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Arquivo para setembro, 2012

Note II chegando no Brasil

29 Set

Em guerra aberta com a Apple, que quer proibir o Galaxy em vários paízes (veja o post), a Samsung lança o Note II que chegará as lojas do Brasil até o final de outubro.

Tendência atual, o foblet é uma mistura funções de tablet e smartphone, a empresa anunciiou em agosto, tendo como configuração uma tela de 5,5 polegadas e resolução de 1280×720, o processador quad-core com 1,6GHz e roda o Android 4.1, o Jelly Bean.

Deverá estar nas lojas das operadoras no fim de outubro, mas o preço é salgado segundo reportagens sobre a Samsung serão cobrados R$ 2.299 que são superiores aos R$ 2 mil no lançamento do primeiro Note no ano passado.

Mas em compensação o Note 10.1 já está a venda por R$ 1.899, com tela de 10 polegadas e a caneta S Pen para navegação, processador quad-core de 1,4 GHz, 2GB de RAM e roda o Android 4.0 (Ice Cream Sandwich), com este tamanho, claro é um tablet.

 

Google Sea View

28 Set

Uma versão subaquática do Google View já está em demonstração, o projeto foi uma parceria da uma do Google, o Laboratório de Ecossistemas Aquáticos da Universidade de Queensland e uma empresa multinacional de seguros Catlin Group.

Entre outras utilidades, o projeto que é chamado Catlin Seaview Survey, tem o objetivo saber sobre o estado dos recifes a partir desta pesquisa panorâmica, documento o fundo do mar em fotos e vídeos, uma das fontes é uma reportagem na New Scientist.

Uma curiosidade, foi um membro da Comunidade Google Earth, intitulado de Bzoltan da Hungria, ele postou uma animação no tempo simulando a subida do mar de 1 a 100 metros, o quanto isto afetaria cidades como Nova York, Sydney, Tokyo e Hong Kong entre outras, basta clickar no botão play e controlar o regulador de tempo.

Apesar de inúmeras críticas, de ter um dos seus membros preso no Brasil em virtude de postar vídeo das eleições (as barbaridades da TV mal são controladas), a empresa presta um importante serviço, claro que ainda serão necessárias muitas mudanças e melhoras, por exemplo, em seus mecanismos de buscas, mas o serviço prestado ao saber é grande.

A noosfera progride, todo futuro é melhor que o passado de pouca difusão do conhecimento e de obscuridade.

 

MySpace tenta retomar

27 Set

Agora tendo o cantor Justin Timberlake como co-proprietário, o site se reinventa, centrando em música e promete oferecer maior integração com Facebook e Twitter.

De acordo com a empresa de medição do comScore, o público do MySpace é de 54 milhões, mas está bem abaixo de seu pico em 2009, em mensagem recente no seu site, o MySpace anunciou: “Estamos trabalhando duro para construir um novo MySpace, a partir do zero!”.

Com poucas características das atuais ferramentas sociais, enfrenta forte concorrência de plataformas on-line que oferecem maior facilidade para conectar artistas e fãs.

Em 2005 o site foi comprado pelo império da Rupert Murdoch Corpo, pelo preço de US 580 milhões, mas os usuários foram deixando de lado por outras redes sociais.

Em 2010 sofreu grande reformulação, rebatizando-se como um “site de entretenimento social”, mas ainda não foi desta vez que emplacou.

Em 2011, vendeu para a mídia on-line para um anunciante específico, e teve uma nova perda enorme, agora tenta um novo golpe para tentar retomar sua presença no cenário das novas mídias.

 

Novos elementos na impressão 3D

26 Set

A recente popularidade de impressão 3D tem chamado a atenção de pesquisadores para alguns cuidados especiais com os moldes e estruturas de armação das impressões.

Mas os objetos fabricados usam em geral polímeros, que muitas vezes tem algo em comum: quebram ou perdem a forma.

Agora pesquisadores da Universidade de Purdue e do Laboratório de Tecnologica Avançada da Adobe, desenvolveram em conjunto de programas que automaticamente dão força estrutural aps objetos antes de serem impressos.

A “solucionador de análise estrutural leve” analisa o objeto usando uma simulação como se ele fosse uma malha, o método já conhecido para análise de elementos de esforços em motores de turbina a jato, conhecido como Modelo de Elementos Finitos, mas aqui numa modelagem mais simples chamada de “Solução de análise estrutural leve”, reforçando elementos da peça de tensão ou auxiliando a estrutura interna.

A ferramenta usa também uma terceira opção, reduzindo o estresse sobre elementos estruturais por esvaziamento elementos com sobrepeso.
“Em uma análise estrutural, encontram-se as partes problemáticas e automaticamente escolhe-se uma das três soluções possíveis”, disse o pesquisador de computação gráfica Bedrich Benes, conforme o site da Universidade de Purdue.

Os resultados foram detalhados em um trabalho apresentado durante a conferência SIGGRAPH 2012, em agosto.

Um ex-doutorando de Purdue, Ondrej Stava criou o aplicativo de software, o que automaticamente fortalece objetos, seja pelo aumento da espessura dos principais elementos estruturais ou pela adição de suportes

 

Solução chinesa de inclusão digital

25 Set

Apesar dos quase 1,3 bilhões de chineses, apenas mais de um terço (538 milhões) tem acesso à internet, em dados de junho de 2012, mas pesquisadores da Universidade dos Correios e Telecomunicações de Pequim prometem um ataque frontal a este problema.

Uma reportagem desta pesquisa apareceu na revista New Scientist, informa que estão combinando a facilidade 3G com a conectividade 4G em um conjunto de linhas de fibra ótica (também existem estas linhas no Brasil), e chamaram este sistema de rádio-sobre-fibra (RoF), o pesquisador Kun Xu afirmou “Nosso objetivo é construir uma rede de acesso de banda larga usando apenas um sistema integrado inteligente de antenas de rádio-sobre-fibra e distribuído”.

Mostrando que existem soluções baratas, o pesquisador afirmou que no futuro: “”As cidades não vão precisar de grandes torres de alta potência celulares, cabos coaxiais caros, ou infra-estruturas de rede repetitivas para diferentes serviços sem fio”, e afirmou que este serviço mais barato poderá oferecer “Todos os serviços, com ou sem fios, serão fornecidas por este sistema e controlado por um escritório central”.

Tem alguém interessado em soluções baratas e que atenda a todos ? E temos que aguentar toda esta demagogia de “serviços a população” aquí , as operadoras continuam as mesmas!

É preciso uma política de serviços a população de fato, não programas caros, que se gastam mais dinheiro com viagens do que com soluções.

 

Samsung e Apple, quem de fato copia?

24 Set

A pouco mais de um mês um juiz californiano concedeu uma indenização a ser paga pela Samsung a Apple no valor de U$ 1 milhão, mas em documento apresentado num tribunal da Califórnia na sexta-feira a Apple quer aumentar a multa em mais US$ 707 milhões, enquanto a Samsung quer rever a sentença.

Em nota a empresa sul-coreana afirmou: “A Samsung pede, por fim e com respeito ao tribunal, um novo julgamento com um prazo adequado (para sua preparação) e um tratamento equitativo para as partes”.

Um pouco de história nos faz lembrar que na origem, quando Stevie Jobs e seu parceiro tecnológico fundaram a Apple Computer em 1976, usaram kits prontos no mercado para fundarem seu primeiro micro-computador, na época ainda pouco levada a sério por grandes empresas como IBM e Digital Computer.

Não foi por acaso que o primeiro investidor e o primeiro gerente da Apple (os garotos que faziam a Apple pouco ou nada entendiam de negócios), o investidor Mike Markkula, primeiro investidor da Apple, e trabalharam juntos cinco anos na Fairchild (então produtora de chips), e Michael Scott contratado por Mike como gerente, que depois ainda trabalhou alguns anos da National Semicondutor, a grande produtora de chips de pequena escala no inicio da revolução digital.

Não se pode dizer que eles tenham copiado alguma coisa, mas com certeza levaram muitas idéias na cabeça que depois foram para a prancheta e daí para os primeiros micros, mas ninguém os acusou de nada, na verdade diz Jeff Howe no seu livro “O poder das multidões”, no início era tudo muito simples.

Alguns detalhes da história do início da Apple pode ser visto numa entrevista de Mike Markkula, mas na verdade muita gente copia, poucos e raros são os que criam, diria meia duzia de pessoas possuem esta graça.

 

Marco Civil, governo inseguro sobre a internet

21 Set

Incerto e sem saber para onde ir, o governo através da ministra Ideli Salvatti, adia o debate sobre os direitos na internet e tenta trabalhar num texto de “consenso”.

Alguns admitem que haja divergências dentro do próprio governo, e um dos pontos seria a questão da neutralidade da rede, que é a de manter fluxos de dados de modo igualitário para diferentes usuários da internet, mas bancos e companhias aéreas, por exemplo, querem mais prioridade de banda.

Não é por acaso que as pressões se concentram no relator do processo Alessandro Molon (PT-RJ) e no ministério das Comunicações, que aceita a pressão das empresas da área.

Com uma sinalização confusa do governo, que já havia anunciado sinal verde duas vezes, na terça-feira passada o deputado João Arruda (PMDB-PR), presidente da comissão Marco Civil, disse logo em seguida de anunciar o adiamento (conforme o Globo), que tudo estaria pronto para a votação.

A proposta original do relator é que não haja discriminação de serviços por parte dos provedores, mas muitos parlamentares ameaçam votar em separado ou até mesmo rejeitar todo o projeto.

Outra manipulação possível, é diminuir a velocidade da conexão de serviços de voz por IP, com isso dificulta o uso de Skype e reduz a banda de o produto de uma concorrente, com isto na prática o usuário acaba tendo que escolher um serviço, e, portanto, não haveria concorrência.

 

Depois das redes, as conexões dos tecidos

20 Set

O trabalho é de um amigo pessoal, Luciano da Fontoura Costa, em projeto financiado pela FAPESP e que já lhe valeu uma publicação, nada mais nada menos que na Nature Communications, uma relevante revista para pesquisadores de alto nível nesta área.

Uma pequena reportagem sobre o projeto pode ser lido na revista eletrônica da FAPESP, intitulado Arquitetura dos Tecidos, ele desenvolveu métodos computacionais para analisar imagens de células do epitélio, tecido que recobre interna ou externamente os órgãos e verificar o tipo de ligação entre elas.

Para estudar as ligações, existe um modelo matemático chamado grafo, uma espécie de diagrama, onde as ligações são representadas como um conjunto de pontos (nós ou vértices) ligadas por retas.

Segundo Luciano, “o estudo é consequência de anos de colaboração dele com os pesquisadores Madan Babu e Luis Escudero”, ambos do Laboratório de Biologia Molecular de Cambridge, na Inglaterra, sendo o objetivo principal da pesquisa “investigar a organização epitelial de uma forma mais abrangente e sistemática, usando não apenas medidas da forma de cada célula, mas também uma rede de contatos entre elas”, explicou.

Os tecidos podem ter uma caracterização geométrica, os pesquisadores ingleses buscaram esta caracterização geométrica em cada célula registrada em imagens microscópicas do epitélio de asas e olhos de embriões de frango e da pupa de drosófila, a mosca-das-frutas, enquanto Luciano montou uma rede de contatos entre as células e realizou a análise multivariada dos dados, e através do tratamento estatístico dos dados buscou algum tipo de padrão.

 

Pesquisadores fazem buscas por imagens

19 Set

“Sistemas de busca, visualização e informação são extraordinariamente versáteis, do ponto de vista profissional, e eles são extremamente úteis para os seus clientes “, comenta um dos autores do trabalho, o professor Antonio Perianes, da Biblioteca da Universidade Carlos Terceiro e do Departamento de Ciência da Informação (Departamento de Biblioteconomia y Documentación), da Universidade Carlos III, na Espanha.

Ele explicou, segundo notícias no site Science Codex, que buscando as contribuições na Web Semântica, e graças à enorme quantidade de trabalhos taxonômicos que são usados com uma terminologia menos ambígua, e ainda a introdução de alguns metadados específicos (como as coordenadas GPS), permitem estas buscas baseadas em sentimentos, ideias ou cores predominantes, algo que teria sido implausível apenas alguns anos atrás.

O estudo realizado por estes pesquisadores, foi recentemente publicado na revista científica ‘El Profesional de la Información ” (profissional da informação ), e analisou este tipo de sistema de busca e visualização para estabelecer o perfil e as características básicas que qualquer banco de imagens comercial deve apresentar aos seus clientes, independentemente de seu tamanho.

Segundo este pesquisador “temos procurado estabelecer os requisitos mínimos necessários que um programa de pesquisa destas características deve conter, a fim de aproveitar ao máximo os materiais que estão devidamente descritos e armazenados no sistema, tornando mais fácil para os clientes e usuários a localizar e usá-los “, explicam os pesquisadores.

Ele preenche um vazio que existe em especializado literatura com relação às agências de fotografias e as suas características técnicas. “É surpreendente ver mais artigos sobre este tipo de organização na imprensa econômica do que em revistas acadêmicas ou profissionais, apesar de suas elevadas vendas líquidas anuais”.

 

Conceito de copyright está ultrapassado

18 Set

Em tempos de redes sociais e compartilhamento, as editoras e grupos capitalistas querem manter suas regalias usando o estado e algumas mentalidades iluministas (direitos do estado).

O jornalista e advogado alemão Till Kreutzer,de 41 anos, cofundador do iRights.info, portal sobre copyright no mundo digital explica porque este conceito está ultrapassado e disse que seu movimento exige os direitos na rede, e explica como o conceito de copyright passou.

Ganhador do prémio Grimme-Online 2006 e membro da comissão alemã da Unesco para Informação e Comunicação, ele deu uma entrevista ao portal terra.

Ele explica que leis como a snippet, que está em discussão na Alemanha, ao invés de favorecer pequenas empresas e usuários da Web, favorecerá o Google, Yahoo! e a Microsoft porque eles pelo tamanho terão como negociar direitos com autores e editoras, enquanto as pequenas empresas, ou pessoas inovadoras (os start-ups) é provável que tenham mais dificuldade, assim favorecemos os novos monopólios também na Web.

Segundo ele a atual lei alemã em discussão, vai obrigar no futuro, a jornalistas e blogueiros que usem a Web a assinar um contrato e permitir que coloquem os “snippets” (software de controle de conteúdo), nos textos da ferramenta de busca, permitindo “patrulhar” e processador os donos dos conteúdos, na prática é uma censura.