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Posts Tagged ‘pandemia’

O que faremos com a nossa vida?

14 abr

A clareza era que já havia um movimento no qual “tanto as causas antrópicas, humanas, e a desregulagem climática, quanto aos ataques a biodiversidade” (Morin, Viveret, 2013, p. 35) algum descompasso civilizatório já era notado, e o que eles chamam de excesso: “já está presente, tanto na crise ecológica, quanto na face social, financeira ou geopolítica da crise”, e é ela que gera a muito tempo um mal estar, já dizia Freud um “mal estar na civilização”.

Contam os autores, fazendo uma ironia que o Wall Street Journal em breve momento de lucidez escreveu: “Wall Street conhece apenas dois sentimentos, a euforia e o pânico”. (p. 37), dito de outra forma por aqueles que não aplicam em jogos de bolsas de valores, “o caráter sistêmico da crise que atravessamos é, portanto, formado por essa dupla excesso/mal- estar” (p. 40), e a pandemia o que fez foi colocar esta dupla numa espiral descendente.

Não é uma pergunta feita depois da pandemia, mas antes no livro que estamos analisando “Como viver em tempo de crise?” de Edgar Morin e Patrick Viveret, ao reler vejo a clareza que tinham do futuro, embora a pandemia não tenha sido imaginada por ninguém, mesmo aqueles que previam uma guerra biológica ou uma humanidade paralisada, refiro me aqui ao Ensaio sobre a Cegueira de Saramago, e o “O Evento cobra” de Richard Preston.

Este ciclo, mais ainda agora na pandemia, “vai nos obrigar a levantar as questões da sobriedade feliz ou, pelo menos, da articulação entre simplicidade e desenvolvimento na ordem do ser, e não de crescimento da ordem do ter, tratando a questão das causas e não apenas dos sintomas.” (p. 42).

O fim de um ciclo que vivemos tem como ápice “o fim do ciclo histórico da salvação pela economia. Porque as promessas de salvação pela economia não foram cumpridas.” (p. 43), sem a economia estaria onde? os que creem num processo escatológico entendem para onde vamos (a maioria dos religiosos nem sempre observam este ciclo), mas se tratando apenas da vida presente em meio a este turbilhão, “a questão da salvação volta a se apresentar para a humanidade, à medida que se configura a possibilidade de pôr fim prematuramente a sua breve história.” (p. 44).

 

 

Como viver em tempo de Crise?

13 abr

Quando Edgar Morin e Patrick Viveret organizaram este livro não imaginavam que poderiam estar falando de um futuro mais próximo do que imaginavam, imaginavam uma civilização em crise, não que um vírus poderia ser um catalizador que aprofundaria esta crise.

Logo de início mostra que um dos pontos importantes é entender que vivemos em uma ambivalência: “As crises agravam as incertezas, favorecem os questionamentos; podem estimular a busca de novas soluções e também provocar reações patológicas, como a escolha de um bode expiatório. São, portanto, profundamente ambivalentes.” (Morin, Viveret, p. 9).

Mas o que é a ambiguidade? “Ela se traduz pelo fato de que uma realidade, pessoa ou sociedade se apresenta sob o aspecto de duas verdades diferentes ou contrárias, ou então apresenta duas faces, não se sabendo qual é a verdadeira.” (idem), em outras palavras fake-news.

A análise da ambiguidade é bem mais complexa, mas pode ser sintetizada como: “É preciso ter sensibilidade para as contradições: quando chegamos, pelo estudo e pela análise, a duas verdades contraditórias, nosso hábito lógico consiste em mudar de raciocínio para eliminar a contradição. O que ocorre não apenas nos problemas políticos e sociais, mas também na física. É preciso assumir e transcender as contradições.” (pg. 12), e isto significa um ir-além de outros autores também.

Entender a ambiguidade exige um esforço de reconhecer a complexidade dos fenômenos, e na atual pandemia isto também se revelou, diz o livro de Morin e outros: “Ora, uma das tragédias do pensamento atual é que nossas universidades e escolas superiores produzem eminentes especialistas cujo pensamento é muito compartimentado. O economista enxerga apenas a dimensão econômica das coisas, assim como o religioso e o demógrafo nas suas respectivas áreas, e todos encontram dificuldade para entender as relações entre duas dimensões.” (pg. 13).

O livro penetrará em muitos âmbitos das ambivalências de uma crise, mas é preciso antes de uma condição prévio: “se não houver essas múltiplas sensibilidades para a ambiguidade, para a ambivalência (ou a contradição), para a complexidade, será muito pequena a capacidade de entender o sentido dos acontecimentos” (pg. 14).

Antes de entender como viver na crise é preciso uma condição prévia: “se não houver essas múltiplas sensibilidades para a ambiguidade, para a ambivalência (ou a contradição), para a complexidade, será muito pequena a capacidade de entender o sentido dos acontecimentos.” (pg. 14).

MORIN, E., VIVERET, P. Como sobreviver na crise ? . Tradução: Clóvis Marques. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 2013.

 

Eficácia da vacina e avanço da pandemia

12 abr

Em notícia publicada em diversos jornais, destaque para a notícia no Washington Post,

Taxa de vacinação

a China admite a baixa eficácia da vacina Coronavac, porém a cidade de Serrana no Interior paulista vacinou mais de 50% da população, não foram vacinadas crianças e mulheres grávidas, num total de 21450 pessoas e o resultado foi de apenas uma morte para quem recebeu duas doses da vacina e cinco para voluntários que tinham recebido a primeira dose, o teste foi chamado de Projeto S e tem como objetivo justamente verificar a eficácia da vacina, em maio sairá um relatório.

Com os mesmos 90% de ocupação de leitos, o Estado de São Paulo voltará a fase vermelha, mas é preocupante, já em todo país com mais de 26,5 milhões de vacinados (gráfico), 14 estados estão em alta de infecção concentrados em parte do sudeste (SP, RJ, MG, PR), oeste (MT, MS, MT, GO), norte (PI, MA, CE, AM, AP) e no Nordeste PE.

O avanço da pandemia e a agressividade da nova cepa, junto com a lentidão da vacinação continua a provocar muitas mortes mesmo com o Brasil sendo o 5o. país do mundo com maior vacinação, só China, Estados Unidos, Reino Unido e e Índia vacinaram mais que o Brasil em números absolutos, porém considerando a vacinação para 100 habitantes, o Brasil cai para 56o. lugar no ranking, o número pode em diversos canais, incluindo a CNN.

Já globalmente o mundo caminha para a sexta semana em queda do contágio e a terceira semana em queda quanto a mortalidade, espera-se que a tendência se mantenha, os especialistas atribuem às medidas de combate e à sazonalidade, é um período ameno de temperatura, primavera/verão no hemisfério norte e outono no hemisfério sul, mas o inverno virá em dois meses, também preocupa que em alguns países a curva ainda não se reverteu.

A análise da OMS é que falar em “ondas” não faz muito sentido, afirma Daniel Lópes Acuña, ex diretor de emergências da OMS, afirmando que dependem mais das medidas tomadas e agora da eficácia da vacinação. 

Este processo de políticas de contenção da doença, no Brasil desencadeou uma crise política, porém as medidas dos governadores estaduais também revelam contradições e pouca eficácia, exceto para o toque de recolher noturno, o lockdown é feito setorialmente, por exemplo, o estado de São Paulo volta as aulas presenciais dia 14 próximo.

 

[:pt]Vacinação e perigos a frente[:en]Vaccination and dangers ahead[:]

05 abr

[:pt]Os dados oficiais do site On Data in World indicam uma vacinação total no Brasil de 10,2 milhões de pessoas até 3 dias atrás, enquanto a média mundial fica no patamar de 6,5% e em países como França, Itália e Alemanha estão no inexplicável índice próximo a 11% (até a OMS reclamou).

Somente Israel perto dos 60% e Reino Unido próximo aos 50% tem índices aceitáveis, na América Latina somente o Chile chegou aos 30% e o Uruguai aos 20% mas deve-se observar que tem populações bem menores Chile 18 milhões (menor que a cidade de São Paulo), e Uruguai 3,5 milhões (pouco maior que Belo Horizonte se contando as cidades Betim, Contagem que são vizinhas),  o Brasil está próximo aos 10% contando a primeira dose conforme dados do mesmo site (on Data in World na imagem).

Dois perigos ameaçam fortemente os índices de contaminação: a nova cepa que se propaga mais rapidamente e o frio que deve chegar em breve, segundo os especialistas do Butantã não é possível acelerar o processo de produção de vacinas, mas já a FioCruz do Rio de Janeiro promete entregar 1 milhão de doses diárias, chegaria ao final de abril com 40 milhões de vacinados ao menos com a primeira dose (isto daria próximo ao 20% da população), e torcer para que o frio retarde, sem contar as remessas que virão do exterior e do próprio Butantã.

Felizmente o tempo tem estado quente, apesar de frentes frias ameaçando no sul, a expectativa para os próximos 15 dias (até o dia 20 de abril portanto), é de permanecer quente. apesar de chuvoso, porém não há dados corretos do tempo, as previsões nem sempre estão certas.

Espera-se que uma vacinação consiga frear o aumento sucessivo de infecções, batemos vários recordes de infecção e mortes, e a agressividade da nova cepa atua neste dois aspectos.

Um medicamento inovador é anunciado no mercado, e protocolou no último dia 30 de março o pedido na Anvisa, é uma combinação de anticorpos monoclonais bamlanivimabe e etesevimabe que foi desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, e pode auxiliar em casos leves e pessoas que tenham problemas respiratórios, é o primeiro medicamento realmente válido na prevenção e nos casos leves que tenham comorbidades respiratórias, pode chegar em 30 dias ao mercado.

Este medicamento tem um trunfo poderoso, pois já tem a liberação da Food and Drug Administration (FDA) a reguladora de medicamentos nos EUA, enfim é preciso pensar em soluções criativas e não se pode descartar as medidas preventivas, claro que sejam realmente válidas.

Segue a versão em inglês (o site está em manutenção.

 [:en]Official data from the On Data in World (in graphic) website indicate a total vaccination in Brazil of 10.2 million people up to 3 days ago, while the world average is at the level of 6.5% and in countries like France, Italy and Germany they are inexplicable. rate close to 11% (even the WHO complained).

Only Israel close to 60% and the United Kingdom close to 50% have acceptable rates, in Latin America only Chile reached 30% and Uruguay to 20%, but it should be noted that Chile has a much smaller population of 18 million (less than the city ​​of São Paulo), and Uruguay 3.5 million (slightly larger than Belo Horizonte if counting the cities Betim, Contagem that are neighboring), Brazil is close to 10% counting the first dose according to data from the same site (on Data in World ).

Two dangers strongly threaten the contamination rates: the new strain that spreads more quickly and the cold that should arrive soon, according to experts from Butantã in Sao Paulo, it is not possible to speed up the vaccine production process, but on the other hand, FioCruz in Rio de Janeiro promises to deliver 1 million daily doses, would arrive at the end of April with at least 40 million vaccinated with the first dose (this would be close to 20% of the population), and hope that the cold will delay, not counting the shipments that will come from the abroad and Butantã itself.

Fortunately the weather has been hot, despite cold fronts threatening in the south, the expectation for the next 15 days (until April 20, therefore), is to stay warm. although it is rainy, but there is no correct weather data, the forecasts are not always right.

It is hoped that a vaccination will be able to stop the successive increase of infections, we have broken several records of infection and deaths, and the aggressiveness of the new strain acts in these two aspects.

An innovative drug is announced on the market, and filed the order on Anvisa on March 30, it is a combination of monoclonal antibodies bamlanivimab and etesevimab that was developed by the pharmaceutical company Eli Lilly, and can help in mild cases and people who have respiratory problems , is the first drug really valid in prevention and in mild cases that have respiratory comorbidities, it can reach the market in 30 days.

This medicine has a powerful asset, since it has already been released by the Food and Drug Administration (FDA), the drug regulator in the USA, in short it is necessary to think of creative solutions and preventive measures cannot be ruled out, of course they are really valid.[:]

 

[:pt]Critica da razão inadequada[:en]Criticism of inadequate reason[:]

30 mar

[:pt]A filosofia ocidental vive numa razão inadequada, não pode ser racional ignorar a dor, a morte e as intempéries da natureza e da vida, a vida é morte e ressurreição e sem compreender uma não se compreende a outra, em plena pandemia observa-se que nem mesmo religiosos entenderam isto.

Na filosofia ocidental predomina o idealismo e sua lógica dualista, assim dor e felicidade se complementam, por isto é possível tanto sadismo com o próprio corpo, com as relações humanas, ainda que agora haja grande apelo a empatia, já discorremos sobre o “terceiro incluído” da física quântica e a lógica do ir-além do eu-tu.

Epicuro submetia a dor ao tetrapharmakon, a ideia que negá-la seria inútil então é buscar o melhor caminho para conviver com ela, é o terreno neurótico do certo e do errado, do bem e do mal, para atingir uma planície filosófica povoada como diria Espinosa, bons e maus encontros.

Os dois primeiros remédios de Epicuro referem-se ao intelecto, próprio do idealismo, desfazer todas as superstições e medos irracionais que causam angústia nos homens, a morte e a cólera dos deuses, por isto se repete a ladainha Deus é bom, ele o é, mas incompatível com o mal e isto não significa ausência de dor, mas sua transposição para um bem maior.

Os dois últimos remédios são uma “ética” hedonista, trata dos caráteres preventivos da dor e a obtenção do prazer, também eles não admitem a dor com uma contingência da vida, e nem tudo é inevitável, por exemplo a morte, e assim ela permanece presa a uma razão inadequada.

Também Camus tratou do tema, e tivemos oportunidade de fazer um post sobre o Mito de Sísifo, e seu ponto de partida é encontrar a felicidade onde é possível em tempos sombrios (as guerras).

Se admitirmos a dor, e realizar a passagem por ela encontraremos um terceiro ir-além ou o pensar para o além, sugerido por Emmanuel Lévinas, que significa mover-se cada vez mais para o estranho, para o mistério e para o infinito (outro tema de Lévinas) e já mencionamos aqui o Cosmos e a visão de Teilhard de Chardin sobre uma cosmovisão cristã.

Entramos na semana da Páscoa e com ela na cosmovisão cristã, o sacrifício de Cristo substitui o sacrifício do cordeiro feito por Abraão (nas três grandes religiões monoteístas: o Islã, o Judaísmo e o Cristianismo), assim a dor entra num novo significado a partir do qual é possível vida-pós-morte[:en]Western philosophy lives in an inadequate reason, it cannot be rational to ignore the pain, death and inclement weather of nature and life, life is death and resurrection and without understanding one does not understand the other, in the middle of a pandemic it is observed that not even religious understood this.

In Western philosophy, idealism and its dualistic logic predominate, so pain and happiness complement each other, that is why so much sadism is possible with one’s own body, with human relationships, although now there is a great appeal to empathy, we have already discussed the “third party included ”Of quantum physics and the logic of going beyond me-you.

Epicurus submitted the pain to the tetrapharmakon, the idea that to deny it would be useless so it is to seek the best way to live with it, it is the neurotic terrain of right and wrong, of good and evil, to reach a philosophical plain populated as I would say Espinosa, good and bad encounters.

Epicurus’ first two remedies refer to the intellect, proper to idealism, to undo all the irrational superstitions and fears that cause anguish in men, the death and anger of the gods, that is why the litany God is good, he is , but incompatible with evil and this does not mean the absence of pain, but its transposition to a greater good.

The last two remedies are a hedonistic “ethics”, it deals with the preventive characters of pain and the obtaining of pleasure, they also do not admit pain with a contingency of life, and not everything is inevitable, for example death, and so it remains improper reason.

Camus also addressed the issue, and we had the opportunity to make a post about the Myth of Sisyphus, and his starting point is to find happiness where it is possible in dark times (wars).

If we admit the pain, and go through it, we will find a third go-beyond or think towards the beyond, suggested by Emmanuel Lévinas, which means to move more and more towards the stranger, the mystery and the infinite (another Lévinas theme) and we have already mentioned here the Cosmos and Teilhard de Chardin’s vision of a Christian worldview.

We entered Easter week and with it in the Christian worldview, the sacrifice of Christ replaces the sacrifice of the lamb made by Abraham (in the three great monotheistic religions: Islam, Judaism and Christianity), so the pain enters a new meaning from of which afterlife is possible.

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[:pt]É grave, mas pode haver esperança[:en]It is serious, but there can be hope[:]

29 mar

[:pt]Enquanto a Europa experimenta a 3ª. onda, o número de infectados e a gravidade da doença torna a pandemia uma crise humanitária no brasil, a esperança é aumentar a taxa de vacinação.

Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen reconhece que o bloco dos 27 países membros “não está onde queria” com a imunização, e disse que os esforços devem acelerar, apesar das 2 bilhões de doses contratadas, para uma população de 450 milhões, as taxas ainda estão abaixo de 10% o que é muito pouco pelo esforço já feito.

Enquanto Itália, Alemanha e França vacinação 10,3% fora do bloco o Reino Unido já chegou a 36,5%, no Brasil perto de 13% já receberam a primeira dose, os dados oficiais são de 15.503.373 para a primeira dose, enquanto 4.699.784 para a segunda dose, num total de mais de 20 milhões, mas a taxa de infecção e mortalidade cresce, se pensarmos que 12,5 milhões já tiveram covid-19 pode-se dizer que em número há uma pequena vantagem.

Porém não é bem assim, seria necessário que metade da população tivesse já a primeira dose, mas olhando o caso mais otimista que são os 38% do Reino Unido, vemos que o caminho a percorrer é grande.

A esperança vem dos dois institutos que desenvolvem a vacina no Brasil, o Butantã de São Paulo e a FioCruz do Rio de Janeiro, acredita-se que poderão estar vacinando em abril já as pessoas com mais de 60 anos, isto levaria a uma taxa de pouco mais de 20% no mês, sem contar os contratos externos que podem aumentar muito este número, chegando a uma taxa otimista de 35%.

Isto porque a promessa de 57.179.258 doses caiu para 47.329.258 doses, entre as que diminuíram o número estão a Pfizer e a de Oxford, mas com a promessa de vacinas vindas do exterior esta taxa poderá atingir a meta esperada em maio para 47 657 058 pouco abaixo da planejada.

A taxa somente irá ultrapassar a planejada no mês de agosto onde se espera mais de 82 milhões de doses em vez das 35 milhões planejadas, assim somente em setembro pode-se esperar uma queda nas infecções e mortes, espera-se que o sistema de saúde em pane consiga chegar lá.

A esperança continua sendo o crescimento de vacinas disponíveis no mercado.[:en]While Europe is experiencing the 3rd. wave, the number of infected and the severity of the disease makes the pandemic a humanitarian crisis in Brazil, the hope is to increase the rate of vaccination.

In Europe, the president of the European Commission, Ursula von der Leyen recognizes that the bloc of the 27 member countries “is not where it wanted” with immunization, and said that efforts should accelerate, despite the 2 billion doses contracted, for a population of 450 million, rates are still below 10%, which is very little due to the effort already made.

While Italy, Germany and France vaccination 10.3% outside the block the United Kingdom has already reached 36.5%, in Brazil close to 13% have already received the first dose, the official data is 15,503,373 for the first dose, while 4,699,784 for the second dose, in a total of more than 20 million, but the rate of infection and mortality grows, if we think that 12.5 million have already had covid-19 it can be said that in number there is a small advantage.

However, it is not so, it would be necessary that half of the population already had the first dose, but looking at the most optimistic case, which is the 38% of the United Kingdom, we see that the way to go is great.

The hope comes from the two institutes that develop the vaccine in Brazil, Butantã in São Paulo and FioCruz in Rio de Janeiro, it is believed that people over 60 years of age may be vaccinating in April, this would lead to a rate of just over 20% in the month, not counting the external contracts that can increase this number a lot, reaching an optimistic rate of 35%.

This is because the promise of 57,179,258 doses fell to 47,329,258 doses, among which the number decreased are Pfizer and Oxford, but with the promise of vaccines coming from abroad this rate could reach the goal expected in May for 47 657 058 just below the plan.

The rate will only exceed that planned in the month of August where more than 82 million doses are expected instead of the planned 35 million, so only in September can a drop in infections and deaths be expected, the health system is expected in trouble to get there.

The hope remains the growth of vaccines available on the market.

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[:pt]Amor, dor e lógica divina[:en]Love and divine logic[:]

26 mar

[:pt]Somente aqueles que são capazes de ultrapassar os limites da dor, do ódio e do desprezo podem se aproximar de um amor divino, é preciso ultrapassar a lógica dualista da luta do bem contra o mal, a deo-lógica é aquela que sempre vai de encontro ao bem, o que os gregos chamavam de agathosyne, que vem de Agathon bondade num sentido de espírito elevado, e que é busca.

Há um terceiro incluído que caminha conosco. 

A dor é muitas vezes aquilo que mais fere a alma, mas pode ser também a que a alarga, nestes momentos de evolução da crise pandêmica no país enfrentamos a mais séria necessidade de buscar uma força além das medidas sanitárias, débeis é verdade, mas a defesa da vida deve continuar naqueles que se solidarizam com os que estão sendo afetados pelo vírus.

Só entendendo este sentido mais profundo da dor seremos capaz de abraça-la, de ter esperança e de olhar para um futuro onde não mais teremos que correr atrás do tempo perdido, mas nos preparemos e nos antecipemos para evitar crises humanitárias ainda piores, que poderão advir.

Há sempre uma terceira possibilidade e assim como a dor é uma passagem de um estado para outro, também o que pode surgir depois de muito sofrimento é uma novidade ainda maior, um salto de qualidade naquilo que somos como homens e como natureza, e superar o estágio atual.

Edgar Morin escreveu em seu livro recente É preciso mudar de via: lições do coronavírus, neste sentido também: “A utopia do melhor dos mundos deve dar lugar à esperança de um mundo melhor. Como toda grande crise, como toda grande infelicidade coletiva, nossa crise planetária desperta esperança.”

Pode-se assim entender melhor, tanto no sentido teológico quanto filosófico, numa passagem central da paixão de Jesus quando na cruz ele grita (Marcos 1,34): “Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:— “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, porque é nesta dor que o humano e o divino se fundem, emergindo uma nova realidade de morte e ressurreição, sim Deus morreu dizem os filósofos, porém há um terceiro incluído: depois ressuscitou, assim pode-se entender a passagem da morte para a vida.

Toda esta dor, esta “grande infelicidade coletiva” diz Morin desperta esperança, porque ela é de fato uma passagem, talvez a mais dolorosa que a humanidade passou, ainda que tivemos guerras odiosas, ainda que tenhamos conflitos de natureza social, étnico e religioso, há um sentimento de dor.

Só fará sentido toda esta dor se encontrarmos logo ali na frente uma outra forma de olhar para ela.[:en]Only those who are able to overcome the limits of pain, hatred and contempt can approach a divine love, it is necessary to overcome the dualistic logic of the struggle between good and evil, deo-logic is the one that always meets for good, what the Greeks called agathosyne, which comes from Agathon kindness in a high sense of spirit, and which is pursuit.

There is a third party included who walks with us.

Pain is often what hurts the soul the most, but it can also be the one that broadens it, in these moments of evolution of the pandemic crisis in the country, we face the most serious need to seek strength beyond sanitary measures, weak is true, but the The defense of life must continue in those who show solidarity with those affected by the virus.

Only by understanding this deeper sense of pain will we be able to embrace it, to have hope and to look to a future where we will no longer have to run after lost time, but prepare and anticipate ourselves to avoid even worse humanitarian crises, which may come.

There is always a third possibility and just as pain is a transition from one state to another, what can arise after much suffering is an even greater novelty, a leap in quality in what we are as men and as nature, and overcoming current stage.

Edgar Morin wrote in his recent book It is necessary to change the path: lessons from the coronavirus, in this sense as well: “The utopia of the best of all worlds must give way to the hope of a better world. Like every great crisis, like every great collective unhappiness, our planetary crisis awakens hope. ”

It can thus be better understood, both in the theological and philosophical sense, in a central passage of Jesus’ passion when on the cross he shouts (Mark 1,34): “. 34At three in the afternoon, Jesus cried out in a loud voice: – “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”, Which means: “My God, my God, why have you forsaken me?”, Because it is in this pain that the human and the divine become merge, emerging a new reality of death and resurrection, yes God died say the philosophers, but there is a third included: after he rose, so you can understand the passage from death to life.

All this pain, this “great collective unhappiness” says Morin awakens hope, because it is indeed a passage, perhaps the most painful that humanity has gone through, even though we have had hateful wars, even though we have conflicts of a social, ethnic and religious nature, there is a feeling of pain.

All this pain will only make sense if we find another way of looking at it right there in front.

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[:pt]Vacinas e lockdown urgentes[:en]Urgent vaccines and lockdown in Brazil[:]

22 mar

[:pt]

Voo chegou as 17h30 em Guarulhos.

Entramos numa fase critica da pandemia no Brasil, mesmo o estado economicamente mais avançado já dá sinais de seu esgotamento hospitalar e já há uma ameaça de uma crise humanitária em curso.

Agora falar sobre soluções que não aconteceram, propostas que não foram a frente, os hospitais de campanha que sumiram, e a crise de oxigênio no Amazonas não adiante, para salvar vidas é preciso agir com firmeza e rapidez: vacinação e lockdown.

Uma leve esperança vem do consórcio Covax Facility, liderado pela OMS, desembarcou em Guarulhos, na Grande São Paulo, 1.022.400 doses de imunizantes no dia de ontem (foto), e há uma perspectiva de mais de 42 milhões de doses ainda neste ano, é a vacina AstraZeneca/Oxford, fabricada pelo SK Bioscience da Coreia do Sul, a mesma fabricada pela Fiocruz já com registro definitivo pela Anvisa (a Associação de Vigilância Sanitária do Brasil).

Já as 8 milhões da AstraZeneca que virão do Instituto Serum da India irão atrasar (chegaram 2 milhões apenas).

Já a Coronavac do Butatan disponibilizou 24,6 milhões de doses da vacina para todo o país, o cronograma até o final de abril prevê 46 milhões de doses, de onde virão as que faltam?

A Anvisa já concedeu o registro definitivo para a vacina Pfizer, o que autoriza sua importação, mas o imunizante ainda não está disponível em solo brasileiro, com a prorrogação da extensão do lockdown o Ceará assinou contrato para a compra direta da vacina russa Sputnik V, o estado quer adquirir 5,8 milhões de doses desta vacina.

O laboratório União Química tem direitos de produção da Sputnik V no Brasil, mas a Anvisa cobra a entrega de dados para uso emergencial, os dados publicados no periódico cientifico The Lancet, indicam que a eficácia desta vacina é de 91%.

O governo assinou contrato para adquirir 100 milhões de doses do imunizantes da Pfizer, e mais 38 milhões restantes da Janssen, que, entretanto, não tem ainda registro definitivo.

Diversos relatórios e dados científicos mostram que a combinação de lockdown com a vacinação é necessária, o sucesso do Reino Unido e Portugal, onde o número de internações caiu drasticamente, enquanto o resto da Europa começa a enfrentar uma 3ª. onda.

Embora seja difícil é preciso ter esperança na vacinação e não abrandar as medidas de isolamento social.[:en]We have entered a critical phase of the pandemic in Brazil, even the most economically advanced state is already showing signs of hospital exhaustion and there is already a threat of an ongoing humanitarian crisis.

Flight arrives 17h30  International Airport in Guarulhos, Brazil.

A slight hope comes from the consortium Covax Facility, led by the WHO, landed in Guarulhos, Greater São Paulo, 1,022,400 doses of immunizers yesterday, and there is a prospect of more than 42 million doses this year, is the AstraZeneca/Oxford vaccine, manufactured by SK Bioscience of South Korea, the same one manufactured by Fiocruz with a definitive registration by Anvisa (the Brazilian Health Surveillance Association).

AstraZeneca´s 8 million that will come from the Serum Institute of India will be delayed (only 2 million arrive).

But the Coronavac from Butatan made available 24.6 million doses of the vaccine for the whole country, the schedule until the end of April foresees 46 million doses, where will the missing ones come from?

Anvisa has already granted the definitive registration for the Pfizer vaccine, which authorizes its importation, but the immunizer is not yet available on Brazilian soil, with the extension of the lockdown extension, Ceará State signed a contract for the direct purchase of the Russian Sputnik V vaccine, the state wants to acquire 5.8 million doses of this vaccine.

The União Química laboratory has production rights for Sputnik V in Brazil, but Anvisa charges the delivery of data for emergency use, the data published in the scientific journal The Lancet, indicate that the effectiveness of this vaccine is 91%.

The government has signed a contract to purchase 100 million doses of Pfizer immunizers, and the remaining 38 million from Janssen, which, however, does not yet have a definitive registry.

Several reports and scientific data show that a combination of lockdown with vaccination is necessary, the success of the United Kingdom and Portugal, where the number of hospitalizations has dropped dramatically, while the rest of Europe is facing a 3rd. wave.

Although it is difficult, it is necessary to have hope for vaccination and not to slow down measures of social isolation in Brazil.

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[:pt]Dar uma “alma” a Terra[:en]Give a “soul” to the Earth[:]

18 mar

[:pt]A ideia de dar ao homem de nosso tempo uma cidadania planetária, vivemos o tempo da mundialização ou da globalização, e isto implica em direitos, só terá sustentabilidade se na contrapartida este caminho apontar também para uma “alma” terrena onde todos se vejam como codependentes entre si, a pandemia já deveria ter despertado isto, mas ainda não aconteceu.

Diz Chardin no livro que estamos analisando: “o homem de nossa época passará ainda um período de grande ilusão, imaginando que, chegado a um melhor conhecimento de si mesmo e do Mundo, não tem mais necessidade de Religião” (Chardin, 1958) e isto piora quando vemos a noite de Deus que paira sobre a humanidade, confusa entre ideologias e fundamentalismos.

Via o imperativo que “da evolução universal Deus emerge nas nossas consciências”, e via que era preciso superar “a religião entendida como simples apaziguamento das nossas dificuldades, um ‘opio’. Sua verdadeira função é de sustentar e estimular o progresso da Vida” e notem que os sistemas propostos contra ela não foram capazes de se mostrarem eficientes nesta direção.

Explica que a função religiosa é “nascida da ´hominização´, e ligada a esta só pode continuamente com o Homem mesmo”, e perguntará: “Não é isto que podemos constatar em nossa vida?  Em que momento, na Noosfera, existiu uma necessidade mais urgente de procurar, de encontrar uma Fé, uma Esperança para dar um sentido, uma alma ao imenso organismo que nós construímos?

Dava a entender que este processo de hominização, como ponto alto da complexificação do Cosmos, sua forma “mais avançada” se encontra “personalizada”, e ela faz surgir uma dupla condição necessária para o futuro: super-animar a Pessoa (anima e alma tem a mesma origem etimológica), mas sem a destruir, e uma convergência universal “deve ainda possuir (eminentemente) a qualidade de uma Pessoa”, invertemos de propósito, pelos eventos atuais.

Chardin imaginava que a pessoa cresceria junto com esta “super-anima” (aqui no sentido de alma) mas vemos que a Pessoa ficou em segundo plano, ou como preferem existencialistas mais atuais, o Ser e o Ser-com-o-Outro, que deveria ter evoluído junto com a super-anima, mas não ocorreu.

Nos escritos de Pequim datados de 1937, ele especula sobre esta energia humana motora de tantos avanços e esta força de “ser-mais” sob uma forma mais primitiva e mais selvagem: a Guerra.

Acreditava que virá o tempo em que “aqueles que triunfam dos mistérios da Matéria e da Vida” ao contrário de ser usada para a guerra, dos exércitos e frotas, “dobrar esta outra potência que a máquina tornará livre, e uma maré irresistível de energias disponíveis levará aos círculos mais progressivos da Noosfera”.

Como uma primeira conclusão, os textos ainda irão a frente, afirma: “O amor, assim como o pensamento, está sempre em pleno crescimento na Noosfera. Torna-se cada dia mais flagrante o excesso de suas energias em relação às necessidades cada mais restritas da propagação humana.”

 

CHARDIN, T. Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil, 1958.[:en]The idea of giving the man of our time a planetary citizenship, we live in a time of globalization or globalization, and this implies rights, it will only be sustainable if in return this path also points to an earthly “soul” where everyone sees themselves as codependents among themselves, the pandemic should have sparked this, but not yet.

Says Chardin in the book we are analyzing: “the man of our time will still go through a period of great illusion, imagining that, having reached a better knowledge of himself and the world, he no longer needs Religion” (Chardin, 1958) and this gets worse when we see the night of God hanging over humanity, confused between ideologies and fundamentalisms.

He saw the imperative that “from universal evolution God emerges in our consciences”, and he saw that it was necessary to overcome “religion understood as a simple appeasement of our difficulties, nothing ‘opium’. Its real function is to sustain and stimulate the progress of Life”and note that the systems proposed against it have not been able to prove effective in this direction.

He explains that the religious function is “born of ´hominization´, and linked to it can only be continually with the Man himself”, and he will ask: “Isn´t this what we can verify in our life? When, in the Noosphere, was there a more urgent need to seek, to find a Faith, a Hope to give meaning, a soul to the immense organism that we built?

It implied that this process of hominization, as the highlight of the complexification of the Cosmos, its “more advanced” form is “personalized”, and it raises a double necessary condition for the future: to super-animate the Person (anima-soul and animation has the same etymological origin), but without destroying it, and a universal convergence “must still (eminently) have the quality of a Person”, we purposely invert, due to current events.

Chardin imagined that the person would grow up with this “super-anima” (here in the sense of the animation) but we see that the Person was in the background, or as most current existentialists prefer, the Being and the Being-with-the-Other, that should have evolved along with the super-anima, but it didn’t.

In the 1937 Beijing writings, he speculates about this human energy that drives so many advances and this “being-more” force in a more primitive and more savage form: the War.

He believed that the time will come when “those who triumph over the mysteries of Matter and Life” as opposed to being used for war, armies and fleets, “doubling this other power that the machine will make free, and an irresistible tide of energies available will lead to the most progressive circles in the Noosphere”.

As a first conclusion, the texts will still go ahead, he says: “Love, like thought, is always in full growth in the Noosphere. The excess of their energies in relation to the increasingly restricted needs of human propagation is becoming more flagrant every day”.

Chardin, T. (1958) Construire la Terre. Paris: Editions du Soleil.

 

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[:pt]A cura, a alma e a lei[:en]Healing, the soul and the law[:]

16 mar

[:pt]A pandemia segue um percurso ainda mais perigoso que é a produção de novas variantes ou novas cepas, toda humanidade quer a cura, mesmo os chamados negacionistas, todos sofremos e porque a cura não vem, o que falta para a ciência, ou para a compreensão do vírus que não acontece, na verdade temos outras doenças que são comorbidades sociais: fome, miséria, ignorância e intolerância que não dão trégua também, e a doença da alma humana da qual não se fala ou apenas da “religiosa”.

Ah sempre foi assim, não temos outra solução, falamos no post anterior sobre a próxima pandemia, se não nos curarmos é claro, há um caso diferente e emblemático.

Em 1977, Ali Maow Maalin, um cozinheiro de um hospital na Somália, pegou varíola, ele não sabia, mas era a última pessoa do mundo a contrair naturalmente a doença, ela infectou 1 bilhão de pessoas e matou 300 milhões no século 20, quando ficou curado entrou para a história, a varíola foi considerada erradicada, duas coisas foram necessárias: a vacina e gerenciar a doença.

O gerenciamento deve ser global e a OMS deve ter um papel essencial nesta luta, identificar os focos e agir com rapidez e firmeza para evitar que doenças infecciosas se alastre.

A doença que impede isto é a doença da alma, estamos quase sempre em polos de radicalização e não permitimos um avanço fraterno e geral de todos os países e em todos os países pela OMS, este problema da “alma” humana não será resolvido apenas pela lei, política e repressão, é preciso educar.

As religiões poderiam ter um papel essencial nisto, criados para tornar a família humana filha de um só Pai e assim todos seus filhos, limitados que somos diante de doenças sanitárias e sociais, não se realiza porque a alma humana segue doente, e só a “lei” não resolve é preciso mudar a mentalidade, só a radicalização produziremos mais ditaduras e menos fraternidade.

Na passagem Bíblia que Jesus cura um paralítico, e ele sai levando a cama, os judeus dizem que não era permitido carregar a cama no sábado (João 5,10-13) e Jesus já havia perdoado seus pecados, isto é curado sua alma, e nós permanecemos doentes do pecado e da mentalidade.

Teilhard Chardin escreveu “Construire la terre” (Ed. Soleil, 1958) onde fala da “alma comum”, voltaremos ao tema.[:en]The pandemic follows an even more dangerous path, which is the production of new variants or new strains, all humanity wants a cure, even the so-called denialists, we all suffer and because the cure does not come, what is missing for science, or for understanding the virus that does not happen, in fact we have other diseases that are social comorbidities: hunger, misery, ignorance and intolerance that do not give respite too, and the disease of the soul that is not talked about.

Ah it was always like that, we have no other solution, we talked in the previous post about the next pandemic, if we do not cure ourselves, of course, there is a different and emblematic case.

In 1977, Ali Maow Maalin, who was a hospital cook in Somalia, caught smallpox, he didn’t know, but he was the last person in the world to naturally contract the disease, she infected 1 billion people and killed 300 million in the 20th century, when he was cured he went down in history, smallpox was considered eradicated, two things were needed: the vaccine and managing the disease.

Management must be global and WHO must play an essential role in this struggle, identify outbreaks and act quickly and firmly to prevent infectious diseases from spreading.

The disease that prevents this is the disease of the soul, we are almost always in radicalization poles and we do not allow a fraternal and general advance of all countries and in all countries by WHO, this problem of the human “soul” will not be solved only by law, politics and repression, it is necessary to educate.

Religions could play an essential role in this, created to make the human family the daughter of one Father and thus all his children, limited as we are in the face of sanitary and social diseases, cannot be fulfilled because the human soul remains ill, and only “law ”does not solve the need to change the mentality, only radicalization will produce more dictatorships and less fraternity.

n the Bible passage that Jesus heals a paralytic, and he goes out taking the bed, the Jews say that it was not allowed to carry the bed on the Sabbath (John 5: 10-13) and Jesus had already forgiven his sins, that is, healed his soul, and we remain sick with sin and new mentality.

Teilhard Chardin wrote “Construire la terre” (Ed. Soleil, 1958) where he speaks of the “common soul”, we will return to the theme.

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