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Arquivo para abril 12th, 2022

Horrores da guerra se sucedem

12 abr

Um país já enormemente arrasado, que sofreu bombardeios em prédios de hospitais, escolas e até hospícios, ainda se convive com narrativas dizendo que o objetivo não era tomar o poder em Kiev, embora o número de vítimas militares de ambos os lados seja enorme, é de assustar este tipo de visão da guerra, que em si já é injustificável e desumana.

Prepara-se uma batalha ainda maior em Mariupol, onde os civis ficaram encurralados sem poder receber ajuda humanitária, e até comboios da Cruz Vermelha foram impedidos de seguir adiante, os poucos que vivem e resistem na região estão sem forças, sem alimentação e encurralados (há agora suspeita de guerra química).

O objetivo é dizer que se ganhou algo, e sendo situada ao leste, a cidade portuária de Mariupol pode representar um troféu de consolação para quem o objetivo da guerra é a conquista e o poder, assim toda região leste do Donbass até a Criméia que já é território russo, seria tomada.

Porém o que temem analistas militares é que isto encorajada o governo russo a seguir adiante, e países como Suécia, Finlândia, Romênia e Moldávia estão de prontidão, seria uma escalada que ai ficaria claro o objetivo expansionista com muitas semelhanças aos da II Guerra Mundial.

Há um lado econômico, sem dúvida e neste ponto a moeda russa o rublo não caiu o que as sanções esperavam enquanto o dólar vai despencando, há de ambos os lados o desejo de uma nova ordem mundial, e isto requer uma análise mais profunda, de economistas e estrategistas.

A crescente escalada armamentista cria e acelera a polarização mundial, com inúmeras influências locais, a França está novamente polarizada entre a extrema-direita de Marine Le Penn e a centro-esquerda de Emmanuel Macron, e isto com certeza se espalhará por todo planeta.

Assim não há paz se não se cultiva a paz, se não se trabalha e pede por ela, em plena semana santa que se vive a Paixão de Cristo, a paixão da civilização humana parece mais evidente do que nunca, uma crise de alimentos a vista, uma crescente radicalização e polarização, longe da paz.

Difícil pedir bom senso, pedir menos armas e mais diálogo, olhar para o perigo nuclear que agora nos dá um arrepio na espinha, não em todos, infelizmente.

Sim é preciso uma análise mais profunda da guerra, mas como afirmava Hannah Arendt o totalitarismo sobre escolhas feitas fora do contexto histórico, ou seja, sem qualquer bom senso.

Aqueles que creem em algo, resta pedir que seja possível “afastar este cálice” e isto seria divino.