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Posts Tagged ‘Páscoa’

O homem na natureza e o sobrenatural

08 abr

Entre o mistério e o conhecido, entre o humano e o sobrenatural, há mais coisas entre o céu e a terra do que pensam a nossa vã filosofia e nossa humana teologia, ambas precisam de uma mão “extra”.

Precisamos para caminhar em frente de acreditar em algo, ou em alguém que é muito mais palpável ao humano, mas esquecemos como diz Morin, como diz Heidegger e até o crítico literário que nos deixou: é preciso saber o que é Ser.

Morin reclama do humano que não sabe mais do próprio humano, a Pandemia tem mostrado isto com inúmeros exemplos em todo lado, gente que não se compadece dos que morrem todo dia, gente que quer atribuir a culpa do vírus a esta ou aquela pessoa, e pessoas com comportamento como se não estivéssemos numa pandemia, em todos âmbitos faltam humanismo do respeito ao ser humano primeiro e a sua vida como consequência.

Na visão de Heidegger expressa em seu clássico “Ser e Tempo”, o homem é o ser-no-mundo, ou seja, um ser-em-situação-temporal, mas não preso a ela e está sempre aberto para tornar-se algo novo, assim poderíamos pensar o que será o novo no pós-pandemia, isto dará um traço existencial ao que significa ser preso ao tempo.

Porém estava aberto ao novo, isto depende de uma visão de mundo (weltanschauung ou cosmovisão), nela se prende sempre uma visão do mistério da vida, do universo e do que pode existir além dele o sobre-natural, porque o nosso conceito de natureza é incompleto.

Se viemos do barro, ou se a própria vida surgiu de pequenas reações orgânicas do inorgânico (o conceito de mutação aórgica), significa também que nesta origem há mistério e uma série de hipóteses são válidas, porém algo “novo” já aconteceu no passado que deu origem a criação da natureza orgânica, dos animais e do homem nesta “natureza”.

A ideia que podemos objetivar a natureza (supondo que nela nada é sobrenatural) era na visão de Teilhard Chardin a necessidade de entender o homem como algo “complexo” da natureza, que possui consciência dela, porém a objetivação das ciências atuais que procura vê-la só “do lado de fora”, foi citado por Ways (apud Chisholm, 1974) como uma forma arrogante e insensível de lidar com o mundo material, há sempre algo do Ser nela.

O trabalho sobre Ecologia de Chisholm destaca o papel que a não compreensão da natureza como um todo pode ter na sua degradação e o surgimento de anomalias, escreveu (Chrisholm, 1974): “uma vez que o método e a ideologia dependiam do fracionamento dos fenômenos naturais em parcelas controláveis, em teorias e experiências antes de passar ao problema seguinte, o homem foi perdendo o sentido da vida como uma grande teia que é a que a Ecologia ensina” (Chisholm,1974), assim também o homem e a natureza operam como uma rede, uma “teia ecológica”.

Também há a ligação inversa do sobrenatural com o natural, é curiosa a passagem Bíblica que Jesus depois de ressuscitado aparece aos apóstolos, mostra os pés e as mãos que foram perfurados e quer comer um peixe (Lc 24, 41-42): “Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado.”

Assim no sobrenatural também a relação com o natural não se perde, embora na visão bíblica este “noutro plano”.

CHISHOLM, A. Ecologia: uma estratégia para a sobrevivência. Rio de Janeiro: Zahar, 1974.
 

[:pt]Estivemos fora para atualizações[:en]Its out for update[:]

04 abr

[:pt]Feliz Páscoa!!!

O site esteve fora para atualizar o software.[:en]Happy easter!!!

We’ve been out to update the software.

[:]

 
 

[:pt]A Páscoa dos pães ázimos à eucaristia[:en]The Easter of Unleavened Bread to the Eucharist[:]

01 abr

[:pt]É verdade que a Pascoa comemorada pelos cristãos como a paixão, morte e ressureição de Jesus, já era comemorada com a passagem do povo hebreu da escravidão no Egito a sua terra prometida, hoje Israel, porém a festa é mais antiga.

Os dois sinais mais fortes do cristianismo é a morte de Jesus justamente no lugar do cordeiro que é sacrificado na festa judaica, lembrando o cordeiro que foi sacrificado por Abraão no lugar de seu filho, e sua ressurreição no dia de Páscoa, ou seja, a passagem para a vida eterna.

Porém a data é mais antiga, o calendário judaico é lunissolar, ou seja, se baseia nos ciclos do sol e da Lua, diferentemente do cristão que fica entre os equinócios do outono/primavera no hemisfério norte, e verão/outono no hemisfério sul.

A festa era comemorada ainda no exílio do povo judeu no Egito, calcula-se que a cerca de 3.500 anos, eles sacrificavam um cordeiro sadio, de um ano, numa data chamada de dia 14 de nissan, durante uma semana consumiam pão sem fermento e ervas amargas, e o sangue do animal era usado para marcar os umbrais das residências dos judeus, para que o anjo da morte que passaria não adentrasse aquelas casas.

Os pães consumidos neste período por serem sem fermento, são chamados pães ázimos que dão origem a festa que antecede a Páscoa, na sexta-feira o cordeiro é sacrificado, e deverá ser consumido antes do amanhecer e o que não for consumido deve ser queimado.

Jesus foi sacrificado justamente numa sexta-feira da Pascoa judaica e isto confirma o sinal profético previsto na bíblia, e na quinta-feira realiza a ceia com os pães ázimos, entretanto ao purificar e repartir o pão e o vinho, afirma: “este é meu corpo e meu sangue” instituindo a Eucaristia cristã, na qual acontece um evento aórgico, uma substância inorgânica torna-se orgânica e neste caso divino, eis a hóstia consagrada.

Os cristãos chamam de transubstanciação, porém todo nosso corpo, exceto a alma para os que creem, é também composto de substância inorgânica, e na escatologia cristã todo universo será transformado em corpo de Cristo, na visão de Teilhard Chardin sempre o foi, pois todo ele é seu corpo.

Assim pode-se dizer que o futuro do universo e da humanidade é tornar-se todo eucarístico.

Para os cristãos católicos, pelo menos no Brasil, é uma realidade triste, o lockdown proibiu a eucaristia no dia em que ela é celebrada, a quinta-feira santa. [:en]It is true that Easter celebrated by Christians as the passion, death and resurrection of Jesus, was already celebrated with the passage of the Hebrew people from slavery in Egypt to their promised land, today Israel, however the festival is older.

The two strongest signs of Christianity are the death of Jesus precisely in the place of the lamb that is sacrificed at the Jewish feast, remembering the lamb that was sacrificed by Abraham in the place of his son, and his resurrection on Easter day, that is, the passage to eternal life.

However, the date is older, the Jewish calendar is lunisolar, that is, it is based on the cycles of the sun and the moon, unlike the Christian who is between the autumn / spring equinoxes in the northern hemisphere, and summer / autumn in the southern hemisphere.

The feast was still celebrated in the exile of the Jewish people in Egypt, it is estimated that about 3,500 years ago, they sacrificed a healthy lamb, one year old, on a date called the 14th of nissan, for a week they consumed unleavened bread and bitter herbs, and the blood of the animal was used to mark the thresholds of the Jewish homes, so that the passing angel of death would not enter those houses.

The breads consumed in this period because they are unleavened, are called unleavened bread that give rise to the feast before Easter, on Friday the lamb is sacrificed, and should be eaten before dawn and what is not eaten must be burned.

Jesus was sacrificed just on a Easter Friday and this confirms the prophetic sign foreseen in the Bible, and on Thursday he performs the supper with unleavened bread, however, while purifying and sharing the bread and wine, he says: “this is my body and my blood ”instituting the Christian Eucharist, in which an aortic event takes place, an inorganic substance becomes organic and in this case divine, this is the consecrated host.

Christians call it transubstantiation, but our whole body, except the soul for those who believe, is also composed of inorganic substance, and in Christian eschatology the entire universe will be transformed into the body of Christ, in the view of Teilhard Chardin it has always been, because everything he is your body.

So it can be said that the future of the universe and humanity is to become all Eucharistic.

 [:]

 

[:pt]A quarentena e a quaresma[:en]Quarantine and Lent[:]

17 fev

[:pt]Aqueles que conseguem viver esta longa quarentena, que entra pelo segundo ano, como perspectivas e esperanças é verdade, mas também com angústias e preocupações, entendem que há para todos um motivo de atenção, alento e preocupação, em especial com os angustiados.

Não houve carnaval, e não há motivos para festa, é verdade alguns grupos insistem, mas se olharmos para o número de pessoas em comparação com o conjunto da sociedade são uma minoria, a maioria está preocupada e deseja que logo tenhamos uma saída deste sofrimento.

Para os cristãos é um período de oração, jejum e abstinência, significa abster-se de algumas coisas que o novo normal já está nos tirando, porém pode-se fazer isto voluntariamente, pensando no conjunto da sociedade que sofre.

Representante do catolicismo, mas também da cristandade, o papa Francisco sempre olha para toda a família humana com ternura e paixão como um bom latino, em sua mensagem do dia 12 de fevereiro convidou-nos “Vamos subir a Jerusalém … “ (Mt 20,18) que significa como ele próprio explica um “percurso de conversão, oração e partilha de nossos bens”, e assim viver esta Quaresma com o olhar atento a quem sofre o abandono e a angústia por causa da pandemia (na foto a porta que onde Jesus iniciou seu caminho final em Jerusalem).

Jesus ao aproximar-se de Jerusalém vai para lá para viver os dias da Pascoa judaica, os judeus já a comemoravam e comemoram até hoje, mas nem sempre coincide devido ao calendário judaico ser diferente do nosso cristão, porém o cordeiro que é “imolado” durante a Páscoa, referente ao sacrifício que Abraão fez no lugar de seu filho, é na Páscoa cristã o próprio Jesus este cordeiro.

A quarentena de todos é a pandemia, dizer palavras de incentivo que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam e desprezam enfatizou o papa.

Penso que devido a conjuntura de quarentena será uma Quaresma diferente, em que iremos em profundidade nas nossas dores como humanidade, e poderemos pensar num futuro muito mais a frente mais promissor e cheio de esperanças, a Quaresma não é apenas a morte, passamos por ela, mas a ressurreição que está do outro lado para aquele que aceita passar pela porta estreita.

Toda humanidade sofre, assim é um momento da paixão de toda humanidade, e aqueles que são fraternos e solidários saberão o caminho para aliviar as dores daqueles que sofrem.

É hora de pensar no essencial da vida, rever nossas falsas vias de progresso e nossa vida pessoal. [:en]Those who manage to live this long quarantine, which enters the second year, as perspectives and hopes are true, but also with anguish and concerns, understand that there is a cause for attention, encouragement and concern, especially with the anguished. There was no carnival, and there is no reason to party, it is true that some groups insist, but if we look at the number of people compared to society as a whole, they are a minority, the majority are concerned and want us to have a way out of this suffering soon.

For Christians it is a period of prayer, fasting and abstinence, it means to abstain from some things that the new normal is already taking away from us, however this can be done voluntarily, thinking about the society as a whole that suffers. Representative of Catholicism, but also of Christianity, Pope Francis always looks at the whole human family with tenderness and passion as a good Latin, in his February 12 message he invited us “Let’s go up to Jerusalem…” (Mt 20, 18) which means how he himself explains a “journey of conversion, prayer and sharing of our goods”, and so to live this Lent with an attentive eye to those suffering from abandonment and anguish because of the pandemic (in the photo the door where Jesus began his final journey in Jerusalem).

When Jesus approaches Jerusalem, he goes there to live the days of the Passover, the Jews already celebrated it and still celebrate it today, but it does not always coincide due to the Jewish calendar being different from our Christian, but the lamb that is “sacrificed” during Easter, referring to the sacrifice Abraham made in place of his son, it is Jesus himself this lamb at Christian Easter.

The quarantine of all is the pandemic, saying words of encouragement that comfort, comfort, strengthen, stimulate instead of words that humiliate, distress, irritate and despise emphasized the Pope.

I think that due to the quarantine situation it will be a different Lent, in which we will go deeply into our pains as humanity, and we will be able to think about a much more promising and hopeful future ahead, Lent is not just death, we go through it , but the resurrection that is on the other side for the one who accepts to pass through the narrow door.

All humanity suffers, so it is a moment of passion for all humanity, and those who are fraternal and supportive will know the way to alleviate the pain of those who suffer.

It is time to think about the essentials of life, to review our false paths of progress and to review our personal lives.[:]

 

[:pt]A esperança Pascal[:en]Pascal’s hope[:]

13 abr

[:pt]Se é preciso superar as divisões, talvez a maior delas seja entre a religião e a ciência, entre a teologia é a filosofia, entre fé e razão.

Mesmo aqueles que reconhecem.esta urgência, por vício e pelos anos dedicados a esta divisão caem em contradição.

Em tempos de pandemia que une todos os corações sinceros de amor a humanidade, tempo que ganhamos tempo para refletir longe da agitação da vida moderna talvez possamos nos abrir e unir a fé que dá esperança aos angustiados pelo medo e pelas mortes é a luta da ciência para superar o vírus.

A urgência também de medidas de proteção mais rígidas e de serenidade com as dificuldades presentes.

Ficar em casa significa também manter um tempo de “parada” que não quer dizer ócio, encontrar boas leituras, bons filmes e a indispensável conversa familiar, também as “mídias” de redes sociais podem ser bem utilizadas.[:en]If it is necessary to overcome the divisions, perhaps the biggest one is between religion and science, between theology is philosophy, between faith and reason.
Even those who recognize this urgency, due to addiction and the years dedicated to this division, are in contradiction.
In times of pandemic that unites all sincere hearts of love to humanity, time that we gain time to reflect away from the hustle and bustle of modern life maybe we can open up and unite the faith that gives hope to those anguished by fear and death is the struggle of science to overcome the virus.
The urgency also of more rigid protection measures and of serenity with the present difficulties.
Staying at home also means maintaining a “stop” time that does not mean leisure, finding good readings, good films and the indispensable family conversation, also the “media” of social networks can be well used.[:]

 

[:pt]O sentido da dor e da Cruz[:en]The sense of pain and sacrifice [:]

10 abr

[:pt]A morte nos causa dor, medo e até mesmo desespero; diante de uma pandemia ela revela aspectos de tragédia, ansiedade e apreensão, e tudo que podemos fazer para evitar uma dor maior fazemos, mas alguns vão além e se preocupam e se doam para reduzir a dor alheia.
Este é um significado humano, porém o divino vai além que significa ser capaz de doar a própria vida, ou pô-la em risco por amor ao Outro, só neste limite é que entendemos de fato o significado.
Teilhard de Chardin depois de admitir que a cruz significa uma “evasão para fora deste mundo” (p. 114), vai nos explicar que é justamente ela (no caso presente o medo da morte pela pandemia, “que exatamente o caminho do esforço humano, sobrenaturalmente retificado e prolongado. Por termos compreendido plenamente o sentido da Cruz, já nos não arriscamos a pensar que a vida é triste e feia. Simplesmente tornámo-nos mais atentos à sua indizível seriedade” (pag. 115).
Por isso pensamos nos dias felizes que podíamos andar livremente e saborear os ares da cidade, ver as praias agora proibidas de serem frequentadas, os almoços alegres em família, mas é por esta perda que olhamos agora com outros olhos cuja cegueira não podia permitir.
Como seria belo um domingo de Páscoa com toda família, ou simplesmente sair para ver dias alegres de outono no hemisfério sul ou início de primavera no hemisfério norte, mas é esta dor e esta terrível pandemia que nos faz “trocar os óculos”, também no aspecto espiritual.
Assim ressalta Chardin: “ a cruz não é uma coisa in-humana, mas super-humana. Vemos bem que a origem da Humanidade atual a Cruz estava erguida à frente da estrada que leva aos mais altos cumes da criação”, teremos que repensar a vida caseira e a social depois desta pandemia.
Convida-nos Chardin ao mistério: “aproximemo-nos mais. E reconheceremos o Serafim inflamado do Alverne (foto), aquela cuja paixão e cuja compaixão são “incendium mentis”*. Para o cristão, não se trata de desaparecer na sombra da Cruz, mas de subir na luz da Cruz” (pag. 116).
Aproveitar esta noite da pandemia para por luz na “noite da cultura”, na “noite de Deus” e na “noite dos sentidos” que parecia fazer-nos suprimir toda sensibilidade à vida humana e ao Outro.
Vivamos bem estas três “noites” para alcançar uma Páscoa (passagem) para toda humanidade.

*incendium mentis – David Grummet diz que em Chardin é “fogo do amor divino em nossa alma”.
Chardin, T. O meio divino. Lisboa: Editorial Presença, s/d.[:en]Death causes us pain, fear and even despair; in the face of a pandemic, it reveals aspects of tragedy, anxiety and apprehension, and we can do everything we can to prevent greater pain, but some go further and worry and donate to reduce the pain of others.
This is a human meaning, but the divine goes beyond what it means to be able to donate one’s life, or to put it at risk for the sake of the Other, only in this limit do we really understand the meaning.
Teilhard de Chardin, after admitting that the cross means “evasion out of this world” (p. 114), will explain to us that it is precisely it (in the present case the fear of death by the pandemic, “that exactly the path of human effort , supernaturally rectified and prolonged.
Because we have fully understood the meaning of the Cross, we no longer risk thinking that life is sad and ugly. We simply become more aware of its unspeakable seriousness.”(page 115).
So we thought of the happy days that we could walk freely and savor the air of the city, see the beaches now banned from being visited, the joyful family lunches, but it is for this loss that we now look with other eyes whose blindness could not allow.
How beautiful it would be an Easter Sunday with the whole family, or just going out to see happy autumn days in the southern hemisphere or early spring in the northern hemisphere, but it is this pain and this terrible pandemic that makes us “change glasses”, also in spiritual aspect.
So Chardin points out: “the cross is not an inhuman thing, but a superhuman one. We see well that the origin of Humanity today, the Cross was erected at the front of the road that leads to the highest peaks of creation ”, we will have to rethink home and social life after this pandemic. Chardin invites us to the mystery: “let us get closer. And we will recognize the flamed Seraph of the Alverne (picture), the one whose passion and compassion are “incendium mentis” *. For the Christian, it is not a question of disappearing in the shadow of the Cross, but of ascending in the light of the Cross.” (page 116).
Take advantage of this night of the pandemic to shed light on the “night of culture”, on the “night of God” and on the “night of the senses” that seemed to make us suppress all sensitivity to human life and the Other.
Let us live these three “nights” well to achieve an Easter (in sense of passage) for all humanity.

* incendium mentis – David Grummet says that in Chardin it is “fire of divine love in our soul”.
Chardin, T. (no year) O meio divino (The divine medium). Lisbon: Editorial Presença.[:]

 

[:pt]A ceia das cinzas[:en]The supper of ashes [:]

26 fev

[:pt]O que define como o homem é por natureza é também entender o que é a natureza, ou a substância projetada num universo infinito. e um marco inicial na filosofia da Natureza é a obra de 1584 de Giordano Bruno, conectada a teoria copernicana, que descreve um universo infinito com um divisor onipresente, a matéria eterne e a mutação em troca permanente.

Bruno se declarou um copernicano “realista” em 1582 em Paris, e quando chegou a Londres no ano seguinte ele já se posiciona no nível cosmológico com ideias extravagantes para a época, na qual o universo é um ser vivo, e um tempo depois suas aulas são suspensas, devido tanto a um radicalismo teológico de seu público protestante, como do aristotelismo “ateu”.

Um aspecto curioso é Bruno chamar, como Leibniz e Spinoza o fizeram, seu personagem de Teófilo presente na Bíblia e que significa “filho de Deus” (teo-filo), o que o vai separar também de sua religião católica é o pensamento que a filosofia deve ser independente da religião, porém a passagem do heliocentrismo copernicano para um universo infinito devemos a Bruno.

Seu pensamento sobre a política e o poder envolve esta mudança infinita, afirmava:         “Que ingenuidade pedir para quem tem o poder pedir para mudar o poder”, que foi o seu embate com os donos do poder nas religiões e na nascente academia.

Em seu livro “A ceia das cinzas” fez uma afirmação extraordinária para a época: “A terra e os astros … como eles dispensam vida e alimento das coisas, restituindo toda matéria que emprestam, são eles próprios dotadas de vida, em uma medida bem maior ainda, e sendo vivos, é de maneira voluntária, ordenada e natural, segundo um princípio intrínseco, que eles se movem em direção as coisas e aos espaços que lhes convém”, um passo além do universo de Copérnico.

Não é importante a verdade ou não de Bruno, que também teve obras polêmicas sobre a Eucaristia e sobre a Virgindade de Maria, mas o importante para nosso tempo é restaurar um diálogo perdido de longa data, e para o qual ainda continuam a ter inquisidores e apóstatas.

Giordano Bruno deu um grande passo na ciência e queria que a filosofia fosse independente por causa do poder e incultura religiosa, ainda hoje é preciso superar o fundamentalismo e estabelecer o diálogo.

Bruno, G. The Ash Wednesday Supper. Lawrence s. Lerner  e Edward A. Gosselin (eds), Toronto (CAN): University of Toronto Press, 1995.[:en]That defines how or man is by nature also understands or is a nature, or a substance proposed in an infinite number. and an initial structure in the philosophy of Nature and in the 1584 work (*Supper of Ashes) of Giordano Bruno, linked to Copernican theory, which creates an infinite universe with an omnipresent divider, an eternal matter and a permanent mutation.
Bruno declared himself a “realist” Copernican in 1582 in Paris, and when he arrived in London a year later, he placed himself on a non-cosmological level with extravagant ideals for the time, epoch or universe in which he lived and at the time of his living rooms. class. they are suspended, dedicated both to the theological radicalism of its Protestant public and to “atheistic” Aristotelianism.
A curious aspect of Bruno, like Leibniz and Spinoza or produced, is named his protagonist of Theophilus present in the Bible and what is meant by “son of God”, or that he too will separate himself from his Catholic religion or thought that Philosophy should to be independent of religion, through the passage through the Copernican heliocentrism through an infinite universe that we owe to Bruno.
According to his policy and / or being able to involve this infinite movement, he stated: “What ingenuity to ask to burn, to be able to move or to be able”, that was or its package with the donations of the power of religion and the nascent academy.
In his book “The supper of ashes” he made an extraordinary statement for the time: “The earth and the stars … how they dispense life and food from things, restoring all material that entrepreneurship, are themselves endowed with life, to a much greater extent, and to be alive, and in a voluntary, orderly and natural way, the second intrinsic principle, that they will move towards the Spanish and Spanish spaces with which I agree ”, he said, a universe of Copernicus.
t is important not to be true of Bruno, who also has controversial works on the Eucharist and the Virgin Mary, more or more important for our time and restoring a lost dialogue of old data, and for which the inquisitors continue. apostates Giordano Bruno took a big step in science and wanted a philosophy to be independent because of power and religious not inculturation, even if it leafs through and needs to overcoming fundamentalism and establish the Dialogue.

*Bruno, G. (1995) The Ash Wednesday Supper. Lawrence s. Lerner ¨Edward A. Gosselin (editors), University of Toronto Press.[:]

 

[:pt]Porque mataram Jesus ?[:en]Why did they kill Jesus?[:]

14 abr

[:pt]Especulações sobre a existência da figura “histórica” de Jesus não resiste a análise SantaCeiahistórica, a Censo realizado no nascimento de Jesus, a coincidência com o período da Páscoa Judaica (a contagem de anos judaica continua a ser a antiga), o fato que ressuscitou no terceiro dia, pode ser questionável, mas a própria busca de seu corpo até os dias de hoje, é uma prova histórica.

O fato que não acharam seu corpo faz agora céticos afirmarem sua inexistência, pós-verdade.

Mas porque o mataram, remete a quem o matou, porque assim sabemos as motivações.

Os judeus matavam por apedrejamento, decapitação ou degola, crucificação era desconhecida e método romano, que o fazia por motivos políticos, e a soltura de um preso e a crucificação de outro era uma forma de “agradar” os judeus, que preferiram soltar Barrabás.

Os chefes da lei (judaica) e os judeus tinham desconfiança porque Jesus “infringia” leis judaicas como “trabalhar” no sábado, na verdade curava e se proclamava “rei” dos judeus, e repudia o poder de Pilatos quando este questiona se ele é rei, assim a frases “rei dos judeus” acima do crucifixo foi uma ironia romana, pois os judeus queriam que a plaqueta fosse retirada.

Então Jesus foi morto por motivos políticos, e apesar dos ciúmes dos chefes judeus e de Pilatos ter lavado as mãos, foi o império Romano que o prendeu, torturou e colocou-o numa cruz.

O fato que coincidia com a Páscoa judaica por outro lado, tem significado religioso, para os judeus era uma passagem, que vem da origem judaica da palavra Pesaḥ ou Pesach, que os judeus comemoram a saída da escravidão egípcia e a chegada a terra santa.

Os ritos foram adaptados, mas é importante saber que a famosa ceia de Jesus (o quadro de Da Vinci) e a própria Páscoa são festas de origem judaica, e o cálice de Elias o qual Jesus pega para tomar o vinho, era o cálice destinado ao Messias, e os discípulos entenderam quando fez este gesto.

A sexta-feira santa, entretanto é a parte fundamental da passagem, pois a morte e o grito do filho de Deus, que na cruz não chama mais o Pai, mas diz “Meu Deus, Meu Deus porque me abandonastes”, chave de leitura da mística cristã Chiara Lubich, “Jesus Abandonado”, eis o verdadeiro Deus e verdadeiro homem, ali ele se funde com a humanidade, o Jesus histórico.[:en]Speculation about the existence of the “historical” figure of Jesus does not withstand historical SantaCeiaanalysis, the Census conducted at the birth of Jesus, the coincidence with the Jewish Passover period (the Jewish years count continues to be the old), the fact that it resurrected On the third day, may be questionable, but the very pursuit of his body to this day is a historical proof.

The fact that they did not find his body now makes skeptics claim their non-existence, post-truth time.

But because they killed him, he remembers who killed him, because we know the motives.

Jews killed by stoning, beheading or beheading, crucifixion was unknown and Roman method, which was for political reasons, and the release of one prisoner and the crucifixion of another was a way to “please” the Jews, who preferred to release Barabbas.

The Jewish (and Jewish) chiefs had mistrust because Jesus “violated” Jewish laws as “working” on the Sabbath, in fact healed and proclaimed “king” of the Jews, and repudiated Pilate’s power when he questioned whether he was King, thus phrases “king of the Jews” above the crucifix was a Roman irony, since the Jews wanted the platelet to be withdrawn.

So Jesus was killed for political reasons, and despite the jealousy of the Jewish leaders and Pilate’s washing of his hands, it was the Roman Empire that arrested him, tortured him, and placed him on a cross.
The fact that coincided with the Jewish Passover on the other hand, has religious significance, for the Jews was a passage, which comes from the Jewish origin of the word Pesaḥ or Pesach, that the Jews celebrate the departure of Egyptian slavery and the arrival in the holy land.
The rites have been adapted, but it is important to know that the famous supper of Jesus (the picture of Da Vinci) and Easter itself are festivals of Jewish origin, and the cup of Elijah which Jesus picks up to drink the wine, was the chalice destined To the Messiah, and the disciples understood when he made this gesture.
Good Friday, however, is the fundamental part of the passage, for the death and the cry of the Son of God, who on the cross no longer calls the Father, but says “My God, My God, because you forsook me”, its not Father but God.

The mystic Chiara Lubich offer a key of reading this named “Jesus Abandoned”, is the true God and true man, there he merges with humanity, the historical Jesus, in this right time for humanity is united to Father by suffer of Jesus. [:]

 

[:pt]Finititude, dor e transubstanciação[:en]Finititude, pain and transubstantiation[:]

13 abr

[:pt]Já afirmamos que todo o caminho feito Gadamer possui elementos para concluir EucaristiaUniversoque a experiência é a consciência da própria finitude humana e das limitações, e citamos a referência clássica de Ésquilo que é bastante ilustrativa: “aprender com o sofrer”, ou seja, de forma dolorosa, o homem torna-se ciente de sua separação da divindade e da temporalidade de sua existência, mas o que é existência enquanto espírito e matéria biológica ?

Tratarmos da natureza, já o dissemos implica em diferenciar o natural do cultural, mas se pensamos no sentido da astrofísica e a formação do cosmo e dos planetas, chegaremos onde ? quando foi formada a primeira substância orgânica, e como ela saiu da natureza de compostos químicos, rochas e poeira cósmica.

Sabe-se que a água foi um elemento importante, mas o primeiro composto orgânico certamente originou-se de gases agindo sobre algum corpo inorgânico, ou seja, de alguma forma ocorreu a primeira “substanciação”, isto é, uma vida orgânica formada a partir da inorgânica.

Mas o contrário seria possível, uma substância orgânica transformar-se em inorgânica, sim é o que acontece com a morte, podemos pensar a dor como pequenos anúncios de uma morte de algo orgânico em nosso organismo que deixa de ter uma forma funcionalmente correta.

Mas a transubstanciação é algo mais misterioso e profundo, seria conscientemente um Ser orgânico transformar-se num inorgânico, e no caso da mística cristã primitiva, o pedaço de pão sem fermento, isto vem da festa dos pães ázimos feita pelos judeus desde Moisés, até os nossos dias em que a Eucaristia significa a transformação do corpo e sangue de Jesus em hóstia consagrada, alimento para a alma desconectada do cosmo, neste mistério, sua religação com o cosmo, e portanto a verdadeira religação e assim essência desta “religião”, que é o religare.

A sua festa é feita na quinta-feira santa, mas a transubstanciação é festa de todo o cosmo, pois em algum momento da história o “corpo” sagrado tornou-se universo, e agora este corpo torna-se um pedaço de pão, uma “transubstanciação” que nos devolve ao universo todo. [:en]We have already affirmed that the whole path made Gadamer has elements toEucaristiaUniverso conclude that experience is the awareness of human finiteness itself and of limitations, and we quote Aeschylus’ classic reference which is quite illustrative: “to learn from suffering,” that is, In a painful way, man becomes aware of his separation from the divinity and temporality of his existence, but what is existence as spirit and biological matter?
To deal with nature, we have already said it implies differentiating the natural from the cultural, but if we think about the meaning of astrophysics and the formation of the cosmos and the planets, we will arrive where? When the first organic substance was formed, and how it came out of the nature of chemical compounds, rocks and cosmic dust.
It is known that water was an important element, but the first organic compound certainly originated from gases acting on some inorganic body, that is, somehow the first “substance” occurred, that is, an organic life formed from Of the inorganic.
But the opposite would be possible, an organic substance turn into inorganic, yes it is what happens to death, we can think of the pain as little announcements of a death of something organic in our organism that ceases to have a functionally correct form.
But transubstantiation is something more mysterious and profound, it would be consciously an organic Being to become an inorganic, and in the case of the early Christian mystic, the piece of unleavened bread, this comes from the Feast of Unleavened Bread made by the Jews from Moses until Our day in which the Eucharist means the transformation of the body and blood of Jesus into consecrated wafer, food for the disconnected soul of the cosmos, in this mystery, its reconnection with the cosmos, and therefore the true religation and thus essence of this “religion” Which is religare.
His feast is made on Holy Thursday, but transubstantiation is the feast of the whole cosmos, for at some point in history the sacred “body” has become a universe, and now this body becomes a piece of bread, a “Transubstantiation” that returns us to the whole universe[:]

 

[:pt]O mestre e o jumentinho[:en]To leading wisdom and to master[:]

07 abr

[:pt]A palavra grega Paidagogos é formada pela palavra paidós (criança) eJesusEoJumentinho agogos (condutor).
Geralmente era o trabalho do escravo que levava a criança ou o jovem até a formação, que derivava na mesma raiz palavra, significando dar formação (Paidéia) intelectual e cultural.
Então pedagogia está ligada ao ato de conduzir do saber, conduzir a sabedoria e ao mestre.
Deveria ser também hoje a condução a formas de levar o indivíduo ao conhecimento, mas não é porque o condutor já se acha dono do conhecimento e não o conduz aos mestres, àqueles que construíram o conhecimento, em geral ignorados ou vistos como “teóricos”.
Também a Bíblia traz um exemplo didático, Jesus ao entrar em Jerusalém, manda buscar um jumentinho para montar, não tinha portando cavalarias e pompas em sua entrada embora o povo o tenha ovacionado com ramos de árvores, eis a origem do domingo de Ramos.
Muita gente religiosa de hoje, ao invés de se considerar um “jumentinho” que conduz o mestre, se põe no lugar e quer reduzir a sabedoria do mestre ao seu limitado conhecimento.
A redução do saber, o chamado reducionismo, a especialização do saber, sabendo uma só área queremos ser “sábios” em várias outras, e principalmente a vulgarização do conhecimento que a humanidade já produziu faz do jumentinho um pseudo-sábio, arrogante e vaidoso.
O Renascimento na ideia média foi uma retomada da antiguidade, qual será a retomada da modernidade perdida em preconceitos e reducionismos ?[:en]The Greek word Paidagogos is formed by the word paidós (child) andJesusEoJumentinho agogos (conductor).

It was usually the work of the slave that took the child or young person to the formation, which derived in the same root word, meaning to give intellectual and cultural formation (Paidéia).

So pedagogy is linked to the act of leading from knowing, to leading wisdom and to master.

It should also be the driving of ways to bring the individual to knowledge, but it is not because the driver already owns knowledge and does not lead to the masters, to those who have built the knowledge, usually ignored or seen as “theorists”.

The Bible also shows a didactic example. When Jesus entered Jerusalem, he sent for a donkey to mount, he had no cavalry and pompous at his entrance although the people greeted him with branches of trees. This is the origin of Palm Sunday.

Many religious people today, instead of considering themselves a “donkey” who leads the master, put him in the place and want to reduce the wisdom of the master to his limited knowledge.

The reduction of knowledge, the so-called reductionism, the specialization of knowledge, knowing one area we want to be “wise” in several others, and especially the vulgarization of knowledge that humanity has already produced makes the colt a pseudo-wise, arrogant and vain. The Renaissance in the average idea was a resumption of antiquity, what will be the resumption of modernity lost in prejudices and reductions?[:]