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11 « janeiro « 2021 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
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[:pt]Ciência, cons-ciência e complexidade[:en]Science, conscience and complexity [:]

11 jan

[:pt]A ciência moderna, em especial a partir do século XVII, construiu um novo mundo que renunciou a metafísica, a teoria e radicou-se metodologicamente no projeto matemático de domínio da natureza e os experimentos e medições para o projeto deste domínio.
Mas a natureza dominada reagiu e reage de formas não pensadas, climas extremos seja de verões europeus ou de frios americanos, chuvas e queimadas, onde até os oceanos já dão sinais de esgotamento, dominamos ou destruímos a natureza ?
Os próprios limites da ciência como lógica e poder estão em cheque, vamos reger nossas vidas unicamente pelos mercados e seus valores, os números frios dizem algo sobre o homem?
Além dos paradigmas físicos e científicos sobre as novas tecnologias existem problemas sociais emergentes e que preocupam até os que sempre se valeram de mercados, o economista Federico Cingano num estudo da OCDE afirmou: “quando a desigualdade de renda aumenta, o crescimento econômico cai”, assim é inevitável abordar o tema, em qualquer perspectiva. Mas há reações da própria natureza, como a pandemia e desastres naturais.
Para além do problema da consciência, filosófica ou tecnicamente, há uma dimensão social que é correlata, e não indiferente, isto também vale para a consciência na questão histórica.
Edgar Morin adverte para o sistema de ensino, onde ainda se ensina de modo hermético: “Não ensinamos a compreensão do outro, que é fundamental nos nossos dias, não ensinamos a incerteza, o que é o ser humano, como se nossa identidade humana não fosse de nenhum interesse. As coisas mais importantes a saber não se ensinam”, disse no programa fronteiras do Pensamento.
Vê a crise da democracia como a relação obscura com os “enormes poderes do dinheiro, que tem levado a casos de corrupção em todo lugar. O vazio do pensamento, somada a essa corrupção, leva a uma perda de confiança na democracia, e isso favoreceu os regimes neoautoritários como vimos na Turquia, Rússia, Hungria e como vemos agora na crise da democracia no Peru e no Brasil”, o caso da Bolívia atual é um caso a parte.
Também vê com preocupação o fechamento fundamentalista e étnico: “A menos que as pessoas tomem consciência da comunidade de destino dos humanos sobre a Terra, as pessoas se fecharão em suas identidades religiosas, étnicas etc. Vivemos um período obscuro da história, a única consolação é que esses períodos obscuros não são eternos”, acreditemos no futuro.
A entrevista completa de Edgar Morin em Fronteiras do Pensamento segue –se abaixo:

 [:en]Modern science, especially from the seventeenth century onwards, built a new world that renounced metaphysics, theory, and was methodologically rooted in the mathematical project of nature mastery and the experiments and measurements for this domain project.
But has dominated nature reacted and reacted in unthought ways, extreme climates whether from European summers or American colds, rains and burns, where even the oceans already show signs of depletion, dominate or destroy nature? and there are reactions from nature itself, such as the pandemic and natural disasters.

The very limits of science as logic and power are in check, will we rule our lives solely by markets and their values, do cold numbers say anything about man?
In addition to the physical and scientific paradigms about new technologies, there are emerging social problems that worry even those who have always taken advantage of markets, economist Federico Cingano in an OECD study said: “When income inequality increases, economic growth falls,” thus it is inevitable to approach the subject from any perspective.
Beyond the problem of consciousness, philosophically or technically, there is a social dimension that is correlated, not indifferent, this also holds for consciousness in the historical question.
Edgar Morin warns of the teaching system, where it is still hermetically taught: “We do not teach the understanding of the other, which is fundamental in our day, we do not teach uncertainty, what is the human being, as if our human identity does not it was of no interest.
The most important things to know are not taught, ”he said in the Fronteiras do Pensamento (Thought Borders), a Brazilian cultural program.
He sees the crisis of democracy as the obscure relationship with the “enormous powers of money, which has led to corruption everywhere.
The emptiness of thought, coupled with this corruption, leads to a loss of confidence in democracy, and this has favored the neutral authoritarian regimes as we have seen in Turkey, Russia, Hungary and as we now see in the crisis of democracy in Peru and Brazil, ”the case Bolivia today is a separate case.
He also sees with concern the fundamentalist and ethnic closure: “Unless people become aware of the human destiny community on earth, people will close in on their religious, ethnic identities, and so on.
We live in a dark period of history, the only consolation is that these dark periods are not eternal ”we believe in the future. Edgar Morin’s full interview on Thought Frontiers follows below:
https://youtu.be/V3t7UFTpDHE[:]