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12 « janeiro « 2021 « Blog Marcos L. Mucheroni Filosofia, Noosfera e cibercultura
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Arquivo para janeiro 12th, 2021

[:pt]Angústia, existência e vaidade[:en]Anguish, existence and vanity[:]

12 jan

[:pt]Conforme já tratamos, a angústia de nosso tempo é a tensão ao Ser, manter a “autenticidade consigo mesmo”, não se deixar levar pela corrente das expectativas e imposições dos poderes temporais, e assim lidar com as frustrações de manter firmes valores perenes e lidar com os transitórios.

Dela decorre a busca de uma existência onde há Fortuna (nossa felicidade), mas os gregos que usavam em referência a deusa Fortuna (foto), sabiam bem que ela não era relacionada a posse dos bens, conforme afirmou Heráclito de Éfeso: “se a felicidade estivesse nos prazeres do corpo, diríamos felizes os bois, quando encontram ervilhas para comer”, há quem prefira ervilhas.

Quando não vivemos a repetição conforme exposta pelo professor Giacóia no sentido de buscar a essência, entramos na repetição da mesmice aquela que vive do medo, que nos leva a viver na impropriedade, não atribuímos sentido (ou significado se preferir), deixamos que os outros e as circunstâncias o atriburm, vivemos a pior alienação, a alienação de nós mesmos, correndo para todo lado com agendas cheias e vazias ao mesmo tempo frivolidades diz Sloterdijk.

Vivemos por uma finalidade que não tem um fim, no sentido de meta, mas sentidos “emprestados” do cotidiano, das conjunturas e dos contextos, a angústia produz o efeito contrário abre a possibilidade de encontrar o que sou dentro de um sentido próprio da vida.

É o reencontro com o Ser, aberto ao mundo e ao Outro, sem que isto implique nem o fechamento individual nem a despersonalização do meio, hoje com a forte pressão do psicopoder, como define o pensador Byung Chul Han a pressão essencial deste tempo.

O que buscamos, o que é nossa meta, em última instancia deveriam ser vistos como fim, nunca como temporais: dinheiro, poder, riqueza ou simplesmente alguma vaidade.[:en]As we have already discussed, the anguish of our time is the tension with Being, maintaining “authenticity with oneself”, not being carried away by the current of expectations and impositions of temporal powers, and thus dealing with the frustrations of holding firm perennial values ​​and dealing with oneself. with the transients.

From this stems the search for an existence where there is Fortune (our happiness), but the Greeks who used reference to the goddess Fortuna (picture), knew well that it was not related to the possession of goods, as stated Heraclitus of Ephesus: “if the If happiness were in the pleasures of the body, we would say happy oxen when they find peas to eat”, some prefer peas.

When we do not live the repetition as expounded by Professor Giacóia in the sense of seeking the essence, we enter the repetition of sameness that lives from fear, which leads us to live in impropriety, we do not attribute meaning (or meaning some prefer), we let others and circumstances attribute it, we live the worst alienation, the alienation of ourselves, running everywhere with full and empty agendas at the same time, frivolities said Sloterdik.

We live for a purpose that has no end, in the sense of goal, but “borrowed” meanings of daily life, conjunctures and contexts. Anguish produces the opposite effect. It opens up the possibility of finding what I am within a proper sense of life.

It is the reunion with the Self, open to the world and the Other, without implying either individual closure or depersonalization of the environment, today with the strong pressure of psychopower, as thinker Byung Chul Han defines the essential pressure of this time.

What we seek, what is our goal, should ultimately be seen as end, never as temporal: money, power, wealth or simply some vanity.[:]