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Davos e o Welfare State

19 jan

O estado do bem estar social, era a ideia que a economia gerida pelo estado EatingPotatoesé a fonte da felicidade e do bem estar entre os povos, este conceito perdura em todas sociedades desde esquerdistas mais marxistas que o próprio Marx, até direitistas como Donald Trumph.

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Quando li o comentário do livro de John Micklethwait, e seu editor de gestão, Adrian Wooldridge, no New York Times, além de ser uma boa visão do que conservadores mais criativos estão pensando, vi também uma possibilidade de releitura da crise sócio-política-economia mundial, e a brasileira em particular, por sua excentricidade.

A nossa excentricidade é ver a política reformista liberal praticada por coronéis e esquerdistas, já que estas ideias foram elaboradas por laborados por conservadores e liberais econômicos no final do século XIX como alternativa a mudanças sociais reais que alterem não só a estrutura da revolução social, mas sua base social também.

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Os autores americanos sugerem uma leitura de Hobbes, do tipo: “A história completa de como o Ocidente estabeleceu sua liderança na tomada de estado seria uma tarefa monumental”, conforme o NYT, mas desconhecem o debate com Robert Boyle sobre a existência do vácuo, e também é ignorado o que a grande indústria e maquinaria fizeram com os camponeses migrando para as cidades descritos nos livros de Emile Zolá (o Germinal) ou de Victor Hugo (Os miseráveis) ou ainda a obra de “Os comedores de batatas” de Van Gogh.

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Não está errado analisar os critérios objetivos das revoluções técnicas, Marx também fez isto na Maquinaria e Grande Indústria, capítulo XIII, caracterizando que este modo de produção: “é a nivelação geral das operações, de modo que o deslocamento dos trabalhos de uma máquina a outra pode verificar-se em tempo muito breve e sem um adestramento especial”, ele já descreveria alguma coisa sobre a quarta revolução industrial e a esquerda talvez o chamasse de tecnicista ou reacionário, mas os pressupostos de Marx não eram uma crença.

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O que está em pauta é um mundo, após uma grande indústria “cultural” já ter acontecido, entre as chamadas 2ª. e 3ª. revolução industrial, onde a indústria “cultural” e a “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”, de Walter Benjamin, e não há mais arte e humanismo possíveis, senão superarmos a ideia de revolução industrial.

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O rosto dos “comedores de batatas”, agora são dos migrantes sem pátria que vagam pelo mundo a procura de uma casa e uma identidade, do reencontro da técnica com a produção artística, e a reumanização da multidão sem rosto é a revolução necessária.

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Discutir econômica, mais que Welfare State, é discutir ainda questões básicas de direito a saúde, educação e moradia de imensas populações sem rosto, em pleno século XXI, são milhões de seres humanos que estão aí sem direitos.

 

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