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Pátria-Mundo e outros temas

03 jan

O livro de Edgar Morin e Anne Brigitte Kern, publicado em 2000, em Portugal pelo Instituto Piaget,aTerra-Pátria na coleção Epistemologia e Sociedade, em segunda edição de 2001 (a edição que tenho), e no Brasil pela editora Sulinas em edição do ano 2000 enfoca o surgimento da era planetária.

Mostra como a chamada “civilização ocidental” e sua cultura da modernidade invadiu o planeta e desapareceu com culturas milenares, como “o império inca e o Império Asteca reinam nas Américas e tanto Tenochtitlàn como Cuzco ultrapassam em população, monumento e esplendores Madrid, Lisboa, Paris, Londres, capitais das jovens e pequenas nações do Ocidente europeu” (pag. 15)  no início do século XV.

Morin e Kern descrevem o início do “desenvolvimento acelerado, ás trocas intensificam-se, os Estados nacionais criam estradas e canais” (pag. 17 para indicar como aos poucos “as cidades, o Estado-nação, depois a indústria e a técnica sofrem um impulso como nenhuma outra civilização” (pag. 18).

Até bem pouco tempo, no início do século XX, “embora já empenhadas numa corrida desenfreada de armamentos, a França, a Alemanha, a Inglaterra e a Rússia não se atacam ainda diretamente umas às outras nos seus territórios metropolitanos” (pag. 18), mas começam a dividir o mundo a “traços de giz” (pag. 19).

A Inglaterra domina um quinta do Globo no início do século XX, “as Índias, Ceilão, Singapura, Hong Kong, em numerosas ilhas das Índias Ocidentais e da Polinésia, na Nigéria, nas Rodésias, no Quênia, no Uganda, no Egito, no Sudão, em Malta e Gibraltar”.

Junto com esta corrida “ligada a expansão mundial do capitalismo e da técnica, à mundialização do mercado é uma mundialidade de concorrências e de conflitos” (pag. 20), no qual ocorrem múltiplos processos “demográficos, econômicos, técnicos, ideológicos, etc.” (pagina 20) e da “mundialização das ideias”.

 

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