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O ser, o infinito e o puro Ser

12 Jan

Se tudo existe e não o nada, é porque algo ou alguém ou ambos É, e não-ser não significa necessariamente o nada, o nihilismo é fruto desta lacuna idealista.
A hipótese do terceiro excluído, de um lado é uma necessidade lógica e de outro é uma possibilidade de encontrarmos rações físicas para o Não-Ser, o que havia antes do Big Bang?
Ainda que a teoria dos universos paralelos ou de múltiplos Bing Bang, hipóteses não comprovadas, a ideia que haja algo além do ex-sistente é plausível, assim o Ser que é puro Ser, porque pré-ex-siste é altamente provável e viável, quanto ao seu nome seria apenas “O que é”, que é o significado da palavra Deus.
Deus ex-siste porque foi possível extrapolar seu puro ser, sua essência, e ex-sistir enquanto limitação humana, pura ex-sistência terrena e finita, o ser histórico e puro Ser: Jesus.
Conforme o texto bíblico, Jesus ao ser batizado por João Batista no dizer de Lucas (Lc: 3-22): “e do céu veio uma voz: ´Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer´”, o desvelar (a palavra re-velar é contraditória) ou a epifania e início da missão de Jesus se completam ai.
É incrível a ideia da ex-sistência divina em Jesus, é algo como afirmou o físico Michio Kiku sobre Deus: “tão aterrorizador é sua existência é a sua inexistência” (em Física do Impossível).
A entra de Deus na história, o Jesus histórico ex-siste, porém deverá no final dos termos negar-se como não-ser, e chamar a Deus que chamara de pai de apenas “Deus meu Deus meu, porque me abandonaste”, momento do ápice humano que ao mesmo tempo funde-se e integra o divino, o dualismo é rompido.
Ainda que aceitemos a hipótese da sua não existência, algo ou alguém houve antes do tudo, e não era o nada, o nihilismo não é só a negação da ex-sistencia é a negação do Ser.

 

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