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Ver, visualizar e visão de mundo

01 Mar

A visão de mundo pode estar limitada aos sentido da visão apenas, isto significa ver, ter visão no sentido visionário significa entender os significados do que se vê, mas também ter uma visão alargada da vida, da cultura própria e a dos outros, e ser capaz de ir além de pré-conceitos, visto também de modo positivo, ou seja, os conceitos que temos em certo campo.
“O importante não é o que olhamos, mas o que vemos”, lembra o poeta, naturalista e filósofo americano H.D. Thoureau (1817-1867), precursor na defesa da natureza e na redução de impostos.
Na filosofia o vínculo aos sentidos criou uma visão de mundo limitada, onde os pré-conceitos podem estar cristalizados ao que sentimos e aceitamos, e nos tornar incapazes de ir além do que se vê, ultrapassando os sentidos e tendo uma visão de mundo culturalmente mais rica.
É a visão de mundo que produz fake news, a necessidade que temos que o Outro tenha nossa visão, muitas vezes limitada pelos horizontes, de como lemos o mundo, muitas vezes sem ver.
Assim está escrito na Bíblia Lc. 6:41: “Por que vês o cisco que está no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho?”, saber ouvir e falar é também um complemento da visão, mas há uma visão além dos sentidos.
O pragmatismo destas visões penetrou e se consolidou no pensamento ocidental moderno, aprofundou-se como cultura e agora vivemos o que chamo de monarquia dos sentidos, uma visão parecida no nível da empatia e das relações sociais, ao que Martha Nussbaum chama de a Monarquia do Medo, que ainda não li, mas faço a especulação que antes do medo passamos por um processo cultural de aquisição de valores e entre eles o medo do diferente.
É urgente ampliar a visão de mundo, criar o cidadão do mundo, a volta do nacionalismo pode representar para alguns uma visão de paz, mas é um fechamento cultural, ético e religioso perigoso capaz de produzir novas guerras e conflitos ainda mais cruéis que as duas guerras.
É possível uma civilização comum, uma cidadania global ou como prefiro um mundo unido, Martha Nussbaum que é pouco conhecido fora do mundo anglo-saxão dá sua resposta:

 

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