdijk e Byung Chull Han, quase todos também nesta pandemia alertam para atitudes numa crise civilizatória.

Numa leitura rápida de Freud, com a possibilidade de ser um tanto superficial, o mal estar da civilização está igualado ao da cultura, afirma o autor que existe uma dicotomia entre os impulsos pulsionais e a civilização, ou seja, os indivíduos e a sociedade, assim o bem da civilização o indivíduo manifesta em pulsões e vive um mal-estar.

Já Jung aponta para a massificação do homem ocidental, esmagado pelo Estado, e sobre a defesa que cada um tem buscando através da própria personalidade ou da atitude religiosa.

A obra de Morin desde a década de 70 está toda vinculada a ideia de um novo humanismo, e este texto específico sobre o assunto, ele aprofunda o que considera uma ética necessária a este retorno ao humanismo, sua obra essencialmente aponta para os fundamentos perdidos, a instituição do método complexo e uma visão de uma cidadania planetária, nesta texto sobre a responsabilidade pessoal de cada um.

O que Morin, Freud e Jung apontam é a responsabilidade pessoal não pode e não deve depositar nas estruturas sociais, sejam boas ou más, as responsabilidades de cada um.

FREUD, S. O mal-Estar na civilização (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol. 21). Rio de Janeiro: Imago, 1996.

JUNG, C.G. Presente e futuro. Petrópolis, Vozes, 1988 (tradução Márcia Cavalcanti).

MORIN, E. “A ética do sujeito responsável”. In: Ética, solidariedade e complexidade. São Paulo, Palas Athena, 1998.[:en]We have already commented in a post on “Symbolic Evil”, a work by Paul Ricoeur that should be read together with “Evil: a challenge to philosophy and theology and“, symbolic evil exists and can become structural, but in a good reading of philosophy means becoming a personal or social addiction, as well as virtue.

Philosopher Aristotle says that virtue is acquired through habit, practiced again and again, until it becomes a natural or social attitude if many people practice it, when social and human values ​​are confused, evil spreads, and thus a society or civilization falls into disrepair.

To return to the virtues is to return to our roots as human beings, that is why it is not a question of Manichaeism, a perennial struggle between good and evil, but if symbolic evil is installed, we must return to our deepest root as human beings, that almost all contemporary philosophy recognizes a civilization malaise, in psychology Freud (Freud, 1969) and Jung (JUNG, 1988), even contemporaries like Sloterdijk and Byung Chull Han, almost everyone also in this pandemic warns of attitudes in a civilization crisis.

In a quick reading of Freud, with the possibility of being somewhat superficial, the malaise of civilization is equal to that of culture, says the author that there is a dichotomy between the instinctual impulses and civilization, that is, individuals and society, thus the good of civilization the individual manifests in drives and experiences a malaise.

Jung, on the other hand, points to the massification of Western man, crushed by the State, and to the defense that each one seeks through their own personality or religious attitude.

Morin’s work since the 70’s is all linked to the idea of ​​a new humanism, and this specific text on the subject, he deepens what he considers an ethics necessary for this return to humanism, his work essentially points to the lost foundations, the institution of the complex method and a vision of planetary citizenship, in this text about the personal responsibility of each one.

FREUD, S. O mal-Estar na civilização (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol. 21). Rio de Janeiro: Imago, 1996.

JUNG, C.G. Presente e futuro. Petrópolis, Vozes, 1988 (tradução Márcia Cavalcanti).

MORIN, E. “A ética do sujeito responsável”. In: Ética, solidariedade e complexidade. São Paulo, Palas Athena, 1998.[:]

 

[:pt]A pandemia mudou a consciência humanitária ?[:en]Has the pandemic changed humanitarian consciousness?[:]

20 jul

[:pt]Em seu livro Ciência com consciência, Edgar Morin lançou a pergunta: “A aventura científica nos conduz à catástrofe ou a um mundo melhor?”, substituímos saberes espirituais e populares e, entretanto, não conseguimos evitar guerra, combatemos uma pandemia, mas e nossa relação humanitária irá melhorar? Quis acreditar que sim, mas parece que não.

Chegamos no Brasil ao prolongamento do Platô, que anunciamos desde o início de maio (post), mas só agora as grandes mídias e as organizações mundiais a reconhecem, e não deve cair até que o platô se estenda por todo território nacional, o que já está acontecendo, vai até o final de julho.

Muitas reflexões surgiram sobre melhorar as relações em família, e muitas melhoraram, diminuir o ritmo acelerado da vida moderna, até diminuiu, mas poucas pessoas parecem dispostas a um novo estilo de vida, a um “novo normal”, a maioria quer voltar a vida anterior: festas, consumo e vícios.

É claro a pandemia apenas acelerou o que já estava em curso, famílias com dificuldades, com a forçada convivência diária pioraram, mas aquelas que não encontravam tempo, agora tem tempo, ajudar as tarefas diárias, mudar a lógica dos relacionamentos polarizados e encontrar o Outro.

Fizemos várias postagens na semana que passou sobre o bem, indicando que sua fragilidade (a filósofa Martha Nussbaum escreveu um livro sobre isto no pensamento na filosofia clássica), mas a fragilidade do bem é diferente da frivolidade, não é nem fútil nem superficial.

Tanto ainda é possível mudar a tendência da pandemia por uma maior consciência e cuidados com a pandemia, como também é possível (antes que seja tarde) a consciência dos problemas sociais e que são de fundo humanitários, respeito aos direitos, a diversidade de opiniões, raças e credos, etc.

Imaginamos que poderia ser mais curto o ciclo da pandemia, e também que o vírus se atenuaria ou outras falsas visões sobre uma pandemia, antes mesmo há quem acredite que ela não exista, no entanto o problema humanitário de fundo é o mais grave e para ele a consciência deve atentar.

Vale a máxima da fenomenologia não existe consciência num sentido abstrato, embora o “mal simbólico” possa criar bolhas nas quais alguns grupos sobrevivem, este é o perigo de uma consciência abstrata não fenomênica, a consciência a pandemia pode nos ajudar a melhorar a nossa percepção e sensibilidade do problema humanitário, que já é epocal (transição de épocas) e poderá tornar-se civilizatório, como riscos de uma desumanização ainda mais grave.

É possível uma mudança que comece a partir de cada atitude, de cada ação pessoal sobre os grandes problemas e cada um deles exige uma consciência fenomenológica, isto é, a dirigindo a interação a aquele problema com seus contornos, limitações e fragilidades.

Podemos inverter a curva humanitária, mas o tempo urge e a pandemia o acelerou.[:en]In his book Science with conscience, Edgar Morin asked the question: “Does scientific adventure lead us to catastrophe or to a better world?”, We replaced spiritual and popular knowledge and, in the meantime, we were unable to avoid war, we fought a pandemic, but and will our humanitarian relationship improve? I wanted to believe so, but it seems not.

We arrived in Brazil for the extension of the Plateau, which we announced since the beginning of May (post), but only now the major media and world organizations recognize it, and it should not fall until the plateau extends throughout the national territory, which already is happening, it runs until the end of July.

Many reflections arose about improving family relationships, and many improved, slowing down the fast pace of modern life, even decreased, but few people seem willing to a new lifestyle, a “new normal”, most want to go back to life previous: parties, consumption and addictions.

Of course, the pandemic only accelerated what was already going on, families with difficulties, with forced daily coexistence worsened, but those who did not find time, now have time, help with daily tasks, change the logic of polarized relationships and find the Other .

We made several posts in the past week about the good, indicating that its fragility (the philosopher Martha Nussbaum wrote a book about it in thought in classical philosophy), but the fragility of the good is different from the frivolity, it is neither futile nor superficial.

It is still possible to change the tendency of the pandemic for greater awareness and care for the pandemic, as well as (before it’s too late) awareness of social problems that are fundamentally humanitarian, respect for rights, diversity of opinions, races and creeds, etc.

We imagine that the pandemic cycle could be shorter, and also that the virus would be mitigated or other false views about a pandemic, even before some believe that it does not exist, however the fundamental humanitarian problem is the most serious and for him conscience must pay attention.

The maxim of phenomenology is worthless, there is no awareness in an abstract sense, although “symbolic evil” can create bubbles in which some groups survive, this is the danger of a non-phenomenal abstract awareness, awareness of the pandemic can help us improve our perception and sensitivity of the humanitarian problem, which is already epochal (transition of times) and could become civilizing, as risks of an even more serious dehumanization.

A change is possible that starts from each attitude, from each personal action on the big problems and each one requires phenomenological awareness, that is, directing the interaction to that problem with its contours, limitations, and weaknesses.

We can reverse the humanitarian curve, but time is pressing and the pandemic has accelerated it.

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