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Informar, conhecer e saber

07 Nov

Em tempos de crise cultural, a informação é abundante e nem sempre OntologiaInformaçãoverdadeira, o conhecimento é limitado e a sabedoria escassa.

Embora seja do senso comum que para conhecimento é necessário informar, pouco se sabe sobre o que é informação, e o pouco conhecimento tempo pouca chance em tornar-se sabedoria, então transbordam as “máximas” (frases feitas deslocadas de contexto), a autoajuda (nome impróprio para o autoconhecimento) e o fundamentalismo, miséria da filosofia.

Há muitas possibilidades para a informação, mas se a considerarmos como presente na vida dos seres, então uma definição encontrada no Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa que remete a origem da palavra no latim informatio (delinear ou conceber ideia) entende-se como dar forma ou moldar na mente, onde ela se in-forma, passando a informação a ser ontológica (exemplo acima).

Porém este formato seja na língua, linguagem ou em alguma forma de signos esta informação já existe, e esta relação está tem uma raiz semiótica dado por Beyno-Davies onde o conceito multifacetado de informação é explicado em termos de sinais e de sistemas de signos-sinais.

Para ele há quatro níveis interdependentes, ou camadas da semiótica: a programática, a semântica, a sintaxe e o empírico (ou experimental que prefiro pois não é empirismo).

Enquanto a Pragmática está preocupada com o propósito de comunicação, a Semântica se preocupa com o significado de uma mensagem transmitida em um ato comunicativo (que gera uma ontologia) e a Sintaxe está preocupada com o formalismo utilizado para representar uma mensagem.

A publicação da dissertação de Claude Shannon, em 1948, intitulada A Mathematical Theory of Communication é uma das fundações da teoria da informação onde a informação não somente tem um significado técnico mas também de medida, podendo ser chamada de sinal apenas.

Foi Michael Reddy que observou que “‘sinais’ da teoria matemática são “padrões que podem ser trocados”, neste sentido são códigos, onde a mensagem contida no sinal deve expressar a capacidade de “escolher dentre um conjunto de mensagens possíveis”, não tendo significado único, pois precisa ser “decodificada” entre as possibilidades que existem.

Deve ter certa quantidade de sinais para poder superar a incerteza do sinal transmitido, será conhecimento se a relação entre sinal e ruído (presente na codificação e transmissão do sinal) for relevante e o grau de entropia não tiver destruído o sinal transmitido.

A teoria da comunicação analisa a medida numérica da incerteza de um resultado, por isso tende a usar o conceito de entropia da informação, geralmente atribuído a Claude Shannon.

O conhecimento é aquilo que se obtém da informação quando ela transmitida pode ser retida de alguma forma na mente humana, a informação que permite isto é ontológica.

 

Brasileiros explicam poeira do Buraco Negro

06 Nov

Ao fotografar com telescópios de Infravermelho, em vez de encontraremosAPoeiraBuracoNegro um toro (espécie de rosquinha circular), os pesquisadores S. F. Hönig, M. Kishimoto, M. A. Prieto, P. Gandhi, D. Asmus, R. Antonucci, L. Burtscher, W. J. Duschl e G. Weigelt, encontraram uma poeira que era empurrada para longe do buraco negro na forma de um vento, indicando um fenômeno novo e desconhecido pela física, a publicação foi feita no Astrophysical Journal em 2013.
A astrofísica brasileira Thaisa Storchi Bergmann da UFRGS, muita citada em inúmeros artigos, que já havia encontrado o buraco negro supermassivo na galáxia NGC 1097 fonte dos inúmeros trabalhos posteriores, já alertava que a Teoria dos Buracos Negros poderiam ter equívocos, uma vez que haviam evidências da presença de uma nuvem achatada, com um formato anelar, composta de plasma (prótons e elétrons) e hidrogênio girando a 10 mil quilômetros por segundo (km/s).
A brasileira recebeu inúmeros reconhecimentos e prêmios por seus trabalhos.
Agora dois brasileiros, em trabalho publicado em julho de 2017 na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os astrônomos brasileiros João Steiner e Daniel May, ambos do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, concluíram contrariando o senso comum, que os buracos negros expulsam boa parte do gás que fica no centro das galáxias ao invés de engoli-lo, e localizaram com maior exatidão como é feito.
Os astrônomos mostraram que o vento é formado em dois estágios. No primeiro estágio, a forte radiação eletromagnética proveniente do disco na vizinhança do buraco negro (vento primário) impactando o toro de poeira localizado a três anos-luz do buraco negro, que evapora o toro expulsando o gás nele contido.
O segundo estágio é mais violento, ocorre quando o vento primário e um poderoso jato de partículas, colimado por um forte campo magnético central, atinge uma grande nuvem de gás molecular (composto principalmente de moléculas de dois átomos de hidrogênio) localizada a 100 anos-luz de distância do buraco negro, ainda no centro da galáxia (que tem um diâmetro de 100 mil anos-luz).
Aos poucos o buraco negro, desconhecido pela ciência, vai ficando mais “claro”.

 

Complexidade, simplificidade e pureza

03 Nov

Parecem contraditórios em tempos de crise, mas não é, na verdade o reducionismojesus_madalena_peq é a tentativa de reduzir o humano, o natural e toda a complexidade da vida em verdades dogmáticas e por isso nada simples e nada puras, porque simples não é simplificidade por desconhecimento ou preconceito.
O Complexo é justamente entender que cada pessoa, o conjunto da sociedade, cada ser da natureza e o conjunto do universo se relacionam, interagem num todo complexo e que tudo isto é simples se estiver abertos ao Outro, à Natureza e a TodosUniverso que nos rodeia.
Encontramos nas pessoas mais simples, a complexidade da vida e a sabedoria que penetra nas revelações mais profundas da Natureza e do Universo,
Mahatma Gandhi afirmava que se toda literatura ocidental se perdesse e restasse só o Sermão da Montanha, nada se teria perdido, e ele não era cristão.
Einstein afirmava que era mais fácil quebrar um átomo que um preconceito, pois é na complexidade da formação e do pensamento humano que encontramos muitos problemas, maiores em tempos em que a modernidade quer se afirmar diante de valores já decadentes: sua moral, seu modelo de estado, de harmonia social e de visão de mundos estão em cheque.
Dentre as bem-aventuras que nada mais são narradas no texto bíblico de Mateus  , todas bem-aventuranças são importantes, porém duas nos remetem diretamente ao centro da revelação que são: Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus e Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus,  pois ambas nos colocam diante de Deus: de sua face e como sua filiação.
Em momentos de tanta malícia, de confianças cada vez maiores que geram divisões e confrontos, a pureza (que não é ingenuidade reducionista) é um valor essencial, reclamou Adorno em Minima Moralia, “que mundo é este em que até uma criança desconfia de um presente”, e diríamos do mundo que nem mesmo a justiça a qual deveríamos ter respeito parece não merecê-lo.
Que tipo de paz queremos, que tipo de mansidão queremos (Feliz os mansos porque herdarão a terra), eis a questão que nos é interpelada pelos tempos sombrios que vivemos.
Diversas imagens podemos lembrar de bem-aventuranças na bíblia: o samaritano (que socorre alguém que foi ultrajado), Zaqueu (que era um usurpador e se arrependeu), cegos, viúvas e tantos outros personagens, mas talvez a maior bem-aventurança esteja diante de Madalena, a ex-prostituta que muda radicalmente de vida e torna-se uma das mais fiéis no seguimento de Jesus.
A imagem dela diante da bem-aventurança de ter encontrado seu perdão é a figura (desenho) mais essencial para uma sociedade corrompida e com dificuldades de retomar seu caminho.

 

O Significado das Culturas Computacionais

02 Nov

Resumo da Palestra do prof. Dr. Teixeira Coelho do IEA – USP no evento JoseTeixeiraCoelhoEBICC.

As máquinas estão se humanizando ou são osseres humanos que estão perdendo a humanidade e se transformando em produtos imediatistas, tão valiosos quanto excessivos e totalmente subtuíveis, dos quais o mundo está lotado?

A palestra apresentou como resultados do grupo de estudos Humanidades Computacionais do Instituto de Estudos
Avançados da USP uma lista de conceitos, a maioria com visão crítica da tecnologia, termos como: digitalização, mobilidade, automação, realidade aumentada, efeito-proxy, duplicabilidade, anonimato, perfectibilidade, racionalidade, coordenação, unificabilidade e completibilidade, entre outros, como resultado de uma e-culture (cultura eletrônica digital).

Discutiu a realidade contemporânea das culturas computacionais e digitais e sua relação com a produção cultural, mediada ou autoproduzida, em um contexto em que o trabalho de robôs substitui o trabalho manual dos humanos e caminha para substituir, por meio da inteligência artificial, o trabalho intelectual.

Em seguida Gregory Chaitin proferiu a sua palestra, já comentada no post anterior.

 

A complexidade mundial e o deocolonialismo

02 Nov

A Complexidade do pensamento chamado de “espírito colonial” feita por Karl Polanyi,aoDeocolonialism Marcel Mauss e Michel Foucault, mas com traços em muitos outros autores ajuda a construir de modo mais apropriado o que é o capitalismo hoje e o que ajuda a desvendá-lo sem dogmatismo.

O que ajuda a demonstrar o que é uma produção filosófica, estética, histórica e cultural de determinado tempo, assim como o fizeram Karl Polanyi, em A Grande Transformação; como também o fez, Marcel Mauss, no Ensaio, revelam que a sociedade é composta de uma série de prestações totais envolvendo o conjunto das instituições sociais, sejam elas jurídicas, econômicas, religiosas ou estéticas (Mauss, 1999, p. 274).

Embora o estudo de estudo das obras clássicas nos leva a reconhecer a importância delas no contexto complexo já apontado, é preciso partir para uma crítica teórica, das práticas e experiências nascidas em sociedades não europeias, algumas provenientes de tradições milenares para entender a complexidade do mundo contemporâneo.

Neste particular é importante a obra de Mauss para a crítica decolonial leva a pensar a relação entre o capitalismo e a colonização nos séculos anteriores, mas com raízes ainda nos dias de hoje,  tendo em conta dois aspectos do processo de colonização: de dentro para fora, tanto eurocentrismo sempre citado e no americanismo não citado, como de fora para dentro, negado e visto como “colonial” algumas vezes, mas fundamental para entender o pensamento que Mauss chamada de decolonial.

Reconhecer isto significa que parte da descrição da modernização é realizada numa perspectiva europeia, mas também há nas bordas partes deste pensamento oriundo do “centro” e que não podem ser vistos só como o das “periferias” .

O pensamento deocolonial conceituado por Mauss é então as noções tanto do centro como da periferia que podem finalmente agora, com uma visão mundial, ser desconstruído e que tem nas suas origens tanto o centro como as margens do sistema mundial, uma vez que foram os mecanismos do centro que ajudaram o mundo moderno a “colonizar a vida do Centro” e não apenas o pensamento da periferia do sistema mundial,

Parte da crítica antiutilitarista se enriquece com a crítica decolonial, na medida em que esta última também procura associar ao seu pensamento, com base sociológica, os diversos fenômenos culturais, tradicionais, religiosos, políticos, linguísticos e rituais.

Assim a crítica pós-colonial, que denuncia as relações desiguais entre centro e periferia, na verdade permitiu a expansão da crítica teórica aos campos de conhecimento e práticas situados na periferia nem sempre de fato libertadores, e quase sempre de uma auto-afirmação negativa da identidade cultural, pois podem desvalorizar os conceitos da identidade moral e estética da vida social, as quais são decisivas para o pensamento simbólico em muitos povos.

 

MAUSS, M. Sociologie et anthropologie. Paris: PUF, 1999 (1924).

 

Consciência e Informação

31 Out

O evento EBICC recebe hoje (31 de outubro) a palestra de Gregory Chaitin, Chaitinmatemática e cientista de informática que apresentou o Theorema da Incompletude de Gödel e ele é considerado um dos fundadores da atual complexidade de Kolmogorov (ou Kolmogorov-Chaitin) juntamente com Andrei Kolmogorov e Ray Solomonoff.

Hoje, a teoria da informação algorítmica é um assunto comum em qualquer currículo de ciência da computação.

Resumo:

Ele faz uma revisão das aplicações do conceito de complexidade ou informação algorítmica em física, matemática, biologia e até mesmo do cérebro humano, e propõe a construção do universo de informações e de computação, em vez de matéria e energia, o que seria uma visão de mundo muito mais amigável para discussões sobre a mente e a consciência do que o permitido pelo materialismo tradicional.

Os fundamentos de seu pensamento pode ser encontrado no livro: Meta Mat – Em Busca do Omega. SP: Editora Perspectiva, 2009.

 

Duas palestras abrem o EBICC

30 Out

A base da auto/não distinção na vida e na mente”                        EBICC

Esta será a palestra de Terrence Deacon na abertura do evento Encontro Brasileiro Internacional de Ciências Cognitivas, Deacon é professor da BerKeley US e um antropólogo e biosemiótico sobre o qual já escrevemos alguns posts.

Resumo:

Deacon irá descrever uma organização dinâmica comum que subjazia a sensibilidade vegetativa auto conservadora característica de todos os organismos vivos e mostra como isso é relevante para a neurologia da sensibilidade subjetiva; isto é, a consciência. A dinâmica básica envolve processos auto organizados que se restringem reciprocamente e se preservam mutuamente e, assim, criam uma descontinuidade autossustentável.

Seu argumento que a diferença entre a sensibilidade vegetativa e subjetiva é devido ao modo como a sensibilidade subjetiva é constituída por uma relação entre a sensação vegetativa neurológica de ordem superior e a sensação vegetativa somática da ordem inferior. Uma vez que cada um depende do outro, mas de maneiras hierarquicamente assimétricas, isso cria o que Hoffstadter descreve como um “loop estranho” emaranhando esses dois níveis de sensibilidade. Ele fornecer exemplos dessa organização dinâmica em contextos orgânicos e neurológicos.

“Conhecimento e incerteza na física – Fundamentos e aplicações”
A segunda palestra na abertura do EBICC será proferida por Constantino Tsallis, físico de renome internacional que generalizou os resultados da constante de Boltzmann, importante para os fundamentos da entropia.
Resumo da palestra
Os pilares da física contemporânea são considerados a mecânica estatística newtoniana, relativista e quântica, o electromagnetismo de Maxwell e a mecânica estatística Boltzmann-Gibbs (BG).
É dentro desse domínio que surgem as quatro constantes físicas universais, a saber, a constante gravitacional de Newton G, a velocidade da luz c, a constante de Planck h e a constante de Boltzmann k. A teoria das probabilidades e a noção de incerteza entram em todas essas teorias de uma maneira ou de outra. No entanto, nas estatísticas BG e, consequentemente, na termodinâmica, eles desempenham um papel absolutamente crucial através do conceito de entropia. Entropy foi introduzida por Clausius por volta de 1865 e sua conexão com o mundo microscópico (átomos e outros) foi introduzida pela primeira vez por Boltzmann, e mais tarde por Gibbs, na década de 1870. Desde então, tornou-se habitual em física e em outros lugares considerar que a expressão BG é a única entropia fisicamente admissível. No entanto, foi avançado em 1988 (C. Tsallis, Journal of Statistical Physics 52, 479) que não é assim. As motivações históricas, os fundamentos epistemológicos e as aplicações ilustrativas em sistemas complexos naturais, artificiais e sociais, desta teoria serão brevemente apresentados e discutidos

 

O OUTRO e o Amor cristão

27 Out

Este é o post de número 2000, em comemoração queria dizer o que é maisOZoto profundo em meu sentimento religioso.
O conceito do Outro conforme descreve o filósofo Emmanuel Lévinas pode ser definido assim: “A qualidade das relações que o homem trava com o outro depende não apenas da simpatia de que é investida, mas também, do conhecimento recíproco dos protagonistas.”
Usando este conceito todo o fundamento e prática religiosa poderia ser reduzido a duas coisas muito simples: “ama teu próximo” e ama a Deus, é o que conta um texto do novo testamento, onde os fariseus sabendo que Jesus já calara os Saduceus, em Mateus 22, 36-40, eles fazem uma nova armadilha para Jesus:
“Mestre, qual é o maior mandamento da lei?
Respondeu Jesus: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito’.
Este é o maior e o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’.
Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas”.
E pergunto quanta coisa feita em nome do Amor e que fere os outros, que insuflam preconceitos e desconsidera pessoas, muitos ainda que proclamem estes valores não conseguem vivê-los como prática de vida.

Post2000

 

O Outro, a complexidade e a consciência

26 Out

A preocupação com a identidade gestou a modernidade e com a questão daOoutro liberdade individual ela se expande, já postamos na semana passada sobre a diferença entre ética e eticidade, o que traz consigo a questão da individualidade como subjetividade, sujeitos e objetos estão separados desde a origem do pensamento liberal, agora entrando em ocaso.
O problema moderno é tornar o convívio humano “humanizado”, fundado na justiça, na solidariedade e em valores que incluam o respeito ao outro tem-se tornado um dos maiores desafios da convivência humana na atualidade.
Muitos parecem não acreditar mais que estes valores devem ser observados na vida social e pessoal, na política e nas relações econômicas, e o que é mais triste, mesmo no pensamento religioso onde o amor, a caridade ou a compaixão deva ser observada ao Outro.
Há um desejo de transgredir qualquer limite imposto, questionam valores mais elementares e confundem a liberdade com a autodeterminação, as vezes pessoal, as vezes em grupos.
Educar eticamente pressupõe esse processo de orientação rumo à liberdade consciente, por isso o diálogo sobre o que é consciência não é secundário, e consciência só faz sentido se é consciência de algo, assim pensar sobre o que é sociedade, política e religião é essencial.
Assim como não faz sentido “obrigar” alguém a respeitar o outro, mas é possível proporcionar oportunidades para tornar as relações entre as pessoas mais justas e solidárias, ao mesmo tempo em que se tenta combater os pré-conceitos injustos, no círculo hermenêutico o filósofo Hans Georg Gadamer explica que todos temos pré-conceitos, que são em ultimas instancia os valores que pautamos nossas vidas, questioná-los e colocá-los em discussão é essencial.
Por meio de uma pedagogia ética se criam as condições para o bem comum e o respeito mútuo, enfim, para a realização dos indivíduos como sujeitos éticos, na sociedade o bem-comum fundamental para todos, na justiça aceitarem normas legais para todos e para cada um e na religião seria fundamental lembrar o “mandamento novo”: ama teu próximo.

 

A constante de Tsallis, um brasileiro

25 Out

A expansão do universo, especulação a partir da ideia da expansão dos gasesaoTsallis, que deu origem a Teoria do Big Bang é hoje uma das teorias mais aceitas sobre a criação do universo.
Há uma consequência que foi feita a partir da chamada Mecânica estatística extensiva, que foi publicada em um trabalho recente de Constantino Tsallis em 2009, pela Springer: Introduction to nonextensive statistical mechanics : approaching a complex world , que generaliza a teoria de Boltzmann-Gibbs ainda mais fundamental que a entropia pois inclui resultados atuais.
A generalização da Entropia que foi reformulada em 1998 por Tsallis é um resultado de relevância para a física e já foi muitas vezes debatida pela teoria física mundial, ele descreve de modo mais preciso os comportamentos em lei de potência de uma larga gama de fenômeno, tais como, a turbulência de fluidos até fragmentos em colisões de particulas em altas energias.
As aplicações também são inúmeras desde mecânica dos fluidos até a detecção e câncer de mama e a criação de novos materiais.
Quem se interessa por detalhes pode ler o artigo pode acessá-lo pelo link Statistical Mechanics for Non-extensive Systems and Long-Range Interactions, Constantino Tsallis estará no EBICC que se inicia na próxima semana na USP – SP – Brasil.

Alerta de Ataque Virtual !!!

Diversos meios de comunicação indicaram nesta quarta-feira (25) um novo ataque Virtual, alertados por uma empresa de segurança informática. A empresa russa de segurança informática Kaspersky Lab, informou que cerca de 200 entidades se viram afetadas pelo vírus “BadRabbit”, principalmente na Rússia, mas também a Ucrânia e, em menor medida, Turquia e Alemanha.

Kaspersky Lab, que disse que o ataque começou na terça-feira pela manhã, acrescentou que as vítimas instalaram manualmente o vírus que foi apresentado como um programa para instalar o software Adobe Flash. Na Ucrânia, o vírus perturbou o funcionamento dos sistemas informáticos do aeroporto internacional de Odessa (sul).