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O que é amizade na filosofia

04 May

O filósofo Platão definiu a amizade como “a predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro”, Agostinho de Hipona afirmava que “o ser amigo nos funde na amizade do ser; os amigos são uma só alma” e Aristóteles parece fundir os dois pensamentos: “a amizade é uma alma com dois corpos”.

Foi Aristóteles em Ética a Nicómaco dedicou dois livros ao estudo da philia e da amizade, que definiu a amizade em três tipos: por interesse, aquela por prazer, por interesse e a amizade verdadeira, a primeira é fácil de identificar por é a busca do prazer recíproco, a segunda por que são úteis entre si, e a terceira, é possível entre homens bons porque desejam o bem por si mesmo e não colocam o prazer nem o interesse acima da amizade.

No capítulo IXI o filosofo peripatético afirma:

“Talvez possamos dizer que nada há de estranho em romper uma amizade baseada no interesse ou no prazer quando nossos amigos já não possuem os atributos de serem úteis e agradáveis; na realidade éramos amigos desses atributos, e quando eles desparecem é razoável não continuar amando.” (ARISTÓTELES, IX, 3, 1165b)    .       

No capítulo “O sócio e o próximo” do livro “História e Verdade” de Paul Ricoeur ele vai discorrer sobre a diferença entre estas relações, discorre sobre a caridade: “A caridade não precisa estar onde aparece; também está escondida na humilde e abstrata agência dos correios, a previdência social; muitas vezes é a parte oculta do social ”, Paul Ricoeur, Le socius et le Prochain (1954).

Somos lembrados pelo filósofo que assim como as instituições podem ter apenas relações de societárias, pode-se passar por elas também relações interpessoais, de afeto e de solidariedade e que tornam elas menos frias e menos burocráticas, onde se vê não um cliente ou um serviço a mais, mas um próximo pelo qual pode-se interessar.  

Não por acaso é um capítulo de História e Verdade, porque a verdade só é estabelecida entre amigos verdadeiros e que são próximos, e se são sócios serão apenas para estarem mais próximos.

 

Alerta de inverno, Dia das Mães e vacinação

03 May

A vacinação ainda vai em ritmo um pouco aquém do desejável, é fato que também países mais ricos só agora estão atingindo a vacinação na faixa dos 50 anos, sempre reafirmamos exceto a Inglaterra, China e países que conseguiram manter o isolamento em condições ideais, Portugal é um caso raro na Europa, e a famoso lockdown da Nova Zelândia.

Vale a pena dizer que a Nova Zelândia é uma ilha e que tem um alto senso de coletividade, quer dizer medidas adotadas são respeitadas pela população, algo parecido a China mas lá é devido além do espirito oriental a um governo centralizado e repressor.

No entanto a Asia começa a enfrentar uma forte terceira onda da covid, com destaque para a Índia, ocorreram pelo menos 40.103.000 infecções e 526.000 mortes registradas na Ásia e Oriente médio até agora, na Índia há falta de leitos e as condições sanitárias não ajudam muito.

A preocupação dos especialistas é com aquilo que o médico Miguel Nicolelis chama de política da Sanfona, o abre e fecha reagindo a picos ou atenuantes, agimos na resposta ao vírus e não na sua prevenção, claro a vacinação segue em frente mais em ritmo insuficiente se consideramos que o inverno está chegando sendo o período naturalmente de agravamento de problemas respiratórios e circulatórios.

O Dia das Mães também é preocupante porque é um período de aquecimento das lojas e neste momento há uma flexibilização, inclusive de horários, o comercio pode funcionar até as 20h.

Outra polêmica atual é sobre os testes após tomar as vacinas, a maioria dos especialistas diz que não é necessário, quer der que está com defesas pode pensar que pode relaxar nas medidas e quem não der pode pensar que a vacinação não funciona.

Estes testes precisam ser feitos por especialistas e em condições adequadas de pesquisa para saber a eficácia da vacina e pode ser feito a partir de amostragem com qualidade e rigor científico.

Os números da vacinação são quase 30 milhões tomaram pelo menos a primeira dose e 13,5 milhões estão totalmente vacinas, em porcentagem dá 13,9% da população na primeira dose e 6,5% totalmente vacinadas, neste ritmo pode-se pensar que em julho quando o inverno estará rigoroso devemos estar chegando próximo a metade da população e assim esta transição até lá pode ser complicada sem pensar em sérias medidas de isolamento.

O consórcio  Covax Facility recebeu uma carga de 2 milhões de doses no dia de ontem e completa uma remessa de 4 milhões de doses que será distribuída pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações),  o primeiro milhão da Pfizer também chegou, sua distribuição ainda está sendo discutida.

Já a Fiocruz disponibilizou mais 6,5 milhões de doses da AstraZeneca e o Butantã antecipou 600 mil doses do Coronavac com previsão de chegar a 5,4 milhões de doses, no total quase 16 milhões de doses com a remessa do Consórcio.

A Fiocruz foi autorizada a produção do Insumo Farmacêutico Biológico (IFA) da vacina da biofarmacêutica AstraZeneca contra a Covid-19, inicialmente em lotes de testes, boa notícia.

 

A simbologia das árvores na bíblia

30 Apr

A maioria das mitologias e religiões incorporam a ideia da “árvore da vida” como um elemento central de sua simbologia, a árvore como centro da vida e de onde ela irradia é um simbolismo forte e quase universal.

O símbolo adâmico, onde Adão e Eva podiam comer o fruto de todas árvores, “E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente,” (Gen 2:16), com exceção do fruto da árvore da vida.

Na simbologia bíblica o cedro-do-líbano, por sua altura que pode chegar a 30 metros e sua largura que pode chegar a 15 metros é símbolo de poder, majestade, grandeza e beleza, isto pode ser visto no texto de Isaías (Is 2.13), Ezequiel (Ez 17.3,22,23 – 31. a 18) e Zacarias (11.1,2).

A figueira tem uma característica que a torna um símbolo bíblico de uma vida que está seca mas pode dar fruto, está presente no antigo testamento (Provérbios 27:18), no novo testamento onde Zaqueu subiu para ver Jesus (Lc 19:4), e também dá a curiosa passagem que Jesus estava com fome indo a Betânia vê uma figueira com folhas, e apesar de não ser tempo de frutos, não encontra nada e amaldiçoa a árvore (Mc 11:12-14).

Em compensação há o pedido dos agricultores para cavar e adubar a figueira que não dava frutos (Lc 13,1-9) no contexto em que Jesus explica que nem os galileus que Pilatos matou e misturou ao sangue oferecido aos seus deuses romanos, e também os que morreram na queda da Torre de Siloé, dizendo que não morreram por serem maus e a explicação é que eles deveriam “dar frutos”.

Porém a árvore a qual Jesus se compara é a videira, em João 15:1 afirma: “eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor”, explica que os discípulos são os ramos e que para dar frutos sofrem a poda, para dar mais frutos ainda.

A videira não dá boa lenha nem sombra, e os ramos só podem produzir estando ligados ao tronco, dito assim: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

 

A Web e a guerra dos navegadores

29 Apr

A Internet já tinha 25 anos, quando um pesquisador britânico Tim-Berners-Lee que trabalhava no CERN (Organização Européia de Pesquisa Nuclear) na Suiça, criou o primeiro servidor Web e o primeiro navegador gráfico em 1990, passou esta nova janela para a internet de World Wide Web.

 

Era uma interface gráfica fácil de usar e os documentos de texto eram conectados por links, por isto era chamado de hipertexto, nome dado anos antes por Ted Nelson, a isto mudaria a história já explosiva do mundo digital, agora através de simples textos os usuários podiam se comunica

 

Em 1993 foi criado o navegador Mosaic, ainda apenas no formato de texto (não incluía imagens e nem páginas dinâmicas), no Centro Nacional de Aplicações de Supercomputação (NCSA), da Universidade de Illionois em Urbana-Champaign, pelo pesquisador Marc Andreessen, que foi o primeiro navegador Web popular, um ancestral do Mozilla Firefox.

 

O navegador também “rodava” (executava) no ambiente Windows, em 1994 Andreessen fundou a Netscape e lançou o navegador, a empresa proprietária do Windows, a Microsoft, viu a oportunidade de criar também seu navegador que chamou de Internet Explorer, porém o código não era livre, isto é, havia trechos que não podiam ser abertos e isto iniciou uma guerra.

 

Em 4 anos o Explorer já tinha 75% do mercado e em 1999 tinha 99% do mercado, e teve que enfrentar litígios antitruste por tentar monopolizar o mercado, a Netscape então tornou seu código aberto e criou a organização sem fins lucrativos a Mozilla, e em 2002 surgiu o Firefox.

 

Este período ficou conhecido como a “Guerra dos browsers” teve grande importância na área de informação e resultou na reversão total no uso de um software para outro, além de gerar dois importantes projetos como o Mozilla e o Oper

 

O monopólio do navegador teria restringido o número de usuários, e a Web que tornou-se popular poderia, não estando aberta, teria limitado o acesso de muitos usuários, o Firefox foi criado dando uma escolha aos usuários da Web, em 2010 o Mozilla Firefox já tinham 50% do mercad

 

Outros navegadores seguiram esta linha como o Opera, Safari e o Google Chrome, o Microsoft Edge substituiu o Internet Explorer com o lançamento do Windows 10 em 2015. 

 

A micro-revolução dos C.I.s

28 Apr

Os circuitos Integrados (C.I.s) ou chips foram o grande impulso que tornou possível todo um universo digital ao qual agora estamos imersos, gostem ou não, com problemas e desafios, a pandemia tornou a chamada “Transformação Digital” de uma bussword numa realidade: serviços, escolas, compras e vendas, pedidos a restaurantes, pagamentos de contas, quase tudo é digital.

Como isto começou é bem interessante: No dia 16 de dezembro de 1947, nasceu a revolução digital, ainda não era um C.I. mas seu princípio o transistor, a invenção era capaz de amplificar uma corrente elétrica ou ainda ligá-la e desligá-la, como um interruptor, assim 0 e 1, o bit.

Foi em Murray Hill, estado de New Jersey, EUA, quando dois cientistas do renomado Bell Laboratories construíram um estranho dispositivo com alguns contatos de ouro, um pequeno pedaço de material semicondutor e um clipe de metal dobrado.

Os três cientistas (Bardeen, Britain e Shockley) que participaram deste micro experimento ganharam o prémio Nobel de física, contudo o passo decisivo foi dado em 1957 por Jack Kilby, engenheiro da Texas Instruments (que o patenteou) em parceria com Bob Noyce, um dos fundadores da Fairchild, que se tornaria por muitos anos a produtora dos C.I.s em pequena (SSI, Escala Pequena de Integração), média (MSI) e grande escala de Integração (LSI), quando surge a VLSI (Very Large Scale of Integration) o cenário muda.

Em 1971 o engenheiro da Intel Ted Hoff inventa o microprocessador, um computador inteiro em um único chip, a tecnologia de produção e o design chegada então a escala de integração ULSI (Circuitos de Escala Ultra Grande), o primeiro microprocessador tinha 2300 transistores no chip.

Este microprocessador era o 4004 da Intel, depois veio o 8080, e o primeiro microprocessador foi feito por Ed Roberts e lançado pela MITS de Albuquerque, Novo México, como o Altair 8800, custa cerca de U$ 621,00, o Apple se inspirou nele.

Um lapso de muitos historiadores é dynabook da Xerox Alto, de 1973, desenvolvido pelo Xerox Parc, um microcomputador que utilizava uma interface gráfica de usuário, foi o primeiro ‘desktop’ pessoal, tendo desenvolvido a primeira interface gráfica que inspirou o Windows e depois o mouse.

Em 1976, Sthephen Wozniak, ex-funcionário da HP e Steve Jobs, da Atari, uniram-se formando uma pequena empresa, a Apple, produziram então o primeiro microcomputador de sucesso, o Apple I, com o surgimento da Internet e a possibilidade de ligações a distância ele se popularizou.

A grande revolução que seria o aparecimento da Web, que tornou todo usuário capaz de entrar no mundo reduzido dos nerds, só iria despontar nos anos 90. 

 

Um Oscar sem brilho e com críticas

27 Apr

Não dispensaram o tapete vermelho, mas faltou um pouco de criatividade e efeitos que pudessem dar ao Oscar da Pandemia um pouco mais de entusiasmo e calor cinematográfico, houveram muitas críticas nas redes sociais.

A apresentação de abertura foi feita pela diretora e atriz ganhadora de Oscar Regina King, e diversos atores na entrega do Oscar como Brad Pitt, Harrison Ford e Reese Whierspoom.

Os troféus foram entregues nos grandes salões da bonita Union Station de Los Angeles (foto), que permite uma cerimonia segura em covid, enquanto muitos indicados estavam reunidos em cidades satélites do evento como Londres, Paris, Praga e Sydnei.

Além do vencedor Nomadland, a novidade de melhor direção além de mulher. a asiática Chloé Zhao levou a estatueta e a atriz americana Frances McDormand levou sua terceira estatueta pela boa atuação, na verdade um dos poucos filmes indicados que assisti.

Antony Hopkins por sua atuação em Meu Pai, ganhou melhor ator, batendo o record de idade 83, enquanto os prêmios de coadjuvante foram para o britânico Daniel Kaluuya (no filme Judas e o messias negro) e para a veterana atriz sul-coreana Yuh-Jung Youn (no filme Minari).

O melhor filme estrangeiro Druk – mais uma rodada (Dinamarca), que pode ser assistido no Now, Apple TV, e Google Play, e por isso não vi.

Melhor canção original foi Fight for you, do filme Judas e o Messias negro.

Prêmios diria de consolação para A Voz suprema do blues, melhor figurino Ann Roth, e melhor cabelo e maquiagem: Sergio López Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson.

Melhor fotografia e melhor design de produção foram para o Mank (Netflix).

Melhor edição de Mikkel E. G. Nielson para O som do silêncio, que também levou a estatueta de melhor Som: Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés e Phillip Blath.

Melhor animação, já de certa forma esperado, Soul que também levou melhor trilha sonora: Trent Reznor. Atticus Ross e Jon Batiste.

Melhor curta de animação: Se algo acontecer … te amo (Netflix), melhor curta de ficção Dois estranhos (Netflix) e melhor documentário Professor polvo (Netflix).

Melhor curta documentário: Collete, sobre a indústria de games, direção de Anthony Giacchino

 

Mecanismo de escape da variante e eficácia das vacinas

26 Apr

 

Pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) foi detectado o artifício que possibilita a variante sul-africana do novo coronavírus, chamada de B.1.351, escapar do ataque dos anticorpos gerados por infecções anteriores e possivelmente por algumas vacinas também.

Esta descoberta vai dar grande impulso no desenvolvimento de vacinas mais eficazes tanto da variante da África do Sul, como a originária de Manaus (P.1.) e as suas sucessoras.

O artigo publicado está em processo de revisão por pesquisadores da área é intitulado Immunodominant B cell epitope in SARS-CoV-2 RBD comprises a B.1.351 and P.1 mutation hotspot: implications for viral spread and antibody escape, e já se encontra em pré-impressão na plataforma medRxiv, com vários autores brasileiros.

A vacinação chega próximo a 40 milhões (37,7) de pessoas vacinas pelo menos em uma dose e 11 milhões totalmente vacinadas, o número de mortes e infecções teve uma queda na semana que passou, entretanto o inverno já se aproxima e é necessário que haja mecanismos de aceleração da vacinação ou pelo menos de manutenção das taxas regulares previstas.

Segundo o Conselho Nacional de Municípios (CNM), um quarto das cidades brasileiras está com o processo de imunização interrompido por falta de doses, o próprio Ministério da Saúde anunciou a redução de 22,5% no cronograma de doses, e a avaliação é que isto pode ir até julho.

O governo negocia com 100 milhões de doses da vacina Pfizer, mas a expectativa de chegada é para outubro, novembro deste ano, assim a ideia é abastecer para 2022, apontando para este cenário que já traçamos de que as variantes poderão causar muitos casos de reinfecção, sendo que os primeiros já estão noticiados, porém isto não invalida a vacinação em curso.

 

Immunodominant B cell epitope in SARS-CoV-2 RBD comprises a B.1.351 and P.1 mutation hotspot: implications for viral spread and antibody escape | medRxiv

 

Mudar de via, para qual via?

23 Apr

Quase no final do livro “É hora de mudarmos de via: as lições do coronavírus” de Edgar Morin escreve: “Evidentemente, a política não pode criar a felicidade individual.  É preciso parar de acreditar que o objetivo da política seja a felicidade.  Ela pode e deve eliminar as causas públicas da infelicidade (guerra, fome, perseguições). Não pode criar felicidade, mas pode favorecer e facilitar a possibilidade de cada um viver poeticamente” (pags. 73,74).

Parece um sonho em meio a uma pandemia e uma política cada vez mais desastrada, porém o autor ainda continua: “… ou seja na autorrealização e na comunhão” (p. 74).

Logo em seguida dá o diagnóstico do que chama de “mal difuso”, “a poluição urbana, a baixa qualidade da alimentação industrializada e a alienação consumista provocam a degradação de nossa civilização”, e a qualidade de vida “se traduz por bem-estar no sentido existencial, e não apenas material. Implica a qualidade das relações com o próximo e a poesia dos envolvimentos afetivos e afetuosos.”

Assim há uma aspiração cada vez mais profunda à “verdadeira vida” diz o autor (pg. 76) ela “é provocada e alimentada pelo caráter individualista de nossa civilização; ao mesmo tempo, é inibida por suas coerções e desviada para o imaginário e o lazer de tal modo que uma economia de fuga se põe a serviço da vida da `verdadeira vida´” (pg. 76).

Ao explicar sua missão aos apóstolos, o Mestre vai diferenciar esta relação do verdadeiro líder (pastor no imaginário da sociedade agrária judaica) e diz  (Jo 10,12-14) “o mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. Pois ele é apenas um mercenário que não se importa com as ovelhas”, há lideres assim.

Caminhar para uma sociedade com uma “política civilizacional” exige líderes solidários capazes de viver e ser solidários com seus concidadãos e eles são facilmente detectáveis da linguagem e do zelo com seu povo.

MORIN, E. “É hora de mudarmos de vida: as lições do coronavírus”, trad. Ivone Castilho Benedetti, RJ: Bertrand do Brasil, 2020.

 

Existe uma quinta força da natureza

22 Apr

Há uma chance em 40 mil que seja apenas uma coincidência estatística, o que dá uma alta probabilidade que exista uma força desconhecida ainda, e que seria a 5ª. força da natureza, provocada pela interação de múons, partículas subatômicas comparadas aos elétrons e que são mais pesadas que estes.

As quatro forças fundamentais da natureza são a gravitacional, a magnética, a força nuclear forte e a força nuclear fraca, e estas forças foram unificadas num momento físico chamado de Física formaram o Modelo da Física Padrão, entretanto, que esta nova força da natureza parece romper.

A descoberta do bóson de Higgs parecia ter estabilizado o modelo da Física Padrão.

A força fraca é a desenvolvida entre as subpartículas atômicas leptos e hádrons, enquanto a força nuclear forte é a que mantém a coesão nuclear e a união dos quarks (outra partícula subatômica fundamental, que são compostos por 6 tipos de hádrons), mas a interação de múons é nova.

Foi em meados da década de 1960 que os quarks foram descobertos, então além de prótons e nêutrons, formadores do núcleo dos átomos que tem elétrons em sua volta, havia pequenas partículas que foram chamadas de quarks, ela foi o ponto de partida para partículas subatômicas.

Assim foram descobertas as partículas glúon, que agem como partículas de troca da força forte dos quarks, os bósons, que possuem mais de 86 vezes o peso de um próton, e é provável que estejam na origem do universo, os fótons como partículas e recentemente os grávitons que são os responsáveis pela interação das forças de gravidade.

Os múons são partículas subatômicas instáveis, parecidas aos elétrons, porém 207 vezes mais pesados, os cientistas do Fermilab, o laboratório de estudos de partículas de Illionois, EUA, usam estas partículas para estudar as forças fundamentais da natureza e se depararam com esta interação de múons, ainda não se sabe exatamente o que elas fazem.

A existência dessa força é quase certa, como disse Ben Allanach, professor da Universidade de Cambridge: “Meu sentido Aranha (o superpoder intuitivo do Homem-Aranha) está formigando e me dizendo que isso vai ser comprovado”.

Allanach deu possíveis nomes para esta força: “força do sabor”, “hiperforça da terceira família” e o estranho “B menos L2”, eu sugiro algo mais simples: “força muônica” já que estão na sua origem.

DAS, A., SIDARTH, B.G. The fifth force? Physics, Disponível em: [1911.01360] The fifth force? (arxiv.org)

 

Curiosidades de Redes Sociais

21 Apr

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Stanley Milgram (1933-1984), foi um psicólogo novaiorquino que estudou o compartamento humano com ênfase no social, sua alma mater é a Universidade de Stanford, e embora tenha ficado famoso por seu experimento de Redes Sociais (mundos pequenos), o experimento que leva seu nome é outro bem mais bizarro. O experimento, que não é de redes sociais mas de obediência a autoridade, reuniu 40 voluntários homens que faziam o papel de “professor” e fazia perguntas a “alunos” (na verdade eram atores) e quando ele errasse a resposta devia aplicar um choque, os atores simulavam dores e pediam para parar, mas 65% dos professores foram até 450 Volts.

O experimento foi repetido para mulheres e em outros países e a taxa de 65% se manteve. Experimento mundos pequenos (MIlgram, 1966). Fonte: Wikipedia.

O experimento, que não é o que leva seu nome, mas importante para as redes sociais, eram enviar cartas de Omaha (Nebraska) e Wichita (Kansas), que são estados vizinhos centrais, para um endereço final chamado de “Mr. Jacobs” em Boston, na Costa Leste americanos.

A carta devia ir para um conhecido o mais próximo de Boston e este indicar outro sempre mais próximo até chegar ao destino final, das 296 cartas só 64 chegaram ao destino, o número dos intermediários até o ponto final foi de 5,5 e isto é um fenômeno hoje chamado de “grau de separação”, que Milgram nunca usou, mas usou “mundos pequenos” como é chamado hoje os nós com pouca separação.

Duas curiosidades, uma é o uso de cartas em correio (mail post em inglês) para este primeiro experimento, e o segundo é o pouco estudado o grande número de desistências, ainda hoje não há estudos sobre pessoas que interrompem os chamados mails ou posts “virais”, e se este número agora por meio eletrônico é superior ou também elevado como Milgram encontrou.

Judith Kleinfeld (2002) fez um trabalho perguntando se isto não é uma lenda urbana (mito nos EUA), e explica que as pessoas que estão na cadeia como intermediários não foram consultadas que concordavam com o experimento, que Milgram consultou para os seus 296 voluntários, e, o outro é se assumirmos um grau de desgaste na medida que a carta vai de uma mão para outra, as cadeias mais longas correm o risco de terem sub-representação, assim reduz o grau de separação.

KLEINFELD, Judith (March 2002). “Six Degrees: Urban Myth?” . Psychology Today. Sussex Publishers, LLC. Retrieved June 15, 2011.

MILGRAM, S. The small world problem. Psychology Today, v.1, n.1, p. 61-67 May 1967.